G7-Eco: Volatilidade da taxa nominal de câmbio e risco país

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Volatilidade é definida como o nível de variação de um determinado ativo em determinado período de tempo. É uma variável não observável a qual expressa de uma maneira simples o grau de incerteza que o investidor possui1.

O grau de volatilidade apresentado pelo Câmbio Brasileiro (R$/US$), anualizado está expresso em 15,37%. Em outras palavras, “probabilidade de variação” do preço da moeda estrangeira em um ano é de 15,37%2.

O Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes, EMBI (sigla em inglês para Emerging Market Bond Index) foi desenvolvido pelo Banco JP Morgan Chase para ser fonte de informação aos agentes dos mercados financeiros.

O EMBI+BR é também chamado de ”Risco-Brasil”, calcula o prêmio de risco que é a diferença (Spread) entre a média ponderada do retorno dos títulos soberanos brasileiros em comparação ao retorno dos títulos soberanos norte-americanos. Utilizado como parâmetro para avaliar a capacidade de um país de honrar sua dívida3.

Por exemplo, se devido a um temor dos agentes de o Brasil não honrar seus compromissos financeiros, eles exigirão uma taxa de juros maior para financiar a dívida brasileira, logo o diferencial (spread) entre o título brasileiro e o título norte-americano sobe, conseqüentemente a pontuação do Embi+BR sobe, elevando o ”Risco-Brasil”.

Graf1:Banco Central Brasil, IPEA.Elaboração própria Graf2:Banco Central Brasil,Federal Reserve.Elaboração própria

 

Em setembro de 2002, o EMBI+BR atingiu seu maior valor da série histórica 2446 pontos-base e a taxa Selic 20,9%. A narrativa populista do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva gerou grande temor nos mercados financeiros com relação a provável vitória deste candidato. A taxa de cambio atingiu R$3,95 em outubro de 2002.A taxa Selic atingiu 26,32% em março de 2003, maior valor da serie histórica.

Com exceção de uma subida acentuada em outubro de 2008 (677 pontos-base, devido aos impactos da crise financeira internacional que aumentou a aversão ao risco nos mercados de capitais mundiais, escasseando o credito para países emergentes), houve queda significativa da pontuação do EMBI+BR, logo queda do ”Risco – Brasil” mantendo-se em nível estável4.

O respeito aos fundamentos do tripé macroeconômico, permitiram queda substancial da taxa Selic entre 2003-2008.A condução ortodoxa de política econômica do governo, especialmente na obtenção de superávits primários da ordem de 3% do PIB entre 2003-2008, geraram redução da relação dívida/PIB, diminuindo o ‘’Risco-Brasil’’.

Em conjunto, no período 2003-2009, pelo lado da balança comercial o grande boom de exportações e pelo lado do mercado de capitais a entrada de capital externo estrangeiro, houve maciça entrada de dólares no mercado brasileiro, valorizando a taxa de cambio.

Pelos gráficos vemos que a partir de 2013 a elevação da taxa Selic foi adotada para conter a inflação crescente. A Selic se elevou até o ano de 2016, em 14,25%, e a taxa de cambio apresentou trajetória consistente de desvalorização desde 2012, o que é explicado pelo EMBI+BR, pois sua trajetória acompanha tal processo de desvalorização cambial.

A partir dos gráficos, vemos que há um grau de correlação entre a elevação do Risco-Brasil e a desvalorização cambial. Elevações da taxa Selic, não necessariamente atraem maior capital estrangeiro para o país, pois conforme o prêmio de risco cresce, a participação de investidores estrangeiros nos papeis da dívida pública brasileira diminuem.

Nos EUA, no início dos anos 2000, a taxa de juros estava em 6,6%. Apresentou tendência de queda nos anos seguintes. Em meados de 2005 a Fed Funds volta a se elevar estacionando no patamar dos 5%, em parte devido aos sintomas do pré-crise4.

 Para combater os efeitos da crise de 2008, o Fed, adotou a política de quantitative easing no qual o Fed adquire grande quantidade de títulos públicos, mantendo as taxas de juros próximas de zero durante quase 9 anos. Desde 2015 vem havendo elevações marginais na taxa de juros, atualmente está em 1,15%.”

