G7-Eco: Volatilidade da taxa nominal de câmbio e risco país

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Volatilidade é definida como o nível de variação de um determinado ativo em determinado período de tempo. É uma variável não observável a qual expressa de uma maneira simples o grau de incerteza que o investidor possui1.

O grau de volatilidade apresentado pelo Câmbio Brasileiro (R$/US$), anualizado está expresso em 15,37%. Em outras palavras, “probabilidade de variação” do preço da moeda estrangeira em um ano é de 15,37%2.

O Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes, EMBI (sigla em inglês para Emerging Market Bond Index) foi desenvolvido pelo Banco JP Morgan Chase para ser fonte de informação aos agentes dos mercados financeiros.

O EMBI+BR é também chamado de ”Risco-Brasil”, calcula o prêmio de risco que é a diferença (Spread) entre a média ponderada do retorno dos títulos soberanos brasileiros em comparação ao retorno dos títulos soberanos norte-americanos. Utilizado como parâmetro para avaliar a capacidade de um país de honrar sua dívida3.

Por exemplo, se devido a um temor dos agentes de o Brasil não honrar seus compromissos financeiros, eles exigirão uma taxa de juros maior para financiar a dívida brasileira, logo o diferencial (spread) entre o título brasileiro e o título norte-americano sobe, conseqüentemente a pontuação do Embi+BR sobe, elevando o ”Risco-Brasil”.

Graf1:Banco Central Brasil, IPEA.Elaboração própria Graf2:Banco Central Brasil,Federal Reserve.Elaboração própria

 

Em setembro de 2002, o EMBI+BR atingiu seu maior valor da série histórica 2446 pontos-base e a taxa Selic 20,9%. A narrativa populista do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva gerou grande temor nos mercados financeiros com relação a provável vitória deste candidato. A taxa de cambio atingiu R$3,95 em outubro de 2002.A taxa Selic atingiu 26,32% em março de 2003, maior valor da serie histórica.

Com exceção de uma subida acentuada em outubro de 2008 (677 pontos-base, devido aos impactos da crise financeira internacional que aumentou a aversão ao risco nos mercados de capitais mundiais, escasseando o credito para países emergentes), houve queda significativa da pontuação do EMBI+BR, logo queda do ”Risco – Brasil” mantendo-se em nível estável4.

O respeito aos fundamentos do tripé macroeconômico, permitiram queda substancial da taxa Selic entre 2003-2008.A condução ortodoxa de política econômica do governo, especialmente na obtenção de superávits primários da ordem de 3% do PIB entre 2003-2008, geraram redução da relação dívida/PIB, diminuindo o ‘’Risco-Brasil’’.

Em conjunto, no período 2003-2009, pelo lado da balança comercial o grande boom de exportações e pelo lado do mercado de capitais a entrada de capital externo estrangeiro, houve maciça entrada de dólares no mercado brasileiro, valorizando a taxa de cambio.

Pelos gráficos vemos que a partir de 2013 a elevação da taxa Selic foi adotada para conter a inflação crescente. A Selic se elevou até o ano de 2016, em 14,25%, e a taxa de cambio apresentou trajetória consistente de desvalorização desde 2012, o que é explicado pelo EMBI+BR, pois sua trajetória acompanha tal processo de desvalorização cambial.

A partir dos gráficos, vemos que há um grau de correlação entre a elevação do Risco-Brasil e a desvalorização cambial. Elevações da taxa Selic, não necessariamente atraem maior capital estrangeiro para o país, pois conforme o prêmio de risco cresce, a participação de investidores estrangeiros nos papeis da dívida pública brasileira diminuem.

Nos EUA, no início dos anos 2000, a taxa de juros estava em 6,6%. Apresentou tendência de queda nos anos seguintes. Em meados de 2005 a Fed Funds volta a se elevar estacionando no patamar dos 5%, em parte devido aos sintomas do pré-crise4.

 Para combater os efeitos da crise de 2008, o Fed, adotou a política de quantitative easing no qual o Fed adquire grande quantidade de títulos públicos, mantendo as taxas de juros próximas de zero durante quase 9 anos. Desde 2015 vem havendo elevações marginais na taxa de juros, atualmente está em 1,15%.”

