G1-Eco: Os mercados de capitais e crédito brasileiros: características, volume e taxas

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

Para analisarmos os mercados de crédito e capitais brasileiros temos que primeiro definir a responsabilidade de cada um na economia em geral. O mercado de crédito tem a função de atender agentes financeiros com investimentos de curto e médio prazos e concentrar credores e devedores de forma que haja transação de capital entre as partes, principalmente empréstimos para famílias e empresas. Já o mercado de capitais, segmentado em primário e secundário, permite a captação de fundos e gera liquidez aos títulos emitidos pela oferta de valores mobiliários, suprindo a necessidade dos agentes de investimentos de médio a longo prazo para capital de giro e fixo do mercado.

No Brasil, há uma grande concentração no mercado de crédito, sendo que quase 80% deste está “nas mãos” de apenas quatro bancos. Isto acontece devido aos atos de fusão e aquisição que ocorreram nos últimos anos, além do aumento da competição. Esta concentração, contudo, não aparenta se opor ao crescimento do mercado, já que o saldo de operações de crédito cresceu em 75,26% desde 2000. Da mesma forma, observamos uma grande concentração do índice de ações em poucas grandes empresas no mercado de capitais, além de pouca liquidez da maior parte das ações e uma grande volatilidade por conta da grande tendência especulativa do mercado.

As taxas incidentes diferem entre os mercados de capitais e créditos. O primeiro é avaliado através de uma taxa de corretagem que vale sobre o serviço ou o valor posto em transação. Já no mercado de créditos observamos o spread bancário, diferença entre a taxa de juros exigida do devedor e a paga ao emprestador. Temos a Selic como a taxa básica de mercado e extremamente influente na tomada de decisão de investimentos.

Destacando a importância do crédito, atualmente o BNDES trabalha com linha de créditos que beneficia pequenas e médias empresas. O intuito da liberação de crédito está na influência destes ocupantes do mercado em gerar emprego na economia, cerca de 54%. Além do spread que ficará a cargo da instituição bancária, a Taxa de Juros de Longo Prazo incidirá sobre o valor emprestado, limitado a R$3,6 milhões ao ano. O BNDES exerce aqui importante papel de Intermediário Financeiro, sem este a economia sofreria de ineficiência. É por meio deste “agente” que emprestadores encontram devedores e geram o fluxo do mercado, beneficiando-se de baixos custos de transação, menor seleção adversa e risco moral.

O saldo do crédito do sistema financeiro (Pessoa física e jurídica) chegou a 49,6% do PIB brasileiro, em dezembro de 2016, somando pouco mais de 3 trilhões de reais. No mesmo período, o volume da Bovespa não chegou nem à 3% do PIB, sendo este cerca de 167 bilhões de reais. Ao comparar com o exterior, vemos que os dois mercados estão abaixo da média mundial. Por exemplo, o crédito interno fornecido pelo setor financeiro em relação ao PIB no Brasil foi de 111,2% em 2016, enquanto a média mundial foi de 177,4% (como base de comparação, a porcentagem americana foi de 242,6% e a alemã foi de 134,2%). Outro exemplo é a BM&F Bovespa que é 23 vezes menor que a bolsa de Nova Iorque e ocupa apenas a 20º posição no ranking das maiores bolsas de valores do mundo, em relação à capitalização de mercado.

 

Referências (acessadas em 28 de agosto de 2017):”

https://www.oeconomista.com.br/bndes-lanca-linha-de-credito-para-pequenas-e-medias-empresas/

http://ibmec.org.br/empresario/o-que-e-mercado-de-capitais/mercado-de-capitais-no-brasil/

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

http://data.worldbank.org/indicator/FS.AST.DOMS.GD.ZS?

http://www.visualcapitalist.com/20-largest-stock-exchanges-world/

http://g1.globo.com/economia/noticia/itau-bradesco-bb-e-caixa-tinham-quase-80-do-mercado-de-credito-ao-fim-de-2016.ghtml

https://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/TD377.pdf

http://www.portaldoinvestidor.gov.br/menu/primeiros_passos/Entendendo_mercado_valores.html

ASSAF, A. Mercado Financeiro. 12º ed. São Paulo: Atlas, 2014.

 

Autores: GRUPO J

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29 Respostas to “G1-Eco: Os mercados de capitais e crédito brasileiros: características, volume e taxas”

  1. João Zanine Says:

    Atualmente o mercado de crédito vem sendo bastante discutido na mídia, principalmente devido à reforma no sistema financeiro com base na transformação do cálculo da taxa de juros de longo prazo. A idéia é que a partir de 2018 a TLP comece à ser definida com base nas NTN-B, de modo que a taxa passará a responder melhor às flutuações na taxa de inflação (E sua expectativa), aumentando o poder das políticas monetárias.
    Com base nessa mudança, o BNDES já anunciou uma redução no seu spread para buscar mais competitividade no mercado de crédito, dando oportunidade para microempresas também.
    Uma noticia que explica melhor tudo isso pode ser lida nesse link (http://www.valor.com.br/opiniao/5096516/tlp-e-reforma-do-sistema-financeiro)

