Taxas de juros nominais e reais brasileiras – Conceitos e evolução recente

.

“As taxas de juros são definidas como a remuneração do capital em casos de empréstimo, portanto o custo do dinheiro no mercado. Desse modo, é um ganho para quem empresta dinheiro e uma despesa para quem toma emprestado.

Essas taxas são estabelecidas com base em várias modalidades de títulos e empréstimos, que se relacionam por apresentarem os mesmos aspectos básicos: risco, liquidez e prazo. No primeiro caso, assumimos que existe para quem empresta o risco de inadimplência, assim, o risco induz a taxa de juros da operação, de modo que quanto maior o risco maior a taxa de juros exigida para a concretização do acordo. No segundo caso, podemos dizer que quanto maior a liquidez do título, ou seja maior a facilidade desse título virar moeda, menor será sua taxa de juros. Por fim, quanto maior o prazo de maturidade dos títulos maior a taxa de juros, uma vez que quanto mais distante a maturidade do ativo, mais incertezas existem relacionadas a ele, e, sendo assim, sua remuneração deverá ser maior.

Conceitualmente, as taxas de juros são diferenciadas em duas categorias: reais ou nominais. As taxas de juros nominais são utilizadas para, além dos aspectos descritos acima, descrever também a inflação do período. Por outro lado, as taxas de juros reais desconsideram a inflação, de modo que podemos calculá-las pela Equação de Fisher, na qual: Taxa de juros reais (r) = taxas de juros nominais (i) – inflação (π)

No Brasil, a média ponderada das taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras é denominada Taxa SELIC, essa taxa é a que determina as demais taxas praticadas no mercado, sendo considerada a taxa básica de juros da economia brasileira. Desse modo, temos que a SELIC é uma taxa nominal. A definição da meta da taxa de juros depende da meta da taxa de inflação definida pelo CMN. Com a meta da taxa de inflação estabelecida, o Copom define a meta da taxa de juros que ajusta a inflação atual à meta estipulada. Definidas as metas o Banco Central atua no mercado de títulos públicos a fim de manter a taxa de juros próxima à meta definida pelo Copom.

Além da SELIC existem várias outras taxas de juros no Brasil, como a Taxa Referencial de juros (TR) criada no plano Collor II, com o intuito de ser uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês iniciado. A Taxa Básica Financeira (TBF) criada para alongar o perfil das aplicações em títulos com uma taxa de juros remuneratórios maior que a TR. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que estimula investimentos nos setores de infraestrutura e consumo, sendo válida para empréstimos de longo prazo, entre outras. Podemos ter uma ideia da evolução recente dessas taxas pelo gráfico abaixo:

7-L Taxas de juros BR - Copia

Retomando os conceitos dos primeiros parágrafos, temos duas maneiras de calcular a taxa de juros real da economia brasileira. Isso ocorre, pois, o índice de inflação utilizado, no caso o IPCA, pode ser obtido de duas formas, conhecidas como Ex-Ante e Ex-Post. A primeira utiliza as estimativas das taxas de inflação, baseadas em suposições feitas em períodos anteriores, enquanto a segunda utiliza dados já conhecidos, por terem ocorrido no passado. Assim, a partir da taxa SELIC chegamos à duas taxas reais, como podemos ver no gráfico a seguir:

7-L Taxas reais e nominais - Copia

Atualmente no Brasil, tem-se analisado uma tendência por parte do Banco Central de não atuar no sentindo de reduzir a taxa de juros tão cedo, sobretudo em decorrência dos riscos de um aumento da inflação. No relatório Focus divulgado no dia 04 de abril de 2016, a mediana das estimativas para a Selic ao final do ano variou de 14,75% para 13,75%. Permanecendo em 12,75% para o final de 2017. Tal queda pode vir como uma resposta a expectativa de queda no preço do Dólar no fim de 2016. Vale a pena acrescentar que hoje o Brasil se encontra com a terceira maior taxa de juros nominais do mundo, perdendo apenas para Argentina e Venezuela que possuem respectivamente taxas de 35,43% a.a. e 19,54% a.a., e com a maior taxa de juros reais do mundo
Fontes:
https://centraldefavoritos.wordpress.com/2014/03/02/formacao-da-taxa-de-juros/

http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/inteligenciaFinanceira.php?secao=73&parametro=224

http://moneyou.com.br/wp-content/uploads/2016/04/rankingdejurosreais260416.pdf

http://www.bcb.gov.br/Pec/Copom/Port/taxaSelic.asp#notas

http://www.foregon.com/conteudo/Glossario.aspx

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

http://jlpsmatos.blogspot.com.br/2013/12/formacao-da-taxa-de-juros.html “

 

AUTORIA: Grupo L

.

