D-Ecec: FED e Banco Central Brasileiro: Uma comparação entre suas estruturas e ferramentas de Políticas Monetárias

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Segundo Mishkin, a estrutura do FED tem a seguinte composição:

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  • Board of Governors – BoG: Composto por 7 diretores aprovados pelo senado, sendo todos sendo membros FOMC. Indicam 3 diretores para cada FRB que não tenham ligação com o sistema bancário. É responsável por definir a taxa de redesconto e a taxa de reservas compulsórias.
  • Federal reserve banks – FRBs (12 unidades): Pareceria público-privada, sendo a parte privada bancos comerciais que compram ações dos FRBs. São responsáveis pela emissão de moeda e pela coleta de informações que orientam as políticas monetárias. A participação privada indica 6 diretores para cada FRB, sendo 3 banqueiros e 3 do setor de bens e serviços.
  • Federal Open market Committee – FOMC: Composto pelos 7 Governors e por 5 diretores dos FRBs. O presidente do BoG é também presidente do FOMC. É órgão responsável pelas decisões quanto a operações de open market.

Atribuição de atividades no sistema financeiro do Banco Central Brasileiro:

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  • Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional e tem a responsabilidade de formular as políticas monetárias e de crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País.
  • Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) atua como órgão de assessoramento técnico na formulação das políticas monetárias e do crédito do País.
  • Banco Central do Brasil é o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional, dentre suas funções estão:

                   → realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;

                   → receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras;

                   → efetuar operações de compra e venda de títulos públicos.

  • Comitê de Política Monetária (Copom) Tem objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros, esta é fixada na reunião do Copom é a meta para a Taxa Selic (taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia)

 

Comparando ferramentas de políticas monetárias (Bacen x FED)

 

  • Taxa de redesconto – Enquanto nos EUA é um Instrumento de Pol.Monetária importante, no caso brasileiro isso não acontece. O Sistema Pagamentos Brasileiro possibilita que os desequilíbrios bancários sejam sanados entre os próprios bancos através de títulos de curtíssimo prazo (1 dia) chamados Certificados de Depósito Interbancário (CDIs). Atualmente, a taxa de redesconto determinada pelo FED está fixada em 1%. Já no caso brasileiro, a taxa de redesconto é baseada na taxa básica de juros (Selic) mais 1%.
  • Reservas Compulsórias: Fazendo um comparativo sobre a taxa de depósitos compulsórios à vista, temos uma discrepância nas apresentada pelo BACEN e pelo FED. Enquanto o primeiro obriga bancos comerciais e outras instituições financeiras a depositarem 45% de suas captações em depósito à vista, o FED, por lei, cobra uma taxa que pode variar de 7% à 22%, permanecendo normalmente perto dos 10%.
  • Open market: Ambos FED e BCB operam com títulos pós (Treasury Inflation Protected Bonds; NTN-B)  e pré-fixados (Treasury Bonds; LTN e NTN-F). As operações podem ser de caráter temporário, com compromisso de recompra visando ajustar a oferta de moeda no curto prazo, ou permanente, visando ajustes em resposta a movimentos econômicos de longo prazo.

Sistemas de metas de inflação:

Desde 1995 o Brasil utiliza o sistema de metas de inflação com bandas cambiais (Houston, we have a problem!!) para buscar a manutenção das taxas de inflação em níveis baixos. Após a definição da meta CMN,, o Banco Central brasileiro possui total responsabilidade e independência operacional para conduzir a política monetária e atingir a meta;

Já nos EUA, o FED adotou a política de meta de inflação após o ano de 2012, visando, além do controle de preços, que a economia retorne ao nível natural de desemprego.”
Referências:

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/568/1163.pdf?sequence=2&isAllowed=y

https://www.newyorkfed.org/medialibrary/media/markets/omo/omo2015-pdf.pdf

http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/composicao.asp

http://www.bcb.gov.br/htms/copom/a-hist.asp

http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf

http://www.fgv.br/professor/fholanda/Arquivo/Sistfin.pdf

https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/fomc.htm

MISHKIN, F. “Economics of Money, Banking and Financial Markets, 10th Edition.”

 

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35 Respostas to “D-Ecec: FED e Banco Central Brasileiro: Uma comparação entre suas estruturas e ferramentas de Políticas Monetárias”

  1. Mariana Larios Claudio Says:

    De acordo com a diretriz publicada pelo Banco Central, tem-se que: “No início de março de 1999, em ambiente ainda marcado pela incerteza quanto ao impacto da desvalorização do real sobre a inflação, o governo brasileiro anunciou a intenção de passar a conduzir a política monetária com base num arcabouço de metas para a inflação.”
    Além disso, o regime de bandas cambiais era adotado no Brasil entre 1995 e 1999.
    Ressalta-se ,então, que metas de inflação e regime de bandas cambiais são duas políticas monetárias diferentes. Sendo que um regime de bandas cambiais pode ser definido como sendo um intervalo dentro do qual o Banco Central está comprometido em manter a taxa de câmbio nominal; e o regime de metas de inflação é um regime monetário no qual o Banco Central se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente.

    Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/o-sistema-de-metas-de-inflacao-no-brasil-uma-analise-da-credibilidade/66825/#ixzz4KjU46rom

    Referência: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2010-regime%20de%20metas%20para%20a%20infla%C3%A7%C3%A3o%20no%20brasil.pdf

    http://www.webartigos.com/artigos/o-sistema-de-metas-de-inflacao-no-brasil-uma-analise-da-credibilidade/66825/

  2. Gabriel Bechelli Says:

    Na realidade, o Brasil adotou o regime de metas para a inflação como diretriz de política monetária somente em 21 de junho de 1999 com a 9ª edição do Decreto nº 3.088 pelo Presidente da República. Nesse contexto, foi no dia 30 de junho de 1999, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou a Resolução nº 2.615, tratando da definição do índice de preços de referência e das metas para a inflação para 1999 e para os dois anos subsequentes. Outro fato relevante é que no Brasil, a meta para a inflação é definida em termos da variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. A escolha do índice de preços ao consumidor é frequente na maioria dos regimes de metas para a inflação, pois é a medida mais adequada para avaliar a evolução do poder aquisitivo da população. E no caso brasileiro, o IPCA foi escolhido por ser o de maior abrangência: mede a inflação para domicílios com renda entre 1 e 40 salários-mínimos em 13 cidades ou regiões metropolitanas.

  3. Afonso Hernandes Says:

    O artigo a seguir mostra um gráfico com a inflação efetiva, limite máximo da meta, centro da meta e limite mínimo, de 1999, quando o sistema de metas foi adotado, até 2014. Ele também explica que esse sistema foi adotado para evitar o risco de hiperinflação, que o principal mecanismo para manter a inflação sobre controle é a taxa de juros, e as definições das retas representadas no gráfico, além do que acontece caso a meta não seja atingida (não há punição direta, somente uma advertência moral, causando insegurança nos investidores, e “…o presidente do BC, no entanto, deve divulgar uma carta aberta ao ministro da Fazenda justificando o descumprimento e informando quais medidas serão adotadas para que a inflação volte a níveis tolerados”).

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/01/entenda-metas-de-inflacao-e-seu-papel-na-economia.html

  4. Thiago Barbosa Caridade Says:

    Acredito que o equívoco do grupo tenha se dado quando citam a data de início do período do regime de metas de inflação.
    No Brasil, as séries temporais, e o período de vigência do regime começa a partir de 1999; onde encontramos um período de sucesso na desinflação, entre 1999 e 2000; seguido de um período onde o Bacen não consegue controlar a inflação nos patamares definidos, entre 2001 e 2003. Porém, consegui manter a inflação nos limites ditados pelo Conselho Monetário Nacional (4,5% com dois pontos para mais ou para menos de tolerância) até 2010.

  5. Ana Paula Umbelino Says:

    Outra comparação importante que podemos fazer é em relação a o grau de independência dos bancos centrais. Por conta da sua estrutura o FED acaba sendo bastante independente do governo, no entanto, segundo Mishikin, ele ainda têm pressões políticas, então não está totalmente fora da influencia do governo. Segundo Estrela, o BCB tem sua principal meta – a “Meta para a Inflação – estabelecida externamente por um conselho – o Conselho Monetário Nacional (CMN), constituído pelo ministro da Fazenda, ministro do Planejamento e presidente do BCB. O BCB não tem autonomia estabelecida em Lei (De Jure), mas atua com autonomia (De Facto) desde meados da década de 1990. Dessa forma, não sendo tão independente quanto o FED.

    Referencia: http://jornalggn.com.br/blog/marcio-antonio-estrela/banco-central-autonomia-e-independencia-por-marcio-antonio-estrela

    • Flavia Saldanha Says:

      Como a Ana Paula destacou acima, acredito que um ponto extremamente interessante da diferença na estrutura entre os bancos centrais estadunidense e brasileiro seja o fato de o FED ser quase-público, o que garante a independência (porém, não total) do governo e ciclos políticos eleitorais. Já o brasileiro, sendo totalmente público, age com certa autonomia, mesmo esta não sendo estabelecida, mas sofre com os ciclos políticos.
      Ademais, outro ponto de destaque -mencionado no texto- são os focos diferentes em relação às ferramentas de políticas monetárias utilizadas. Enquanto o FED utiliza a taxa de redesconto como principal ferramenta, o BaCen do Brasil utiliza o open market, o que explica a diferença nas proporções dos ativos e passivos nos balancetes de cada banco.