  2. Lucas Kava Says:

    O mercado de créditos é muito importante na economia (bem como os outros segmentos do mercado financeiro, diga-se de passagem).
    No caso do Brasil, mudanças institucionais como a implementação do Plano Real em 1994 foram de extrema importância para o fortalecimento deste mercado, uma vez que ele foi responsável por reduzir o clima de incerteza dos agentes em períodos de inflação altíssimas. Hoje, como comentado pelo grupo, apresenta um elevado spread bancário, que segundo o Banco Central poderia ser causado, principalmente, pela inadimplência dos agentes.
    Apesar do momento de recessão que o Brasil segue hoje, com altos índices de inadimplência por parte dos devedores, a saída para os bancos foi o mercado de ‘créditos podres’, em que os bancos negociam a dívidas para instituições financeiras especializadas em cobrança, ainda que esta seja apenas uma medida de amenizar o prejuízo dos bancos, já que o total de dívidas pode chegar a R$ 400 bilhões.
    Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,nos-ultimos-3-anos-bancos-negociaram-quase-r-200-bi-em-creditos-podres,70001943941
    https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-61-evolucao-e-determinantes-do-spread-bancario-no-brasil

  3. Bruno Boalin Says:

    Além da direta e bem elaborada explicação do tema abordado, uma informação que chamou-me à atenção é a qual no Brasil existe uma grande concentração no mercado de crédito. Através disso, resolvi aprofundar-me no assunto e encontrei informações adicionais que conseguem complementar o post. Assim como nos casos de possíveis mono/oligopólios em qualquer ramo, no caso da concentração de bancos isso conduziria ao fato de que uma menor quantidade de agentes possuiriam participação no mercado. Dessa forma, quanto menos concorrência existir, maiores serão as chances de ocorrer preços (spread) e custos maiores e, inclusive, a redução de melhores ofertas e oportunidades. Ainda, ocorre o fato do consumidor estar mais restrito a certo numero de bancos, mesmo que na prática poderia ocorrer uma redução nos custos (ganhos de escala).
    Segue matéria completa: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,quatro-bancos-concentram-72-4-dos-ativos-das-instituicoes-financeiras,10000100278

  4. Raphael Yan Gomes Ferro Says:

    De acordo com as notas de aula disponibilizadas, há 5 segmentos básicos que formam os mercados financeiros: Mercado de crédito; Mercado de capitais; Mercado monetário; Mercado de câmbio e Mercado de derivativos. Conforme falado,o mercado de crédito possui operações de curto e médio prazos, cujos focos são os ativos permanentes (Os bens e direitos que raramente serão transformados em dinheiro, eles não serão vendidos, mas serão utilizados como meio de consecução dos objetivos operacionais da empresa) e capital de giro das empresas ou de pessoas físicas. Tem como as principais modalidades: Desconto Bancário de Títulos; Contas Garantidas; operações de hot Money; Crédito Direto ao Consumidor; Adiantamento de Contratos de Câmbio e Adiantamento de Cambiais Entregues.
    O Mercado de capitais é responsável por operações de financiamento de médio e longo prazo. O principal objetivo é canalizar recursos de poupança financeira de famílias (households) para a produção, comercialização, investimento e consumo de outras famílias. Seus agentes são instituições financeiras não bancárias e instituições auxiliares (por exemplo, corretoras). Suas modalidades são: Operações de repasse; Arrendamento mercantil (leasing); Securitização de recebíveis e Oferta pública de ações e debêntures. Por ser um tema que me chamou muita atenção, resolvi buscar notícias para saber as um pouco mais das características e das mudanças que tais mercados passaram no Brasil. A notícia do Valor Econômico evidencia os diversos progressos que o mercado de capitais brasileiro passou a partir de 2004. A oferta de ações foi impulsionada devido ao aumento de empresas com base acionária formada apenas por ações ordinárias. A concentração do capital se alterou também, aumentando o risco para controladores. Quanto maior o grau de concentração, menos eficiente será o mercado, o qual diminui o desenvolvimento do mercado de capitais. No Brasil, a partir de 2004, as empresas ganharam uma nova fonte de financiamento via emissão de ações e redução do controle. A notícia do jornal O Globo mostra também o crescimento do mercado de crédito no Brasil em 2017, mesmo após a queda em 2016. Isso devido também à retração da atividade econômica. O crescimento deve dar em conta dos financiamentos concedidos pelos bancos públicos, com expectativa de ascensão em 3% em 2017.
    Seguem as duas notícias:

    http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/3055586/mercado-de-capitais-brasileiro-avancos-e-retrocessos
    https://oglobo.globo.com/economia/mercado-de-credito-no-brasil-deve-crescer-2-em-2017-diz-bc-20687885

  5. Caio Borges Donegá Says:

    Gostaria de ressaltar uma parte do texto:
    “No Brasil, há uma grande concentração no mercado de crédito, sendo que quase 80% deste está “nas mãos” de apenas quatro bancos. Isto acontece devido aos atos de fusão e aquisição que ocorreram nos últimos anos, além do aumento da competição”

    No trecho acima está explícito que, mesmo com o grande percentual de concentração nas mãos de poucas empresas, houve um aumento da competição no setor de crédito. Porém, indo de acordo com o comentário do Bruno Boalin e próprias partes do texto, não me ficou claro esse crescimento. Com isso, pesquisei e encontrei uma matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo onde confirma a informação que existe um grau crescente de concentração do mercado de crédito brasileiro exercido pelos 4 maiores bancos do país (76,1% em 2014, 75,8% em 2015 e 79% atualmente) descrita no texto, e explica que o mercado pode vir a ter um aumento da competição ao mesmo passo que o ambiente econômico se desenvolva (queda do risco, recuperação da confiança, política macroeconômica, etc.); mas, como os números já nos mostram, esse crescimento competitivo ainda não é visível.

