A-ECO: O que esperar do comportamento da taxa de juros nos ciclos econômicos?

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A teoria monetária nos diz que a taxa de juros de uma economia é formada assim como qualquer outro “preço”: em um mercado, o mercado de títulos. Onde as escolhas dos agentes são definidas segundo a Teoria do Portfolio, para ativos de curto prazo e em condições de concorrência. A demanda por títulos, de acordo com estas hipóteses é dada pela riqueza dos agentes, retorno dos títulos em relação aos ativos reais, risco relativo e liquidez dos títulos, sendo negativamente inclinada. Já a oferta de títulos é positivamente inclinada e dada em função da necessidade de financiamento do Setor Público (que é o maior tomador de recursos das economias, portanto o maior ofertante de títulos), da lucratividade esperada do investimento produtivo (ou Eficiência Marginal do Capital) e da inflação esperada. A taxa de juros é dada pelo inverso do preço de equilíbrio neste mercado, ou seja, quando o preço de equilíbrio dos títulos diminui, a taxa de juros deverá aumentar.

Durante períodos de expansão econômica, a riqueza dos agentes aumenta permitindo-os demandar mais títulos, mas é plausível imaginar também um aumento da lucratividade do investimento real, fazendo com que mais títulos sejam ofertados e tornando este efeito ambíguo. Seu reflexo no preço de equilíbrio (portanto na taxa de juros) depende da sensibilidade das duas curvas, que pode ser estimada para cada país ou economia. No caso empírico dos Estados Unidos, e também do Canadá, o crescimento ou queda do produto está positivamente correlacionado à taxa de juros.

No caso brasileiro, esta relação não se confirma. A taxa de juros brasileira, assim como a de outros mercados emergentes, é muito volátil, contra cíclica (durante uma expansão do PIB a taxa deve diminuir), positivamente correlacionada às exportações líquidas e lidera o ciclo, conforme os dados em Neumeyer & Perri (2005). Em Kanczuk (2004), os resultados encontrados concluem que a taxa de juros brasileira é principalmente afetada por fatores domésticos como as mudanças na política fiscal do governo.

No artigo The Role of Interest Rates in the Brazilian Business Cycles (2011), o economista Nelson F. Souza-Sobrinho, testa dados trimestrais do período do quarto trimestre de 1994 ao primeiro trimestre de 2010, encontrando regularidades empíricas similares a estas para o Brasil. Neste trabalho, a taxa real de juros brasileira é caracterizada como o a taxa internacional de juros livre de risco multiplicada pelo prêmio de risco brasileiro (quanto maior o risco do país maior o seu prêmio de risco). Nesta primeira figura, temos o movimento da taxa de juros brasileira e do produto em relação aos desvios de sua tendência, onde os períodos de crise correspondem às áreas sombreadas.

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Nesta segunda, podemos observar a relação entre as exportações líquidas e a taxa de juros, também em desvios da tendência.

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Já a terceira figura ilustra uma correlação cruzada, entre produto e taxa real de juros com os dados empíricos entre Brasil e Canadá (uma economia que sabemos ter uma taxa de juros que se comporta de maneira pró-cíclica). O formato em U da curva para o Brasil sugere que é taxa de juros que desencadeia o ciclo. Estas diferentes estruturas de correlação estão associadas a fatores diversos, talvez a autoridade monetária canadense dê mais importância à estabilização do produto enquanto o BC brasileiro se preocupa mais com a estabilização de desvios da inflação esperada da tendência.

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Porém, o trabalho afirma que os números brasileiros das correlações mais recentes entre produto e exportações líquidas, e produto e taxa de juros são menores do que os de outras economias emergentes, nos colocando em alguns aspectos próximos a outras economias relativamente maduras, em decorrência dos profundos avanços estruturais nos últimos vinte anos. O comportamento das nossas variáveis econômicas nos ciclos de negócios indica um meio termo entre o de economias emergentes e economias desenvolvidas.” 

Fontes:

Obs: Todos os gráficos não autorais presentes em Souza-Sobrinho (2011).

