Inflação e taxas de juros: desempenhos comparados

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8-I Gif 18-I Imagem 1“Brasil: A inflação de 2015, medida pelo IPCA em 10,67% foi superior aos 6,41% observados em 2014. Nos dois grandes grupos de preços que compõem o IPCA, os preços livres e os preços administrados, a inflação encerrou o ano de 2015 em 8,51% (6,72% em 2014) e 18,07% (5,32% em 2014), respectivamente. Parte dessa elevação dos preços administrados ocorreu em consequência ao ajuste das tarifas de energia elétrica e da gasolina.

A evolução dos preços de alimentos, importante fonte de choques de oferta, foi outro fator determinante da inflação 2015. O segmento alimentação e bebidas, como um todo, apresentou inflação acumulada de 12,01% em 2015, com contribuição de 2,9 p.p. no IPCA. Fatores climáticos impediram que esses preços seguissem o padrão sazonal normalmente observado, o que contribuiu significativamente para a elevação do IPCA em 2015.

Emergentes – o caso indiano e russo: Nos últimos quatro anos, a Índia apresentou queda em sua taxa de Inflação: de 10,9% em 2013, para 6,4% em 2014 e um desempenho de 5,9% em 2015. Em 2016, os dados indicados pelo governo indiano mostravam que houve desaceleração do índice de inflação, chegando a 4,83% no mês de março, contribuídas com a queda de 5,1% no preço de alimentos e combustível. Em contra partida, a Rússia teve uma variação de 7,7% em sua taxa de inflação de 2014 para 2015, sendo o aumento do preço de alimentos um dos principais vilões deste aumento, aliados com a desvalorização do rublo frente ao dólar e o euro.

8-I Imagem 2Desenvolvidos: Contando com taxas controladas e baixas, quando não negativas, ambos os países seguem uma tendência entre os desenvolvidos. Com queda na taxa de desemprego, o Fed reduziu a estimativa para a inflação nos EUA de 1,6% para 1,2%, o que influenciou a manutenção do juros em seus patamares atuais. O Japão, ainda sem se recuperar da ‘’década perdida’’ nos anos 90, tem mantido sua inflação próxima do 0%, comumente apresentando quadros de deflação. Foi estipulada uma meta de inflação na casa dos 2% para esse ano, mas, com deflação em março, o Banco Central se viu obrigado a intervir, buscando taxas de juros negativas.

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Brasil: Segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central, a mediana das estimativas para a Selic ao fim deste ano caiu de 14,25% para 13,75%. Para o fim de 2017, permaneceu em 12,50%. Essa perspectiva de queda de juro pode responder à revisão para o dólar no fim de 2016, que saiu de R$ 4,15 para R$ 4. Um real menos desvalorizado tende a dar alivio para a inflação.

8-I Imagem 3Emergentes – o caso indiano e russo: Em se tratando de taxa de juros, a Índia apresentou taxas que equivaliam em média a 8% entre 2014 e 2015, com sensível queda no último semestre deste último ano. O Banco Central indiano anunciou em abril deste ano um corte para 6,5%, sendo esta a menor taxa de juros desde 2011 e promete novos cortes com sua política monetária expansionista. Com os riscos de alta inflação, a Rússia sofre com a taxa de juros em crescimento desde 2014, alcançando o pico de quase 17% no final de 2014. No último mês, o Banco Central russo fechou a taxa básica de juros em 11%.

Desenvolvidos: Na média dos desenvolvidos em geral, EUA e Japão possuem baixas taxas de juros. A estabilidade econômica dos países mais ricos permite que taxas baixíssimas sejam praticadas, sendo que geralmente estes países possuem uma inflação controlada e igualmente baixas. Os EUA recentemente mantiveram sua taxa de juros entre 0,25% e 0,5%, após um aumento de 0,25% no ano passado das taxas que desde 2006 beiravam 0%. O Japão, por outro lado, estipulou uma taxa de juros negativa (-0,1%) como meta, visando reanimar o mercado e movimentar a economia em um cenário de deflação. Economistas como P. Krugman defendem a tese de que o país se encontra em uma situação de armadilha da liquidez.

