Síntese de 2013 – com intenção de blogar mais em 2014… ;-)

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 9,800 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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Um dia explicando o que o Economista faz!

 

Deveria dizer “mais um dia”, afinal faço isso cotidianamente para meus próprios alunos! Mas dessa vez foi para um público muito especial: os possíveis candidatos à uma vaga na FEA-RP, mais precisamente no curso de Economia, que participaram da 12a Feira de Profissões da USP, que aconteceu nesses últimos três dias na Esalq de Piracicaba.

Foi uma experiência interessante e reveladora: uma boa parte dos candidatos estava em dúvida entre Direito e Economia, e aqueles que estavam mais seguros de que já tinham escolhido a profissão, dentre as carreiras ofertadas pela FEA-RP, tinham escolhido Economia!! E eu me vi naqueles moçoilos e moçoilas que já tinham decido… também eu, ainda no segundo ano do ensino médio já sabia que queria ser economista!! É um bichinho que pica a gente e a gente sabe!! rsrs…

A propósito, como passei a alguns o endereço do meu blog, vale resgatar alguns posts anteriores sobre o assunto:

Economista? Que bicho é esse?

Papel social do economista.

Esse é só para os iniciados… Economistas também amam!

É isso! E duas fotos:

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Diversão e Aprendizado: alunos do ensino médio visitam USP

 

Ontem foi um dia daqueles! Passei a manhã toda aplicando uma atividade muito divertida e dinâmica aos alunos de ensino médio que visitaram a USP-RP para conhecer o curso de Matemática Aplicada a Negócios (MAN). Este curso, originalmente criado como um curso inter-unidades entre a FEA-RP e a FFCLRP, agora é de responsabilidade apenas desta última, porém ainda conta com a participação de docentes da FEA-RP. Daí que eu, a convite da minha colega Profa. Natália, que atualmente leciona uma disciplina para o curso, fomos participar do “Dia da Matemática”, organizado principalmente pelos próprios estudantes do curso, em que alunos de ensino médio são recebidos e participam de atividades que mostram como será a vida universitária deles, caso escolham estudar no MAN.

Eu e minha colega estávamos lá para dar o gostinho da Economia que também se estuda no curso! Realizamos uma dinâmica em que um mercado concorrencial é simulado, com metade dos estudantes agindo como vendedores e metade, como compradores – semelhante aos antigos pregões das bolsas de valores. Após as rodadas de negociação, sempre animadas, explicamos brevemente as noções de oferta, demanda e equilíbrio de mercado. A mesma atividade já foi realizada por nós em projeto de extensão da USP-RP, em 10 escolas de ensino médio de Ribeirão Preto (para entender a atividade, veja  os posts Economia no Ensino MédioEnsinando Economia por meio de jogos em sala de aula )

Realizamos três aplicações consecutivas de cerca de 1h30min cada, para um total de quase 250 estudantes! Em uma das sessões, trabalhamos com 84 jovens, com muita energia e vigor! Destaque especial para a participação da E.E. Irene Dias Ribeiro, cujos estudantes inovaram improvisando placas de “COMPRO” e “VENDO” buscando fechar negócios com maiores ganhos rapidamente, no meio da multidão de negociantes!! Foi muito divertido!! Esta escola tem também um blog e já há um post com fotos da participação do pessoal (veja aqui).

Parabéns aos professores dessa moçada toda, a cada experiência que tenho desse tipo, mais cresce minha admiração pelo trabalho árduo de vocês.

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Economistas também amam!

 

Eu conheci essa página ano passado, circulou no facebook. Achei realmente bacana e reporto aqui como dica para o dia de hoje:  “A gestão de expectativas é a chave para um longo e feliz relacionamento”… Pensa que é só gerenciar suas finanças e tudo bem?? Nada disso…  😉

“14 Ways an Economist Says I Love You

Give your loved one a nerdy Valentine and they’ll be yours forever! Why? Because if you give them diamonds/cufflinks this year, anything you get them next year will fall short. Give them one of these and anything they receive next year will be a step up. It’s called expectation management and is the key to a long and happy relationship. On that dismal (science heyoo) note, Happy Valentine’s Day.