Fontes:

  1. 2-Calculo Proprio

 

AUTORES: GRUPO D Economia Monetária

 

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G6-Eco: Taxa de Câmbio nominal e suas relações com comércio e fluxos de capitais

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“A taxa de câmbio é comumente considerada uma das variáveis mais importantes no relacionamento entre uma economia aberta e seus parceiros comerciais. As políticas cambiais possuem efeitos sobre as transações comerciais e, com isso, possuem impacto no ciclo de negócios e no crescimento econômico como um todo.

A taxa de câmbio difere-se em termos nominais e reais. A taxa de câmbio nominal indica o preço do ativo financeiro, enquanto que a taxa de câmbio real indica o preço relativo entre duas moedas – o que permite medir a competitividade relativa entre os dois países em questão. Além disso, a taxa de câmbio nominal pode ser definida de duas formas: ela pode representar o preço da moeda doméstica (E´=US$/R$), ou o preço da moeda estrangeira (E=R$/US$).

Consequência das Flutuações Cambiais nas Contas Externas

Considere o “método” do preço da moeda estrangeira e suponha uma valorização cambial. Precisamos, agora, de menos reais para comprar a mesma quantidade de produtos estrangeiros, ou seja, as importações se tornam “mais baratas”. Assim, há um aumento na demanda de produtos importados, o que aumenta as importações. Ao mesmo tempo, as exportações ficam “mais caras”, pois há um aumento no preço dos produtos nacionais em termos de moeda estrangeira; com isso, pode ocorrer uma redução da demanda externa por produtos nacionais, o que leva a uma queda nas exportações –a elasticidade do produto influencia nessa circunstância. Portanto, a valorização cambial incentiva as importações e prejudica as exportações, enquanto que a desvalorização cambial tem uma consequência oposta.

Situação do Brasil

Muitas nações enfrentam problemas inflacionários e baseiam suas políticas cambiais no regime de câmbio fixo, caso do Brasil em meados da década de 1990. Neste regime, a taxa de câmbio não foi estabelecida no mercado de divisas e o governo impôs à sociedade a taxa de câmbio que, segundo os objetivos de sua política econômica, era a mais adequada para o país (paridade cambial de R$ 1,00 x US$ 1,00). Com isso, as exportações se reduziram fortemente e as importações cresceram de forma rápida, gerando um o acúmulo de déficits comerciais na Balança Comercial. 

Contudo, após a crise cambial de 1999, resultado entre outros fatores da elevada vulnerabilidade externa do país, o Brasil adotou um novo modelo de política econômica: regime de câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e geração de constantes superávits primário. Nesse novo modelo, as taxas são estabelecidas em mercado e flutua em função da oferta e demanda de divisas; as taxas de juros são menores do que as observadas no período anterior, apesar de ainda continuarem altas; além disso, pode-se observar uma grande volatilidade na taxa de câmbio.

Figura 1: Contas do balanço de pagamentos (1999-2014) em milhões de dólares

 

A partir de 2000, mesmo com a forte desvalorização do real, nota-se que tanto as importações quanto as exportações aumentaram, resultado de uma maior abertura do Brasil.

Já em relação ao saldo líquido da conta financeira brasileira, vemos uma grande entrada de investimento estrangeiro, devido a fatores exógenos, que ajudou a valorizar o real. Essa valorização, entretanto, não afetou as exportações como “se esperava”. Percebe-se que a conta financeira compensou o saldo negativo das transações correntes.

Figura 2: Evolução da balança comercial e da taxa de câmbio nominal – 2000 a 2014 – Milhões de Dólares e R$/US$.

 

A forte valorização do real a partir de 2003 não teve um resultado determinante no saldo exportações. O que pode explicar essa situação, divergente da teoria, é o crescimento da renda dos outros países, especialmente da China que entrou na OMC em 2001 e era um grande demandante das commodities brasileiras. Além disso, houve um crescimento de empresas brasileiras exportadoras que tomaram proveito da situação e aumentaram a produção.”