 

32 Respostas to “Taxas de juros nominais e reais brasileiras – Conceitos e evolução recente”

  1. Bruno Boalin Says:

    “hoje o Brasil se encontra com a terceira maior taxa de juros nominais do mundo; e com a maior taxa de juros reais do mundo”. Segundo o modelo IS-LM, faz com que os investimentos sejam desestimulados, a demanda agregada contrai-se e, assim, o produto. Nesse ponto de vista, está aí uma maneira de restringir o crescimento de industrias,comerciantes e etc do nosso país.

  2. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo L, desculpe mas eu não entendi muito bem o que vocês quiseram dizer no terceiro parágrafo, vocês poderiam me explicar de outra maneira? Muito Obrigado.

    • João Zanine Says:

      Claro Ruan, o terceiro parágrafo possui dois conceitos: como é definida e mensurada a taxa SELIC, e como o governo atua na definição da meta de inflação. A taxa SELIC é calculada com base na média das taxas de juros financeiras, essa média é calculada diariamente, para que seja possível conhecer com mais certeza as variações nessa taxa. Ela é a taxa básica da economia, sendo um “guia” para as demais taxas. Observando o primeiro gráfico, é possivel ver que a TJPL e a TR, apesar de terem grandezas de valores diferentes, tem suas oscilações semelhantes á da SELIC, mesmo com diferente magnitude dessas variações, ou seja, um aumento na SELIC eleva as demais taxas, e uma queda na SELIC diminui as demais taxas.
      Para a meta de inflação, as coisas funcionam na seguinte ordem: O CMN (Conselho Monetário Nacional), que é um órgao do Banco Central, define a meta da taxa de inflação para um período, dependendo dos interesses do governo no momento dessa definição. Com a meta definida, o Copom, outro órgão do Banco Central, estipula uma meta para a taxa de juros, ou seja, o valor ao qual a taxa de juros (SELIC) deve chegar para que seja possível atingir o nível de inflação determinado pelo CMN, uma de juros alta favorece a queda da inflação, enquanto uma baixa taxa de juros estimula o consumo, favorecendo o aumento da inflação. Por fim, tendo os objetivos estabelecidos, o Banco central atua no mercado de títulos, conforme visto em aula, para adequar a taxa de juros do momento à meta de taxa de juros definida pelo Copom.
      Espero que tenha ficado mais claro, mas caso não tenha estou à disposição para outros esclarecimentos.

  3. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    E’ interessante notar que apesar de altas taxas de juros não incentivarem o investimento no setor produtivo ( como citado em comentário anterior), incentivam o investimento no setor financeiro e atraem capital de investidores estrangeiros para o nosso mercado financeiro.
    Uma alta dos juros por aqui, faz com que os investidores achem interessante aplicar o dinheiro aqui (Apesar do período de crise que estamos enfrentando),assim recursos de outros países podem vir a migrar para cá.
    Já uma alta da taxa de juros dos EUA, por exemplo, uma economia considerada relativamente forte e estável, faz com que capitais migrem para lá em uma proporção maior, uma vez que o mercado financeiro dos EUA é muito maior que o do Brasil, e no caso de ambos países apresentarem taxa de juros altas(por exemplo), é mais atrativo aplicar em um país onde a economia se mostra mais estável e forte.

    • Igor Soares Says:

      É legal também notar que essa relação entre taxa de juros brasileiras e de outros países pode ser vista como uma explicação para a forte influência do mundo na nossa economia, principalmente de países que possuem mercados mais desenvolvidos e consolidados. Por exemplo, a influência que sofre a taxa de câmbio brasileira devido a um aumento na taxa de juros americana, por da migração de capitais – que buscam, de maneira geral, economias mais consolidadas, como destacou a Laura. Logo, notamos que analisar a economia sem levar em conta o resto do mundo, é analisar de maneira incompleta, como acontece no caso da taxa de juros.

