Um dia explicando o que o Economista faz!

Fonte: Um dia explicando o que o Economista faz!

Que tal prestar atenção no seu método de estudo?

Este também é um post que acho que pode te ajudar (novo aluno de Monetária!)

Aprender a aprender não é fácil… ;-)

Que tal prestar atenção no seu método de estudo?.

Qual é o seu estilo de aprendiz?

Trazendo de volta este post para os novos alunos de Monetária!

Qual é o seu estilo de aprendiz?.

Grupo M – Política Fiscal contracíclica – Brasil e EUA

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A teoria keynesiana, introduzida na década de 1930, defendia políticas governamentais para controlar, ou ao menos, reduzir o tempo de impacto de crises da demanda agregada. Diferentemente dos clássicos que defendiam a não interferência do governo na economia, pois segundo sua teoria, a economia se ajustaria sozinha com o tempo (a mão invisível do mercado ajustaria as variáveis e retornaria o produto ao seu equilíbrio).

A política anticíclica busca tirar o país de seu ciclo econômico, seja de baixo crescimento ou extremo crescimento. No baixo crescimento, o governo deverá intervir com o aumento da demanda agregada. Quando em um período de crescimento exacerbado, acima do produto potencial, o governo deverá intervir criando políticas restritivas a fim de reduzir o produto para que se aproxime do produto potencial.

Faz-se importante ressaltar que a necessidade de um governo criar política anticíclica restritiva, a fim de reduzir o produto no curto prazo, é a necessidade de controlar a inflação, pois se a demanda for muito superior à oferta agregada, o produto real não crescerá, mas somente a inflação. Por isto o governo entra com uma redução na oferta de moeda ou no orçamento fiscal.

Brasil

Após a crise de 2008, o Brasil tomou como política anticíclica o aumento vertiginoso dos gastos públicos; porém para alguns economistas, a política durou por tempo demais, causando inflação no momento presente. Com a política fiscal expansionista, a demanda agregada aumentou, porém a oferta agregada não acompanhou na mesma proporção, e hoje vemos a crise de baixo crescimento e alta inflação.

Atualmente o Brasil está com um produto acima do seu produto potencial, isto se deve ao estado de estagflação e baixo desemprego. A fim de controlar o ciclo, e voltar ao produto potencial (e consequentemente a taxas de inflação menores) o governo federal está fazendo uma política restritiva fiscal, ou seja, aumento dos impostos e redução dos gastos do governo, no curto prazo.

A partir de 2015, o ministério da fazenda inicia um projeto para a redução do orçamento dos ministérios públicos (ver tabela 1.1) em cerca de quase R$70 bilhões. Ainda estão em aprovação outras medidas restritivas como a redução de gastos assistencialistas como o seguro desemprego, abono salarial, etc. Com estas últimas medidas o governo espera uma redução de R$18 bilhões.

Além da redução dos gastos do governo, o executivo brasileiro aumentou os impostos, como a volta da CIDE, o aumento do Pis/Cofins no combustível e do IOF para operações financeiras.

EUA

Quanto à política fiscal, os EUA, logo após a eleição de Obama, este entra com um projeto de saúde para os mais pobres e idosos, e também com um aumento nos gastos militares, para a guerra no Iraque; as duas políticas tanto a de saúde pública quanto a militar foram importantes para a recuperação americana, porém em 2013 houve uma grave crise politica entre democratas e republicanos devido ao teto da dívida ianque. O teto da dívida foi aumentado com o compromisso de redução dos gastos do governo ao longo do tempo.

A tabela 1.1 retirada do site www.g1.com.br mostra o orçamento previsto para o ano de 2015 e como ficou após o corte do orçamento.

M - Tabela 1.1

No gráfico 1.2, temos um gráfico (Ano; % do PIB) que demonstra o crescimento e depois a redução do orçamento do governo ao longo do período de 2008 a 2015.

M - Gráfico 1.2

 

Bibliografia:

http://pt.tradingeconomics.com

 http://www.vinciapogeo.com.br

http://g1.globo.com

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Grupo I – Inflação e Taxa de juros nos RICS

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O RICS é um grupo de países formado por Rússia, Índia, China e África do Sul. Cujos órgãos responsáveis por realizar políticas monetárias são, respectivamente, Central Bank of Russia (CBR), Reserve Bank of India (RBI), People’s Bank of China (PBC) e South African Reserve Bank (SARB). Realizam políticas monetárias alterando a oferta de moeda, visando alterar a taxa de juros, e, assim, manter a inflação sob controle e evitar grandes flutuações do produto da economia. Geralmente, realizam políticas monetárias através de instrumentos como práticas de open market, mudanças nas taxas de redesconto de liquidez, alterações no coeficiente de reservas compulsórias e outros métodos.

Avaliando cada país:

Rússia: Durante a década de 1990, foi dissolvida a URSS, portanto, a Rússia passava por uma transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Essa transição gerou uma instabilidade política no país, que causou a crise financeira russa de 1998. Assim, os altos índices de inflação observados em 2000 e 2001 são, ainda, reflexos dessa crise. As taxas de juros também se mantiveram altas, numa tentativa de reduzir a inflação. A partir de 2002, o país obtém maior estabilidade política, permitindo que seus níveis de inflação caíssem. Hoje, a Rússia enfrenta novamente uma instabilidade política provocada pela crise ucraniana, o país tem sofrido sanções econômicas por parte dos países ocidentais e tem ocorrido grandes desvalorizações do Rublo, o que gera o risco de um aumento da inflação. http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/a_desvalorizacao_do_rublo

Índia: Analisando os gráficos, notam-se taxas de juros predominantemente altas, visando controlar a crescente inflação observada, causada pelo elevado crescimento do produto no período. Um dos desafios do RBI hoje é manter a inflação sob controle sem prejudicar o crescimento do país. Em março desse ano o RBI chegou a realizar políticas para diminuir os juros em 0,25%, já que a inflação cresceu menos que o esperado. http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2015/03/indias-monetary-policy

China: Ao analisar a taxa de juros e inflação da China, é importante ressaltar que o país ainda vive um processo de transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Seu mercado financeiro ainda apresenta problemas e sofre uma grande regulamentação por parte do governo. Percebe-se claramente que quando há uma alta da inflação, há um decorrente aumento das taxas de juros para controlá-la. Dentre os países analisados, é o que possui menores taxas de inflação. Porém, o governo Chinês é muitas vezes acusado de manter os preços artificialmente baixos e de ser uma instituição pouco transparente. Devido a isso, seus dados macroeconômicos são considerados pouco confiáveis. http://mundorama.net/2014/09/04/o-setor-financeiro-na-china-por-paulo-duarte/

África do Sul: O SARB, diferentemente dos outros países analisados, adota um regime de metas de inflação. Sendo as políticas monetárias realizadas para mantê-la dentro da meta. Contudo, essas metas de inflação possuem certa flexibilidade, o próprio SARB afirma adotar um regime de metas de inflação flexível. Assim é aceito que ela fique acima da meta num primeiro momento, devido a mudanças na conjuntura macroeconômica, entretanto, o SARB deve estabelecer em quanto tempo a inflação deve voltar para meta e é responsável por atingir esse resultado no tempo determinado.  A partir de 2009, a meta de inflação foi estabelecida entre 3% e 6%. Pode se observar que em alguns anos a meta não foi cumprida. 

I - Inflação RICS

I - Juros Nominal RICS

Destacam-se nos gráficos os impactos da crise de 2008 sobre as taxas de juros dos países componentes do RICS. Eles sofreram menos com a crise quando comparados com os países desenvolvidos. Isso ocorreu, em parte, devido a uma menor sofisticação e maior regulamentação de seus mercados financeiros. Apesar disso, não deixaram de realizar políticas para combater a crise, como exemplo, aumentar a liquidez na economia, causando a queda da taxa de juros observada no gráfico no ano de 2009.

Fontes: http://www.worldbank.org/

              https://www.resbank.co.za/Pages/default.aspx

              http://www.cbr.ru/eng/statistics/?Prtid=idkp_br

              http://www.pbc.gov.cn/publish/english/957/index.html

              https://www.rbi.org.in/

              http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/a-rea%C3%A7%C3%A3o-dos-bric-%C3%A0-crise-econ%C3%B4mica

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Grupo C – Produto e Desemprego nos RICS

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“RICS é um grupo de países compostos por Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS, sem o Brasil, que já foi tema de posts específicos). Não se trata de um bloco econômico, mas sim um conjunto de países com aspectos em comum, a saber: economia estabilizada recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos minerais; investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; índices sociais em processo de melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

 AFRICA DO SUL: No caso da África do Sul podemos observar, pelos gráficos, que ocorrem, durante todo o período, elevadas taxas de desemprego. Fato esse, estimulado pela incapacidade da economia de absorver toda a força de trabalho disponível. Esse aumento na força de trabalho possui três explicações básicas para ter ocorrido: imigração, crescimento do número de pessoas com idade para trabalhar e aumento da participação da força de trabalho. Já relacionado ao PIB, concluímos que os altos índices de criminalidade e casos de AIDS influenciaram diretamente o investimento no país.

 RÚSSIA: No caso russo, é possível observarmos que sua produção esta diretamente relacionada aos preços do Petróleo, Gás Natural, Metais e Madeira (tornando o país extremamente vulnerável aos preços destes no Mercado Mundial), já que, segundo pesquisas, vimos que a Rússia tem dificuldade de diversificar a sua produção. Já o desemprego teve comportamento estável, exceto no momento de Crise Mundial.

 CHINA: A análise do caso chinês é bem interessante: é fácil vermos crescimento alarmante do seu produto (devido à negação de modelos e gradualismo na experimentação das reformas, regulação dos investimentos estrangeiros, fortalecimento das capacidades estatais, ampliação do mercado doméstico, políticas de internalização de tecnologias, e, principalmente, a colocação da política macroeconômica a favor do desenvolvimento). Como um dos países mais globalizados do mundo e principal parceiro dos Estados Unidos, a China sentiu os efeitos da crise econômica de 2008, mas ainda cresceu à taxas elevadas. Apesar de tudo, desde 2000, a China não apresenta queda nem crescimento da taxa de desemprego.

 ÍNDIA: O principal setor econômico da Índia é o de serviços, apesar de o setor agrícola ser grande responsável por empregar os indianos. A economia indiana vem apresentando, nas últimas décadas, notável desempenho macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas de crescimento do PIB e crescimento expressivo das exportações de bens e serviços, especialmente de serviços relacionados à tecnologia da informação. Analisando os gráficos, podemos observar que a crise mundial de 2008 fez com que a Índia sofresse uma leve recessão, principalmente devido à importância do setor agrícola em sua economia. Logo, nesse período, houve aumento na taxa de desemprego.

 Mesmo com a crise econômica de 2008, os países do RICS não mostraram grandes quedas no produto como os países desenvolvidos e nem grandes crescimentos na taxa de desemprego.

C - PIB.RICS

 

C - UR RICS

 Fontes:

http://www.sarpn.org/documents/d0002390/Unemployment_SA_GPRG_Jan2005.pdf

http://www.indexmundi.com/

http://www.tradingeconomics.com/

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Grupo H – Inflação e taxa de juros na América Latina

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Nas décadas de 80 e 90, os países latino-americanos viveram constantemente com altas taxas de inflação e, por conseguinte, taxas de juros muito elevadas. Por isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente emprestava dinheiro a esses países elevando o grau de dependência deles à instituições internacionais e países desenvolvidos. Os aspectos econômicos dos diversos países da América Latina são parecidos, pois tiveram bases históricas de colonização e exploração semelhantes que refletem até hoje na economia. Atualmente, os países mais ricos são: Brasil, México e Argentina. A maioria dos países é dependente de commodities agrícolas e minerais, e também com grandes desigualdades sociais e alta concentração de renda. Segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), as principais causas da inflação da América Latina são: inelasticidade da oferta agrícola, inadequação da infraestrutura, inadequação do fator humano disponível a curto prazo (baixa capacidade inovadora) e inadequação das estruturas fiscais. Em relação à inflação, nota-se que, a partir de 2000 a taxa de inflação da América Latina decresce e se mantém relativamente estável quando comparada com décadas anteriores, com algumas exceções, como Argentina que vive uma crise econômica atualmente, no entanto não há dados confiáveis disponíveis, pois o instituto que mede a taxa de inflação é subordinado ao governo. A inflação pode ser observada nos dois gráficos abaixo (salientamos que o gráfico 2 mede a inflação média da América Latina, o que inclui a do Brasil):

H - Inflação - países selecionados2
H - Gráfico 2
Uma pesquisa feita por professores do Insper e da UFABC (com dados de 1999 a 2008) mostrou que os países latino-americanos que mais combatem a inflação com o uso de políticas monetárias, isto é, principalmente o uso da taxa de juros é o Brasil e o México e os que menos utilizam a taxa de juros como mecanismo de combate à inflação é a Argentina, Venezuela e Colômbia. Neste gráfico utilizamos a taxa de juros real, isto é, descontada a taxa de inflação. Optamos pela taxa real para não nos enganarmos e termos uma visão distorcida e inflacionada da taxa de juros.

H - Taxa de juros - países selecionados
A América Latina teve um quadro muito favorável nos últimos anos, a inflação diminuiu consideravelmente, os governos deram mais autonomia aos seus respectivos bancos centrais o que tornou a estrutura das taxas de juros mais compatível com a inflação observada, aumentando a confiança dos investidores internacionais nas economias latinas. Assim, o crescimento econômico foi acompanhado, além de uma melhora nas contas externas (dependência das instituições financeiras e países desenvolvidos), pela uma redução constante das taxas de inflação, vivendo uma relativa estabilidade macroeconômica, em comparação com décadas anteriores.   Referências: http://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2013/12/2008_wpe134.pdf http://www.worldbank.org/ http://www.imf.org/ http://www.cepal.org/pt-br/ BOBIK, M.; CACCIAMALI, M. C; JÚNIOR, U. C.: Em busca de uma nova inserção da América Latina na economia global. Estudos Avançados, 26 (75), 2012. Institut des Amériques: Os desafios do desenvolvimento na América Latina CEPAL: Estudo Econômico da América Latina e do Caribe: Desafios para a sustentabilidade do crescimento em um novo contexto externo.”   .

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