    Por fim, gostaria de deixar uma pergunta: Vocês acham que mesmo com a enorme concentração presente nesse mercado ainda há um aumento da competição? Ou seja, o país conseguiu se desenvolver necessariamente para minimizar o risco e a desconfiança?

    Segue a notícia:
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1872425-4-bancos-concentram-79-do-credito-no-brasil-diz-banco-central.shtml

  6. Maria Fernanda Tavares Says:

    Lendo um pouco melhor o texto apresentado no link http://ibmec.org.br/empresario/o-que-e-mercado-de-capitais/mercado-de-capitais-no-brasil/ (referência para o trabalho do grupo), foi possível perceber que, no Brasil, o mercado acionário é mais desenvolvido que o mercado de dívida, mas os instrumentos de dívida têm crescimento mais acelerado nos últimos anos. Nosso país tem assumido, no tocante ao desenvolvimento do mercado de ações, uma posição intermediária em comparações internacionais. No entanto, ainda, um pequeno número de grandes empresas fazem uso destes instrumentos, sendo que o potencial é muito grande: quase a metade do saldo de instrumentos financeiros líquidos é ocupado por títulos da dívida pública. Assim, vê-se uma janela de oportunidade nos mercados financeiros brasileiros, dado que o texto aponta que existem vantagens para às companhias abertas, tais como maior acesso a recursos, menor custo de dívida e liquidez para os acionistas.

  7. Carolina de Souza Gambaroni Says:

    Como já foi dito pelo grupo no trabalho, o mercado de crédito no Brasil é concentrado na mão de quatro bancos. Pesquisando mais sobre o mercado de crédito atualmente, houve uma melhora na previsão da expectativa do Banco Central em relação ao mercado de crédito brasileiro. Após recuo de 3% no ano de 2016, o mesmo prevê que no ano presente haverá um crescimento de 2% no nosso mercado de crédito, o que indica que o mesmo começou a mostrar sinais de reaquecimento. Segundo o relatório do Banco Central isso se deve ao fato de que famílias e empresas estão tomando mais crédito, devido ao corte da taxa básica de juros, a Selic, que faz com que as instituições financeiras também ofereçam taxas de juros menores em operações de crédito e o custo de vida também continua a cair, devido à queda na inflação. Nesse cenário, que causa um aumento da confiança, as taxas de juros bancários e o spread – já definido pelo grupo no texto acima – recuaram em março desse ano. Para o diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, uma melhora no ambiente econômico pode ajudar a aumentar a concorrência no setor.

    http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2017/04/mercado-de-credito-da-sinais-de-reacao
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1872425-4-bancos-concentram-79-do-credito-no-brasil-diz-banco-central.shtml

  8. João Pedro Coli de Souza Says:

    Acho importante falar mais a respeito da reforma no sistema financeiro, tópico levantado pelo colega João Zanine. A partir do dia 1º de janeiro de 2018, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), devidamente citada no texto do Grupo J, será substituída pela nova “Taxa de Longo Prazo” (TLP), o que acarreta em uma mudança no cálculo da taxa de juros que incide sobre os empréstimos realizados pelo BNDES. A TJLP corresponde à meta de inflação para os próximos 12 meses acrescida de um prêmio de risco (risco-país), enquanto que a TLP será calculada como a taxa de juro real da NTN-B somada ao IPCA, ampliando o volume de crédito sujeito a decisões do Banco Central. A mudança deve trazer implicações relevantes para o mercado de crédito. A equipe do governo argumenta que há um ganho de eficácia da política monetária
    e consequências positivas para o equilíbrio fiscal com a TLP, ao passo que uma pesquisa da Fiesp aponta que 66% das empresas reduziriam os investimentos previstos com a vigência da nova taxa, a qual praticamente elimina os subsídios (implícitos) ao crédito bancados pelo Tesouro. Embora isso vá de acordo com a teoria vista em aula (queda na demanda por fundos à medida em que projetos antes viáveis se inviabilizam), desconsidera-se uma questão também posta em voga pelo governo, de que o acesso ao BNDES passaria a ser mais equânime com a TLP, não mais se restringindo a um grupo pequeno de grandes empresas. É bem possível que o acesso a um crédito “mais barato” por parte de microempresas e famílias viabilize outros projetos.

    No mais, a reforma também teve impacto positivo na BOVESPA, isto é, no mercado (secundário) de capitais, que também foi tema da publicação do Grupo J. Em matéria do Valor de hoje (30/08/2017), a mudança da taxa usada pelo BNDES é apontada como uma das principais causas da expressiva alta no mês de agosto, possivelmente a quarta maior valorização entre todos os países emergentes. Nada que contribua para uma elevação de patamar de nossa bolsa de valores, de dimensões reduzidas se comparada a outras grandes bolsas mundo afora, mas não deixa de ser interessante acompanhar as decisões dos agentes frente a uma mudança no conjunto de informações disponíveis.