Fontes:

  1. 2-Calculo Proprio

 

AUTORES: GRUPO D Economia Monetária

 

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G6-Eco: Taxa de Câmbio nominal e suas relações com comércio e fluxos de capitais

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“A taxa de câmbio é comumente considerada uma das variáveis mais importantes no relacionamento entre uma economia aberta e seus parceiros comerciais. As políticas cambiais possuem efeitos sobre as transações comerciais e, com isso, possuem impacto no ciclo de negócios e no crescimento econômico como um todo.

A taxa de câmbio difere-se em termos nominais e reais. A taxa de câmbio nominal indica o preço do ativo financeiro, enquanto que a taxa de câmbio real indica o preço relativo entre duas moedas – o que permite medir a competitividade relativa entre os dois países em questão. Além disso, a taxa de câmbio nominal pode ser definida de duas formas: ela pode representar o preço da moeda doméstica (E´=US$/R$), ou o preço da moeda estrangeira (E=R$/US$).

Consequência das Flutuações Cambiais nas Contas Externas

Considere o “método” do preço da moeda estrangeira e suponha uma valorização cambial. Precisamos, agora, de menos reais para comprar a mesma quantidade de produtos estrangeiros, ou seja, as importações se tornam “mais baratas”. Assim, há um aumento na demanda de produtos importados, o que aumenta as importações. Ao mesmo tempo, as exportações ficam “mais caras”, pois há um aumento no preço dos produtos nacionais em termos de moeda estrangeira; com isso, pode ocorrer uma redução da demanda externa por produtos nacionais, o que leva a uma queda nas exportações –a elasticidade do produto influencia nessa circunstância. Portanto, a valorização cambial incentiva as importações e prejudica as exportações, enquanto que a desvalorização cambial tem uma consequência oposta.

Situação do Brasil

Muitas nações enfrentam problemas inflacionários e baseiam suas políticas cambiais no regime de câmbio fixo, caso do Brasil em meados da década de 1990. Neste regime, a taxa de câmbio não foi estabelecida no mercado de divisas e o governo impôs à sociedade a taxa de câmbio que, segundo os objetivos de sua política econômica, era a mais adequada para o país (paridade cambial de R$ 1,00 x US$ 1,00). Com isso, as exportações se reduziram fortemente e as importações cresceram de forma rápida, gerando um o acúmulo de déficits comerciais na Balança Comercial. 

Contudo, após a crise cambial de 1999, resultado entre outros fatores da elevada vulnerabilidade externa do país, o Brasil adotou um novo modelo de política econômica: regime de câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e geração de constantes superávits primário. Nesse novo modelo, as taxas são estabelecidas em mercado e flutua em função da oferta e demanda de divisas; as taxas de juros são menores do que as observadas no período anterior, apesar de ainda continuarem altas; além disso, pode-se observar uma grande volatilidade na taxa de câmbio.

Figura 1: Contas do balanço de pagamentos (1999-2014) em milhões de dólares

 

A partir de 2000, mesmo com a forte desvalorização do real, nota-se que tanto as importações quanto as exportações aumentaram, resultado de uma maior abertura do Brasil.

Já em relação ao saldo líquido da conta financeira brasileira, vemos uma grande entrada de investimento estrangeiro, devido a fatores exógenos, que ajudou a valorizar o real. Essa valorização, entretanto, não afetou as exportações como “se esperava”. Percebe-se que a conta financeira compensou o saldo negativo das transações correntes.

Figura 2: Evolução da balança comercial e da taxa de câmbio nominal – 2000 a 2014 – Milhões de Dólares e R$/US$.

 

A forte valorização do real a partir de 2003 não teve um resultado determinante no saldo exportações. O que pode explicar essa situação, divergente da teoria, é o crescimento da renda dos outros países, especialmente da China que entrou na OMC em 2001 e era um grande demandante das commodities brasileiras. Além disso, houve um crescimento de empresas brasileiras exportadoras que tomaram proveito da situação e aumentaram a produção.”