  6. Patrícia Aparecida de Almeida Says:

    No que se refere ao Brasil no período após o início da vigência do Plano Real: o câmbio fixo, em 1994 (em que o governo fixou o câmbio a R$ 1 por dólar); o câmbio fixo “deslizante” ou Regime de Banda Cambial, de 1995 a 1999, em que o BC estabelecia uma banda limitando o crescimento e a queda do câmbio; de o chamado Câmbio flutuante “sujo”, de 1999 até agora, em que valor do dólar passou a oscilar de acordo com oferta e demanda, porém com algumas interferência do Banco Central, como a mencionada na reportagem presente no link, em que O BC atua na oferta de swaps cambiais. Outra forma de atuação do BC é com a venda direta e leilão de linha. Na prática, isso foi uma permissão para que os bancos comprassem e vendessem dólares entre si sem que houvesse o intermédio ou intervenção do BC e o valor do dólar em relação ao real deixou de ser a principal forma de controle inflacionário e seu valor passou a oscilar de acordo com a oferta, com intervenções ocasionais e limitadas do BC, com o objetivo de conter movimentos desordenados das taxas de câmbio.

  7. João Augusto Stoffalette Clara Says:

    Como a Ana Paula comentou, vemos que nosso Banco Central não é tão independente quanto o Federal Reserve. Nas eleições de 2014 a discussão acerca da independência do Banco Central ganhou grandes proporções e muitos questionamentos foram levantados a respeito das vantagens e desvantagens sobre uma maior autonomia do Bacen (http://www.brasil-economia-governo.org.br/2014/09/15/o-banco-central-deve-ser-independente/).
    O livro apresenta alguns argumentos para uma maior independência, como o fato de sujeitar o Banco Central a pressões políticas daria um viés inflacionário à política monetária, além de que um banco central politicamente isolado se preocuparia mais com objetivos de longo prazo defendendo a saúde da moeda e um nível estável de preços. Há ainda alguns outros que justificam a maior independência. Além do problema entre agente e principal na relação de políticos e população que diminui o incentivo de políticos agirem conforme o interesse do publico.
    O livro ainda mostra que durante os anos de 1973 a 1988, países com bancos centrais mais independentes foram países com menores taxas de inflação. (https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS9kwkIceJoqVx6vNWztFBWlzHz6VNC1ztY3SRK1lEkXEYiJ1e6 ; Alesina e Summers, 1993, p. 155.).

  8. Letícia M. De Lima Silva Says:

    No que diz respeito às diferenças de taxas de depósito compulsório estabelecidas no Brasil e nos Estados Unidos, um dos Trabalhos para Discussão publicados no site do Banco Central do Brasil entitulado “Uma Avaliação dos Recolhimentos Comoulsórios” sugere que quanto mais relevante for a macroprudência, mais relevante se fazem os recolhimentos compulsórios, principalmente por serem um instrumento de estabilidade financeira importante em tempos de choques na economia. Tal conclusão me leva a pensar que as taxas de recolhimento compulsório são mais altas no Brasil, comparativamente às praticadas nos Estados Unidos, justamente por ser um país onde o setor financeiro é mais volátil. Em outras palavras, no Brasil a macroprudência é essencial e demanda a margem de segurança refletida na taxa de depósito compulsório praticada.

    Referência: https://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/wps296.pdf

  9. Monique Saiani Camargo Penteado Says:

    Sobre as políticas monetárias, como dito acima no texto, o FED utiliza como principal mecanismo a taxa de redesconto. Esta taxa se forma no mercado de reservas, alterando a oferta de moeda do mercado. Já o Banco Central utiliza como principal mecanismo as operações de open market, que se baseiam na oferta ou demanda de títulos públicos por parte do governo. Quando os balancetes destas instituições são analisados, também pode-se notar diferenças. Por exemplo, como ativo o FED possui os empréstimos às instituições depositárias, já o Banco Central possui ativos mobiliários. No passivo, o Banco Central possui moeda em circulação (crédito doméstico), já o FED possui reservas (compulsórias e voluntárias). Apesar destas diferenças, tanto o FED quanto o Banco Central utilizam seu passivo para compor a base monetária de suas economias.

  10. Ana Paula Santos Says:

    No que diz respeito a um estudo mais aprofundado sobre as metas de inflação experimentadas pelo Brasil, há um artigo (link abaixo) que afirma que o o instrumento utilizado pelo Banco Central para manter a meta de inflação trata-se do aumento das taxas de juros básica da ecnomia, sendo que assim a inflação irá convergir para o centro da meta.
    Entretanto, as elevadas taxas de juros não foram favoráveis, uma vez que têm contribuído para o baixo crescimento econômico e para a deterioração de outras variáveis macroeconômicas.

