Principais índices de inflação brasileiros: metodologias e diferenças

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“No dia a dia, lemos e ouvimos muito o termo “inflação”. Porém, o que é de fato a inflação? Ela nada mais é do que o aumento persistente e generalizado do valor dos preços, sendo essa sua definição mais direta.

Atualmente, a inflação é calculada por meio de diferentes índices de preços, ou seja, por variações do preço de uma cesta estimada de produtos e serviços, a qual reflete o padrão de consumo de um determinado grupo de cidadãos.

Os principais índices de preço que utilizamos no Brasil são:

  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
  • IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção)
  • IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor em São Paulo)

Quais as principais questões que envolvem a metodologia desses índices?

  • Objetivo do índice de preço
  • Região em que o índice é coletado
  • Fontes e formas de coleta (como os setores pesquisados e forma de entrevista)
  • Periodicidade da coleta
  • Quais bens e/ou serviços serão incluídos na cesta a ser pesquisada.

Vamos comparar agora alguns dos principais índices de preços e questões que os envolvem:

6-E - TABELA

Assim, podemos notar que existem diferenças na metodologia dos índices.

Observemos agora como os índices variam, dado as diferenças citadas na tabela:

6-E - GRAFICO

Por fim, citaremos a importância desses índices principais:

  • O IPCA é o mais relevante do ponto de vista da política monetária, já que foi escolhido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) como referência para o sistema de metas para a inflação implantado em 1999. Além disso, o principal título público brasileiro, o NTN-B, oferece rentabilidade indexada ao IPCA;
  • O IGP-DI é utilizado contratualmente para a correção de determinados preços administrados.
  • O IGP-M é o índice mais utilizado como indexador financeiro, inclusive para títulos da dívida pública federal (NTN-C). Também é usado na correção de alguns preços administrados, como, por exemplo, o de energia elétrica;
  • IPC-Fipe é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e um dos mais antigos do Brasil.”

 

FONTES:  http://www.fipe.org.br

http://brasilescola.uol.com.br

http://www.bcb.gov.br

http://www.infomoney.com.br/…/entenda-melhor-como-funcionam…

http://www.calculador.com.br/tabela/indice/IPCA

http://googleweblight.com/…

AUTORES – grupo B

 

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28 Respostas to “Principais índices de inflação brasileiros: metodologias e diferenças”

  1. Bruno Boalin Says:

    Gostei do texto, principalmente por descobrir o quão importante é a faixa de renda utilizada para analise (acaba mudando preferencias de consumo/cesta de bens), tanto quanto a região em que é feita a pesquisa. Ressalta-se esse ponto pois, analisando o gráfico, em janeiro deste ano enquanto a FIPE (São Paulo) estava pouco acima de 1,6%, o IPCA (importante para política monetária) estava em torno de 1,3%, mostrando a diferença de preços e a dificuldade de se ajustar uma politica comum em âmbito nacional.

  2. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Por meio desse comentário, trago uma notícia do jornal NEXO, a qual traz um mapeamento dos níveis de desemprego relacionado ao índice de inflação desde 1991. Na análise é mostrado como de 1991 até 1995 o Brasil estava sofrendo com a hiperflação, alcançando um máximo de 2400%. A partir do governo de FHC e da implementação do Plano Real (no governo de Itamar ainda), a inflação desceu para 25% em menos de um ano: uma diminuição extremante grande em muito pouco tempo. Enfim, em 1997 a inflação brasileira se torna mais estável, estando entre o intervalo de 2% e 10%.
    Enquanto tudo isso ocorria, o nível de desemprego permanece se movimentando entre 5% e 7% até 1997, quando começa a crescer e variar entre 6% e 9%, perdurando até os dias de hoje.
    https://www.nexojornal.com.br/grafico/2016/05/02/Da-hiperinfla%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-estagfla%C3%A7%C3%A3o-a-trajet%C3%B3ria-da-economia-desde-1991

  3. Mateus Zanini Fernandes Pires Says:

    O interessante em relação a inflação é que os indicadores não demonstram o real efeito da variação dos preços no orçamento das famílias, porque o índice geral é calculado com base numa cesta de centenas de produtos sendo que nessa cesta há diversos itens que no período sofrem alterações diferentes. Por exemplo, o preço do tomate sobe 50%, o consumidor paga isso, mas a inflação geral não será de 50%, porque o tomate tem uma certa influência na cesta, mas existem muitos outros produtos a serem considerados nessa conta. Portanto, apesar de haver diversos índices que tentam englobar todo o comércio o efeito da variação dos preços será diferente para as famílias.