Dados do PIB Brasileiro – IBGE
http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=ST12

Dados da Taxa Selic – Banco Central do Brasil (em Ipeadata)
http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=38402

Frederic S.Mishkin, Apostolos Serletis (2011). The economics of money, banking and financial markets (4th Canadian Edition), The Behaviour of Interest Rates (p. 82-113). Toronto, Ontario: Pearson Canada.

Neumeyer, P. & Perri, F. (2005). Business cycles in emerging economies: The role of interest rates. Journal

of Monetary Economics, 52(2):345–380.

Kanczuk, F. (2004). Real interest rates and Brazilian business cycles. Review of Economics Dynamics,

7(2):436–455.

Nelson F. Souza-Sobrinho (2011). The Role of Interest Rates in the Brazilian Business Cycles. Revista Brasileira de Economia 65(3):315–336. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbe/article/view/3064/2262

 

 

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A-Ecec: O CURIOSO CASO DAS TAXAS DE JUROS BRASILEIRAS

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” A taxa de juros nominal, aquela prometida como remuneração pelo empréstimo de recursos, pode ser fragmentada em duas partes: a taxa de juros real – que resultará na variação do poder de compra – e a taxa de inflação esperada. Nesse sentido, para uma dada taxa de juros nominal, é preciso ter em mente que a taxa de juros real será afetada por variações na expectativa de inflação. Por exemplo, se o indivíduo deseja ter um incremento em seu poder de compra de 1% no ano seguinte, e acredita que haverá um aumento de 5% no nível geral de preços, ele abrirá mão de seu consumo presente somente se lhe for garantido um juros nominal de pelo menos 6%.

No mais, a relação positiva entre taxa de juros nominal e inflação esperada é reforçada pela análise de oferta e demanda no mercado de títulos, em que um aumento na expectativa de inflação incentiva os emissores de títulos a ofertar mais. Isso ocorre porque o custo real da dívida será menor na ótica desses agentes, uma vez que eles continuarão remunerando aqueles que lhe emprestaram recursos a uma mesma taxa nominal, mas o nível geral de preços de toda a economia aumentou. Simultaneamente, os compradores reagem diminuindo sua demanda por títulos, já que sua remuneração caiu. Em suma, uma elevação na expectativa de inflação gera, no longo prazo, um aumento na taxa nominal de juros. Esse fenômeno é chamado de Efeito Fisher, em homenagem ao economista norteamericano Irving Fisher (1867-1947), o primeiro a formular teoria econômica relacionando as variáveis taxa de juros e inflação esperada.

De fato, como mostra o gráfico da Figura 1: “Expected Inflation and Interest Rates (Three-Month Treasury Bills), 1953-2011”, que ilustra o Efeito Fisher para o caso estadounidense, as variáveis expectativa de inflação e taxa nominal de juros aparentam ser positivamente relacionadas.

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Contudo, para o caso brasileiro, os dados de taxa de juros nominal e expectativa de inflação, coletados no IPEAdata, para o período de 2010 a 2016 não apresentam a mesma relação, como pode ser observado no gráfico superior da Figura 2: “Inflação Esperada, Taxa de Juros e Déficit Público, 2010-2016”.

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Fica evidente que há um descasamento entre o comportamento da taxa de inflação esperada e a taxa nominal de juros. Em meados de 2011 a 2013, quando há uma constância na inflação esperada, há também uma queda na taxa SELIC – taxa básica de juros brasileira. Isso resulta, em síntese, numa diminuição na taxa real de juros do período. Em seguida, é possível observar, de 2013 a 2016, um contínuo crescimento na inflação esperada e um aumento na taxa de juros nominal. Essa distância entre as curvas resulta numa reversão da taxa de juros real frente ao período passado, que dessa vez se eleva.