    http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8642766

  11. Thaianna Silva Says:

    Comparando a estrutura do FED e o Banco Central Brasileiro, um dos pontos que mais me chamou atenção é o que tange a respeito da autonomia no banco central. A autonomia do FED é advinda do “Treasury-Fed Accord, um acordo entre o governo e o FED, em 1951, tido como o verdadeiro marco da autonomia do Federal Reserve em relação ao Executivo,no qual o FED só presta contas de sua atuação e atividades ao Congresso, em épocas definidas. ” Já o BCB, no quesito política monetária ele é autônomo, pois ele pode usar os instrumentos necessários para manter a estabilidade econômica, mas ele não tem uma autonomia operacional, ele age conforme ao CMN e não tem poder de mudar o regime cambial nem as metas de inflação.
    Existem muitas opiniões em relação a autonomia, as favoráveis dizem que uma autonomia deixa a política monetária do pais com mais credibilidade, pois tira as influências políticas, porém as desfavoráveis dizem que uma autonomia pode dar uma descoordenação entre a política do poder executivo e do BCB.

    Referência: http://jornalggn.com.br/sites/default/files/documentos/notatecnicabc.pdf

  12. Caio de Angelis Nascimento Says:

    Um dos pontos importantes no qual gostaria de explanar seria sobre a mudança na âncora nominal adotada pelo Brasil, passando de cambio fixo, para o regime de metas de inflação, levando a uma mudança de suma importância para a gestão de política tanto financeiras como também produtivas, no qual seria a adoção do regime flexível sujo, o mesmo torna uma variável de “livre” movimentação do mercado a taxas de cambio até determinadas bandas não informadas aos agentes, desta forma destacamos o poder do banco central no controle de tal variável via compra (Desvalorização da moeda domestica) ou venda(Valorização da moeda domestica) de dólares da economia, assim de forma a concluir gostaria de destacar o controle do governo tanto das variáveis de controle das taxas básicas de juros via Open Market, quanto também o controle das taxas de cambio, fato que aumenta o fator politico dentro de variáveis de controle de mercado, assim podendo suscitar um aumento no risco pais, dado que o banco central não é uma entidade independente da área política do país.

  13. Henrique Kawakami Says:

    Sobre as taxas de redesconto, é interessante mencionar porque ele serve como um importante instrumento de política monetária, principalmente para os Estados Unidos. O Motivo é que quando o banco central do país necessita injetar dinheiro na economia, eles diminuem esta taxa para que os bancos comerciais façam mais empréstimos tendo assim consequentemente mais crédito para liberar ao mercado. O contrário ocorre também, quando o banco central necessita tirar dinheiro da economia, ele aumenta a taxa de redesconto, diminuindo a quantidade de empréstimos que os bancos comerciais fazem.

  14. Gabriel Akel Abrahão Says:

    Como destacado em sala de aula, no caso brasileiro, em comparação ao caso estadunidense, não há juros sobre reservas, instrumentos de redesconto são praticamente inoperantes e o “open market” (mercado aberto) é o principal instrumento utilizado para guiar a execução das políticas monetárias.
    Hoje, o principal objetivo do Banco Central (BC) é manter a estabilidade de preço e o faz através de políticas monetárias, condicionando, principalmente a taxa de juros da economia. O interessante é analisar como se dá os mecanismos de transmissão da política monetária, ou seja, como que uma variação na taxa de juros irá impactar a inflação. Uma variação na taxa e juros, impacta a taxa de mercado, os preços dos ativos, as expectativas dos agentes, o crédito e a taxa de câmbio. Dessa forma, há uma variação no investimento privado, no consumo e nas exportações líquidas que por sua vez irão impactar a demanda agregada e só então irão influenciar a inflação.
    Para ficar melhor explicado informações sobre o “open market”, vou deixar um link com uma explicação do próprio banco central: https://goo.gl/KJgYzC
    Acho interessante ressaltar ainda dois arquivos que achei interessante para compreender melhor a política monetária brasileira: https://goo.gl/PLHGfi, este é o balancete mais recente do Banco Central, o que nos ajuda a entender melhor as políticas e as explicações de sala de aula e este: https://goo.gl/Rtb4C0 é um trabalho que faz uma breve análise sobre a política monetária brasileira.

  15. Ana Flávia Abackerli Says:

    Como mencionado no texto, a taxa de redesconto no Brasil não é um instrumento de política monetária muito usado quando comprado com os demais países, como os EUA, por exemplo. Vale apontar que isso ocorre porque o sistema bancário brasileiro é muito desenvolvido tecnologicamente em vista dos EUA; então, no Brasil há consultas a todo momento se o banco está em déficit ou superávit, para que assim possuam um controle maior da situação do banco, enquanto nos EUA, a compensação bancária é feita apenas ao final do dia, ou seja, durante o dia os bancos não possuem controle se estão superavitários ou deficitários. Por isso a taxa de redesconto exerce tanta influência no EUA e não é motivo de preocupação no Brasil. Como resultado, observamos que se a taxa de redesconto é baixa quando comparada a taxa de mercado, não há preocupação em fechar o dia superavitário, pois o BC/FED estará “cobrando” pouco para “tapar buraco” dos bancos, sendo inverso também válido. Só para deixar claro que taxa de redesconto é a taxa pela qual o BC/FED concede empréstimos aos bancos acima das taxas de mercado a fim de cobrir déficit dos mesmos.
    Para saber mais sobre taxa de redesconto no Brasil: http://politicamonetaria.webnode.com.br/redesconto-bancario/