    LINKS:
    http://economia.estadao.com.br/blogs/jpkupfer/mais-do-que-uma-letra-entre-a-tjlp-e-a-tlp/
    http://fazenda.gov.br/noticias/2017/julho/entenda-como-funciona-a-taxa-de-longo-prazo-tlp
    http://www.valor.com.br/financas/5099992/bolsa-brasileira-esta-entre-maiores-altas-dos-emergentes

  9. Gian Luca Wickart Says:

    Ao ler o trabalho, tive a curiosidade de pesquisar um pouco mais sobre o conceito de spread bancário. Este, como mencionado, é a diferença entre o custo do dinheiro para o banco (o quanto ele paga ao tomar empréstimo) e o quanto ele cobra para o consumidor na operação de crédito, além disso , podemos mencionar quais são os custos dentro do spread bancário, entre eles temos : custo de captação, que é quanto custa o dinheiro para o banco tendo em vista que a referência é sempre a Selic; cunha fiscal, que são os impostos e o compulsório, tanto a prazo quanto à vista. O governo aumenta ou diminui o compulsório conforme o dinheiro que pretende tirar ou injetar na economia; despesas administrativas: custos com agências e funcionários; custo do risco: claro que os bancos embutem a previsão de perda ou inadimplência; margem líquida do banco ou receita.
    Segundo uma reportagem do site G1, com dados de 2012, temos que o spread bancário brasileiro está entre um dos maiores do mundo, sendo este igual a 28,5 nesta época. Já o “spread” bancário de Portugal, por exemplo, estava em 21,5 pontos, enquanto que o valor registrado no Uruguai estava em 5,9 pontos. No México, Rússia, Austrália, China, Canadá, Coreia do Sul e Japão, o “spread” estava em 3,7 pontos, 3,6 pontos, 3,2 pontos, 3,1 pontos, 3 pontos, 1,8 ponto e um ponto percentual, respectivamente.

  10. Armando H. Says:

    Apesar de concordar com a ideia de “o BNDES exerce aqui importante papel de Intermediário Financeiro, sem este a economia sofreria de ineficiência”, acredito que a afirmação seja bem debatível.
    Algumas correntes mais liberais da economia brasileira acreditam que o BNDES serve mais como um empecilho para a economia do que como um importante intermediário financeiro.
    Um argumento contrário ao BNDES seria a sua suspeita trajetória de financiamentos nos últimos anos: de 2001 a 2015, observamos que

    • Armando H. Says:

      (postei o comentário sem querer, continuando…)
      observamos que quase 70% dos financiamentos do BNDES são feitos para empresas de grande porte, que normalmente já têm amplo e fácil acesso ao mercado de capitais. O seu papel não seria financiar pequenas e médias empresas, principalemente?
      Ainda, houve também um aumento considerável no crédito direcionado proporcionado principalmente pelo BNDES, com taxas de juros consideravelmente menores do que as de crédito livre. Há acusações de que esse comportamento serviria principalmente para alimentar o jogo político e o lobby. Fica aberta a discussão.
      Acredito que o BNDES deveria focar novamente no seu papel social, beneficiando empresas de menor porte, assim, como mencionado no post, atingindo uma maior eficiência. Não podemos desperdiçar a oportunidade de ter um banco de desenvolvimento grande como o BNDES.

      Fonte: http://terracoeconomico.com.br/dossie-bndes

  11. matheus undiciatti Says:

    Aproveitando o conteúdo que a galera postou, encontrei um artigo disponível no site do Banco Central que conta um pouco da história e a evolução do sistema financeiro do Brasil. Ele ressalta que até 1994, a economia brasileira possuía algumas características específicas, fundamentadas, principalmente, em um crônico e acentuado processo inflacionário, coexistente com generalizada indexação. Nesse contexto, ficavam invalidadas quaisquer políticas anti-inflacionárias. Ele conta que esse cenário, apesar que muito complicado para a população, foi um período muito favorável as instituições bancárias, que conseguiram se adaptar bem as altas taxas de inflação no Brasil. Outro ponto interessante do texto é que ele relata a quantidade de instituições financeiras por tipo, estado e jurisdição. Um dos fatos interessantes são que existem mais de 2.400 instituições no Brasil, sendo que mais de 51% delas estão concentradas no estado de São Paulo e que as 10 maiores bancos são responsáveis por cerca de 60% do patrimônio e dos ativos, além de ressaltar um estudo do IBGE que indicou que a participação média das instituições financeiras no PIB brasileiro, no inicio dos anos 90, foi de 12,7%. Em 1991, verificou-se a menor participação do período (10,5%) e a maior (15,6%) em 1993. Em 1995, após a drástica redução da inflação obtida pelo Plano Real, esta participação sofreu intensa redução, caindo para 6,9%. Isso ocorreu num ambiente de instabilidade marcado pelo desaparecimento de grandes bancos privados, intervenção em importantes bancos estaduais, desequilíbrios no principal banco federal, além da extinção de um número relativamente elevado de pequenos bancos privados.

    Fonte: http://www.bcb.gov.br/htms/deorf/r199812/texto.asp?idpai=revsfn199812

  12. Renato R Lutz Barbosa Says:

    O spread bancário no Brasil é um dos mais elevados do mundo, isso se deve em conta de alguns fatores como a “concentração no mercado de crédito, sendo que quase 80% deste está “nas mãos” de apenas quatro bancos“, como dito no texto,impostos diretos, impostos indiretos, contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos, despesas administrativas, despesas com inadimplência. Procurando a respeito, encontrei algumas medidas que o banco central tem como meta para conseguir baixar o spread dos bancos brasileiros. Duas são as principais medidas do BC, a primeira é a promoção de maior transparência e concorrência no mercado de crédito, isso pelo lado dos bancos faz com que eles tenham mais acesso a informações sobre os cliente e conseguir avaliar de forma adequada os riscos das operações, pelo lado do tomador de credito, permite comparação mais fácil das diversas ofertas de crédito à disposição. A segunda é o aumento da segurança jurídica dos contratos, permitindo que os bancos minimizem as perdas associadas à inadimplência.

