Grupo M – Política Fiscal contracíclica – Brasil e EUA

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A teoria keynesiana, introduzida na década de 1930, defendia políticas governamentais para controlar, ou ao menos, reduzir o tempo de impacto de crises da demanda agregada. Diferentemente dos clássicos que defendiam a não interferência do governo na economia, pois segundo sua teoria, a economia se ajustaria sozinha com o tempo (a mão invisível do mercado ajustaria as variáveis e retornaria o produto ao seu equilíbrio).

A política anticíclica busca tirar o país de seu ciclo econômico, seja de baixo crescimento ou extremo crescimento. No baixo crescimento, o governo deverá intervir com o aumento da demanda agregada. Quando em um período de crescimento exacerbado, acima do produto potencial, o governo deverá intervir criando políticas restritivas a fim de reduzir o produto para que se aproxime do produto potencial.

Faz-se importante ressaltar que a necessidade de um governo criar política anticíclica restritiva, a fim de reduzir o produto no curto prazo, é a necessidade de controlar a inflação, pois se a demanda for muito superior à oferta agregada, o produto real não crescerá, mas somente a inflação. Por isto o governo entra com uma redução na oferta de moeda ou no orçamento fiscal.

Brasil

Após a crise de 2008, o Brasil tomou como política anticíclica o aumento vertiginoso dos gastos públicos; porém para alguns economistas, a política durou por tempo demais, causando inflação no momento presente. Com a política fiscal expansionista, a demanda agregada aumentou, porém a oferta agregada não acompanhou na mesma proporção, e hoje vemos a crise de baixo crescimento e alta inflação.

Atualmente o Brasil está com um produto acima do seu produto potencial, isto se deve ao estado de estagflação e baixo desemprego. A fim de controlar o ciclo, e voltar ao produto potencial (e consequentemente a taxas de inflação menores) o governo federal está fazendo uma política restritiva fiscal, ou seja, aumento dos impostos e redução dos gastos do governo, no curto prazo.

A partir de 2015, o ministério da fazenda inicia um projeto para a redução do orçamento dos ministérios públicos (ver tabela 1.1) em cerca de quase R$70 bilhões. Ainda estão em aprovação outras medidas restritivas como a redução de gastos assistencialistas como o seguro desemprego, abono salarial, etc. Com estas últimas medidas o governo espera uma redução de R$18 bilhões.

Além da redução dos gastos do governo, o executivo brasileiro aumentou os impostos, como a volta da CIDE, o aumento do Pis/Cofins no combustível e do IOF para operações financeiras.

EUA

Quanto à política fiscal, os EUA, logo após a eleição de Obama, este entra com um projeto de saúde para os mais pobres e idosos, e também com um aumento nos gastos militares, para a guerra no Iraque; as duas políticas tanto a de saúde pública quanto a militar foram importantes para a recuperação americana, porém em 2013 houve uma grave crise politica entre democratas e republicanos devido ao teto da dívida ianque. O teto da dívida foi aumentado com o compromisso de redução dos gastos do governo ao longo do tempo.

A tabela 1.1 retirada do site www.g1.com.br mostra o orçamento previsto para o ano de 2015 e como ficou após o corte do orçamento.

M - Tabela 1.1

No gráfico 1.2, temos um gráfico (Ano; % do PIB) que demonstra o crescimento e depois a redução do orçamento do governo ao longo do período de 2008 a 2015.

M - Gráfico 1.2

 

Bibliografia:

http://pt.tradingeconomics.com

 http://www.vinciapogeo.com.br

http://g1.globo.com

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Grupo I – Inflação e Taxa de juros nos RICS

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O RICS é um grupo de países formado por Rússia, Índia, China e África do Sul. Cujos órgãos responsáveis por realizar políticas monetárias são, respectivamente, Central Bank of Russia (CBR), Reserve Bank of India (RBI), People’s Bank of China (PBC) e South African Reserve Bank (SARB). Realizam políticas monetárias alterando a oferta de moeda, visando alterar a taxa de juros, e, assim, manter a inflação sob controle e evitar grandes flutuações do produto da economia. Geralmente, realizam políticas monetárias através de instrumentos como práticas de open market, mudanças nas taxas de redesconto de liquidez, alterações no coeficiente de reservas compulsórias e outros métodos.

