Crescimento Econômico aliado ao trabalho e a poupança

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 “O crescimento econômico de um país é medido pelo seu PIB. Já quando pretende-se fazer comparações internacionais, o melhor método é o da Paridade do poder de compra (método alternativo para se calcular o poder de compra entre dois países.)

O governo deve realizar medidas para que a economia cresça (investimentos em infraestrutura, incentivos à indústria automobilística e o PAC (Programa de aceleração do crescimento) que é o conjunto de medidas econômicas que alavancam o crescimento.

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  • Panorama de 2015 e 2016

Em 2015 o Brasil ficou entre os 10 menores crescimentos econômicos. Antes, o Governo impulsionou o crescimento econômico com subsídios, corte de impostos e aumento do crédito para estimular o consumo das famílias. Entretanto, os saldos das contas fiscais e correntes do país também se desintegraram. Em cima disso, trouxe a enorme pressão à economia e o país passou a lidar com o ajuste fiscal.

Este ano, o FMI piorou a perspectiva de queda da economia brasileira e não vê a retomada do crescimento à frente (redução do PIB em 3,5%). Em 2017, aponta que o Brasil deve registrar estagnação econômica, ou seja, crescimento zero.

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Taxa de poupança

A taxa de poupança é a porcentagem do PIB que não é consumida, ou seja, aquilo que a economia produz mas não consome.

Os gráficos abaixo mostram a relação entre taxa de poupança, investimento e crescimento econômico no Brasil nos últimos anos. O 1º relaciona a taxa de poupança e investimento em porcentagem do PIB, com isso, podemos ver que nosso investimento não é tão alto e a poupança é menor ainda. Dado esse fato, temos no segundo o resultado dessa pequena taxa de poupança gera em termos de crescimento. O gráfico é medido pela poupança a variação no produto acumulada nos últimos 4 anos.

 

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A imagem abaixo mostra o quão baixa é a taxa de poupança brasileira em relação as taxas de outros países ao redor do mundo.

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Com esses gráficos podemos perceber a correlação existente entre poupança e investimento e conseguimos, pelo menos um pouco, entender a situação atual do Brasil.

FORÇA DE TRABALHO          

Podemos dizer que a força de trabalho é a PEA, população economicamente ativa, que engloba a população ocupada e a população desocupada (aqueles que procuram emprego mas não conseguem). Se alguém não quer trabalhar ou sequer procura emprego ele é considerado fora da PEA e da força de trabalho, ou seja, ele não contribui para o processo de produção econômica do país.

Se subtrairmos a PIA, população em idade ativa, que no Brasil começa a partir dos 14 anos de idade, da PEA, teremos o total de pessoas fora da força de trabalho. No segundo trimestre de 2013 esse número chegou a mais de 61 milhões de pessoas.

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O gráfico seguinte ilustra a evolução e divisão da força de trabalho no Brasil por região entre 2008 e 2012.

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Referências Bibliográficas

 

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/06/brasil-esta-entre-10-economias-de-menor-crescimento-em-2015.html

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/fmi-piora-projecoes-para-o-brasil-e-deixa-de-ver-crescimento-em-2017.html

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2015/08/18/a-operacao-lava-jato-reduz-o-crescimento-economico/

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/crise-politica-pesou-no-rebaixamento

http://pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/2015/02/financas-taxa-de-poupanca-renda.html

https://financasfaceis.wordpress.com/2014/12/03/crescimento-real-do-pib-poupanca-e-investimento/

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1399413-61-milhoes-estao-fora-da-forca-de-trabalho.shtml

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/o-conceito-populacao-economicamente-ativa-pea.htm

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1403009-forca-de-trabalho-encolhe-no-nordeste.shtml

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme/pmemet2.shtm

 

AUTORES: GRUPO G – Macro I

 

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27 Respostas to “Crescimento Econômico aliado ao trabalho e a poupança”

  1. João Zanine Says:

    Gostei do tema abordado, mas para mim não ficou muito clara a correlação entre poupança e PIB real, ao meu ver com níveis maiores de poupança o PIB deveria diminuir, o que difere das informações contidas no gráfico “Crescimento – PIB e Poupança” no qual independentemente do nível de poupança o PIB tem uma tendência de crescimento ao longo dos mandatos presidenciais

    • Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

      Não tinha ficado muito claro para mim também, então fui dar uma pesquisada, e olha o que encontrei sobre esse assunto:
      ” A poupança fornece os recursos necessários para aumentar o investimento, que por sua vez aumenta a produção e a geração de riquezas, que permite aumentar o consumo.”

