Grupo J – Produto e desemprego na AL

 

Desemprego

O desemprego é o termo usado para indicar a parcela da força de trabalho que está sem emprego. A condição de desemprego inclui: pessoas que não estão trabalhando, pessoas que estão disponíveis para trabalhar ou pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho.

Produto

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados, cidades) durante um período determinado (mês, trimestre, ano). O PIB é um dos indicadores mais utilizados no mundo com o objetivo de quantificar a atividade econômica de um país. Na contagem do PIB, consideram-se apenas os bens e serviços finais, excluindo da conta os bens de consumo de intermediário, evitando-se assim dupla contagem.

 

Desemprego na América Latina

Segundo dados da OIT², nota-se que o desemprego na América Latina apresentou queda a partir de 2002 (neste ano a taxa estava em 11,4%). A partir daí, houveram quedas ininterruptas desta taxa, inclusive em 2007 e 2008 (auge da crise internacional), chegando a 8,3% e 7,5%,respectivamente.  Em 2013, houve uma nova mínima, quando esta taxa chegou a 6,2%.

Percebe-se que mesmo após a crise – e mesmo nos anos mais duros desta – as taxas de desemprego ainda mostravam uma tendência de queda. O fator mais relevante para tal foi o boom das commodities, que tornou os mercados internos dos países da AL¹ pujantes, com maior renda disponível e disposição dos novos empregados a consumir. Ainda, podemos citar as políticas expansionistas praticadas por muitos governantes da região, usadas como políticas anticíclicas.

Em 2014, segundo estimativas, a taxa alcançou uma nova mínima, chegando a 6,1% de desemprego (parte deste resultado deve-se que a proporção da população em idade de trabalhar diminuiu).

Todavia, há estimativas da OIT que o desemprego começará a ter sua tendência revertida devido à desaceleração de algumas economias da região, voltando a crescer a partir de 2015. Este resultado, será influenciado pelo aumento das taxas deste indicador em importantes países da região, como Argentina e Brasil.

 

Produto da América Latina

Pegando dados a partir do ano 2004, nota-se que o crescimento do produto da região mantém taxas crescentes. No período situado entre 2004 a 2008 a média de crescimento dos países latinos americanos foi de 5,1%, influenciados sobretudo, pelo boom das commodities (conforme citado anteriormente). Este movimento foi verificado até meados de 2007. Depois deste ano, o fator relevante para o crescimento, foi o baixo desemprego nos países latinos. Nota-se que mesmo durante os anos de 2008 e 2009(durante a crise) esta região registrou taxas de crescimento maiores que a média mundial.

Este movimento de altas maiores que a mundial, foi mantido até 2011. Em 2012 (ano em que o mundo cresceu 3,2% enquanto a AL apresentou crescimento de 3,0%) houve um arrefecimento de crescimento. Entretanto, a economia da AL analisada como região, ainda apresenta taxas de crescimento robustas, tendo apenas alguns países na contramão, como Venezuela, Argentina e Brasil (previsões para 2015).

Em 2015 a CEPAL³ estima que a AL terá um crescimento superior a 2,5%. Esta comissão, orienta aos países latinos para que realizem reformas em seus sistemas tributários, além de realizar investimento em educação e  infraestrutura para que o produto real (e também o PIB potencial*) voltem a crescer.

J - macro_imagem

 

*PIB potencial: define o quanto a economia pode crescer, sem bater na sua capacidade máxima, pressionando a inflação.