Referências bibliográficas:

goo.gl/HBDYpm

goo.gl/CU1QuM

goo.gl/QfVkq3

goo.gl/P6Yp2d

goo.gl/DreBFB

goo.gl/TQif1t

goo.gl/TQif1t

Autores: Grupo H Turma de Economia

 

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Política monetária brasileira via Regra de Taylor simples

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“O Brasil viveu, na década de 90, um de seus mais intensos períodos de crise, marcado por taxas de inflação extremamente altas e elevada instabilidade econômica. A introdução do Plano Real em meados dessa década levou a um processo de estabilização dos preços e acarretou em um período póstumo marcado pela retomada da prosperidade econômica. Para estipular diretrizes para a política monetária brasileira, foi criado nesse período o Comitê de Política Monetária (Copom). As reuniões realizadas por esse Comitê estabelecem a taxa de juros desejada no momento, traçando estratégias para atingi-las. Em 1999, ainda, para atingir maior estabilidade de preços, foi adotado o sistema de metas de inflação, ancorando a moeda nacional às expectativas de inflação divulgadas com credibilidade pelo Banco Central.

O Federal Reserve Bank (FED), responsável pela condução da política monetária dos Estados Unidos da América, leva em conta, segundo Frederic Mishkin, a Regra de Taylor. Essa regra afirma que a taxa de juros nominal de um país deve ser escolhida a partir da seguinte equação:

taxa nominal = taxa de inflação + taxa de juros real de equilíbrio da economia + 0,5. (gap de inflação) + 0,5. (gap do produto)

(1) gap da inflação: diferença da inflação corrente e a meta da inflação da economia.

(2) gap do produto: diferença entre renda corrente e o nível de renda natural da economia.

Pode-se, então, concluir que as autoridades monetárias devem elevar a taxa de juros em maior proporção que o aumento da taxa de inflação.

Para verificar se o COPOM leva em conta fatidicamente a Regra de Taylor na determinação da taxa de juros nominal Selic, utilizamos um gráfico da taxa de juros Selic Regra de Taylor calculada em comparação com a taxa de juros Selic observada. Para isso assumimos o seguinte (FONTE????):

  1. Como taxa de juros real de equilíbrio foi usada uma média calculada no valor de 5%¹.
  2. Os valores das metas de inflação foram encontrados no próprio site do Banco Central (COPOM).
  3. Para calculo das taxas de inflação foi utilizado o IPCA acumulado de 12 meses.
  4. O desvio do produto potencial pode ser estimado em bases como o IBC – BR ao ser comparado com uma tendência linear do próprio (média de desvio da tendência) (A fonte de onde copiaram o gráfico diz que simplesmente não consideraram o gap do produto…)

 

FONTE:  http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara

A partir da análise do gráfico acima, pode-se perceber que há corriqueiros desvios da Regra de Taylor na determinação da taxa de juros nominal Selic por parte do COPOM (É isso que o gráfico mostra?). No período entre 2012 e 2014 pode-se observar uma das maiores discrepâncias entre as variáveis.

(Obs: A proposta era pegar os dados e fazer as contas, não copiar sem citar a fonte. O gráfico enviado pelo grupo foi produzido por http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara – apenas colocar o link nas referências não deixa claro que o exercício não foi feito pelo grupo. Eu que coloquei a fonte no post do grupo para evitar plágio no blog. :-/ )

 

Referências:

Taylor, John B. (1993), “Discretion versus Policy Rules in Practice”, CarnegieRochester Conference Series on Public Policy, 39:195-214.

