Emprego e Desemprego – como medimos?

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“Para podermos definir como calcular a taxa de emprego e desemprego de um país, precisamos antes de algumas definições importantes.

Primeiramente, vamos definir o que é Trabalho:

Trabalho é definido como Ocupação Econômica Remunerada em dinheiro, produtos ou outras formas não monetárias. Ocupação Econômica Não-Remunerada também entra nessa definição, como por exemplo, ajuda a membros de unidades domiciliares, instituições religiosas beneficentes ou cooperativismo.

Precisamos também definir o conceito de População em Idade Ativa (PIA).

População em Idade Ativa são todos aqueles que, em uma determinada faixa etária, estão aptos a exercer uma atividade econômica. Esse grupo é formado pela População Economicamente Ativa (PEA) e População Não-economicamente Ativa (PNEA).

PIA = PEA + PNEA

A PEA é formada pela População Ocupada (PO), que são aqueles que, num determinado período de frequência, trabalham. E pela População Desocupada (PD) que são aqueles que, não trabalham, mas estão dispostos a trabalhar, e para isso, procuram emprego de forma efetiva.

PEA = PO + PD

Em contrapartida, PNEA são todas as pessoas que não estão classificadas nem como População Ocupada nem como População Desocupada, como por exemplo pessoas que não trabalham, mas também não estão à procura de emprego.

Estando esses conceitos bem claros, podemos calcular a TAXA DE DESEMPREGO de uma forma bem simples, através da função:

Taxa de Desemprego = (PD/PEA)*100

Onde:

PD = População Desocupada

PEA = População Economicamente Ativa

No Brasil quem é responsável pela coleta de dados sobre a taxa de desemprego é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que, desde 1980 (com revisão em 2001 a fim de se adequar as recomendações da Organização Internacional do Trabalho), realiza a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) nas regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, a fim de produzir indicadores mensais sobre a força de trabalho, podendo assim avaliar as flutuações e tendências, a médio e longo prazo, do mercado de trabalho, além de atender as necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do país. As informações tiradas dessa pesquisa abrangem também condições importantes referentes as condições de atividade, além do rendimento médio e real, posição na ocupação e posse de carteira de trabalho assinada.

Junto com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) o IBGE está implementando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), onde, diferente da primeira, a segunda é realizada em mais de 3.500 domicílios. Outra diferença são os conceitos utilizados, já que o PME considera que acima de 10 anos a pessoa pertence a faixa de População em Idade Ativa, enquanto a Pnad considera apenas acima dos 14 anos. A implementação da Pnad teve por objetivo, pôr fim a uma das maiores deficiências da PME, que era considerar como inativo aquele trabalhador que havia desistido de procurar emprego, mas continuava interessado em voltar ao mercado de trabalho.

 

Dados e informações:

http://www.ibge.gov.br”

Autores: Grupo K – Macro I

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60 Respostas to “Emprego e Desemprego – como medimos?”

  1. Bruno Boalin Says:

    Hoje meu comentário será mais informativo do que crítico, pois acredito que uma colocação pontual no cenário econômico vigente do país seria de grande importância para o conhecimento.
    Desde o começo do ano, o indicador da taxa de desemprego na região de São Paulo só cresce (quase 1% de janeiro para fevereiro). Ainda, se compararmos com o ano anterior, ocorreu um aumento de 4%! (10,5% em jan.2015 e 14,7 fev.2016).
    Em termos numéricos, equivale a dizer que 1,6 milhões de pessoas estão desempregadas devido, principalmente, a retração da população ocupada(vide texto).
    Dentre todas essas demissões, os setores da industria, comércio e serviços ocupam lugares de destaque pois, somados, eliminaram 150 mil postos de trabalho entre um mês e outro. Entretanto, até agora o único nível de emprego que continuou estável foi na construção civil, possivelmente devido a investimentos realizados anteriormente ( mas uma pergunta: até quando se perpetuará essa estabilidade?)
    E, não esquecendo de sinalizar, a renda também encolheu! Na comparação com jan. de 2015, a renda média real dos ocupados e dos assalariados recuaram 5% e 3% , respectivamente.

    Fonte: Valor Econômico.

  2. João Zanine Says:

    Acredito que o grupo abordou bem e explicou de maneira bem clara a maneira que o IBGE calcula a taxa de desemprego, contudo, creio que existam várias incoerências nesse método de mensuração. Ao meu ver, a taxa de desemprego é importante para que possamos saber quão distante o PIB está do PIB potencial, sendo assim, ao definir o conceito de população desocupada, deveria existir a segregação entre pessoas que estão à procura de emprego e as que não estão? Afinal de contas, independentemente de ter intenção de trabalhar ou não, essas pessoa não tem e não procuram emprego, deveriam ser consideradas desocupadas, pois não contribuem para o PIB. Não contabilizá-las nesse cálculo diminui severamente a taxa de desemprego, contudo, não reflete a realidade, então, por que utilizamos esse método?

    Pesquisando sobre o tema, me deparei com esse texto, que inclui um outro ‘problema’ na mensuração, referente a controvérsia entre classificar como população em idade ativa maiores de 10 anos e o fato de que legalmente só é possível trabalhar a partir de 18 anos

    http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/paginar/367223_DESEMPREGO+E+MANIPULACOES/1

    • Ana Laura Bertone Says:

      Eu concordo plenamente com o ponto levantado pelo João Zanine. “Deveria existir segregação entre as pessoas que estão à procura de emprego e as que não estão?”. Essa mensuração me incomoda desde que a aprendi na minha época de colégio. Ao meu ver, esse método é utilizado para amenizar o impacto da alta taxa de desemprego. Parece-me uma forma de mascarar a realidade, “tampar o sol com a peneira”, e não quantificar severamente a ponto em questão. Então, em minha opinião, não deveria existir tal segregação.

      • Roseli Silva Says:

        Nada de procurar pelo em ovo!! O conceito abstrato, da maneira que é tratado na teoria macro, sempre será aproximado pela conceito empírico – dificilmente há uma correspondência exata! É por isso que os países-membros do FMI acordaram sobre metodologias de mensuração de suas economias e sempre que há alguma mudança, todos, com maios ou menor rapidez, alteram suas pesquisas para atender às novas normas. Conhecer a metodologia de mensuração é fundamental para analisar os dados por ela obtidos!!

    • Roseli Silva Says:

      João, como o próprio texto que vc postou diz, calculamos assi pois assim se permitem comparações internacionais, são normas para o conceito de desemprego seguidas em todos os país. Além disso, sempre vale a pena observar a data do texto que se lê na internet – tb tive difulcudade para encontrar pois não há referência direta. Não chequei, mas pelos dados que ele cita está escrevendo em final de 2013, hoje estamos migrando para a mensuração pela PNAD que é mais adequada.

      • Ana Laura Bertone Says:

        Professora, para mim ainda não está claro do porquê se utiliza tal mensuração, segregando pessoas que estão à procura de emprego e as que não estão. É um padrão internacional? A senhora também comentou sobre a migração ao PNAD; no que consiste tal mudança?

      • João Zanine Says:

        De fato, professora, o texto não possui nenhuma data aparente, mas após longa investigação vi que foi postado em 06/06/14, portanto, antes do comunicado feito pelo IBGE de que a PME seria substituída pela PNAD. Pelo que foi dito, essa mudança resolve a questão do trabalho entre adolescentes, mas não a questão envolvendo desocupados, então, apesar da troca de estimadores para a taxa de desemprego ter trazido mais eficiencia, é correto dizer que ela tem como motivo principal buscar melhores comparações entre o Brasil e outros países, e não representar fielmente a realidade?

      • Henrique Munerato Rodrigues Says:

        Ana Laura, a migração para o Pnad foi esclarecida aqui nos comentários, segue texto:

        “ERRATA.

        Segundo comunicado no dia 7 de Julho de 2015, no site do próprio IBGE, a partir do mês de Fevereiro de 2016 a PME deixaria de ser utilizada para ser adotado Pnad Contínua. As formas de calculo são as mesmas, porem, são abrangidos, a cada trimestre, 211.344 domicílios particulares permanentes, em aproximadamente 16.000 setores censitários, distribuídos em cerca de 3.500 municípios, diferente do que era feito com o PME (vide texto principal).”

        A mudança também ocorreu para se adequar as normas estabelecidas pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

    • Gabriel Leal Silva Says:

      João, você mencionou a importância da taxa de desemprego frente à relação entre PIB e PIB potencial, isso me fez pensar que talvez essa segregação exista, pois uma pessoa que não procura emprego não pode representar um potencial produtivo para a economia, mesmo que houvesse oferta de emprego essa pessoa não trabalharia, pois ela não tem interesse. Sendo assim, a taxa de desemprego só deve representar a relação entre as pessoas que não trabalham e as que trabalham, dentro do conjunto das que tem interesse em trabalhar. Claro que o resultado não é exato, mas dizer que não reflete a realidade é um pouco de exagero, na minha opinião.

    • Caio Di Says:

      João, me interessei pelo seu comentário pois assim como a Ana Laura e você ao me deparar com o texto também fiquei fiquei em dúvida sobre essa mensurarão do desemprego. Então, resolvi dar uma pesquisada sobre o assunto e encontrei que existem cinco tipos de desemprego: Desemprego estrutural, Desemprego tecnológico, Desemprego conjuntural, Desemprego friccional e Desemprego temporário. Porém, nenhum desses releva o fato das pessoas estarem procurando emprego ou não, portanto, agora consigo enxergar que realmente não haja nenhum tipo de problema com essa mensuração.

  3. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Não entendi a primeira parte da sua pergunta, referente a População Desocupada e o PIB. Poderia Reformulá-la, por favor?

    Referente a segunda parte, o Pnad começou a ser implementado (entre outros motivos) para “Corrigir” esse “erro” da PIA, já q essa pesquisa considera como PIA pessoas acima de 14 anos apenas. Legalmente, a partir de 14 anos, as pessoas podem trabalhar sob condição de aprendiz, através dos programas do governo (Jovem Aprendiz por exemplo). O que muitas pessoas acabam confundindo é o conceito de trabalho, como destacado no texto, mesmo sem receber remuneração monetária ou de qualquer tipo, se a pessoa, mesmo que com 10 anos de idade, fizer algum trabalho comunitário em igrejas ou comunidades de cooperativas, elas não estão “trabalhando ilegalmente”, pelo simples fato de ser voluntário.

    • Roseli Silva Says:

      Gostei de acompanhar os comentários e estimular o debate!! Tks!!

    • João Zanine Says:

      Minha pergunta questiona o seguinte: Para o cálculo da taxa de desemprego comparamos a população desocupada com a população economicamente ativa, porém, só classificamos como desocupados aqueles que não possuem emprego mas procuram, sendo assim, desconsideramos a parte ‘desocupada’ que não procura emprego. Ao meu ver, essas pessoas que não procuram emprego também deveriam ser contabilizadas na mensuração da PD, pois desse modo refletiríamos melhor a realidade (Afinal de contas, independente da intenção da pessoa em procurar ou não emprego, ela não contribui para o PIB). Então eu questiono se realmente deveria existir essa divisão entre “pessoas desocupadas que procuram emprego” e “pessoas desocupadas que não procuram emprego”

      • Henrique Munerato Rodrigues Says:

        Entendi a pergunta agora João.

        Pesquisando sobre o assunto me deparei com algumas idéias sobre PNEA. Pense em uma família, cujo único sustento é o Bolsa Família, ou em um estudante que mora nas moradias aqui da USP e recebe auxilio moradia.
        Esses casos, vemos pessoas que não trabalham e não estão procurando emprego, mas mesmo assim, estão movimentando dinheiro dentro da sociedade.
        A resposta esta de acordo com a pergunta? Ou ainda tem alguma coisa que não está claro?

  4. cezio Says:

    Quando vejo indicadores do desemprego logo penso na importância de se tomar medidas quanto à formalização de algumas formas de trabalho.Medidas nesse sentido teriam não só um impacto da redução do nível de desemprego como aumentaria os números do PIB. Isto é, na minha opinião, mais do que desenvolver formas mais adequadas de cálculo da taxa de desemprego-o que também é importante- deveriam ser implementadas medidas no sentido da formalização de algumas atividades econômicas.

    • Luiz Felipe G Inácio Says:

      Tenho a mesma visão quando vejo os indicadores. Mas fico em dúvida em relação às maneiras de se fazer essas formalizações/regularizações, porque, por mais que isso “garanta” direitos, alguns setores informais existem atualmente justamente por conta da legislação vigente. Então, para incluir alguns setores e atividades, não seria necessária uma flexibilização e desregulamentação cada vez maiores?

      • João Pedro Coli de Souza Says:

        Concordo em partes com o Cezio e compartilho de algumas de suas indagações, Luiz. A formalização, a criação de empregos com carteira assinada, carrega consigo benefícios ao trabalhador e ao país de modo geral, conforme um grupo cada vez maior de trabalhadores passa a desfrutar de maior estabilidade e/ou de uma renda maior. No entanto, é de se pensar a questão da flexibilização/desregulamentação em alguns setores e áreas de atuação, ainda mais quando temos um exemplo de formalização que ganhou notoriedade há alguns anos: a ”PEC das Domésticas”, que visava regulamentar atuação deste tipo de profissional. De fato, o Dieese verificou no DF uma redução de 8,1% no número de domésticas empregadas logo após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, o que leva a crer que o desemprego se deu pelo aumento no custo de manutenção deste tipo de serviço. Penso que seja preciso ponderar muito bem como é feita a formalização e quais áreas/setores/profissões deveriam passar por tal processo, tendo em vista dados como este.

        Por outro lado, os números do IBGE até 2014 indicavam aumento no grau de formalização e diminuição das taxas de desemprego. A média em 2013 pela PME ficou em 5,4%, sendo que em Dezembro atingimos o menor desemprego de toda a série histórica (4,3%). Nesse mesmo ano o emprego com carteira assinada passou a representar, pela primeira vez, parcela superior a 50% da PEA, chegando a 50,3%. Em 2012 a parcela da PEA sob essas condições era de 49,2%, enquanto que em 2003 era de apenas 39,7%. Os dados indicam que desemprego e formalização do trabalho parecem andar em sentidos opostos, mas não deixam muito claro se a formalização implica em mais empregos ou se o aumento da taxa de emprego implica em mais formalização. Deixo dois links (um deles, um pequeno trabalho de Miguel Foguel e Carlos Henrique Corseuil) aqui para ”alimentar” a dúvida (que persiste) a respeito da necessidade de aumentar-se o grau de flexibilização/desregulamentação do trabalho.

        LINKS EM QUESTÃO:
        http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/mercadodetrabalho/05_NT4_Miguel_Carseuil.pdf
        http://www.tst.jus.br/home?p_p_id=15&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_15_struts_action=%2Fjournal%2Fview_article&_15_groupId=10157&_15_articleId=223223&_15_version=1.0

        FONTES:
        http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/em-dez-anos-mais-formalizacao-queda-do-desemprego-522560.html
        http://noticias.r7.com/distrito-federal/desemprego-cresce-81-entre-as-domesticas-do-df-apos-a-pec-25072014

      • kenneth xavier Says:

        Sobre o fato de tomar medidas quanto a formalização de algumas forma de trabalho, com o intuito de diminuir o nível de desemprego e aumentar os números do PIB seria importante, pois se todo a economia informal se legalizasse o PIB brasileiro poderia ter um aumento de cerca de 30%. As principais causas da economia informal são o excesso de burocracia estatal; o elevado número de impostos cobrados pelos governos, em seus três níveis; a legislação trabalhista, que trata as micros e pequenas empresas de forma igual às médias e grandes; as restrições ao capital estrangeiro, que geram um maior índice de desempregados; e os monopólios estatais e as reservas de mercado, que causam desequilíbrios na livre concorrência e na lei da oferta e da procura, restringindo o mercado formal. Portanto se o governo melhorasse algumas políticas e se reestruturasse a fim de legalizar tais atividades, isso seria benéfico para todos, trabalhadores, governo, como o pais como um todo, com o aumento do PIB.
        Entretanto não e todo tipo de economia informal que pode ser legalizada, como a pirataria de obras como DVD, CD entro outros, tráfico de drogas, e a venda de armamentos ilegais, pois essas atividades poderiam causar externalidade negativa para o resto da população, não sendo benéfico para ninguém, apenas causaria problemas.
        Segue um link com informações sobre a economia informal, com desemprego causado pela falta de regulamentação de algumas atividades.

      • João Pedro Coli de S. Says:

        Concordo em partes com o Cezio e compartilho de algumas de suas indagações, Luiz. A formalização, a criação de empregos com carteira assinada, carrega consigo benefícios ao trabalhador e ao país de modo geral, conforme um grupo cada vez maior de trabalhadores passa a desfrutar de maior estabilidade e/ou de uma renda maior. No entanto, é de se pensar a questão da flexibilização/desregulamentação em alguns setores e áreas de atuação, ainda mais quando temos um exemplo de formalização que ganhou notoriedade há alguns anos: a ”PEC das Domésticas”, que visava regulamentar atuação deste tipo de profissional. De fato, o Dieese verificou no DF uma redução de 8,1% no número de domésticas empregadas logo após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, o que leva a crer que o desemprego se deu pelo aumento no custo de manutenção deste tipo de serviço. Penso que seja preciso ponderar muito bem como é feita a formalização e quais áreas/setores/profissões deveriam passar por tal processo, tendo em vista dados como este.

        Por outro lado, os números do IBGE até 2014 indicavam aumento no grau de formalização e diminuição das taxas de desemprego. A média em 2013 pela PME ficou em 5,4%, sendo que em Dezembro atingimos o menor desemprego de toda a série histórica (4,3%). Nesse mesmo ano o emprego com carteira assinada passou a representar, pela primeira vez, parcela superior a 50% da PEA, chegando a 50,3%. Em 2012 a parcela da PEA sob essas condições era de 49,2%, enquanto que em 2003 era de apenas 39,7%. Os dados indicam que desemprego e formalização do trabalho parecem andar em sentidos opostos, mas não deixam muito claro se a formalização implica em mais empregos ou se o aumento da taxa de emprego implica em mais formalização. Deixo dois links (um deles, um pequeno trabalho de Miguel Foguel e Carlos Henrique Corseuil) aqui para ”alimentar” a dúvida (que persiste) a respeito da necessidade de aumentar-se o grau de flexibilização/desregulamentação do trabalho.

        LINKS EM QUESTÃO:
        http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/mercadodetrabalho/05_NT4_Miguel_Carseuil.pdf
        http://www.tst.jus.br/home?p_p_id=15&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_15_struts_action=%2Fjournal%2Fview_article&_15_groupId=10157&_15_articleId=223223&_15_version=1.0

        FONTES:
        http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/em-dez-anos-mais-formalizacao-queda-do-desemprego-522560.html
        http://noticias.r7.com/distrito-federal/desemprego-cresce-81-entre-as-domesticas-do-df-apos-a-pec-25072014

  5. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Tirando algumas duvidas dos comentários.
    Pessoa Ocupada são classificadas em:

    1) Empregados: aquelas pessoas que trabalham para um empregador ou ou mais, cumprindo uma jornada de trabalho, recebendo em contrapartida uma remuneração em Dinheiro ou outra forma de pagamento (moradia, alimentação, vestuário, etc.).

    Incluem- se, entre as pessoas empregadas, aquelas que prestam serviço militar obrigatório e os clérigos.

    Os empregados são classificados segundo a existência ou não de carteira de trabalho assinada.

    2)Conta Própria: aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, sem empregados.

    3)Empregadores: aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, com auxílio de um ou mais empregados.

    4) Não Remunerados: aquelas pessoas que exercem uma ocupação econômica, sem remuneração, pelo menos 15 horas na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar em sua atividade econômica, ou em ajuda a instituições religiosas, beneficentes ou de cooperativismo, ou, ainda, como aprendiz ou estagiário.

  6. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    ERRATA.

    Segundo comunicado no dia 7 de Julho de 2015, no site do próprio IBGE, a partir do mês de Fevereiro de 2016 a PME deixaria de ser utilizada para ser adotado Pnad Contínua. As formas de calculo são as mesmas, porem, são abrangidos, a cada trimestre, 211.344 domicílios particulares permanentes, em aproximadamente 16.000 setores censitários, distribuídos em cerca de 3.500 municípios, diferente do que era feito com o PME (vide texto principal).

  7. Igor Soares Says:

    As metodologias utilizadas para calcular indicadores de desemprego seguem lógicas predefinidas, mas instituições distintas possuem métodos que divergem em alguns pontos, o que ocasiona alguma diferença nas taxas de desemprego. Dieese e IBGE, ocasionalmente, apresentam taxas diferentes; a minha dúvida é: essa divergência entre instituições, implica em problemas no desenvolvimento de estudos econômicos ou essas divergências são irrelevantes?

    Alguns links que apontam essas divergências: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u69864.shtml
    http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/09/26/desemprego-no-pais-fica-em-53-em-agosto-diz-ibge.htm

    • Henrique Munerato Rodrigues Says:

      Bom dia Igor, a reportagem da Folha que você enviou é do ano de 2003, onde o IBGE ainda utilizava o PME.
      De acordo com a página oficial da DIEESE, o PED (Pesquisa de emprego e desemprego) é realizada no Distrito Federal e nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e mais recentemente Fortaleza. Enquanto o Pnad, utilizado atualmente pelo IBGE (Vide ERRATA nos comentários), abrange cerca de 3500 Municípios, isso cria essas discrepâncias de resultados. Espero ter sanado sua duvida =)

  8. Armando H. Z. M. de Barros Says:

    Como o próprio texto menciona no final, existe falhas na mensuração dos níveis de emprego e desemprego. Temos que considerar que é um órgão público que realiza essas pesquisas e, portanto, acaba incluindo nas estatisticas apenas informações de trabalhos regularizados. Agora, pensemos: até que ponto podemos considerar fiéis essas estatísticas? Há milhares de empregos não regulazirados e/ou ilegais, tanto no Brasil como no restante do mundo, que podem variar do flanelinha independente até grandes cartéis de drogas capazes de mover economias. Essa é uma abordagem bem mais subjetiva do assunto, que pode abrir brechas para muitas discussões: o governo deveria regulazirar/legalizar mais? Deveria fazer estimativase inclui-las em suas pesquisas? Será que realmente essas ocupações tem peso considerável na economia a ponto de considera-las?
    Acho que esse tema poderia ser um pouco mais abordado. Porém, entendo também que o espaço para fazer o texto é uma grande limitação! É bem difícil falar de tudo referente ao assunto.

  9. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    Confesso que me surpreendi com alguns dos dados apresentados no post; eu pensava que a medição da taxa de desemprego era um pouco mais simples e não imaginava que alguma instituição considerasse crianças de 10, 11 anos como parte população ativa.
    Sem dúvida, é muito importante termos uma mensuração precisa da taxa de desemprego, uma vez que a força de trabalho exerce um papel imprescindível na capacidade produtiva de determinada sociedade. Porém, o desemprego vai além do âmbito econômico, tendo grande influência também na qualidade de vida da população e impactando o índice de criminalidade do país.
    Encontrei essa notícia pesquisando sobre o tema e a achei interessante porque, apesar de não ser tão recente, ela aponta que há mais de um tipo de desemprego, dando ênfase ao estrutural: http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,os-tres-tipos-de-desemprego,1547286

  10. Ruan Cursino Thomé Says:

    Bom dia,

    Primeiramente gostaria de dizer que achei o texto muito bem redigido, e que sanou muitas das minhas dúvidas com relação ao assunto. só tenho uma pequena curiosidade: no penúltimo paragrafo, foi escrito que o IBGE passou por uma serie de adaptações para melhor se adequar as recomendações da OIT. Quais foram essas mudanças e como elas nos ajudaram a ter índices de desemprego melhores?

    Desculpe se já perguntaram isso em algum outro comentário, confesso que ainda não me familiarizei com todos. Já agradeço pela ajuda antecipadamente grupo K.

    • Henrique Munerato Rodrigues Says:

      Ola Ruan, acredito já termos respondido essa pergunta nos comentários.
      Caso a resposta não tenha ficado clara, por favor, nos avise.

  11. Lucas Kava Says:

    A discussão sobre trabalho me fez lembrar de Marilyn Waring, que escreveu um livro em 1988, “Counting for Nothing”, que criticava a mensuração do PIB ao não contabilizar a enorme quantidade de trabalho, em grande parte feminino, não pago. As mulheres do lar podem não ter atividade remunerada, mas neste modelo patriarcal que (infelizmente) ainda vivemos, elas são muito importantes para o crescimento de capital social na sociedade, já que além de dar a luz, elas também criam e educam as crianças.
    Ainda que seja muito complexo tentar mensurar algo neste nível, acredito que Marilyn trouxe um ponto importante para a reflexão do trabalho e do papel da mulher, por anos tão subvalorizada no mercado de trabalho e na sua contribuição social.

  12. Denise Severo Says:

    No livro texto, vemos que na Espanha e nos Estados Unidos as pessoas são classificadas como desempregadas se indicarem que não estão trabalhando apesar de estarem à procura. E mesmo as taxas de desemprego na Espanha sendo muito altas, não causam tantos reflexos negativos no país como os vistos nos EUA. O que explica isso é a economia informal. “Sabemos mais da economia informal na Espanha do que em muitos outros países”. Assim muitas pessoas afirmam que estão desempregadas por terem ciência da ilegalidade do seu trabalho, mas na verdade participam da economia informal e assim possuem renda.
    Sendo assim, mesmo passando por um aumento na taxa de desemprego, me pergunto quais são os verdadeiros reflexos causados na economia brasileira.

    • Samuel Januário Claro de Araújo Says:

      Boa tarde, Denise.
      Acredito que revelação do mercado de trabalho no cenário econômico brasileiro pode ser explicada pela recessão de 2015, a mais intensa desde 1990, e a vista novamente de uma queda da atividade econômica que acontece e continuará acontecendo esse ano (ano de 2016). Como consequência, grandes setores empregadores, passaram a demitir os trabalhadores dos mais variados setores com uma frequência intensa, e as atividades econômicas que ainda havia alguns sinais positivos, demonstram certa debilidade.

  13. Anderson Ferreira Says:

    Em relação a metodologia usada para definir PIA = PEA + PNEA e usando a ‘geração nem-nem’ – jovens que nem estudam, nem trabalham-. Eles fazem parte da PIA, já que eles têm entre 15 e 17 anos** (Pnad considera acima dos 14 anos) e poderiam pertencer a PD, mas 81% deles não estão procurando emprego**, portando, boa parte pertencem a PNEA. Mesmo assim 46% deles têm renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo**. Isso tem relação com o comentário acima do Henrique em relação as pessoas que ”não trabalham e não estão procurando emprego, mas mesmo assim, estão movimentando dinheiro dentro da sociedade”.
    (**)levantamento feito pelo Instituto Ayrton Senna.

  14. Gian Luca Wickart Says:

    Gostaria de enfatizar a importância de se mensurar uma taxa como essa , já que a taxa de desemprego tem muito a dizer sobre a situação econômica de um país , assim como , a situação econômica de um país influencia diretamente a taxa de desemprego . Em momentos de crise econômica , o consumo de bens e serviços tende a diminuir , o que consequentemente aumenta os estoques das empresas, tendendo ,assim , a diminuir a produção agregada da economia. A diminuição da produção gera uma diminuição da mão de obra necessária para a empresa , causando grandes quantidades de demissões . Situações de crescimento econômico, se dão em momentos de crescimento da capacidade produtiva , o aumento da produção é acompanhada por um aumento da demanda de mão de obra das empresas, aumentando portanto o emprego e diminuindo a taxa de desemprego.

  15. Monyk B A Cardoso Says:

    Acrescentando aos comentários acima sobre a PNAD Contínua, o IBGE* lançou uma nota em 20.04 explicando como é feito o cálculo com um detalhamento mais preciso. Sendo a PNAD Contínua, uma pesquisa por amostragem probabilística, ela leva em conta pesos a cada plano de amostras da pesquisa. Esses pesos também são ajustados para compensar a perda em função da não-resposta. O erro foi que o IBGE não tinha levado em conta no seu cálculo os domicílios: vagos, coletivos, improvisados, em ruínas e em construção. O que fez com que o resultado fosse diferente. Portanto, o IBGE já corrigiu e recalculou os novos pesos.
    Outro detalhe que gostaria de acrescentar, é um comentário de Keynes, sobre o desemprego britânico, em seu livro:
    “O censo da produção de 1924 calculou que o valor médio do produto líquido anual de um trabalhador britânico empregado é de aproximadamente 220 libras.Nessa base, o desperdício pelo desemprego desde 1921 atingiu cerca de 2 bilhões de libras, soma que aproximadamente bastaria para construir duas vezes todas as ferrovias do país. Essa quantia pagaria duas vezes nosso débito para com a América”(KEYNES,1985,P.306 e 307)
    Isso mostra que o desemprego não só afeta as famílias, como torna-se também, um espiral negativo para o país.

    *http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2016_04_20_nota_informativa_pnadc.shtm

  16. Bruno Serpellone Says:

    o desemprego atinge mais diretamente os países em crescimento. A OIT (organização internacional do trabalho) estima que o Brasil terá 700 mil novos desempregados em 2016 e a China 800 mil. Em 2016 2,3 milhões de pessoas perderão o emprego e 1,1 milhão em 2017, estima a OIT. Nos países desenvolvidos o desemprego se manterá ou apresentará melhoras sutis, porém, isso não significa que a condição de trabalho melhorará. Uma crise mundial faz com que aumente o número de trabalhos informais, prova disso é que o índice de trabalhos informais na Espanha e Portugal é superior a 80%. No mundo, 46% dos empregos são informais, segundo a OIT, e a tendência é que esse número cresça.

    fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/01/oit-preve-forte-aumento-do-desemprego-nos-paises-emergentes-4955541.htmlhttp://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/01/oit-preve-forte-aumento-do-desemprego-nos-paises-emergentes-4955541.html

  17. Bruna Fontes Says:

    Do cálculo de desemprego tira-se grande base para conhecimento acerca do andamento da economia de um país – basicamente, conclui-se que uma economia vai bem quanto menor a taxa de desemprego. Porém, há não somente o desemprego decorrente da baixa de produção de uma economia, mas também desempregos como os causados por conta da diferença entre a mão de obra ofertada e a demandada. Esse fato pode decorrer por diversos motivos, como diferença dos setores da demanda e oferta do emprego, tecnologias necessárias utilizadas e até mesmo por se encontrarem em regiões diferentes do país. Gostaria de enfatizar o decorrente de preferências: por parte do trabalhador também; mas, relevantemente, a que advém do fato do contratante não querer a mão de obra ofertada. Um grande problema é quando essa rejeição não vem por questões de qualidades, mas sim de características sociais – análises mais detalhadas mostram que jovens e mulheres sofrem com um maior desemprego e muitas vezes não são contratos pelo fato de serem jovens ou mulheres – o mesmo pode ser dito para outras minorias da sociedade. Logo, os índices de desemprego podem auxiliar não só na análise econômica, mas também no estudo de características sociais de um país.

  18. Matheus Moreira Lagoa Says:

    A PNAD contínua foi idealizada em 2006 e começou sua coleta de dados a partir de 2012, com o objetivo de realizar pesquisas TRIMESTRAIS e substituir a PME, que abordava apenas 6 regiões metropolitanas do país(Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Devido a pressão de usuários de pesquisa, o IBGE decidiu elaborar um novo método que pudesse realizar análises MENSAIS, porém, como não havia uma visita mensal a cada domicílio utilizado na pesquisa em conjunto com o alto custo e dificuldade operacional de fazer entrevistas desse tipo num país com dimensões continentais como o Brasil, os indicadores mensais passaram a trazer uma “maior volatilidade”.
    Como forma de arrumar essa volatilidade, segundo o IBGE, foi utilizado um mecanismo que utiliza a média trimestral, com a inclusão de dados coletados a cada mês, por exemplo, o desemprego divulgado em janeiro de 2015, corresponde à média de novembro de 2014, dezembro de 2014 e janeiro 2015, comparado com o mesmo período do ano passado e com a média dos 3 meses imediatamente anteriores (agosto de 2013, setembro de 2013, outubro de 2013). Esse novo método permiti suavizar as oscilações, além de solucionar um antigo problema da PME que explicava as mudanças nas taxas de desemprego mais por motivos sazonais do que por motivos de conjuntura econômica.
    Acredito que o grupo obteve bastante exito em definir a taxa de desemprego, apenas acrescentei dois dos muitos fatos que ajudaram para a implementação do PNAD no lugar do PME

    Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1601846-entenda-nova-metologia-de-calculo-do-desemprego-da-pnad-continua.shtml
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?id_pesquisa=149

  19. Felipe Alvarez Rezende Says:

    Hoje vivemos uma crise econômica e política no país, as quais vêm tomando grandes proporções, mas será que estamos realmente nos baseando em dados quantitativos para entender a primeira? A partir de leituras em alguns jornais americanos, me deparei com uma notícia que mencionava a pesquisa do economista Rafael Amiel (funcionário de uma empresa de consultoria, IHS) que traz uma comparação entre o índice de desemprego no final do primeiro semestre de 2014 e o do final de 2015: o índice subiu de 6,7% para 9.5% e que, devido às circunstancias atuais, tende a piorar ainda mais.
    Para ajudar no entendimento, trago o link de uma notícia do New York Times que traz o nível de desemprego na Espanha no final de 2015. Como sabemos a Espanha, junta de outros países da zona do Euro, passou por uma crise sem precedentes cuja qual até hoje não se recuperou por completo. No final de 2015 a Espanha teria atingido seu menor índice de desemprego em quatro anos: 21.2%. No ápice da crise chegou a atingir 27%.
    Finalizando, achei uma última noticia do mesmo jornal que traz a taxa de desemprego nos Estados Unidos, na mesma época: 5%. A partir desses dados tentei mostrar casos mais extremos para servir de base para entender o nível de desemprego brasileiro hoje.
    http://www.nytimes.com/2015/10/23/business/international/spains-unemployment-falls-and-rajoys-prospects-rise.html
    http://www.nytimes.com/2016/02/06/business/economy/jobs-report-unemployment-january-fed-interest-rates.html

  20. Mateus Zanini Says:

    A fórmula do cálculo do desemprego é bem direta e esclarecedora, entretanto como alguns colegas mencionaram há certa divergência em relação a formalização/regularização de algumas formas de trabalho. Entretanto, notei da matéria apresentada que me chamou a atenção foi o fato da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) deixar de levantar números da região Norte do país sendo essa uma região apesar de vasta e pouco povoada muito importante para o desenvolvimento econômico atual do país.
    Sendo assim, a analise do emprego e do desemprego nessa região é essencial para uma melhor condução da questão da regularização das formas de trabalho para que o governo possa elaborar melhor esse processo sem prejudicar o desenvolvimento econômico da região.

    Fontes:

    http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/cidades/regiao-norte-tem-maior-taxa-de-trabalho-infantil-no-brasil/?cHash=78c2e9b58230e8e1d29ac705ac1e3710

    http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/09/18/ult4294u2957.jhtm

    • Bruna Fontes Says:

      Nem região norte nem região centro-oeste.. Não havia reparado nisso. Realmente interessante, principalmente em se tratando de regiões tão ativas no setor agropecuário, setor este decisivo para a economia brasileira.

      Obs.: Salientemos que esse sistema não é mais utilizado

  21. Filipe Duarte Says:

    Um ponto relevante também no estudo das taxas de desemprego, é a infeliz informação de que mulheres são mais afetadas por crises quando se diz respeito a desemprego, alguns empregadores pensar a curto prazo, pensam em reduzir custos ao invés de agregar valor, pela mulher ter a possibilidade da licença maternidade e muitas vezes terem que equilibrar uma jornada dupla, as empresas preferem demitir mulheres.
    O público feminino mais uma vez tem tratamento diferente. Entre os profissionais menos qualificados, a desocupação pode ser de até 5,5% mais alta entre as mulheres. Para as com nível de escolaridade de 13 anos ou mais, a diferença em relação aos homens é de 1,7%.
    O Brasil esta em 85º no ranking do Fórum econômico mundial, quando se trata de igualdade de gênero, mas quando falamos em salários para cargos iguais, despenca para 133º

    Fontes: https://nacoesunidas.org/no-brasil-desemprego-afeta-jovens-mulheres-e-profissionais-com-menos-escolaridade-aponta-cepal/
    http://entretenimento.r7.com/mulher/mulheres-sao-as-mais-afetadas-pelo-desemprego-no-brasil-08032016

  22. Luciano Rosa Says:

    O grupo teria os dados da quantidade de trabalhadores informais em relação aos trabalhadores formais no Brasil? Qual a posição do governo em relação a esse tipo de trabalho? Acredito que, como já foi dito, a burocracia estatal no Brasil é um grande incentivo a esse tipo de trabalho, por vários motivos como alta tributação e legislação talvez muito protetora ao trabalhador. Não sei se foge muito ao tema, mas não ficou muito claro pra mim se o próximo grupo que tratará disso… O que os economistas dizem sobre a influência do salário mínimo com o nível de desemprego de uma sociedade e informalidade, uma correlação ou algo do tipo?

