PIB, desemprego – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados

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“Para Keynes, os empresários buscam as melhores previsões possíveis sobre as suas receitas futuras, tanto referente a expectativa dos preços, que o fabricante almeja obter com o produto finalizado, como a expectativa de rendimentos futuros, quando agrega um valor a um produto que irá revender. Essas expectativas podem ser de curto e longo prazo, e são essas expectativas que irão determinar o montante de emprego que a firma irá oferecer. Portanto, a produção, com o seu volume, somente irá determinar e atuar com influência sobre a quantidade de emprego se as expectativas dos empresários mudarem no decorrer do tempo. Logo, o efeito sobre a taxa de desemprego só irá ocorrer “depois de um lapso de tempo considerável”(KEYNES,1985).

Desempenhos comparados: Países desenvolvidos (G7)

Figura 1. Criação do grupo4-C- figura 1

Figura 2. Criação do grupo
4-C- figura 2

De acordo com os gráficos, o PIB teve uma queda significativa entre os anos de 2008-09, decorrente da conjuntura internacional. Percebe-se que todos os países do G7 e os seus complementares que estão na UE, apresentaram um PIB de 3 até quase 6 pontos negativos na queda percentual do PIB.

Em 2009, a Alemanha, uma das maiores economias da UE, teve a sua maior retração, desde o fim da Segunda Guerra. Encolhendo-se em torno de 5% em 2009, muito pela queda de investimentos e exportações(EGELER,BUHRS, 2010). Comparando com o desemprego, segundo Krämer: “Se as empresas na Alemanha produzem 5% a menos, então também alegam precisar de 5% a menos de funcionários, o que implicaria o corte de 2 milhões de empregos. Isso prova o quão problemático é quando a economia retrai 5%”. O número de emprego em 2009 se manteve estável ao ano anterior, o que se reduziu em 2009 foi a jornada de trabalho, reduzindo-se em média de 2,8% as horas trabalhadas(BUHRS, 2010).

No quesito desemprego, o Brasil teve em 2009 praticamente a mesma taxa da média dos países desenvolvidos, percebe-se uma diferença brusca nos anos seguintes, com uma estimativa de maior desemprego para 2016-17, beirando as taxas da Itália e da França.

Desempenhos comparados: Países emergentes e Brasil (BRICS)

Figura 3. Criação do grupo

4-C- figura 3
Figura 4. Criação do grupo
4-C-figura 4

 Os BRICS foram identificados como economias grandes e de crescimento rápido que teriam papéis globais cada vez mais influentes no futuro. Mas a desaceleração econômica que o Brasil está passando se repete em todo o grupo. No Brasil, uma conjugação de fatores internos e externos que determinaram o baixo dinamismo da economia no período recente.

Já a Rússia é criticada por ter um ambiente de negócios difícil, devido à burocracia e incertezas sobre o sistema legal. Jim O’Neill (responsável pelo termo “BRICS”) afirma que o país precisa de normas confiáveis de direito empresarial. Mesmo assim a Rússia apresenta taxas de desemprego abaixo do Brasil.

China é possivelmente a mais preocupante para o resto do mundo. O país tem registrado taxas extraordinárias de crescimento econômico há muito tempo e taxas de desemprego muito baixas, podendo representar que sua economia está muito aquecida.

A Índia aparentemente é o que está causando menos ansiedade nos mercados. O crescimento ganhou força nos últimos anos. Pode ser considerado como resultado de reformas e política macroeconômica voltada ao crescimento (aliada à geração de empregos). Junto com a China, a Índia apresentou crescimento do PIB com desemprego em torno de 4% nos últimos anos.

O desempenho da África do Sul em termos de crescimento e de redução do desemprego tem estado muito abaixo da China e da Índia. As razões para o elevado desemprego estão associadas a baixa demanda internacional por commodities e à fragilidade do setor manufatureiro voltado para as exportações, que tem vivenciado uma redução de lucratividade, fator que compromete a geração de empregos e o estímulo ao crescimento.

FIGURA 5 4-C- figura 5

O gráfico acima relaciona o desempenho do PIB e o desemprego no Brasil. Para o período de 2014 em diante a relação se tornou inversamente proporcional, com a queda do PIB e o aumento do desemprego. Percebe-se que a queda do PIB de 2013-14, influenciou levemente o mercado de trabalho, gerando até uma diminuição do desemprego. 

Fontes:

KEYNES,John Maynard; A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; Ed.Nova Cultural;1985; São Paulo

http://www.dw.com/pt/brasil-pressiona-resultado-global-negativo-diz-fmi/a-19182298 http://www.dw.com/pt/alemanha-passou-pela-pior-recessão-desde-o-pós-guerra/a-5124646 http://www.dw.com/pt/ue-lutará-com-alto-endividamento-nos-próximos-anos/a-4296360

http://www.dw.com/pt/comissão-europeia-anuncia-más-perspectivas-conjunturais-na-zona-do-euro/a-4227300

Http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/01/weodata/index.aspx

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141130_brics_atualiza_lab

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182009000300004 http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2012/artigos/e2012_t00177_pcn50520.pdf http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/04/epoca-negocios-brasil-e-pais-lider-em-desemprego-aponta-estudo.html http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/04/desemprego-no-brasil-chega-maior-taxa-da-serie-historica-do-ibge.html http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/desemprego-fica-em-102-no-trimestre-encerrado-em-fevereiro.html

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3144 http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2016_04_20_nota_informativa_pnadc.shtm http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/joao-borges/2016/04/20/VELOCIDADE-DA-PIORA-DO-DESEMPREGO-SOBE-COMO-FOGUETE.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/04/20/DESEMPREGO-SOBE-PARA-102-NO-TRIMESTRE-ENCERRADO-EM-FEVEREIRO.htm

AUTORES: GRUPO C – Macro I

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36 Respostas to “PIB, desemprego – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados”

  1. Monyk B A Cardoso Says:

    Galera, seguem mais informações do nosso trabalho postado:
    Obs.: as fontes são as mesmas que estão no post.

    Na conjuntura atual brasileira, o grupo deparou-se com algumas notícias relevantes aos temas até a data de 23.04.16.

    Em 12.04.16 o FMI falou um pouco sobre as incerteza do crescimento brasileiro, sendo este só com melhoras em 2017.
    Em 20.04.16 o IBGE divulgou a taxa atual de desemprego, chegando a 10,2% (acreditem, em 2015 foi de 7,4%) o que equivale em média 10,4 milhões de desempregados no país. (este link possui mais gráficos com a relação do desemprego, por exemplo: pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência) (vale a pena conferir!)
    Em 20.04.16 o IBGE retificou erros cometidos nas divulgações anteriores, e comentou sobre a PNAD contínua. Em nota, explicou quais os erros e como foram corrigidos.
    Em 20.04.16 na CBN, comenta-se sobre os dados do IBGE, sobre a queda em especial na indústria, e sobre o aumento do trabalhos autônomos e/ou informais.
    Em 20.04.16 na CBN, o comentarista João Borges comenta sobre os dados do IBGE e sobre a questão política atual.
    Em 20.04.16 no G1, com reportagens da Globo News, apresenta dados e entrevistas sobre a divulgação do IBGE. (vale a pena conferir!)
    Em 20.04.16 o Jornal Hoje divulgou os dados do IBGE sobre desemprego e apresentou um “olhar” um pouco “populista e esperançoso”.
    Em 21.04.16 o Jornal da Globo comentou sobre o resultado anunciado pelo IBGE no dia anterior, e sobre a melhora nas contas externas brasileiras.
    Em 23.04.16 na Época Negócios, menciona que temos uma taxa de desemprego maior que da Nigéria que está atualmente sofrendo terrorismo.
    Em 23.04.16 na Folha de São Paulo impressa, comenta sobre a construção civil que é o setor que mais preocupa o governo nesta alta de desemprego.

    Obs.: O grupo observou um desacordo de informações quando definido qual o setor mais agravante ou preocupante na queda de emprego.

  2. Monyk B A Cardoso Says:

    Outro detalhe turma, nesta quinta-feira teremos o PIB/1T americano, e na sexta-feira o PIB/1T da Zona do Euro. Ambos serão postados nos comentários🙂

  3. Monyk B A Cardoso Says:

    Turma, outra curiosidade:

    já saiu a prévia do Índice de Confiança da Indústria de Transformação (ICI) de abril de 2016, pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Neste mês teve um aumento na confiança por parte da indústria, saiu de 75,1 para 77,8 pontos, o que foi o maior nível desde março de 2015.Talvez, isso fará com que as expectativas futuras dos empresários mudem (aquelas do início do post).

    Para saber um pouco mais como funciona:
    “O Índice de Confiança da Indústria de Transformação (ICI) é o indicador-síntese da pesquisa, composto por seis quesitos: Nível de demanda total (interna e externa), Nível de estoques, Situação Atual dos negócios e expectativas sobre Produção (três meses), Emprego (três meses) e Situação dos negócios (seis meses).”

    Fonte: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880811D8E34B9011D98524BB83BED
    http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumChannelId=402880811D8E34B9011D92E5C726666F

    Um outro índice que já saiu foi o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também da FGV. Este índice recuou de 67,1 para 64,4, tendo o seu menor número da série histórica.Além disso, houve um aumento de pessimismo mostrado pelo Índice de Expectativas (IE) que recuou 3,2 pontos, indo para 65,8 pontos.

    Fonte: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumChannelId=402880811D8E34B9011D92E5C726666F

    Outro índice de confiança do consumidor que caiu, foi o americano, anunciado hoje pelo Conference Board. Saiu da casa de 96,1 de março para 94,2 em abril.