Avaliando cada país:

Rússia: Durante a década de 1990, foi dissolvida a URSS, portanto, a Rússia passava por uma transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Essa transição gerou uma instabilidade política no país, que causou a crise financeira russa de 1998. Assim, os altos índices de inflação observados em 2000 e 2001 são, ainda, reflexos dessa crise. As taxas de juros também se mantiveram altas, numa tentativa de reduzir a inflação. A partir de 2002, o país obtém maior estabilidade política, permitindo que seus níveis de inflação caíssem. Hoje, a Rússia enfrenta novamente uma instabilidade política provocada pela crise ucraniana, o país tem sofrido sanções econômicas por parte dos países ocidentais e tem ocorrido grandes desvalorizações do Rublo, o que gera o risco de um aumento da inflação. http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/a_desvalorizacao_do_rublo

Índia: Analisando os gráficos, notam-se taxas de juros predominantemente altas, visando controlar a crescente inflação observada, causada pelo elevado crescimento do produto no período. Um dos desafios do RBI hoje é manter a inflação sob controle sem prejudicar o crescimento do país. Em março desse ano o RBI chegou a realizar políticas para diminuir os juros em 0,25%, já que a inflação cresceu menos que o esperado. http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2015/03/indias-monetary-policy

China: Ao analisar a taxa de juros e inflação da China, é importante ressaltar que o país ainda vive um processo de transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Seu mercado financeiro ainda apresenta problemas e sofre uma grande regulamentação por parte do governo. Percebe-se claramente que quando há uma alta da inflação, há um decorrente aumento das taxas de juros para controlá-la. Dentre os países analisados, é o que possui menores taxas de inflação. Porém, o governo Chinês é muitas vezes acusado de manter os preços artificialmente baixos e de ser uma instituição pouco transparente. Devido a isso, seus dados macroeconômicos são considerados pouco confiáveis. http://mundorama.net/2014/09/04/o-setor-financeiro-na-china-por-paulo-duarte/

África do Sul: O SARB, diferentemente dos outros países analisados, adota um regime de metas de inflação. Sendo as políticas monetárias realizadas para mantê-la dentro da meta. Contudo, essas metas de inflação possuem certa flexibilidade, o próprio SARB afirma adotar um regime de metas de inflação flexível. Assim é aceito que ela fique acima da meta num primeiro momento, devido a mudanças na conjuntura macroeconômica, entretanto, o SARB deve estabelecer em quanto tempo a inflação deve voltar para meta e é responsável por atingir esse resultado no tempo determinado.  A partir de 2009, a meta de inflação foi estabelecida entre 3% e 6%. Pode se observar que em alguns anos a meta não foi cumprida. 

I - Inflação RICS

I - Juros Nominal RICS

Destacam-se nos gráficos os impactos da crise de 2008 sobre as taxas de juros dos países componentes do RICS. Eles sofreram menos com a crise quando comparados com os países desenvolvidos. Isso ocorreu, em parte, devido a uma menor sofisticação e maior regulamentação de seus mercados financeiros. Apesar disso, não deixaram de realizar políticas para combater a crise, como exemplo, aumentar a liquidez na economia, causando a queda da taxa de juros observada no gráfico no ano de 2009.

Fontes: http://www.worldbank.org/

              https://www.resbank.co.za/Pages/default.aspx

              http://www.cbr.ru/eng/statistics/?Prtid=idkp_br

              http://www.pbc.gov.cn/publish/english/957/index.html

              https://www.rbi.org.in/

              http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/a-rea%C3%A7%C3%A3o-dos-bric-%C3%A0-crise-econ%C3%B4mica

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Grupo C – Produto e Desemprego nos RICS

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“RICS é um grupo de países compostos por Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS, sem o Brasil, que já foi tema de posts específicos). Não se trata de um bloco econômico, mas sim um conjunto de países com aspectos em comum, a saber: economia estabilizada recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos minerais; investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; índices sociais em processo de melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

 AFRICA DO SUL: No caso da África do Sul podemos observar, pelos gráficos, que ocorrem, durante todo o período, elevadas taxas de desemprego. Fato esse, estimulado pela incapacidade da economia de absorver toda a força de trabalho disponível. Esse aumento na força de trabalho possui três explicações básicas para ter ocorrido: imigração, crescimento do número de pessoas com idade para trabalhar e aumento da participação da força de trabalho. Já relacionado ao PIB, concluímos que os altos índices de criminalidade e casos de AIDS influenciaram diretamente o investimento no país.