Por fim, de acordo com Moreira (2006), uma possível explicação para o descasamento entre a taxa de juros nominal e a expectativa de inflação é a evolução da dívida pública em relação ao PIB. O governo brasileiro pode escolher se financiar emitindo títulos públicos, aumentando assim a oferta de títulos e, consequentemente, as taxas de juros nominal. Assim, está representada no gráfico inferior da Figura 2 a razão dívida-PIB brasileira. Esta dívida considera apenas aquela contraída pela emissão de títulos, que são títulos atrelados à própria SELIC. Observa-se que, de 2011 a 2014, a razão dívida/PIB diminui e a taxa de juros se aproxima da expectativa de inflação. Já de 2014 a 2016, a dívida/PIB aumenta e a taxa de juros se distancia da expectativa de inflação. Logo, o caso brasileiro se difere daquele demonstrado no livro texto de Mishkin (2013) e uma possível explicação para esse fenômeno é o aumento da oferta de títulos pelo governo brasileiro.

REFERÊNCIAS
MISHKIN, Frederic S. The economics of money, banking, and financial markets. Pearson education, 2013.

 

MOREIRA, Edison M. O regime de metas de inflação, a taxa de juros e a relação dívidda pública/PIB. Indicadores Econômicos FEE, v. 34, n. 2, p. 13-20, 2006. “

 

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SOCRATIVE – quizzes e muito mais

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Socrative é uma ferramenta desenhada para auxiliar os processos de aprendizado ativo, ajudando o professor a engajar seus estudantes e fornecendo feedback imediato das atividades realizadas por meio dele. Há vários usos possiveis, como: perguntas rápidas de saída, para acessar a compreensão do conteúdo da aula; atividades longas com várias etapas em que os grupos/estudantes vão recebendo feedback a cada etapa; e os quizzes, perguntas de múltipla escolha, para avaliar o acompanhamento dos alunos de conceitos básicos e informações ao longo das aulas.

Este será nosso uso em Economia Monetária para ambas as turmas (Economia e ECEC), faremos nossos quizzes utilizando esse aplicativo!!

As vantagens são inúmeras: feedback rápido; sistematização dos resultados com percentual de acerto e de erros; aleatorização tanto das questões quanto das respostas (vai ser muito ineficiente tentar “comparar” sua resposta com a do seu colega, durante a realização do quiz!!); além de um banco disponibilizar bancos de questões servindo como uma rede social para nós, professores, trocarmos nossas atividades (neste caso, todo o material está em lingua inglesa, mas nossos quizzes serão em português).

Saiba mais em: http://socrative.com/

Para começarmos a nos preparar:

  1. Baixe o aplicativo STUDENT em seu celular (compatível com iOS Apps, Android Apps, Chrome Apps, Kindle Apps, Windows Apps)
  2. Você não precisa de uma conta, basta saber o nome da sala (fornecido pelo professor) e em lugar do seu NOME, vc colocará como identificação seu NÚMERO USP, ok?
  3. Nossa SALA chama-se MONETARIA
  4. A partir de hoje (28/07/2016) até nossa primeira aula da manhã e da noite, deixo um Quiz para teste, assim todos poderão saber se tudo está funcionando bem com seu aplicativo e aprender como acessar. Basta entrar na sala e vc já verá as perguntas do Quiz. Terminando, confirme e saia da sala, ok?
  5. Anotem as dúvidas/problemas para resolvermos em sala, combinado?

O Quiz “Esquentando os motores! Revisão de macro básica” está aberto no aplicativo! Sua nota deste teste não será contabilizada, é apenas um teste, mas fique atento para as questões que errar, pois elas cobrem conteúdo básico de macro I !!

Bom semestre a todos!!

 

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Crescimento econômico: capital físico e humano no Brasil

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“O produto anual de uma economia(PIB) é criado pela interação entre os estoques de capital físico e de capital humano existente. O capital físico é uma referência a qualquer ativo não humano, como maquinas, equipamentos, edifícios e demais instrumentos utilizados na produção.

O capital humano é o conjunto de capacidades, conhecimentos e competências que favorecem a realização de trabalho de modo a produzir valor econômico. São os atributos adquiridos por um trabalhador por meio da educação e experiência.

Assim pode-se concluir que as fontes de crescimento do PIB de uma economia são: um aumento do estoque de capital físico (que cresce tão mais rápido quanto maior for à taxa de investimento); o aumento da forca de trabalho disponível; o aumento do número médio de anos de estudos dos trabalhadores; e o aumento da produtividade.

No Brasil os estudos que estimam o estoque de capital físico são escassos, os mais conceituados utilizam-se da metodologia de estoque perpetuo. O método do estoque perpétuo acumula os fluxos macroeconômicos de investimento para diversas categorias de ativo deduzindo a depreciação física ou perda de eficiência que ocorre ao longo da vida útil de cada categoria, sendo este, o método tradicional de se calcular estimativas indiretas do estoque de capital.

No Brasil, o setor institucional com maior participação na evolução do estoque de capital é o setor privado, respondendo por cerca de 84% do estoque de capital no período 1950-2001, sendo que desse total cerca de 66% referem-se ao estoque em residências e estruturas e os restantes 18% em máquinas e equipamentos.

O estoque de capital fixo da economia brasileira em termos de PIB é crescente, passa de 2,8 PIB em 1950 para 3,2 PIB em 2001, tendo atingido os maiores valores em 1983(3,28 PIB) e em 1992(3,46 PIB). Analisando-se sua composição, o estoque em estruturas do setor privado cresce em todo o período, passa de 0,22 PIB em 1950 para 1,23 PIB em 2001. O estoque em estruturas do governo cresce bem menos, passa de 0,36 PIB em 1950 para 0,4 PIB em 2001.

O estoque de residências, por sua vez, é decrescente até 1980, passando de 1,81PIB em 1950 para 0,73PIB em 1980, apresentando leve crescimento e tendência à estabilidade a partir de então, chegando a 1,07 PIB em 2001 e uma média de 0,96 PIB entre 1981 e 2001.

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O gráfico 1 destaca a Formação Bruta de Capital Físico como porcentagem do PIB entre 2000 e 2009

 

O cálculo do capital humano por trabalhador considera diferenças entre os trabalhadores em termos de escolaridade e de experiência.

A medida de capital humano tem dois componentes: a produtividade e a participação. Diversos estudos que investigam a relação entre educação e crescimento econômico mostram que o impacto agregado do capital humano no produto é de magnitude similar ao efeito microeconômico da educação sobre os salários.

 Em função disso a produtividade é compreendida como o retorno que o mercado de trabalho paga a uma dada combinação de escolaridade e experiência, enquanto a participação é interpretada como o peso relativo de cada grupo de escolaridade e experiência no total de horas trabalhadas.

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Observa-se uma taxa de crescimento do Capital Humano no Brasil inferior a 1%a.a, tendo crescido aproximadamente 13%, entre os anos de 1992 e 2007.Fato que pode ser explicado pelo aumento da escolaridade da mão-de-obra brasileira, uma vez que ocorreu a maior participação de grupos com níveis mais elevados de escolaridade no mercado de trabalho, em especial, trabalhadores com ensino médio completo e superior completo.

Porém, nota-se alguns períodos de flutuações significativas no Capital Humano, os quais pode-se explicar pelo fator produtividade.

 

Referencias Bibliográficas;

http://www.brasil-economia-governo.orr.br

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/11705/Evolucao%20do%20Capital%20Humano%20no%20Brasil%20e%20nos%20EUA.pdf?sequence=1

http://aeconomiamarginal.blogspot.com.br/2010/07/os-investimentos-no-brasil-e-copa-ii.html

epge.fgv.br/files/1772.doc”

 

AUTORIA: Grupo J – Macro I

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Crescimento Econômico aliado ao trabalho e a poupança

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 “O crescimento econômico de um país é medido pelo seu PIB. Já quando pretende-se fazer comparações internacionais, o melhor método é o da Paridade do poder de compra (método alternativo para se calcular o poder de compra entre dois países.)

O governo deve realizar medidas para que a economia cresça (investimentos em infraestrutura, incentivos à indústria automobilística e o PAC (Programa de aceleração do crescimento) que é o conjunto de medidas econômicas que alavancam o crescimento.

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  • Panorama de 2015 e 2016

Em 2015 o Brasil ficou entre os 10 menores crescimentos econômicos. Antes, o Governo impulsionou o crescimento econômico com subsídios, corte de impostos e aumento do crédito para estimular o consumo das famílias. Entretanto, os saldos das contas fiscais e correntes do país também se desintegraram. Em cima disso, trouxe a enorme pressão à economia e o país passou a lidar com o ajuste fiscal.