Source: http://fosslien.com/heart/ ”

 

 

Momento de Epifania

 

Sob um céu azul, com nuvens brancas daquelas que eu costumava passar horas observando quando muito menina, daquelas que viravam elefantes, coelhos, peixes… ah! Um centauro! Agora, um… um… uma… e mais alguns minutos, lá estava a fada de asas esvoaçantes… e… sumiu! Essas nuvens vieram me visitar ontem à tarde. Na verdade, eu que fui buscá-las, deitada na grama de um campo à beira de um trecho de lago, milimetricamente idealizados, campo e lago, por Olmsted and Vaux, como todo o Central Park, lá nos idos do século dezenove…

Olhando para cima, hipnotizada pela simples beleza de um céu azul, que brincava de esconde-esconde com as nuvens brancas, deixei-me ali parada, os pés descalços sobre a grama traziam uma sensação indescritível de liberdade para o todo. Em certos momentos acho mesmo que consegui nem pensar em nada. Nem em saudade (que é tanta), nem em contas e ajustes daqui e de lá nas finanças para fazer a vida acontecer, nem nos modelos de equilíbrio geral estocástico dinâmico, nem nas séries temporais, nem nos temporais em série que acometem meu coração vagabundo. Nada. Meditei, creio eu. Desse estado meditativo, que ao durar alguns minutos já me foi um grande feito, passei ao estado imaginativo fértil (menos estranho a mim): quem seria eu, onde eu estaria e o que estaria sentindo naquele exato momento se os sonhos da menina-que-gostava-de-nuvens tivessem se realizado? E se aquela fada de asas esvoaçantes tivesse balançado sua varinha de condão em minha direção? “Belo exercício de ficção” – pensei e nele embarquei. Nunca precisei de nada além da imaginação para viajar para os lugares, as eras, as fantasias que desejei. A menina queria ser escritora, quando ainda mal sabia escrever. Escrever era tão lindo… as letras juntas que formam coisas com tanto significado, e com uma força imperativa, permitiam expressar a revolução diária de todos nós… É certo que “pato” nada tem de especial, além de ser a primeira palavra que escrevi numa folha tirada de um caderno de uma das minhas irmãs, sentada no colo do meu pai, à mesa da cozinha, enquanto minha mãe preparava o jantar… Eles falavam sobre coisas que eu não compreendia, mas eu sentia que o clima não era bom… e eu escrevia, escrevia, escrevia as letras que minhas irmãs mais velhas me ensinavam em suas horas de brincar de escolinha comigo, eu, a aluna, sempre. Escrevia e lia. E nada fazia sentido… num certo momento mágico: “P-A-T-O… pato!!!! Pai, escrevi pato!!!”. Que felicidade!!! Momento de epifania. Meu pai olhou, leu “É mesmo filha, escreveu pato!” e voltou aos assuntos importantes com minha mãe, sem muita atenção àquela pequena alma esfuziante que parecia ter descoberto o mundo numa folha de papel. Mas esse pequeno momento de reconhecimento de minha “genialidade” nada precoce por parte do meu pai já me foi suficiente – sabemos o poder do pai. Felicidade infinita. Dali não parei mais de escrever. Escrevia sempre. Passava horas reescrevendo as estórias que lia ou ouvia – minha mãe havia nos presenteado com um conjunto de três livros de estórias, curtas e ilustradas, e três discos em que algumas delas eram narradas – eu me lembro da voz dos narradores até hoje. Escrevia tanto que faltava papel e os lápis iam ao limite do impossível. Depois… vieram os números… e eu me apaixonei por eles… Mas, tivesse eu sido escritora… acho que não seria muito diferente de quem sou hoje, talvez estivesse mesmo aqui e agora, em Nova Iorque, local mais que apropriado para uma alma cosmopolita como a minha, em retiro para escrever meu novo livro, aguardado com elevadas expectativas pelo leitores, fãs e críticos. Um livro que serviria para algo: bom entretenimento, com reflexões sobre a vida e a morte, o amor e o ódio, a paz e a guerra do cotidiano dos que não ignoram suas próprias existências. Nisso, sim, diferença fundamental entre a ficção e a realidade atual.