      Fonte: https://financasfaceis.wordpress.com/2014/12/03/crescimento-real-do-pib-poupanca-e-investimento/

      Sobre a conexão: poupança–> aumento do investimento…
      “Por que o tamanho da poupança é tão importante para a expansão da economia? A ideia é que o dinheiro que não é consumido pelas pessoas, pelas empresas ou pelos governos pode se tornar fonte de recursos para investimentos em estradas, portos, fábricas e em tecnologias e, assim, aumentar a capaci­dade de produzir de forma mais eficiente, sem gerar inflação.

      Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1066/noticias/so-quem-poupa-enriquece

      O caminho do maior investimento até o aumento da produção e do consumo, nós já conhecemos bem … hahah. O aumento do investimento faz com que o dispêndio domestico aumente, fazendo com que os estoques caiam e a firma reveja sua decisão de produção , optando por produzir mais, aumentando o produto/renda, fazendo com que as pessoas tenham uma maior renda disponível que segundo a lei psicológica fundamental keynesiana, faz com que as pessoas consumam uma parcela dessa renda adicional, aumentando o consumo, aumentando o dispêndio doméstico …. dispara-se o multiplicador keynesiano…

      Sobre a notícia da Exame: ” Para crescer, o Brasil precisa poupar mais”, notei alguns pontos interessantes, como:

      “Desse modo, a escolha entre estimular a poupança ou o consumo tem impacto direto no ciclo de crescimento dos países. Em nações que incentivam a poupança, boa parte da riqueza gerada é direcionada para investimentos. O consumo cresce em velocidade menor, mantendo a inflação sob controle. Isso dá base para uma expansão sustentável.”

      ” Foi quando o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard, publicou um artigo intitulado Na Busca das Correntes Que Seguram o Brasil. Enquanto as análises sobre o desempenho da economia brasileira eram tomadas pela euforia, Hausmann adotou a cautela.
      Disse que o crescimento do PIB era baixo e, mesmo assim, estava acima da capacidade de nossa economia. “O maior empecilho ao crescimento é a baixa poupança doméstica”, escreveu ele. Seis anos depois, o crescimento médio de 4% ao ano não se sustentou. Os investimentos caí­ram a 18% do PIB.
      Passado o boom de consumo, a economia esfriou. Em 2014, o país caminha para o quarto ano de desempenho modesto. O déficit nas contas externas alcançou nível elevado para um país em desenvolvimento com juro alto e desconfiança dos investidores estrangeiros. Pior: a fase do capital externo barato passou.
      No dia 19 de maio, Richard Fisher, presidente do Federal Reserve (banco central americano) de Dallas, disse que o Brasil “desperdiçou uma enorme oportunidade” de crescer de forma sustentável criada pelo excesso de liquidez internacional”

  2. Kenneth Xavier Says:

    Em 2015 o Brasil ficou com o décimo pior PIB do mundo. Gostaria de acrescentar ao conteúdo do trabalho quais foram os nove países que ficaram com o pib pior que o do Brasil. Entre eles estão países como Ucrânia, Rússia, e países como a Venezuela que está atravessando uma grande crise. Os outros países que são extremamente pobres estão no continente africano. O segundo pior PIB do mundo é o de Serra Leoa -12,8% e o pior PIB do mundo pertence a Guiné Equatorial com um PIB de -15,4%.
    Segue o link com todos os dez países e com dados importantes sobre o que está acontecendo com cada país e as dificuldades que alguns países enfrentam. http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/05/so-9-paises-terao-pior-resultado-do-pib-que-o-brasil-em-2015-estima-fmi.html

    • Bruna Fontes Says:

      Apenas corrigindo, segundo a reportagem, o Brasil não é o país com o décimo pior PIB do mundo, mas sim com o décimo “pior resultado” na época – ou seja, baixo CRESCIMENTO, e não “montante”

      • Bruna Fontes Says:

        Apenas corrigindo, segundo a reportagem, o Brasil não é o país com o décimo pior PIB do mundo, mas sim com o décimo “pior resultado” na época – ou seja, baixo CRESCIMENTO, e não “montante”.
        Além de termos dados, é muito importante sabermos interpretá-los, pois o desejo de deturpá-los é constante, ainda mais em se tratando de um país como o Brasil, movido por interesses políticos.

      • Rodrigo Queiroz Says:

        Boa colocação Bruna. É realmente difícil dissociar política de economia, mas é fundamental tentar não usá-la (a análise econômica) de forma desonesta em “termos intelectuais” para fazer coro político para um lado ou outro.

  3. Igor Soares Says:

    É interessante notar a relação entre poupança e crescimento econômico na analise da teoria econômica. Pesquisando sobre o tema, encontrei um texto no Blog do Mansueto Almeida, de maio de 2012, em que na época, ele discutia o problema da baixa taxa de poupança que, ao contrário de outros países, não acompanhava o crescimento. E as implicações que isto poderia trazer no longo prazo, é interessante ver a argumentação das opções de uso de poupança interna e/ou externa discutidas pelo autor e comparar com os fatos observados até hoje desde lá.
    Segue o link do texto: https://mansueto.wordpress.com/2012/05/18/consumo-poupanca-e-crescimento/

  4. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo I, gostei muito do texto. Tive uma dúvida no último parágrafo: eu entendi que a força de trabalho a partir de 2009 caiu, porém eu gostaria de saber por quê? Eu até achei algumas fontes, mas não sei se são confiáveis, vocês tem alguma dica? Muito obrigado.

  5. Armando H. Says:

    Depois da primeira imagem, no trecho “Antes, o Governo impulsionou o crescimento econômico com subsídios, corte de impostos e aumento do crédito para estimular o consumo das famílias. Entretanto, os saldos das contas fiscais e correntes do país também se desintegraram. Em cima disso, trouxe a enorme pressão à economia e o país passou a lidar com o ajuste fiscal.”, essa enorme pressão pode estar se referindo, pelo menos em parte, ao período inflacionário que vivenciamos no país. Como discutido em sala esses dias, a alta inflação poderia ser vista como um “imposto” para a população, que reduz a demanda agregada da economia. Isso pode se justificar devido aos subsídios, corte de impostos e aumento do crédito das famílias (fatores citados no texto); proporcionados pelo governo para alavancar a demanda. Provavelmente agora estamos lidando com o ônus dessas medidas.

  6. Gian Luca Wickart Says:

    Gostaria de complementar a menção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mencionado no inicio do trabalho .O PAC foi criado em 2007 como um programa do governo federal brasileiro que engloba um conjunto de políticas econômicas que tem como objetivo acelerar o crescimento econômico do Brasil, sendo uma de suas prioridades o investimento em infraestrutura, em áreas como saneamento, habitação, transporte, energia e recursos hídricos, entre outros.Pensado como um plano estratégico de resgate do planejamento e de retomada dos investimentos em setores estruturantes do país, o PAC contribuiu de maneira decisiva para o aumento da oferta de empregos e na geração de renda, e elevou o investimento público e privado em obras fundamentais.

  7. Lucas Kava Says:

    Sobre a taxa de poupança, o atual indicado para o cargo de presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou em entrevista que ele acredita que a taxa de poupança ainda é muito baixa, o que fica claro no gráfico colocado pelo grupo, em que a diferença entre o Brasil e o Chile, por exemplo, é de em média sete pontos percentuais. É importante que seja estimulante a poupança pra que haja investimento, mas também enfrentamos um problema sobre as incertezas deste governo enquanto a presidenta está afastada – se ela volta, se serão anunciadas eleições gerais etc.
    http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/06/08/internas_economia,770422/brasil-pode-voltar-a-crescer-diz-presidente-do-bc-ilan-goldfajn.shtml

  8. Renato Takao M. de Lima Says:

    Esse é um assunto bacana, e os graficos me impressionaram muito. É interessante olhar o grafico da evolução do PIB brasileiro, e ver que ele começa com 7% e termina com 3,8 negativo, uma trajetória infeliz para o Brasil, e um desafio enorme para a política, ainda mais em tempos conturbados como os atuais. Outro ponto verificado no trabalho e em comentários acima é a taxa de poupança preocupante do Brasil, que comparando com a de outros países estamos muito atrás.

  9. Denise Severo Says:

    Segundo o livro texto devemos usar o crescimento do PIB per capita para analisar a evolução do padrão de vida de um país. Além disso, “quando comparamos o desemprenho econômico de países diferentes, os números do produto devem ser ajustados para que se levem em conta essas diferenças no tamanho da população. É exatamente isso que o produto per capita faz.”
    Encontrei essa matéria do estadão que indica que os recentes dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional mostram que o PIB per capita deverá encolher para US$ 15 mil em 2016. Em 2011, era de US$ 12,1 mil. Ou seja, com a pior recessão desde a década de 30, pelo menos, o empobrecimento do País deve leva o PIB per capita ao mesmo patamar de cinco anos atrás.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pib-per-capita-retrocede-cinco-anos,10000056666

    Achei essa outra matéria interessante falando sobre a taxa de investimento do Brasil
    http://www.cgimoveis.com.br/economia/taxa-de-investimentos-no-brasil-e-metade-da-registrada-na-china

  10. Ana Laura Bertone Says:

    Acho que o enfoque do post realmente está mais direcionado a relação entre poupança, investimento e crescimento. Gostei bastante dos comentários a respeito e com certeza eles me fizeram entender melhor esse aspecto econômico. Entretanto, também me intriguei com a informação a respeito da força de trabalho no Brasil, no qual pode-se perceber uma queda após o ano de 2009. Pesquisando um pouco a respeito, encontrei dados que realmente confirmaram tal fato, de que o Brasil realmente não consegue aproveitar o potencial da força de trabalho que possui. Esse fato é preocupante, pois quando um país desperdiça seu potencial humano produtivo, tem dificuldade para erradicar a pobreza, melhorar as condições de vida da população e garantir os direitos de cidadania.
    Encontrei um link que trata do assunto e que me interessou bastante, por isso compartilho com vocês: https://www.ecodebate.com.br/2015/07/24/desperdicio-da-forca-de-trabalho-no-brasil-longe-do-pleno-emprego-e-do-trabalho-decente-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

  11. Anderson Ferreira Says:

    Como outros comentaram, podemos dizer que o crescimento econômico requer acumulação de capital, que por sua vez requer investimentos, sendo que investimentos requerem poupança. Mesmo a inovação e o aumento da qualidade do capital humano precisam de poupança. Alguns países emergentes que estão decolando em termos de desenvolvimento econômico apresentam taxas de poupança e de investimentos na faixa de 30 % e 40 % do PIB, como a China, a taxa de poupança brasileira esta abaixo de 20 %. Com as taxas de investimentos baixas que o Brasil tem, o país não consegue o progresso econômico sólido de longo prazo, mas o que podemos notar são apenas pequenos booms de curto prazo. Portanto, poupar é necessário para promover os investimentos e aumentar o nível do produto no futuro.

  12. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    Gostei do tema e da forma como foi abordado pelo Grupo! A poupança doméstica, ao fornecer uma maior garantia do financiamento de atividades produtivas no longo prazo pode representar um atrativo para investimentos estrangeiros diretos (destinados a atividades produtivas) e assim assegurar o acesso a novas tecnologias e mercados; com a escassez de recursos para uma associação pode ocorrer um desestímulo por parte dos investidores estrangeiros, dado que eles encontrarão maiores dificuldades para obter sucesso com baixas perspectivas referentes ao estoque de capital no longo prazo.