Referências bibliográficas:

goo.gl/HBDYpm

goo.gl/CU1QuM

goo.gl/QfVkq3

goo.gl/P6Yp2d

goo.gl/DreBFB

goo.gl/TQif1t

goo.gl/TQif1t

Autores: Grupo H Turma de Economia

 

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Política monetária brasileira via Regra de Taylor simples

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“O Brasil viveu, na década de 90, um de seus mais intensos períodos de crise, marcado por taxas de inflação extremamente altas e elevada instabilidade econômica. A introdução do Plano Real em meados dessa década levou a um processo de estabilização dos preços e acarretou em um período póstumo marcado pela retomada da prosperidade econômica. Para estipular diretrizes para a política monetária brasileira, foi criado nesse período o Comitê de Política Monetária (Copom). As reuniões realizadas por esse Comitê estabelecem a taxa de juros desejada no momento, traçando estratégias para atingi-las. Em 1999, ainda, para atingir maior estabilidade de preços, foi adotado o sistema de metas de inflação, ancorando a moeda nacional às expectativas de inflação divulgadas com credibilidade pelo Banco Central.

O Federal Reserve Bank (FED), responsável pela condução da política monetária dos Estados Unidos da América, leva em conta, segundo Frederic Mishkin, a Regra de Taylor. Essa regra afirma que a taxa de juros nominal de um país deve ser escolhida a partir da seguinte equação:

taxa nominal = taxa de inflação + taxa de juros real de equilíbrio da economia + 0,5. (gap de inflação) + 0,5. (gap do produto)

(1) gap da inflação: diferença da inflação corrente e a meta da inflação da economia.

(2) gap do produto: diferença entre renda corrente e o nível de renda natural da economia.

Pode-se, então, concluir que as autoridades monetárias devem elevar a taxa de juros em maior proporção que o aumento da taxa de inflação.

Para verificar se o COPOM leva em conta fatidicamente a Regra de Taylor na determinação da taxa de juros nominal Selic, utilizamos um gráfico da taxa de juros Selic Regra de Taylor calculada em comparação com a taxa de juros Selic observada. Para isso assumimos o seguinte (FONTE????):

  1. Como taxa de juros real de equilíbrio foi usada uma média calculada no valor de 5%¹.
  2. Os valores das metas de inflação foram encontrados no próprio site do Banco Central (COPOM).
  3. Para calculo das taxas de inflação foi utilizado o IPCA acumulado de 12 meses.
  4. O desvio do produto potencial pode ser estimado em bases como o IBC – BR ao ser comparado com uma tendência linear do próprio (média de desvio da tendência) (A fonte de onde copiaram o gráfico diz que simplesmente não consideraram o gap do produto…)

 

FONTE:  http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara

A partir da análise do gráfico acima, pode-se perceber que há corriqueiros desvios da Regra de Taylor na determinação da taxa de juros nominal Selic por parte do COPOM (É isso que o gráfico mostra?). No período entre 2012 e 2014 pode-se observar uma das maiores discrepâncias entre as variáveis.

(Obs: A proposta era pegar os dados e fazer as contas, não copiar sem citar a fonte. O gráfico enviado pelo grupo foi produzido por http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara – apenas colocar o link nas referências não deixa claro que o exercício não foi feito pelo grupo. Eu que coloquei a fonte no post do grupo para evitar plágio no blog. :-/ )

 

Referências:

Taylor, John B. (1993), “Discretion versus Policy Rules in Practice”, CarnegieRochester Conference Series on Public Policy, 39:195-214.

A Taxa de Juros Natural e a Regra de Taylor no Brasil: 2003–2015 Fernando de Holanda Barbosa* Felipe Diogo Camêlo† Igor Custodio João‡

In Republican Attacks on the Fed, Experts See a Shift By BINYAMIN APPELBAUMAPRIL 7, 2015 New York Timer

In Republican Attacks on the Fed, Experts See a Shift By BINYAMIN APPELBAUMAPRIL 7, 2015 New York Timer

http://www.bcb.gov.br/Pec/metas/TabelaMetaseResultados.pdf

https://www.bcb.gov.br/glossario.asp?Definicao=1455&idioma=P&idpai=GLOSSARIO

http://terracoeconomico.com.br/a-regra-de-taylor-e-clara

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=trocarGrafico

http://www.scielo.br/pdf/rbe/v70n4/0034-7140-rbe-70-04-0399.pdf

 

Autores: Grupo I

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