    • Bruna Fontes Says:

      É interessantíssimo observar como a questão de estabilidade e confiança é determinante na formação do cenário econômico.
      No mês passado, foram determinadas as taxas de juros estadunidense e brasileira. A primeira, notavelmente, influi fortemente no cenário mundial, justamente por, como você disse, atrair facilmente capital estrangeiro.
      Fui procurar por números e as diferenças são gigantes. Ambas tendo sido decididas no mesmo dia (primeiramente a dos EUA), a taxa de juros brasileira é de 14,25% e a estadunidense entre 0,25% e 0,5% (tendo tido uma alta!). Sabemos que mesmo com essa grande diferença, o mercado dos EUA é extremamente atraente por conta de sua força e estabilidade. Isso mostra o quanto as características da economia local influenciam na decisão de investimento de capital.

  4. Gian Luca Wickart Says:

    Gostaria de complementar o conteúdo do trabalho, enfatizando a possibilidade de existência de juros negativos .
    Juros negativos não é algo que ocorre normalmente pelo mundo. Contudo, esta realidade acaba se impondo em meio ao cenário de estagnação econômica e inflação baixa que certos países podem enfrentar .
    Assim, na teoria, juros negativos ocorrem para encorajar o crédito entre consumidores e empresas , uma vez que o estimulo é para gastar o dinheiro, e não mais para guarda-lo para render juros.

    • kenneth xavier Says:

      Achei muito interessante o trabalho sobre as taxas de juros. E interessei bastante por taxa de juros negativas, pois nunca tinha ouvido falar sobre, então resolvi pesquisar se atualmente havia algum pais que possuam taxa de juros negativa e achei alguns países como Suíça, Suécia, Dinamarca e recentemente o Japão. E o que achei interessante foi que em alguns países como no caso da Suíça já se cobram para manter dinheiro depositado no Banco.

    • Lucas Kava Says:

      O caso da taxa de juros muito baixa ou negativa é justamente aquele da armadilha da liquidez que aprendemos em sala de aula. Recentemente o Banco Central europeu diminuiu a taxa de juros básica da economia em cinco pontos, indo para 0%, afim de evitar deflação, já que, pensando no diagrama inflação e nível de produto que aprendemos esta semana, inflação mais baixa acarretaria em um nível de produto mais baixo. http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/03/10/bce-baixa-taxa-de-juros-em-5-pontos-basicos-para-0.htm

      • Matheus Lagoa Says:

        A taxa de juros negativa é realmente algo muito abstrato a se pensar. O japão, recentemente, adotou a taxa de juros negativa, com o intuito de acabar com a deflação que sofria, a qual é responsável por desencorajar os consumidores, levando-os a prolongar seu consumo, esperando uma diminuição maior ainda dos preços.
        http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4554434/mundo-abaixo-zero-como-funciona-uma-economia-com-taxa-juros

      • João Pedro Coli de Souza Says:

        O caso das taxas de juros negativas é emblemático. Como o Matheus bem colocou, o Japão mais uma vez vai operar com taxas negativas, numa tentativa de sair do quadro de deflação nos meses de Março e Abril rumo ao objetivo de 2% de inflação no ano proposto pelo governo do Primeiro-ministro Shinzo Abe. Desde o começo da década de 90 o país vem enfrentando algumas recessões (ou períodos de crescimento baixo) e deflações, o que, apesar de esboçar-se uma recuperação em 2005, fez com que o PIB do país caísse de algo em torno de 5.3 trilhões de dólares em 1995 para 4.6 trilhões de dólares em 2014. O Paul Krugman defende que o Japão é um caso notável de armadilha da liquidez, tendo constantemente os níveis de sua demanda agregada aquém da capacidade produtiva do país, mesmo com taxas de juro próximas de 0%. Com a armadilha, a política monetária se torna praticamente ineficaz, sendo que o próprio Krugman previu (e acertou) em 1998 que até mesmo uma injeção monetária de grandes proporções seria ineficiente. De fato, o Japão aumentou (parece que mais que dobrou) sua base monetária desde então e ainda recorreu à prática de quantitative easing (flexibilização quantitativa), ou seja, a criação de quantidades significativas de dinheiro novo (quase sempre eletronicamente) por bancos, com aval do Banco Central… tudo isso sem obter muito sucesso. Nosso ex-veterano de Macro (XD) argumenta que uma solução seria gerar expectativas de inflação, com o governo estipulando metas mais altas para a mesma e demonstrando estar disposto a fazer de tudo para que atinja estas metas… e é o que, ao que tudo indica, o Japão está fazendo: continuam com a política de expansão da base monetária, apelaram às taxas de juros negativas e já estabeleceram uma meta de 2% ao ano para a inflação. Deixarei links para as notas que Krugman escreveu em 1998. É bem interessante relacionar o que ele escreve com o que aprendemos sobre taxas de juros, armadilha da liquidez e expectativas de inflação por parte dos agentes econômicos neste semestre.