    Fonte: http://www.valor.com.br/internacional/4539117/confianca-do-consumidor-nos-eua-recua-em-abril-nota-conference-board

  4. cezio Says:

    Os dados são interessantes pois resgatam uma informação que obtivemos das discussões que tivemos em sala.Me lembro que na aula que tivemos sobre mercados financeiros a professora ,a nosso pedido e com o cuidado de não fazer juízo de valor, falou um pouco sobre as questões macroeconômicas atuais brasileiras e como os escândalos da política brasileira atual tem muito pouco a ver com os problemas macroeconômicos atuais vividos pelo Brasil.Lembro também que a professora ressaltou o impacto da desaceleração do crescimento chinês,demonstrado nos gráficos,além de outros fatores externos na determinação dos problemas macroeconômicos atuais nacionais e atribuiu uma parcela reduzida dessa “culpa” aos eventos políticos brasileiros atuais.Ao ler o trabalho consegui conectar as informações nele contidas com a realidade e esse é ,ao meu ver,o seu objetivo.Portanto parabéns aos envolvidos.

    • Caio Borges Donegá Says:

      Para mim, ao ler o trabalho do grupo, também me veio na cabeça essa aula que o Cezio citou. Nessa aula, me lembro de ter ficado muito espantado quando a professora nos disse que os problemas macroeconômicos atuais tem pouca intervenção da situação política do país. Portanto, o trabalho serviu como uma ilustração para mim daquilo que a professora disse em sala, pois mostrou a relação entre as economias do Brasil com diversos outros países, provando que a situação econômica brasileira não depende tanto assim dos escândalos aqui ocorridos, mas sim de uma inter-relação existentes entre as economias dos países em um âmbito global.

  5. Gian Luca Wickart Says:

    Após a ultima grande crise financeira global, os países em desenvolvimento se destacaram como uma especie de motor para a recuperação do crescimento mundial. Entretanto, dada a conjuntura econômica internacional atual, a situação destes países é bem diferente, países que apresentavam elevado nível de crescimento, estão sendo acompanhados por significativas quedas deste crescimento. Países em situação econômica desfavorável, vão reduzir o seu consumo, o que automaticamente vai causar a diminuição das exportações. Com as exportações prejudicadas, somos forçados a produzir menos, o que afeta diretamente o crescimento. Para caracterizar esse contexto global, podemos enfatizar o papel da China como grande consumidor de matéria-primas. A China vem apresentando uma crescente redução das importações , fato que prejudica países exportadores , como por exemplo, o Brasil. O Brasil mantem uma balança comercial favorável dado que a alta do dólar favorece as exportações porem prejudica as importações. Entretanto , o saldo de exportações vem caindo nos últimos anos .

  6. Bruno Boalin Says:

    Gostei muito do tema dessa semana! Por ter sido exposto com vários gráficos e, sendo estes comparados com a situação vigente do país, nos faz questionar sobre a real situação em relação aos demais países.
    Digo isto pois o gráfico de desemprego chamou-me a atenção. Nele, o Brasil possui aproximadamente 9% de desemprego (2016), estando em uma faixa abaixo a de países como Itália e França (11% e 10% aproximadamente).
    É comum ouvirmos em discussões políticas e econômicas que o Brasil sempre possui um nível(maior) gritante de diferença de desemprego em relação a todos os países Europeus. Pelo gráfico, é notável que certos países europeus também enfrentam essas dificuldades(quando não até maiores que as nossas, vide anos anteriores).
    Com a análise feita, é presumível notar que tal afirmação é uma falácia e, portanto, tal discussão aumenta nosso conhecimento teórico e passamos a ter uma relativa maior propriedade para se discutir sobre o assunto. Parabéns ao grupo C.

  7. kenneth xavier Says:

    Ao analisar a figura 5 observa-se que o aumento da taxa de desemprego vem acompanhando com a queda do PIB, que após a crise mundial de 2008, no qual países desenvolvidos e subdesenvolvidos enfrentaram altas taxas de desemprego e queda no PIB. O caso brasileiro mostra que o Brasil teve uma queda no ano de 2008 e 2009 no PIB com uma recuperação rápida já em 2010. Entretanto do ano de 2010 ao ano atual o PIB só caiu. Já a taxa de desemprego começou a aumentar em 2014. Segundo dados do FMI o Brasil é o pais com pior crescimento entre as 16 primeiras economias do mundo em relação ao PIB. A tendência e de uma recuperação mas de forma lenta. Segundos dados do FMI a tendência é de que a taxa de desemprego aumente ate o ano de 2017.

    • Bruna Fontes Says:

      Não sei se concordo com essa linearidade que você diz ter encontrado entre queda do PIB e crescimento do desemprego. Parece-me ocorrer isso mais para o final do gráfico, onde os números são estimados.
      Pelos estudos, sabemos que seria o esperado, porém, talvez não ocorra por conta da resposta no longo prazo, apenas, do desemprego.