¹AL: América Latina

²Organização Internacional do Trabalho

³Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

 

Fontes:

http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-apresenta-panorama-laboral-em-2008-o-desemprego-na-am%C3%A9rica-latina-e-no-caribe-diminuiu-p

http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/conjuntura/cc19_economiamundial.pdf

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Desemprego-na-America-Latina-cai-em-2011-a-menor-taxa-historica/7/18341

 

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25 Respostas to “Grupo J – Produto e desemprego na AL”

  1. Jenifer Barbosa Says:

    Achei interessante a questão apontada pelo grupo de que “a economia da AL analisada como região, ainda apresenta taxas de crescimento robustas, tendo apenas alguns países na contramão, como Venezuela, Argentina e Brasil (previsões para 2015)”.
    O que mais me chamou a atenção foi o desenvolvimento independente de cada país, principalmente considerando os diversos acordos econômicos entre países da região, como é o caso do Mercosul.
    A notícia do Valor Econômico abaixo destaca dois dos principais motivos que dificultam o comércio na região. Um deles é a geografia, que compromete a logística, sobretudo considerando o “déficit de infraestrutura” da região. A notícia também aponta como fator prejudicial o encarecimento da mão de obra, mesmo sem ser altamente qualificada, tornando os produtos da região menos competitivos no comércio internacional.
    São vários os acordos comerciais entre os países da América Latina, com o objetivo de estimular o comércio da região. É preciso não apenas estabelecê-los, mas também possibilitar sua execução, através da infraestrutura necessária para garantir que o comércio ocorra. Há a necessidade de tal investimento para a região.
    Além disso, a “rigidez” dos acordos comerciais, como é o caso de tarifas de importação preestabelecidas, pode prejudicar o comércio dos países da América Latina com os países fora dos blocos comerciais dos quais ela participa, o que faz com que seja ainda mais importante a consolidação dos blocos da região e fornecer os instrumentos necessários para que essa consolidação ocorra.

    Notícia: http://www.valor.com.br/internacional/4056396/al-precisa-melhorar-infraestrutura-e-capital-humano-diz-banco-mundial

  2. Arthur Della Vecchia Says:

    É muito interessante observar que o período de maior crescimento da economia da América Latina coincide com os anos de governo do ex-presidente Lula, nos quais o PIB brasileiro obteve uma excelente média de aceleração. Essa correspondência pode ser explicada pela grande contribuição que o Brasil possui na determinação do produto da AL (em torno de 40%, conforme aponta esta notícia recente: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-contribui-com-39-do-pib-da-america-latina). As políticas de distribuição de renda, possíveis com o bom crescimento econômico da região na última década, foram essenciais para o aquecimento da demanda agregada e consequente aumento da renda. Segundo relatório divulgado ano passado pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e noticiado pelo site El País: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/27/internacional/1409165952_127604.html, mais de 56 milhões de pessoas saíram da pobreza na América Latina entre 2000 e 2012. Portanto, não é de se espantar a queda acentuada do nível de desemprego e o aumento do PIB registrados nos últimos anos, decorrentes de políticas econômico/sociais realizadas por alguns governos.
    Todavia, as previsões atuais de crescimento são baixas, alavancadas pelo desempenho pífio do produto brasileiro esperado neste ano e pelo péssimo desempenho (que parece não ter fim) da economia venezuelana. Para piorar a situação deste país, além de seus problemas internos houve recentemente a queda do preço do petróleo, seu principal produto exportado. A crise da dívida argentina, oriunda de um embate com os credores internacionais iniciada no ano passado também deve contribuir para o baixo desempenho da economia latino-americana nos próximos anos. A queda dos preços das commodities é outro fator que deve prejudicar a economia regional, caracterizada pela sua grande dependência acerca das exportações de matérias-primas. Esta notícia: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150105_america_latina_economia_mdb_lgb elenca de maneira bem sucinta os desafios do crescimento da América Latina daqui em diante. Talvez o único meio de escapar desta espiral de baixo crescimento seja o investimento em produtividade e infraestrutura, visando a médio/longo prazos a retomada do caminho do produto em direção ao seu nível potencial, já que pelo visto o modelo econômico de expansão do consumo já teve seus efeitos esgotados. Em outras palavras, a solução agora passa pela expansão da oferta agregada, via elevação do estoque de capital e melhorias tecnológicas e educacionais.

  3. Matheus Carrijo de Brito Says:

    A associação entre o boom dos commodities com o progresso econômico da América Latina parece ser impossível de não se associar. Essa relação tem a China como eixo central, dos anos 2000 até 2010 mais ou menos o principal modo de interação entre AL e China era através do comércio de commodities. Porém com a desaceleração da economia chinesa o modos operatis parace ter mudado. Recentemente, a China procura expandir as relações com acordos que visão a cooperação de econômica, e investimento direto e indireto por meio de fundos. A notícia que ilustra esse fato é esta http://www.valor.com.br/internacional/4045398/china-agora-vai-atras-dos-paises-mais-liberais-na-america-latina.
    Pelo lado da América Latina nota-se uma visível preocupação de como os países iram lidar com a queda dos preços dos commodities, na maioria deles houve redução na taxa de crescimento. Porém, em alguns países como Brasil, Venezuela e Argentina esse efeito parece maior, isso, devido pela mal gerenciamento da economia no primeiro pais e nos outros dois o ambiente político instável. Países como Chile, Peru, Colômbia e México também foram impactados com a queda dos preços. Contudo as políticas adotadas para incentivar a integração comercial entre eles e o resto do mundo parecem ter efeito positivo no crescimento. De tal forma que o crescimento esperado para estes países estão nas reportagens a seguir, todos maiores que o Brasil. http://www.valor.com.br/internacional/4057038/banco-central-do-mexico-reduz-previsao-de-crescimento-para-o-pais
    http://www.valor.com.br/internacional/3963572/chile-acelera-e-colombia-mantem-bom-crescimento

  4. Carolina Gambaroni Says:

    Semana passada foi publicado no G1 uma notícia sobre a estimativa de aumento da taxa de desemprego na América Latina: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/05/desemprego-na-america-latina-sera-de-62-em-2015.html .
    Segundo o relatório apresentado em Santiago pela Cepal e pela OIT, haverá uma queda na ocupação urbana na região pelo terceiro ano seguido, o que somado a uma diminuição da quantidade de pessoas em idade de trabalhar que está dentro da força de trabalho (participação laboral) aumentará o desemprego aberto. O relatório ainda diz que durante parte da década passada e no ínicio da década presente a América Latina apresentou grandes avanços na diminuição da pobreza e da desigualdade, porém o cenário do mercado de trabalho de 2015 não é muito estimulante para continuação de progressos nessas áreas.

  5. Giovani Nicoletti Polli Says:

    Parabéns ao grupo!

    Pensando no tema, acredito que um fator que influência muito é o avanço da internet/tecnologia e, consequentemente, do poder do consumidor. Os projetos sociais do governo brasileiro, juntamente com as inovação no mundo da informática deram poder de consumo a muitos que antes eram considerados classes minoritárias e sem importância para o mercado, assim, regiões inviáveis começaram a se tornar um boas para o âmbito comercial e gerando emprego para a sociedade local como no nordeste brasileiro.

    http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1047/noticias/o-nordeste-quer-mais

    Detalhe: Encaixei a minha opinião para o Brasil que só pode ser comparado ao trabalho no item desemprego, devido a queda na sua taxa acompanhar a da América Latina, porem, acredito que esse modelo de pensamento pode ser utilizado em melhor qualidade ainda para a AL em geral pois seus países estão em crescente com o PIB também.

