Crescimento econômico x Flutuação macroeconômica

 

Autores: Grupo 13 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

As flutuações econômicas são caracterizadas por variações de curto/médio prazo, onde há a comparação da economia com o ano ou período anterior. Já o crescimento econômico se dá em longo prazo, onde se observam as comparações em uma escala mais ampla. Segundo Blanchard(4°ediçao) :“Nossas percepções sobre o desempenho da economia frequentemente são dominados pelas flutuações anuais a atividade econômica . Uma recessão leva ao pessimismo, e uma expansão leva ao otimismo. Mas, quando olhamos para trás e examinamos a atividade economia em períodos mais longos, digamos, no decorrer de muitas décadas, o cenário muda. As flutuações desaparecem. O crescimento, o aumento continuo do produto agregado ao longo do tempo se torna o fator dominante”.

Sobre o crescimento do Brasil:

Um fator que cada vez mais vem se tornando importante na determinação do crescimento econômico, no Brasil, é a produtividade. Esta, quando utilizada como medida geral denomina-se produtividade total dos fatores ou PTF, a qual retrata o crescimento de um produto por efeito da melhoria de sua elaboração, ou seja, através de avanços na tecnologia e aperfeiçoamento de gestão ou insumos de melhor qualidade, entre outros fatores. Pela teoria da produtividade total dos fatores podemos dizer que o produto de um país é criado pela cooperação entre os estoques de capital físico e de capital humano. Considerando como capital físico as estruturas utilizadas na produção de bens e serviços como máquinas equipamentos edifícios, etc, e o capital humano a capacidade de produção da força de trabalho sobre o tempo de estudo. Se observarmos duas economias que têm a mesma quantidade de capital físico e de capital humano, se uma dessas economias possuir o PIB maior do que a outra, consideramos que essa foi mais eficiente no uso de seu estoque de capital, portanto é mais produtiva. Ser mais produtivo, portanto, significa fazer mais produtos a partir de uma dada disponibilidade de capital humano e físico disponível na economia.

Resumidamente podemos citar que o crescimento do produto se deve a 4 fatores: aumento do estoque de capital físico, aumento da força de trabalho disponível, aumento do número médio de anos de estudos dos trabalhadores e o aumento da produtividade.

Recentemente a economia brasileira passou por grandes mudanças na sua estrutura produtiva. A indústria começou a ser um setor mais dinâmico, e a exportação se diversificou. Entretanto, a trajetória de crescimento do Brasil está relativamente inferior a dos demais países da América Latina com estrutura produtiva semelhante e também inferior à taxa de crescimento mundial.

 

Entre 1981 e 1990, a produtividade por trabalhador caiu 2% em média por ano. De 1991 a 2000, subiu 1,6% anualmente na mesma medida. O dado continuou positivo entre 2001 e 2010, mas o ritmo caiu para 1,2% ao ano. Entre 2011 e 2016, voltou a cair, agora com taxa média de 1,1% por ano. Tudo isso em contraste com o período anterior, entre 1950 e 1980, quando a produtividade do trabalho cresceu a uma média anual de 3,5%.Naquelas décadas, foi esse o principal fator responsável pelo crescimento expressivo da renda per capitado país (3,9% por ano, em média)”. O baixo crescimento da produtividade do brasileiro se deve por alguns fatores como, por exemplo:

Educação

Mesmo com o combate ao analfabetismo e o avanço de escolaridade da população o Brasil não viu reflexo disso em seus índices de produtividade, podemos ligar a fatores como, por exemplo, a questão da qualidade da educação (em 2014 40% dos universitários eram considerados analfabetos funcionais).

