Principais Escolas do Pensamento Macroeconômico

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“Análises econômicas existiam já no mercantilismo, com temas como preço, emprego e produto. Porém, foi apenas com a Escola Clássica que a economia se aproximou de aspectos científicos. Assim como uma miríade de outras teorias, como as que serão tratadas nesse texto, a Escola em questão é criada para contrapor visões até então tidas como grandes verdades, no caso, contra as práticas mercantilistas.

  • Clássicos
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Adam Smith

Como grande expoente dos Clássicos, temos Adam Smith. Suas teorias tinham como ponto central o liberalismo econômico. As maiores críticas, nesse sentido, foram acerca da defesa ao monopólio e protecionismo, bem como às políticas fiscais e monetárias. Os estudos clássicos consideravam que os mercados operavam em concorrência perfeita, com a atuação de agentes racionais, e que, portanto, o livre mercado levaria a uma otimização, alcançada com o equilíbrio. Outro ponto contestado era a determinação da riqueza de um país pelo acúmulo de seus metais preciosos. Uma nova concepção de riqueza contribuiu para o surgimento da Teoria Quantitativa da Moeda, com a qual se determinaria, no longo prazo, o nível de preços, explicando, portanto, o aumento constante da inflação nos séculos anteriores: causada pelo aumento da quantidade de moeda.

  • Keynesianos
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John M. Keynes

A escola keynesiana surgiu com a publicação do livro “Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda”, 1936, de John Maynard Keynes. Tal obra foi publicada em contraposição ao pensamento clássico, que falhou em explicar e gerenciar a Crise de 29. Um dos fundamentos keynesianos é de que o ciclo econômico não é completamente racional e autorregulador, como defendiam os clássicos; também é muito determinado pelo “espírito animal” dos agentes econômicos, um comportamento irracional que move a vontade de produzir, investir e consumir, independentemente das instabilidades da economia.

Keynes representou uma quebra com o “laissez-faire” clássico. As visões inovadoras e inúmeras contribuições para o pensamento econômico dessa escola são relevantes até hoje e desempenham um papel importante no processo decisório de políticas econômicas.

  • Novo Clássicos
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Robert Lucas

Após um intenso período de expansão conhecido como a Era de ouro do capitalismo (pós Segunda-Guerra), a década de 1970 marcou o fim do ciclo virtuoso para as economias desenvolvidas. E, deparando-se com um quadro de recessão, alguns economistas voltaram a atenção à construção da Nova economia Clássica, oposta à keynesiana e crítica quanto a ortodoxia vigente, moldada a partir de modelos neoclássicos e focada na microeconometria, na racionalidade dos agentes e suas expectativas. Um dos maiores expoentes dessa construção é Robert E. Lucas Jr, reconhecido como fundador da escola Novo Clássica. Em 1995, foi-lhe concedido o Nobel de Economia pelos seus estudos relacionados, principalmente, à macroeconomia de curto prazo. Com isso, a possibilidade de se modelar um fenômeno aparentemente imprevisível, os ciclos, não apenas constituiu um avanço metodológico, mas também, um maior grau de similaridade entre as teorias micro e macroeconômica.      

  • Novo Keynesianos
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George Akerlof

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Joseph Stiglitz

Esses economistas compartilham da adoção de uma racionalidade do consumidor, mas sabem também da influência das imperfeições no mercado. Defendem a ideia da existência de rigidez de preços e salários, explicando-a em relação ao “custo de menu”, o qual influencia nas determinações do lucro. Esse custo pode levar a flutuações econômicas, quando considerado o comportamento dos consumidores, os quais não conseguem determinar sua programação financeira livremente. Essa é a ideia da assimetria de informações, que garantiu o Nobel de economia a George Arthur Akerlof e Joseph Stiglitz, ambos Novo Keynesianos.

Apesar da rigidez, os preços e salários oscilam em torno do equilíbrio no curto prazo. Esse é um movimento lento, que se estabilizaria no longo prazo, no qual os mercados se equilibram, a curva de oferta agregada é inelástica e o desemprego involuntário, inexistente.