  8. Ruan Cursino Thomé Says:

    Olá grupo C. gostei muito dos recursos gráficos utilizados por vocês, realmente deu um diferencial para o texto e ajudou a relacionar os dados com a parte escrita de maneira muito rápida e fácil. Achei extremamente interessante a maneira como vocês decidiram abrir o texto, o primeiro paragrafo explica muitas das situações encontradas nos gráficos apresentadas. Por exemplo, nota-se uma contração, estimada, no PIB russo em 2015, acredito que ela tem muito a ver com a guerra na Ucrânia e algumas sanções econômicas impostas ao Estado russo. Contudo, a taxa de desemprego sofre um efeito muito mais tardio segundo as estimativas dos gráficos de desemprego, confirmando exatamente que “o efeito sobre a taxa de desemprego só irá ocorrer ‘depois de um lapso de tempo considerável’ “! Muito interessante.

  9. Lucas Kava Says:

    As estimativas dos gráficos sobre empregos parecem refletir a realidade. O New York Times teve uma publicação no início do ano sobre a queda no desemprego nos EUA, mostrando um panorama geral sobre como andava o mercado de trabalho. A taxa de desemprego por lá se manteve constante e por volta dos 5%, mesmo com o desaquecimento da economia. Ele também fala sobre o aumento do salário real e como isso atrairia os trabalhadores para ofertar mão de obra.
    Também tem um perfil dos trabalhadores, por etnia, faixa etária…
    Link: http://www.nytimes.com/2016/02/06/business/economy/jobs-report-unemployment-january-fed-interest-rates.html?_r=0

  10. Ana Laura Bertone Says:

    Gostei bastante dos textos e gráficos trazidos pelo grupo C. Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, encontrei algo que me chamou a atenção: a relação direta entre aumento do desemprego e aumento de aberturas de Microempreendores Individuais (MEIs). A relação encontra-se no fato de que, com o aumento das demissões, muitas pessoas têm se tornado autônomas. Para mais informações, o site que encontrei tal relação foi: http://www.valor.com.br/brasil/4544547/numero-de-novas-empresas-cresce-em-meio-ao-desemprego-diz-boa-vista

  11. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    Gostaria de ressaltar a importância da análise econômica por meio de gráficos, que deixam clara a relação entre as variáveis econômicas internas de um pais e permitem comparar de maneira justa diversas economias mundiais. Nesse caso, os gráficos do grupo foram muito úteis para ilustrar e contextualizar a parte escrita.
    No terceiro gráfico, a disparidade do crescimento do PIB da China e principalmente da Índia em relação aos demais países emergentes me chamaram a atenção. Acredito que esses países estão no caminho certo para o desenvolvimento, sendo, porém, necessário dar a devida importância aos seus problemas sociais, como pobreza, má distribuição de renda, fome e instabilidades políticas que podem surgir, como o alinhamento da China à Coreia do Norte.
    Pesquisando sobre o tema, encontrei esta notícia e achei que seria interessante compartilha-la: http://m.agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-04/economia-chinesa-vai-crescer-67-em-2016-diz-banco-mundial

    • Igor Soares Says:

      Fica evidente nas informações tratadas pelo grupo, especialmente pelos gráficos, a relação direta entre o crescimento econômico e desemprego, destacando o papel das expectativas nesse processo. No caso da China é interessante notar como sendo uma das maiores economia do mundo e o papel que desempenha em relação as outras economias, fica nítido que as oscilações na economia chinesa acarretam oscilações nas outras economias, logo analisar o desemprego em uma dada economia sem levar em conta o que ocorre no resto do mundo é ter uma visão míope da analise. Para ilustrar mais sobre os problemas da economia chinesa citados pela Ana Carolina segue um link: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150826_china_economia_razoes_hb

      • João Zanine Says:

        Apesar do bom desempenho dos emergentes em temporada economia tão instável, acho válido que percebamos , como podemos ver pelos gráficos 1 e 3, que o pib mundial ainda é predominantemente influenciado pelo sucesso ou fracasso econômico do g7, especialmente dos Estados Unidos nesse grupo, relembrando os primeiros capítulos do blanchard

  12. Luiz Felipe G Inácio Says:

    Texto e gráficos muito bem produzidos, mas, sobre a Índia e o fato dela ser a “que está causando menos ansiedade nos mercados”, já li muitos economistas criticarem as políticas indianas. O principal ponto das críticas é a falta de formação de uma classe média significante, a extrema desigualdade -causada tanto pela oficialmente extinta cultura de castas, quanto pela super população adensada no Sub-continente indiano-, e a dificuldade do governo local em promover a integração e o desenvolvimento do país como um todo. Alguém pode nos esclarecer mais sobre como a maior democracia do mundo está trabalhando para mitigar esses graves problemas?

    • Anderson Ferreira Says:

      Nós, do Grupo C, concordamos com você, Luiz. Mesmo a Índia causando menos ansiedade nos mercados, ela enfrenta varias questões sociais graves como você colocou no seu comentário. Não tivemos muito espaço para nos aprofundarmos em questões particulares dos país que fizemos nossas comparações. Mas, pesquisando, encontrei um artigo de 2013 que sistematiza dados e informações sobre a economia indiana.
      Sobre os pontos que você levantou no seu comentário:
      -A classe média indiana, como sua população, é uma das maiores do mundo. ”No plano do consumo, o crescimento da renda, do poder de compra e do tamanho dos mercados consumidores caminha em paralelo com o crescimento das classes médias urbanas indianas, que representam cerca de 200 milhões de pessoas. Esse contingente, que deverá constituir-se em pouco mais de uma década em um dos cinco maiores mercados consumidores do mundo”
      -A desigualdade social, presente pela cultura de castas e por motivos internos, está menos extrema que nas décadas passadas. ”Atualmente cerca de 50% da nova classe média urbana é constituída por pessoas de castas inferiores. Uma situação bem diversa da encontrada na Índia pós-independência, quando cerca de 80% dos funcionários públicos pertenciam às castas mais altas.”
      -Mesmo com todos os problemas sociais na cultura indiana, nada parece desanimar os mercados (como afirmamos no nosso trabalho) como, também, a nova dinâmica social indiana está animada com os estímulos vindos das relações de mercado. ”No que se refere às estruturas sociais de mercado e sua relação com o processo de crescimento é possível supor que poucos elementos podem efetivamente vir a constituir-se em entraves ao processo de crescimento. As estruturas e dinâmicas sociais tão características da sociedade indiana, nos domínios das instituições, mobilidade, mercados, ocupação e racionalidade econômica, parecem capazes de operar funcionalmente diante dos novos estímulos vindos das relações de mercado em expansão sem gerar entraves ou racionalidades contraditórias.”.
      -Por fim, a reposta para como a maior democracia do mundo está trabalhando para mitigar graves problemas, ”pode ser respondida com um otimismo vinculado, ao identificar elementos concretos de sustentabilidade, mas estariam condicionados a uma série de fatores, como a capacidade de sustentabilidade financeira do setor público e das reformas conduzidas pelo Estado nas áreas da educação, infraestrutura, inovação, agricultura e da estabilidade institucional. Ou, ainda, da capacidade de seu setor dinâmico, o setor de serviços
      tecnológicos, absorver toda a transição demográfica da Índia.”
      Espero ter ajudado.
      Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v22n50/06.pdf

    • Bruna Fontes Says:

      Quando li sobre a situação econômica da Índia, a primeira coisa que me veio à cabeça foi justamente o equívoco que pode ser causado ao se analisar puramente dados – principalmente sem se saber maiores detalhes sobre a forma de coleta. Sabemos que na Índia se concentra centros avançados de estudos, porém, isso se reduz a uma parcela ínfima do país. Em grande parte, o que se encontra é pobreza e extrema desigualdade social.
      Encontrei essa reportagem (link no final) que fala bastante sobre as políticas econômicas adotadas no país atualmente (e pela leitura podemos perceber quais os possíveis pontos criticados, como citado por você). Um dos dados é de que “a população com renda inferior a 1,9 dólar por mês caiu de 37% em 1990 para 9,6% no ano passado”.
      Achei um texto bom para se ter uma ideia geral, faz comparações com o caso brasileiro e é recente!

      http://www.cartacapital.com.br/revista/896/a-india-acelera-e-avanca

      • Anderson Ferreira Says:

        Não tinha visto essa matéria da Carta Capital, achei interessante. Em resumo, o que afirmamos aqui é que não podemos negar as graves questões sociais da Índia (desigualdade social, pobreza extrema, fome, segregação social em função das castas…), mas que, também, o país está avançando em melhorias sociais (até para aqueles que estão em castas mais inferiores, como disse em meu comentário e como está no artigo que utilizei como fonte, um artigo de 2013, não é tão antigo assim). Até mesmo você afirmou em seu comentário que a parcela da população que vive com uma renda inferior a 1,9 dólar por mês diminuiu nos últimos anos e a matéria trata com ”Pobreza escada abaixo”. Pontante não é a analise puramente de dados, mas de fatos. Porém, devido a enorme população do país, esses avanços deverão continuar por muito tempo ainda para que o país tenha uma inclusão ainda maior, inclusive daquelas pessoas de castas inferiores.

  13. Renato R Lutz Barbosa Says:

    Trabalho bom, simples e gostoso de ler, parabens! È sempre importante para entender a macroeconomia, saber o que esta acontecendo pelo resto mundo e fazer as análises comparativas para compreendermos melhor a nossa economia. Uma variavel externa qualquer pode afetar diretamente a nossa economia.Um exemplo recente, foi a alta do petroleo no mercado internacional, fazendo as açoes da petrobras subirem em cerca de 11%, e por conta disso, impulssionou as bolsas brasileiras fecharem em alta no periodo.