Este ano, o FMI piorou a perspectiva de queda da economia brasileira e não vê a retomada do crescimento à frente (redução do PIB em 3,5%). Em 2017, aponta que o Brasil deve registrar estagnação econômica, ou seja, crescimento zero.

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Taxa de poupança

A taxa de poupança é a porcentagem do PIB que não é consumida, ou seja, aquilo que a economia produz mas não consome.

Os gráficos abaixo mostram a relação entre taxa de poupança, investimento e crescimento econômico no Brasil nos últimos anos. O 1º relaciona a taxa de poupança e investimento em porcentagem do PIB, com isso, podemos ver que nosso investimento não é tão alto e a poupança é menor ainda. Dado esse fato, temos no segundo o resultado dessa pequena taxa de poupança gera em termos de crescimento. O gráfico é medido pela poupança a variação no produto acumulada nos últimos 4 anos.

 

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A imagem abaixo mostra o quão baixa é a taxa de poupança brasileira em relação as taxas de outros países ao redor do mundo.

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Com esses gráficos podemos perceber a correlação existente entre poupança e investimento e conseguimos, pelo menos um pouco, entender a situação atual do Brasil.

FORÇA DE TRABALHO          

Podemos dizer que a força de trabalho é a PEA, população economicamente ativa, que engloba a população ocupada e a população desocupada (aqueles que procuram emprego mas não conseguem). Se alguém não quer trabalhar ou sequer procura emprego ele é considerado fora da PEA e da força de trabalho, ou seja, ele não contribui para o processo de produção econômica do país.

Se subtrairmos a PIA, população em idade ativa, que no Brasil começa a partir dos 14 anos de idade, da PEA, teremos o total de pessoas fora da força de trabalho. No segundo trimestre de 2013 esse número chegou a mais de 61 milhões de pessoas.

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O gráfico seguinte ilustra a evolução e divisão da força de trabalho no Brasil por região entre 2008 e 2012.

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Referências Bibliográficas

 

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/06/brasil-esta-entre-10-economias-de-menor-crescimento-em-2015.html

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/fmi-piora-projecoes-para-o-brasil-e-deixa-de-ver-crescimento-em-2017.html

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2015/08/18/a-operacao-lava-jato-reduz-o-crescimento-economico/

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/crise-politica-pesou-no-rebaixamento

http://pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/2015/02/financas-taxa-de-poupanca-renda.html

https://financasfaceis.wordpress.com/2014/12/03/crescimento-real-do-pib-poupanca-e-investimento/

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1399413-61-milhoes-estao-fora-da-forca-de-trabalho.shtml

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/o-conceito-populacao-economicamente-ativa-pea.htm

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1403009-forca-de-trabalho-encolhe-no-nordeste.shtml

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme/pmemet2.shtm

 

AUTORES: GRUPO G – Macro I

 

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Política fiscal: gastos públicos no Brasil em grandes números

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“Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos, que podem focar na mensuração da qualidade do gasto público bem como identificar os impactos da política fiscal no bem-estar dos cidadãos.

Dizemos que o Governo obtém superávit fiscal quando as receitas excedem as despesas em dado período; por outro lado, há déficit quando as receitas são menores do que as despesas.

No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto grau de responsabilidade fiscal. O uso equilibrado dos recursos públicos visa a redução gradual da dívida líquida como percentual do PIB, de forma a contribuir com a estabilidade, o crescimento e o desenvolvimento econômico do país.

Medidas destinadas a controlar o gasto público, a tributação, o crédito e outras de natureza regulatória que afetem o nível de demanda agregada são utilizadas para estimular a atividade econômica em momentos de depressão, ou controlá-la em períodos de aceleração inflacionária.

Nessa tabela está a composição dos Gastos Públicos no Brasil:

10-H Tabela Gastos Públicos

Os gastos públicos do Brasil superam os de países emergentes, e de menor grau de desenvolvimento economico. Já em relação com o padrão Europeu os gastos público no Brasil são inferiores, mas comparável ao de alguns países de economia avançada.