Fontes de pesquisa:

  • Sites e artigos:

http://www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/keynes_e_os_novos_keynesianos.pdf

https://www.maynardkeynes.org/

http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Escola_Keynesiana

http://www.anpec.org.br/revista/aprovados/Classica.pdf

  • Bibliografia:

Escolas da Macroeconomia – Conselho Regional de Economia 1ª Região/RJ – Corecon-RJ

Macroeconomia (4ª edição) – Olivier Blanchard

“Equilíbrio de Ciclos”, Matheus A. de Magalhães, Revista de economia contemporânea, vol.9, nº3, RJ”

 

Autores: Grupo D – Macro I

 

34 Respostas to “Principais Escolas do Pensamento Macroeconômico”

  1. Henrique Munerato Rodrigues Says:

    Gostei bastante, mas acredito que seria muito importante ter falado da Escola Marxista, que deixou sua marca até hoje e que é bastante debatido por historiadores e economistas.

  2. Lucas Kava Says:

    Acho que entender a HPE, não só da macro, como também dos outros alicerces que estruturam nosso curso, é uma das principais formas de entender melhor a teoria econômica. Essa contextualização é muito importante pra gente não achar que essas teorias de sala de aula surgem ao acaso, mas é fruto de muito estudo, raciocínio e disposição pra enfrentar problemáticas contemporâneas aos autores.
    Uma coisa que não ficou muito clara pra mim é: essas escolas mais recentes (novo clássicos e novo keynesianos) são majoritariamente ortodoxas?

    • Roseli Silva Says:

      Ninguém arrisca uma resposta?? Eu deixo uma pergunta: o que é ortodoxo??😉

      • Denise Franco Severo Says:

        Tentando sanar essa mesma dúvida, li alguns artigos, mas foi em um blog que extrai a resposta mais clara e direta.
        “(…) ortodoxia são as doutrinas primeiras, as ditas verdadeiras. Compreende todos os pensadores clássicos e neoclássicos da escola econômica. Defendem, entre outras coisas, a neutralidade da moeda e a tendência natural ao equilíbrio econômico em pleno emprego. Existe uma força que ajusta o mercado de forma livre, sem a necessidade de pressões externas. A Teoria do Equilíbrio Geral é um dos pilares da ideologia, segundo a qual o livre funcionamento do mercado, com a flexibilidade de preços e de fatores de produção leva ao ponto de eficiência máxima. (…)
        (…) heterodoxia são as doutrinas seguintes, aquelas que estão em desacordo com a ortodoxia. Esse pensamento heterodoxo construiu-se desde os debates e críticas internas do pensamento neoclássico – com Sraffa, por exemplo. Seguem-se pensadores como Joan Robinson, Kalecki e seu auge com J.M.Keynes (…)”
        https://visaoeconomica.wordpress.com/2010/04/14/economia-heterodoxa-x-economia-ortodoxa/

      • Gabriel Leal Silva Says:

        Acredito que a explicação mais simples é de que a economia ortodoxa é a corrente central, principal e dominante da ciência econômica, ou seja, é a corrente mainstream. Assim, ela une a escola clássica e neoclássica com a keynesiana (não sei se os novo keynesianos também entram no pensamento ortodoxo). Enquanto isso, as escolas heterodoxas (marxista, feminista, austríaca e etc…) se distinguem entre si e em relação ao pensamento ortodoxo, através de divergências e críticas polarizadas. Entendo que a diversificação de pensamento e as críticas entre as escolas são importantes, mas não compreendo o porque das escolas se segregarem tanto, ao invés de se unirem e construírem cientificamente uma linha ou um conjunto de linhas de pensamento econômico mais completa e unificada…

  3. João Zanine Says:

    Gostei bastante do tema e da abordagem feita pelo grupo, que conseguiu explicar de forma resumida os ideais de cada uma dessas escolas. Concordo com o comentário do Lucas também, acredito que a HPE é vital para a contextualização das teorias vistas em sala e no cenário econômico atual e, conectando essa teoria ao presente, encontrei um artigo da folha que relaciona a questão do espírito animal à um passado recente.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/32870-dilma-quer-aticar-espirito-animal-de-empresarios.shtml

  4. Monyk B A Cardoso Says:

    Em nome do meu grupo, agradeço à contribuição do grupo D e parabéns pelos relatos e comentários!
    Vou acrescentar alguns outros nomes da escola clássica, que foram relevantes para que as novas escolas pudessem debater. Lembremos de Malthus com a sua Teoria da População (PG) e a Teoria da Superprodução (ou Teoria do Excesso de Oferta no Mercado); David Ricardo com o seu Teorema da Equivalência (financiamento da dívida pública = financiamento do tributo), Teorema do Valor de Troca e a Teoria dos Rendimentos Decrescentes e da Renda; e Jean-Baptiste Say com a Lei dos Mercados – “a oferta cria a sua própria demanda” e a sua Teoria Monetária.
    Essas teorias e leis são importantes para entender o que as escolas seguintes atacaram, como um exemplo e com base em postulados da economia clássica, Keynes em um dos seus pontos de argumentação levanta que “a oferta cria a sua própria demanda” de modo expressivo, mas não bem definido, e que essa hipótese junta com mais duas, não funcionam. Portanto, os clássicos mesmos distantes têm um papel relevante para compreender o que não condiz com a realidade.

    Obs.: Jean-Baptiste Say viveu de 1767-1832, e somente em 1936 foi mostrada, por Keynes, a fragilidade da sua teoria.

  5. Cézio Says:

    Fica evidente que as questões que caracterizam grandes problemas econômicos de uma determinada época são o ponto de partida para a revisão e desenvolvimento das Teorias e práticas econômicas já existentes…Parabéns aos envolvidos!!!

  6. Bruno Boalin Says:

    Tendo como parâmetro os autores elencados, fica-se claro que toda teoria acaba por aprimorar-se e, consequentemente, moldar-se ao período em questão. Sendo assim, vivemos em anos de intenso aprimoramento das tecnologias que influenciam desde as áreas de produção até o mercado financeiro. Digo isso com um exemplo do crescente uso do Bitcoin (uma criptomoeda e sistema de pagamento online que é independente de qualquer autoridade central). Com isso, poderíamos estar cada vez mais próximos de novos modelos econômicos, estruturando-se de maneira mais real com a situação vigente de nosso tempo.

    • Roseli Silva Says:

      Para pensar: bitcoin é moeda???

      • Igor Soares Says:

        Bitcon seria um ativo financeiro, cujo preço seria determinado em pela oferta e demanda em um mercado, com uma pequena capacidade de liquidar transações, visto que ainda não é amplamente aceito pelo público em geral, portanto, não saberia dizer se bitcoin teria a característica de ser um ativo com máxima liquidez na economia. Assim, não sei seria possível definir bitcoin como moeda ainda. Outro aspecto interessante seria, se uma vez sendo considerada aceita amplamente e atendendo os outros requisitos para ser moeda, como ficaria as políticas monetárias em uma economia em que houvesse mais de uma moeda? Um link legal falando desse assunto http://www12.senado.gov.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td163

      • Felipe Alvarez Rezende Says:

        A bitcoin ganhou grande repercussão da mídia entre 2013 e 2014, tratada como uma possível “moeda virtual”, que solucionaria diversos problemas enfrentados pelo uso da moeda atualmente aceita, porém existem correntes contrárias, as quais categorizam a bitcoin como um ativo financeiro ou um investimento especulativo apenas, tendo características que não se encaixam na definição de moeda utilizada por economistas hoje em dia. Apesar de ser considerada um meio de troca eficiente, se utilizado e aceito por ambos os lados, ela falharia em sua função como reserva de valor e unidade de conta: graças a sua alta volatilidade, permitindo que ocorram trocas muito semelhantes com preços extremamente discrepantes; e graças ao problema da segurança virtual, estando todo seu sistema suscetível a hackers, um problema enfrentado hoje, que poderia ser agravado com a situação.
        Como se pode observar tudo anteriormente citado é teórico, já que a bitcoin é muito recente para ter seus impactos no longo prazo analisados.
        Enfim, dado a pesquisa do grupo acho importante realçar que conclusões sobre a economia são extremamente voláteis e que, talvez, apenas com o tempo seja possível ter algo mais consolidado sobre o tema.
        Usei como base o paper “IS A BITCOIN A REAL CURRENCY? AN ECONOMIC APPRAISAL.” de David Yermack.

    • kenneth xavier Says:

      Acredito que o bitcoin seja reconhecido apenas como um meio de troca, aceito em poucos lugares, principalmente na internet para compra de itens em jogos e na deep web para a compra de produtos ilegais, com caras exceções, pois esta em desenvolvimento e não possui controle e regulamentação governamental, além de possuir muitas falhas. Segue um link sobre o futuro econômico do bitcoin, realidade, futuro ou péssimo negocio.

  7. Ana Laura Bertone Says:

    Acredito que seja de comum acordo que todos os autores, que se dispuseram a estudar economia, foram influenciados pelo contexto em que estavam inseridos. A partir dessas informações sintetizadas trazidas pelo grupo, percebo que cada autor estava inserido em uma situação diferente do outro. Uma mera observação pode levar ao interesse de estudar determinado caso e, a partir desse estudo, surgem novos entendimentos, novas concepções, novas teorias. Pergunto-me se vivenciarei alguma transição marcante, deixando de acreditar em algo que sempre fora aceito por todos.

  8. Luiz Octávio Vaz Grillo Says:

    Tema muito bem escolhido e abordado de forma muito inteligente pelo grupo! O estudo das principais escolas da economia se mostra cada vez mais importante na formação do economista ao passo que compreende-las requer antes de mais nada o entendimento do contexto em que as mesmas foram desenvolvidas e como esse cenário as moldou. Dessa forma concordo com o comentário da Ana Laura que ressalta a importância das circunstancias na modelagem de tais prescrições. Tal fato pode ser observado por exemplo na influencia que o iluminismo exerceu na concepção e na consolidação do liberalismo econômico sobretudo no Século XVIII. No início do Século XX é notável como John Maynard Keynes passa a encarar a economia mais como uma ciência moral ao formular sua Teoria Geral em decorrência sobretudo da Grande Depressao 1929 e como a mesma impactou negativamente a vida dos individuos.
    Gostaria de recomendar a todos um excelente documentário da BBC que explora a vida e o pensamento de três dos maiores economistas de todos os tempos: John Maynard Keynes; Friedrich Hayek e Karl Marx: https://www.youtube.com/watch?v=srwISf0JjII&list=PLxI8Can9yAHd7JSFI2KZxeRTY7L_0CoRm&nohtml5=False
    E mais um vídeo muito interessante que aborda o tema de uma maneira mais informal: https://www.youtube.com/watch?v=2iIOZUWbdP8&nohtml5=False

  9. Caio Borges Donegá Says:

    Indo de encontro com alguns comentários acima, acredito que essas teorias são desenvolvidas por esses autores para “atualizar” as teorias já existentes a partir aspectos vivenciados em suas respectivas épocas. Com isso, qualquer fato histórico pode levar a um aprimoramento dessas Teorias, acarretando um desenvolvimento do processo produtivo. Isso nos prova que estamos em um gradativo processo de reformulação de idéias nos dando a possibilidade de, quem sabe em algum dia, sermos nos que mudaremos a corrente do pensamento econômico. Parabéns a todos do grupo pelo excelente trabalho, gostei demais!

  10. Renato Takao M. de Lima Says:

    Reforçando o que várias pessoas disseram, o processo de construção de teorias e modelagem está sempre em evolução e aprimoramento, cada vez mais com o foco de se aproximar da realidade. A questão é que todas as ciencias carregam essa caracteristica, que não há nada que seja um dogma ou verdade absoluta.
    A economia, por outro lado, tem a dificil missao de explicar cientificamente, variaveis que sao influenciadas por pessoas, que por sua vez tem preferencias, fazem decisoes fora da curva, nem sempre se encaixam nas hipoteses que estabelecemos nos modelos, e tudo isso aliado a culturas, comportamentos. Alem desses fatores, as mudancas na tecnologia, transmissao da informação, maiores facilidades nas transações, bens e serviços que antes nem existiam e hoje fazem parte do cotidiano das pessoas, tudo isso fazem com que modelos que anos atras explicavam o mundo, ja não apresentam tanta serventia para hoje em dia, e a HPE está ai para nos mostrar os esforços realizados pelos pensadores de cada época, as evoluções que tivemos em nosso arsenal de teorias e conhecimentos, e que a economia está sempre se atualizando!

  11. Renato Takao M. Lima Says:

    Reforçando o que várias pessoas disseram, o processo de construção de teorias e modelagem está sempre em evolução e aprimoramento, cada vez mais com o foco de se aproximar da realidade. A questão é que todas as ciências carregam essa característica, que não há nada que seja um dogma ou verdade absoluta.
    A economia, por outro lado, tem a difícil missão de explicar cientificamente, variáveis que são influenciadas por pessoas, que por sua vez tem preferências, fazem decisões fora da curva, nem sempre se encaixam nas hipóteses que estabelecemos nos modelos, e tudo isso aliado a culturas, comportamentos. Além desses fatores, as mudanças na tecnologia, transmissão da informação, maiores facilidades nas transações, bens e serviços que antes nem existiam e hoje fazem parte do cotidiano das pessoas, tudo isso fazem com que modelos que anos atrás explicavam o mundo, já não apresentam tanta serventia para hoje em dia, e a HPE está ai para nos mostrar os esforços realizados pelos pensadores de cada época, as evoluções que tivemos em nosso arsenal de teorias e conhecimentos, e que a economia está sempre se atualizando!

  12. Renato Takao M. Lima Says:

    Reforçando o que várias pessoas disseram, o processo de construção de teorias e modelagem está sempre em evolução e aprimoramento, cada vez mais com o foco de se aproximar da realidade. A questão é que todas as ciências carregam essa característica: que não há nada que seja um dogma ou verdade absoluta.
    A economia, por outro lado, tem a difícil missão de explicar cientificamente, variáveis que são influenciadas por pessoas, que por sua vez tem preferencias, fazem decisões fora da curva, nem sempre se encaixam nas hipóteses que estabelecemos nos modelos, e tudo isso aliado a culturas, comportamentos. Alem desses fatores, as mudanças na tecnologia, transmissão da informação, maiores facilidades nas transações, bens e serviços que antes nem existiam e hoje fazem parte do cotidiano das pessoas, tudo isso faz com que modelos que anos atrás explicavam o mundo, já não apresentam tanta serventia para hoje em dia, e a HPE está ai para nos mostrar os esforços realizados pelos pensadores de cada época, as evoluções que tivemos em nosso arsenal de teorias e conhecimentos, e que a economia está sempre se atualizando!

  13. Luciano Rosa Says:

    Muito bom! Escolhas macroeconômicas afetam milhões de pessoas em uma economia. E todo esse processo é “iniciado” na formulação de teorias. Como já foi dito, cada tipo de sociedade tem seus problemas econômicos, e é disso que surge as bases de cada teoria, buscando sempre uma melhor alocação dos recursos. Creio eu que não exista teoria perfeita, portanto, sempre que uma teoria for colocada em prática, estará ao mesmo tempo mostrando suas fragilidades e criando o embrião de uma próxima. Assumindo que a sociedade sempre progrida, devido aos avanços tecnológicos, avanço do conhecimento etc, acredito que as teorias tendem ao aperfeiçoamento da economia, mas sem alcançá-lo de fato, se é que isso exista.

  14. Ana Carolina Rosatelli Andrade Says:

    A importância de todos esses pensadores, não só para a história da economia, mas também para os tempos atuais, é indiscutível. Gostaria apenas de ressaltar que Adam Smith, apesar de ser reconhecido como “pai da economia”, foi não só um economista, mas também um filósofo social. Sua famosa e relevante obra “A Riqueza das Nações” introduz discussões de temas relevantes como a divisão do trabalho, a distribuição de renda e a responsabilidade do Estado, e senti falta da menção dos livros no trabalho. No mais, parabéns ao grupo!

  15. Gian Luca Wickart Says:

    Gostaria , primeiramente, de parabenizar o grupo pelo trabalho . Acho muito interessante como o pensamento econômico evoluiu ao longo dos séculos , sempre buscando entender e explicar a melhor forma de alocar os recursos escassos das sociedades . O que acho mais interessante ainda , é o fato de que a evolução deste pensamento se teve por meio de Escolas Econômicas com princípios e visões muito diferentes umas das outras. Fato qual ,só teve a agregar a evolução de dado pensamento, sendo que escolas posteriores complementavam ,aperfeiçoavam ou criavam princípios completamente diferentes aos passados, sempre visando o melhor modo de compreender a sociedade e o pensamento econômico que melhor se adequavam à sua época.

  16. Anderson Ferreira Says:

    Sobre o Novo Keynesianos e o Nobel de Economia de 2001 dado a George Arthur Akerlof e Joseph Stiglitz em que eles afirmam que as economias de mercado se caracterizam por um alto grau de imperfeições. Seus trabalhos ajudaram a entender as circunstâncias em que mercados não funcionam corretamente e o quanto a intervenção governamental pode melhorar sua performance. Um ponto interessante é a sobreposição do discurso a favor da intervenção governamental e do Estado liberal no decorrer da história (ClássicosXKeynesianos; Novo ClássicosXNovo Keynesianos). Após a crise de 2008 o discurso a favor de um Estado mais intervencionista ganhou ainda mais força. Mas o Novo Keynesianos não defende substituir o mercado pelo Estado, mas de encontrar meios de melhorar o funcionamento da economia. Acredito eu que, com o estudo das Escolas do Pensamento Macroeconômico, pode se retirar o melhor que cada Escola defende e buscar um meio termo entre um Estado intervencionista e um Estado liberal.

  17. Samuel Januário Claro de Araújo Says:

    Pelas limitações dos caracteres, conseguiram sanar em boa parte de algumas dúvidas e curiosidades com a qual eu tinha em aberto sobre o tema descrito acima, mas como o assunto descrito é um subconjunto de um conjunto de conhecimentos fundados sobre princípios certos, de caráter dinâmico, fica difícil abordar os pontos com o qual mais nos identificamos, porém, é inequívoco que a cada época surgem novos problemas e com tais problemas a teoria econômica consegue pequenas transcendências e novas discussões com os teóricos que tangenciam a esfera dessa ciência. Parabéns ao grupo pelo texto.

  18. Mateus Zanini Fernandes Pires Says:

    Achei o texto elaborado muito interessante, pois de uma forma bem direta e clara conseguiu apresentar um ponto interessante na discussao dos economistas. De que a profundidade do estudo das correntes vai aumentando e tornando as variaveis mais voláteis, que torna esse embate entre os economistas de qual corrente é a correta uma irrelevância para verdadeiro o progresso científico.

  19. Matheus Moreira Lagoa Says:

    Assim como muitos dos comentários acima, fica evidente que a teoria econômica formulada apresenta uma enorme relação com a época em que fora formulada (como por exemplo, a parte keynesiana que toca em aspectos relacionados ao desemprego, dado a crise de 1929). E assim como a Ana Laura, fico me perguntando se estamos próximos de vivenciar alguma grande mudança na formulação da economia, advento, talvez, da grande influência que a internet tem nos dias atuais.
    Fico curioso por saber como essa “bitcoin” será vista a longo prazo, e quais as implicações que ela pode trazer para a moeda.
    Parabéns ao grupo pelo trabalho!

  20. Adriano Braga Says:

    Deixo, primeiramente, meus cumprimentos ao grupo! Bom trabalho, de forma que a leitura se manteve fácil mas nem por isso perdeu a capacidade informativa.
    Acho importante apontar para a forma como o pensamento econômico se modifica de acordo com o contexto histórico. Como sabemos, a economia está em constantes mudanças, assim, vê-se a necessidade de buscar formas de entender novos fenômenos. Surgindo, assim, novas Escolas, cada uma com suas importantes contribuições.

  21. Laura Figueiredo Ribeiro Lima Says:

    Primeiramente gostaria de parabenizar o grupo D pelo ótimo post, acho que conseguiram sintetizar bem os principais pontos abordados pelos clássicos, keynesianos, novo clássicos e novo keynesianos.
    Gostaria de deixar aqui uma dúvida que surgiu: a escola monetarista e a escola austríaca podem também ser caracterizadas como principais escolas do pensamento macroeconômico ou não possuem notoriedade suficiente ?

  22. Bruno Serpellone Says:

    eu acho que a economia é um acúmulo de aprimoramentos. Todos os citados no texto contribuíram, mesmo que tenham vivido há séculos, pro que entendemos de economia atualmente, e acredito também que a economia está em processo constante de aprimoramento. Cada teoria que é posta em prática, fica evidente os seus prós e contras, e isso contribui na elaboração pra que a próxima teoria tenha um maior sucesso. A economia é imprevisível e acho que os cientistas devem se basear na história dos modelos macroeconômicos pra procurarem explicar as inconstâncias e tentar evitá-las

  23. Victor Soares Says:

    Parabéns ao grupo pelo trabalho, conseguiram sintetizar de maneira clara e explicativa séculos de desenvolvimento do pensamento econômico, algo que seria muito complicado fazer em apenas 4000 caracteres. Este trabalho foi muito interessante, pois por meio do estudo da história do pensamento econômico podemos ver como o confronto de ideias opostas colabora para o desenvolvimento desta ciência.

    Outra ponto que acho interesse nesse desenrolar todo, é como cada vez mais o estudo da macroeconomia se volta para a análise dos fundamentos microeconômicos afim de tentar compreender melhor o comportamento dos componentes agregados . Isto pode ser visto com os Novo Clássicos na introdução das expectativas racionais dos agentes e também com Novos Keynesianos na análise do comportamento do consumidor e no estudo da assimetria de informação.

  24. Pedro Matavelli Says:

    Interessante como uma Escola surge ao passo que novos problemas não são mais explicados pela anterior. As brechas se fazem quando não há nenhum estímulo para que se dê atenção a elas, no momento em que elas são expostas a teoria econômica torna-se facilmente refutável. Mas isso não significa que se tornam inúteis, como é visível nas releituras dos Clássicos e de Keynes, que procuram ao mesmo tempo contornar as falhas e prosseguir com os acertos. Contornam as falhas usando novas ferramentas, como, por exemplo, incorporando a microeconomia e quantificando cada vez mais aspectos econômicos pouco antes explorados: a racionalidade dos agentes e suas expectativas! Evidente que um modelo é uma simplificação da realidade para facilitar o compreendimento do funcionamento da mesma, porém a tendência é, cada vez mais, encostar na barreira do real e prever problemas a ponto de, sempre, diminuí-los a “marolinhas” ou mesmo saná-los! A crise só se faz, quando não é prevista; existirá um tempo em que não haverá mais crises, ou seja, que problemas sejam sempre detectados pelos modelos?

  25. Débora de Andrade Dotto Says:

    Acredito que o tema abordado possui uma importância especial para os alunos da matemática. Pois acho muito importante conhecer as ideias, influências e o contexto em que os modelos econômicos foram moldados. No curso Matemática Aplicada a Negócios temos apenas uma base Macroeconômica, e não uma estrutura forte e ênfase como no curso da Economia. Por isso achei o tema bastante relevante para que nós pudéssemos ter uma ideia de como o modelo que estudamos hoje veio sendo construindo.

  26. Douglas Valentim Says:

    Gostei da abordagem do grupo e acho extremamente importante o tema abordado. Seria interessante a abordar como essas diferentes escolas de pensamento são representadas atualmente em diferentes universidades e porque as universidades seguem diferentes escolas. Seria interessante ressaltar quais diferenças essas mudanças de pensamento podem acarretar na formação dos profissionais de economia.


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