  13. Gabriel Leal Silva Says:

    Eu gostaria de compartilhar um artigo que encontrei, publicado pelo Ipea e de autoria de professores de grandes universidades, incluindo o Julio Pires, professor da FEA-RP. O artigo trata da análise das principais mudanças no mercado de trabalho brasileiro e mundial, tendo em vista as políticas públicas relacionadas a emprego e renda, e suas relações com crescimento econômico.

    http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/viewFile/145/147

  14. João Pedro Coli de Souza Says:

    Fica clara a relação entre a FBKF (Taxa de Investimento no gráfico II.1), Taxa de Poupança bruta e o crescimento. As quedas mais acentuadas na FBKF e na Poupança Bruta, sem considerar o período de crise global em 2008/09, se deram justamente alguns anos antes da recessão que estamos vivendo hoje. A relação Investimento/PIB atinge seu máximo no fim do Governo Lula II, após tendência de queda durante o Governo FHC II e antecedendo outra tendência, talvez até mais ”forte”, durante o Governo Dilma I. Programas como o PAC contribuíram para o crescimento que observamos, ainda que a magnitude dos mesmos possa ser questionada.

    Relação Investimento/PIB e tendências (autoria do Prof. João Sicsú, da UFRJ, e dados do IBGE): https://scontent-mia1-1.xx.fbcdn.net/t31.0-8/12622133_1043559702369603_6430856816371181493_o.jpg

  15. Renato R Lutz Barbosa Says:

    Parabens grupo, otimo trabalho de ler. A PEA representa a forca de trabalho do Brasil. Mas é preciso se lembrar que ela se altera ao longo do tempo e hoje, a tendencia da populacao brasileira é o envelhecimento e por sua vez, uma queda na PEA. Por isso, é importante que o governo faca reformas na previdencia, pois, teremos menos contribuintes e mais pessoas necessitando.

  16. Mateus Zanini F. Pires Says:

    Nos últimos 2-3 anos vimos uma grande evasão de recursos das poupanças devido a situação da economia brasileira. Se antes havia um problema alarmante com a porcentagem do dinheiro direcionada a poupança creio que enfrentaremos um problema ainda maior em 2016 e 2017. A maior parte desse dinheiro retirado, afirmam-se, que foi destinado para a compra de títulos públicos que são capazes de fazer valer o investimento graças a elevada taxa básica de juros da nossa economia que eleva o custo de oportunidade dos indivíduos e empresas a realizarem investimentos produtivos causando uma estagnação da economia no curto prazo.

    http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/selic-sobe-a-14-25-veja-como-ficam-poupanca-e-renda-fixa

  17. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    A situação econômica atual do nosso país me preocupa muito. Encontrei essa notícia (http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,pib-per-capita-retrocede-cinco-anos,10000056666) que ressalta uma significativa queda no PIB per capita do Brasil, que vai ser ultrapassado pelo da China pela primeira vez até o final do ano. Isso impacta diretamente a qualidade de vida de muitos brasileiros, em especial a daqueles economicamente desfavorecidoa que sofrem mais com a inflação.
    Achei o trabalho bastante esclarecedor, mas eu gostaria de saber que fatos levaram à queda recente da população economicamente ativa brasileira. Infelizmente, não encontrei nenhum artigo a esse respeito.

  18. Monyk BAC Says:

    Pesquisando um pouco sobre crescimento econômico, encontrei um artigo da ANPEC sobre crescimento econômico e meio ambiente, a curva de Kuznets Ambiental (CKA), que relaciona para cada determinado nível de renda per capita, indicadores de degradação ambiental. A relação é a forma de U invertido, o que corresponde que no começo do desenvolvimento a degradação ocorre inevitavelmente, e em um determinado ponto são gerados incentivos para a melhora da qualidade ambiental reduzindo assim a degradação.
    Se pensarmos que na trajetória de desenvolvimento da maioria dos países ocorre uma dependência nata da agricultura, o que por sua vez impacta o meio ambiente.
    O artigo levanta alguns modelos, dentre eles um observado por Stokey (1998) e discutido por Brock e Taylor (2004) que mostra que para garantir a reversão da degradação, é preciso abater isto em custos, o que irá implicar em uma redução da taxa de crescimento de longo prazo. Brock e Taylor (2004) mencionam que quando o meio ambiente não tem mais a capacidade de absorver ou dissipar a poluição excedida, a qualidade do ambiente diminui, gerando maiores custos, e assim, tendo retornos menores dos investimentos.
    Um dos modelos, dentro do artigo, menciona que a única medida para manter a taxa de retorno à medida que o estoque de capital cresce é manter o aumento da poluição proporcional ao do capital, dado um retorno constante de escala da tecnologia. Assim, o crescimento de longo prazo gera agravantes na melhoria da qualidade de vida.

    BARROS, Fábio Henrique Granja; MUELLER, Bernardo; NOGUEIRA, Jorge. Crescimento Econômico E Meio Ambiente: O Que Está Faltando Para Entender O Elo Entre Eles?. ANPEC-Associação Nacional dos Centros de Pós graduação em Economia [Brazilian Association of Graduate Programs in Economics], 2007.
    STOKEY, N. L. (1998). Are There Limits to Growth?. International Economic Review, vol. 39, n. 1.
    BROCK. W., TAYLOR,M. (2004). Economic Growth and the Environment: A review of Theory and Empirics. Calgary University, Department of Economics. Working Paper. 2004-14.

  19. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Vivemos, hoje, em um país cujos costumes e valores muito foram moldadas pela cultura norte americana, na qual o consumo desmedido possui um papel indissociável. Tendo ela como pilar o consumo, muitas vezes uma – não tão famosa – frase de Benjamin Franklin acaba sendo deixada de lado: “Se pretende enriquecer, pense em economizar tanto quanto ganhar” (O Caminho da Riqueza). No Brasil pré-crise, muito vinha sendo discutido de como garantir seu crescimento no longo prazo. Ao observarmos que uma economia de nosso tamanho possui uma taxa de poupança que gira em torno dos 13% e, tendo em mente que a poupança serve como uma forma de financiar investimento, podemos relacionar a falta de crescimento no longo prazo com a baixa taxa de poupança e, por conseguinte, de investimento eficiente. O Brasil possui muitas políticas de curto prazo estimulantes do consumo, porém não há grandes incentivos institucionais para poupar como forma de política de longo prazo, diferentemente, por exemplo, da Coréia do Sul. Pode-se afirmar que políticas de incentivo ao consumo são eficazes para o crescimento, porém acabam gerando inflação e estagnação, não sendo consideradas, por muitos, a forma mais eficiente.

  20. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao grupo G, que, ao usar diferentes gráficos, tornou a leitura do trabalho melhor.

    Notamos que a fórmula de um crescimento sustentado e elevado de um país baseia-se em duas condições: elevada taxa de poupança e grande população para trabalhar (produzir). A China é um exemplo disso; desde de que entrou na OMC, em 2001, seu PIB tem crescido anualmente a elevadas taxas. O Brasil, parece-me, por ter baixa taxa de poupança, apesar de grande população para trabalhar, mais dependente de políticas governamentais de curto prazo para crescer. Todos os países dependem de cenários internacionais favoráveis para crescer, mas cada país supracitado tomou um caminho: a China tornou-se grande participante da economia global, produzindo uma parcela enorme dos bens que circulam no planeta. Já o Brasil escolheu ser exportador de commodities e de permanecer fechado para o comércio global.

  21. Denise Severo Says:

    Segundo o livro texto devemos usar o crescimento do PIB per capita para analisar a evolução do padrão de vida de um país. Além disso, “quando comparamos o desemprenho econômico de países diferentes, os números do produto devem ser ajustados para que se levem em conta essas diferenças no tamanho da população. É exatamente isso que o produto per capita faz.”
    Encontrei essa matéria do estadão que indica que os recentes dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional mostram que o PIB per capita deverá encolher para US$ 15 mil em 2016. Em 2011, era de US$ 12,1 mil. Ou seja, com a pior recessão desde a década de 30, pelo menos, o empobrecimento do País deve leva o PIB per capita ao mesmo patamar de cinco anos atrás.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pib-per-capita-retrocede-cinco-anos,10000056666

    Achei essa outra matéria interessante falando sobre a taxa de investimento do Brasil

    http://www.cgimoveis.com.br/economia/taxa-de-investimentos-no-brasil-e-metade-da-registrada-na-china

  22. Gabriel Leal Silva Says:

    Eu gostaria de compartilhar um artigo que encontrei, publicado pelo Ipea e de autoria de professores de grandes universidades, incluindo o Julio Pires da FEA-RP. Ele trata da análise das principais mudanças no mercado de trabalho brasileiro e mundial, tendo em vista intervenções públicas com políticas de emprego e renda, e de suas relações com crescimento econômico.

    http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/viewFile/145/147


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