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Fontes:

http://goo.gl/0Egep6

http://goo.gl/UDTLjd

http://goo.gl/wqFriS

http://goo.gl/pfchyC

http://goo.gl/1IYTOV

http://goo.gl/P45gdx

http://goo.gl/8b877a

http://goo.gl/HxxJF8

http://goo.gl/Af4cz3 ” 

 

AUTORES: GRUPO I – Macro I

 

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43 Respostas to “Inflação e taxas de juros: desempenhos comparados”

  1. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Ao pesquisar, tive a curiosidade de procurar sobre as maiores taxas de inflação da história e encontrei essa matéria da revista EXAME (http://exame.abril.com.br/economia/noticias/os-6-piores-casos-de-hiperinflacao-da-historia), a matéria conta sobre casos de hiperinflação pelo mundo, passando até mesmo pelo Brasil no inicio da década de 90.
    No atual contexto histórico do pais, acho estranho afirmarem que essa é a maior crise que o pais já vivenciou, dado tudo que vemos na reportagem.

  2. Ana Laura Bertone Says:

    O que mais me chamou a atenção nesse post foi a afirmação de que o Japão adotou taxas negativas sobre juros. Fui pesquisar mais sobre o assunto e encontrei que essa medida foi adotada como uma “nova arma” para combater a deflação. O objetivo é alcançar a taxa de 2% de inflação.
    Confesso que, mesmo pesquisando, não ficou muito claro para mim as consequências dessa decisão política, de adotar taxa de juros negativa para combater inflação.
    Dessa forma, peço para quem se interessar e para quem tiver conhecimento, comentar sobre a visão que possui sobre esse fato.

    Segue os links que visitei: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2016/01/bc-do-japao-surpreende-mercado-ao-adotar-taxa-de-juros-negativa-20160129081005421403.html | http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bc-do-japao-surpreende-mercado-ao-adotar-taxa-de-juros-negativa-03 | http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/01/29/banco-central-japones-anuncia-taxa-de-juros-negativa-de-01.htm

  3. Bruno Boalin Says:

    Diante do tema dessa semana, fui pesquisar para aprofundar-me no assunto.
    Encontrei diversas informações relevantes, contudo, a que mais chamou-me à atenção foi sobre a atuação dos impostos. Devido a crise fiscal vigente(onde o governo necessita de recursos para cobrir seus déficits), os Estados subiram seus tributos, provocando a alta de preços e contribuindo para a inflação.
    Antes, atuava o efeito do aumento das tarifas na inflação, como de energia(dito no texto). Agora,o governo aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e têm elevado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ainda, existe a alta do dólar, o qual reflete-se em produtos com matéria prima importada.
    ” A pressão dos impostos nos preços é bem mais suave que a das tarifas. As tarifas têm ramificações, vão puxando o preço de outros itens. Podemos ter outras pressões por aí, porque os impostos pressionam em custos e se refletem nos preços para o consumidor” – Eulina Nunes dos Santos, gerente dos índices de preços do IBGE.
    Segundo o COPOM, o impacto da recessão será maior do que o estimado anteriormente. Com isso, adotou uma estratégia mais branda de política monetária, sinalizando que a taxa Selic pode ser reduzida ainda este ano.

    Referências: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/com-alta-de-tributos-no-inicio-de-2016-inflacao-mostra-resistencia-avalia-bc.html
    http://www.pps.org.br/2016/02/27/aumento-de-impostos-turbina-ainda-mais-a-escalada-da-inflacao-em-2016/

  4. Gian Luca Wickart Says:

    Gostei do tema abordado pelo trabalho , pois ele me informou sobre dados da inflação e da taxa de juros tanto no Brasil quanto em outros países. Pesquisei um pouco mais sobre inflação, e me informei sobre a diferença entre dois conceitos com que ainda não estava familiarizado .Um deles é a inflaçao de demanda, a qual acontece quando os consumidores aumentam o consumo de produtos e serviços, causando uma disputa entre si para conseguir comprar estes produtos e serviços, por sua vez, o produtor não consegue atender esta demanda, elevando assim os preços no mercado. O outro conceito se refere à inflação de custos , a qual ocorre quando a demanda permanece estável, mas os custos de produção de produtos e serviços se elevam em função de aumentos de salários, matérias primas, insumos, entre outros, obrigando o produtor a repassar estes aumentos aos preços dos produtos e serviços.