    • Bruna Fontes Says:

      Nesse sentindo, acredito que o cálculo é mais eficiente do que o sugerido por você. Exatamente para querer evitar esse tipo de resultado equívoco, cada produto tem um peso diferente no cálculo da cesta, dependendo de sua relevância no consumo das famílias. Além do que, todas as diferentes variações de preço dos diferentes produtos da cesta entram no cálculo, fazendo com que o resultado atingido pelas ferramentas econômicas (se não dermos credibilidade a elas, quem dará?!) represente a situação das famílias de forma mais abrangente possível.
      Claro, o resultado nunca será exato de acordo com uma família específica, mas o intuito de representar de forma mais fiel a situação do maior número de consumidores possível, acredito, é alcançado.

    • Igor Soares Says:

      Mateus, o exemplo que você sugeriu não seria mais um efeito microeconômico? A inflação é o aumento contínuo e generalizado de todos os preços de uma economia, logo, como a Bruna citou, o preço do tomate possui um peso na inflação, que é atribuído de acordo com padrão de consumo de um determinado grupo de cidadãos. Então, a variação do preço relativo de um bem ou serviço isolado afeta sim orçamento das famílias, mas depende mais da caraterística do bem, por exemplo, se for um bem que possui substituto próximo, a demanda cairá quando o preço subir e não impactará tanto negativamente os consumidores. A inflação como é mensurada tem a ideia de medir o poder de compra dos consumidores de forma mais ampla, o quanto o aumento dos preços vai diminuir o poder de compra dos consumidores – quanto de bens e serviços a moeda comprará. Acredito que seja por isso que é utilizado uma cesta de bens e não se considera preços isolados apenas.

  4. Cézio Says:

    Uma boa comparação a ser feita é confrontar a evolução da inflação em épocas atuais e a inflação em algum período na década de 80…me lembro quando aprendi sobre o custo sola de sapato,custo menu pensei como devia ser complicado viver naquela época tendo em vista que o preço de uma mercadoria era x numa determinada hora do dia e um pouco mais tarde já estava mais alto e como o poder de compra era extremamente variável.Ou seja,o ideal era comprar o mais rápido possível aquilo que se precisava. E por outro lado os comerciantes a fim de não perder com essa volatilidade dos preços tinham gastos com a reformulação de seus preços de venda diariamente…aí fico pensando – como esses índices eram calculados nesse tipo de ambiente inflacionário??!!…Bom, esse é outro assunto…ao grupo deixo os cumprimentos pelo trabalho informativo e direto.

    • Monyk B A Cardoso Says:

      Nossa Cézio, o seu comentário me fez lembrar (pode ser que não tenha a ver..rs) da década de 90, que as famílias inclusive a minha ia ao mercado no começo do mês e fazíamos a “compra do mês”. Era a noite mais legal por um lado, pois era dia de compras..hum bolachas para a escola.rs. e o dia mais chato do mês pois tínhamos que guardar todas as compras no armário na mesma noite😦 demorava para fazer a compra do mês, e assim voltávamos para casa meia noite e tantas. As vezes a tv já estava sem sinal, só com o barulhinho…..É…., com o tempo, os costumes e a segurança de uma economia mais estável “modificou” um consumidor inseguro em um com mais confiança. Carrinhos de mercados que antes eram só os ENORMES.rs (as crianças adoravam entrar neles), hoje são “cestas” de compras para a semana ou para o dia.

  5. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Algumas coisas não ficaram claras pra mim, como por exemplo, o IPCA é analisado APENAS nas cidades citadas e APENAS com famílias que possuem renda entre 1 e 40 salários? Esses resultados obtidos são considerados Nacionais ou apenas regionais? Pensando em cidades turísticas, onde os preços geralmente são naturalmente maiores, dado a grande quantidade de pessoas que passam lá frequentemente, esses valores diferentes não modificam o resultado final da pesquisa?

    • Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

      Sobre a primeira e terceira pergunta:Como citado na tabela, o IPCA é analisado nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo.. entre outras citadas na tabela, por exemplo a região metropolitana de São Paulo é formada por 39 municípios: Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo (que é o município-sede), Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.
      A Região Metropolitana de Belo Horizonte é formada por 34 municípios: Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Ibirité, Igarapé, Itaguara, Itatiaiuçu, Jaboticatubas, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Nova União, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Manso, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Sarzedo, Taquaraçu de Minas e Vespasiano. ..
      Assim, não englobam apenas cidades turísticas,modificando o resultado final.

