G3-Eco: A Oferta Monetária na Economia Brasileira

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Entendemos o Agregado M1 como a definição teórica de moeda como meio de pagamento, sendo ativos estritamente monetários e de liquidez imediata. É o volume de recursos prontamente disponíveis para o pagamento de bens e serviços. Inclui-se o papel-moeda em poder do público e os depósitos à vista: M = pmpp + DV.

A partir do plano real, com a diminuição da inflação, os meios de pagamento restritos ampliaram-se consideravelmente. Tal processo é conhecido como remonetização, resultante da recuperação da credibilidade da moeda nacional.

Em 2001, o Banco Central promove mudanças conceituais nos meios de pagamentos. Mudou-se o critério de ordenamento dos Agregados Monetários, passando de uma agregação pelo nível de liquidez dos ativos para uma definição conforme seus sistemas emissores.

“Os meios de pagamento ampliados são indicadores antecedentes de pressões de demanda sobre o setor real melhores que os meios de pagamento restritos, dado que, atualmente, as facilidades de realocação de portfólio permitem que o M1 esteja sempre no nível necessário para transações e responda passivamente a elevações no nível de preços. Ressalte-se, contudo, que mesmo em modelos de política monetária que privilegiam o controle de taxas de juros, os agregados monetários continuam sendo instrumentos importantes para o acompanhamento dos efeitos daquela política, tanto como indicadores de liquidez quanto como indicadores de captações internas de recursos, por parte do sistema emissor, para multiplicação de crédito no país. ” (Reformulação dos Meios de Pagamento – Notas Metodológicas – BCB).

 

Fonte: Elaboração própria a partir de dados (Jan/96 a Dez/16) obtidos no IPEADATA e Banco Central.

 

A oferta de moeda (M1) na economia é definida como a base monetária multiplicada pelo multiplicador monetário: M = m X BM.

A quantidade de moeda presente numa economia é reflexo de um conjunto de três peças que atuam em um processo de decisões. Dentre essas peças temos a população que decide quanto manter em conta corrente e quanto manter “no bolso”, os Bancos e seu desejo de manter reservas voluntárias e pela definição do percentual de reservas compulsórias exigidas pelo Banco Central.

A Base monetária é o passivo monetário do Banco Central, também conhecido como emissão primária de moeda. Inclui o total de cédulas e moedas em circulação e os recursos da conta “Reservas Bancárias”.  Portanto, temos que a base monetária é definida como a soma do papel moeda em poder do público com as reservas compulsórias e voluntárias das instituições bancárias.

A principal maneira pela qual o Banco Central provoca mudanças na base monetária é através de suas operações de “Open Market”, que permitem a regulação diária da oferta monetária e da taxa de juros, gerando liquidez aos títulos negociados. Tais operações são realizadas através das compra e venda de títulos públicos.

No Brasil, foi introduzido no Plano Real o conceito de Base monetária ampliada, sob o pressuposto de que agregados mais amplos sejam melhor correlacionados com os preços na economia brasileira, visto que mais perfeitamente captam a substitutibilidade entre M1 e os demais ativos financeiros. Incluir, além da base restrita, os compulsórios e títulos federais.

Fonte: Elaboração própria a partir de dados (Jul/94 a Jul/17) obtidos no Banco Central.

 

O multiplicador monetário indica o grau de modificação da oferta de moeda para uma determinada mudança na base monetária, ou seja, reflete o efeito de outros fatores além da base monetária sobre a oferta de moeda. Como exemplo, com m = 3, um aumento de R$1,00 na base monetária levará a um aumento de R$3,00 na oferta de moeda.

 

Referência

MISHKIN, F. The Stock Market, the Theory of Rational Expectations, and the Efficient Market Hypothesis. In: MISHIKIN, F. Economics of Money, Banking and Financial Markets, 10th Edition.”

 

Reformulação dos meios de pagamentos – Notas Metodológicas

http://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/NM-MeiosPagAmplp.pdf

 

Autores: GRUPO A

.