O Gasto Público no Brasil ajudou o PIB a crescer, mas prejudicou a inflação e a confiança externa no governo.

Abaixo, um gráfico com a porcentagem de gastos trimestal do governo em 2013 e 2014:

10-H Gastos do governo

 

FONTES:

https://www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/318974/COR_LIVRO_Avaliacao_da_Qualidade_do_Gasto_Publico_e_Mensuracao_de_Eficienc

http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt_PT/sobre-politica-fiscal

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/gasto-publico-ajudou-pib-crescer-mas-prejudicou-inflacao-e-confianca.html

 

AUTORIA: GRUPO H – MACRO I

 

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Política Fiscal – tributação no Brasil em grandes números

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“O conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza despesas é chamado de política fiscal, possuindo três funções básicas: a estabilização macroeconômica, a redistribuição de renda e alocação de recursos. A primeira consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com baixo desemprego e estabilidade de preços. A segunda visa assegurar a distribuição equitativa da renda e, por fim, a função locativa consiste no fornecimento eficiente de bens e serviços produzidos pelo maquinário público, tentando compensar as falhas de mercado.

Abaixo temos o gráfico do Orçamento Público brasileiro nos últimos 10 anos:

9-A Grafico01

No Brasil, a tributação pode ser diferenciada em duas frentes: os impostos diretos e os indiretos. O primeiro, são os impostos que os governos (federal, estadual e municipal) arrecadam sobre o patrimônio (bens) e renda (salários, aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras) dos trabalhadores. São considerados impostos diretos, pois o governo arrecada diretamente dos cidadãos. Por exemplo temos o Imposto de Renda da Pessoa Física que incide diretamente no salário dos trabalhadores (desconto na folha de pagamento) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores arrecadado anualmente pelos governos estaduais, ele deve ser pago pelos proprietários de carros, motos, caminhões e outros tipos de veículos automotores. Enquanto que os impostos indiretos são os impostos que incidem sobre os produtos e serviços que as pessoas consomem. São cobrados de produtores e comerciantes, porém acabam atingindo indiretamente os consumidores, pois estes impostos são repassados para os preços destes produtos e serviços. Temos por exemplo, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelos governos estaduais, este imposto incide sobre a comercialização de produtos e serviços. A alíquota varia de acordo com o produto e serviço comercializado e Imposto sobre Produtos Industrializados arrecadado pelo governo federal, este imposto incide sobre a comercialização de produtos industrializados (aqueles que sofrem transformação, beneficiamento, montagem, renovação e acondicionamento).

Abaixo temos o gráfico da arrecadação governamental nos últimos 10 anos e suas flutuações:

9-A Grafico 02

 E nesse gráfico temos a porcentagem da carga tributária na renda das famílias de acordo com o nível de cada uma:

9-A Grafico03 Atualmente, no Brasil, se discute a volta da CPMF, que é o imposto cobrado por todas as movimentações financeiras feitas por pessoas jurídicas e físicas. Essa taxação foi instituída no Brasil entre 1996 a 2007, a alíquota no período variou de 0,25% a 0,38%. A priori, a CPMF foi criada para arrecadar verbas destinadas à Saúde Pública, cuja extinção aconteceria quando as contas do governo estivessem equilibradas. Hoje, a restituição do tributa tem o intuito de cobrir o rombo orçamentário federal dos últimos anos.

A seguir segue um gráfico comparativo levando em conta a arrecadação fiscal em porcentagem do PIB de alguns países, dentre eles o Brasil, tornando possível analisar o tamanho dos tributos de cada pais.

9-A Grafico04

Fontes:

http://brasildebate.com.br

http://www.suapesquisa.com/economia/impostos_diretos_indiretos.htm

IPEA

http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/estudotributarios/eventos/seminarioii/texto02afinalidadedatributacao.pdf

                Ministério da Fazenda – Governo Federal

http://pt.tradingeconomics.com/brazil/government-revenues

 

AUTORES: GRUPO A – MACRO I

 

 

 

 

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