  16. Laura Paschoin Says:

    Entre as diferenças na estrutura entre o FED e o BC brasileiro, me chama a atenção os papeis do FOMC e do Copom respectivamente. O FOMC toma as decisões a respeito da conduta das operações de open market e o estabelecimento da taxa de juros, chamada de Federal Funds Rate, que a taxa de juros de empréstimos overnight entre bancos. Já o Copom, assim como citado na bibliografia do grupo, “buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório, a exemplo do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee (FOMC)”. As principais funções do Copom são implementar a política monetária e definir a meta da Taxa Selic, que no Brasil é a taxa de juros básica da economia.
    Outro ponto importante é em relação à remuneração das reservas nos dois modelos. Embora nos dois exista a divisão entre reservas voluntárias e compulsórias, no FED essas reservas são remuneradas, isso não acontece no Brasil. Como citado em comentários anteriores, esse é um motivo pelo qual a taxa de redesconto não é relevante para a gestão de política monetária no Brasil.
    Em relação à independência dos bancos centrais, existem dois níveis diferentes de independência: de instrumento e legal. A independência de instrumento é quando o banco tem liberdade para utilizar os instrumentos de politica monetária para atingir um objetivo previamente estipulado e; a legal, quando o próprio banco pode estipular os objetivos da politica monetária sem nenhuma influência do governo.
    Por último é importante salientar que o FED não adota um política de mta de inflação propriamente, e sim uma política que procura a estabilidade econômica, mas sem assumir que seja na forma de metas.

  17. Luiz Henrique F. Ambrósio Says:

    O Banco Central do Brasil, que atualmente é o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional, foi criado em 1945, porém antes de sua criação, as funções típicas de autoridade monetária eram desempenhadas conjuntamente pela Superintendência da Moeda e do Crédito, pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional.
    Cada órgão era responsável por determinadas funções que hoje são realizadas somente pelo Banco Central.
    O Tesouro Nacional era o órgão responsável pela emissão de papel-moeda. Já a Superintendência de Moeda e do Crédito tinha a função de fixar os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas de redesconto e da assistência financeira de liquidez, e os juros sobre depósitos bancários. Possuía também a responsabilidade de supervisionar a atuação dos bancos comerciais, orientar a política cambial e representar o país internacionalmente.
    Por fim o Banco do Brasil, desempenhava as funções de banqueiro do governo e banco dos bancos, ou seja, ele era o responsável pelo controle das operações de comércio exterior, pelo recebimento dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos comerciais e pela execução de operações de câmbio em nome de empresas públicas e do Tesouro Nacional.

  18. Matheus Albino Says:

    Como já destacado, uma discussão relevante sobre as diferenças de estruturas entre o Banco Central do Brasil e o sistema dos Estados Unidos trata do grau de independência do BC, assunto amplamente discutido no Brasil durante as eleições presidenciais de 2014. Durante essas eleições, a divergência dos candidatos quanto ao grau de independência do Banco Central se tornou melhor desenhada. Em uma análise à época feita pelo Wall Street Journal, Marina Silva defendia uma estrutura de governança semelhante a do FED, que não estaria dessa forma sujeita a Ciclos Político-eleitorais. Por outro lado, se argumentava que com uma total independência, os bancos privados influenciariam mais as políticas do BACEN. Dessa forma, o projeto de Dilma Rousseff defendeu que a autonomia “de facto” era suficiente, entendendo que a relação entre Governo e Banco Central é necessária para a promoção de políticas sociais.

  19. Tales Costa Says:

    Acho importante destacar o aspecto histórico pelo qual Mishkin inicia o capítulo para ter em mente de forma mais clara o porque dessa estrutura tão incomum do FED. Antes mesmo do século XX, a característica principal da política americana era o medo do poder centralizado, esse medo era uma fonte de resistência ao estabelecimento de um banco central, tanto é que as duas experiências de bancos centrais na primeira metade do século XIX acabaram rapidamente. Até 1913 nós observamos alguns episódios de pânico bancário, porque a estrutura era toda privada, e como não havia um emprestador de última instância, em muitas ocasiões os agentes retiravam seus depósitos e causavam um problema sério no sistema bancário. Foi em face a essas crises que os americanos se convenceram que era necessário ter alguma parte do governo no processo. Atualmente, todo banco do sistema bancário americano precisa associar-se a um FED regional, isso diminui um pouco a resistência do público à uma instituição de gestão da taxa de juros totalmente pública, e a estrutura bancária é chamada de quase-pública.
    Uma diferença importante entre o FED e o Banco Central brasileira ocorre em relação à divulgação de informação para os agentes. No caso americano, as expectativas estão baseadas nas expectativas dos agentes não-financeiros principalmente, enquanto no Brasil as expectativas estão baseadas nas expectativas dos agentes financeiros.
    Obs: em relacão ao que Mishkin chamou atenção e que foi comentado em sala sobre os livros coloridos, houve realmente a fusão dos livros Verde e Azul. Os dois agora são apresentados em um único documento, o Teal Book, que ficou disponível para o público pela primeira vez este ano. (https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/fomchistorical2010.htm)

    • Herbert Huber Says:

      Um ponto sobre o aspecto histórico do FED é a formação de sua estrutura. O medo maior sobre a adoção de um Banco Central nos EUA era sobre sua possível centralização de poder e grande intervenção do governo. É possível notar então que o Federal Reserve System possui uma estrutura muito difundida entre as regiões do país e entre os agentes, possibilitando uma diminuição na centralização do poder tão temida.
      Tem se tornado cada vez mais comum no mundo Bancos Centrais mais independentes do governo, principalmente à nível de gestão da política monetária visto que na política o governo pensa apenas à curto prazo.

  20. Bárbara Pinati Says:

    O Banco Central do Brasil possui uma estrutura organizacional centralizada, seu objetivo de política monetária é a estabilização os preços, desta forma adota o regime de metas de inflação que busca a estabilidade do poder de compra e um sistema financeiro sólido e eficiente.
    O FED tem o intuito de dar uma ampla perspectiva sobre a economia e a atividade econômica em todas as partes da nação. É um sistema descentralizado. Todos os seus componentes compartilham a responsabilidade de supervisionar e regulamentar certas atividades e instituições financeiras.
    Para atingir seus objetivos, o Banco central utiliza principalmente o instrumento de “open market”, já o FED conta com as taxas de redesconto, o “Interest on Required Balances and Excess Balances”, o “Overnight Reserve Repurchase Agreements” e o “Term Deposit Facility”.
    O fato de o Banco Central do Brasil não ter uma autonomia legal deriva-se do fato da falta de mandato para os cargos de Presidente e Diretores e a falta de um orçamento próprio, instituindo uma dominância da política fiscal no Brasil, o que o diferencia do FED.
    (http://www.administradores.com.br/artigos/academico/uma-analise-juridica-institucional-do-banco-central-do-brasil-e-do-federal-reserve/86486/)

  21. Bárbara Ribeiro Martins Says:

    O principal instrumento do Banco Central como já foi visto, é a política monetária, que tem como objetivo central promover a estababilidade de preços.

    Existe evidência empírica de que a estabildade de preços a longo prazo pode gerar taxas de crescimento do produto da economia, aumentar o nível de investimentos e os ganhos de produtividade Portanto, deve se ter claro que não existe a opção de um maior crescimento sustentável com mais inflação. (FRAGA; GOLDFAJN , 2002).

    Existem algumas opções de operar a politica monetária, e foi nesse ponto em que o grupo se confundiu no tangente a atual operação de política monetária no Brasil. Esta é realizada através do regime de Metas de Inflação.
    O Regime de Metas de inflação funciona tal que explicitam-se as metas de inflação para os anos seguintes, divulgam-se trimestralmente as projeções de inflação em relatórios, e detalham-se as formas de reação do Banco Central nas atas após as decisões.
    As outras formas de se operar a PM são: ancorar o nível de preços através da volta ao câmbio fixo (método citado pelo grupo de bandas cambiais fixas – logo percebece-se que são instrumentos excludentes!); ou a outra opção é tentar controlar algum agregado monetário, como a quantidade de moeda em poder do público ou o crédito na economia.

    O meio preferido pelos bancos centrais é atuar utilizando a taxa de juros como instrumento de controle da inflação.
    Além do Bacen, outros bancos centrais adotam esse regime como o Banco da Inglaterra, Canada, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, México e Chile, entre outros. Já o FED dispensa a utilização do regime de metas de inflação e utiliza como principal instrumento as taxa de redesconto de liquidez.

  22. Lucas Negreiros Says:

    Um dos objetivos do BCB, é zelar pela adequada liquidez da economia e, o principal meio de fazer isso no Brasil é através das políticas de Open-Market, como falado em sala de aula.
    Outra tema mencionado em sala e que tem uma ligação, mesmo que não muito clara, é a utilização das estruturas do BCB (não tão independente quanto a do FED) para motivos políticos, isto é, os famosos ciclos eleitorais.
    E só para adicionar um pouco de informação à composição do CMN, atualmente ele é composto pelo Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e pelo Presidente do BCB.

    • Laura Tanganelli Says:

      Gostaria de lembrar também que, como mencionado em aula, os ciclos políticos do Bacen são “descasados” dos ciclos políticos dos chefes de Estado, afim de que não haja sempre uma mudança nos objetivos do BCB com a.mudança dos governantes, tentando evitar maiores clubismos.

  23. Thiago de Morais Says:

    Sobre a discussão sobre independência, gostaria de complementar que o Mishkin comenta que empiricamente, países que gozam de independência do banco central tem mostrado uma inflação, desemprego e flutuações menores. Ainda complementando, esse artigo da Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/economia/voce-sabe-o-que-e-autonomia-do-banco-central-157.html) resume um pouco as opiniões de cada um dos candidatos das eleições de 2014 sobre o tema, nele aparecem de forma resumida as mesmas vantagens e desvantagens de que o livro trata.
    Ainda gostaria de compartilhar essa entrevista de Eduardo Giannetti, conselheiro econômico na campanha de Marina Silva em 2014, em que trata melhor do tema. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1505301-queremos-lula-e-fhc-como-aliados-diz-conselheiro-economico-de-marina.shtml)
    Segundo ele a discussão de como se dará essa independência é ainda mais importante para se garantir que a independência traga o resultado que se espera.

  24. Daniela Lourenço Says:

    Em relação à questão de independêndia e autonomia dos bancos centrais, primeiramente é importante perceber que tratam-se de dois conceitos distintos. “Enquanto a independência daria ao Banco Central a possibilidade de implantar políticas monetárias sem discussão prévia com nenhuma esfera de poder, a autonomia significaria, por exemplo, possuir mandatos estáveis para sua diretoria, sem que o dirigente possa ser demitido a qualquer momento – a não ser em circunstâncias extraordinárias.”
    O BC é “uma autarquia, com administração própria, vinculada ao Ministério da Fazenda e que dispõe de um conjunto de instrumentos de política monetária – como taxa de juros, depósitos compulsórios, e taxa de redesconto – que, dependendo do manejo, podem provocar diferentes impactos. Atualmente, é o presidente da República quem indica o presidente do BC. Cabe ao Executivo, também, definir suas metas e supervisionar sua execução. O Federal Reserve é presidido por um nome indicado pelo chefe do Executivo. Existe um mandato de quatro anos para o cargo, que pode ser renovado. O presidente dos EUA não tem poder para depor esse mandatário do Federal Reserve, e este deve se reportar ao Senado e à Câmara”. Observa-se, então, que o BC possui autonomia enquanto o FED é um dos bancos centrais mais independentes do mundo.
    (fonte: http://www.ebc.com.br/esportes/2014/09/entenda-o-que-significa-dar-autonomia-ao-banco-central)

  25. Henrique Velasco Says:

    O sistema que começou em 1995 comentado no final do texto é o sistema de bandas comerciais (fonte: http://www.bcb.gov.br/rex/MerCambio/Port/cambio991/1999-1Pol%C3%ADticaCambial.asp) que foi adotado como reação à crise cambial do México em 1994, não tendo nada a ver com o regime de metas de inflação. Outro ponto importante é que a frase do texto “Enquanto nos EUA [a Taxa de Redesconto] é um Instrumento de Pol.Monetária importante, no caso brasileiro isso não acontece.” não tem muito fundamento já que o Banco Central diminui essa taxa de redesconto para incentivar bancos a tomar empréstimos injetando dinheiro na economia. (fonte: http://politicamonetaria.webnode.com.br/redesconto-bancario/)

  26. Heitor de Almeida Says:

    Acho importante explicar o que se trata o regime de metas de inflação, posto que o grupo se equivocou no post.

    O que é o regime de metas de inflação?
    O regime de metas para a inflação é um regime monetário no qual o banco central se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente.

    Que elementos caracterizam um regime de metas para a inflação?
    O regime de metas para a inflação caracteriza-se geralmente por quatro elementos básicos:
    1. conhecimento público de metas numéricas de médio prazo para a inflação;
    2. comprometimento institucional com a estabilidade de preços como objetivo primordial da
    política monetária;
    3. estratégia de atuação pautada pela transparência para comunicar claramente o público
    sobre os planos, objetivos e razões que justificam as decisões de política monetária; e
    4. mecanismos para tornar as autoridades monetárias responsáveis pelo cumprimento das
    metas para a inflação.

    Portanto, o regime de metas para a inflação envolve mais do que o anúncio público de metas
    numéricas para a inflação. A transparência e a prestação de contas regulares à sociedade e a
    seus representantes são elementos essenciais desse regime.

    A maior parte dos bancos centrais utiliza a taxa de juros de curto-prazo como instrumento
    principal de política. Assim, o regime brasileiro de metas para a inflação utiliza a taxa Selic como
    instrumento primário de política monetária. A taxa Selic é a taxa de juros média que incide sobre
    os financiamentos diários com prazo de um dia útil (overnight) lastreados por títulos públicos
    registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), ou seja, a taxa de juros que
    equilibra o mercado de reservas bancárias. O Comitê de Política Monetária (Copom) estabelece a
    meta para a taxa Selic, e cabe à mesa de operações de mercado aberto do BCB manter a taxa
    Selic diária próxima à meta.

    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2010-regime%20de%20metas%20para%20a%20infla%C3%A7%C3%A3o%20no%20brasil.pdf

  27. Tatiane Walder Cerri Says:

    Acredito ser válido discursar mais sobre o sistema de metas de inflação. O Brasil adotou esse sistema em 1999, como uma maneira de assegurar o mercado de que a inflação não ficaria fora de controle, evitando assim risco de hiperinflações, como as que atingiram o país nas décadas de 1980 e 1990.
    O sistema de metas de inflação funciona da seguinte maneira: o governo estabelece uma meta de inflação para o ano. Essa meta é fixa e o intuito é atingi-la. A partir dessa taxa fixa é estabelecido um limite de tolerância, para mais e para menos, onde a inflação – medida pelo IPCA – pode variar. Este limite é dado pelo piso – 2 pontos a menos ou pelo teto – 2 pontos a mais. Inflação abaixo do piso, pode por exemplo, desequilibrar a oferta e demanda no mercado.
    O Conselho de Política Monetária, do Banco Central, é o responsável por tomar as medidas necessárias para garantir que a inflação fique dentro deste patamar. O principal instrumento para mantê-la dentro deste limite de tolerância, são as taxas de juros. Quando os preços sobem acima do esperado, o Banco Central intervém elevando a taxa Selic. Desta maneira, incentiva as famílias e empresas, a gastarem menos e pouparem mais. Se todos estão gastando menos, os preços por sua vez, começam a subir menos também.
    Nos EUA, o Federal Reserve decidiu adotar este mesmo sistema de metas de inflação apenas em 2012. O banco americano se propôs a atingir um índice de 2% ao ano, enquanto a meta brasileira é de 4,5% ao ano.
    O comunicado do Fed sobre a adoção desse sistema pode ser visto nesse link: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,eua-terao-meta-de-inflacao-de-2-ao-ano,100582e

  28. Henrique Velasco Says:

    O seção do texto onde ele cita que as metas de inflação começaram em 1995 está equivocada, 1995 marcou o início das bandas cambiais como resposta à crise cambial do México em 1994 (fonte: http://www.bcb.gov.br/rex/MerCambio/Port/cambio991/1999-1Pol%C3%ADticaCambial.asp). Já a frase “Enquanto nos EUA [a taxa de redesconto] é um Instrumento de Pol.Monetária importante, no caso brasileiro isso não acontece.” é outro equívoco pois o banco central pode utilizar a taxa de redesconto como instrumento para influenciar os bancos a tomar mais ou menos empréstimos afetando a quantidade de moeda no mercado. Ele faz isso aumentando ou diminuindo a taxa de redesconto. (fonte: http://politicamonetaria.webnode.com.br/redesconto-bancario/)

  29. Danielle Sandrini Says:

    O regime de metas de inflação surge a partir da experiência do Banco Central da Nova Zelândia, em 1990, sendo pautado por âncoras nominais e sendo a própria âncora a meta, vemos a necessidade de um banco central atuar de forma autônoma e com credibilidade na busca da meta proposta. Vê-se que nas mais de 30 economias maduras e emergentes que adotaram esse regime ocorreu uma redução da volatilidade do produto, do emprego e das taxas de juros, quando analisados sob a ótica de ambientes de alta inflação.
    O mecanismo escolhido pelo Banco Central torna as previsões meios de alavancar a credibilidade perante ao público, uma vez que as metas fazem com que exista maior padronização na comunicação com a sociedade. Porém, o sistema de metas só será eficiente se o Banco Central conseguir, segundo o portal do banco central do brasil, efetuar a comunicação relevante listada abaixo. (Fonte: https://www.bcb.gov.br/Pec/Metas/10_anos_metas_inflacao_completo.pdf)

    “i) produz as projeções apresentadas;
    ii) considera as respostas da economia;
    iii) define as medidas de política, as quais, período após período, respondem à mesma lógica.”

  30. Franco B. Conceição Says:

    Como já frisado pela maioria dos alunos, o grupo se equivocou um pouco nas datas de início do período de vigência da política de metas de inflação, além de uma possível confusão na interpretação das diferenças entre regimes de meta de inflação e do regime de bandas cambiais. Então, gostaria de salientar aspectos positivos, especialmente na diferença entre o FED e o Banco Central brasileiro quanto às taxas de redesconto. Considero importante, especialmente por ter aplicação com a discussão feita em sala de aula quanto a ser uma importante ferramenta de política monetária nos EUA.


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