A Taxa de Juros Natural e a Regra de Taylor no Brasil: 2003–2015 Fernando de Holanda Barbosa* Felipe Diogo Camêlo† Igor Custodio João‡

In Republican Attacks on the Fed, Experts See a Shift By BINYAMIN APPELBAUMAPRIL 7, 2015 New York Timer

In Republican Attacks on the Fed, Experts See a Shift By BINYAMIN APPELBAUMAPRIL 7, 2015 New York Timer

http://www.bcb.gov.br/Pec/metas/TabelaMetaseResultados.pdf

https://www.bcb.gov.br/glossario.asp?Definicao=1455&idioma=P&idpai=GLOSSARIO

http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=trocarGrafico

http://www.scielo.br/pdf/rbe/v70n4/0034-7140-rbe-70-04-0399.pdf

 

Autores: Grupo I

Taxas de juros dos EUA: fed fund, redesconto e taxa sobre reservas, a partir da crise de 2007

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Para realizar a análise proposta pelo tema, iremos diferenciar cada uma das taxas mencionadas, podendo observar suas especificidades de maneira isolada, para, então, pontuar sua interrelação em comportamentos e efeitos após 2007.

Quando se fala da taxa de juros americana, referimo-nos frequentemente à Federal Funds Rate, os juros cobrados entre os bancos para os empréstimos de 1 dia (empréstimos overnight). A meta dessa taxa é determinada pelo FOMC (Federal Open Market Committee) que tem seus representantes reunidos em torno de oito vezes ao ano para discutir as políticas de open market dos EUA e estabelecer recomendações sobre a taxa de redesconto de liquidez e sobre a taxa de reservas compulsórias. Assim, esta taxa de juros de base americana é determinada pelo mercado e não é especificamente determinada pelo FED. O FED procura alinhar a Federal Funds Rate efetiva com a taxa de juros pretendida repondo ou retirando moeda ao volume disponível no mercado. Quando há uma alteração da taxa de juros de base provocada pela política monetária do FED, então tem sobretudo efeitos sobre o valor das taxas de juros para diversos produtos como hipotecas, empréstimos e os juros de poupança.  A seguir vemos seu comportamento a partir de 2007:

É importante sempre termos em mente que o FED não controla diretamente a FFR. Perseguir metas através de políticas de redesconto e de compulsórios não é equivalente a fixar valores para taxas e, portanto, enquanto houver excesso de oferta de reservas, a taxa de juros desse mercado não sairá do patamar em que se encontra.

Dando sequência, temos a Federal Discount Rate, mais conhecida como ou Taxa de Redesconto de Liquidez, como conhecemos no Brasil.  Tem como característica ser o juros fixado pelo Federal Reserve sobre os empréstimos oferecidos aos bancos comerciais elegíveis ou a outras instituições de depósito. A taxa de redesconto permite que o FED controle a oferta de moeda na economia e seja usada para garantir a estabilidade nos mercados financeiros. Ela serve como o limite superior sobre Fed Funds. A seguir vemos seu comportamento a partir de 2007:

Por fim, temos a Taxa Sobre Reservas ou a “IORR”, a qual funciona também como um instrumento de política monetária, tendo como característica a remuneração por parte do FED aos bancos comerciais por suas reservas compulsórias e voluntárias (reservas em excesso). Isso acontece para evitar que as taxas se tornem muito baixas, sendo estas o limite inferior de referência da política monetária americana. Sua implantação ocorreu em 2008 e, desde então, a taxa apresentou o seguinte comportamento:

Dessa forma uma vez definida as taxas de juros podemos interrelacionar elas após a crise de 2008:

Como podemos observar no gráfico, a FFR e a sua banda definida pelo limite superior (taxa de redesconto) e limite inferior (taxa sobre reservas) se encontram em patamares quase nulos para boa parte dos últimos 10 anos, principalmente pós-2008, entre 0% e 0,25%. Esse resultado da crise financeira, na qual foi necessário que o FED injetasse uma grande quantidade de fundos (Quantitative Easing) no sistema bancário americano, para tentar impedir uma recessão ainda maior nos EUA. O resultado direto obtido é a queda da FFR e de suas bandas de variação. No entanto, a partir da recuperação da economia e com a perspectiva positiva para o futuro, assim como o pequeno “ânimo” da inflação, o FED começou a elevar a meta a partir de 2006, sendo esta hoje em torno de 1% a 1,25%.