  6. Daniel Wetzel Says:

    Acho interessante observar a semelhança dos problemas do Brasil e da América Latina em geral. Muito associados a, como já citaram, dependência do comércio de commodities, falta de infraestrutura e a níveis educacionais baixos. Não pude deixar de notar a alta dependência que todos os países têm da China, tanto por suas economias se basearem em commodities como pela grande entrada de capital chinês que temos aqui. Esses dias me deparei até com uma notícia de planos chineses em construir uma ferrovia interligando o oceano pacífico e o atlântico, passando pelo Brasil e Peru ( http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150518_ferrovia_transoceanica_construcao_lgb ). O que, concordemos, é um projeto gigantesco, complexo, de muitos benefícios tanto para a América do Sul, (facilitando a conexão entre os países, que é complicada devido à geografia, como já citaram) quanto para a China. E pouco provável de dar certo haha.
    O que me preocupa é exatamente o fato dos países latino-americanos serem muito dependentes da China, pois as previsões pro crescimento da China, pelo menos para 2015, não são otimistas se comparadas com seu grande crescimento de anos anteriores (segue essa notícia da exame, que afirma que previsão pro crescimento chinês é o menor em 25 anos: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/fmi-preve-para-2015-menor-crescimento-da-china-em-25-anos ). Assim, fica claro que os países da América Latina devem avançar para outras áreas, como já é dito na notícia da valor econômico que a Sofia passou. Pois, além de influenciar no crescimento, pode diminuir essa dependência da China (ressaltando, é claro, que é impossível ficar completamente independente da segunda maior economia do mundo, isso só ajudaria a reduzir um pouco a dependência rs).

  7. Thiago de Morais Says:

    Achei muito interessante a notícia do Valor Econômico deixada pela Jenifer. O que mais me chamou a atenção foi um ponto que a notícia destacou sobre o fato de que a região apenas aproveitou alguns ciclos de aumento dos preços das commodities pela história, porém houve pouco progresso em termos de educação, infraestrutura, etc. Isso mostra como o desenvolvimento da região se torna mais “difícil” do que comparada com outras regiões, como os tigres asiáticos, dada a falta de dinamicidade de sua infraestrutura, tornando o investimento na região menos vantajoso. Saindo um pouco da discussão econômica, podemos identificar um certo problema político e institucional da região, com governantes que tendem a se importar mais com as próximas eleições do que um desenvolvimento a longo prazo na região, o que dificulta a região a alcançar os objetivos mostrados como necessários pela notícia: “uma mão de obra mais qualificada e uma infraestrutura mais arrojada”

  8. Bianca Buzzo Says:

    Lendo sobre o assunto pode-se constatar que o desemprego na América Latina vinha caindo, além das razões já citadas, também pela considerável parcela da população que estava saindo da força de trabalho, fato que conseguiu suavizar os efeitos da queda na geração de empregos. Deve-se ressaltar que, embora em vários dos países da AL a força laboral tenha crescido, nos três maiores países, que representam cerca de 65% da PEA total (Brasil, México e Argentina) houve reduções. Já nos próximos anos, quando a participação na força de trabalho voltar a crescer nesses países, verificaremos altas nas taxas de desemprego.
    http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-desemprego-continua-diminuindo-na-america-latina-e-no-caribe-mas-subira-em-2015

  9. Bruno Ramacini Says:

    Muito interessante pensar no impacto que a economia brasileira tem na América Latina. Sendo responsável por 33% da população, creio que as baixas taxas de desemprego da AL correspondam, em parte às baixas taxas brasileiras.
    No ano de 2013 tivemos uma mínima na taxa de desemprego brasileira de 4,6%. Porém não tivemos aumento do número de empregos, pelo contrário, tivemos queda nos dois setores que mais contratam indústria e construção. Isso nos mostra que o baixo desemprego brasileiro, refletido na América Latina, pode não estar diminuindo, mas sim as pessoas deixando de procura-los.

    Fonte : http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/12/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-para-o-menor-registro-da-historia.html

  10. Maria Fernanda Tavares Says:

    Achei legal essa reportagem em relação ao PIB da AL, que mostra influência dos maiores países que a compõe para o baixo crescimento do produto, destaque para o Brasil e Argentina. Cita também aqueles que se destacaram positivamente em expansão, como Bolívia e Paraguai, mas que não têm força para erguer o produto de toda a AL.
    Segue o link: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/brasil-vai-frear-crescimento-da-america-latina-em-2015-mostra-fmi.html

  11. Diego Domingues Says:

    Muitos disseram que os países latino-americanos estavam com o desemprego perto do desemprego natural, inclusive o Brasil, infelizmente a tendência de baixa do desemprego está se revertendo, não só aqui, mas nos outros países também. Entretanto, como estamos vendo nas aulas de macroeconomia, há vários fatores que influenciam os níveis de desemprego, então essas taxas podem nada mais do que serem “taxas artificiais” de desemprego, mascarando a realidade vivida no país. Gostei do comentário do Arthur, creio que as políticas de transferência de renda foram um dos fatores que melhorou a economia, menos pessoas abaixo da linha de pobreza, um estímulo no consumo, mas parece que os investimentos, que refletirão no longo prazo, não foram estimulados. Pelo menos é o que parece, só vivendo para ver mesmo.

  12. Gustavo Panobianco Says:

    Pessoal, encontrei uma texto muito legal que explica bem a situação da América Latina, compara com o Brasil e coloca até Petróleo no meio da história. Vai ai um trechinho que eu achei bem interessante :

    “O relatório “Perspectivas Econômicas para a América Latina 2015″ observa que uma das principais preocupações atualmente é que as baixas taxas de crescimento previstas para a região nos próximos anos, por volta de 3%, ou menos, não constituam uma desaceleração temporal, e sim um possível crescimento mais baixo do que o habitualmente estimado. A OCDE, CAF e CEPAL observam que, a longo prazo, as modestas perspectivas de crescimento para a região trazem à lembrança a necessidade de avançar nas reformas estruturais para que o crescimento potencial ocorra de forma justa. Dentre essas estruturas, as principais são o fortalecimento da educação, a concorrência e a inovação. Ocorre que a evolução da produtividade na América Latina é decepcionante em comparação com outras economias emergentes. Além disso, uma maior produtividade permitiria seguir em direção a um crescimento mais inclusivo, reduzindo os níveis elevados de desigualdade e pobreza.”

    https://www.knowledgeatwharton.com.br/article/um-cenario-internacional-novo-e-desafiador-para-america-latina-em-2015/

  13. Lucas HRS Says:

    Queridos, encontrei dois textos na internet cujo enfoque se dá sobre a questão do bem estar do povo latino americano. Leiam! Muito, muito, muito bons!

    http://www.pnud.org.br/Noticia.aspx?id=4077
    http://www.pnud.org.br/Noticia.aspx?id=3907

  14. Giovanna Gava Says:

    Fugindo um pouquinho do tema produção e desemprego, queria compartilhar aqui um artigo interessante que foca explicação da diferença da educação entre América Latina e os outros países: http://www.cnaconsultores.com.br/artigos/pedagogia/item/289-investimento-em-educa%C3%A7%C3%A3o-e-desenvolvimento-humano-am%C3%A9rica-latina-x-outros-pa%C3%ADse. Uma parte que achei bem legal é o fato de que “se analisarmos somente os gastos do Governo Central, chegaremos à falsa impressão de na América Latina, o investimento em educação é maior. Os gastos feitos pelo Governo Central são de 7,7% do total de gastos públicos na Europa. Na América Latina são de 14,5%. Ocorre que os modelos educacionais são diferentes – na Europa, muito mais descentralizados, o que permite uma maior autonomia regional e um melhor controle dos gastos efetuados. Este modelo é, como os próprios fatos podem mostrar, muito mais adequado para que se atinjam os objetivos da educação pública. A América Latina precisaria passar, desta forma, por um programa de descentralização de sua educação, o que não necessariamente acarretaria gastos adicionais – pelo contrário, a tendência de médio prazo é que se conquistem economias importantes que poderão ser direcionadas de uma maneira mais eficaz, ainda dentro da própria educação.”

  15. Isabela Graciliano Says:

    Galera, achei esse link que revela pontos bem interessantes a respeito do Índice Itaú de Surpresa LatAm.
    https://www.itau.com.br/itaubba-pt/analises-economicas/publicacoes/macro-visao/chile-em-alta-colombia-segue-decepcionando

    Esses são os pontos avaliados para a construção do indíce:

    Brasil: Emprego Formal Caged, Taxa de Desemprego, Exportações, Importações, Vendas no Varejo, Produção Industrial, PIB, IBC-Br.
    México: PMI de Manufatura, PMI de Serviços, Confiança do Consumidor, Investimento, Produção Industrial, Vendas no Varejo, PIB mensal IGAE.
    Chile: Produção Manufatureira, Vendas no Varejo, Taxa de Desemprego, PIB mensal Imacec.
    Colômbia: PIB, Produção Industrial, Vendas no Varejo, Taxa de Desemprego.
    Peru: PIB mensal, Taxa de Desemprego.

  16. Pedro Buzati Says:

    É interessante agregar na discussão a importância do regionalismo dos países, quero dizer, a importância da cultura ou a situação vivida dos países ao redor dos países,].
    Um exemplo forte disto é a URSS que foi engolindo os países ao redor da Rússia e tendo influência até hoje.
    Eu quero chegar na verdade é, que em muitos casos, devemos analisar os países junto com seus blocos econômicos. No caso vemos nos países da América do Sul países de esquerda ou extrema esquerda, fazendo políticas paternalistas para se manterem no poder, em alguns casos por meio da força. São países que se beneficiaram do aumento das commodities do mercado internacional, puxado pelo crescimento chinês, e que buscaram aumentar os salários e benefícios sociais mais do que o aumento da produtividade.
    Hoje, vemos um crescimento da Colômbia, Chile e México significante, se comparado com o restante da América Latina, observem que são os países próximos aos EUA e que sofreram menos com governos populistas.
    Para voltar o crescimento nos países latinos, se vê a necessidade primeiramente de infraestrutura com foco em logística, que é onde as empresas de engenharia chinesa estão de olho, e depois na qualificação da população, com foco principalmente em cursos técnicos, que em geral possuem resultados mais rápidos. Também é importante, gastos dos governo de forma mais inteligente, como em umas das matérias citadas acima, o Brasil aproveitou os ganhos do aumento da commodities e focou no consumo familiar, porém o investimento acabou ficando de lado, podendo ver as consequências agora onde se vê a necessidade de uma política mais restritiva para o controle da inflação.

  17. Lucas Negreiros Says:

    Um dos grandes desafios da AL era a inserção no comércio mundial e, para isso, precisava evoluir em alguns quesitos como passar de fornecedor de matérias primas para desenvolvedor de inovações. A primeira década do século 21 teve como uma característica forte a grande exportação de commodities do países da AL. Porém, as commodities desse século possuem uma grande quantidade de tecnologia agregada na sua produção. Isso ficou bem claro e explicito no texto do grupo e quando olhamos o gráfico, basta olhar para o PIB da AL durante o governo Lula.
    Essa dependência da economia latino americana com os commodities está relacionada com a forte ligação com as economias brasileira e mexicana que representam cerca de dois terços do PIB dessa região. Como elas apresentaram crescimento reduzido quando comparadas com outras economias de médio porte, naturalmente a taxa de crescimento do PIB da AL reduziu um pouco. No entanto, ainda continua crescendo a taxas altas.
    Quanto a taxa de desemprego, ela vem reduzindo em todos os países latinos grandes em especial no Brasil e no Peru e isso se liga diretamente com o crescimento econômico desses países. Segundo alguns pesquisadores, a redução do desemprego está ligada com a evolução do capital humano disponível. Porém, aparentemente já existem previsões de aumento da taxa de desemprego na AL para esse ano.


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