Tecnologia

“Em geral, associa-se a ideia de aumento de produtividade com o progresso tecnológico no âmbito da produção industrial. De fato, a criação de máquinas mais eficientes permite que se gere mais produção industrial a partir de uma mesma dotação de capital. Os países mais atrasados tiram proveito dos avanços tecnológicos dos países mais desenvolvidos, adaptando as tecnologias criadas por esses países sem incorrer nos custos de pesquisa e desenvolvimento, o que gera uma tendência à convergência na produtividade dos menos desenvolvidos com os países da fronteira tecnológica” Mesmo assim muitas vezes é caro importar maquinas e equipamentos, e os níveis de investimento nessa área são relativamente baixos e ainda falta incentivo publico a estimulo de inovação

Burocracia

A complexa burocracia brasileira e as deficiências de infraestrutura também têm um efeito importante sobre a produtividade das empresas. “É só notarmos a quantidade de pessoas que as empresas precisam empregar para conseguir pagar (processar) seus impostos – chegam a centenas de funcionários em grandes companhias como a Petrobrás. São pessoas que não trabalham na atividade-fim da empresa e, portanto, não ajudam a aumentar a produção”. O excesso de burocracia também favorece a manutenção das taxas altas de informalidade da economia – que pressionam o PIB e os índices de produtividade do país no geral.”

 

http://exame.abril.com.br/economia/produtividade-brasileira-nao-cresce-desde-1980-diz-estudo/

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/05/140519_produtividade_porque_ru

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/10/01/o-que-e-produtividade-e-como-conseguir-seu-incremento/

https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2014/09/Evolucao-Produtividade-Brasil.pdf

http://brasilemsintese.ibge.gov.br/industria/produtividade.html

Blanchard 4° edição.

http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=ECE370

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O Cenário da Desigualdade, Pobreza e Desemprego no Brasil

 

Autores: Grupo 12 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

A desigualdade no Brasil decorre de nosso contexto histórico. Tanta disparidade vem principalmente das políticas fiscais injustas, dos baixos salários e da dificuldade da população em acessar os serviços básicos oferecidos pelo Estado, como a educação. Esta desigualdade traz consequências negativas para a economia, como o aumento da violência, do desemprego e da pobreza.

Para discutirmos tal tema, precisamos realizar uma retrospectiva histórica e analisar a política econômica  adotada por cada governo, para que vejamos o impacto no mercado e na vida dos agentes. Partindo do Plano Collor, implantado em 1991/92 e baseado inteiramente em uma política monetária rigorosa e em restrições fiscais, vemos que a adoção de tais medidas gerou uma contração da demanda, afetando negativamente a capacidade das empresas de impor margens de lucro e o poder de barganha dos trabalhadores. Consequentemente, houve um aumento no desemprego. Com isso, as experiências de política econômica caminharam para o insucesso e os preços continuaram se elevando, aumentando a instabilidade.

A essa realidade, seguiu-se o Plano Real. O Governo, planejando a curto prazo, buscou um trade-off entre inflação e desemprego. Pela curva de Phillips, dada a rigidez dos preços e salários da economia, apesar de os agentes serem possuidores de expectativas racionais, faz-se necessário um período para ajustar as expectativas. Com isso, o governo consegue diminuir a inflação e aumentar o desemprego. Entretanto, a longo prazo, a nova estabilidade econômica permite a implementação e sofisticação de programas sociais.

Isto pôde ser observado a partir de 2003, no primeiro governo Lula, que foi marcado por atitudes mais conservadoras como a elevação da taxa de desemprego a patamares de 13% ao ano. Devido ao desaquecimento da economia,  houve, já no segundo mandato, uma flexibilização das políticas adotadas, levando ao crescimento da economia e, consequentemente, à queda do desemprego, da pobreza e da desigualdade social, além da ascensão dos programas sociais.

Chegamos então ao governo Dilma, que mudou políticas econômicas (congelando preços e abaixando taxas de juros), gerando em seus últimos anos um aumento da taxa de desemprego, da desigualdade social e da taxa de pobreza.

Depois de todo esse percurso, chegamos à conjuntura atual, onde o pais corre o risco de retroceder nos avanços dos períodos anteriores, chegando a um desemprego de 13, 7% no primeiro trimestre de 2017, algo nunca visto nos últimos 25 anos. Dada a crise política que assola Brasil, acentua-se crise econômica que vem de 2008. Visto que antes a informalidade era maior, os demandantes de trabalho repassavam as perdas na produção e vendas oferecendo salários mais baixos, enquanto atualmente, num regime de trabalho mais formal, a demissão é a saída encontrada.