 

Algumas fontes:”

https://www.thebalance.com/fed-funds-rate-history-highs-lows-3306135

http://www.investopedia.com/terms/f/federal_discount_rate.asp

https://fred.stlouisfed.org/categories

https://www.stlouisfed.org/on-the-economy/2016/july/fed-interest-rates-floor-subfloor

 

Autores: GRUPO C Economia

 

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G3-Eco: A Oferta Monetária na Economia Brasileira

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Entendemos o Agregado M1 como a definição teórica de moeda como meio de pagamento, sendo ativos estritamente monetários e de liquidez imediata. É o volume de recursos prontamente disponíveis para o pagamento de bens e serviços. Inclui-se o papel-moeda em poder do público e os depósitos à vista: M = pmpp + DV.

A partir do plano real, com a diminuição da inflação, os meios de pagamento restritos ampliaram-se consideravelmente. Tal processo é conhecido como remonetização, resultante da recuperação da credibilidade da moeda nacional.

Em 2001, o Banco Central promove mudanças conceituais nos meios de pagamentos. Mudou-se o critério de ordenamento dos Agregados Monetários, passando de uma agregação pelo nível de liquidez dos ativos para uma definição conforme seus sistemas emissores.

“Os meios de pagamento ampliados são indicadores antecedentes de pressões de demanda sobre o setor real melhores que os meios de pagamento restritos, dado que, atualmente, as facilidades de realocação de portfólio permitem que o M1 esteja sempre no nível necessário para transações e responda passivamente a elevações no nível de preços. Ressalte-se, contudo, que mesmo em modelos de política monetária que privilegiam o controle de taxas de juros, os agregados monetários continuam sendo instrumentos importantes para o acompanhamento dos efeitos daquela política, tanto como indicadores de liquidez quanto como indicadores de captações internas de recursos, por parte do sistema emissor, para multiplicação de crédito no país. ” (Reformulação dos Meios de Pagamento – Notas Metodológicas – BCB).

 

Fonte: Elaboração própria a partir de dados (Jan/96 a Dez/16) obtidos no IPEADATA e Banco Central.

 

A oferta de moeda (M1) na economia é definida como a base monetária multiplicada pelo multiplicador monetário: M = m X BM.

A quantidade de moeda presente numa economia é reflexo de um conjunto de três peças que atuam em um processo de decisões. Dentre essas peças temos a população que decide quanto manter em conta corrente e quanto manter “no bolso”, os Bancos e seu desejo de manter reservas voluntárias e pela definição do percentual de reservas compulsórias exigidas pelo Banco Central.

A Base monetária é o passivo monetário do Banco Central, também conhecido como emissão primária de moeda. Inclui o total de cédulas e moedas em circulação e os recursos da conta “Reservas Bancárias”.  Portanto, temos que a base monetária é definida como a soma do papel moeda em poder do público com as reservas compulsórias e voluntárias das instituições bancárias.

A principal maneira pela qual o Banco Central provoca mudanças na base monetária é através de suas operações de “Open Market”, que permitem a regulação diária da oferta monetária e da taxa de juros, gerando liquidez aos títulos negociados. Tais operações são realizadas através das compra e venda de títulos públicos.

No Brasil, foi introduzido no Plano Real o conceito de Base monetária ampliada, sob o pressuposto de que agregados mais amplos sejam melhor correlacionados com os preços na economia brasileira, visto que mais perfeitamente captam a substitutibilidade entre M1 e os demais ativos financeiros. Incluir, além da base restrita, os compulsórios e títulos federais.

Fonte: Elaboração própria a partir de dados (Jul/94 a Jul/17) obtidos no Banco Central.

 

O multiplicador monetário indica o grau de modificação da oferta de moeda para uma determinada mudança na base monetária, ou seja, reflete o efeito de outros fatores além da base monetária sobre a oferta de moeda. Como exemplo, com m = 3, um aumento de R$1,00 na base monetária levará a um aumento de R$3,00 na oferta de moeda.

 

Referência

MISHKIN, F. The Stock Market, the Theory of Rational Expectations, and the Efficient Market Hypothesis. In: MISHIKIN, F. Economics of Money, Banking and Financial Markets, 10th Edition.”

