B-Ecec: As informações e suas influências sobre os preços das ações

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“Ações podem ser divididas entre preferenciais e ordinárias. Ações preferenciais são aquelas que dão aos seus compradores uma parcela da distribuição dos lucros da empresa emissora,parcela do lucro que é chamada de dividendo.
Já as ações ordinárias não dão preferência na distribuição dos lucros, mas fazem com que o comprador tenha direito à voto nas assembléias da empresa, participando das decisões corporativas.

Quando investimos em ações, a primeira coisa que nos preocupa é saber o que vamos receber por investir de tal forma, ou seja, queremos saber qual o retorno desse investimento, e as diferentes ações tem maneiras diferentes de cálculo.

Para as ações preferenciais, calculamos o retorno esperado através da fórmula de Gordon e Shapiro, descrita como:

B-equação

Onde: P0 = Preço no início da operação;  D0 = Valor do último dividendo pago até a compra da ação; K  = Retorno esperado pelo acionista; g  = taxa de variação média dos dividendos.

Para exemplificar isso, utilizamos ações do banco Itaú Unibanco (ITUB4), para o qual, utilizando dados passados, estimamos g como a média da variância dos dividendos pagos no período de 02/01/2014 até 26/08/2016, chegando ao valor de 2,38%. Utilizando o preço da ação em 02/01/2014, que foi de R$ 27,78 e D0 = R$ 0,015,  chegamos ao valor de k como 28,7%,ou seja, para cada R$ 1 investido nessa ação o retorno esperado será aproximadamente R$ 1,28.

Já no caso de ações ordinárias, utilizamos o método CAPM – Modelo de precificação de ativos de capital – definido por:

Re = Rf +  β (Rm-Rf)

Onde: Re = Retorno esperado da ação; Rf   = Retorno de um ativo de risco zero, no caso é a taxa SELIC; Rm = Retorno de mercado; β  = “Beta” da ação

Exemplificando esse cálculo, utilizamos ações do banco da amazônia (BAZA3), para a qual o β é de 0,39, o Ré de 27,25% aa e o Ré de 14,25% aa, Encontrando um Re em um ano de 19,32%.

A Hipótese de Mercados Eficientes, ou HME, nos diz que as expectativas nos mercados financeiros são iguais as previsões ótimas (melhores previsões do futuro) quando usamos todas as informações disponíveis, considerando nesse conjunto de informações todas aquelas que são de amplo domínio – como o histórico dos preços das ações – e sem considerar informações privilegiadas ou informações provenientes da interpretação de demonstrações financeiras, uma vez que o público em geral não as consegue interpretar de maneira eficiente.

No caso das ações do Itaú Unibanco, ao interpretar o gráfico a seguir, percebemos que nas datas antes da “data com” (dia do pagamento dos dividendos) há um aumento no preço das ações, ou seja, com a informação de que essa data está se aproximando a procura pelas ações aumenta, e consequentemente, na “data ex” (dia após a data com), a procura pelas ações diminui e o preço cai. Desse modo, podemos saber que o preço da ação segue as hipóteses da HME.

B-grafico itau

B-retorno esperadp

 

Em relação à ação que não paga dividendos, para demonstração, relacionamos notícias com os dados observados empiricamente.

Para isso, usamos ações do Banco da Amazônia (BAZA3) especificamente no mês de maio de 2016.
Como pode ser observado na notícia, o fato de mudanças na gerência e superintendência do banco influenciaram positivamente as expectativas dos stakeholders e resultaram numa alta no valor das ações, que pode ser observada no gráfico.

O que nos leva à concluir que a HME semi forte, que nos diz que os preços mudam quase que ‘instantâneamente’ após novas informações serem divulgadas no mercado, é atendida de maneira clara.

B-gráfico açoes bco amazonia

Fontes:”

(http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2971:catid=28&Itemid=23)

https://economia.terra.com.br/entenda-diferenca-entre-dividendo-e-juro-sobre-capital-proprio,af4882fd208da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/o-itau-unibanco/remuneracao-aos-acionistas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_de_Gordon
http://conexaoto.com.br/2016/05/03/governador-marcelo-miranda-recebe-novo-superintendente-do-banco-da-amazonia

https://www.google.com.br/?ion=1&espv=2#q=a%C3%A7%C3%B5es%20banco%20da%20amazonia

http://br.investing.com/

http://fundamentus.com.br/

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37 Respostas to “B-Ecec: As informações e suas influências sobre os preços das ações”

  1. Roseli Silva Says:

    Duas observações para abrir os debates: 1) Uma evidência apenas não é suficiente para testar estatisticamente uma hipótese:-/ ; 2) Usem como fonte principal o Livro-texto, para conceitos e modelos não é preciso reinventar a roda.

  2. Gabriel Bechelli Says:

    Um adendo ao modelo de Gordon seriam suas hipóteses, pois assim ficaríamos a par de suas limitações. Por exemplo, supõe-se que os dividendos serão pagos a cada período e numa taxa constante do lucro da empresa, que por suposição também cresce a uma taxa constante. Por conta disso, o modelo de Gordon apresenta melhores estimativas em empresas já consolidadas, as quais vivenciam um cenário mais estável. No caso de uma empresa imatura, as taxas de crescimento nos primeiros períodos podem ser muito voláteis, e consequentemente afetaria a qualidade da estimação do modelo.

  3. Henrique Velasco Says:

    De acordo com o próprio modelo de Gordon apresentado, o motivo do aumento dos preços próximo da “data com” acontece devido a proximidade do pagamento desses dividendos, aumentando assim o valor presente dos mesmos. Consequentemente, a queda do preço da ação após a distribuição dos dividendos se deve ao desconto desse dividendo pago do preço da ação. Não se pode dizer, como foi feito no texto, que essas variações no preço se devem ao aumento ou diminuição da procura pela ação, principalmente sem mostrar dados de volumes de “bid” e “ask” desses momentos.

  4. João Augusto Stoffalette Clara Says:

    No livro, vemos uma parte em que se fala sobre evidências contra a eficiência de mercado. Uma delas é o chamado Efeito Janeiro, indicando que os preços das ações no geral tendem a passar por um aumento anormal no período de dezembro a janeiro, sendo portanto um movimento previsível e consequentemente incompatível com o comportamento de random walk.
    Apesar dessa anomalia, que contraria a eficiência de mercado, ter diminuído nos últimos anos, eu gostaria de saber se na opinião da turma poderia ser feita uma associação com a distribuição de dividendos. Pois, como foram pagos dividendos todo dia 01 (com exceção do mês de abril) produzindo um aumento no preço em datas anteriores ao pagamento de dividendos, e uma queda no preço nas datas posteriores, este poderia ser um movimento previsto.

  5. Thaianna Silva Says:

    O texto do grupo conclui que “a HME semi forte, que nos diz que os preços mudam quase que ‘instantâneamente’ após novas informações serem divulgadas no mercado, é atendida de maneira clara”. Porém ao pesquisar e ler sobre o tema encontrei pesquisas que mostram que isso nem sempre acontece. Por exemplo, o artigo “Uma critica a Hipótese de Eficiência de Mercado: Análise dos casos Ambev e Submarino” tinha como “objetivo de verificar se o mercado de capitais brasileiro é eficiente na forma semiforte, por meio do estudo de comportamento dos preços em períodos próximos à divulgação de uma notícia relevante (evento)” e para verificar isso eles analisaram ações das empresas Ambev e Submarino nos dias anteriores e posteriores a divulgação de uma fusão e o resultado da análise foi que o “mercado brasileiro se comportou de maneira ineficiente na forma semiforte para os casos estudados.”
    O artigo me fez chegar a uma das observações colocadas pela Professora Roseli que “Uma evidência apenas não é suficiente para testar estatisticamente uma hipótese”, ou seja, não podemos aceitar ou refutar a HME semiforte apenas por um caso, pois uma amostra pode não refletir a realidade do mercado de capitais podendo ser uma peculiaridade que cause os dados observados.
    Referência
    http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos07/1149_1149_Artigo3_Karem_Seget_Autores.pdf

  6. Patrícia Aparecida de Almeida Says:

    Observando o texto, notei que o retorno esperado pelo acionista, no decorrer do texto representado como k, na fórmula de Gordon e Shapiro é representada por r.
    No livro-texto é mostrado um outro meio para avaliação de ações, o modelo generalizado de dividendos, em que o valor atual da ação se calcula simplesmente como o valor presente do fluxo de caixa futuro. Esse modelo é obtido a partir do modelo de avaliação de um período. Apesar o valor para um período ser facilmente obtido pelo modelo de avaliação de um período e para um número de período limitado (usando-se o modelo generalizado), mas o mesmo não se pode falar na obtenção do valor quando o número de períodos tende ao infinito, uma vez que isso requer que se calcule o valor presente de um fluxo de dividendo infinito. Por isso se desenvolveram modelos simplificados para se desenvolver os cálculos mais simples, como o modelo de crescimento de Gordon, em que se supõe um crescimento constante de dividendo. Apesar de ele apresentar alguns “pontos fracos”, como falado em um comentário anterior, simplifica muito o cálculo para casos mais simples. Um outro ponto negativo do modelo de avaliação geral é que ele indica que o preço da ação é determinado somente pelo valor presente dos dividendos e que nada mais importa, o que sabemos que não é verdade.

  7. Afonso Hernandes Says:

    Um box ,do livro-texto, denominado “Uma exceção que comprova a regra”, apresenta uma exceção a qual sustenta a tese dos mercados eficientes, pois nos mostra que o sujeito em questão, Ivan Boesky, só conseguiu obter lucros extraordinários, na década de 80, devido às informações não-disponíveis ao mercado, que no caso seria a informação de aquisições de empresas antes do resto do mercado. Contudo, como a própria professora pontuou, “Uma evidência apenas não é suficiente para testar estatisticamente uma hipótese”, logo, uma exceção não comprova a regra.
    Outro ponto a ser abordado, é que o livro-texto também apresenta, como uma evidência em favor da eficiência de mercado, a questão das ações refletirem os dados disponíveis ao público. Ou seja, mudanças em relação a declaração de ganhos favoráveis ou outras declarações sobre a companhia não causam aumentos ou diminuições, em média, no preço das ações, pois essas informações já estão refletidas no preço. No post é apresentado um aumento no preço das ações um dia antes do pagamento de dividendos, que é uma informação disponível para o público, isso seria uma quebra da eficiência de mercado?

  8. Mariana Larios Claudio Says:

    No livro-texto há uma citação que diz: “… nem todas as pessoas em um mercado financeiro devem estar bem-informadas sobre um valor mobiliário ou ter expectativas racionais quanto ao seu preço chegar ao ponto em que se instaura a condição dos mercados eficientes.” Dessa forma, não podemos afirmar que a HME semi-forte é atendida de maneira clara.
    Além do mais, temos que a falta de informação por parte dos agentes causa assimetria de informação, o que faz com que diminua a eficiência de mercado. Sendo essa, então, mais uma evidência, de que a afirmação sobre a HME semi-forte não pode ser feita.

  9. Flavia Saldanha Says:

    Um ponto que me chama atenção no texto é sobre a conclusão de que a HME semi forte é atendida de maneira clara pela reação quase instantânea nos preços da ação devido à divulgação de novas informações.
    Primeiramente, é importante ressaltar que a HME semi forte inclui também a interpretação das demonstrações financeiras por todos os agentes do mercado (ressaltado inclusive no texto, no momento em que declaram que a hipótese fraca não contém essa parte). Ou seja, ao testar-se a hipótese semi forte, o grupo assumia como verdadeiro esse ponto.
    Segundo, como ressaltado por Mishkin em seu livro texto, a hipótese semi forte incluiria também que o aumento nos preços correspondem a informações novas e inesperadas pelo mercado.
    Como tal hipótese é difícil de ser comprovada – por todas as suposições necessárias a serem feitas – a afirmação do grupo de que a HME semi forte é “atendida de maneira clara” não deveria ter sido feita com tal veemência, pois, além de o reflexo no preço das ações ter aparecido tardiamente pós anúncio – ou seja, não tão instantâneo, o que descumpre em parte o bom reflexo de interpretação de informações -, uma empresa e um evento (tal qual a mudança na gerência e superintendência do banco) não são suficientes para cumprir as hipóteses, porque um evento não é suficiente para ditar e/ou comprovar uma regra.

  10. Ana Paula Santos Says:

    Em relação à conclusão exposta pelo grupo (“O que nos leva à concluir que a HME semi forte, que nos diz que os preços mudam quase que ‘instantâneamente’ após novas informações serem divulgadas no mercado, é atendida de maneira clara”) é importante ressaltar uma seção do livro de Mishkin, na qual é explicado que os preços das ações vão responder à anúncios apenas quando a informação é nova e inesperada. O motivo proposto para a alteração da expectativa, isto é, a mudança na gerência e superintendência do banco, não me parece ser um fato inesperado, ou seja, acredito que não seja possível basear a comprovação da Hipótese dos Mercados Eficientes apenas com tal justificação.
    Portanto, pode ser que a informação tenha sido um influenciador sobre expectativas, porém acredito que não é um fator determinante para a variação nos preços, uma vez que, como mencionado e em aula e também pelos comentários acima, uma evidência apenas não é suficiente para testar estatisticamente uma hipótese.

  11. Caio de Angelis Nascimento Says:

    Em relação ao texto gostaria de destacar alguns pontos que seriam de grande importância para o melhor entendimento da atuação das hipóteses sobre a eficiência de mercado, sendo primeira que afirmação de um mercado eficiente não significa que os preços da ações não possam desviar dos valores fundamentais, e sim que estes desvios tem que ser aleatórios, e sobre este desvio gostaria de levantar a hipótese de Grossman e Stieglitz, que afirmam que mercados perfeitamente eficientes são impossíveis, dentro do ponto de vista teórico, pois teria que ocorrer um retorno para a busca de informação próximo a zero, fato que não iria gerar incentivos para a negociação, contudo existe um grau de ineficiência residual nos mercados, apenas o suficiente para compensar os investidores pelos custos de negociação e os esforços para o recolhimentos e processamento das informações, ou seja esta ineficiência seria visto apenas como uma fonte de rendas econômicas necessárias para repor tais custos. Assim retornando O que um mercado eficiente diz é que os retornos esperados de qualquer investimento são consistentes com o risco do mesmo investimento no longo prazo, ainda que existam desvios.

  12. Letícia M. De Lima Silva Says:

    Antes de mais nada, é preciso salientar que ambos os acionistas preferenciais e ordinários têm direito ao recebimento de dividendos. A diferença entre os tipos de ações reside no fato de que os acionistas preferenciais detêm preferência na distribuição de dividendos, enquanto que os ordinários têm voz ativa nas assembleias administrativas da empresa. Além disso, é importante deixar claro que, embora o retorno esperado seja o foco de interesse do acionista, o risco é igualmente importante, uma vez que determinado retorno está diretamente relacionado a seu nível de risco. O modelo CAPM (Capital Asset Pricing Model) mede justamente essa relação entre risco e retorno esperado na precificação de ativos, no qual a variável “beta” é interpretada como a sensibilidade do ativo em relação ao retorno de mercado acima do retorno do ativo livre de risco (retorno “excessivo” de mercado).

  13. Monique Saiani Camargo Penteado Says:

    Como dito no texto acima, as informações disponíveis nos mercados afetam os preços das ações. De acordo com a hipótese de mercado eficiente (HME), os agentes observam os dados dos preços históricos das ações e formam suas expectativas, assim como mostra o comportamento das ações do Itaú Unibanco, as quais mudam de preço quando a data de pagamento dos dividendos se aproximam ou após tal ocorrido. Além disso, os preços das ações podem variar de acordo com seu risco, ou seja, apresentam diferentes prêmios pelo risco assumido pelo investidor. Já as ações mais comercializadas, e consequentemente mais líquidas, apresentam maior prêmio pela liquidez. Por exemplo, quando o risco no mercado de ações aumenta, muitos agentes preferem sair deste mercado e se deslocarem para o mercado de títulos, o qual sofrerá um aumento de sua demanda e afetará seu preço de comercialização, sofrendo uma elevação. Com isso, podemos observar o comportamento do agente, o qual, em primeira instância, não é amante do risco. Ou seja, podemos concluir que o comportamento dos indivíduos envolvidos no mercado de ações afeta significativamente seus preços.

  14. Laura Paschoin Says:

    Como já citado em um dos comentários anteriormente, de fato não são apenas as ações preferenciais as únicas que realizam distruibuições de dividendos aos acionistas. O que diferencia as ações preferencias das ordinárias é a previsão do fluxo de caixa futuro, portanto, com um fluxo de caixa mais estável, essas ações possuem menor risco que as ordinárias, que proporcionam aos acionistas, além de um maior retorno (por possuírem maior risco), a participação e direito ao voto dentro da empresa.
    Sobre o modelo de Gordon, além da referência estar equivocada, já que na equação o retorno esperado pelo acionista é demonstrado como r e durante o texto usam a denominação K, é importante lembrar que o modelo é útil dadas as hipóteses: assume-se que os dividendos continuam a crescer a uma taxa constante no infinito e que a taxa de crescimento será menor que o retorno esperado pelos acionistas. Outro ponto que me chamou atenção foi o g da equação ser definido apenas como a taxa de variação média dos dividendos, mas no livro – texto aparece como a taxa de crescimento dos dividendos esperada, ou seja, nessa constante estão todos os fatores que dizem respeito à capacidade da empresa em produzir lucros no futuro.
    Por último, a afirmação de que “O que nos leva à concluir que a HME semi forte, que nos diz que os preços mudam quase que ‘instantâneamente’ após novas informações serem divulgadas no mercado, é atendida de maneira clara” não me pareceu razoável dada as informações apresentadas. Como também já foi dito em comentários anteriores, as informações de mudanças na gerência do banco, não são suficientes para concluir a mudança de preços, já que a HME semi forte leva em consideração também as demonstrações financeiras.
    A hipótese da HME será válida quando preços correntes em um mercado financeiro serão definidos de modo que a previsão ótima de retorno de um título usando todas as informações disponíveis é igual ao retorno de equilíbrio do título. Dessa forma, não há oportunidades de arbitragem não exploradas, que para ser eficiente, não precisa que todos os participantes do mercado estejam bem informados.

  15. Herbert Huber Says:

    Um ponto que deve ser salientado é sobre as informações privilegiadas. Na HME semi-forte ele não considera elas como disponíveis. Porém, sabemos que na realidade é frequente existir esse tipo de situação, onde alguns agentes dispõe de oportunidade de arbitragem por possuírem informações específicas e não “públicas”. Tais informações podem afetar o risco esperado da ação pelos agentes, e consequentemente o retorno esperado por eles.
    Com isso, é possível verificar que, dado tais fatores, o preço da ação se altera também com o comportamento relativo ao risco dos agentes, apostando sobre o retorno da mesma.

  16. Thiago Caridade Says:

    Sobre o Modelo de Gordon citado pelo texto, cabem ainda duas particularidades:
    A primeira particularidade do Modelo é de que se assume que os dividendos da empresa irão apresentar uma taxa constante de crescimento para sempre: o que é razoável pelo fato de que os erros sobre fluxos de caixa futuros, distantes, se tornam pequenos quando quando trazidos à valor presente.
    A segunda particularidade do Modelo assume que a taxa de crescimento desses dividendos é assumida como sendo menor do que a taxa de retorno do capital dos acionistas: se assim não fosse, no longo prazo a firma tenderia a crescer a taxas incrivelmente grandes.

  17. Ana Paula Umbelino Says:

    Realmente a hipóteses de mercados eficiente fomenta muitas discussões sobre o que os preços das ações refletem e ao que se deve a mudança de preços das ações. No capítulo 7 do Mishikin existe uma aplicação que faz a seguinte pergunta: O que a quebra do mercado de ações nos conta sobre a Hipótese de Mercados Eficientes e a Eficiência do Mercado Financeiro?
    Nesse texto, Mishikin fala que a quebra do mercado de ações causa muitas questões sobre a validação da hipóteses de mercados eficientes. Mas em que grau isso deve nos levar a questionar HME? Um dos questionamentos que faz os economistas a questionarem é que através das crises pode observar que fundamentos do mercado tem influência sobre o preço dos ativos, assim convencendo vários economistas que a versão forte da HME é incorreta. Eles atribuem uma grande nota a determinação dos preços das ações e outros ativos a psicologia do mercado e a estrutura institucional do mercado. No entanto, nenhuma dessa visão contradiz a HME ou as expectativas racionais. Alguns economista acabam acreditando que a existência de bolhas e crises sugere que oportunidades inexploradas de lucro podem existir e assim a HME acaba falhando. No entanto, a controvérsia continua! =D

  18. Bárbara Ribeiro Martins Says:

    O grupo conclui que para a ação preferencial (no texto utilizando a ação do banco Itaú como exemplo) dado que o preço das ações aumenta perto da data de pagamento dos dividendos e cai após esse fato, há a comprovação da Hipótese de Mercados Eficientes.
    Nesse caso outros fatores como sazonalidades típicas não poderiam também acarretar na oscilação dos preços das ações? Nesse caso, a oscilação dos preços poderia ser decorrente da incorporação de informações disponíveis no mercado ao mesmo tempo que as sazonalidade típicas e atípicas poderiam estar conjuntamente agindo. Como então, seria possível determinar que há de fato um efeito provocado pela Hipótese de Mercados Eficientes sem um teste um mais acurado de natureza estatística (para segregar esses efeitos de sazonalidade)? Seria o caso dos agentes agindo sob a teoria das expectativas racionais também incoporarem esse tipo de informação quando formam suas expectativas?

  19. Danielle Sandrini Says:

    O livro discute o preço de mercado e como este reflete a informação disponível, ou seja, que o retorno esperado deve ser igual a previsão. Dessa forma, os modelos de precificação podem nos dar o retorno para determinado preço de mercado.
    Na hipótese dos mercados eficientes – sendo 3 tipos, fraca, semi forte e forte – temos que mudanças na forma como uma variável (informação) se comporta podem afetar as expectativas, além de que o erro de previsão da expectativa racional será, em média, zero e que este não pode ser previsto antes do tempo. Assim, o preço reflete as informações e a ideia de que não existem lucros inexplorados no mercado. Confia-se na ideia de que a expectativa dos agentes é igual a previsão ótima (Xe=Xof).

  20. Luiz Henrique F. Ambrósio Says:

    A partir do Modelo de Gordon, podemos verificar que uma política monetária pode afetar os preços das ações de duas maneiras. Uma maneira é quando o Banco Central diminui a taxa de juros, fazendo com que o retorno sobre títulos caia, e o investidor fique propenso a aceitar menos retorno de suas ações, ou seja, levando a uma queda do ke, e consequentemente a um aumento no preço das ações.
    A segunda maneira é quando ocorre uma diminuição do i, o que estimula a economia, levando a um aumento da taxa de variação média dos dividendos, logo, esse nível maior em g ocasiona novamente em um aumento no preço das ações.
    Da mesma forma, partindo do Modelo de Gordon, é possível verificar que uma crise financeira também pode afetar os preços das ações de duas maneiras. A primeira seria desestimulando a economia, fazendo com que g caia, e o preço das ações diminua. A segunda é aumentando os retornos requerido pelos investidores, fazendo com que o ke aumente, ocasionando em uma diminuição dos preços das ações.

  21. Gabriel Akel Abrahão Says:

    Um pouco de história! Antes de abordar o tema sobre HME (Hipótese de Mercados Eficientes), o Mishkin tem toda uma preocupação de explicar a teoria das expectativas racionais (TER). Segundo o autor e conforme descrito em seu livro, a variação do preço das ações depende das expectativas das pessoas, especialmente se tratando das expectativas do fluxo de caixa da respectiva ação. Antes do surgimento dessa teoria acreditava-se que as expectativas eram formadas pelas experiências passadas, ou seja, a a expectativa de inflação era tida como a média das expectativas passadas (processo chamado expectativas adaptadas). Então, John Muth, em 1961, propõe sua teoria das expectativas racionais, dando uma nova visão sobre as expectativas econômicas; as expectativas serão iguais a melhor previsão sobre futuro, usando todas as informações até então disponíveis. Sobre a teoria é interessante fazer uma observações: não necessariamente a melhor previsão sobre futuro é a previsão mais acertiva.
    Enquanto os economistas monetários se fundamentava e desenvolviam a teoria das expectativas racionais, os economistas financeiros trabalhavam na elaboração da HME. Na realidade, a HME é a aplicação da TER no mercado financeiro. Uma das diferenças mais notáveis é que a HME secciona as informações em diferentes níveis: 1- informações históricas (hipótese fraca); 2- informações de relatórios e demonstrações contábeis (hipótese semi-forte); 3- informações privilegiadas/internas (hipótese forte)

  22. Henrique Kawakami Says:

    Sobre a hipotese de mercados eficientes (HME) mencionado no texto, diz-se que as expectativas de mercados financeiros sāo iguais as previsões otimas quando utilizado todas as informações disponiveis que sāo de amplo dominio. É interessante mencionar que essa hipotese se baseia em três argumentos que sāo:
    • investidores são assumidos como racionais avaliando os ativos de forma racional;
    • a medida que alguns investidores não são racionais, suas participações no mercado são assumidas como aleatórias, cancelando-se e não produzindo efeitos nos preços praticados pelo mercado;
    • a medida que esses investidores irracionais o são de maneira similar entre si, a presença de uma maioria de arbitradores racionais, no mesmo mercado, elimina sua influência nos preços.
    Assim conclui-se que quando alguma informação que implique alteração dos fundamentos desse ativo é descoberta, os investidores respondem imediatamente, aumentando o preço do ativo se as informações forem positivas e diminuindo-o se forem negativas. Como pode-se perceber no exemplo dado sobre as ações do itau em que o aumento das ações no gráfico se da pela informação de que o dia do pagamento de dividendos está próximo.
    (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772004000100007)

  23. Heitor de Almeida Says:

    Devemos enfatizar que o modelo de Gordon é amplamente usado por investidores e analistas para comparar o valor previsto das ações e o seu preço de mercado, podendo-se concluir se as ações estão super valorizadas ou desvalorizadas pelo mercado.
    No link seguinte há um vídeo bem legal explicando o modelo de forma bem simples. (o vídeo está em inglês)
    http://www.investopedia.com/video/play/gordon-growth-model/

  24. Lucas Negreiros Says:

    Acho que as possibilidades criadas pela fórmula de Gordon e Shapiro são enormes, contudo, o que eu mais gosto é a possibilidade de analisarmos a crise de 2007-2008 que o livro apresenta. Com a crise em desenvolvimento o impacto na economia foi grande levando a revisões das expectativas de crescimento dos EUA. Olhando para a fórmula do modelo de Gordon, podemos representar isso matematicamente como uma diminuição da taxa de crescimento dos dividendos (g). Quando (g) diminui o denominador aumenta e, tudo mais constante, temos uma queda dos preços. Além disso, o aumento da incerteza leva em aumentos do retorno requeridos pelos investidores (Ke). Pensando matematicamente, o aumento de (Ke) representa um aumento do denominador e, tudo mais constante, temos uma nova queda dos preços. E quase esquecendo o básico, temos que assumir que o modelo é válido assumindo as duas hipóteses: 1) Dividendos irão apresentar uma taxa constante de crescimento para sempre; 2) Assume-se que a taxa de crescimento é inferior do que a taxa de retorno do capital dos investidores (Ke).

  25. Matheus Albino Says:

    Ao longo do texto, o grupo teve como objetivo demonstrar as implicações do Modelo de Gordon e do efeito das informações disponíveis no mercado sobre os preços. No entanto, as informações não necessariamente sugerem que vale a hipótese semi-forte, dado que se trata dos preços e informações sobre 2 ações no mercado. Isso não descarta que existam comportamentos do mercado no sentido de corroborar para a validação da hipótese, mas seria necessário testá-la com muito mais informações, por meio de ampla base de dados sobre o comportamento das ações, inclusive, talvez, em um período mais curto que o diário. Também cabe ressaltar que Mishkin (2013, p. 154) indica que uma informação favorável à valorização da ação pode não afetá-la se não for nova ou esperada.

  26. Bárbara Pinati Says:

    Segundo Mishkin, a eficiência do mercado implica que os preços dos títulos em um mercado de capitais deve refletir toda a informação disponível e, portanto, uma expectativa avaliada pelo mercado deve ser igual a uma verdadeira expectativa condicionada a todas as informações disponíveis. (http://www.fucape.br/_public/producao_cientifica/2/CON1401.pdf)
    Lidamos com o problema da assimetria de informação, que mesmo na presença de intermediários financeiros que mitigam os impactos, os problemas decorrentes da mesma, influenciam na formação dos preços das ações.

  27. Tiago Pedro Says:

    Quanto ao abordado pelo texto em relação a validade da hipótese de mercado eficiente vemos que ela em teoria é verdadeira, dada que já era sabido a informação dos preços passados. Já em relação a afirmação de que é claro o atendimento da HME semi forte um argumento a favor do autor do texto é de as informações passadas já estão incorporadas no preço da ação (segundo a própria teoria) e o argumento usado no texto de que “mudanças na gerência e superintendência do banco influenciaram positivamente as expectativas dos stakeholders e resultaram numa alta no valor das ações” pode sim ser usada como um argumento para comprovar a hip. semi forte, que mesmo não sendo clara como o texto diz provocou uma mudança nos preços e essa mudança foi certamente incorporada no preço e consequentemente foi utilizada por algum usuário da informação. Sendo assim, com a informação de que preços passados juntamente com a utiização de informações públicas foram usadas, podemos inferir que existe sim a hipótese de mercado eficiente na sua forma semi forte.

  28. Ana Flávia Abackerli Says:

    O artigo apresenta gráficos históricos das ações ITUB4 e BAZA3 os quais apresentam o retorno esperado e preço da primeira e preço da ação para a segunda. A Hipótese de Mercados Eficientes é observada tanto nas ações ordinárias quanto nas preferenciais. No entanto, assim como dito em aula, utilizarmos apenas dados históricos de preços e retornos apenas não é o suficiente para nos fornecer uma previsão precisa do que irá ocorrer com a ação no futuro, sendo uma HME fraca. As informações privilegiadas e de interpretação das demonstrações financeiras constituem uma HME semi-forte, neste caso, pois não preveem o que ocorrerá no futuro ao certo, mas sua estimativa se torna melhor que as estimativas a partir dos dados históricos. No entanto, a HME semi-forte pode ser e deve ser usada juntamente com dados que saem do plano da empresa e chegam a considerar a influência/situação econômica.

  29. Jean Guilherme Vasconcelos Says:

    A Hipótese de Eficiência do Mercado, definida por Fama (1970, 1991), pressupõe, em sua forma semiforte, que o mercado faz ajustes instantâneos e precisos de qualquer informação relevante que seja divulgada pelas empresas que dele participam. De acordo com a análise do grupo, essa hipótese é comprovada no mercado brasileiro. No entanto, como pontuado pela professora e a maioria dos comentários, temos que ter em mente que evidências não refutam ou corroboram a hipótese de forma estatística, principalmente no mercado brasileiro, que possui uma margem maior para especulações (abordado em aula). Assim, para podermos atestar a hipótese de mercado eficiente, seria necessário estudar uma base de dados maior e aumentar o número de eventos para identificar se o mercado se comporta à forma semiforte. Existem diversos estudos aprofundados na discussão dessa tese, e eles apontam para um resultado inconclusivo, com ambos os resultados dependendo dos dados e eventos selecionados. Podendo citar, Leal e Amaral (1990) que tinham com o objetivo de descrever o comportamento dos preços no período anterior à emissão pública de ações, encontraram períodos de retornos anormais anteriores as assembléias acionistas, que poderiam ser usados por insiders, violando a HEM; Leite e Sanvicente (1990) ao testarem a HEM, forma semiforte, via estudo de evento do valor patrimonial da ação que constataram que o valor patrimonial não possui conteúdo informacional significativo, em virtude de antecipação da divulgação dos balanços patrimoniais; e Novis Neto e Saito (2002) que analisaram o comportamento dos preços das ações após o anúncio do pagamento de dividendos e encontraram uma relação direta entre o dividend yield e o RAA pós-evento e que verificaram que o mercado não se comportou de maneira eficiente na forma semiforte.

    Referência:
    http://www.anpad.org.br/admin/pdf/FIN-A623.pdf
    http://gvpesquisa.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/arquivos/saito_-_pagamentos_de_dividendos_e_persistencia_de_retornos_anormais_das_acoes_evidencia_do_mercado_brasileiro.pdf
    http://rae.fgv.br/rae/vol30-num3-1990/valor-patrimonial-usos-abusos-conteudo-informacional

  30. Edeilton Torres Says:

    Considerando que todos os agentes usam as informações disponíveis no mercado, de tal forma a reduzirem o tamanho das incertezas presentes em quaisquer tomadas de decisão, pode-se observar que o comportamento das ações do Itaú Unibanco simplesmente reflete como os agentes estão incorporando as informações, conforme descrito pela hipótese de mercados eficientes (HME).

    O livro-texto mostram caminhos pelos quais os investidores precificam ações, e como eles tentam encontrar uma forma de alinhar suas expectativas ao que de fato a economia retorna como verdadeiro. A forma de calcular os dividendos pôde ser simplificada, dada a utilização de modelos mais simples, tal como o modelo de crescimento de Gordon, no qual o crescimento de dividendo é tomado como constante quando tendendo ao infinito. Assim, tal modelo de Gordon contrapõe-se ao modelo generalizado de dividendos visto no livro-texto, no qual o valor da ação é calculado com base no fluxo de caixa futuro para períodos bem definidos.

    De acordo com Mishkin, as expectativas dos agentes terão um efeito positivo caso o agente consiga antecipar adequadamente as informações, pois assim não estarão totalmente suscetíveis às variações do mercado, podendo estimar qual será o aumento de preços próximo aos pagamentos de dividendos, conforme o caso Itaú Unibanco; e ainda de acordo com o livro-texto, sob a hipótese semi forte, os preços somente responderão a alterações do mercado caso a informação seja nova e inesperada, no entanto, tal assertiva não pode ser levada à cabo para todos os casos, sem ser analisado um número consideravelmente grande para testar a hipótese.

  31. Joao Pedro Vieira Says:

    Focando um pouco no beta, que aparentemente é utilizado apenas na segunda equação (modelo CAPM), mas que também é utilizado para calcular o “g” do modelo de Gordon, já que g= b x ROE (Return on equity). Este beta é, basicamente, uma média entre a relação da variação da ação e a do mercado em que ela esta inserido, ou seja, ele é facilmente calculado por qualquer agente que tenha a intenção de investir na ação. Sendo assim, as duas fórmulas baseiam-se em variáveis que, considerando HME, são conhecidas por todos os agentes, o que demonstra que a informação de uma futura distribuição de dividendos ou de mudança na gerência, como acontece nos casos expostos pelo grupo, são explicações quase que óbvias para as variações sofridas pelas ações no periodo.

  32. Pedro Parra Says:

    Quanto à afirmação de que seria quase que “Instantânea” a mudança de preços de uma ação após a divulgação de novas informações, achei nesse artigo uma breve síntese sobre esse ponto: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772004000100007
    Nele o autor defende que, quanto à hipótese semiforte: “a semiforte exigiria dos investidores, além do levantamento do comportamento das ações, um maior embasamento teórico que lhes permitisse analisar com propriedade empresas ou setores da economia. Isso implica tempo e tem um custo, o que pode limitar suas atuações.”

  33. Denis Silva Moreira Says:

    Quando se trata de mercados financeiros é necessário uma analise visando apenas o panorama brasileiro, pois as maiorias das hipóteses se aplicam apenas no mercado norte americano, o que não é diferente do modelo de Gordon e Shapiro, dentro deste contexto há vários artigos relacionados ao tema, um destes artigos baseados em algumas premissas para a seleção dos ativos que foram avaliados, sendo uma dessas premissas à seleção apenas de ações que apresentam crescimento positivo no período de 2003 a 2007, segundo o artigo quando se fez a emulação resulta que o preço justo do ativo pelo modelo de Gordon apresentam resultados sensivelmente diferentes do preço real de mercado, indicando que os reais valores das ações no mercado estariam totalmente supervalorizados, em segundo plano foi realizado a o mesmo processo de emulação usando como dados o lucro por ação das empresas, com isto foram encontrados resultados como: quando a taxa de crescimento no período é alta demais, o preço justo é muito elevado. Com isto é possível perceber que os resultados são bastante inconclusivos em relação à funcionalidade do modelo no mercado brasileiro, devido às diferenças de politica de distribuição e legislação de dividendos sobre o mercado no qual o modelo foi construído e o brasileiro.
    Referência:
    http://w.aedb.br/seget/artigos09/548_325_Artigo_Modelo_de_Gordon.pdf

  34. Daniela Lourenço Says:

    Em relação às informações, encontrei um artigo interessante e do qual destaco algumas partes:
    “A circulação das informações financeiras embasa o trabalho dos operadores do mercado de capitais, que coletam e analisam essas informações para a tomada de decisões de compra e venda de títulos. No Brasil, a indústria de informação financeira (Martinez, 1999) cresceu com destaque a partir da década de 1990, concentrada especialmente na cidade de São Paulo. (…) As informações privilegiadas, também conhecidas por seu nome em inglês, inside informations, são proibidas por ferirem o princípio da “equidade dos agentes econômicos”, ou seja, quem as possui tem vantagens perante os demais. Apesar da regulação, pela Comissão de Valores Mobiliários, seu uso acontece com frequência, segundo relatos dos próprios investidores.(…) Os índices têm como objetivo funcionar como “indicadores antecedentes”, antecipando tendências e indicando o “desempenho do mercado” (Fortuna, 2008, p. 622). É uma informação racionalizada e construída para ser mensurável, exercendo grande influência sobre os operadores do mercado de capitais. (…) A bolsa de valores, mercadorias e futuros brasileira BM&FBovespa é, também, produtora de informação financeira para o mercado de capitais brasileiro, (…) ela pode ser considerada uma das principais produtoras de informações primárias do mercado no país. Ela destaca-se entre os vendedores nacionais de informação financeira sobretudo por meio de seu produto Sinal de Informações, canal de venda de cotações, índices, notícias e informações sobre os “mercados Bovespa e BM&F” em tempo real. Ela vende, ainda, dois softwares ligados à circulação de informações financeiras: (1) iMercado, que viabiliza a troca de informações dos diferentes softwares do mercado por uma linguagem padronizada, e (2) Sinacor, voltado à gestão de informações pelas corretoras de valores”
    (disponível em https://confins.revues.org/8653)


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