 RÚSSIA: No caso russo, é possível observarmos que sua produção esta diretamente relacionada aos preços do Petróleo, Gás Natural, Metais e Madeira (tornando o país extremamente vulnerável aos preços destes no Mercado Mundial), já que, segundo pesquisas, vimos que a Rússia tem dificuldade de diversificar a sua produção. Já o desemprego teve comportamento estável, exceto no momento de Crise Mundial.

 CHINA: A análise do caso chinês é bem interessante: é fácil vermos crescimento alarmante do seu produto (devido à negação de modelos e gradualismo na experimentação das reformas, regulação dos investimentos estrangeiros, fortalecimento das capacidades estatais, ampliação do mercado doméstico, políticas de internalização de tecnologias, e, principalmente, a colocação da política macroeconômica a favor do desenvolvimento). Como um dos países mais globalizados do mundo e principal parceiro dos Estados Unidos, a China sentiu os efeitos da crise econômica de 2008, mas ainda cresceu à taxas elevadas. Apesar de tudo, desde 2000, a China não apresenta queda nem crescimento da taxa de desemprego.

 ÍNDIA: O principal setor econômico da Índia é o de serviços, apesar de o setor agrícola ser grande responsável por empregar os indianos. A economia indiana vem apresentando, nas últimas décadas, notável desempenho macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas de crescimento do PIB e crescimento expressivo das exportações de bens e serviços, especialmente de serviços relacionados à tecnologia da informação. Analisando os gráficos, podemos observar que a crise mundial de 2008 fez com que a Índia sofresse uma leve recessão, principalmente devido à importância do setor agrícola em sua economia. Logo, nesse período, houve aumento na taxa de desemprego.

 Mesmo com a crise econômica de 2008, os países do RICS não mostraram grandes quedas no produto como os países desenvolvidos e nem grandes crescimentos na taxa de desemprego.

C - PIB.RICS

 

C - UR RICS

 Fontes:

http://www.sarpn.org/documents/d0002390/Unemployment_SA_GPRG_Jan2005.pdf

http://www.indexmundi.com/

http://www.tradingeconomics.com/

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Grupo H – Inflação e taxa de juros na América Latina

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Nas décadas de 80 e 90, os países latino-americanos viveram constantemente com altas taxas de inflação e, por conseguinte, taxas de juros muito elevadas. Por isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente emprestava dinheiro a esses países elevando o grau de dependência deles à instituições internacionais e países desenvolvidos. Os aspectos econômicos dos diversos países da América Latina são parecidos, pois tiveram bases históricas de colonização e exploração semelhantes que refletem até hoje na economia. Atualmente, os países mais ricos são: Brasil, México e Argentina. A maioria dos países é dependente de commodities agrícolas e minerais, e também com grandes desigualdades sociais e alta concentração de renda. Segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), as principais causas da inflação da América Latina são: inelasticidade da oferta agrícola, inadequação da infraestrutura, inadequação do fator humano disponível a curto prazo (baixa capacidade inovadora) e inadequação das estruturas fiscais. Em relação à inflação, nota-se que, a partir de 2000 a taxa de inflação da América Latina decresce e se mantém relativamente estável quando comparada com décadas anteriores, com algumas exceções, como Argentina que vive uma crise econômica atualmente, no entanto não há dados confiáveis disponíveis, pois o instituto que mede a taxa de inflação é subordinado ao governo. A inflação pode ser observada nos dois gráficos abaixo (salientamos que o gráfico 2 mede a inflação média da América Latina, o que inclui a do Brasil):

H - Inflação - países selecionados2
H - Gráfico 2
Uma pesquisa feita por professores do Insper e da UFABC (com dados de 1999 a 2008) mostrou que os países latino-americanos que mais combatem a inflação com o uso de políticas monetárias, isto é, principalmente o uso da taxa de juros é o Brasil e o México e os que menos utilizam a taxa de juros como mecanismo de combate à inflação é a Argentina, Venezuela e Colômbia. Neste gráfico utilizamos a taxa de juros real, isto é, descontada a taxa de inflação. Optamos pela taxa real para não nos enganarmos e termos uma visão distorcida e inflacionada da taxa de juros.