      • João Pedro Coli de Souza Says:

        Os textos estão em inglês e num nível de ”economês” que pode acabar fazendo com que não compreendamos 100% dos mesmos, dado o fato de sermos ”novatos” ainda no intrigante mundo da macroeconomia. Mas são bem interessantes!

        http://web.mit.edu/krugman/www/japtrap.html
        http://web.mit.edu/krugman/www/liquid.html

        PS.: Sobre ”quantitative easing”, a boa, velha e didática Wikipedia, com excelentes referências na seção de ”Ligações externas”: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quantitative_easing

      • João Pedro Coli de Souza Says:

        http:// web. mit. edu/krugman/www/japtrap.html
        http:// web .mit. edu/krugman/www/liquid.html

        Só juntar os espaços. Acho que meus comentários com link estão caindo na caixa de spam.

  5. Armando H. Says:

    É importante observar como as expectativas possuem um papel importante na economia. No caso brasileiro, em que as expectativas não são muito positivas, encontramos uma taxa de juros de longo prazo muito elevada, visto que o risco que é submetido pela economia também é grande. Ainda, há o caso do risco de inadimplência, que indiretamente está ligado com o conceito de expectativa: quando há uma grande expectativa de inadimplência, a taxa de juros é afetada positivamente.

  6. Luiz Felipe Ghiraldelli Inácio Says:

    É interessante observar o comportamento ondular das taxas de juro apresentadas nos gráficos, oscilando -em geral- mais de 10 meses até um retorno a mesma taxa do início do período de ascensão. E, também, dois períodos distintos: um primeiro, entre fevereiro de 2006 e março de 2008, em que houve uma grande e prolongada redução das taxas e um segundo, entre março de 2013 e fevereiro de 2016, em que ocorrem dois aumentos seguidos -algo incomum nesses dados- sem um retorno ao nível anterior. Seriam, simplificadamente, o primeiro momento explicado pela euforia dos mercados pré-Crise de 2008 e as rápidas taxas de crescimento brasileiras -incluindo a formação de reservas mais substanciais- e o segundo por um aumento tanto das taxas de juro estadunidenses, quanto da inflação vigente no Brasil, além de uma crise de confiança nas instituições nacionais?

  7. Denise Severo Says:

    Tentando entender, o motivo de uma taxa de juros tão absurda me deparei com outro absurdos. Em 2011 o governo gastou com juros, pagos sobre os títulos da dívida pública, R$ 236,7 bilhões, equivalente a 24,4% de toda a arrecadação do ano 2011. O pagamento com juros cresceu 21% em um ano, reflexo do aumento na taxa de juros básica da economia em 2011. A soma de todos os seus investimentos em empresas estatais em 2011 era de R$ 270,0 bilhões, ou seja, em um ano, o Estado esterilizou o equivalente a 87,6% de tudo o que tem investido.
    Só fazendo uma observação de uma definição que aprendemos em aula: a liquidez não é só a facilidade que o bem possui para se tornar moeda, mas também envolve o custo envolvido nessa transação.

    http://www.saintpaul.com.br/noticias-eventos/23-por-que-a-taxa-basica-de-juros-no-brasil-e-tao-alta.aspx

  8. Renato Takao M. Lima Says:

    É interessante analisarmos o comportamento das taxas de juros e fazendo a comparação com as de outros países, que como muitos citaram, há lugares onde as taxas são muito baixas ou até negativas. O mais interessante é como o mercado é afetado pelas expectativas, pelas decisões dos agentes, que por mais que uma taxa de 14% seja mais atraente em termos numéricos, a baixa taxa dos EUA ainda é atraente pelo mercado mais consolidado, ou seja, uma análise apenas quantitativa dos indicadores pode nos levar a erros.

  9. Luciano Rosa Says:

    Acredito que vivemos um trade-off na atual situação brasileira. Com inflação ainda alta, mas com perspectivas de desaceleração, a SELIC não é reduzida pelas autoridades. Com isso, o investimento continua baixo e a recessão persiste.
    Fazendo uma relação com o conteúdo das aulas, sobre curva de Phillips da terceira fase, percebemos que no ano de 2012, com o menor índice de desemprego dos últimos anos, a taxa SELIC deveria ter começado a subir para evitar a aceleração da inflação. Ao contrário disso, foram criados mais incentivos ao emprego e os juros começaram a cair tardiamente apenas em 2013. Consequência: 2014 e 2015 com inflação cada vez maiores.