Este cenário acentua a pobreza, pois quem sofre os impactos são as camadas sociais mais baixas, ou seja, quem possui menos acesso a recursos acaba sendo mais prejudicado, e aqueles que já tinham pouco passam a ter menos ainda. Isso fez com que  o Brasil caísse 19 posições no ranking do Índice de Gini, tornando-se o décimo país mais desigual do mundo.

 

Fontes :

https://roselisilva.files.wordpress.com/2017/06/7c196-giniindex-grafico1.png

http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/TDs/td_0468.pdf

http://g1.globo.com/economia/noticia/desemprego-fica-em-137-no-1-trimestre-de-2017.ghtml

https://brasilfatosedados.files.wordpress.com/2010/09/1-5gc12.png?w=640&h=304

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/06/1890238-destruicao-de-emprego-na-atual-recessao-e-a-mais-forte-em-25-anos.shtml

http://alertasocial.com.br/?p=1704

https://oglobo.globo.com/economia/com-crise-desigualdade-no-pais-aumenta-pela-primeira-vez-em-22-anos-21061992

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Lucas e o tradeoff inflação e desemprego

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Autores: Grupo 11 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

Robert Lucas é o economista que postulou a Teoria de Expectativas Racionais. Uma grande implicação deste trabalho se deu no fato de as pessoas poderem antecipar suas ações frente às ações do governo e do seu embasamento para agir instantaneamente diferente do modelo de Friedman, onde as pessoas, sem aprender, erravam repetidas vezes, para depois ajustarem suas expectativas com base no passado. O modelo de Lucas considera as pessoas racionais, podendo se antecipar ao que acontece na economia e projetar suas ações, de modo a prever uma alteração nos preços, para, por exemplo, barganhar salários maiores. As pessoas aprendem a reagir às ações do governo, explica Sargent, dependendo de como o governo estrutura seu orçamento, e o equilíbrio deste, o que dá sua credibilidade. Tais reações dependem tanto da rapidez com que o governo faz seus ajustes, quanto da sua credibilidade. Se forem rápidos e imprevisíveis (no caso de um governo com baixa credibilidade) o suficiente para não serem antecipados, o governo irá conseguir influenciar a economia no curto prazo.
Um exemplo: se o governo aumentasse a oferta de moeda, como Keynes recomendaria para atenuar a recessão, isso faria com que as pessoas, conhecendo os efeitos dessa política, se antecipassem ao aumento de preços, barganhando salários maiores, desencorajando o aumento do emprego, pois não haveria diminuição no salário real que justificasse tal aumento. Assim, cada vez mais as pessoas aprendem a lidar com essas alterações no nível de preços, anulando-as, num prazo cada vez menor, tornando a política monetária cada vez menos eficiente. Dessa forma, tanto emprego, quanto produto e salários reais são constantes até mesmo no curto prazo.
(Oposição entre inflação e crescimento econômico Reino Unido)

Essa neutralização ocorre, pois como as empresas tomadoras de preço e sem poder de mercado (hipóteses para o modelo de Lucas), elas antecipam o aumento de preços e de vendas com o aumento da base monetária, o que faz com que cedam salários nominais maiores aos trabalhadores, já munidos de informação para barganhar. Porém, com a inflação acontecendo, os salários reais se mantêm iguais e não se criam mais empregos. Então, a influência da política monetária se atenua cada vez mais quanto maior o prazo, embora ela possa surpreender os agentes, porém nunca da mesma maneira.
É importante lembrar que foi introduzindo conceitos microeconômicos que Lucas pôde justificar seu modelo, através, da integração de expectativas, preferências, informação disponível e embasando a decisão de hoje no futuro, e não no passado. A constatação crucial das ERs é que as pessoas aprendem com os erros e reduzem a margem de erro com o tempo.
(relação entre inflação e recessões EUA)
(taxa de desemprego e inflação EUA)