H - Taxa de juros - países selecionados
A América Latina teve um quadro muito favorável nos últimos anos, a inflação diminuiu consideravelmente, os governos deram mais autonomia aos seus respectivos bancos centrais o que tornou a estrutura das taxas de juros mais compatível com a inflação observada, aumentando a confiança dos investidores internacionais nas economias latinas. Assim, o crescimento econômico foi acompanhado, além de uma melhora nas contas externas (dependência das instituições financeiras e países desenvolvidos), pela uma redução constante das taxas de inflação, vivendo uma relativa estabilidade macroeconômica, em comparação com décadas anteriores.   Referências: http://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2013/12/2008_wpe134.pdf http://www.worldbank.org/ http://www.imf.org/ http://www.cepal.org/pt-br/ BOBIK, M.; CACCIAMALI, M. C; JÚNIOR, U. C.: Em busca de uma nova inserção da América Latina na economia global. Estudos Avançados, 26 (75), 2012. Institut des Amériques: Os desafios do desenvolvimento na América Latina CEPAL: Estudo Econômico da América Latina e do Caribe: Desafios para a sustentabilidade do crescimento em um novo contexto externo.”   .

Grupo J – Produto e desemprego na AL

 

Desemprego

O desemprego é o termo usado para indicar a parcela da força de trabalho que está sem emprego. A condição de desemprego inclui: pessoas que não estão trabalhando, pessoas que estão disponíveis para trabalhar ou pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho.

Produto

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados, cidades) durante um período determinado (mês, trimestre, ano). O PIB é um dos indicadores mais utilizados no mundo com o objetivo de quantificar a atividade econômica de um país. Na contagem do PIB, consideram-se apenas os bens e serviços finais, excluindo da conta os bens de consumo de intermediário, evitando-se assim dupla contagem.

 

Desemprego na América Latina

Segundo dados da OIT², nota-se que o desemprego na América Latina apresentou queda a partir de 2002 (neste ano a taxa estava em 11,4%). A partir daí, houveram quedas ininterruptas desta taxa, inclusive em 2007 e 2008 (auge da crise internacional), chegando a 8,3% e 7,5%,respectivamente.  Em 2013, houve uma nova mínima, quando esta taxa chegou a 6,2%.

Percebe-se que mesmo após a crise – e mesmo nos anos mais duros desta – as taxas de desemprego ainda mostravam uma tendência de queda. O fator mais relevante para tal foi o boom das commodities, que tornou os mercados internos dos países da AL¹ pujantes, com maior renda disponível e disposição dos novos empregados a consumir. Ainda, podemos citar as políticas expansionistas praticadas por muitos governantes da região, usadas como políticas anticíclicas.

Em 2014, segundo estimativas, a taxa alcançou uma nova mínima, chegando a 6,1% de desemprego (parte deste resultado deve-se que a proporção da população em idade de trabalhar diminuiu).

Todavia, há estimativas da OIT que o desemprego começará a ter sua tendência revertida devido à desaceleração de algumas economias da região, voltando a crescer a partir de 2015. Este resultado, será influenciado pelo aumento das taxas deste indicador em importantes países da região, como Argentina e Brasil.

 

Produto da América Latina

Pegando dados a partir do ano 2004, nota-se que o crescimento do produto da região mantém taxas crescentes. No período situado entre 2004 a 2008 a média de crescimento dos países latinos americanos foi de 5,1%, influenciados sobretudo, pelo boom das commodities (conforme citado anteriormente). Este movimento foi verificado até meados de 2007. Depois deste ano, o fator relevante para o crescimento, foi o baixo desemprego nos países latinos. Nota-se que mesmo durante os anos de 2008 e 2009(durante a crise) esta região registrou taxas de crescimento maiores que a média mundial.

Este movimento de altas maiores que a mundial, foi mantido até 2011. Em 2012 (ano em que o mundo cresceu 3,2% enquanto a AL apresentou crescimento de 3,0%) houve um arrefecimento de crescimento. Entretanto, a economia da AL analisada como região, ainda apresenta taxas de crescimento robustas, tendo apenas alguns países na contramão, como Venezuela, Argentina e Brasil (previsões para 2015).