      Sobre a segunda pergunta: Sim, apenas com famílias que possuem renda entre 1 a 40 salários mínimos, ou seja, renda entre aproximadamente R$ 880,00 e R$ 35 200,00, isso faz parte da metodologia usada para calcular esse índice.

      Espero ter ajudado.

  6. Lucas Kava Says:

    É um pouco triste ver que as séries históricas de alguns destes índices são tão pequenas. Os do IBGE são coletados há menos de quarenta anos! Os “Estudantes Pela Liberdade” fizeram um jornal de mercado – que seria a cesta de consumo de uma família – interativo em que você vê o aumento dos preços ao longo dos anos devido a inflação. E dá pra brincar inclusive, imaginando como seriam cenários futuros e sua expectativas pra inflação. http://inflacionometro.com/ (Caixa de bombom por DOIS reais!! Saudades!😥 )

  7. Renato R Lutz Barbosa Says:

    No Brasil, a inflacao é vista com temor por muitos brasileiros. Se olharmos para algumas decadas atras, é possivel entender esse sentimento. No inicio da década de 90, entre 1990 e 1994, por exemplo, a inflacao acumulada anual teve média anual de 764%. Como dito no texto, ” ela nada mais é do que o aumento persistente e generalizado do valor dos preços”. Portanto, com a inflacao tao alta no periodo citado de exemplo, fez o brasileiro tomar medidas drasticas, como desenvolver táticas como a de se fazer estoque de alimentos ante a possibilidade de o preço subir assustadoramente de um mês para o outro; aplicações como o overnight eram comuns, sempre com a esperança de se manter o poder de compra do salário por mais algum tempo.

  8. Armando H. Z. M. de Barros Says:

    Conforme os preços aumentam com a inflação, temos como consequência toda uma classe trabalhadora que reivindica uma correção de seus salários anualmente. Porém, não fazem essa correção tomando como base apenas a inflação. Também pressionam para um aumento real nos seus salários (tal poder de barganha é potencializado por sindicatos trabalhistas), e isso, concidentemente, leva a um aumento ainda maior na inflação, pois a renda nacional também é elevada, o que aumenta o nível de transações, juntamente com a demanda agregada, o que causa uma elevação no nível geral de preços.

  9. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo B, achei o texto muito interessante, principalmente a imagem que mostra as diferenças encontradas nos diversos índices de preços. Muitas pessoas pensam que só existe uma medida para a inflação e pronto. Esse gráfico mostra que dependendo da cesta de bens escolhidas, podemos obter índices bem diferentes, e que também cabe a nós sabermos distinguir quando usar um em detrimento do outro.

  10. Caio Borges Donegá Says:

    Ao ler o trabalho me veio uma dúvida: se uma mercadoria (carro) em um determinado estado, já contabilizados todos os impostos que nela incide, possua uma diferença no preço em relação a mesma mercadoria comercializada em outro estado. Há possibilidade de um comerciante comprar essa mercadoria em um estado e revender no outro tendo portanto um lucro? Existe alguma lei que impeça essa comercialização?

    • Ana Laura Bertone Says:

      Olha, Caio, eu tentei pesquisar sobre a sua pergunta, mas não me sinto confiante em respondê-la com certeza, pois não encontrei insumos suficientes para isso. Entretanto, acredito que, no geral, os índices de preços são de âmbito nacional, existindo alguns que se referem a determinado local, como por exemplo o IPC-Fipe (que mede o custo de vida das famílias paulistanas).

  11. kenneth xavier Says:

    Achei bem interessante o trabalho sobre os índices de inflação, no qual podemos conhece-los melhor e aprender sobre sua metodologia, como são calculados, como são distribuídos para cada nível de renda da população. Para esse trabalho gostaria de trazer uma contribuição que achei muito interessante. Uma calculadora sobre os índices de inflação que calcula a inflação acumulada dos principais índices disponíveis no Brasil para o período desejado. Além de podermos escolher um índice e um período qualquer e digitar um valor em reais para calcular o valor corrigido, e a porcentagem desse valor com a correção para os dias atuais.
    Segue o link para a calculadora sobre os índices de inflação: http://economia.uol.com.br/financas-pessoais/calculadoras/2013/01/01/indices-de-inflacao.htm