  14. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Enquanto analisava os gráficos algo me chamou a atenção: a disparidade entre a taxa de desemprego sul-africana e os demais componentes do BRICS. O Brasil assume a segunda posição no maior índice de desemprego do bloco econômico, atingindo 9,5%, enquanto a África do Sul, a segunda maior economia africana(logo atrás da Nigéria), assume a primeira posição com 24,5%, uma porcentagem extremamente alta.
    Após uma serie de reflexões sobre a história do país e estatísticas atuais, ficou evidente como as chagas do apartheid ainda estão abertas e afetam significativamente a estrutura do mercado de trabalho do país: mesmo a população branca não chegando a 9% da total, 70% dos maiores cargos são ocupados pelos mesmos. Além disso, o índice de desemprego branco gira em torno de 5.9%, enquanto o desemprego entre negros atinge o nível de 28,8%. A conclusão é evidente.
    Fonte: http://www.nytimes.com/2016/03/02/world/africa/raw-tensions-over-race-fester-in-south-africa.html

    • Bruna Fontes Says:

      Destaque para o fato de se tratar de uma das maiores economias do continente africano e um dos países mais desenvolvidos do mesmo (se não o mais). São realidades extremamente diferentes das vividas mesmo no Brasil, onde as situações ainda são bem precárias. E pensar o início dessa pobreza torna as coisas ainda mais tristes..
      Como países como esses podem disputar, livremente, com economias tão fortes e sólidas como são as de outras partes do mundo?..
      Gostei muito do seu comentário e da reflexão que ele trouxe.

  15. Denise Severo Says:

    Segundo o FMI, a economia brasileira pesou sobre as estimativas para o crescimento global, que foram reduzidas em 0,2 ponto percentual tanto para 2016 quanto para 2017, respectivamente, para expansão de 3,4% e 3,6% (em outubro, estimativas eram de alta de 3,6% em 2016 e 3,8% em 2017).
    “Essas revisões refletem de maneira substancial, mas não exclusivamente, uma retomada mais fraca nas economias emergentes do que previsto em outubro”.
    As projeções do FMI para a atividade econômica brasileira, que enfrenta forte recessão em um cenário de inflação e juros elevados agravado por uma crise política, são piores que as de economistas de instituições financeiras. Pesquisa Focus do Banco Central aponta que eles veem retração de 2,99% em 2016 e crescimento de 1% no ano que vem.
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/fmi-piora-projecoes-para-o-brasil-e-deixa-de-ver-crescimento-em-2017.html

  16. Luciano Rosa Says:

    O pensamento de Keynes se confirma na situação do Brasil. O produto começou a cair em 2014, dentre outros fatores pela alta da taxa de juros. Entretanto, a taxa de desemprego começou a crescer no decorrer de 2015 até chegar em seu pico no inicio de 2016. Analisando os gráficos de desemprego, percebemos a ação do “Multiplicador Keynesiano”, uma vez que um aumento no desemprego inicial, por algum motivo, tende gerar a queda na produção,reduzindo o produto que reduzirá o consumo, diminuindo o produto. Essa situação parece ocorrer até um certo ponto que o Governo tome uma atitude importante ou até chegar em um ponto “limite”, com uma provável taxa de juros muito baixa, de modo que o investimento suba e a taxa de desemprego comece a cair por pelo menos um tempo considerado de médio prazo. Interessante como o conhecimento da sala de aula pode ajudar a entender a realidade.

  17. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    Acho interessante a relação inversamente proporcional do PIB e do desemprego no Brasil, que podemos verificar no gráfico 5. Fui pesquisar sobre outro país, a África do Sul ,país com a maior taxa de desemprego do mundo, para ver se ela também apresentava essa relação inversamente proporcional.
    “A África do Sul possui atualmente a maior taxa de desemprego do mundo, segundo a OIT. Cerca de 25% da população economicamente ativa do país está sem trabalho. Esta pressão no mercado deve-se em grande parte às dispensas de funcionários temporários contratados durante o período da Copa do Mundo.”.
    A taxa de desemprego na Africa do Sul subiu de 24,5% no fim de 2013 para 25,4% no fim de 2014
    http://pt.tradingeconomics.com/south-africa/unemployment-rate
    Enquanto seu PIB, caiu de 366,24 bi para 350,085 bi
    http://pt.tradingeconomics.com/south-africa/gdp
    Analisando esses dois anos, podemos notar também uma relação inversa entre PIB e taxa de desemprego, como pudemos notar no caso do Brasil.

  18. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    Como havia dito no último comentário, a questão do desemprego, quando analisada na prática acaba testando o juízo de valor de vários economistas; tal fato se observa por exemplo no Brasil, país que vem enfrentando um período de instabilidade quanto as expectativas dos rumos da economia. Nesse quadro tem-se observado uma tendência em criticar as atuais políticas quanto aos números do desemprego no país. Tais críticas muitas vezes se limitam a conjuntura econômica do pais, deixando de lado o contexto internacional, sendo que tais situações de desemprego a crise também são apresentadas em outros países, como na Europa, por exemplo.

