Crescimento econômico: capital físico e humano no Brasil

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“O produto anual de uma economia(PIB) é criado pela interação entre os estoques de capital físico e de capital humano existente. O capital físico é uma referência a qualquer ativo não humano, como maquinas, equipamentos, edifícios e demais instrumentos utilizados na produção.

O capital humano é o conjunto de capacidades, conhecimentos e competências que favorecem a realização de trabalho de modo a produzir valor econômico. São os atributos adquiridos por um trabalhador por meio da educação e experiência.

Assim pode-se concluir que as fontes de crescimento do PIB de uma economia são: um aumento do estoque de capital físico (que cresce tão mais rápido quanto maior for à taxa de investimento); o aumento da forca de trabalho disponível; o aumento do número médio de anos de estudos dos trabalhadores; e o aumento da produtividade.

No Brasil os estudos que estimam o estoque de capital físico são escassos, os mais conceituados utilizam-se da metodologia de estoque perpetuo. O método do estoque perpétuo acumula os fluxos macroeconômicos de investimento para diversas categorias de ativo deduzindo a depreciação física ou perda de eficiência que ocorre ao longo da vida útil de cada categoria, sendo este, o método tradicional de se calcular estimativas indiretas do estoque de capital.

No Brasil, o setor institucional com maior participação na evolução do estoque de capital é o setor privado, respondendo por cerca de 84% do estoque de capital no período 1950-2001, sendo que desse total cerca de 66% referem-se ao estoque em residências e estruturas e os restantes 18% em máquinas e equipamentos.

O estoque de capital fixo da economia brasileira em termos de PIB é crescente, passa de 2,8 PIB em 1950 para 3,2 PIB em 2001, tendo atingido os maiores valores em 1983(3,28 PIB) e em 1992(3,46 PIB). Analisando-se sua composição, o estoque em estruturas do setor privado cresce em todo o período, passa de 0,22 PIB em 1950 para 1,23 PIB em 2001. O estoque em estruturas do governo cresce bem menos, passa de 0,36 PIB em 1950 para 0,4 PIB em 2001.

O estoque de residências, por sua vez, é decrescente até 1980, passando de 1,81PIB em 1950 para 0,73PIB em 1980, apresentando leve crescimento e tendência à estabilidade a partir de então, chegando a 1,07 PIB em 2001 e uma média de 0,96 PIB entre 1981 e 2001.

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O gráfico 1 destaca a Formação Bruta de Capital Físico como porcentagem do PIB entre 2000 e 2009

 

O cálculo do capital humano por trabalhador considera diferenças entre os trabalhadores em termos de escolaridade e de experiência.

A medida de capital humano tem dois componentes: a produtividade e a participação. Diversos estudos que investigam a relação entre educação e crescimento econômico mostram que o impacto agregado do capital humano no produto é de magnitude similar ao efeito microeconômico da educação sobre os salários.

 Em função disso a produtividade é compreendida como o retorno que o mercado de trabalho paga a uma dada combinação de escolaridade e experiência, enquanto a participação é interpretada como o peso relativo de cada grupo de escolaridade e experiência no total de horas trabalhadas.

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Observa-se uma taxa de crescimento do Capital Humano no Brasil inferior a 1%a.a, tendo crescido aproximadamente 13%, entre os anos de 1992 e 2007.Fato que pode ser explicado pelo aumento da escolaridade da mão-de-obra brasileira, uma vez que ocorreu a maior participação de grupos com níveis mais elevados de escolaridade no mercado de trabalho, em especial, trabalhadores com ensino médio completo e superior completo.

Porém, nota-se alguns períodos de flutuações significativas no Capital Humano, os quais pode-se explicar pelo fator produtividade.

