Grupo K: Inflação e Taxas de Juros nos EUA

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Inflação e taxa de juros são duas variáveis de grande importância no escopo de atuação dos economistas.

A taxa de inflação

A inflação é uma elevação sustentada do nível geral de preços da economia conhecido como nível de preços. Ela é medida com base em índices que ponderam os bens e serviços mais importantes para a população e medem o crescimento desses preços. Se todos os preços (bens, serviços, salários, lucros etc.) aumentassem uniformemente, não haveria problemas. O problema é que a inflação mexe nos preços relativos, e assim quando a inflação é superior ao aumento de salários, por exemplo, há perda do poder de compra da população assalariada. A inflação pode ter uma causa monetária (impressão de dinheiro pelo governo), pode ter causas psicológicas (agentes ajustam o preço porque acham que aumentaram no futuro) e pode ter uma causa real (um desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços).

Deflator do PIB e Índice de Preços ao Consumidor

Duas medidas são geralmente utilizadas como índices de preços: o deflator do PIB e o índice de preços ao consumidor. Apesar de não ser tão utilizado como os demais índices, o deflator é provavelmente o mais abrangente, pois seu cálculo utiliza informações indisponíveis aos demais indicadores, como os preços implícitos da administração pública. O cálculo do deflator é dado pela razão entre PIB nominal e PIB real. Já o IPC é calculado com base em uma cesta de bens e serviços consumidos por um grupo específico de habitantes, a inflação é medida pela variação nos preços do conjunto fixo de bens dessa cesta a cada período.

No contexto americano, podemos notar um nível de inflação razoavelmente estável ao longo das duas últimas décadas com algumas quedas em períodos de recessão como em 2001 e 2008-09. O IPC apresenta uma maior volatilidade em decorrência de sua metodologia de cálculo, evidenciando a sensibilidade das famílias em relação ao consumo nos períodos de crise.

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Como inflação e taxas de juros se relacionam?

A taxa de juros é um instrumento utilizado para regular o nível de atividade econômica. Por exemplo, se há interesse em expandir o nível de atividade econômica a taxa de juros é reduzida. Ao contrário, se há um superaquecimento da atividade os juros são aumentados, para que o custo dos investimentos tornem-se mais elevados desencorajando projetos de investimento. Aumento dos juros tende a reduzir o ritmo de elevação dos preços, reduzindo a taxa de inflação.

A Taxa de Juros Americana

A taxa de juros americana (Federal Funds Rate) é determinada pelo mercado e influenciada pelo banco central americano (Fed) através de operações de open market, repondo ou retirando fundos ao volume disponível no mercado. Este procura alinhar a Federal Funds Rate efetiva com a taxa de juros pretendida. Esta taxa serve de referência para a economia americana sendo usada nos empréstimos feitos entre bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições em títulos públicos federais. E sua alteração tem efeito sobre o valor das taxas para diversos produtos como hipotecas, empréstimos, juros de poupança entre outros.

Desde o final de 2008 o Federal Open Market Committee (FOMC), que equivale ao COPOM, tem estabelecido como alvo uma taxa de juros próxima a zero visando estimular a atividade econômica e a geração de empregos.

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Análise da Conjuntura

Após a crise mundial o Fed manteve a taxa de juros próxima a zero afim de estimular o crescimento da atividade econômica. Em 2014 o país cresceu 2,4%, o que mostra uma tendência de recuperação aliado a queda na taxa de desemprego. A economia americana mostra tendência de crescimento mais moderado. A inflação também mantém-se baixa, o que estimula o consumo, e com aumento da criação de empregos pode haver um superaquecimento da economia, levando o Fed a aumentar a taxa de juros para trazer a economia ao equilíbrio, aumentando o nível de atratividade dos investimentos financeiros nos Estados Unidos.