  19. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    Acho interessante a relação inversamente proporcional entre taxa de desemprego e PIB no Brasil, que pudemos observar no gráfico 5. Fui pesquisar sobre outro país, a Africa do sul, que é o país que hoje possui o maior índice de desemprego do mundo, para ver se essa relação também era existente nesse país.
    A taxa de desemprego da Africa do sul subiu de 24,5% no fim de 2013, para 25,4% no fim de 2014. Enquanto seu PIB caiu de 366,24 bi em 2013 para 350,085 bi em 2014.
    Assim, podemos notar que a relação inversamente proporcional entre PIB e taxa de desemprego, não encontra-se somente no Brasil, mas também em outros países. E essa relação é lógica, porque com um menor produto, menos renda disponível,implicando em um menor consumo, levando a uma diminuição da DA, que tem por conseqüência um aumento dos estoques, que faz com que haja uma revisão da decisão de produção, que faz com que decida-se produzir menos.. e para produzir menos necessita-se de menos empregados, ou seja, menos empregados serão contratados/ velhos empregados serão demitidos..aumentando assim a taxa de desemprego.

    • Anderson Ferreira Says:

      Achei essa relação interessante também, Laura, essa relação inversamente proporcional é tratada no capitulo 9 do Blanchard, chamada lei de Okun ”uma relação entre crescimento do produto e a mudança no desemprego”.
      http://disciplinas.stoa.usp.br/pluginfile.php/372923/mod_resource/content/10/Blanchard%20Cap%C3%ADtulo_09.pdf
      Não foi possível colocar essa Lei no comentário da figura 5 pela limitação de espaço (e do nosso conhecimento em usar a formula rs).

      ”Para os dados do mercado de trabalho brasileiro, apesar de as séries serem mais curtas, e restritas aos principais centros metropolitanos, os resultados são basicamente iguais. O que eles indicam é que o PIB deveria crescer aproximadamente 1,9% para poder reduzir em 1% a taxa de desemprego. Ou seja, para reduzir o desemprego para um patamar de 4 ou 5% a economia deveria crescer entre 7,6 e 9,5% a mais do que a taxa média dos últimos anos (pouco acima dos 2,5%). Portanto, taxas de crescimento chinesas seriam necessárias.”
      Uma fonte não muito confiável (rs): https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Okun
      Mesmo assim mostra que o impacto do crescimento do PIB no desemprego é proporcionalmente menor.

    • Anderson Ferreira Says:

      Também achei essa relação entre taxa de desemprego e PIB interessante, Laura. Essa relação é tratada no capitulo 9 do Blanchard, chamada Lei de Okun. A Lei de Okun diz que para cada economia em particular há uma taxa normal de crescimento. Se o PIB crescer de acordo com esta taxa, haverá variações significativas na taxa de desemprego. Existe uma relação indireta entre PIB e desemprego, pois um aumento no PIB acima de sua taxa normal de crescimento causaria uma redução no desemprego. Essa relação não é direta e varia em função de cada economia em particular.
      Não colocamos essa Lei no comentário do gráfico 5 pela limitação de espaço (e de conhecimento de como usar a formula rs).

      ”Para os dados do mercado de trabalho brasileiro, apesar de as séries serem mais curtas, e restritas aos principais centros metropolitanos, os resultados são basicamente iguais. O que eles indicam é que o PIB deveria crescer aproximadamente 1,9% para poder reduzir em 1% a taxa de desemprego. Ou seja, para reduzir o desemprego para um patamar de 4 ou 5% a economia deveria crescer entre 7,6 e 9,5% a mais do que a taxa média dos últimos anos (pouco acima dos 2,5%). Portanto, taxas de crescimento chinesas seriam necessárias.”
      Uma fonte não muito confiável (rs): https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Okun.
      Mesmo assim mostra que o impacto do crescimento do PIB no desemprego proporcionalmente é bem menor.

  20. Renato Takao M. de Lima Says:

    Muito interessante o texto, e o que me chamou a atencao, alem de varios pontos ja destacados anteriormente, é a comparação PIB x Desemprego do Brasil, onde nos ultimos anos cada indicador vem tomando direçoes contrarias um do outro. Outro ponto interessante, é que em todos os graficos conseguimos olhar o impacto da crise de 2008, principalmente refletido em 2009, e como ela desequilibrou as economias nos países, o que nos leva a refletir como o comercio exterior está bastante interligado e com fortes conexões.

  21. João Pedro Coli de Souza Says:

    Temática muito interessante e bem abordada pelo grupo nos gráficos. A questão do produto é emblemática enquanto medida de desempenho da economia e de suma importância para o povo de um país, ainda mais tendo em vista o efeito multiplicador que uma queda nos níveis de renda gera. A correlação PIB x emprego mostra-se mais uma vez válida: recessões, como a que estamos vivendo, fatalmente culminam na escalada do desemprego. Por falar nisso, gostaria de chamar a atenção para o desempenho dos principais parceiros comerciais do Brasil, não só os que foram apresentados no post. Embora os EUA, nosso segundo maior parceiro, estejam relativamente bem, a China e a UE (1º e 3º maiores parceiros, respectivamente) demonstram uma desaceleração do crescimento ou, no caso europeu, números não muito otimistas do ponto de vista da retomada do mesmo após a grave crise de 2008/09. Apesar de não muito otimistas, os números indicam crescimento de, em média, 2%, o que seria até razoável do ponto de vista do nosso país, se não fosse pelo fato de que Alemanha, Holanda e Itália, nossos principais parceiros na zona do Euro, crescem a taxas menores se comparadas aos 2% do bloco. A Argentina, grande e histórica parceira do Brasil no continente, passa por um momento econômico conturbado, com desaceleração do crescimento e com o presidente Macri, a despeito de seu discurso liberal, retomando antigas políticas de restrição às importações vindas do nosso país. Já que estamos comparando desemepnhos, um questionamento que fica (se os membros do grupo quiserem responder ou deixarem seu ponto de vista, seria ótimo): até que ponto performances ruins ou aquém do esperado das economias dos outros países, citados ou não no post, refletem no nosso próprio desempenho insatisfatório, de recessão?

    Não sei se foge muito ao tema, mas achei pertinente. No mais, parabéns ao grupo pelo trabalho, os links disponibilizados e os comentários acrescentando mais informações relativas à postagem.

    PS.: Utilizei como fontes o próprio post e o site ”Trading Economics”.

  22. Matheus Moreira Lagoa Says:

    A retração econômica de 2015, a mais intensa desde 1990, vem causando grandes alterações na economia brasileira, sem dúvida alguma. Setores como a construção civil passaram a demitir num ritmo acelerado. Como pode ser visto, o desemprego é um tema de grande discussão entre os economistas e de difícil entendimento. O Brasil vive um cenário onde a culpa acaba caindo exclusivamente sobre as atuais políticas, de modo que deixa-se de prestar atenção na economia internacional, e nos principais países desenvolvidos, que em alguns casos possuem taxas de desemprego e retração superiores às nossas.

  23. Armando H. Z. M. de Barros Says:

    Partindo para uma análise mais focada na situação socioeconômica (atualmente frágil) brasileira, vivenciamos um período de recessão que cria aberturas para ataques ao atual governo. Á partir disso, é possível observar grandes parcelas da população insatisfeitas com a atual situação político-econômica do Brasil, e isso afeta as expectativas dos agentes, que são importantes para definir o nível de emprego da nação, como mencionado no começo do texto: “e são essas expectativas que irão determinar o montante de emprego que a firma irá oferecer”. Obviamente, nesse cenário recente de expectativas majoritariamente pessimistas, vivenciamos um quadro de maior desemprego e menor produção (como observado na Figura 5), o qual pode ser explicado em parte por essas expectativas. Incrível como uma consciência coletiva pode ter tanto peso na economia de um país. Será que com o atual andamento da situação política poderemos perceber uma diferença positiva no PIB e no desemprego num futuro próximo?

  24. Pedro Matavelli Says:

    Interessante notar a partir da leitura desse texto, como o desemprego torna-se um próprio agravante para a recessão econômica enfrentada pelo país. O trabalhador, agora desempregado, não é capaz de quitar suas dívidas, o que se averígua no fato do atraso médio para pagar uma conta ser de 60 dias para 41% dos brasileiros; o que forçou o adiamento de contas como água e energia. Com um desemprego de 10,9%, o Brasil atingi o posto de terceiro país que mais demite no mundo. Em um trimestre, o IBGE contabilizou um aumento de 22,3% no número de pessoas desocupadas equivalente a 2 milhões de trabalhadores e totalizou 11,1 milhões. Os resultados não são promissores, o boletim Focus do Banco Central, reviu a estimativa de variação do PIB para este ano, de -3,66% para -3,88%, e a previsão de crescimento em 2017 foi reduzida de 0,35% para 0,30%.
    Fonte:
    http://www.cartacapital.com.br/economia/desemprego-atinge-10-9-e-brasil-e-o-terceiro-pais-com-mais-demissoes
    http://www.cartacapital.com.br/economia/desempregados-ou-com-renda-menor-60-milhoes-nao-pagam-suas-prestacoes

  25. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao Grupo C! A forma como elaborou o texto e, principalmente, a forte presença de gráficos tornou o artigo de mais fácil compreensão, seguindo a orientação da professora.

    Essa relação desemprego x crescimento (ainda que real) do PIB fez-me lembrar da curva de Phillips, que relaciona, negativamente, no curto prazo, o desemprego e a inflação de um país. Tomando a inflação como tendo relação positiva com crescimento (nominal) do PIB, por a economia estar aquecida, imagino que os gráficos comprovem a teoria da curva de Phillips, excluindo-se o caso brasileiro, de estagflação.


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