Principais medidas de inflação no Brasil

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Autores: Grupo 9 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

“Inflação é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos produtos em um determinado país ou região, durante um período. Em um processo inflacionário o poder de compra da moeda se reduz. Como o salário do trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra diminui.

A inflação tem papel marcante na história recente do Brasil, uma hiperinflação ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990, quando a inflação exorbitante chegou a superar os 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro.

 

Entre os principais índices de medição de inflação no Brasil, podemos destacar o IPCA e o IGPM. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é produzido pelo IBGE desde 1979.O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Já o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). É medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

 

O Brasil conviveu com uma das maiores taxas de variação de preços do mundo, sendo o Plano Real de extrema importância já que foi a única política capaz de ameninar a superinflação do país após dezenas de tentativas.

No período anterior a implementação do Plano, os índices do IPCA mostravam variações mensais absurdas (Figura 1), e o mesmo se aplica aos dados apresentados pelo IGPM (Figura 2) entre 1989 e 1994.

Em 1° de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda. A estabilidade e a maior previsibilidade econômica viabilizaram o aumento dos investimentos das empresas e, por consequência, o maior crescimento do país.

Com a hiperinflação superada, a economia brasileira começou a registrar baixos níveis de inflação (Figura 3), registrados também pelo INPC (Figura 4),embora, até janeiro de 1999, o regime de câmbio semifixo tenha levado o BC a adotar taxas de juros de dois dígitos, o que ajudou a provocar níveis de expansão reduzidos do PIB. Ainda naquele ano, já com a mudança para o regime de câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e maior rigor fiscal, o Brasil começou a melhorar seus fundamentos macroeconômicos, o que foi essencial para o atual governo registrar maiores taxas de crescimento, mesmo com o aumento dos custos dos componentes importados, sendo transferidos para os preços do atacado, porém sem afetar os preços do varejo. A redução da dívida interna é outro fator que evidenciou a trajetória seguida pelo país nos últimos anos.

As metas de inflação não foram alcançadas em 2001 em razão dos choques externos e internos que atingiram a economia. A decisão tomada em elevar abruptamente a taxa Selic que vinha sendo reduzida desde 1999, como medida para conter a depreciação da moeda e a elevação dos preços, chamou a atenção dos credores externos, o que gerou uma crise no balanço de pagamentos do mesmo ano. Dados mais recentes apontam para uma recuperação do emprego, das vendas e do volume de crédito, o que pode elevar os preços.  Nesse ambiente, cabe à política monetária (definição da taxa de juros) manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para afirmar que a economia já se encontra em uma trajetória de crescimento, ainda que persista alguma incerteza, que deverá ser dirimida ao longo do tempo, sobre o ritmo desse processo, portanto, a política monetária tem o dever zelar para que as pressões inflacionárias sejam contidas.

 São quase 25 anos com a mesma moeda, mais de uma década de regime de metas de inflação com BC independente, de superávit fiscal e redução do endividamento e de câmbio flutuante, são instituições e políticas que resistiram às mudanças políticas e alterações na presidência da república.

Fontes:

SCHERER, Fernando Luiz; KOWALESKI, Paulo Sérgio; REZENDE JR., Sebastião: A DINÂMICA DA INFLAÇÃO BRASILEIRA APÓS O “PLANO REAL In Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.3, n. 6, agosto 2010.

[IPCA e IGP-M] Dados históricos, Sazonalidade, Metas de Inflação no Brasil e muito mais…

http://hcinvestimentos.com/2011/02/21/ipca-igpm-inflacao-historica/?hvid=NcSFP >acessado em 03.06.2017

Como os governos controlam a inflação?

http://g1.globo.com/economia/inflacao-como-os-governos-controlam/platb/ > acessado em 03.06.2017

Apontamentos sobre a inflação no Brasil entre 1994 e 2014

http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa/apontamentos-sobre-a-inflacao-no-brasil-entre-1994-e-2014-por-diogo-costa > acessão em 04.06.2017

 

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Principais índices de inflação brasileiros: metodologias e diferenças

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“No dia a dia, lemos e ouvimos muito o termo “inflação”. Porém, o que é de fato a inflação? Ela nada mais é do que o aumento persistente e generalizado do valor dos preços, sendo essa sua definição mais direta.

Atualmente, a inflação é calculada por meio de diferentes índices de preços, ou seja, por variações do preço de uma cesta estimada de produtos e serviços, a qual reflete o padrão de consumo de um determinado grupo de cidadãos.

Os principais índices de preço que utilizamos no Brasil são:

  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
  • IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção)
  • IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor em São Paulo)

Quais as principais questões que envolvem a metodologia desses índices?

  • Objetivo do índice de preço
  • Região em que o índice é coletado
  • Fontes e formas de coleta (como os setores pesquisados e forma de entrevista)
  • Periodicidade da coleta
  • Quais bens e/ou serviços serão incluídos na cesta a ser pesquisada.

Vamos comparar agora alguns dos principais índices de preços e questões que os envolvem:

6-E - TABELA

Assim, podemos notar que existem diferenças na metodologia dos índices.

Observemos agora como os índices variam, dado as diferenças citadas na tabela:

6-E - GRAFICO

Por fim, citaremos a importância desses índices principais:

  • O IPCA é o mais relevante do ponto de vista da política monetária, já que foi escolhido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) como referência para o sistema de metas para a inflação implantado em 1999. Além disso, o principal título público brasileiro, o NTN-B, oferece rentabilidade indexada ao IPCA;
  • O IGP-DI é utilizado contratualmente para a correção de determinados preços administrados.
  • O IGP-M é o índice mais utilizado como indexador financeiro, inclusive para títulos da dívida pública federal (NTN-C). Também é usado na correção de alguns preços administrados, como, por exemplo, o de energia elétrica;
  • IPC-Fipe é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e um dos mais antigos do Brasil.”

 

FONTES:  http://www.fipe.org.br

http://brasilescola.uol.com.br

http://www.bcb.gov.br

http://www.infomoney.com.br/…/entenda-melhor-como-funcionam…

http://www.calculador.com.br/tabela/indice/IPCA

http://googleweblight.com/…

AUTORES – grupo B

 

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