O link a seguir ilustra os fatos apresentados: http://goo.gl/NDvPE2 

 

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Grupo B: Produção e emprego nos EUA

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“Analisando o cenário estadunidense através da lente macroeconômica, evidenciaremos a aplicação dos conceitos de PIB e EMPREGO por meio de definições e de notícias, as quais seguem abaixo.

Produção dos EUA:

O produto interno bruto é um indicador que mede a atividade econômica do país. Avaliar o PIB consiste em mensurar todo fluxo do nível de produção da Economia.

A imagem 1 descreve os valores do PIB e de seus componentes de 2000 a 2013, o que permite avaliar o impacto de cada um para a formação da produção dos EUA.

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O gráfico 1 representa o crescimento do PIB real no acumulado de 1996 a 2005 e dos anos de 2006 a 2013.

B grafico 1

Um indicador derivado do produto interno bruto é o PIB per capita, formado pela divisão do PIB pelo número total de habitantes do país, o que mensura o bem-estar.Com a comparação dos resultados podemos dizer que a população piorou seu nível de bem-estar ou melhorou. Há também a diferenciação entre o PIB nominal e o real. PIB nominal é calculado a preços correntes, ou seja, considera os valores do ano em que o produto for produzido e comercializado; já o PIB real exclui os efeitos da inflação.

Aplicando o conceito: É recorrente a afirmação de que o PIB dos países é subestimado, essa é uma consequência dos problemas de mensuração do indicador. Entre esses problemas, pode-se apontar a economia informal, representada principalmente por atividades ilegais, das quais não se tem informação completa para determinar o valor produzido. Isso faz com que países como a Itália e a Holanda que incorporaram atividades ilegais no cálculo do PIB pareçam ter um fluxo maior de produtos e serviços disponíveis do que outras economias, como a dos EUA, que não incluíram a chamada economia subterrânea. Entretanto, uma das mudanças que os EUA recentemente adotaram na mensuração do PIB pode ser capaz de superestimá-lo. Gastos em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, compõem os investimentos e podem gerar rendas futuras, mas são de difícil mensuração, pois não se sabe ao certo qual será seu rendimento. Em 2008, os EUA passaram a incluir tais atividades inovadoras de pesquisa e desenvolvimento e também de criação de arte (filmes, livros, música e programas de TV) no cálculo de PIB, o que torna difícil a comparação com outros países.

A notícia a seguir representa uma decisão do governo dos EUA em adotar acordos comerciais para aumentar as exportações e, assim, aumentar a produção do país, uma alternativa às políticas tributárias e de gastos públicos e também uma maneira de reduzir o peso do consumo doméstico para o indicador, visando a estimular a economia de todos os países envolvidos: http://goo.gl/IWS8OY

Emprego nos EUA

A taxa de desemprego representa a proporção de pessoas capazes de exercer uma profissão e que procuram um emprego remunerado, mas que, por diversas razões, não entram no mercado de trabalho.

A imagem 2 descreve a população dos EUA, a força de trabalho e as taxas de participação na força de trabalho e desemprego, o que permite analisar o desempenho do mercado de trabalho no país.

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Aplicando o conceito: O cenário atual dos EUA demonstra queda na taxa de desemprego, auxiliada pela coincidente queda na taxa de participação da força de trabalho, o que pode representar uma subestimação do enfraquecimento econômico pela taxa de desemprego. Janet Yellen, presidente do Federal Reserve, afirmou que para avaliar a recuperação do mercado de trabalho, ela consideraria mais do que a taxa de desemprego. O tamanho da força de trabalho é uma chave determinante do quão rápido a economia pode crescer, visto que o seu potencial é dado pelo uso de todo o capital e trabalho disponível.

A notícia abaixo ilustra a situação retratada abordando a queda na taxa de participação na força de trabalho e seus motivos: http://goo.gl/xAgBC7

A notícia que segue abaixo, veiculada pelo jornal VALOR ECONÔMICO, evidencia diversos tópicos da análise macro, relacionando-os e ressaltando sua importância para a composição do PIB: http://goo.gl/A6S5mb

 

Atividade Didática Online – Curso Macroeconomia I

Grupo B

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Que tal prestar atenção no seu método de estudo?