  12. Gian Luca Wickart Says:

    Os indices de inflação ,são as principais formas de se medir a elevação do nível geral de preços em uma economia , mostrando assim , a evolução do poder aquisitivo das pessoas , dado que os salarios reais , ou poder de compra do consumidor, é medido pela razão entre os salarios reais e o nível de preços .Desta forma , podemos ver que um maior nivel de preços reduz o salario real das pessoas e seu poder aquisitivo , o que consequentemente reduz o bem estar dos consumidores .
    Gostaria de complementar o trabalho mostrando como é dada a metodologia de calculo do IPCA :O índice é calculado para cada região. A partir dos preços coletados mensalmente, obtém-se, na primeira etapa de síntese, as estimativas dos movimentos de preços referentes a cada produto pesquisado.
    Tais estimativas são obtidas através do cálculo da média aritmética simples de preços dos locais da amostra do produto que, comparadas em dois meses consecutivos, resultam no relativo das médias.
    Agregando-se os relativos dos produtos através da média geométrica é calculada a variação de preços de cada subitem, que se constitui na menor agregação do índice que possui ponderação explícita. A partir daí é aplicada a fórmula Laspeyres, obtendo-se todos os demais níveis de agregação da estrutura-item, subgrupo, grupo e, por fim, o índice geral da região.
    Segue o link para mais inforçôes sobre como calcular o IPCA :

    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/ipcae/textoesp.shtm

  13. Denise Franco Severo Says:

    Ao ler o trabalho do grupo percebi a importância de haver diferentes tipos de índices com diferentes metodologias, afinal seria muito ilusório tratar a sociedade brasileira como homogênea. Mesmo assim, vemos que é inevitável generalizar hábitos de consumo entre integrantes de um grupo específico, assim, obtendo uma média de renda, produtos consumidos na cesta de bens desse grupo e suas preferências, podemos criar grupos onde os integrantes possuam mais semelhanças. Dessa forma, para cada situação há um índice mais aconselhado para que o cálculo se aproxime da realidade.

    • João Pedro Coli de Souza Says:

      Estava pensando a mesma coisa, na viabilidade de haver mais de um índice voltado para diferentes faixas de renda. Ainda que o consumo esteja relativamente padronizado entre grupos semelhantes de regiões ou estados diferentes e que encontremos a maioria absoluta e esmagadora da população brasileira dependendo de uma renda entre 1 e 40 salários mínimos, é de se imaginar que haja alguma diferença relevante nos padrões de consumo de uma família cuja renda é de R$1000,00 por mês e outra cuja renda é de R$10.000,00 por mês, por exemplo. É importante lembrar também que somos um país pobre e que, muito provavelmente, há pouquíssimas pessoas ganhando algo entre 20 e 40 salários mínimos, sobretudo se compararmos com os que estão na faixa de 1 a 5 salários mínimos. Deixo, inclusive, uma pequena dúvida (”curiosidade”, pode-se se dizer): membros do Grupo B, o IBGE (ou qualquer outro órgão que faça levantamentos acerca da inflação) disponibiliza a variação no nível de preços para faixas específicas de renda? Se não, há alguma justificativa ou razão para que seja entre 1 e 40 s.m.?

      PS.: O post ficou bom, muito interessante ver a comparação entre os índices, que nem sempre ”concordam” entre si. Talvez pudesse ter sido interessante trazer o deflator do PIB, apenas para fins comparativos.

  14. Luiz Felipe G Inácio Says:

    O texto deixa bem claro a dificuldade de se mensurar a inflação de um período, bem como a importância do foco econômico e da metodologia na análise. Um exemplo disso são os meses de setembro e outubro de 2015 em que, no gráfico demonstrado, o IPCA e o IPC-Fipe apresentam uma diferença de meio ponto percentual. Alguém conhece um texto -não muito extenso de preferência- sobre como a metodologia afeta os resultados finais dos índices?

  15. Matheus Moreira Lagoa Says:

    É assustador notar como as taxas de inflação podem se alterar à medida que variamos o índice de preços utilizados, e tendo em vista a importância da inflação para as políticas econômicas, uma divergência de dados pode alterar muita coisa no cenário de um país. Ou até mesmo como esses dados podem ser manipulados, dependendo do objetivo da pessoa.
    Parabéns ao grupo pelo trabalho e a forma como os dados foram apresentados.