    Fonte: http://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2001-Juros%20e%20Spread%20Banc%C3%A1rio.pdf

  13. Kenneth xavier Says:

    Como dito no texto a BM&F Bovespa ocupa o 20º posição no ranking das maiores bolsas do mundo.
    Um pouco sobre a sua historia. A BM&F Bovespa é uma empresa criada pelos acionistas da Bovespa Holding S.A e da Bolsa de Mercadorias $ Futuros BM$F S.A é listada no novo mercado depois de obtido seu registro de companhia aberta na CVM, criada dia 12 de agosto de 2008.
    A negociação das ações de sua emissão em bolsa iniciou-se no dia 20 de agosto do mesmo ano. A bolsa opera um elenco completo de negociações com ações, derivativos, commodities, balcão e operações estruturadas.As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidade de homebroker.
    Mesmo tendo a 20º posição no ranking das maiores bolsas do mundo, em questão de América Latina a nova companhia é líder nos seguimentos de ações e derivativos, com participação de aproximadamente de 80% do volume médio diário negociado com ações e mais de U$$ 67 bilhões de negócios diários no mercado futuro.
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  14. Victor Goulart Haddad Says:

    Primeiramente queria parabenizar o grupo pelo texto e as informações disponibilizadas.
    Gostaria de complementar com uma visão mais abrangente do BNDES nesse sistema. Muitas das criticas surgem em sentido que o BNDES mina o mercado de capitais no Brasil por praticamente monopolizar os empréstimos de longo prazo, que desde 2009 cerca de 2/3 de todos empréstimos de longo prazo são provenientes do Banco. E, ainda, que os empréstimos ficam muito concentrado em determinados setores e para as “campeãs nacionais”. No entanto em uma palestra a Superintendente de Controladoria, Vânia Borgerth, argumentou que o plano de transparência que o banco adotou e a o crescimento projetado para a pequenas e médias empresas, que hoje correspondem a 15,5%, devem combater parte
    dessas criticas, além disso ela destacou o importante papel para o fomento da atividade econômica e a geração de empregos.
    Sobre o minar o mercado de capitais é importante ver, como nosso colega João Coli destacou, que a Câmara concluiu a aprovação para a nova taxa de juros do BNDES que será de 9% a 9,5%, bem diferente da 7% praticada hoje. Isso aproxima e muito a taxa que é praticada no mercado, podendo assim os bancos terem maior participação no mercado de capitais e uma redução no custo que o governo tem com o subsídio, que nos últimos 10 anos somou mais de R$240 bilhões. A questão é ver como que os financiamentos em setores produtivos se comportaram com essa taxa mais alta, que se diminuírem bruscamente poderá ser prejudicial ao pais e a economia.

    https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/10474/1/Financiamento%20de%20longo%20prazo%20no%20Brasil_um%20mercado%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o_P_BD.pdf

    http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/estatisticas-desempenho/estatisticas-setor-porte/!ut/p/z1/vVRNk5owGP4te-CICQQEe0OX1S3QtWvxg4sTMEBaSdgkK9t_32g9bG2l09m2XDJknjxfmTcgA2uQMXygFVaUM7zX_5tsuI1HUThzHmA8fYQWDNzoLljeRshPh2B1AsArXwBB1n9-CTKQFUy1qgabnO2I3FImFVXPxcmBAWveEAMqgZlssSCsoNiARCptUeMKLE3eEoFPcCpNzUCanO8llxcwSRQXZsuFIkfRtqA7sBnZloMtNDS9Ermmk6Odmfu2ZeJhiYrCs3239M4he1Jk_R2sjnqvGR7uUQiD2SR2nTCypiN0BvT1-CMDRPM7zRBbqZOMoR05YKNNeq9Mzj9ogPtxDKehYzlzF6wOlHQgZVw0-mYXf9jBDP6ksBzfwiC-X8TTFCJ_4r1RoZ9-4fxl-ot-vH9K777V_fvfDZKeVPr56SkL9DhxpsiLAuv_N09a3RbJJKl0KKxqk7KSg_VVuE5T7Xn-_YEJWI58fVCQkggiBs9Cb9dKte8MaMCu6wanHIOKHwa50DutdnLkOaaRVJErmX7FXXOpe7nkBG2TNj76an559LtPZV012yRE7nnZH-IyUe4muLn5BgCTx8U!/dz/d5/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/

    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/camara-aprova-nova-taxa-de-juros-para-emprestimos-do-bndes.html

  15. Anibal Amêndola Paschoal Says:

    É recorrente encontrar em notícias de analistas na imprensa que um dos motivos pelos quais o spread bancário brasileiro é elevado seria relacionado à falta de concorrência bancária. O número de bancos no Brasil reduziu-se gradativamente recorrente de fusões, fechamentos e aquisições. De 1994 a 2003, o Brasil passou de 246 bancos para 164, ou seja, em menos de 10 anos o país perdeu um terço dos bancos operantes.
    Em 2012, as pessoas físicas e jurídicas detinham mais de 80% de suas rendas depositadas em cinco instituições financeiras, sendo que em 1995 o valor era de 68%.
    O que me questiono é se tal concentração criaria uma fragilidade no sistema bancário, pois em um cenário hipotético de crise, a quebra ou desestabilização de uma grande instituição precisaria ser evitada pelo governo, onerando os contribuintes de maneira agressiva.
    Também podemos levar em consideração os impactos diários, pois há dificuldade de tomar empréstimos com custos mais baixos é latente no país.
    Há quem diga que o motivo dos altos spreads é a inadimplência dos agentes. O que vocês acham: os altos spreads se justificam pelo fato do brasileiro ser um “mau pagador” ou a concentração bancária é realmente a vilã?

  16. Denise Severo Says:

    Como apontado inúmeras vezes em aula, a informação é extremamente importante para operações no mercado financeiro. Com isso acho interessante trazer para o debate o papel do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SCR) na economia brasileira. O SCR é o principal instrumento utilizado pela supervisão bancária para acompanhar as carteiras de crédito das instituições financeiras. Nesse sentido, desempenha papel importante na garantia da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e na prevenção de crises.
    Como informado no site do Banco Central: “SCR é um instrumento de registro e consulta de informações sobre as operações de crédito, avais e fianças prestados e limites de crédito concedidos por instituições financeiras a pessoas físicas e jurídicas no país. Foi criado pelo Conselho Monetário Nacional e é administrado pelo Banco Central do Brasil, a quem cumpre armazenar as informações encaminhadas e também disciplinar o processo de correção e atualização da base de dados pelas instituições financeiras participantes.
    A qualidade das informações coletadas é essencial para garantir que se atinja os objetivos que nortearam a implantação do SCR. Para assegurar a confiabilidade do sistema, os arquivos recebidos são submetidos a um rigoroso processo de verificação, mediante a realização de diversos testes de consistência.”
    http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/n/scr

  17. Danielle Freschi Says:

    No caso de uma perspectiva internacional o saldo de operações de crédito, segundo o site do banco central, atingiu R$3.062 milhões em julho de 2017. Para 2018, segundo jornal folha, deve existir um novo corte na nota de crédito do Brasil, devido ao aumento do déficit orçamentário. Diferente de 2008 em que o pais recebeu selo de bom pagador. Este cenário também afetou companhias maiores que recorreram ao mercado de capitais, empresas como JSL por exemplo optaram pela primeira emissão de bônus no exterior, levantando o montante de R$ 325 milhões com a venda de títulos de 7 anos, decisão visando baratear a fonte de recursos. De modo geral a queda da Selic reduz o spread devido a incorporação do risco e torna o mercado de capitais maior (18,8% no saldo de financiamento corporativo) comparado ao de crédito. O BNDES será forçado a rever seu papel na economia e o mercado de capitais se torna o caminho de resposta mais rápida diante do atual cenário, além de ter o custo de captação reduzido diante da queda dos juros.

    http://www.valor.com.br/financas/4924272/mercado-de-capitais-ja-supera-credito-do-bndes
    https://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1909935-novo-corte-da-nota-de-credito-do-brasil-e-provavel-dizem-economistas.shtml
    http://www.valor.com.br//financas/5065376/mercado-de-capitais-atrai-novos-emissores

  18. Mariana Pivoto Says:

    Conforme explica Gabriel Miranda (2012) em seu artigo, podemos definir o mercado de capitais como um sistema que distribui valores mobiliários com o objetivo de tornar viável a capitalização das empresas e fazer com que os títulos emitidos por elas sejam líquidos. É no mercado de capitais que títulos de propriedade e dívidas de longo prazo são negociados, e, como tem negociação mais ampla do que os títulos de longo prazo, costumam ter liquidez maior.
    Os mercados de capitais são essenciais para canalizar recursos ou fundos de poupadores em excesso para os que tem escassez de recursos por investirem mais que suas receitas. No Brasil, o mercado de capitais tem dois tipos diferentes de investidores: os individuais, composto por pessoas físicas ou jurídicas que tem participação direta neste mercado, assumindo os riscos sozinho e os investidores institucionais, formado por pessoas jurídicas obrigadas a investir parte de seus capitais no mercado de ações por determinação do governo, formando uma carteira de investimento que divide o risco com os outros investidores. De acordo com Pinheiro (2005), os investidores institucionais podem ser definidos da seguinte maneira: sociedades seguradoras, entidades de previdência privada, clubes de investimento, sociedades de capitalização, fundos externos de investimento, fundos mútuos de investimento. Os dois tipos de investidores tem potencial para atuar no mercado primário e secundário.

    http://tcconline.utp.br/wp-content/uploads/2012/06/EVOLUCAO-DO-MERCADO-DE-CAPITAIS-NO-BRASIL-Aspectos-da-Governanca-Corporativa.pdf
    Mishkin (2000)

  19. Jenifer Barbosa Says:

    O boletim Focus divulgou expectativa de queda da taxa Selic ao fim do ano 2017. Essa redução da taxa básica da economia estimula o produto brasileiro, visto que projetos antes não viáveis passam a ser viáveis através da redução do custo de oportunidade do investimento produtivo. Isso demonstra que o Brasil está buscando estímulos à produção, investimento e consumo.
    No entanto, existem diversos empecilhos que impedem que a redução da taxa Selic seja repassada ao consumidor. Os juros de renegociação de dívidas e os juros do crédito pessoal podem aumentar devido a uma postura mais conservadora dos bancos. Além disso, os impostos sobre transações financeiras também representam uma barreira ao repasse da queda da Selic ao consumo.
    Verifica-se no Brasil uma redução na concessão de empréstimos, consequência de condições desfavoráveis na macroeconomia nacional, como elevado desemprego e baixo investimento diante de incertezas. A queda da taxa Selic, portanto, pode não ter efeitos significativos sobre o mercado de crédito se a postura dos bancos se manterem de forma conservadora.
    http://www.valor.com.br/brasil/5096854/mercado-corta-projecao-para-inflacao-e-taxa-selic-aponta-focus
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/07/1897896-apesar-de-reducao-da-selic-juros-de-bancos-para-credito-pessoal-sobem.shtml