 

 

Sugestão de leitura para as férias

 

Ao longo do ano passado, sugeri algumas leituras, principalmente para os que gostam de finanças. Como estamos em tempo de férias escolares, é uma boa hora para resgatarmos as recomendações! Fique à vontade para fazer as suas, comentando este post!

A primeira recomendação, no post intitulado “Lição de empreendedorismo: crise x oportunidadesjuntou algumas de minhas paixões: ópera, história e finanças, no livro de Sérgio Casoy, “A Invenção da Ópera ou A História de um Engano Florentino” , uma aula prática sobre o “espírito animal” dos empreendedores.

Ainda no mês de março, no post “A auto-ajuda da especulação“, apresentei algumas observações sobre um clássico dessa área: “Os Axiomas de Zurique”, de Max Gunther. Termino o post lembrando que a atividade de especulação pode se servir de conhecimentos científicos, métodos econométricos, etc, mas isso não basta… Há requisitos de personalidade importantes envolvidos nessa atividade.

Para fazer um contraponto, o post “Sucesso e fracasso revisitados” ressalta a perspectiva diferenciada de “Fora de série: Outliers“, de Malcolm Gladwell, em que o papel do legado cultural e de outros aspectos, como o  momento histórico e as oportunidades alcançadas  tanto pelo próprio esforço quanto pela pura sorte, são determinantes no sucesso em qualquer atividade.

Mais recentemente, li e recomendei “Oito séculos de delírios financeiros: desta vez é diferente” de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, um excelente compêndio das crises financeiras, incluindo a recente crise de 2007-2008, muito bem documentado por dados históricos e com o rigor necessário para uma obra de divulgação científica. O post leva exatamente o título “Belo compêndio das crises financeiras“.

Boa leitura!


Restrospectiva Random Walk

 

Um pouco da história desse blog, para fechar o ano. A idéia inicial surgiu em outubro de 2009, incentivos não me faltavam, fã que sempre fui dos blogs do meu querido amigo Cláudio Shikida, dentre outros. Assim é que a data inaugural dele é aquela. Porém, foi a partir de fevereiro de 2010 que as atividades efetivamente se iniciaram, e hoje, temos:

Quase 7.800 visitas; 35 artigos; 15 categorias em que elenco os principais temas e 10 tags, que uso para expressar o “estado de espírito” do post. Os números são modestos para a grandiosidade da internet, mas estão de bom tamanho, tratando-se de um blog de uma professora de economia que não pauta sua conduta pela popularidade junto aos alunos (adoro eufemismos… rs).

Sem contar o acesso de lançamento dos posts, em que eles ficam na página de entrada, os campeões em acessos diretos são:

Ensinando Economia por meio de jogos em sala de aula, com 234 acessos;

PIB, o que é isso mesmo? Com 204 acessos;

Estudar Economia, com 203 acessos.

O post campeão está associado à matéria que ficou na capa do site da USP, sobre projeto de extensão e cultura realizado com uma colega em escolas públicas de Ribeirão Preto, no dia 22 de abril, o que rendeu o dia campeão de visitas: dia 23 de abril, com imbatíveis 130 visitas!

A porta de acesso mais importante para o blog é mesmo minha página acadêmica, em que divulgo cada post novo, e dela vieram 746 visualizações, seguida do twitter (156), o que mostra que o esforço vale a pena, pois o blog tem servido de comunicação adicional com meus próprios pupilos, que são os que acessam regularmente minha página acadêmica.

E, para finalizar, adivinhem qual é o termo de motor de busca que mais levou os internautas ao meu blog?? Random walk, com mais de 200 buscas!

Como este é o último post do ano, aproveito para desejar a todos um 2011 esplendoroso!! Como inspiração, reproduzo um Fernando Pessoa que adoro:

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”


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