  16. Adriano Braga Rodarte Says:

    Tenho achado o conteúdo que vemos no curso de macroeconomia muito interessante, principalmente as aulas mais recentes, de como o desemprego relaciona-se com a inflação. Países como a Espanha, que enfrentam altíssimos níveis de desemprego (numa pesquisa rápida constata-se que os números passam de 22%) ao mesmo tempo lidam com baixas taxas de inflação. Em março de 2016, a inflação espanhola foi de -0,84%!!
    Acho importante também deixar meus parabéns ao grupo pelo texto! Eu não possuia ideia da magnitude da diferença que os índices utilizados no calculo da inflação poderiam exercer sobre esta.

    http://pt.global-rates.com/estatisticas-economicas/inflacao/indice-de-precos-ao-consumidor/ipc/espanha.aspx

  17. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    Parabéns ao grupo pela forma como foi abordado o tema, a inflação é uma das variáveis mais importantes da economia e seu estudo bem ganhando muita força sobretudo no período em que a mesma era um problema central para vários países, como nas décadas de 60 e 70. Nesse sentido, é muito importante uma menstruação eficaz da mesma, para dessa forma o governo tomar as medidas necessárias para controla-lá por intermédio por exemplo da taxa de juros.

  18. Anderson Ferreira Says:

    Dentre vários índices de inflação, o mais divulgado pela mídia é o IPCA. Acredito que porque ele é o que mais contempla a cesta de bens da população. Ele considera gastos como alimentação e bebidas; artigos de residência; comunicação; despesas pessoais; educação; habitação; saúde e cuidados pessoais. Interessante como o grupo colocou que cada índice tem uma metodologia diferente, e a medição é feita por diversos órgãos especializados, como o IBGE, a FGV e a Fipe. Também, como se tem vários índices, tem que reparar que a cesta de bens considerada pelo índice de inflação pode não ser aquela que o consumidor costuma consumir, portanto a “sua” inflação pode ser maior ou menor do que aquela medida pelos índices oficiais.

  19. Monyk B A Cardoso Says:

    Achei interessante e bem útil o gráfico para perceber de imediato quais os índices mais altos e mais baixos. Era sempre um dilema quando em pensava em qual índice utilizar para atualizar uma dívida contratual. Obrigada grupo pela contribuição🙂

    Fora isso, acredito que será útil para muitos que irão adquirir bens ou vender bens com base em contratos e cláusulas de atraso. Ter o índice certo e entender o que ele mede ajuda e muito para justificar a correção baseada nela.

    Eu pesquisei algumas notícias de jornal da década de 90, para termos uma noção de como era cotidiano a “loucura” da correção da inflação, tanto para os agentes consumidores e vendedores, como para os que construíam a tabela através do trabalho de campo. Tem esta matéria de 2013, que fala como os preços eram atualizados na década de 90, quais os critérios de coleta de preços pelos agentes do IBGE (se coletavam o preço novo ou o preço antigo quando chegavam no momento exato da remarcação), quais as soluções, mudanças e a transição com o Plano Real.

    capa do Estado de São Paulo de 29/06/1994 – Ajuste de aluguel
    http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19940629-36778-spo-0001-pri-a1-not
    capa do Estado de São Paulo de 01 e 02/07/1994
    http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19940701-36780-nac-0001-pri-a1-not
    http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19940702-36781-nac-0001-pri-a1-not
    matéria de 2013 sobre os agentes do IBGE:
    http://oglobo.globo.com/economia/os-agentes-tinham-que-anotar-horario-exato-da-coleta-dos-precos-8413781

  20. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao grupo B, pelo rigor técnico aliado à clareza. Lembrei-me de um artigo que li no jornal Folha de S. Paulo, no dia 08/05/16, no qual o economista Samuel Pessôa chama atenção para o fato de a taxa de desemprego nacional ser calculada com base exclusivamente nos índices das nas regiões metropolitanas do país, sem levar-se em conta assim os índices das cidades menores ou mesmo das áreas rurais, o que distorce a real taxa de desemprego no país. Os vários índices de inflação mostrados também baseiam-se na mudança dos preços das regiões metropolitanas, o que pode distorcer a real inflação do país. Reconheço ser inviável a coleta de preços e pesquisa a nível nacional, mas é bom lembrar que a inflação mostrada nos índices oficiais pode não representar a mudança de preços em cidades menores.

  21. Luciano Rosa Says:

    A grande desigualdade social existente no Brasil dificulta a medida da real inflação, pois há muitas cestas de consumo diferentes nas famílias. Entretanto, a existência de vários índices facilita a busca por essa informação. O conhecimento da inflação existente ajuda na tomada de várias decisões na economia, como reajustamento de salários (expectativas racionais), compra e venda de títulos e decisão de guardar papel moeda.


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