 

Referencias Bibliográficas;

http://www.brasil-economia-governo.orr.br

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/11705/Evolucao%20do%20Capital%20Humano%20no%20Brasil%20e%20nos%20EUA.pdf?sequence=1

http://aeconomiamarginal.blogspot.com.br/2010/07/os-investimentos-no-brasil-e-copa-ii.html

epge.fgv.br/files/1772.doc”

 

AUTORIA: Grupo J – Macro I

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Crescimento Econômico aliado ao trabalho e a poupança

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 “O crescimento econômico de um país é medido pelo seu PIB. Já quando pretende-se fazer comparações internacionais, o melhor método é o da Paridade do poder de compra (método alternativo para se calcular o poder de compra entre dois países.)

O governo deve realizar medidas para que a economia cresça (investimentos em infraestrutura, incentivos à indústria automobilística e o PAC (Programa de aceleração do crescimento) que é o conjunto de medidas econômicas que alavancam o crescimento.

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  • Panorama de 2015 e 2016

Em 2015 o Brasil ficou entre os 10 menores crescimentos econômicos. Antes, o Governo impulsionou o crescimento econômico com subsídios, corte de impostos e aumento do crédito para estimular o consumo das famílias. Entretanto, os saldos das contas fiscais e correntes do país também se desintegraram. Em cima disso, trouxe a enorme pressão à economia e o país passou a lidar com o ajuste fiscal.

Este ano, o FMI piorou a perspectiva de queda da economia brasileira e não vê a retomada do crescimento à frente (redução do PIB em 3,5%). Em 2017, aponta que o Brasil deve registrar estagnação econômica, ou seja, crescimento zero.

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Taxa de poupança

A taxa de poupança é a porcentagem do PIB que não é consumida, ou seja, aquilo que a economia produz mas não consome.

Os gráficos abaixo mostram a relação entre taxa de poupança, investimento e crescimento econômico no Brasil nos últimos anos. O 1º relaciona a taxa de poupança e investimento em porcentagem do PIB, com isso, podemos ver que nosso investimento não é tão alto e a poupança é menor ainda. Dado esse fato, temos no segundo o resultado dessa pequena taxa de poupança gera em termos de crescimento. O gráfico é medido pela poupança a variação no produto acumulada nos últimos 4 anos.

 

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A imagem abaixo mostra o quão baixa é a taxa de poupança brasileira em relação as taxas de outros países ao redor do mundo.

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Com esses gráficos podemos perceber a correlação existente entre poupança e investimento e conseguimos, pelo menos um pouco, entender a situação atual do Brasil.

FORÇA DE TRABALHO          

Podemos dizer que a força de trabalho é a PEA, população economicamente ativa, que engloba a população ocupada e a população desocupada (aqueles que procuram emprego mas não conseguem). Se alguém não quer trabalhar ou sequer procura emprego ele é considerado fora da PEA e da força de trabalho, ou seja, ele não contribui para o processo de produção econômica do país.

Se subtrairmos a PIA, população em idade ativa, que no Brasil começa a partir dos 14 anos de idade, da PEA, teremos o total de pessoas fora da força de trabalho. No segundo trimestre de 2013 esse número chegou a mais de 61 milhões de pessoas.

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O gráfico seguinte ilustra a evolução e divisão da força de trabalho no Brasil por região entre 2008 e 2012.

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Referências Bibliográficas

 

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/06/brasil-esta-entre-10-economias-de-menor-crescimento-em-2015.html

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/fmi-piora-projecoes-para-o-brasil-e-deixa-de-ver-crescimento-em-2017.html

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2015/08/18/a-operacao-lava-jato-reduz-o-crescimento-economico/

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/crise-politica-pesou-no-rebaixamento

http://pensamentosfinanceiros.blogspot.com.br/2015/02/financas-taxa-de-poupanca-renda.html

https://financasfaceis.wordpress.com/2014/12/03/crescimento-real-do-pib-poupanca-e-investimento/

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1399413-61-milhoes-estao-fora-da-forca-de-trabalho.shtml

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/o-conceito-populacao-economicamente-ativa-pea.htm

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1403009-forca-de-trabalho-encolhe-no-nordeste.shtml

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme/pmemet2.shtm

 

AUTORES: GRUPO G – Macro I

 

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