Em 2015 a CEPAL³ estima que a AL terá um crescimento superior a 2,5%. Esta comissão, orienta aos países latinos para que realizem reformas em seus sistemas tributários, além de realizar investimento em educação e  infraestrutura para que o produto real (e também o PIB potencial*) voltem a crescer.

J - macro_imagem

 

*PIB potencial: define o quanto a economia pode crescer, sem bater na sua capacidade máxima, pressionando a inflação.

¹AL: América Latina

²Organização Internacional do Trabalho

³Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

 

Fontes:

http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-apresenta-panorama-laboral-em-2008-o-desemprego-na-am%C3%A9rica-latina-e-no-caribe-diminuiu-p

http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/conjuntura/cc19_economiamundial.pdf

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Desemprego-na-America-Latina-cai-em-2011-a-menor-taxa-historica/7/18341

 

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Grupo E – Inflação e Taxa de Juros no Brasil a partir de 2003

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“O período de 2003 até hoje engloba os dois mandatos do ex-presidente Lula, e da atual presidente Dilma Rousseff. Nesse período é mantido o regime de metas de inflação, controlado pelo Banco Central. Sabemos que, apesar das metas estipuladas, na maior parte dos anos obtivemos inflação acima do centro da meta. Esse fato não se restringe ao Brasil, o que difere é termos metas mais altas do que em outros países, e intervalos de tolerância um pouco maiores (desde 2005 o limite inferior é de 2,5% e superior de 6,5%).

Há vários índices de preços utilizados para analisar a inflação, porém, sendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o índice oficial de inflação no Brasil desde 1999, o gráfico será baseado nele.

E - gráfico de inflação

Como podemos observar acima, dado que analisamos a inflação a partir de 2003, esse foi o único ano dentre os considerados em que a inflação esteve acima do limite superior da meta, apesar de um aumento no centro da meta no mesmo ano. Isso se deve, principalmente, a inércia, vinda da alta inflação do período anterior, das expectativas negativas no segundo semestre de 2002 e da depreciação cambial. Para reverter o quadro ruim, houve um aumento da taxa de juros, que levou a um maior fluxo de capital externo. Essas medidas levaram a uma inflação mais baixa em 2004, dentro da meta estipulada.

Em 2006, verificamos a menor taxa de inflação desde a implantação do regime de metas, o que pode ser explicado pelo câmbio favorável e aumentos mais baixos em relação à energia elétrica e combustíveis. Hoje temos um cenário de inflação ascendente motivado principalmente pelo aumento de preços relacionado a transporte e alimentação.

É preciso reconhecer o sucesso do regime de metas, que manteve a estabilidade de preços num período de crescimento econômico. Ainda assim, critica-se o comportamento da Taxa Selic, que apesar de todos os avanços continuava sendo a mais alta taxa de juros real do mundo.

E - gráfico taxa de juros

A taxa de juros no Brasil é chamada Taxa Selic e é com base nela que os governos, os bancos e as empresas atuam. Ela serve de parâmetro para o custo do dinheiro e, por isso, dita também o custo dos empréstimos. Durante o período considerado podemos observar com frequência aumentos na taxa de juros, promovidos com o intuito de controlar a inflação. Com o aumento na taxa de juros, verifica-se que os custos dos empréstimos são maiores, e, diante disso, a população tende a consumir menos, o que ajuda a conter a inflação.

Sabemos que só elevar a taxa de juros não é suficiente para controlar a inflação, assim, como o Brasil se deparava com um cenário de juros altos e inflação também alta, foi colocado em prática um conjunto de medidas, capazes de levar a queda da taxa de juros simultânea ao controle da inflação. Entre essas medidas destaca-se a política tributária (como redução de impostos sobre gasolina, diesel e produtos da cesta básica). Desse modo notamos nesse período uma trajetória de queda da taxa Selic, mesmo apresentando movimentos de subidas e descidas.

Na última reunião do COPOM, 29/04/2015, ficou definida a taxa Selic como 13,25% a.a.

 

Fontes: http://www.bcb.gov.br/

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/desde-1999-inflacao-anual-superou-centro-da-meta-do-governo-dez-vezes.html

http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/revista/Especial%20Capa/Marcelo%20Curado.pdf

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Grupo G – Produto e Desemprego no Brasil a partir de 2003

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“1)Governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010): O primeiro governo, de 2003 a 2006, foi caracterizado pela manutenção do tripé macroeconômico, com o regime de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. O ajuste das contas públicas necessário para a obtenção de um crescimento sustentável foi alcançado com a geração de superávits primários suficientes para reduzir a relação dívida-PIB. Esta estabilidade foi essencial para que o crescimento médio entre 2003-2006 ficasse em torno de 3,4%. Há um destaque para a taxa expressiva de 2004, 5,7%, ocasionada principalmente pela forte queda da taxa de juros em 2003, favorecendo o investimento produtivo e o consumo das famílias. As políticas sociais de distribuição de renda, tendo como principal âncora o Bolsa Família, foram responsáveis pela redução da pobreza e pela ascendência de aproximadamente 40 milhões de pessoas para a classe média. Houve então um grande estímulo ao consumo, aquecendo o mercado interno e alavancando o crescimento do PIB. No segundo governo Lula, entre 2007 e 2010, além da continuidade e aprofundamento das políticas sociais, a expansão do crédito pelos bancos públicos e as reduções das alíquotas do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados foram outras medidas que tiveram como objetivo a ampliação do consumo interno. Foram, juntamente com a política de valorização real do salário mínimo, essenciais para que o Brasil sofresse pouco com os impactos da crise de 2008, obtendo um crescimento negativo de 0,2% em 2009, baixo se comparado com a média global no mesmo ano (-0,8%). A alta do preço das commodities em 2010 beneficiou as exportações brasileiras, resultando em um saldo da balança comercial que, em conjunto com os fatores de expansão econômica interna, resultaram em uma elevação de 7,6% do PIB naquele ano. Somado ao o aumento da produção, houve a elevação do número de empregos formais, necessário para as empresas terem mão de obra suficiente e atenderem a demanda interna. A criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) promoveu a retomada da execução de obras de infraestrutura pública, o que resultou em um aumento da oferta de empregos e geração de renda. Resultado: a taxa de desemprego caiu de 12,4% em 2003 para 6,7% em 2010. Neste período, houve uma queda quase continua do desemprego, salvos o ano crítico de 2009, em que se pode notar uma leve elevação de 7,9% para 8,1%, e uma estabilidade entre 2005 e 2006.

2)Governo Dilma Rousseff (2011-hoje): Teve como características a manutenção dos programas sociais, com políticas de inclusão social que permaneceram incentivando o consumo interno, juntamente com a continuação das valorizações do salário mínimo. As desonerações de impostos e das folhas de pagamentos das empresas contribuíram para o aumento do nível de investimento público e competitividade das indústrias nacionais. Isto é refletido nos crescimento de 3,9% do PIB em 2011, acima da média global. Porém, o persistente aumento da taxa de juros realizada pelo Bacen, iniciado em 2013, em conjunto com a alta da inflação (responsável pela corrosão da renda) , resultou em uma queda dos gastos com consumo pelas famílias. O aumento da inadimplência contribuiu para este fenômeno. A queda da confiança do empresariado, em parte devido ao aumento da Selic, foi responsável pela diminuição dos investimentos. Somando-se as quedas no consumo e no investimento privados com a piora do cenário econômico internacional, o resultado foi uma baixa taxa de crescimento do PIB em 2014,de 0,1%. O desemprego continuou em queda, influenciada pela criação do PAC 2, bem como pelos aumentos contínuos do salário mínimo. A taxa anual se estabilizou em 4,8%, o menor índice histórico. A explicação para os níveis atuais baixos da produção e do desemprego pode estar no fato de que a geração de emprego nos últimos anos estar associado e trabalhos que exigem baixos níveis de escolaridade e qualificação, o que leva a uma baixa produtividade.

G - Grafico 1

G - Grafico 2

G - Grafico 3

 

Fonte:

http://www.bcb.gov.br/pt-br/paginas/default.aspx

http://www.ibge.gov.br/home/

FILGUEIRAS, L.; GONÇALVES, R. A economia política do Governo Lula. São Paulo: Contraponto, 2007.”

 

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