  5. Anderson Ferreira Says:

    Muito bacana o tema abordado pelo grupo com dois assuntos macros que impactam diretamente a vida das pessoas e que elas estão sempre preocupadas. Analisando o desempenho do Brasil e da Venezuela sobre a inflação, que no passado recente onde o Brasil teve taxas de inflação de três dígitos, nesse momento essa inflação descontrolada que o Brasil teve ocorre na Venezuela. No ano de 2015 a Venezuela confirma que tem inflação mais alta do mundo, a inflação acumulada nos nove primeiros meses de 2015 foi de 108,7%. Ainda podendo ser pior, alguns especialistas afirmam que a inflação anual na Venezuela chegou a 392% em 2015. A inflação da Venezuela é tão alta que o banco central teria dificuldade de medi-la com precisão usando métodos convencionais, devido à constante mudança dos preços. Essa crise que a Venezuela está passando já é conhecida pelos brasileiros, a crise econômica se deve principalmente a políticas econômicas equivocadas, em particular quanto ao controle do câmbio e dos preços. Mesmo esse desemprenho da Venezuela não abordado pelo grupo, achei interessante comentar sobre ela.
    Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160115_venezuela_inflacao_cc

    • Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

      Como citado no comentário,a Venezuela possui atualmente a maior inflação do mundo, e o FMI estima que a inflação chegue perto dos 500 por cento esse ano. Os primeiros sinais da escassez de moeda apareceram em 2014, quando já era necessário muitas notas para pagar por transações simples, como um jantar!

      “É um sinal muito ruim ver as pessoas correndo por aí com carrinhos de mão cheios de dinheiro para comprar um cachorro-quente” Steve Hanke, professor de economia aplicada na Universidade Johns Hopkins

      Deixo um link falando um pouco melhor sobre a inflação na Venezuela:
      http://exame.abril.com.br/economia/noticias/venezuela-tem-escassez-de-notas-com-explosao-da-inflacao

    • João Pedro Coli de Souza Says:

      Só fazendo um adendo, a baixa histórica no preço do barril de petróleo castigou muito a Venezuela também. Talvez tenha feito com que essas políticas equivocadas tivessem suas consequências agravadas. Apesar da crise, o desemprego por lá caiu bastante, até atingir um mínimo histórico em 2015, com inchaço do setor público. Tendo em vista essa queda, acho que também seria interessante levantar a hipótese de haver uma persistente exploração do trade-off inflação x desemprego em curso, intensificando a alta inflacionária.

  6. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    Acho interessante observar como a inflação e a taxa de juros se relacionam ao grau de desenvolvimento do país, afetando toda a sua economia. É por isso que os formuladores de políticas precisam estar sempre atentos e preparados pra lidar com possíveis recessões econômicas quando há alterações das taxas de juros. Diante disso, deixo aqui essa notícia sobre os juros americanos:
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/05/ata-do-fed-sinaliza-que-alta-de-juros-nos-eua-pode-acontecer-em-junho.html

  7. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Há tempos estava interessado em como alguns países fazem para manter seu nível de inflação em baixos níveis Dessa forma, me deparei com o regime de metas de inflação. Para manter a inflação baixa, é anunciada previamente uma meta numérica em prazo para a inflação, de modo que o Banco Central busca realizar políticas por meio de todos instrumentos possíveis (taxa de juros, base monetária ou taxa de câmbio) para cumprir a meta. Isso teria como função servir de elemento coordenador das expectativas dos agentes econômicos e como mecanismo de transparência da politica monetária, auxiliando na redução das incertezas.

    • Matheus Moreira Lagoa Says:

      Fui atrás dessas políticas que poderiam ser usadas para manter a inflação em baixos níveis e assim, diminuir as incertezas e trago alguns exemplos que encontrei, como; reafirmação da responsabilidade fiscal, , aumentar a poupança interna e o volume de investimentos, incentivo a modalidades de parceria público-privada (financiamento privado para uso na infraestrutura, por exemplo).

  8. c Says:

    Em uma parte específica do texto percebi uma relação diferente da proposta por Phillips no que diz respeito ao trade-off inflação-desemprego.Ela diz que o fed com a queda no desemprego estimara uma menor taxa de inflação,o inverso do resultado de Phillips.Mesmo sabendo que esse é um resultado normal pós década de 70 e que a relação de Phillips já não expressa de maneira absoluta a realidade, é legal pensar nesse resultado em termos de evolução da teoria econômica.

  9. C'zio Says:

    Ao ler o texto logo percebi um resultado diferente do tarde-off inflação -desemprego proposto por Phillips.Em uma parte específica do texto fala-se que com a redução do desemprego o fed estimara uma redução na taxa de inflação,o inverso do resultado de Phillips.Mesmo sabendo que esse é um resultado plausível pós década de 70 é interessante pensar nele em termos de evolução da teoria econômica.

  10. Cezio Says:

    Ao ler o texto logo percebi um resultado diferente do proposto por Phillips com relação ao trade-off inflação-desemprego.Em uma parte específica do texto fala-se que o fed estimara uma redução da taxa de inflação em razão da diminuição do desemprego,o inverso do resultado de Phillips. Mesmo sabendo que esse é um resultado plausível pós década de 70 é importante pensar nele em termos de evolução da teoria econômica.

    • João Pedro Coli de Souza Says:

      Cezio, a inflação nos EUA vem crescendo a ritmos mais baixos já faz algum tempo. Foi estipulada uma meta de 2% ao ano e, justamente pela queda da inflação, o Fed resolveu ”manter” a taxa de juros nos patamares atuais, sem qualquer elevação, o que até pouco tempo antes da nova previsão de 1.2% ao ano, era cogitado. Além disso, em decorrência da melhora no mercado de trabalho (menor desemprego), há um certo otimismo para que a meta de inflação seja atingida no médio prazo, ou seja, que a inflação aumente, como era de se esperar. Espero ter esclarecido.

  11. Mateus Zanini F. Pires Says:

    Na leitura do texto torna-se muito claro como as economias mais desenvolvidas e com uma moeda mais forte no mercado global conseguem ajustar sua meta de inflação de modo mais direto que as economias dos países em desenvolvimento ou com moedas nem tão fortes, como o caso do Japão. A dependência em relação ao dólar demonstra porque esses países precisam adequar sua política econômica frequentemente dado as alterações exógenas de seu mercado como a taxa de juros dos EUA.

    • Igor Soares Says:

      No caso japonês é interessante notar que devido ao cenário marcado pela deflação, a política adotada é de taxa de juros negativa, como bem destacou o texto, enfatizando que o país se encontra em um caso de armadilha da liquidez. É no mínimo interessante observar casos como esse que estão bem distante da nossa realidade brasileira, onde o usual é uma inflação alta.

  12. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    A taxa de juros sempre foi um dos principais instrumentos dos gestores das políticas econômicas quando o objetivo é o combate a Inflação, no caso do Brasil, temos observado nos últimos tempos uma disputa ideológica quanto aos rumos das políticas do Banco Central nesse sentido. Para um grupo de economistas uma taxa básica da economia mais elevada poderia dificultar o ajuste das contas do governo, dado que uma parte da nossa dívida pública tem como referencia a taxa de juros, além disso, no curto prazo, um aumento da taxa de juros pode resultar em uma piora da recessão econômica, já que com tal aumento, uma parte dos investimentos produtivos deixaria de ser viável. Entretanto um outro grupo de economistas concorda que, ao aumentar a taxa de juros o Banco Central estaria enviando para o mercado um sinal de que está disposto a combater a Inflação, ganhando assim mais confiança para a formulação de suas politicas visando a estabilidade monetária.

  13. Luciano Rosa Says:

    Percebemos a estabilidade dos países ricos/desenvolvidos na pequena variação de suas inflações, ou até o baixo nível observado. No caso da Europa, a baixíssima taxa de juros pode ser reflexo do envelhecimento da população e queda na força de trabalho. Acredito que no caso Russo, a variação nos preços dos commodities com sequencial variação no câmbio podem ter contribuido para as grandes taxas de inflação vigentes, assim como a crise da Ucrânia também.

  14. Renato Takao M. Lima Says:

    Muito interessante o tema, um assunto que assombrou o Brasil a anos atrás, mas que nunca deixou de ser preocupação, e está de volta no noticiário com mais força. Interessante como o Brasil se difere com os demais países no mundo, e como todos os países enfrentam problemas, como no caso dos desenvolvidos, que apesar do nivel economico que apresentam, ainda sim enfrentam problemas. Casos de hiperinflaçao são preocupantes, e devem ser tratados, porém, deflação também não é solução, alias, é um problema também. O trabalho de comparar países diferentes nos faz enxergar que manter uma taxa de inflação em niveis saudáveis é um trabalho árduo, e ninguém está salvo disso.

  15. Luiz Felipe Ghiraldelli Inácio Says:

    Percebe-se que as taxas de juros na CEI (comunidade dos estados independentes) permanecem altas em todo o período analisado pelo grupo, principalmente nos anos 90. Isso tem ligação com a crise russa?

  16. Monyk BAC Says:

    Pesquisando no LT, acredito que o caso japonês deva-se muito pelo entesouramento de mão de obra (altos custos de demissão mantém os trabalhadores nas firmas em tempos difíceis) e por medidas fortes de restrições legais e sociais a respeito de admissões e demissões. Além do que, o Japão tem uma cultura organizacional não flexível por parte das empresas. Digo isto, pois se olharmos a lei de Okun, teremos um coeficiente ß (beta – que mede o efeito do crescimento do produto acima do normal sobre a mudança na taxa de desemprego) provavelmente pequeno para o Japão. Assim, pode ter um crescimento produtivo bom, porém o respaldo na taxa de desemprego será pequeno. Com este baixo respaldo, olhamos para a curva de Phillips e teremos um variação de inflação também baixa.

  17. Luiz Felipe Ghiraldelli Inácio Says:

    Percebe-se que as taxas de juros nos países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes) permanecem altas em todo período analisado, principalmente nos anos 90. Isso possuí alguma ligação com a crise russa do final da década de 90?

    • Luiz Felipe Ghiraldelli Inácio Says:

      Taxas de inflação*

    • João Pedro Coli de Souza Says:

      Creio que venha de antes da Crise Russa. Os países da CEI possuíam todos uma conjuntura muito semelhante e específica: todos ex-repúblicas soviéticas que abandonaram de maneira relativamente abrupta a economia planificada. As taxas de juros altas certamente foram um esforço contra-inflacionário, mas vou ficar devendo uma explicação melhor para a alta na inflação pós-URSS. Imagino que o fim do controle de preços pelo Estado e um choque de oferta dos grandes sejam as hipóteses mais plausíveis, tendo em vista que o emprego antes era assegurado a todos como um direito, quase como que uma obrigatoriedade… nos anos 90, o desemprego cresceu vertiginosamente.

  18. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo I, gostei muito do texto, entretanto tenho uma pergunta sobre: por que vocês resolverem dar mais enfoque ao caso indiano e russo (e brasileiro) dentro do grupo de países emergentes? Esses casos são “especiais” dentre esse grupo? Muito obrigado .

    • Lucas Kava Says:

      Ruan, optamos pelo caso russo e indiano por dois motivos: primeiro, pelo momento antagônico que os dois vivem, tanto em inflação como e taxa de juros; segundo, pela limitação de caracteres que enfrentamos ao escrevermos o texto. Tivemos que omitir algumas informações e decidimos que seria mais cômodo falar destes dois países, comparando-os.
      No título da postagem foi omitida uma parte do tema do nosso grupo: “Inflação e taxa de juros – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados.”

  19. Bruno Serpellone Says:

    A taxa de juros do EUA é baixa como medida pra estimular a economia. Com a crise de 2008 o governo quis estimular investimento e consumo. outra medida tomada também foi a compra de títulos públicos.

    http://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2015/09/17/fed.htm

    Uma possível elevação dos juros dos EUA tende a conter um pouco a fuga de investimentos do Brasil, porém tende a desvalorizar o real diante do dólar. O mercado de titulos brasileiro deve sofrer maiores impactos com essa alta, pois as empresas boas pagadoras devem pagar mais por especulação

    http://m.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1719814-eua-aumentam-taxa-de-juros-pela-1-vez-desde-2006.shtml

  20. Bruno Boalin Says:

    Segundo o tema dessa semana, fui pesquisar para aprender mais sobre o assunto.
    Nossa inflação está sendo influenciada pela alta dos impostos, devido a grande crise fiscal em que nos encontramos (o governo necessita de recursos para cobrir seus déficits).
    A crise fiscal levou os Estados a aumentar os tributos, provocando assim alta de preços. Antes, existia o efeito do aumento das tarifas na inflação, como de energia. Agora, está ocorrendo o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por exemplo. Ainda, fatores como a alta do dólar também elevam os preços (caso de matérias primas importadas).
    Segundo a gerente dos índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos : “A pressão dos impostos nos preços é bem mais suave que a das tarifas. As tarifas têm ramificações, vão puxando o preço de outros itens. Desse modo, podemos ter outras pressões por aí; os impostos pressionam em custos e se refletem nos preços para o consumidor.”
    De acordo com o Copom, o impacto da recessão será realmente maior do que o estimado anteriormente e, com isso, adotou uma medida mais branda da política monetária, sinalizando de que a taxa Selic poderá ser reduzida.
    fontes:
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/com-alta-de-tributos-no-inicio-de-2016-inflacao-mostra-resistencia-avalia-bc.html
    http://www.pps.org.br/2016/02/27/aumento-de-impostos-turbina-ainda-mais-a-escalada-da-inflacao-em-2016/

  21. Caio Borges Donegá Says:

    Achei o texto muito interessante pois gostei muito das comparações feitas entre as taxas de inflação e juros dos grupos de países citados. Porém, percebi que faltou as taxas dos países subdesenvolvidos e o que essas taxas poderiam trazer de informações para nós. Portanto, ao pesquisar um pouco mais sobre assunto, percebi que as taxas de juros, sobretudo, são muito elevadas nesses países, sendo essa uma tentativa de atrair investimentos estrangeiros. Entretanto, como não há muita estabilidade política e muito menos econômica, essa alta da taxa de juros acaba não fazendo muito sentido no final.

  22. Armando H. Says:

    Casos de armadilha de liquidez podem levar recessões a quadros ainda piores, uma vez que os indivíduos terão preferência por manter dinheiro em mãos, ao invés de poupar e/ou aplicar em ativos (visto que a taxa de juros é muito baixa), mesmo tendo um mercado de bens e serviços com baixa atividade. Entretanto, em países como os Estados Unidos e Japão, a armadilha de liquidez é viável, como o próprio texto menciona. Isso ocorre devido às suas estabilidades econômicas. Apesar do desincentivo para aplicações financeiras, esses países possuem mercados de bens e serviços muito fortes, também podendo mencionar o grande nível de exportações e investimento produtivo que possuem.

  23. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao grupo pelo trabalho! Fiquei apenas com uma dúvida: se a taxa de desemprego diminuiu nos Estado Unidos, porque o Fed reduziu a taxa de inflação esperada (quarto parágrafo)? A taxa de desemprego menor, que levaria a um nível médio de salário maior, não causaria revisão de expectativas, que pressionaria a taxa de inflação esperada para cima?

    • João Pedro Coli de Souza Says:

      Luis, creio que o texto deu a entender que a queda no desemprego estaria relacionada à menor inflação prevista, o que, realmente, não faria sentido. Acontece que os EUA já vêm de uma tendência de queda na inflação que, com o menor desemprego e a manutenção da taxa básica de juros, deverá voltar a subir em direção à meta de 2% no médio prazo. Respondi o Cezio a respeito deste mesmo tópico, dê uma olhada depois. Espero ter esclarecido sua dúvida.

  24. Bruna Fontes Says:

    Em decorrência da nossa realidade, acabamos nos atentando muito para os problemas advindos da inflação e pouco sabemos sobre os males vindos da deflação – muitas vezes, nem sabemos que pode vir a ser um problema. Mesmo sendo antônimas, ambas as taxas, se elevadas, podem trazer grandes problemas para a economia de um país.
    Pesquisei sobre quais poderiam ser as consequências de uma deflação e gostaria de compartilhar dois textos.
    http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2010/08/03/por-que-a-deflacao-e-ruim/
    Esse primeiro por trazer termos comuns a nós e claramente por seguir a mesma linha com a qual estamos estudando, fazendo, inclusive, menção ao economista Blanchard.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,entenda-a-deflacao-imp-,1098215
    Esse segundo por citar algumas medidas tomadas por países preocupados com a deflação.

  25. Renato R Lutz Barbosa Says:

    Inflacao é um assunto que ainda assusta muitos brasileiros, em especial os que viveram nas decadas de 80 e 90. Nesses periodos o Brasil passou por processos de hiperinflacao. Isso fez com que o mercado de bens do dia a dia ficassem ‘loucos’, muitas pessoas, principalmente as mais pobres, assim que recebiam o salário do mês, corriam para os supermercados para comprar tudo que pudessem. Enchiam os carrinhos e esvaziavam os bolsos em um único dia.


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