  20. Luciano Rosa Says:

    Ao unir agentes com excesso e falta de recursos o mercado financeiro assume um grande papel: aumentar a atividade econômica.
    Podemos assumir o mercado de crédito como o maior “facilitador” do consumo das famílias, importante parcela no PIB, visto que as famílias brasileiras poupam pouco e portanto antecipam seu consumo frequentemente.
    Em relação ao mercado de capitais, o índice Ibovespa reflete uma espécie de média do desempenho das principais ações negociados no mercado Brasileiro. Pode-se considerar um indicador do desempenho da economia como um todo, assim como um reflexo da conjuntura econômica internacional.

  21. Guilherme Perez Says:

    O que me chamou atenção foi o fato de que, realmente, no Brasil o mercado de crédito tem uma participação muito maior do que o mercado de capitais. Hoje, muito dos investimentos brasileiros estão no mercado de crédito, o que contrasta muito com a realidade de outros países, principalmente a dos Estados Unidos, onde 90% dos investimentos são via mercado de capitais. Isso mostra a potencialidade de crescimento que esse mercado não tão explorado pelos brasileiros tem. Recentemente ouve a fusão da BMF&Bovespa com a CETIP, criando a B3, que no dia de sua fusão foi considerada a 5ª maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado. Além disso, se vê um grande aumento de divulgação desse mercado via mídia das corretoras tentando ganhar seu espaço na decisão das pessoas por investimento, como a XP, por exemplo, que tem tido bastante exito, aumentando cada vez mais seu capital assegurado, mostrando que o Brasil pode estar passando por um processo transitório em relação a sua maneira de encarar seus investimentos. Outro fato que mostra essa transição é que o Brasil possui o mercado de capitais mais bem regulamentado entre os países emergentes e um dos melhores do mundo, o que dá muito mais segurança tanto para as empresas como para os investidores.

    http://ibmec.org.br/empresario/o-que-e-mercado-de-capitais/mercado-de-capitais-no-brasil/
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-03/fusao-entre-bmfbovespa-e-cetip-cria-b3-5a-maior-bolsa-de-valores-do-mundo
    http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/05/08/internas_economia,867474/lideradas-pela-xp-corretoras-acirram-briga-por-investimento-de-pessoa.shtml

  22. Vagner Augusto Castro dos Santos Says:

    Conforme mencionado por boa parte dos participantes, temos que no Brasil há uma elevada concentração bancária no mercado financeiro, onde cerca de 80% do share é dominado pelas quatro maiores instituições do segmento, motivo pelo qual ainda temos uma grande relutância nas tentativas recorrentes do governo em diminuir o spread bancário e consequentemente o custo de financiamento das empresas e famílias. Nestas condições, gostaria de chamar atenção para o crescimento do sistema bancário paralelo, denominado por “shadow banking”, o qual nasce principalmente, pela característica extremamente rigorosa dos mecanismos regulatórios vigentes. Estas companhias atuam com empréstimos de financiamento de curto prazo (companhias financeiras, de leasing, de factoring, de crédito ao consumo); intermediação de mercado dependente de “financiamento de curto prazo ou de financiamento garantido de ativos de clientes (broker e dealers, companhias de securitização); facilitação da criação de crédito (empresas de seguros de crédito, garantidores financeiros, e seguradoras “monolines” que garantem títulos); e intermediação de crédito baseada em securitização (veículos de securitização, veículos estruturados e títulos mobiliários lastreados em ativos)”, sendo que só em 2015, este mercado chegou a movimentar cerca de US$ 517,7 bilhões.

    Fontes:
    http://www.valor.com.br/financas/4964752/sistema-bancario-paralelo-atinge-us-5177-bi-no-brasil-diz-fsb

  23. Pedro Rossi Says:

    Muito interessante a postagem do grupo!
    O Brasil é conhecido por ter um dos maiores spread bancários do mundo! E quais são os custos dentro do spread?
    1) custo de captação, que é quanto custa o dinheiro para o banco tendo em vista que a referência é sempre a Selic
    2) cunha fiscal, que são os impostos e o compulsório, tanto a prazo quanto à vista. O governo aumenta ou diminui o compulsório conforme o dinheiro que pretende tirar ou injetar na economia
    3) despesas administrativas: custos com agências e funcionários
    4) custo do risco: claro que os bancos embutem a previsão de perda ou inadimplência
    5) margem líquida do banco ou receita.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,entenda-o-que-e-spread-bancario-e-como-ele-e-formado,81448e