  23. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    Sobre a mensurarão da taxa de desemprego: o problema dos empregos informais, ja foi abordado em comentários anteriores, cito aqui outro problema, como os empregos temporários, por exemplo na construção de obras públicas do governo, muitos trabalhadores são contratos por um período limitado de tempo( até que a obra seja concluída) e depois logo são demitidos voltando ao desemprego, então dependendo do período em que a pesquisa for feita, pode “mascarar”a realidade, por se tratar de um emprego temporário.
    Acho importante analisar, embora não seja exatamente o que está sendo proposto nesse post, a situação atual brasileira em relação ao desemprego:o desemprego no Brasil ultrapassou a marca histórica dos 10%, chegando a 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, em um ano ( de 2015 para 2016 na mesma época) o número de desocupados aumentou em 3 milhões! O que podemos constatar com isso? Esse grande nível de desemprego, faz com que a demanda por bens e serviços caia, implicando assim em um aumento dos estoques das empresas,fazendo com que elas revejam sua decisão de produção e comecem a produzir menos, assim as empresas começam a contratar menos empregados, e até mesmo demitir antigos, fazendo com que a taxa de desemprego aumente ainda mais e o produto da economia caia.
    As variáveis PIB e desemprego mostram evolução contraria ao longo do tempo. ou seja, quando um sobre o outro cai. Assim, com essa alta do desemprego, podemos ” prever” o que acontecerá com o PIB, pelos fatores citados anteriormente.Isso me faz pensar sobre a recessão que estamos passando e quando sairemos dela, com essas altas taxas de desemprego…

    • Luis Junqueira Says:

      Interessante colocação, Laura! Fez-me lembrar de um estudo de caso contido na página 26 da 5ª edição do livro Macroeconomia, de Blanchard. Nesse estudo, o autor mostra como as pesquisas de desemprego podem mostrar resultados mais preocupantes do que realmente são; no ano de 1994, a taxa de desemprego da Espanha foi de incríveis 24%! A economia informal, historicamente mais comum na Espanha que em outros países desenvolvidos, era parcialmente responsável por esse elevado número, já que muitos dos trabalhadores nela envolvidos já tinham outro posto na economia formal. A principal causa desse alto índice de desemprego – sem que se visse uma crise ou pobreza no país – era a estrutura familiar espanhola: os jovens costumam depender financeiramente de suas famílias por mais tempo nesse país, fazendo com que cerca de 45% das pessoas de 16 a 24 anos estivessem desempregadas, mas não necessariamente em situação crítica. Por fim, feita essa pesquisa olhando-se as famílias ao invés dos indivíduos, a taxa de desemprego no país era inferior a 10% no ano de 1994.

    • Adriano Braga Rodarte Says:

      Além desses trabalhadores que você chamou de “temporários”, existe ainda o desemprego sazonal, que ocorre em função da sazonalidade de algumas atividades econômicas, como agricultura e turismo.
      Tal desemprego pode também mascarar o cálculo do desemprego, caso coincida com a realização da pesquisa.
      Quanto a questão acerca da saída da recessão, pergunto-me se não seria necessária certa intervenção por parte do Estado, fomentando o consumo e consequentemente a produção. Tal reflexão deve passar também pelo fôlego financeiro da autoridade governamental, que, ao meu ver (por favor, comentem se discordarem), dificilmente permitiria tais incentivos.

  24. Pedro Matavelli Says:

    A partir da leitura desse texto, surgiu a dúvida a respeito do procedimento da nova metologia de cálculo de desemprego, Pnad. Qual seria o período de retorno em que o pesquisador visitasse uma casa já relatada? E com que frequência um domicílio seria revisitado?
    Após uma breve pesquisa, é possível relatar que como a intenção da pesquisa é ser trimestral, sua amostra foi feita para repetir visitas a cada 3 meses em 80% dos domicílios investigados. Chamam de sobreposição e é necessária para evitar distorções na taxa de desemprego. Porém essa sobreposição não ocorre mensalmente e sem ter um percentual de repetição das casas visitadas de um mês para o outro, os indicadores mensais causariam ruídos. A solução foi adotar uma média trimestral que inclui dados mensais e é comparada com esse mesmo período do ano anterior e com a média dos três meses imediatamente anteriores. Uma forma encontrada pelo IBGE para atenuar e suavizar as oscilações da série da pesquisa.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1601846-entenda-nova-metologia-de-calculo-do-desemprego-da-pnad-continua.shtml

  25. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    No primeiro capítulo da quinta edição do livro do Blanchard nos é apresentado o desemprego como uma das mais importantes variáveis da Macroeconomia, juntamente com a Inflação e o Produto Interno Bruto, mais adiante ele mostra diversos casos importantes relacionados à Economia Agregada nos últimos tempos, como por exemplo o caso recente de desemprego na Europa em diversos países. Esse exemplo passa a ser muito importante ao passo que coloca a prova diversos julgamentos feitos pelos economistas de acordo com seu juízo de valor. Por exemplo, para economistas mais liberais a culpa do desemprego pode ser colocada no governo que, ao proteger demais o trabalhador, em países como a França acaba resultando em uma maior precaução por parte dos empresários no momento de contratar mais trabalhadores. Entretanto, em países como a Holanda os trabalhadores também são bastante protegidos pelo Estado, a partir de direitos trabalhistas, e mesmo assim o país não enfrentou um desemprego massivo como em diversos outros países da Europa. Sendo assim, o Estudo do Desemprego e a sua mensuração se mostram muitos importantes ao nos fornecerem dados que podem além de nos indicar quanto a variável tao importante da Economia, nos permitem a observação de como várias políticas podem influenciar os resultados da Economia em vários casos. Parabéns ao grupo pela abordagem do tema.

  26. Luis Junqueira Says:

    Parabéns ao grupo! Expôs de forma clara e objetiva as informações sobre mensuração de emprego e desemprego.

    Fiquei apenas com uma dúvida: por que a população em idade ativa é considerada a partir dos 10 anos na PME, se, em teoria, as pessoas nessa faixa de idade nem podem procurar emprego? Reconheço que é uma arbitrariedade que o IBGE adota para sua pesquisa, mas fiquei em dúvida acerca da idade específica.


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