Anúncios

28 Respostas to “G3-Eco: A Oferta Monetária na Economia Brasileira”

  1. Raphael Yan Gomes Ferro Says:

    Achei muito esclarecedor o post do grupo. Após pesquisar um pouco e também com base no conteúdo em aula, vi que no Brasil os economistas classificaram em 4 tipos os agregados monetários. M1: são os passivos de liquidez imediata, ou seja, Poder do Público e Depósitos à vista, conforme mencionado pelo grupo.
    “O PMPP é o resultado da diferença entre o papel-moeda emitido pelo Banco Central do Brasil e as disponibilidades de “caixa” do sistema bancário. Os DV são aqueles captados pelos bancos criadores de moeda e transacionáveis por cheques ou meios eletrônicos.”
    M2: M1 + depósitos para investimento e emissões de alta liquidez, multiplicadores de crédito.
    M3: M2 + captações internas de fundos de renda fixa e títulos registrados pela SELIC.
    M4: M3 + títulos públicos d alta liquidez.
    Em operações de Open Market, o Banco Central utiliza Títulos Públicos Federais (TPF), os quais são emitidos pelo Tesouro Federal. Como o Banco Central não pode financiar o Tesouro diretamente nem indiretamente, ele apenas compra os TPF de outra entidade, porém não pode executar a compra no mesmo dia, caso contrário será um financiamento indireto. Gostaria de ressaltar que o Banco Central não é o único que pode definir a quantidade de moeda em circulação na economia. Outras grupos como bancos comerciais e até as pessoas, de acordo com suas preferências entre títulos, ativos reais e moeda, podem também agir nesse quesito.

    Seguem os links para maiores esclarecimentos:
    http://conhecimentosbancarios.blogspot.com.br/2011/07/operacoes-de-mercado-aberto-open-market.html
    http://politicamonetaria.webnode.com.br/moeda/agregados-monetarios/
    https://nepom.wordpress.com/2014/03/01/entendendo-a-politica-monetaria/

  2. Thalles Quinaglia Liduares Says:

    Acho interessante pontuar , e fazer breves comentários, sobre os três fatores que influenciam a quantidade circulante de moeda em uma economia.
    Provavelmente, a variável mais difícil de ser mensurada ,seja a quantidade de moeda que as pessoas desejam reter para efetuar transações e o quanto desejam manter em conta corrente.
    Dado que há milhões de indivíduos transacionando e tomando decisões de forma decentralizadas todos os dias numa economia de mercado, e por a moeda fiduciária ser um ativo sem valor intrínseco.
    Já o comportamento dos bancos comerciais é melhor observado , pois são monitorados dia a dia pelo bancos dos bancos , o Banco Central.O instrumento de taxa de redesconto é um dos principais instrumentos de politica monetária, pois afeta diretamente o nível de dinheiro circulante na economia.O Banco central atua no mercado de reservas bancarias para atingir determinado nível das taxas de juros, através dos instrumentos de operações de mercado aberto, e da taxa de redesconto.Mediante tais instrumentos o Banco Central ajusta a taxa de juros para atingir seus objetivos, seja de diminuir as taxas de juros para estimular a economia, seja para controlar alguma ameaça á estabilidade de preços etc.

    Fonte: http://www.fgv.br/professor/fholanda/Arquivo/Polimone.pdf

  3. Victor Goulart Haddad Says:

    Quando falamos de oferta de moeda e agregados monetários é interessante ressaltar como eles diferem de país em país.
    No Brasil possuímos quatro divisões dos agregados: M1 que corresponde, como o grupo indicou, moeda em poder do público e depósitos a vista, o M2 que é o M1 mais depósitos de poupança e títulos privados emitidos por instituições financeiras, o M3 que é o M2 somado as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro e o M4 que acrescenta ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros.
    Nos EUA temos apenas 2 agregados, onde o M1 corresponde ao papel moeda, traveler’s checks e demand deposits. Já o M2 engloba o M1 mais Small-denomination time deposits, savings deposits and money market deposits e money market mutual fund shares.
    Já no Japão temos até o M3, M1 sendo moeda em poder do público e depósitos a vista, M2 é M1 com Quasi-money (como poupanças, depositos em Yen de não residentes, etc) somado aos certificados de depósitos, o M3 é o M2 mais o Deposits of Post Offices, Money Trusts e Other Savings.
    Podemos continuar e listar vários países que definem seus agregados monetários de formas distintas e isso acontece porque, como Mishkin disse, é difícil saber qual é a melhor mensuração e definição do que é moeda.
    No entanto o que temos que ter em mente ao analisarmos os dados é que não podemos olhar a oferta de moeda no curto prazo para tomarmos decisões, uma vez que essa sofre com alta sazonalidade, além de inovações financeiras que criam novos ativos que muitas vezes precisam ser aderidos nos agreados. É importante então olhar como a oferta está se comportando no longo prazo para definir as melhores políticas.

    https://www.federalreserve.gov/pubs/feds/2007/200702/200702pap.pdf

    https://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp

    • João Zanine Says:

      Acredito que o maior problema na definição de “o que é moeda” são as inovações. Conceitos como as moedas digitais apesar de estarem “na moda” precisam de tempo para se estabelecer e conquistar confiança do público, e mesmo assim ainda precisarão de diversas formalizações para serem adequadas ao sistema de agregados monetários, independente do país. Acho que esse é um fator que também reitera a afirmação de que se deve olhar como a oferta se comporta no longo prazo, uma vez que no curto prazo moedas não consolidadas apresentam alta volatilidade, o que comprometeria a mensuração da oferta.