Tratando-se de Brasil, há uma oportunidade de se observar a validade da hipótese proposta por Lucas a respeito da ineficácia das políticas do governo com a sucessão de planos econômicos heterodoxos de combate à inflação. Exemplo é o Plano Cruzado, que congelou preços artificialmente, o que só ocasionou uma disparada da inflação, pelo motivo de não eliminar as reais causas dela. Isso só fazia a moeda perder cada vez mais sua função de unidade de conta, o que a tornava mais volátil ainda.
Os planos seguintes foram ainda mais rapidamente neutralizados, pois as tréguas momentâneas se tornaram cada vez menores e o retorno da inflação cada vez mais acentuado, o que se deve em grande parte ao ajuste de expectativas racionais, que fazia os agentes, aprendendo com as experiências anteriores, se anteciparem cada vez mais à possíveis repetições nas práticas de congelamento de preços. Assim, quando um novo plano era anunciado, ele chegava, em sua adoção, completamente neutralizado pela ação dos agentes.
As diferenças entre mudanças na base monetária, antecipadas ou não antecipadas são: Expansão monetária antecipada pelos agentes gera imposto inflacionário e não estimularia o produto. Expansão monetária não antecipada pode estimular o produto no curto prazo e tão simetricamente quanto contrações não antecipadas podem produzir recessões.
(A relação de IPCA e Desemprego nos últimos anos no Brasil)
(A queda da URSS mostra o ajuste de expectativas após o choque de governo)”

 

Bibliografia:
•        https://pt.wikipedia.org/wiki/Expectativas_racionais
•        http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/10/18/opiniao/8.html – Delfim Netto sobre Lucas
•        Macroeconomia 3ª Edição, BLANCHARD
•        https://solarcycles.net/2013/05/14/usa-financial-markets-and-economic-correlations/
•        http://www.frbsf.org/economic-research/publications/economic-letter/1997/january/nobel-views-on-inflation-and-unemployment/
•        https://roselisilva.files.wordpress.com/2014/11/curvas-de-phillips.pdf
•        http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/economic-sciences/laureates/1995/lucas-lecture.pdf
•        http://www.econlib.org/library/Enc/bios/Lucas.htm
•        http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfD_IAE/xiv-robert-lucas
•        http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,desemprego-e-inflacao-de-servicos,70001681764
•        http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,juros-desemprego-e-inflacao,70001698069
•        http://www.opovo.com.br/noticias/economia/2016/12/desemprego-deve-crescer-em-2017-mas-queda-da-inflacao-da-indicios-de.html

Milton Friedman: Segunda fase da Curva de Phillips e o Desemprego

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Autores: Grupo 10 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

A teoria de Friedman para o desemprego vem da contraposição da teoria de Phillips, em que o desemprego é uma relação inversamente proporcional à inflação. Tal relação se mostrou verdadeira até o início dos anos 70, quando um choque exógeno na OA introduziu um novo conceito, proposto por Friedman e considerada a segunda fase da Curva: a estagflação, uma relação em que existe desemprego e inflação ocorrendo no mesmo período no longo prazo. Porém, Friedman só chegou a sua teoria graças à um choque exógeno na economia americana.

Nos anos 70, o mundo se desenvolvia cada vez mais dependente do petróleo, como combustível e outros insumos derivados, e os EUA, por meio de suas grandes empresas dominavam o mercado petrolífero, determinando preços e seus participantes.

Com a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), esse cenário mudou radicalmente, já que a organização tinha como principal objetivo a restrição da oferta de petróleo, de modo a manipular e ampliar o preço de tal produto para que os países membros tivessem um aumento de receita.

         O primeiro grande choque no preço do petróleo pôde ser notado entre meados de 1973 e 1974 onde os preços tiveram um aumento de até 4 vezes, como podemos ver na tabela a seguir:

         Nesse período nota-se nas economias ao redor do mundo o fenômeno denominado de estagflação, onde ao mesmo tempo ocorre uma diminuição da taxa de crescimento da produção (estagnação) e um aumento generalizado dos preços (inflação).

         Normalmente, períodos inflacionários ocorrem quando a demanda por bens e serviços da economia está maior do que a oferta, fazendo com haja um crescimento dos preços aliado a um crescimento do produto e consequentemente uma diminuição do desemprego, já que as firmas para conseguirem suprir a maior demanda contratam mais funcionários. Já a estagnação pode ser definida quando há um decréscimo na taxa de crescimento do produto de uma economia, que ocorre normalmente quando a oferta de bens e serviços se encontra acima da demanda, fazendo com que haja um aumento na taxa de desemprego e paralelamente uma diminuição do nível de preços.

         Por isso foi formulado o conceito de tradeoff entre inflação e desemprego, onde períodos de taxa de inflação alta são acompanhados de uma baixa taxa de desemprego ou vice-versa. Podemos analisar esse tradeoff no gráfico abaixo:

A teoria de Friedman pode ser considerada a segunda fase da curva, em que no longo prazo as expectativas ao nível de preços se adaptam, de modo que a ilusão monetária não exista no longo prazo, e os ajustes ocorrem lentamente. Friedman analisou tal efeito na crise do petróleo, em que o nível de preços se elevou dado o custo de produção maior, diminuindo assim a oferta de trabalho por parte dos trabalhadores, mas a inflação se mantinha em alta, e visando conter a inflação, os EUA recorreram à políticas restritivas que agravaram o desemprego.

É importante observamos no gráfico acima que durante os anos de 72-74, tanto o desemprego quanto a inflação tiveram um crescimento no curto prazo, e retornaram ao seu nível natural com o passar dos anos, a partir dessa relação temos a base para a teoria de Friedman, a chamada Taxa Natural de Desemprego e Crescimento:

– Taxa Natural de Desemprego: A chamada NAIRU (sigla para Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment, a taxa de desemprego não aceleradora da inflação), um taxa para qual a economia converge ao longo do tempo dado o ajuste das expectativas dos trabalhadores. Ocorre pela seguinte situação: Através de uma política governamental para movimentar a economia, vemos a ocorrência da hipótese normal da curva de Philips, inflação se elevando e uma queda do desemprego.

Com o aumento do nível geral de preços, dado o repasse dos maiores custos de produção, o trabalhador tem a percepção no longo prazo que o salário real não teve nenhum crescimento nessa relação, portanto decide ofertar menos trabalho, e da mesma forma renegociar maiores salários dado a inflação do período anterior, que logo é repassado aos preços novamente. Vemos que com a diminuição da produção, o produto começa a convergir ao seu ponto inicial, assim como o desemprego (firmas demandando menos trabalhadores) e a inflação sobe.

Em outras palavras, a determinação do desemprego por Friedman está diretamente relacionada com as expectativas adaptativas dos trabalhadores. A NAIRU simplesmente é uma crítica à sustentabilidade da curva de Philips, e para Friedman, esse taxa não pode ser reduzida com uma elevação da demanda agregada, e qualquer tentativa de redução resultaria em um processo inflacionário acelerado, portanto essa taxa pode ser definida como o desemprego remanescente após o pleno emprego.”

 

NASCIMENTO, Edson Fernando: Milton Friedman e a História do Pensamento Econômico Contemporâneo.

RIBEIRO, Fernando: Friedman, monetarismo e keynesianismo: um itinerário pela história do pensamento econômico em meados do século XX.

MAXIR, Henrique dos Santos: O mercado internacional de petróleo: a influência da OPEP e o poder de mercado.

ANDRADA, Alexandre Flávio Silva: Ensaios em história do pensamento Econômico.

https://www.thebalance.com/what-is-stagflation-3305964 (Acessado em: 10/06/2017)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_dos_Pa%C3%ADses_Exportadores_de_Petr%C3%B3leo (Acessado em: 10/06/2017)

https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/11/10/taxa-natural-de-crescimento-e-de-desemprego/ (Acessado em 03/06/2017)

 

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Principais medidas de inflação no Brasil

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Autores: Grupo 9 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

“Inflação é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos produtos em um determinado país ou região, durante um período. Em um processo inflacionário o poder de compra da moeda se reduz. Como o salário do trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra diminui.