  10. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    As taxas de juros afetam diversas outras variáveis econômicas, como consumo, investimento, poupança, taxa de inflação e de desemprego, oferta e demanda de moeda, etc. Sua determinação por parte do Banco Central deve ser muito bem pensada e avaliada, uma vez que, através dela, o governo altera o comportamento dos demais agentes macroeconômicos de determinado pais, impactando diretamente sua economia.
    Achei o trabalho interessante e bem explicativo; eu não sabia que havia tantas variações das taxas de juros brasileiras.
    Deixo aqui uma notícia sobre o cenário atual e a altíssima taxa de juros do Brasil: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/pela-5-vez-seguida-copom-mantem-taxa-de-juros-em-1425-ao-ano.html

  11. Anderson Ferreira Says:

    Em relação a Equação de Fisher, Taxa de juros reais (r) = taxas de juros nominais (i) – inflação (π) é uma aproximação. A diferença entre esta e a equação 1 + i = (1 + r) (1 + π) é muito pequena a menos que a taxa de juro ou a inflação forem muito elevada ou está sendo aplicada durante um longo período de tempo. Admitindo a neutralidade de longo prazo, isto é, a mudança permanente na taxa nominal não tem efeito na taxa real da economia no longo prazo. Essa proposição pode ser analisada a partir da verificação da hipótese de Fisher, que admite uma subida na taxa de inflação faz com que a taxa nominal suba apenas o suficiente para que a taxa real não seja afetada, portanto a taxa real não varia com a taxa de inflação.

  12. Luciano Rosa Says:

    Diminuir a taxa de juros que se mantém alta há algum tempo, com o país em recessão, ou risco de inflação que já está se desaceleramdo, continuar alta? Esta é a atual dúvida no Brasil. Analisando as taxas selic, percebemos que em 2012, em que houve o nível de desemprego mais baixo dos últimos anos, a taxa de juros estava baixa e em ritmo de queda. A escolha do governo no tradeoff foi alto nível de emprego, que gerou esta inflação. Talvez, com alta da selic desde 2012,e não 2013, poderíamos diminuir o nível de produto e ter menos variações nos preços.

  13. Mateus Zanini F. Pires Says:

    Muitos economistas divergem sobre a responsabilidade do governo em relação a taxa de juros real de nossa economia. Alguns afirmam que a alta dessa deve permanecer para combater o aumento da inflação que tivemos nos últimos anos para que a economia volte ao seu patamar de estabilidade, enquanto que outros criticam essa alta do juros pela questão da dívida pública crescer muito nos próximos anos devido a essa decisão. Vemos a seguir alguns dados sobre a taxa de juros dos últimos anos e da dívida pública.
    Taxas de juros mais recentes:

    set/2014: 11%
    out/2014: 11,25%
    dez/2014: 11,75%
    jan/2015: 12,25%
    mar/2015: 12,75%
    abr/2015: 13,25%
    jun/2015: 13,75%
    jul/2015: 14,25%
    set/2015: 14,25%

    Dívida Líquida do Setor Público (em % do PIB)

    2010: 38%
    2011: 34,5%
    2012: 32,9%
    2013: 31,5%
    2014: 34,1%

    • Caio Borges Donegá Says:

      Pesquisando mais alguns dados encontrei que a taxa de juros no fim dos anos de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, eram de, respectivamente, 10,75, 11,00, 7,25, 10,00, 11,75. Agora, as inflações desses mesmos anos são de 5,909 %, 6,502 %, 5,839 %, 5,911 %, 6,409 %. Portanto, ao analisar esses números, chego a conclusão que a taxa de juros pode sim combater a inflação aumentando porém a dívida pública. Essa análise foi muito importante para mim porque me mostrou um novo efeito que a taxa de juros causa.

  14. Ana Laura Bertone Says:

    Ao ler esse post, consegui fazer total ligação com o que já aprendi sobre taxa de juros no curso de Economia, principalmente nesse semestre com a matéria de Macro I. Achei legal, e até gratificante, ler um texto que poderia parecer técnico demais para alguns e conseguir compreendê-lo de forma completa.
    Pesquisando um pouco mais sobre taxa de juros, encontrei uma calculadora online que simula financiamentos com prestações fixas e achei interessante compartilhar nesse post, que trata da taxa de juros:
    https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas.do?method=exibirFormFinanciamentoPrestacoesFixas

  15. cezio Says:

    Entender a taxa de juros é entender como o produto da economia se divide entre os os agentes, ou seja,como a demanda agregada muda sua composição à medida que ocorre alterações nas taxas de juros.Isso por si só já revela a importância do texto quando este trata do entendimento dos determinantes das diferentes taxas de juros.

  16. Monyk B A Cardoso Says:

    Pesquisando no LT (pg.350), encontrei uma parte interessante que envolve taxa de juros e taxa de câmbio, algo que ainda iremos ver. O livro trás primeiro um questionamento sobre o risco de um título de um país e de outro. “Se reter títulos do Reino Unido ou títulos dos Estados Unidos envolve ou não um risco maior, isso depende de quais investidores estamos considerando. Reter títulos do Reino Unido envolve um risco maior do ponto de vista dos investidores dos Estados Unidos. Reter títulos dos Estados Unidos envolve um risco maior do ponto de vista dos investidores britânicos”.

    Outro aspecto que o LT trás, é a relação entre a taxa nominal de juros interna (i), a taxa de juros externa (i*), a taxa de apreciação (oposto da depreciação) esperada da moeda nacional. Se a taxa de juros ou a taxa de depreciação esperada não forem maiores de 20%, pode-se entender que a relação para arbitrar um investimento, pelos investidores, implica que a taxa de juros interna deve ser igual à taxa de juros externa menos a taxa de apreciação esperada de moeda nacional.

    Na seção FOCO trás um exemplo interessante de compra de títulos brasileiros em 1993. Onde a taxa de juros mensal brasileira era de 36,9% versus uma taxa mensal de cerca de 0,2% americana. Fazendo os cálculos, o LT comprova que a taxa de retorno esperada em dólares pela retenção de títulos brasileiros é de 1,7% a.m. e não de 36,9% a.m. o que é bem menor, porém realista.

  17. Bruno Serpellone Says:

    na atual situação econômica do Brasil, a aplicação mais recomendada é a do tesouro direto, pois tem rentabilidade positiva, acompanha a alta dos juros e não sofre alteração com a mudança diária do preço do papel.
    Como o BC esse ano tendeu a manter a taxa de juros (alta), isso, na atual situação do Brasil desestimula o consumo, desestimula investimentos e deveria incentivar poupança, mas como a inflação também está alta deixar dinheiro na poupança não é atrativo pois o dinheiro desvaloriza mais do que rende juros.

  18. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Para complementar a pesquisa do grupo, trago uma notícia sobre a taxa de juros americana, a qual tem impacto sobre grande parte do mundo. A notícia é de 16 de março desse ano, traz que o Fed (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos) desacelerou seus planos de aumentar progressivamente a taxa de juros americana, devido à fraqueza da economia global no momento.
    Apesar das expectativas de que o plano se iniciasse em março, a política monetária poderia ser aplicada em um momento diferente para que houvesse maiores efeitos na economia – quando outros Bancos Centrais estiverem agindo agressivamente com campanhas para estimulo econômico.
    http://www.nytimes.com/2016/03/17/business/economy/fed-interest-rates-meeting.html

  19. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Lembro das minhas aulas de Finanças II, onde debatemos bastante sobre a taxa overnight, que são operações realizadas diariamente pelos bancos no mercado aberto, para obter recursos para financiar as suas posições em títulos públicos. Repassam esses títulos aos investidores com o compromisso de recomprá-los no dia seguinte, pagando uma taxa diária. Estas operações estão restritas às instituições financeiras. Acho interessante comentar sobre elas por titulo de curiosidade.

  20. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao grupo L pela qualidade dos textos e dos gráficos!

    Fico pensando em quanto a variação da taxa SELIC afeta a decisão dos investidores de capital e de infraestrutura do Brasil, já que eles devem se basear mais na TJLP. Reconheço que uma SELIC mais alta os induza a investir nos mercados financeiros de curto prazo, mas um ponto que deveria ser mais debatido na imprensa é a variação da TJLP. Um país com SELIC e TJLP altas inviabiliza bastante investimentos de retorno mais demorado, como os de infraestrutura, para os não privilegiados com o juros subsidiados.

  21. Renato R Lutz Barbosa Says:

    Bom trabalho grupo L, texto tranquilo de ler. A taxa de juros é uma das principais variaveis na hora de decidir sobre um investimento produtivo. Atualmente o brasil mantem a taxa alta de juros para conter a inflacao, mas isso trouxe uma consequencia negativa para os investimentos. Assim como citado no texto, outros países vizinhos passam por essa situacao parecido, como a Argentina e a Venezuela.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: