Grupo H – Inflação e taxa de juros na América Latina

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Nas décadas de 80 e 90, os países latino-americanos viveram constantemente com altas taxas de inflação e, por conseguinte, taxas de juros muito elevadas. Por isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente emprestava dinheiro a esses países elevando o grau de dependência deles à instituições internacionais e países desenvolvidos. Os aspectos econômicos dos diversos países da América Latina são parecidos, pois tiveram bases históricas de colonização e exploração semelhantes que refletem até hoje na economia. Atualmente, os países mais ricos são: Brasil, México e Argentina. A maioria dos países é dependente de commodities agrícolas e minerais, e também com grandes desigualdades sociais e alta concentração de renda. Segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), as principais causas da inflação da América Latina são: inelasticidade da oferta agrícola, inadequação da infraestrutura, inadequação do fator humano disponível a curto prazo (baixa capacidade inovadora) e inadequação das estruturas fiscais. Em relação à inflação, nota-se que, a partir de 2000 a taxa de inflação da América Latina decresce e se mantém relativamente estável quando comparada com décadas anteriores, com algumas exceções, como Argentina que vive uma crise econômica atualmente, no entanto não há dados confiáveis disponíveis, pois o instituto que mede a taxa de inflação é subordinado ao governo. A inflação pode ser observada nos dois gráficos abaixo (salientamos que o gráfico 2 mede a inflação média da América Latina, o que inclui a do Brasil):

H - Inflação - países selecionados2
H - Gráfico 2
Uma pesquisa feita por professores do Insper e da UFABC (com dados de 1999 a 2008) mostrou que os países latino-americanos que mais combatem a inflação com o uso de políticas monetárias, isto é, principalmente o uso da taxa de juros é o Brasil e o México e os que menos utilizam a taxa de juros como mecanismo de combate à inflação é a Argentina, Venezuela e Colômbia. Neste gráfico utilizamos a taxa de juros real, isto é, descontada a taxa de inflação. Optamos pela taxa real para não nos enganarmos e termos uma visão distorcida e inflacionada da taxa de juros.

H - Taxa de juros - países selecionados
A América Latina teve um quadro muito favorável nos últimos anos, a inflação diminuiu consideravelmente, os governos deram mais autonomia aos seus respectivos bancos centrais o que tornou a estrutura das taxas de juros mais compatível com a inflação observada, aumentando a confiança dos investidores internacionais nas economias latinas. Assim, o crescimento econômico foi acompanhado, além de uma melhora nas contas externas (dependência das instituições financeiras e países desenvolvidos), pela uma redução constante das taxas de inflação, vivendo uma relativa estabilidade macroeconômica, em comparação com décadas anteriores.   Referências: http://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2013/12/2008_wpe134.pdf http://www.worldbank.org/ http://www.imf.org/ http://www.cepal.org/pt-br/ BOBIK, M.; CACCIAMALI, M. C; JÚNIOR, U. C.: Em busca de uma nova inserção da América Latina na economia global. Estudos Avançados, 26 (75), 2012. Institut des Amériques: Os desafios do desenvolvimento na América Latina CEPAL: Estudo Econômico da América Latina e do Caribe: Desafios para a sustentabilidade do crescimento em um novo contexto externo.”   .

30 Respostas to “Grupo H – Inflação e taxa de juros na América Latina”

  1. Roseli Silva Says:

    Pessoal, sério… não tou conseguindo distinguir quem é quem naquele primeiro gráfico… Sugiro mudar o marcador para diferenciar séries (quadrados, asteriscos…). Se quiserem reenviar o primeiro gráfico, seria legal!!

  2. Jenifer Barbosa Says:

    Como o grupo apontou, “o crescimento econômico foi acompanhado, além de uma melhora nas contas externas (dependência das instituições financeiras e países desenvolvidos), pela uma redução constante das taxas de inflação, vivendo uma relativa estabilidade macroeconômica, em comparação com décadas anteriores.”
    Podemos perceber ao comparar o produto e desemprego na América Latina com a Inflação e a taxa de juros que nos últimos anos tem-se o crescimento do produto, a queda do desemprego e da inflação e estabilidade da taxa de juros. Atualmente, porém, tem-se uma desaceleração do crescimento do produto e sinais de retração do mercado de trabalho, com início do aumento do desemprego.
    A América Latina enfrenta dificuldades para se ajustar à queda dos preços das commodities que impulsionou o crescimento do produto da região. Percebe-se então o uso de ferramentas como a manutenção da taxa de juros baixa a fim de estimular a economia.
    A notícia abaixo traz um panorama para alguns países da região, e indica a possibilidade da economia da AL se desacelerar ainda mais, tanto pelo reflexo dos preços das commodities quanto pelo fraco investimento na região.
    http://www.valor.com.br/internacional/4028914/al-tera-desaceleracao-pelo-5
    A diversidade da América Latina contribui para encontrarmos cenários macroeconômicos distintos na região.
    O Chile foi um dos países que mais sofreu com a queda do preço das commodities, por sua economia ser dependente do cobre e este ter sido um dos primeiros produtos a reduzir o preço. Por ter sido atingido primeiro, também foi um dos primeiros a se recuperar. E atualmente apresenta uma das menores inflações dentre os países selecionados pelo grupo, o que estimula o consumo.
    Para exemplificar a diversidade da economia, podemos citar países que foram favorecidos pela queda dos preços das commodities, em especial o petróleo, como é o caso da América Central e do México.
    O cenário de recuperação enfrentado pelo Chile pode ser visto na seguinte notícia: http://www.valor.com.br/internacional/4016038/desvalorizacao-do-peso-e-inflacao-baixa-ajudam-na-recuperacao-do-chile

  3. Pedro Venturi Says:

    É interessante notar, que não apenas os preços mais baixos das commodities estão freando o crescimento dos países da América Latina atualmente. A maioria desses países tem enfrentado uma desvalorização de suas moedas e isso tem causado pressões inflacionárias, fazendo com que, em alguns casos, sejam obrigados a adotar condições monetárias mais restritivas. Encontrei esse link (http://www.cmegroup.com/pt/education/featured-reports/latam-economies-prospects-and-pitfalls-in-2015.html) que fala a respeito das expectativas para as economias latino-americanas nesse ano, ele faz uma análise das maiores economias desse bloco de países.

    • Lucas Negreiros Says:

      Exatamente Pedro!! A matéria que você postou deixa bem explícita a tendência da AL, com poucas exceções, de pressões inflacionárias. Também achei bem legal que, mesmo sendo um “padrão” para a região, essa reportagem deixa claro os valores de inflação e crescimento do país podem mudar devido suas diversas economias. Tentamos deixa claro, assim como o grupo da semana passada, a importância dos commodities para as economias da América Latina e, como os seus preços estão caindo, as economias estão crescendo cada vez menos e as pressões inflacionárias aumentam cada vez mais.

  4. Matheus Carrijo de Brito Says:

    A interação entre os países da América Latina ganha relevância no contexto de buscar interação comercial por meio do Mercosul. Neste bloco destaca-se O Brasil, o México, e em bons momentos a Argentina, sem deixar de lado países como Chile, Peru, Colômbia, Venezuela. No início da década a América Latina sofria com as consequências de diversas crises cambial, fiscal, tensões causadas pela política, a principal a da Argentina, percebemos um contexto bastante conturbado. O qual necessitava de instrumentos, como a taxa de juros elevada no início da década e com reduções até o meio da década, a inflação também esta associado a estes momentos de turbulência. Para mostra este cenário temos as seguintes noticias:
    http://www.valor.com.br/arquivo/1000056549/brasil-e-mexico-selam-acordo-que-cobre-rombo-argentino
    http://www.valor.com.br/arquivo/1000056588/argentina-tenta-dividir-sua-crise-com-os-vizinhos
    http://www.valor.com.br/arquivo/1000055919/o-ceu-e-o-inferno-nas-analises-dos-economistas
    No meio da década até o estouro da crise vemos uma queda/estabilidade na taxa de juros, isto no contexto de crescimento provocado pelo preços dos commodities, mas também pelo ambiente de maior estabilidade e acordos comerciais.Como podemos ver nas reportagens:
    http://www.valor.com.br/arquivo/517725/chile-e-japao-concluem-negociacao-para-um-tratado-de-livre-comercio
    http://www.valor.com.br/arquivo/563725/receita-das-maiores-empresas-da-america-latina-cresce-31-em-2007-diz-economatica
    http://www.valor.com.br/arquivo/565681/economias-da-al-e-caribe-devem-crescer-56-neste-ano-apesar-de-turbulencia-externa-diz-cepal.
    A partir do estouro da crise de 2008 a taxa de juros cair, uma medida anti-cíclica adotada por inúmeros países.

    • Lucas Negreiros Says:

      Matheus, gostei bastante do seu comentário porque ele fez uma retrospectiva histórica a partir de 2000 que é essencial para entendermos a situação da Argentina!!! Acho que, ao lermos as duas primeiras matérias, fica claro a importância do Brasil e do México para a AL, que foram de grande importância para ajudar a Argentina naquele período. A terceira matéria é ainda mais interessante ao ressaltar a importância de como acontecimentos políticos e econômicos brasileiros podem afetar o resto da AL. As outras matérias são bem legais pois eles fazem o link com o trabalho de PIB e desemprego da AL! elas ressaltam bem a tendência de crescimento desses países durante o meio da década passada, e logo no ano seguinte, com a crise de 2008 os países da AL continuaram crescendo mesmo com a inflação crescendo bastante.

  5. Giovanna Gava Says:

    Achei interessante essa notícia que encontrei na qual os países da América Latina são divididos – grosso modo – em “duros no combate à inflação” e “tolerantes com relação à inflação”. Aqui vemos que o Brasil e o México apresentam postura de “falcões”, ou seja, apresentam elevação na taxa de juros real quando a inflação está acima da meta de inflação. Na categoria intermediária entr os falcões e os “pombos” temos Chile e Peru. Já no terceiro grupo temos Argentina, Venezuela e Colômbia, que são considerados como ”pombos”, ou seja, quando a inflação se apresenta acima do previsto, não apresentam uma política monetária ativa para controlá-la. Sabemos que não é apenas através da taxa de juros que a inflação é controlada e que nem sempre é a maneira mais efetiva de fazê-la, mas segue para quem se interessar: http://www.insper.edu.br/conhecimento/conjuntura-economica/brasil-e-mexico-sao-os-falcoes-da-america-latina/

  6. Arthur Della Vecchia Says:

    Comentei no trabalho do grupo anterior que muitos governos da América Latina (notadamente Brasil, Venezuela, Argentina e Bolívia) priorizaram a expansão demasiada do consumo na última década, em detrimento de poucas melhorias no tocante à oferta agregada da economia. A curto prazo, vimos que a expansão da demanda agregada reduz as flutuações do produto em relação ao seu nível potencial, o que foi refletido nas ótimas taxas de crescimento dos países da AL nos últimos anos. Porém, o médio prazo já chegou, e políticas que continuam a expandir a demanda possuem apenas efeitos inflacionários, tanto que o crescimento de muitas economias da região foi baixa no ano passado e a previsão é que piore neste ano. Em termos de taxa de crescimento, a médio prazo o produto cresce à sua taxa normal, e a taxa de inflação é dada pela diferença entre o crescimento da moeda nominal e o crescimento do produto. Essa relação tem como hipóteses que a política fiscal é nula (gastos do governo e impostos constantes), então teoricamente eu estaria me contradizendo. Mas dado que as pessoas necessitam de moeda para transacionar, e dada a expansão fiscal estimuladora do consumo que citei, é razoável dizer que houve crescimento da moeda nominal na América Latina nos últimos anos (mesmo eu não encontrando nenhuma notícia que diz respeito a emissões monetárias significativas e recentes nos países da região). Afinal, a oferta de moeda não depende apenas das emissões do Banco Central: os bancos privados e o público também detêm o poder de ”criar” moeda. Voltando ao ponto, sabendo que a médio prazo o PIB cresce à sua taxa natural, a inflação acompanha somente o crescimento da moeda nominal; como esta está elevada, o resultado é um aumento do nível de preços. Obviamente, só o aumento dos gastos não explica a alta recente da inflação na América Latina, pois há outros fatores externos a serem considerados. Porém é difícil negar a sua contribuição para a aceleração do nível de preços. Novamente enfatizo que a solução para que os países da região consigam se afastar do perigo de uma inflação descontrolada é a expansão da oferta agregada, com melhorias na educação e nas condições tecnológicas. Assim, a pressão da demanda agregada sobre a inflação reduzirá, além de que com um melhor capital humano é possível no agregado se produzir mais com menos custo. Além disso, os estímulo à poupança também seria benéfica a médio/longo prazos, na medida em que aumentaria o estoque de capital. Como a taxa atual de poupança da AL está muito aquém do que deveria ser (vide esta notícia, que afirma que a poupança da região é 10% menor do que a da Ásia: http://www.worldbank.org/pt/news/feature/2015/04/15/america-latina-perspectivas-crecimiento-economia-2015), um aumento do estoque de capital não estaria sujeito a grande depreciação, o que levaria a um alto nível de produto no longo prazo e reduziria a inflação. A curto prazo, a solução para se evitar uma debandada inflacionária pode passar por uma alta dos juros, mesmo que isso signifique um maior desemprego por algum tempo. As ferramentas para a retomada do boom econômico da última década, ao meu ver, devem passar por estas questões, basta vontade política para isso.

  7. Victor Goulart Haddad Says:

    O que me chamou mais atenção nos gráficos foram os picos de inflação e taxa de juros uruguaia em 2002. Procurei entender mais o que tinha acontecido, pois foram números de muito destaque. Nessa época existiu a crise no país, que deveu-se muito pela crise argentina também, que era a principal compradora dos produtos uruguaios. O Uruguai também adotava medidas cambiais que tornavam seus produtos caros para os argentinos, já que estes estiveram uma desvalorização do peso. Existiram fugas de capital e diminuição do consumo, potencializando a crise.
    Duas matérias na época da crise:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u52386.shtml
    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,crise-uruguaia-e-pior-do-que-se-imaginava-pib-deve-cair-11,20020822p36309
    Outra matéria com uma entrevista com um economista uruguaio depois da crise:
    http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/uruguai-deixa-crise-no-passado-m0152549

    • Daniel Wetzel Says:

      Interessante o reflexo da crise argentina no Uruguai. O calote do governo argentino em 2001 deixou uma alta desconfiança para investidores no país, além de afastar empresas estrangeiras e dificultar a tomada de empréstimos, fazendo com que a entrada de moeda estrangeira no país e reservas internacionais caíssem drasticamente. O que justifica a redução da compra de produtos uruguaios e estendendo a crise para esse país também. Encontrei uma matéria que explica bem didaticamente e com mais detalhes a crise argentina desde 2001 até o ano passado, vale a pena a leitura! http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/01/entenda-crise-economica-e-politica-na-argentina.html

    • Thiago Pena Lima Says:

      Sem dúvida, os índices uruguaios são muito chamativos. As matérias que o Victor postou explica bem o que ocasionou tais índices e, também, mostra o quanto é necessário ter diversificação dos mercados de exportação. Em entrevista, o ex-ministro da economia do Uruguai, Mario Bergara, relata medidas adotadas pelo Uruguai que minimizaram a dependência que o país tinha com o Mercosul: http://www.secco.com.br/clipping1.asp?id=2220

  8. Maria Fernanda Tavares Says:

    Oi pessoal, lendo o trabalho do grupo e procurando mais sobre o assunto tomei conhecimento de alguns pontos: o ano em que estamos será provavelmente abaixo da média para a AL devido a preços menores de commodities e grandes déficits comerciais como já comentado acima. Pelo que entendi, as moedas da região estão enfraquecidas expressivamente desde o começo do ano passado devido aos preços mais baixos das commodities, combinados com um dólar mais forte e com o crescimento lento. Sendo assim, se o ano atual for considerado um ambiente de menor risco, ou seja, de queda global de ações, as moedas latino-americanas permanecerão provavelmente mais fracas ou, melhor dizendo, em posição de recuo. Falando mais especificamente do real brasileiro, percebemos que ele tem de longe a maior taxa de juros entre as moedas negociadas e tem tido resultado abaixo do esperado, sendo possivelmente a moeda com maior potencial de recuo na AL.

  9. Bruno Ramacini Says:

    Como citado pelo grupo, a dependência da América Latina com o preço das Commodities é muito alta. Gostaria de salientar o efeito dispare que a queda no preço de, a que talvez seja a commodities mais famosa de todas, o petróleo. Enquanto a queda no preço em questão afeta absurdamente a economia de grandes exportadores, como México, Colômbia e nossa querida Venezuela, ele será, em 2015, de grande ajuda no crescimento de importadores como o Chile e apresentará impactos quase que neutros em economias que atendem apenas as necessidades domésticas mas nunca se tornaram grandes exportadores como a Argentina, Brasil e Peru.
    Ou seja, mesmo sabendo da dependência com commodities de nossa região, é interessante observar que uma queda ou alta nos preços dessas pode atingir de diferentes maneiras os países constituintes do bloco

    Fonte : http://www.cmegroup.com/pt/education/featured-reports/latam-economies-prospects-and-pitfalls-in-2015.html

  10. Thiago de Morais Says:

    Muito bom o trabalho pessoal, parabéns! Queria deixar essa matéria, muito interessante, da exame que faz uma comparação da economia brasileira com o resto da américa latina.
    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-contribui-com-39-do-pib-da-america-latina

    • Gustavo Panobianco Says:

      Gostei muito da reportagem que você postou, Thiaguinho. É possível vermos, mais uma vez (pra variar), que essa baixissima participação da América Latina no PIB mundial (apenas 8,3%), é devido à pouca abertura econômica dos países da Região e a falta de investimentos em infraestrutura, mesmo que a demanda chinesa subiu demais (e o preço também) pelas “nossas” commodities agrícolas. Mais uma vez, não aproveitamos isso para investirmos de forma correta. Pelo lado bom, dá pra ver que não é só um problema nosso, né ? :s

      • Carolina Gambaroni Says:

        Gostei muito da matéria postada pelo Thiago. Realmente é notável que a América Latina tem uma participação muito baixa no nível do mundo. É notável também que antes de 1995 a inflação era altíssima nesses países e após esse ano houve uma queda gigantesca na inflação, que parece controlada.

    • Diego Domingues Says:

      Muito boa a reportagem Thiago! Vários são os que dizem que há um pessimismo exagerado em relação à economia brasileira e às economias latinas, se é verdade, não sei e não consigo avaliar ainda, mas realmente o problema da América Latina é tanto estrutural, quanto conjuntural, isto é, como dito na notícia, temos uma infraestrutura inadequada e estamos com uma situação econômica mundial que não nos favorece, commodities em baixa, problemas políticos internos e por aí vai.

  11. Leonardo Veras Says:

    (Meu comentário não apareceu)

    Muito bom o trabalho, mas lendo os comentários, notícias e estudando a conteúdo atual de Macro, não consegui entender se as taxas de juros subiram por causa da inflação nos países latino americanos, ou mais para segurar o fluxo de capital causado pela elevação da taxa de juros do EUA?! Bom, encontrei uma notícia recente que dá um panorama bem interessante da situação atual da América Latina, nela está contida a maioria dos assuntos discutidos nos comentários do post anterior e atual.. vale a pena.

    http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/30/economia/1432940732_165412.html

  12. Pedro Buzati Kasia Says:

    É importante notar a alta inflação que vemos hoje nos países Venezuela e Argentina.O primeiro é um país que se opõe a expansão neoliberal na região, e um inimigo dos EUA, e o seu dito imperialismo. O país é um grande exportador de petróleo mas muito pobre em todos os outros produtos, inclusive o de alimentos. Forçando o a importar grandes parte dos produtos consumidos pela população. Porém, a Venezuela trabalha com o controle do câmbio, no inicio de 2014, um dólar valia 6,30 bolívares e no mercado negro valia 80 bolívares. O país sofre com falta de produtos básicos como farinha, leite açúcar, e a inflação em 2013 foi de 56%.
    No caso Argentino, temos um país que deu calote em 2001, e outro mais recente em 2014. Apesar das altas taxas de juros que a Argentina se encontra, poucos são os investidores que estarão dispostos a investir em um país destes.

    • Pedro Buzati Kasia Says:

      Inclusive o mercado tem pouca confiança na taxa de inflação que a Argentina apresenta, pois órgão que calcula a inflação é totalmente centralizado no governo, diferentemente do Brasil, que temos vários índices de taxa de inflação, cada um calculado por um órgão, por exemplo o IBGE, a FGV, a USP etc e eles em geral dão um valor próximo de inflação.

  13. Diego Domingues Says:

    Não sei se todos sabem, mas a Venezuela também enfrenta uma grave crise econômica, não comentamos sobre no trabalho, porque há muitos dados duvidosos sobre a real situação do país, segue um link que fala sobre a inflação Venezuela nos dias atuais. http://m.infomoney.com.br/mercados/noticia/4069279/com-moeda-colapso-inflacao-anual-venezuela-esta-acima-500-aponta

  14. Diego Domingues Says:

    http://m.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/4069095/venezuela-hiperinflacao-depreciacao-bolivar-bolsa-dispara-dias Tem esse link também comentando sobre a crise venezuelana que explica como as pessoas estão se protegendo da hiperinflação observada no país, nada mais que comprando ativos, seja ações, dólares ou quaisquer outros ativos.

  15. Pedro Rossi Says:

    Interessante notar que mesmo o Brasil tendo o maior PIB da América Latina, com toda sua influencia economica sobre o bloco, etc, e com metas de inflação ainda possui uma das taxas mais altas na América Latina, estando acima da média, o que está ligado ao crescimento do Brasil nos ultimos anos, politicas de distribuição de renda etc, porémo crescimento previsto para esse ano (já citado em comentários anteriores) em que o Brasil crescera esse ano menos que a média da AL.É interessante notar também que tanto inflação quanto desempregam apresentaram queda nos ultimos anos na AL, o que deve mudar nos proximos anos, principalmente em relação ao desemprego, como discutido no post anterior do grupo J.

  16. Victória Jorge Says:

    Alguns fatores que reduzem o crescimento da América Latina são: preços dos commodities baixos, grandes déficits em contas correntes, inflações elevadas; na maioria dos fatores a moeda, por ser fraca (como na maioria dos países que compõe a América Latina) causa um grande impacto. Visto que esses países dependem da economia global, da matéria prima, das turbulências financeiras. Da primeira dependência, temos que o crescimento americano é benéfico para alguns países e a desaceleração chinesa para outros, principalmente para os exportadores de matéria prima. Essa região desde a colonização foi grande exploradora de matéria prima, mas nos últimos anos os preços das commodities vem caindo, em 2013 caiu 5% e em 2014, 10%. O fim da Quantitative easing nos Estados Unidos fortaleceu o dólar provocou uma desvalorização nas moedas da América Latina, como aconteceu com o real.
    Sobre a taxa de juros e a inflação, o Brasil e o México são os países da América Latina mais rígidos no controle da inflação, através da taxa de juros. Como o Banco Central deve aumentar a taxa de juros real quando a inflação está acima da meta (“de acordo com o Princípio de Taylor, se o Banco Central deseja manter a estabilidade de preços na economia, deve responder a um aumento persistente de um ponto percentual na inflação elevando a taxa de juros nominal em mais do que um ponto percentual”).
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150105_america_latina_economia_mdb_lgb
    http://www.insper.edu.br/conhecimento/conjuntura-economica/brasil-e-mexico-sao-os-falcoes-da-america-latina/

    • Lucas Negreiros Says:

      Achei a matéria da bbc extremamente didática Victória, gostei bastante mesmo! Essa matéria cita em um trecho a Quatitative easing, nosso grupo leu sobre essa política mas decidimos não postar pois queríamos focar mais na América latina , entretanto é bem legal ver como políticas econômicas norte americanas afetam as economias da AL.

  17. Lucas HRS Says:

    Galera, esse site é muito bom para verificar as taxas de inflação em cada país e poder relacioná-las.

    http://www.indexmundi.com/map/?v=71&l=pt


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