A inflação tem papel marcante na história recente do Brasil, uma hiperinflação ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990, quando a inflação exorbitante chegou a superar os 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro.

 

Entre os principais índices de medição de inflação no Brasil, podemos destacar o IPCA e o IGPM. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é produzido pelo IBGE desde 1979.O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Já o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). É medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

 

O Brasil conviveu com uma das maiores taxas de variação de preços do mundo, sendo o Plano Real de extrema importância já que foi a única política capaz de ameninar a superinflação do país após dezenas de tentativas.

No período anterior a implementação do Plano, os índices do IPCA mostravam variações mensais absurdas (Figura 1), e o mesmo se aplica aos dados apresentados pelo IGPM (Figura 2) entre 1989 e 1994.

Em 1° de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda. A estabilidade e a maior previsibilidade econômica viabilizaram o aumento dos investimentos das empresas e, por consequência, o maior crescimento do país.

Com a hiperinflação superada, a economia brasileira começou a registrar baixos níveis de inflação (Figura 3), registrados também pelo INPC (Figura 4),embora, até janeiro de 1999, o regime de câmbio semifixo tenha levado o BC a adotar taxas de juros de dois dígitos, o que ajudou a provocar níveis de expansão reduzidos do PIB. Ainda naquele ano, já com a mudança para o regime de câmbio flutuante, sistema de metas de inflação e maior rigor fiscal, o Brasil começou a melhorar seus fundamentos macroeconômicos, o que foi essencial para o atual governo registrar maiores taxas de crescimento, mesmo com o aumento dos custos dos componentes importados, sendo transferidos para os preços do atacado, porém sem afetar os preços do varejo. A redução da dívida interna é outro fator que evidenciou a trajetória seguida pelo país nos últimos anos.

As metas de inflação não foram alcançadas em 2001 em razão dos choques externos e internos que atingiram a economia. A decisão tomada em elevar abruptamente a taxa Selic que vinha sendo reduzida desde 1999, como medida para conter a depreciação da moeda e a elevação dos preços, chamou a atenção dos credores externos, o que gerou uma crise no balanço de pagamentos do mesmo ano. Dados mais recentes apontam para uma recuperação do emprego, das vendas e do volume de crédito, o que pode elevar os preços.  Nesse ambiente, cabe à política monetária (definição da taxa de juros) manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para afirmar que a economia já se encontra em uma trajetória de crescimento, ainda que persista alguma incerteza, que deverá ser dirimida ao longo do tempo, sobre o ritmo desse processo, portanto, a política monetária tem o dever zelar para que as pressões inflacionárias sejam contidas.

 São quase 25 anos com a mesma moeda, mais de uma década de regime de metas de inflação com BC independente, de superávit fiscal e redução do endividamento e de câmbio flutuante, são instituições e políticas que resistiram às mudanças políticas e alterações na presidência da república.

Fontes:

SCHERER, Fernando Luiz; KOWALESKI, Paulo Sérgio; REZENDE JR., Sebastião: A DINÂMICA DA INFLAÇÃO BRASILEIRA APÓS O “PLANO REAL In Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.3, n. 6, agosto 2010.

[IPCA e IGP-M] Dados históricos, Sazonalidade, Metas de Inflação no Brasil e muito mais…

http://hcinvestimentos.com/2011/02/21/ipca-igpm-inflacao-historica/?hvid=NcSFP >acessado em 03.06.2017

Como os governos controlam a inflação?

http://g1.globo.com/economia/inflacao-como-os-governos-controlam/platb/ > acessado em 03.06.2017

Apontamentos sobre a inflação no Brasil entre 1994 e 2014

http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa/apontamentos-sobre-a-inflacao-no-brasil-entre-1994-e-2014-por-diogo-costa > acessão em 04.06.2017

 

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