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Isso pode resolver todos os seus problemas com “aquele professor que insiste em te reprovar”!! ;-)

Para os estudantes interessados em aprender (e quando isso acontece, naturalmente vc é aprovado em seus exames acadêmicos!) prestar atenção em como você estuda pode poupar muito tempo e esforços, além de propiciar melhores resultados gerais – inclusive elevando aquela medida que tanto te interessa, a nota!

Em um post anterior, tratei do assunto com foco em disciplinas quantitativas aplicadas à economia (veja aqui), mas as dicas que quero deixar agora são gerais, baseiam-se nos avanços da neurociência que desvendam alguns mecanismos de funcionamento do cérebro e ajudam, e muito, a estudar e aprender de forma eficiente. Elas foram sintetizadas com muito bom humor nesses quadrinhos:

Uma longa noite aprendendo

Para quem quer ir direto à fonte, recomendo que aproveitem a excelente plataforma de ensino online Coursera e façam o curso:

Learning How to Learn: Powerful mental tools to help you master tough subjects

Eu estou participando da atual edição e tenho achado bem divertido e interessante!

Outra alternativa é ler o livro:

A Mind For Numbers: How to Excel at Math and Science (Even If You Flunked Algebra)

Barbara Oakley

A autora é a professora responsável pelo curso no Coursera, em termos de conteúdo curso e livro são quase substitutos!

Se o seu interesse for ir um pouco mais além e compreender de maneira mais profunda os efeitos da neurociência sobre a teoria de tomada de decisão, sugiro uma aproximação às teorias desenvolvidas por Kahneman e Tversky, e sintetizadas para o grande público no livro Rápido e Devagar: duas formas de pensar (Kahneman, 2012). Esse livro fez parte de uma atividade didática com uma turma de Finanças, em que os alunos produziram resumos publicados aqui e apresentados em sala de aula:

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 1

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 2

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 3

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 4 (Faltou essa parte!)

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 5

É isso!

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Passeio aleatório pelos números de 2014 – que venha 2015!!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 34.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 13 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Inovações didáticas – Chute Educado

 

Esta prática tem como objetivo conscientizar o estudante do seu próprio desempenho em provas dissertativas individuais, contribuindo para que ele se torne ativo em seu processo de aprendizagem e crítico em relação aos seus métodos de estudo e preparação para provas dissertativas, por meio de um mecanismo de incentivo para a autoavaliação que costumo chamar de “chute educado”.

Para efetividade desta prática, é necessário que o professor reserve em seu cronograma de aulas datas para a realização de vistas de provas, como é natural em processos de avaliação formativa. Na data agendada, antes de entregar as provas corrigidas, discutir as respostas esperadas e tirar dúvidas sobre o conteúdo, o professor propõe aos estudantes que respondam à seguinte pesquisa:


Pesquisa Experimental

Pense sobre sua preparação para a prova desta disciplina e, baseado em sua experiência de estudo ao longo de sua vida, responda às duas questões abaixo. Recompensa: se você acertar a sua nota num intervalo de 0,5 ponto para cima ou para baixo, receberá como recompensa 0,5 na nota da prova em questão. Exemplo: você disse que sua nota esperada é 7,0, se sua nota efetiva estiver entre 6,5 e 7,5 ela será acrescida de meio ponto.

  • Quantas horas, aproximadamente, você estima que estudou para esta prova?

Resposta: _________ horas no total.

  • Que nota você acredita ter alcançado na prova?

Resposta: __________  (número entre 0 e 10, com até 2 casas decimais)

Nome: ________________________________________________________


 

Essa técnica é uma aplicação do conceito de expectativas racionais em sala de aula e foi elaborada com base em Blackwell (2010). Espera-se que o estudante se conscientize do trabalho que realizou, do quanto se dedicou para os estudos do conteúdo e como isso, naturalmente, reflete-se na nota que ele tirou na prova em questão. Esse meio ponto também tem um papel de minimizar distorções que a subjetividade da correção imprime às notas, por mais que adotemos estratégias para evitar tais distorções.

Obviamente, há vários efeitos endógenos nos resultados observados, tais como a reputação do professor (se a reputação for de que o professor é rigoroso, a nota chutada refletirá também essa informação); o grau de dificuldade relativo da disciplina; se o aluno está habituado ou não a refletir sobre seu desempenho em geral; se o aluno é repetente; entre outros.

Ao longo dos três últimos anos, venho sistematicamente aplicando esta técnica nas disciplinas que ministro, e pretendo ter em breve um banco de dados que permita uma análise econométrica robusta às endogeneidades a fim de analisar os resultados adequadamente. Por enquanto, apresento apenas uma análise exploratória inicial, que permite algumas reflexões interessantes.

Do total de sete turmas em cinco disciplinas diferentes (as turmas desse semestre não estão contabilizadas, pois ainda não ocorreu o fechamento do semestre) e de 265 alunos matriculados, quase 70% participa desse levantamento em pelo menos uma das duas provas regulares por semestre. A tabela 1 a seguir sintetiza as informações e já apresenta um teste de diferença de médias para distribuições com variâncias distintas entre a média da nota obtida e a média do chute educado:

Tabela 1: Síntese do banco de dados e teste de diferença de médias

tabela 1

Observamos que as disciplinas da área de métodos quantitativos parecem receber uma maior dedicação de tempo de estudo, considerando que há, em geral, sete semanas de aulas e preparação para cada uma das duas provas, o comportamento dos estudantes indica uma hora de estudo por dia útil da semana, o que seria bastante razoável em termos de alocação de tempo. Ainda, os testes de diferença de médias, para um nível de significância de 5%, não rejeitam as hipóteses nulas de igualdade entre as médias para o total da amostra, e para cada uma das disciplinas individualmente (todos os p-valores são superiores a 5%), sendo que apenas para a disciplina de Matemática Aplicada o teste é limítrofe. Concluímos que, em média, os alunos acertam suas notas e estão conscientes de seu desempenho em prova.

0 percentual de acertos de chutes é mais baixo que o esperado, apenas 39% e para entender esse resultado é importante desagregar o comportamento por classes de notas, pois as médias não mostram o grau de acerto entre alunos de desempenho pior e melhor, para o quê apresentamos os histogramas da Figura 3:

Figura 3: Histogramas de notas obtidas e estimadas e de erros e acertos

fig3a

 

fig3b

No primeiro dos histogramas, observamos que os alunos que obtêm notas mais baixas, entre 0 e 2, chutam notas um pouco mais elevadas, pois nas classes de 2,1 a 4 há um comportamento no sentido oposto, com uma maior concentração de chutes que de nota efetivas; por outro lado, o comportamento se inverte entre os alunos que obtêm notas melhores: acima de 4,1 as notas estimadas ficam abaixo das observadas e nenhum dos que obtiveram notas acima de 7,1 chutaram notas nessas classes. Já no segundo histograma, o resultado mais interessante se revela: os alunos que tiram as notas mais baixas, de 0 a 4, apresentam o maior percentual de acerto do chute, 68%, enquanto nessa mesma faixa, o percentual de erros é de 51% e o percentual de acertos acima de 4,1 cai para 32% enquanto o de erros sobe para 49%.

O tema continuará sendo alvo de estudos estatísticos mais robustos, e novos “chutes educados” das turmas deste semestre serão agregados ao banco de dados! Em breve terei uma nova versão.

Esses dados fizeram parte da apresetação oral que fiz no III  Simpósio Temático da Pró-Reitoria de Graduação “A Docência na USP: Desafios e Inovações”

Veja divulgação aqui.

 

BLACKWELL, C. Rational expectations in the classroom: A learning activity. Journal for Economic Educators, v. 10, n. 2, p. 1–6, 2010.

 

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Experimento de Ilhas de Lucas – resultados

 

Realizamos o experimento fora do horário de aula, por conta do andamento do conteúdo, e por esse motivo definimos que essa atividade renderia uma nota adicional à segunda prova. Muitos se animaram, e a ideia era essa mesmo!!

Trabalhamos em grupos de 5 ou 4 e as regras para a atividade estavam claras:

“Prêmio: todos os grupos que realizarem corretamente todas as etapas receberão 0,5 ponto na prova P2 e os que responderem corretamente a pergunta sobre os resultados ao final do experimento, mais até 0,5 ponto!!”

Sendo a pergunta final a seguinte:

  • Considere os períodos em que você incorretamente estimou o nível de preços. Quantas horas você deveria ter trabalhado em cada um desses períodos se suas estimativas de nível de preços fossem corretas? Como as surpresas no nível de preços (isto é, as diferenças entre o nível de preços observado e o estimado) afetou sua decisão de trabalho e como isso afetaria o produto da sua ilha? E do conjunto de ilhas?

Preparar esse experimento deu um trabalho e tanto para mim e para o Gabriel, pois todos os salários nominais precisaram ser definidos a priori para manter a consistência interna do experimento e produzir o nível de preços verdadeiro adequado, que pudesse revelar os efeitos dos anúncios na formação das expectativas das ilhas. E eu os alertei: “Esse experimento não é para amadores, é necessário pensar e tomar decisão considerando o contexto descrito nas regras do experimento!!”.

Porém, qual não foi minha surpresa ao constatar que nenhum grupo realizou as contas adequadamente, e não é questão de aproximação, pois notem que as três primeiras rodadas deveriam produzir resultados exatos!! Se todos estivessem prestando atenção durante a realização do experimento e algum grupo tivesse cometido um erro que pudesse comprometer o cálculo do nível de preços verdadeiro (já que todas as ilhas visitaram seus vizinhos e coletaram os preços de seus produtos) qualquer um dos outros grupos poderia ter observado isso e reportado um possível problema. Durante o experimento, o que notei foi uma total falta de organização do trabalho dentro de cada grupo, sem divisão de trabalho e sem compromisso com seu próprio papel e o resultado disso para o grupo – era como a simples presença ali já garantisse meio ponto na nota da P2…

O resultado está aqui:

Preços observados e Notas- LUCAS

Nenhuma ilha realizou corretamente todas as etapas do experimento, portanto nenhuma recebeu o meio ponto “garantido” – tenham certeza: isso foi muito mais decepcionante para mim que para vocês… Observem que nem mesmo um possível erro de um grupo em reportar adequadamente o preço do seu produto pode ser o responsável por tais resultados, visto que para cada rodada há resultados dferentes entre os grupos.

Quanto à pergunta final, parabenizo à Ilha A que produziu uma resposta consistente com a estrutura econômica do experimento, DESCRITA nas regras!! Agradeço também aos que se esforçaram para realizar a atividade adequadamente, mesmo tendo dificuldades (de qualquer ordem, inclusive ler e seguir instruções).

É isso.

 

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ECEC O – Políticas macroprudenciais no Brasil

 

A recente crise internacional evidenciou a deficiência da estrutura regulatória do sistema financeiro brasileiro em vigência. Muitos economistas têm atribuído esse episódio à falta de medidas macroprudenciais à regulação do sistema financeiro. Enquanto a abordagem microprudencial visa evitar a quebra de instituições financeiras isoladamente, a abordagem macroprudencial pretende preservar o sistema financeiro como um todo.

As medidas macroprudenciais são políticas que tem por objetivo reduzir o risco sistêmico e assegurar a estabilidade do sistema financeiro contra choques externos. È normal em períodos de crescimento da economia, a diminuição do risco, os preços dos ativos sobem, o crédito aumenta  impulsionam as instituições. Já em épocas de crise, ocorre o oposto, em períodos de desaceleração econômica, surge um ciclo vicioso quando acontece desalavancagem do sistema financeiro,  queda nos preços dos ativos. Esses aspectos denominados de pró-cíclica é difundido pelo sistema financeiro pelo “mecanismo de aceleração financeira”. A princípio, uma alternativa para muar o cenário, são as medidas macroprudenciais, tornando empréstimos mais difíceis de serem efetuados em tempos de “boom econômico”, tentando prevenir desequilíbrios em momentos de desaceleração econômica.

Mudanças nas taxas de juros e medidas macroprudenciais atingem tanto a demanda e oferta adjuntas quanto as condições do sistema financeiro de maneira equivalente. Se por um lado, a política monetária atinge os preços dos ativos e os mercados financeiros de maneira geral, por outro, as medidas macroprudenciais podem surtir diversos efeitos macroeconômicos diversos, que se expandem ao buscar elevar ou recuar o ritmo do ciclo econômico, um exemplo é quando tais medidas implicam diretamente sobre a oferta de crédito.

Entretanto, essas duas medidas não são as melhores alternativas, de maneira geral são complementares, especialmente se existe grandes fluxos de entrada de capital que buscam a aumentar a vulnerabilidade do sistema financeiro. A política monetária pode ser brusca demais ao afetar a economia como um todo, mesmo representando um risco ou não à estabilidade econômica. Por exemplo, a necessidade de aumento de juros pode ser alto demais produzindo grande volatilidade na demanda agregada. Já medidas macroprudenciais podem ser direcionadas para um setor especifico que aparenta estar em risco mais evidente. Somado a isso, quando se muda as taxas de juros podem provocar um efeito nulo no aumento do crédito se as empresas conseguem pegar dinheiro à taxas menores no mercado internacional. Outro problema é o conflito gerado entre atingir a estabilidade financeira e macroeconômica por meio de política monetária. Por exemplo, as metas de inflação, se a expectativa da mesma esta de acordo com a meta, interferir na oscilação dos preços dos ativos para preservar a estabilidade financeira pode prejudicar a credibilidade do sistema de metas da inflação afetando todo o seu funcionamento.

Medidas Macroprudenciais não devem mudar os efeitos de política monetária, e, assim não podem ser usadas sozinhas para adaptar uma reação monetária desejada.

As chamadas medidas macroprudenciais, aplicadas pelo Banco Central do Brasil, entraram em cena pela primeira vez ainda no começo da crise econômica brasileira, entre 2008 e 2009. Esta servia como resposta à crise, onde o Banco injetava dinheiro para incentivar a economia. Como a função do Banco Central brasileiro é garantir a estabilidade monetária, diferentemente do Federe Reserve (Fed, o BC dos EUA), por exemplo, o qual deve se preocupar tanto com a estabilidade quanto com a taxa de desemprego, esta foi uma forma do governo fazer política de crescimento econômico.

Recentemente estas medidas voltaram à cena. Desta vez o BC aliviou regras do recolhimento do compulsório (fatia do dinheiro que os bancos, públicos ou privados, são obrigados a depositarem no BC para evitar empréstimos desproporcionais) e mudou fatores de ponderação de risco para o crédito ao varejo. Estas medidas têm por objetivo injetar 45 bilhões de reais na economia, o que equivaleria a 1,5% do atual estoque de crédito no país, que está em R$2,8 trilhões.

Tais mudanças, segundo o BC terão impacto imediato de 30 bilhões de reais em recursos na economia com uma mudança na regra dos depósitos compulsórios, trata-se de contribuição obrigatória que os bancos têm que fazer junto ao Banco Central. O valor é calculada baseado no volume de depósitos feitos à vista e à prazo nas instituições.

 REFERÊNCIAS

http://spotniks.com/banco-central-lanca-medidas-para-estimular-credito-e-injetar-r25-bilhoes-na-economia/

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0FU15920140725.

UNZAL, F; Capital Flows and Financial Stability: Monetary Policy and Macroprudential Responses Framework, August, 2011.”

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