  24. Vitor Hugo Bento Galvão Says:

    Pelo trabalho do Grupo J e links anexados, podemos perceber que há uma concentração de cerca de 80% do crédito brasileiro em quatro bancos (Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Bradesco) ao final de 2016. Em 2007, 10 anos atrás, os mesmo quatro bancos citados, tinham cerca de 54% da concentração de crédito. Um ano antes do analisado, em 2015, os mesmos bancos detinham 75% dos empréstimos e depósitos realizados.
    Segundo a notícia do G1, a primeira que coloco abaixo, o spread bancário brasileiro subiu para 42,5 pontos percentuais, que é elevado para os padrões internacionais. Mas por quê isso acontece no Brasil?
    Em outra notícia, de acordo com o economista Samy Dama, por usar modelos de crédito, os bancos seguem critérios para escolher melhor a quem emprestar dinheiro com um resultado muito melhor do que se fosse feito pelos agentes que poupam.
    Como isso, viu-se um salto no spread bancário brasileiro, de 32% ao ano, em dezembro de 2015, para 41,6%, em setembro de 2016. E posteriormente para 42,5% em fevereiro de 2017.
    Samy Dama também compara nosso spread com o de outros países. Na Argentina, esse valor é de cerca de 3,7%, bem menor que o Brasileiro. Já comparado ao restante do mundo, o spread bancário brasileiro é cerca de 5 vezes maior que a média global.
    Os motivos são diversos: Os Custos administrativos, custos de compulsórios, os impostos indiretos e diretos, além do Fundo Garantidor de Crédito e também a falta de pagamentos (a inadimplência). Atualmente o Brasil tem o seu recorde histórico de inadimplentes, cerca de 61 milhões de pessoas estão com o nome “sujo”. Tais fatos corroboram para os altos números citados no spread bancário do nosso querido país.

    http://g1.globo.com/economia/noticia/itau-bradesco-bb-e-caixa-tinham-quase-80-do-mercado-de-credito-ao-fim-de-2016.ghtml
    http://g1.globo.com/economia/blog/samy-dana/post/por-que-o-spread-bancario-do-brasil-e-tao-alto.html
    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/brasil-tem-recorde-de-inadimplentes-61-milhoes-com-nome-sujo.html

  25. Ana Laura Castro Bertone Says:

    Conforme mencionado no texto, o spread bancário é a “diferença entre a taxa de juros exigida do devedor e a paga ao emprestador”. Pesquisando mais sobre o mercado de credito, encontrei uma notícia recente que explica sobre a Medida Provisória aprovada pelo Congresso, cuja finalidade é estimular o crédito e reduzir os spreads bancários.
    Segundo o texto encontrado no site Valor Econômico, a inovação é a duplicada digital; com ela, o registro de ativos pode ser feito eletronicamente, medida que antes precisava ser feita em cartório e que muitas vezes inviabilizava certas transações.
    Apesar de ainda existirem fatores a serem evoluídos na legislação, a medida sancionada nesta semana consegue reduzir muito o risco de credito por conseguir inibir fraudes. O seu potencial, conforme mencionado no texto, é de ampliar em R$480 bilhões o saldo de crédito para as empresas brasileiras.
    Dessa forma, podemos ver que ainda existem oportunidades de crescimento no âmbito do mercado de crédito. Muitas melhorias ainda podem ser implementadas por formuladores políticos.
    A notícia completa pode ser encontrada no link a seguir: http://www.valor.com.br/financas/5101746/duplicata-digital-pode-ampliar-em-r-480-bi-credito-para-empresas

  26. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Bom dia grupo. Acho importante, para a fomentação do debate, trazer algumas novidades sobre a bolsa de valores sediada em São Paulo, atualmente denominada Brasil, Bolsa, Balcão S.A. (B3). A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, em março desse ano (2017), a combinação da, até então, BM&FBovespa S.A. com a CETIP S.A. (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), junto do consentimento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A fusão entre a BM&F e a CETIP – maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina e a maior câmara de ativos privados do país – custou cerca de R$ 13 bilhões de dólares foi financiada a partir venda das ações que a primeira detinha da CME, da emissão de debêntures e da contratação de um empréstimo com vencimento em um ano e teve como objetivo transformar a nova empresa na 5° maior bolsa de valores mobiliários do mundo, detendo um valor estimado de 13 bilhões de dólares.

    Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1871145-fusao-entre-bmfbovespa-e-cetip-gera-nova-empresa-b3.shtml
    http://www.valor.com.br/financas/4910720/cvm-aprova-fusao-entre-bmfbovespa-e-cetip

  27. Alessandra Caputi Says:

    Acho que falar sobre o começo do Mercado de Crédito é um fato curioso e de importante conhecimento para nós. Em minhas pesquisas, encontrei que o Mercado de Crédito teve origem no período da Revolução Industrial. A classe operária da época, que tinha empregos instáveis e dependia do respectivo salário, viu na previsibilidade dos rendimentos de seus trabalhos a possibilidade de pagamentos antecipados, o que deu origem à prática do crédito. Mais tarde, essa prática se tornou mais recorrente e popular, se consolidou e colidiu com a cultura de cada país. No caso brasileiro, quando o Bacen foi criado, juntamente com o CMN em 1964, começou um novo ciclo de operações de crédito no país. No ano seguinte, o país vivenciou um forte aumento em seus financiamentos, tanto para a produção como para o consumo. Desde então, o crédito possui um papel fundamental para o crescimento da economia no país, já que, por meio desses dois setores mencionados (de consumo e produtividade), promovendo uma melhoria de vida dos cidadãos e na situação do país.
    http://www.bancariosdf.com.br/site/index.php/outros-assuntos-2015/a-evolucao-e-importancia-do-credito


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