 

Reformulação dos meios de pagamentos – Notas Metodológicas

http://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/NM-MeiosPagAmplp.pdf

 

Autores: GRUPO A

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G2-Eco: A dança das taxas de juros

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

A comparação entre títulos com mesmas características, mesmo emissor e com prazos de maturidade diferentes, nos deixa observar curvas de taxas de juros positivas, planas ou até invertidas. Esse “balé” das taxas de juros pode ser sintetizado pelos seguintes fatos estilizados:

  1. Cointegração das taxas de juros com maturidades diferentes. Ou seja, essas taxas têm um comportamento semelhante ao longo do tempo;
  2. As taxas obedecem ao princípio de reversão à média. Quando falamos de taxas de curto prazo que sofreram queda, em relação a um referencial, espera-se um crescimento ao longo do tempo (ou o contrário);
  3. A curva normal é a mais frequentemente observada.

A teoria capaz de explicar o conjunto dos fatos estilizado é chamada de Prêmio pela Liquidez. Segundo Mishkin, ela demonstra que títulos com maturidades diferentes são substitutos, mas não substitutos perfeitos, assim a teoria ainda permite que os investidores prefiram um título a outro. Portanto, o pagamento de um prêmio positivo pela iliquidez de capital consegue fundamentar os três fatos estilizados, principalmente a frequência da curva positiva.

A figura abaixo pode ser clarificada pela ótica da teoria do prêmio pela liquidez. Ela apresenta o mercado de títulos dos EUA e permite observar o movimento das taxas de juros e os fatos estilizados. Conectados pelo grau de substituição, as diferentes maturidades dos títulos apresentam sincronia no comportamento ao longo do tempo, que associa o pedaço da taxa de longo prazo à composição da taxa de curto prazo esperada, comprovando o primeiro fato estilizado. Além disso, quando as taxas alcançam vales ou picos, elas redirecionam seu movimento para cima ou para baixo, demonstrando o segundo fato estilizado. Por fim, uma vez que o prêmio pago sempre é positivo, ele tende a “puxar” a curva para cima, o que explica a maior frequência da curva normal (terceiro fato estilizado).

Nesse mesmo contexto, o gráfico abaixo ilustra a variação das taxas de juros, porém para três títulos públicos emitidos pelo Tesouro Direto entre os períodos de 2010 a 2017 no Brasil. Para sua elaboração, foi usado como referência o dia 31 de agosto dos respectivos anos. Os diferentes títulos são representados por: a série azul retrata a LTN (Letra do Tesouro Nacional) – um título de curto prazo (CP); a série vermelha NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – série B) – médio prazo (MP) e a série verde NTN- B principal (Notas do Tesouro Nacional – série B – principal) – um título de longo prazo (LP).

Utilizando este gráfico para análise do comportamento da ETTJ no Brasil, é possível notar a cointegração das taxas de curto, médio e longo prazo. Mesmo que essas difiram em seus graus de maturidade, elas tiveram o mesmo movimento ao longo do tempo, ou seja, quando houve uma alta na taxa de juros da LTN (CP), as taxas de NTN-B (MP) e as de NTN-B principal (LP) também aumentaram.  Ainda, pode-se comprovar o princípio de reversão à média, ou seja, o fato da esperança de baixa de uma taxa de curto prazo após um período de alta, observando esse comportamento no período dos anos 2012 a 2015 e no período dos anos 2016 e 2017, respectivamente.”

 

REFERÊNCIAS:

MISHKIN, F. The Stock Market, the Theory of Rational Expectations, and the Efficient Market Hypothesis. In: MISHIKIN, F. Economics of Money, Banking and Financial Markets, 10th Edition.” 

http://www.tesouro.gov.br/tesouro-direto-balanco-e-estatisticas

 

Grupo L

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G1-Eco: Os mercados de capitais e crédito brasileiros: características, volume e taxas

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

Para analisarmos os mercados de crédito e capitais brasileiros temos que primeiro definir a responsabilidade de cada um na economia em geral. O mercado de crédito tem a função de atender agentes financeiros com investimentos de curto e médio prazos e concentrar credores e devedores de forma que haja transação de capital entre as partes, principalmente empréstimos para famílias e empresas. Já o mercado de capitais, segmentado em primário e secundário, permite a captação de fundos e gera liquidez aos títulos emitidos pela oferta de valores mobiliários, suprindo a necessidade dos agentes de investimentos de médio a longo prazo para capital de giro e fixo do mercado.

No Brasil, há uma grande concentração no mercado de crédito, sendo que quase 80% deste está “nas mãos” de apenas quatro bancos. Isto acontece devido aos atos de fusão e aquisição que ocorreram nos últimos anos, além do aumento da competição. Esta concentração, contudo, não aparenta se opor ao crescimento do mercado, já que o saldo de operações de crédito cresceu em 75,26% desde 2000. Da mesma forma, observamos uma grande concentração do índice de ações em poucas grandes empresas no mercado de capitais, além de pouca liquidez da maior parte das ações e uma grande volatilidade por conta da grande tendência especulativa do mercado.

As taxas incidentes diferem entre os mercados de capitais e créditos. O primeiro é avaliado através de uma taxa de corretagem que vale sobre o serviço ou o valor posto em transação. Já no mercado de créditos observamos o spread bancário, diferença entre a taxa de juros exigida do devedor e a paga ao emprestador. Temos a Selic como a taxa básica de mercado e extremamente influente na tomada de decisão de investimentos.

Destacando a importância do crédito, atualmente o BNDES trabalha com linha de créditos que beneficia pequenas e médias empresas. O intuito da liberação de crédito está na influência destes ocupantes do mercado em gerar emprego na economia, cerca de 54%. Além do spread que ficará a cargo da instituição bancária, a Taxa de Juros de Longo Prazo incidirá sobre o valor emprestado, limitado a R$3,6 milhões ao ano. O BNDES exerce aqui importante papel de Intermediário Financeiro, sem este a economia sofreria de ineficiência. É por meio deste “agente” que emprestadores encontram devedores e geram o fluxo do mercado, beneficiando-se de baixos custos de transação, menor seleção adversa e risco moral.

O saldo do crédito do sistema financeiro (Pessoa física e jurídica) chegou a 49,6% do PIB brasileiro, em dezembro de 2016, somando pouco mais de 3 trilhões de reais. No mesmo período, o volume da Bovespa não chegou nem à 3% do PIB, sendo este cerca de 167 bilhões de reais. Ao comparar com o exterior, vemos que os dois mercados estão abaixo da média mundial. Por exemplo, o crédito interno fornecido pelo setor financeiro em relação ao PIB no Brasil foi de 111,2% em 2016, enquanto a média mundial foi de 177,4% (como base de comparação, a porcentagem americana foi de 242,6% e a alemã foi de 134,2%). Outro exemplo é a BM&F Bovespa que é 23 vezes menor que a bolsa de Nova Iorque e ocupa apenas a 20º posição no ranking das maiores bolsas de valores do mundo, em relação à capitalização de mercado.

 

Referências (acessadas em 28 de agosto de 2017):”

https://www.oeconomista.com.br/bndes-lanca-linha-de-credito-para-pequenas-e-medias-empresas/

http://ibmec.org.br/empresario/o-que-e-mercado-de-capitais/mercado-de-capitais-no-brasil/

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

http://data.worldbank.org/indicator/FS.AST.DOMS.GD.ZS?

http://www.visualcapitalist.com/20-largest-stock-exchanges-world/

http://g1.globo.com/economia/noticia/itau-bradesco-bb-e-caixa-tinham-quase-80-do-mercado-de-credito-ao-fim-de-2016.ghtml

https://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/TD377.pdf

http://www.portaldoinvestidor.gov.br/menu/primeiros_passos/Entendendo_mercado_valores.html

ASSAF, A. Mercado Financeiro. 12º ed. São Paulo: Atlas, 2014.

 

Autores: GRUPO J

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