      • Carolina de Souza Gambaroni Says:

        Acho importante ressaltar também a importância do desenvolvimento tecnológico para as decisões do público para alocar seus recursos entre papel moeda em poder deles e depósitos a vista. Quanto maior a tecnologia, como cartões de débito, supomos que menos moeda em papel os agentes vão querer segurar, uma vez que o cartão de débito também é moeda, devido à também saldar transações por completo (poder liberatório). O grupo ainda cita que o principal método usado para provocar mudanças na Base Monetária são as operações de open market. Acho válido ressaltar também que a oferta de moeda pode ser afetada por mudanças nas taxas de redesconto e na mudança na porcentagem da taxas de reservas compulsórias, porém o Open Market é preferido por “agir” de forma mais rápida do que os outros mecanismos. Esses dois outros mecanismos, por sua vez, afetam a moeda através do multiplicador, não diretamente na base monetária, uma vez que M= m x BM.

  4. Kenneth xavier Says:

    Um fato interessante e atual foi que o banco central alterou as regras do compulsorio para tornar o credito mais barato.O banco central informou que essas mudancas nao irao alterar o volume de dinheiro em circulação na economia e a simplificação reduzira os custos de credito medio e longo prazo, diminuindo os custos para os bancos.
    A principal medida é a unificação das deduções, parcela que pode ser abatida dos compulsórios. As cerca de 15 deduções existentes serão unificadas em um valor único equivalente à soma de todas elas no fim de janeiro. Essas deduções serão gradualmente reduzidas para 50% do valor apurado até o fim de 2018, 30% até o fim de 2019 e zeradas a partir de janeiro de 2020.
    Adotadas a partir de 2009 para estimular o crédito, as deduções dos compulsórios permitem aos bancos deixar de recolher parte do exigido em casos como compra de carteira de crédito de bancos menores por bancos maiores e financiamentos de veículos, de motocicletas e de capital de giro. De acordo com o diretor de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie, o mecanismo perdeu a importância ao longo do tempo.
    Essa mudança entrou em vigor no dia 03/02/2017

    Fonte: http://economia.ig.com.br/2017-01-25/regras-do-compulsorio.html

  5. Bruno Boalin Says:

    Como sabemos, a moeda é um meio de pagamento usado para liquidar transações. Entretanto, ao analisar o método e como são realizadas, nem todas são exclusivamente feitas através do papel-moeda, ou seja, podem ser liquidadas através de outros meios como por exemplo, o cheque ou outros ativos. Dessa forma, além do Banco central, os bancos comerciais podem também afetar a oferta de moeda. Devido a essa dificuldade de precisão, podemos encontrar outras classificações dos agregados monetários que seriam as medidas quantitativas da oferta de moeda. Vale ressaltar que cada país classifica e adota o seu agregado monetário e, reiterando, geralmente por sua ordem de liquidez (diferente do Brasil).
    No Brasil, temos considerados quatro agregados monetários:M1, M2, M3 e M4.
    M1 seria o já enunciado no texto; M2 a somatória de M1 com depósitos para investimentos e emissões de alta liquidez (mercado interno através de instituições depositarias-multiplicação de crédito); M3 inclui M2 e as captações internas (renda fixa) e depósitos da poupança e, por fim, M4 englobaria M3 e os títulos públicos de alta liquidez.

    Fonte: http://politicamonetaria.webnode.com.br/moeda/agregados-monetarios/

  6. Lucas Kava Says:

    Pesquisando sobre o tema, encontrei uma notícia interessante que nos mostra a importância de um “fluxo de moeda” (e nesse caso, literalmente moeda) entre os agentes, mostrando que o Banco Central apresenta preocupações além dos agregados monetários.
    O Banco Central lançou recentemente uma campanha pra que as pessoas fossem incentivadas a utilizar as moedas que ficam entesouradas em casa, pra que haja aumento da oferta do numerário, facilitar o troco e também pra reduzir o gasto público – porque ao contrário do que parece, a emissão de moeda também trás custos para o governo.
    “De acordo com Goldfajn, o custo de suprimento de moedas alcançou cerca de R$ 243 milhões, no ano passado. (…) disse também que o conjunto das moedas entesouradas representa cerca de 35% do total. Se foram consideradas quase 25 bilhões de moedas de Real, emitidas desde 1994, chega-se ao número estimado de 8,7 bilhões de moedas entesouradas, o que corresponde aproximadamente a R$ 1,4 bilhão.” A notícia também diz que houve aumento de 11% de aumento nas moedas postas em circulação, em comparação com 2016.
    Link:


    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-08/banco-central-lanca-campanha-para-incentivar-circulacao-de-moedas

  7. Alessandra Caputi Says:

    Um recente fato que pode ser mencionado sobre a circulação de moeda no país é o de que, no dia 30 de agosto de 2017, o Banco Central lançou uma campanha nacional para incentivar a circulação desse ativo financeiro no Brasil. Essa campanha se da por meio de um vídeo, o qual mostra à população a importância da recirculação das moedas em poder do público (pmpp) a fim de aumentar a oferta do numerário, facilitar o troco, reduzir gasto público e melhorar o setor real da economia e ter um melhor impacto no meio ambiente.
    De acordo com Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, além dos motivos mencionados acima, o entesouramento da moeda faz com que seja necessário produção de novas moedas, o que têm tido custos crescestes e, consequentemente, aumento do gasto público. Em 2016, tais custos alcançaram aproximadamente R$243 milhões e gerou 761 milhões de unidades de novas moedas, quantidade que excedeu em 11% o total gerado no ano anterior (685 milhões). Já em 2017, até o dia 31 de julho, já foram geradas 434 milhões de novas moedas.
    Em contrapartida, o total de pmpp representa, hoje, 35% do total de moedas, ou seja, R$1,4 bilhão, considerando o número de 8,7 bilhões de moedas emitidas desde 1994, o que corresponde a R$6,3 bilhões.
    Achei essa informação bem legal para nos dar uma noção do custo que a emissão de novas moedas gera ao nosso país.

    Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-08/banco-central-lanca-campanha-para-incentivar-circulacao-de-moedas

    • Gustavo Cavalaro E. Cardoso Says:

      Em relação ao custo de emissão de novas moedas, encontrei algumas informações do Banco Central relativas ao ano de 2016. Uma moeda de 10 centavos, por exemplo, teria custo de produção por volta de R$0,16. Já uma moeda de R$1 possuí custo de produção de cerca de R$0,20.As cédulas que vão de R$2 até R$100 possuem custos que vão de R$0,17 até R$0,25. Esses custos não tem grande importância, pois durante sua vida útil a moeda gera valor muito maior do que custou para ser produzida. Entretanto, o entesouramento da moeda por parte da população não pode ser exacerbado, pois os custos de emissão tem sido crescentes e acarretam um aumento do gasto público, como foi demonstrado na notícia acima.

  8. Armando Henrique Barros Says:

    O Brasil foi um país que sofreu com períodos hiperinflacionários, derivados principalmente do aumento dos gastos públicos durante o governo militar e pela elevação do endividamento externo, agravado pela crise mundial derivada do aumento dos preços do petróleo e pela retração na taxa de expansão da economia.


    Para reter esse efeito inflacionário, foi apicado o Plano Cruzado, que foi o primeiro plano econômico nacional em larga escala desde o término da ditadura militar. No final da década de 80, as carnes sumiram do supermercado devido ao congelamento de preços, uma das medidas desse plano. Uma outra consequência foi a queda de certa de 1000 vezes do PMPP e dos depósitos a vista, dada a introdução do cruzado (cujo valor era equivalente a 1000 cruzeiros). O plano, no final das contas, foi um fracasso, resultanto em muitas ações judiciais até hoje em curso e uma deterioração na balança de pagamentos brasileira.
    Após quase uma dezena de planos econômicos fracassados, o Plano Real, aplicado no início de 1994, marcou o final do período de instabilidade monetária e altas taxas de inflação. Num primeiro momento, esse plano tinha como objetivo equilibrar as contas do governo, também com desindexação da economia. A medida mais visível foi a troca da moeda em junho de 1997. À partir deste período, o PMPP e os depósitos à vista caíram mais que 1000 vezes (5000 cruzeiros reais equivaliam a cerca de 2 reais).

  9. matheus undiciatti Says:

    Aproveitando que o tema é relacionado ao período pós plano real fui buscar um conteúdo relacionado as politicas monetárias adotadas no Brasil depois desse período e encontrei um artigo muito interessante do Nelson Carvalheiro, que aborda desde a implantação do plano no segundo semestre de 1994, passando pela criação do COPOM em 1996 e de suas principais mudanças estratégicas em 1999. Vale destacar um trecho do Paper que se relaciona com o tema discutido. Ele constata que entre os períodos de Julho/94 até Dezembro/01 o agregado monetário M1 saltou de R$ 10.687 milhões para R$ 82.673 milhões mostrando uma tendencia de crescimento ao longo de todo o período após Plano Real. Ele aborda também que o instrumento de controle do Banco Central mais utilizado no período foi aquele referente às “Operações com títulos públicos federais”. Essas operações foram expansionistas do início do plano Real até o final do primeiro semestre de 1995 e contracionistas a seguir – até julho de 1996. Após o revigoramento do redesconto, até o início da crise asiática, as operações de mercado aberto não tiveram praticamente qualquer efeito sobre a base monetária. Contudo, desde o segundo semestre de 1997, elas passaram a exercer efeito expansionista.
    Fonte: https://revistas.pucsp.br/index.php/rpe/article/download/12028/8708

  10. Jenifer Barbosa Says:

    Segundo dados do BCB, no mês de Julho de 2017 houve uma redução da base monetária de 1,68% em comparação com o mês anterior, ao mesmo tempo em que os meios de pagamento aumentaram em 0,14% no mês de Julho de 2017 em comparação com o mês anterior. De acordo com a teoria aprendida em sala de aula, temos que M = m x BM. Assim, podemos concluir que houve um aumento do multiplicador monetário para o período. Isso pode ser dado por um aumento nas reservas compulsórias (que não é o caso, de acordo com dados do BCB), um aumento nas reservas voluntárias ou uma redução do papel moeda em poder do público. Assim, podemos supor que essa mudança ocorrida no multiplicador não tenha sido feita pelo Banco Central e sim pela atuação de outros agentes, como bancos comerciais (através da escolha das reservas voluntárias que seriam mantidas) ou pelo público, na escolha da quantidade de papel moeda que mantem.

  11. Joao Pedro Vieira Says:

    Um fator importante sobre a oferta de moeda em uma economia são os instrumentos monetários que estão à disposição do órgão regulador da política monetária do país. O grupo cita um deles, as operações de open market (que realmente é mais “improtante” por possuir um efeito quase que instantâneo na economia) e há alguns comentários citando também os outros dois instrumentos tradicionais de política monetária, mas vale lembrar que no caso americano existem, na realidade, quatro instrumentos, sendo o último a taxa paga para os bancos manterem reservas (ior), tanto compulsórias quanto voluntárias. Esta taxa permite que o FED imponha um valor mínimo sobre as taxas de juros no mercado de reserva americano, permitindo um maior controle sobre a oferta monetária na economia.

    • Ana Laura Castro Bertone Says:

      Gostaria de complementar o ponto levantado pelo João Pedro.
      Os agentes que influenciam no processo de oferta na economia são: o público, os bancos comerciais e o Banco Central. Este, por sua vez, consegue afetar por duas formas distintas: ao definir a taxa de redesconto de liquidez, o BC influencia na quantidade de reservas voluntárias, o que afeta o nosso multiplicador monetário (o nosso “m” da equação: Ms = m x MB); uma outra forma é através das operações de Open Market, que afeta diretamente a base monetária da economia (“MB”). Este é o motivo que leva esse método de influência ser mais rápido e, consequentemente, mais importante: se o BC compra títulos, ele coloca moeda em circulação e isso aumenta, diretamente, a nossa base monetária.
      Além desta explicação, gostaria de contribuir no segundo ponto levantado: a imposição de um valor mínimo sobre as taxas de juros. O “ior” é um quarto instrumento de política monetária, porém ele é exclusivo do FED. Ao definir o ganho sobre a reserva do banco comercial, o FED garante que a taxa de juros sempre será maior ou igual ao “ior” (impõe um limite mínimo), pois caso contrário (i menor que ior), haveria uma demanda infinita por reservas.
      Apesar do FED ser o único a impor um limite inferior, todos os bancos impõem um limite superior da taxa de juros: a taxa de redesconto de liquidez, definida como “id”. Se a taxa de juros for maior que “id”, todos os bancos pegariam emprestado diretamente do Banco Central e essa situação não seria eficiente.
      Por fim, gostaria de enumerar os quatro instrumentos de política monetária do FED: reservas compulsórias, taxa de redesconto de liquidez (“id), taxa de juros sobre reservas (“ior” – exclusiva) e, por fim, a mais “importante”, operações de open market.

  12. Vagner Augusto Says:

    Em uma pesquisa rápida, achei interessante frisar as medidas publicadas pelo Banco Central (BC) no inicio deste ano, que formaram medidas de simplificação nas regras de recolhimentos dos depósitos compulsórios dos bancos, sendo que estas apesar de não afetaram o montante, recolhido, desburocratizaram o processo.
    Nas reportagens colocadas na fonte é possível entender que fora realizado a unificação de alíquotas e prazos, visto que conforme exemplo, existiam até então, dois tipos de recolhimentos compulsórios incidentes sobre os depósitos a prazo – a alíquota tradicional (25%) e o adicional (11%), sendo que também haviam períodos diferentes de apuração, para os quais tínhamos depósitos a prazo, depósitos à vista e caderneta de poupança.
    Fontes:
    http://www.valor.com.br/financas/4846762/bc-simplifica-regras-de-depositos-compulsorios-dos-bancos
    https://oglobo.globo.com/economia/governo-simplifica-regras-de-recolhimento-dos-deposito-compulsorios-20820249
    https://www.bcb.gov.br/htms/novaPaginaSPB/compulsorios.asp

  13. Gian Luca Wickart Says:

    Levando em consideração o tema abordado pelo trabalho decidi pesquisar um pouco mais sobre agregados monetários e políticas monetárias em outras economias. Desta forma encontrei algumas informações sobre a estrategia de politica monetária do Banco Central Europeu.
    Essa estratégia de política monetária ,cujo principal objetivo é manutenção da estabilidade de preços, se divide em dois pilares :
    Primeiro pilar
    Um papel proeminente para a moeda, através do estabelecimento de
    um valor de referência para o crescimento da oferta monetária em
    sentido lato, sendo a inflação vista, em última instância, como o
    resultado da existência de demasiada moeda para um número limitado
    de bens e serviços. O agregado monetário conhecido como “M3” é
    calculado adicionando a quantidade de moeda em circulação, os
    depósitos a curto prazo em instituições de crédito (e noutras
    instituições financeiras) e os títulos com juros a curto prazo emitidos
    por essas instituições. O valor de referência para a taxa de
    crescimento do M3(4 1/2 %, desde 1999) destina-se a ajudar o
    Conselho do BCE a analisar e apresentar as informações contidas nos
    agregados monetários de forma a constituírem um guia coerente e
    credível da sua política monetária.
    Segundo pilar
    Uma avaliação global das perspectivas de evolução futura dos preços
    e dos riscos para a estabilidade de preços na área do euro. Esta
    avaliação é efetuada com base num vasto número de indicadores
    economicos, que fornecem informações sobre a evolução futura dos
    preços. Estes indicadores são, por exemplo, os salários, a taxa de
    câmbio, as taxas de juro de longo prazo, diversas medidas da
    atividade economica, indicadores da política orçamental, índices de
    preços e custos e inquéritos às empresas e aos consumidores.
    Esta análise aprofundada permite ao BCE fixar as suas taxas de juro no nível que melhor se adeqúe à manutenção da estabilidade de preços, salvaguardando, deste modo, o
    poder de compra do euro.

    Para mais informações sobre o Banco Central Europeu :
    https://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecbbrpt.pdf?2ff9e6e78f4b44051d1f0cbbc8a97013

  14. Maria Fernanda Tavares Says:

    Realizando uma pesquisa voltada ao tema apresentado pelo grupo, pude concluir que os meios de pagamento ampliados são indicadores antecedentes de pressões de demanda sobre o setor real melhores que os meios de pagamento restritos, dado que, atualmente, as facilidades de realocação de portfólio permitem que o M1 esteja sempre no nível necessário para transações e responda passivamente a elevações no nível de preços. No entanto, mesmo em modelos de política monetária que privilegiam o controle de taxas de juros, os agregados monetários continuam sendo instrumentos importantes para o acompanhamento dos efeitos daquela política, tanto como indicadores de liquidez quanto como indicadores de captações internas de recursos, por parte do sistema emissor, para multiplicação de crédito no país.

  15. Denise Severo Says:

    Acho interessante as formas alternativas aos agregados monetários que as pessoas criam para realizar transações. Me chama atenção a estrutura do banco de tempo. Nesse sistema o meio de pagamento é o tempo, assim a unidade de valor de troca é a hora. Dessa forma, nesse sistema não há serviços mais valiosos no sentido de que todas as horas têm o mesmo valor e quem participa compromete-se a dar e a receber tempo.
    “Na prática, funciona deste modo: quando um membro do Banco de Tempo precisa de um serviço, contacta a sua agência, que procura um outro membro que o possa realizar. Realizado o serviço, quem o solicitou passa um cheque de tempo. O membro que prestou o serviço deposita o cheque, que é creditado na sua conta, e poderá obter serviços disponibilizados por qualquer outro membro.”
    Esse é um sistema que tem crescido em Florianópolis, existe um grupo no facebook, com cerca de 15.700 membros, onde os serviços são divulgados https://www.facebook.com/groups/837082279745501/
    Porém, diferentemente da moeda, esse recurso não é amplamente aceito, imagino que o impacto desse sistema sobre a oferta de moeda seja pequeno, mas não deixa de ser uma estrutura interessante para troca de alguns serviços.
    http://www.bancodetempo.net/pt/BancoDeTempo/1

  16. Danielle Sandrini Says:

    Com a ótima explicação dada no texto, vale quantificar os agregados descridos para o período atual da economia brasileira. Em nota a imprensa em agosto deste ano (2017), o Banco Central publica as considerações de julho para a base monetária, que sofreu aumento de 0,3% no mês e de 5,8% em doze meses. A variação mensal refletiu o acréscimo de 1% no saldo do papel-moeda emitido e a redução de 3,2% na posição das reservas bancárias. Elevação, segundo a notícia, fruto da contração de operações com títulos públicos federais (vendas líquidas de R$70,8 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$38,3 bilhões no mercado primário).
    Resumidamente, o boletim detalha as variações sofridas pelos agregados monetários:
    M1 (+1,5%) = pmpp (+1,3%) + dv (+1,8%)
    M2 (-0,4%) = M1 + poupança (+0,8%) + títulos privados (-1%)
    M3 (+0,8%) = …. + quotas renda fixa (2,3%) + títulos públicos federais (-12,2%)
    M4 (+0,6%) = … + títulos públicos de detentores não financeiros
    Deve-se salientar que no Brasil a divisão dos agregados monetários é por meio dos tipos de emissores e não pela liquidez como acontece nos EUA.

    https://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp

  17. Guilherme Sandalo Says:

    No Brasil, a política monetária é realizada através das diretrizes do CMN, órgão máximo de nosso sistema financeiro, e baseando-se nessas diretrizes o (Banco Central do Brasil) executa as políticas expansionistas ou contracionista. Quando aplicada uma política monetária restritiva pelo BACEN o objetivo é a diminuição da quantidade de moeda em circulação ocasionando o desaquecimento ou a manutenção da economia visando principalmente a alta da inflação. Em contrapartida quando é aplicada uma política expansionista o governo visa o aumento do crescimento econômico através do aumento da quantidade de moeda em circulação
    A aplicação da política monetária contracionista ou expansionista visa adequar a situação econômica do país de acordo com o momento econômico atual. Em momentos de crise como o de 2008 os governos aplicam medidas expansionistas como a redução da taxa de juros e compra de títulos públicos em Open Market visando aumentar a quantidade de moeda em circulação influenciando no crescimento da nação, em contrapartida em momentos de bom crescimento econômico e inflação alta, os governos executam políticas monetárias contracionistas como a elevação da taxa de juros e venda de títulos em Open Market visando a diminuição da moeda em circulação e a manutenção ou redução das taxas de inflação Política Monetária.

  18. Guilherme Sandalo Says:

    No Brasil, a política monetária é realizada através das diretrizes do CMN, órgão máximo de nosso sistema financeiro, e baseando-se nessas diretrizes o (Banco Central do Brasil) executa as políticas expansionistas ou contracionista. Quando aplicada uma política monetária restritiva pelo BACEN o objetivo é a diminuição da quantidade de moeda em circulação ocasionando o desaquecimento ou a manutenção da economia visando principalmente a alta da inflação. Em contrapartida quando é aplicada uma política expansionista o governo visa o aumento do crescimento econômico através do aumento da quantidade de moeda em circulação
    A aplicação da política monetária contracionista ou expansionista visa adequar a situação econômica do país de acordo com o momento econômico atual. Em momentos de crise como o de 2008 os governos aplicam medidas expansionistas como a redução da taxa de juros e compra de títulos públicos em Open Market visando aumentar a quantidade de moeda em circulação influenciando no crescimento da nação, em contrapartida em momentos de bom crescimento econômico e inflação alta, os governos executam políticas monetárias contracionistas como a elevação da taxa de juros e venda de títulos em Open Market visando a diminuição da moeda em circulação e a manutenção ou redução das taxas de inflação.

  19. Raphael Delloiagono Says:

    O texto cita o Open Market como principal forma do Banco Central provocar mudanças na base monetária. Isso acontece porque a compra/venda de títulos públicos feita pelo Bc é o instrumento que mais rápido equilibra a oferta de moeda com a taxa de juros. Mas além deste instrumento, o banco central pode provocar essas mudanças por meio da taxa de redesconto, do controle e seleção de crédito e também dos depósitos compulsórios.

    Pesquisando sobre isso, o que me pareceu interessante é o fato de apesar do banco central ser responsável pela circulação de moedas, seus instrumentos de ação se baseiam em provocar estímulos nos bancos comerciais e no público em geral. Estes dois, respectivamente, caso decidam manter altas suas reservas ou não depositarem seu dinheiro em depósitos a vista nos bancos, estarão dificultando o Banco Central a praticar a base monetária, e consequentemente a oferta de moeda desejada

    https://nepom.wordpress.com/2014/03/01/entendendo-a-politica-monetaria/

  20. Raphael Delloiagono Says:

    O texto cita o Open Market como principal forma de o Banco Central provocar mudanças na base monetária. Isso acontece porque a compra/venda de títulos públicos feita pelo Bc é o instrumento que mais rápido equilibra a oferta de moeda com a taxa de juros. Mas além deste instrumento, o banco central pode provocar essas mudanças por meio da taxa de redesconto, do Controle e Seleção de Crédito e também dos depósitos compulsórios.
    Pesquisando sobre isso, o que me pareceu interessante é o fato de apesar do banco central ser responsável pela circulação de moedas, seus instrumentos de ação se baseiam em provocar estímulos nos bancos comerciais e no público em geral. Estes dois, respectivamente, caso decidam manter altas suas reservas ou não depositarem seu dinheiro em depósitos a vista nos bancos, estarão dificultando o Banco central a praticar a base monetária, e consequentemente a oferta de moeda desejada
    https://nepom.wordpress.com/2014/03/01/entendendo-a-politica-monetaria/

  21. Guilherme Perez Says:

    Olhando para o trabalho e para o tema abordado, fiquei curioso em saber como estão o saldo dos componentes da base monetária brasileira, e achei no SGS – Sistema Gerenciador de Séries Temporais do BCB os dados do saldo dos depósitos compulsórios brasileiros, 2 coisas me chamaram a atenção, a primeira foi a utilização dos compulsórios durante a crise de 2008, onde o banco central se utilizou dos compulsórios para injetar liquidez no mercado, fazendo seu saldo cair de R$250 bilhões para R$180 bilhões. E relativo a isso a segunda coisa que me chamou a atenção foi de que o saldo atual dos compulsórios brasileiros estão em patamares elevados, quase o dobro do que se tinha em 2008 o que para momentos de crise de liquidez como em 2008 faz com que o BCB esteja preparado.
    Após a analise dos dados me surgiu uma dúvida, o BCB poderia fazer liberação de parte desse montante para estimular a economia e assim fomentar a liberação de crédito pelos bancos?

  22. Camila Lopes Says:

    Abrangendo um pouco a parte em que o grupo cita as operações de Open Market, realizadas pelo Banco Central para regulação da oferta monetária e da taxa de juros, temos Compras de mercado aberto onde o Banco Central recompra títulos da dívida do governo nas mãos do setor privado, pagando-lhes em dinheiro, o que expande a liquidez monetária e as Vendas de mercado aberto onde o Banco Central vende títulos do governo para o setor privado, que lhe paga em dinheiro, o que retringe a liquidez monetária no curto prazo. No longo prazo o governo paga juros que expandem a quantidade de moeda em circulação, podendo ocasionar pressão sobre os preços no lado real da economia, o que resulta em inflação. Através dessas operações identificamos que a emissão de moeda está baseada na emissão dos títulos pelo governo, ou seja, há a lógica de emissão de moeda a partir do que o país pode gerar de riqueza e justificar através da sua solvência financeira. Senão, poderíamos simplesmente produzir notas suficientes para deixar a população nas melhores condições possíveis e pagar a nossa dívida externa convertendo a moeda nacional em dólares.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: