WILLIAM “BILL” PHILLIPS E CURVA DE PHILLIPS

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“William “Bill” Phillips (1914-1975) foi um economista neozelandês que viveu na Inglaterra e ficou conhecido principalmente por duas obras: o computador MONIAC e a Curva de Phillips.

5-B Professor_A.W.H_(Bill)_Phillips (1)

Antes de estudar economia, Phillips frequentou uma faculdade de engenharia elétrica, na Austrália, e só foi ter contato com aquele assunto após o fim da Segunda Guerra, quando ingressou na London School of Economics, para estudar Sociologia.5-B Phillips_and_MONIAC_LSE

A partir daí, passou a se interessar por tópicos de macroeconomia e em 1949, utilizando também seu conhecimento em engenharia, criou o MONIAC, um computador analógico composto por reservatórios de água representados por agregados macroeconômicos (entre eles renda nacional, consumo, importações, exportações), tubos e comportas que usava conceitos de hidráulica para demonstrar como o dinheiro fluía em uma economia.

 

Mas sua principal contribuição para as ciências econômicas foi um estudo publicado em 1958 no artigo The Relation between Unemployment and the Rate of Change of Money Wage Rates in the United Kingdom, 1861-1957, no qual Phillips relacionava a inflação à taxa de desemprego de um país. Essa relação já havia sido feita pelo economista Irving Fischer (criador da Teoria Quantitativa da Moeda) em um estudo publicado em 1926 sob o nome de A Statistical Relation between Unemployment and Price Changes, mas foi de fato abordada com mais profundidade no artigo de Phillips.

Uma consideração é importante: o que chamamos de inflação é tratada no artigo de Phillips como a taxa de mudança dos salários nominais. A substituição foi feita por Samuelson e Solow, em 1960, quando aplicaram a relação da Curva de Phillips (esse nome foi dado pelos dois neste artigo) para os Estados Unidos.  

EXPLICANDO A RELAÇÃO ENTRE INFLAÇÃO E TAXA DE DESEMPREGO

Para chegar na conclusão de que inflação e taxa de desemprego relacionavam-se inversamente, além de observar o diagrama de dispersão que desenvolveu, Phillips baseou-se no princípio de que os trabalhadores sofriam de ilusão monetária, ou seja, levavam em conta a variação do salário nominal em detrimento do real. Assim, relacionou a variação dos salários nominais ao excesso de oferta de trabalho em uma economia. De forma simples, este trade-off entre inflação (π) e desemprego (u) é evidenciado no gráfico abaixo e, ao lado, no diagrama publicado no artigo original: 5-B Grafico 15-B grafico 2

 

 

 

 

 

 

Contudo, a relação sugerida por Phillips foi limitada por alguns economistas. Em 1968, Milton Friedman, em seu artigo The Role of Monetary Policy (pág.11), defendeu que a Curva de Phillips, tal qual havia sido proposta, valia apenas para o curto prazo, ou seja, o trade-off inflação-desemprego existia somente temporariamente. No longo prazo, esses economistas argumentaram que  o gráfico da Curva de Phillips, ou NAIRU (Non-accelerating Inflation Rate of Unemployment),  seria uma reta vertical, sugerindo que a inflação não mais teria efeito sobre o desemprego e este caminharia para sua taxa natural. Abaixo, segue o gráfico da NAIRU:

5-B Grafico 3

Modernamente, a corrente principal das ciências econômicas reconhece a importância histórica da Curva de Phillips, e como sua principal contribuição para a macroeconomia. Contribuiu com o debate acerca da ilusão monetária, expectativas adaptativas e expectativas racionais, estagflação, e influenciou as políticas macroeconômicas nas décadas seguintes, tendo ainda hoje influência, ainda que menor, de maneira adaptada. Influenciou economistas como Paul Samuelson e Robert Solow, como no artigo que publicaram em 1960, Analytical Aspects of Anti-Inflation Policy (pág. 188), no qual repetem o experimento de Phillips utilizando a base de dados dos Estados Unidos.  No livro Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, o trade-off explicitado pela Curva de Phillips é considerado como um dos 10 Princípios da Economia.”

 

Autores: GRUPO E – Macro I

 

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29 Respostas to “WILLIAM “BILL” PHILLIPS E CURVA DE PHILLIPS”

  1. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    Na grande depressão em 1929, tivemos altas taxas de desemprego, assim, esperávamos que a inflação caísse, devido a relação inversa entra inflação e desemprego, citada no post. Ou seja, era esperado que houvesse uma alta taxa de deflação, mas não foi isso que aconteceu, a taxa de deflação foi limitada e positiva! Assim, podemos concluir que quando a taxa de inflação está muito baixa,tendendo a 0, como em períodos de recessão, a relação das curvas de Phillips desapareça ou se enfraqueça.

    http://www.continentaleconomics.com/files/A_curva_de_Phillips_e_as_suas_modifica_es._Antony_Mueller._UFS._Setembro_2011.pdf

  2. kenneth xavier Says:

    Achei muito interessante as políticas que o governo poderia adotar em relação a curva de Phillips. Tal como forçar um alto nível de desemprego(com isso o governo poderia retardar ou interromper completamente as altas dos preços e fazer com que as expectativas da inflação futura fossem reformuladas)
    Ou também o governo poderia impor um congelamento legislativo dos preços e salários e em seguida estabelecer um corpo de controle e diretrizes com forca das leis para salários e preços. e isso também deveria fazer com que as expectativas de futura inflação fossem reformuladas.
    Entretanto acredito que a grande importância da analise da curva de Phillips e o fato de que o governo não pode manipular impunemente a demanda agregada. Isso poderia gerar ônus, como por exemplo a aceleração inflacionaria, e nem sempre se conseguem os resultados almejados, pois o resultado da política depende de como os indivíduos formam suas expectativas.

  3. Cézio Says:

    Esse é um caso típico em que uma base empírica deu causa ao desenvolvimento da teoria.Samuelson e Solow por exemplo, com o objetivo de entender o que estava por trás dos resultados obtidos por Phillips formularam teorias que pudessem explicar a relação entre desemprego e inflação verificada por este último e, em décadas posteriores, essas explicações foram refutadas por outros teóricos . Assim se dá a evolução científica, um jogo entre o mundo real e as teorias que surgem e que,em geral,se contrapõem.

  4. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Apenas para complementar, o país que Phillips, no ano de 1958, estudou foi o Reino Unido, com dados de cada ano entre 1861 a 1957. No ano de 1960, Poul Samuelson e Robert Solow repetiram o exercício de Phillips nos Estados Unidos da América, com dados de 1900 a 1960, onde o resultado mostrou diferenças do esperado entre 1930 e 1939, devido as consequências da grande crise de 29.

    Fonte: Blanchard s2

  5. Lucas Kava Says:

    Criar um computador robusto de quase dois metros foi uma contribuição e tanto, tanto pra engenharia, quanto pra economia, ainda mais em uma época que a macroeconomia dava seus primeiros passos. Neste vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=k_-uGHWz_k0) um professor da LSE apresenta o funcionamento da máquina.
    O economista Delfim Netto, que ministrou a aula magna na FEA meses atrás, discutiu na Carta Capital sobre a manipulação das taxas de juros e dos efeitos dela na macroeconomia, levando em consideração as Curvas de Phillips, relembrando a maneira como ela foi desenvolvida, as fases e também as decisões e expectativas do agentes. Vale a pena ler: http://www.cartacapital.com.br/revista/849/a-inflacao-e-os-juros-9031.html

    • Denise Franco Severo Says:

      Ler esse texto me fez pensar nas implicações que uma meta de inflação podem trazer para a economia. Se no curto prazo, há esse tradeoff entre inflação e desemprego, quanto essa meta de inflação pode influenciar nossa economia? Com o estudo da macroeconomia fica claro a dificuldade de se estabelecer políticas econômicas e avaliar os possíveis impactos que ela trará. Espero que a graduação seja capaz de tornar menos abstratas as políticas econômicas adotadas no mundo.

  6. Gian Luca Wickart Says:

    Gostaria de complementar os conceitos de curva de Phillips ,apresentados pelo trabalho , enfatizando as ideias de curto e longo prazo.No curto prazo evidencia-se uma correlação negativa entre o aumento dos salários e a taxa de desemprego.A explicação está baseada no fato de que a medida em que aumenta a demanda agregada, a tensão sobre os preços é maior e começam a subir, enquanto que o desemprego diminui.Quando aumentam os preços, baixam os salários reais. Esta diminuiçao dos salários reais barateia o custo da mão de obra e as empresas demandam mais trabalho.Já no longo prazo , é utilizado o metodo das expectativas adaptativas indicando que, para se manter a taxa de desemprego a níveis inferiores ao da taxa de desemprego natural, o que importa não é a taxa de inflação, mas sim sua variação, necessitando-se assim de taxas de inflação cada vez maiores para manter as taxas de desemprego abaixo da taxa natural.Assim no longo prazo , acredita-se que a curva de Phillips é uma reta vertical, já que a inflação observada tornar-se igual à esperada, quando então não será verificada nenhuma relação entre a inflação e o desemprego.

    • Felipe Alvarez Rezende Says:

      Creio que o grupo trouxe uma leitura da primeira fase da Curva de Phillips, a qual foi desenvolvida por William Phillips e foi se adequando conforme as ideias começaram a avançar em certa direção com o tempo. O autor da curva notou, a partir do gráfico de dispersão realizado, uma relação entre o desemprego e a inflação, mas creio que tenha sido muito cedo para desenvolver maiores conclusões que isso (como a conclusão supracitada da relação no curto/longo prazo) – como já vimos em aula, foram separadas em diferentes fases da Curva de Phillips, conforme conclusões sobre a mesma iam mudando e, muitas vezes, avançando. Aprendemos em aula as três diferentes fases, as quais derivaram da relação descoberta de Phillips e que a partir de hipóteses diferentes geraram modelos e resultados diferentes, porém tudo isso ocorreu com o tempo e desenvolvimento das ideias.

      • Luis Junqueira Says:

        Boa noite Felipe. Como você bem observou, não tratamos com tanta ênfase todas as fases da Curva de Phillips. Nesse link (https://www.richmondfed.org/~/media/richmondfedorg/publications/research/economic_review/1985/pdf/er710502.pdf), você poderá encontrar a Curva de Phillips dividida em cinco fases, além das funções correspondentes a cada fase.

      • Luis Junqueira Says:

        Resumidamente, são elas: primeira fase: variação dos salários nominais como função do desemprego, admitindo-se ilusão monetária; segunda fase: variação do nível de preços como função do desemprego; terceira fase: a função da segunda fase adicionada a um conjunto de variáveis Z, como poder de negociação dos sindicatos e fatores demográficos, além da admissão das expectativas adaptativas; quarta fase: a função da segunda fase, substituindo-se as expectativas adaptativas pelas racionais; e quinta fase, em que a inflação é função do desemprego e o modelo assume expectativas racionais e falhas de mercado.

  7. Renato R Lutz Barbosa Says:

    Acho interessante como as expectativas dos trabalhares sao as variaveis que realmente indicam se politicas expanssionistas ou restritiva vao impactar sobre o tradeoff entre desemprego e inflacao. Visto isso, gostaria de saber se empiricamente, as expectativas dos trabalhadores mudam de um país para o outro, e se caso sim, essa diferenca causa um impacto relevante?

    • Luis Junqueira Says:

      Boa noite Renato. De fato, as expectativas dos trabalhadores variam de país para país, determinadas pelo conjunto de informação de que o trabalhador médio dispõe e pela situação socio-político-econômica na qual o país e seus parceiros comerciais se encontram. Há pesquisas de confiança do consumidor, que medem, entre outras coisas, a expectativa dos consumidores quanto à inflação dos meses seguintes. Na página 49 da 5ª edição do livro Macroeconomia, de Blanchard, o texto “A confiança do consumidor e a recessão de 1990-1991” trata bem desse assunto, mostrando como, de fato, as expectativas quanto ao desempenho da economia, a evolução do nível de preços, influenciam bastante o padrão de consumo e, portanto, o produto de um país, a curto prazo.

  8. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo I, sem sombra de duvidas, Phillips revolucionou a maneira como pensamos sobre muitos aspectos da macroeconomia. Através de seus experimentos, ele conseguiu dar a devida importância à relação entre duas variáveis que anteriormente, não havia sido muito estudada. Abrindo as portas para uma grande produção científica que levou a uma maior compreensão de como a Oferta Agregada funciona. E ainda conseguir fazer um computador que utiliza física hidráulica para explicar a relação entre os agregados econômicos… Algumas pessoas conseguem fazer de tudo mesmo.

  9. Igor Soares Says:

    É interessante notar a relação entre desemprego e inflação que é explicada pela curva de Phillips e a evolução da compreensão da mesma ao longo do desenvolvimento da teoria, aprimorando assim o entendimento de macroeconomia. É interessante notar que, como aborda o Professor Carlos Eduardo S. Gonçalves, em seu livro “Economia na palma da mão”, no verbete “Curva de Phillips”, a curva pode se deslocar se alguns dos custos de produção passarem por choques importantes. Assim, mesmo com um desemprego alto, pode haver uma inflação alta, sem que a relação entre as duas variáveis deixe de existir, como ocorreu na década de 1970 devido a uma forte alta do preço do petróleo.

  10. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    Pesquisando um pouco, descobri que Phillips ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1997. Acho interessante sua invenção, o MONIAC, e o fato de um engenheiro ter contribuido com o estudo da economia de uma maneira tão significativa.
    A descoberta do trade-off entre inflação e desemprego no curto prazo é fundamental para que os agentes econômicos, em especial o governo, tenham ainda mais ciência de como diversas variáveis macroeconômicas se relacionam e se impactam. Philips também contribuiu para a evolução da teoria das expectativas adaptativas e racionais, que introduziu um novo âmbito no amplo estudo da economia.

    • Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

      Corrigindo: quem ganhou o prêmio nobel foi William Daniel Phillips, um físico americano, e não o William Philips em questão. Confundi por causa dos nomes, desculpa!

  11. Luiz Felipe G Inácio Says:

    Um bom texto, abordando a principal temática abordada na semana. Sobre a curva de Phillips, o que mais me interessou foi o a diferenciação entre a pesquisa, a primeira curva e a posterior relativização e colapso da relação inversa entre inflação e desemprego. Num primeiro momento a relação foi tratada como tão certa que o MONIAC fazia uso de forças hidráulicas para realizar suas avaliações. Já posteriormente, com a fase aceleracionista e a tese da espiral salários-preços, a relação já deixava de ser determinística quando avançávamos em novos períodos de avaliação. E, finalmente, com a substituição dos erros sistemáticos, da segunda fase da curva, por erros estocásticos, pudemos observar um retorno às origens da ciência econômica, porém, com maior ferramental matemático.

  12. Bruno Serpellone Says:

    lembrando que esse trade off de desemprego x inflação só vale de curto prazo pq os trabalhadores olham apenas pro salário nominal, pq quando o nível de preços aumenta, as empresas contratam mais pq o salário real diminui (é mais barato pra contratar) mas, no curto prazo, as pessoas ofertam mais trabalho pq acreditam que o salário real aumenta, mas na verdade não.
    Agora no longo prazo não acontece, pois o desemprego sempre tende a uma taxa natural, pois, se de início há uma diminuição na taxa de desemprego pelos trabalhadores acreditarem que o poder de compra aumentou, no longo prazo eles percebem que na verdad o que aumentou foi o salário nominal. Com isso eles começam a reivindicar por melhores salários e nem sempre vão ser bem sucedidos, e isso vai aumentar o desemprego, tendendo a uma taxa de desemprego natural.

  13. Bruna Fontes Says:

    É sempre interessante notar a aplicação prática das ferramentas macroeconômicas. Vale lembrar que suas criações são relevantes quando possivelmente implantadas no mundo real. Notavelmente, a curva de phillips traz um embate entre duas questões importantes tanto economicamente como socialmente – desemprego e inflação, e deve vir, portanto, acompanhada de um intenso estudo sobre a economia local. Cabe, mais uma vez, às políticas adotadas, determinar qual o impacto necessário e desejado, levando em consideração não só a finalidade da aplicação mas também suas consequências – como o é, nesse caso, a inflação e o desemprego.

  14. Mateus Zanini F. Pires Says:

    Muito interessante como esses estudos incrementaram as teorias macroeconômicas e elevaram ainda mais a complexidade do debate científico em relação a macroeconomia, ao incrementar através de constatações, fatores como as expectativas adaptativas e racionais ao debate científico da macroeconomia.
    É interessante também nos atentarmos a um ponto interessante que ainda hoje quando nos deparamos com uma notícia ruim como a alta da inflação seguida de uma notícia boa como a baixa do desemprego os indivíduos devem se atentar ao seu orçamento no futuro próximo tendo em vista que pode se tratar de um período de transição na economia em relação ao desemprego.

  15. Monyk B A Cardoso Says:

    Assistindo ao vídeo que o Lucas sugeriu, encontrei este outro de 2014, explicando detalhadamente a ideia de Phillips através da sua invenção: “ the Moniac” que está no Reserve Bank Museum and Education Centre, na Nova Zelândia. O vídeo é bem explicativo e os comentários anteriores definem bem a interpretação de Phillips e as consequência para o desenvolvimento do estudo da economia.

  16. João Pedro Coli de Souza Says:

    Acho importante traçar um paralelo com o atual momento do país. Recentemente, tivemos alta da inflação acompanhada de recessão e, por conseguinte, aumento do desemprego. Essa situação de ”estagflação” não estava prevista na chamada ”Primeira Fase da Curva de Phillips”, mas de fato ocorreu em alguns países na década de 70, contribuindo para que os estudos relacionando o nível de preços e as taxas de desemprego avançassem ainda mais. Como o grupo bem colocou, hoje sabemos que o trade-off inflação-desemprego é apenas válido no curto prazo, admitindo-se que as pessoas têm expectativas racionais, prevendo alterações no nível de preços e mudando suas decisões a partir desse novo conjunto de informações. Endosso, portanto, meus colegas de classe na questão da dificuldade de se elaborar políticas econômicas de caráter anti-cíclico. No momento, estamos vendo a inflação desacelerar, após ter subido muito além do teto da meta, e o desemprego crescer, em meio a uma das maiores recessões de nossa história… a estagflação é, talvez, o pior dos casos quando se pensa no trade-off de curto prazo.

  17. Armando H. Z. M. de Barros Says:

    Pesquisando um pouco sobre o texto de Irving Fisher, Statistical Relation between Unemployment and Price Changes, acho válido comentar sobre como observou essa relação inversa entre inflação e desemprego. Fisher utilizou para sua observação a rigidez de salários e aluguéis. Essa rigidez fazia com que as empresas gerassem grandes lucros. o que incentivava a produção e, por sua vez, a contratação de trabalhadores. Realizando uma estática comparativa: com uma maior produção, maior será a renda e, consequentemente, a demanda agregada aumentará (também com o nível de emprego maior). Assim, com o deslocamento da curva de demanda agregada, os níveis de preços aumentam, caracterizando a inflação.

  18. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    Recordo como Mankiw coloca o tradeoff de curto prazo entre desemprego e inflação entre os 10 princípios da economia. Já nas primeiras aulas de economia tivemos conhecimento da importância da curva de Phillips, e mais adiante mas aulas de macroeconomia comprovamos a importância da mesma, tal relação pode sobretudo ser explorada pelos formulares de políticas do governo para alcançar os objetivos pretendidos como certos níveis de inflação buscando sua meta. Quando puder ser aplicada na prática, tirando casos como por exemplo o citado pela Laura, a relação entre desemprego e inflação tem muitas implicações na economia

  19. Pedro Matavelli Says:

    A curva de Phillips como foi idealizada não se aplica atualmente, pois não temos taxas inflacionárias que tendem a zero, como havia naquela época, o que deixava a taxa de inflação esperada também tendendo a zero.O problema principal é que ela não explicava a elevação dos salários e preços, por ser desenvolvida em um período de estabilidade, variante relevante dentro desta relação conceitual econômica. Utiliza-se, hoje, por aqueles que ainda defendem a validade da curva de Phillips uma variação, chamada curva de Phillips com expectativas, que leva em consideração estas flutuações de salários e preços. Assim, as chances de sucesso e de se aproximar da realidade são maiores e o modelo cada vez mais tangencia a realidade.

  20. Anderson Ferreira Says:

    Como foi colocado pelo grupo essa relação de desemprego e inflação. A inflação leva ao aumento dos preços. Com esse aumento, o consumo diminui. Com o consumo diminuído, a necessidade de mão de obra, tanto na área produtiva como de comércio, diminui. Tudo isso gera o desemprego. Com a redução do consumo, o comércio vende menos, a indústria produz menos, e a quantidade de mão de obra, tanto braçal quanto intelectual, diminui. Assim, a Curva de Phillips traz essa relação de desemprego e inflação. Para o Brasil, o quadro de alta inflação poderá influir no nível de emprego e gerar desemprego ainda maior do que estamos tendo. Mesmo porque, o custo de combater a inflação tem crescido muito. Com isso, a Curva de Phillips pode ficar cada vez mais “achatada”. Isso significa que combater a inflação gera muito desemprego.

  21. Luciano Rosa Says:

    Acredito que o grupo poderia citar o motivo de porque a curva de Phillips se torna vertical no longo prazo, mas vocês fizeram um bom trabalho. Acredito que as fases da curva de Phillips expressam bem o desenvolvimento da ciência ao longo do tempo. Sua primeira fase, pode ser considerada simples e com uma hipótese longe do mundo real, entretanto, a segunda e terceira fases se aproximam mais da realidade ao considerar as expectativas dos agentes. Me lembrei de Isaac, quando disse que “só viu mais longe por estar sob os ombros de gigantes”. Acredito que parte do conhecimento de macroeconomia que temos disponível hoje deve-se a um “gigante” como Phillips.


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