Grupo E – Inflação e Taxa de Juros no Brasil a partir de 2003

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“O período de 2003 até hoje engloba os dois mandatos do ex-presidente Lula, e da atual presidente Dilma Rousseff. Nesse período é mantido o regime de metas de inflação, controlado pelo Banco Central. Sabemos que, apesar das metas estipuladas, na maior parte dos anos obtivemos inflação acima do centro da meta. Esse fato não se restringe ao Brasil, o que difere é termos metas mais altas do que em outros países, e intervalos de tolerância um pouco maiores (desde 2005 o limite inferior é de 2,5% e superior de 6,5%).

Há vários índices de preços utilizados para analisar a inflação, porém, sendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o índice oficial de inflação no Brasil desde 1999, o gráfico será baseado nele.

E - gráfico de inflação

Como podemos observar acima, dado que analisamos a inflação a partir de 2003, esse foi o único ano dentre os considerados em que a inflação esteve acima do limite superior da meta, apesar de um aumento no centro da meta no mesmo ano. Isso se deve, principalmente, a inércia, vinda da alta inflação do período anterior, das expectativas negativas no segundo semestre de 2002 e da depreciação cambial. Para reverter o quadro ruim, houve um aumento da taxa de juros, que levou a um maior fluxo de capital externo. Essas medidas levaram a uma inflação mais baixa em 2004, dentro da meta estipulada.

Em 2006, verificamos a menor taxa de inflação desde a implantação do regime de metas, o que pode ser explicado pelo câmbio favorável e aumentos mais baixos em relação à energia elétrica e combustíveis. Hoje temos um cenário de inflação ascendente motivado principalmente pelo aumento de preços relacionado a transporte e alimentação.

É preciso reconhecer o sucesso do regime de metas, que manteve a estabilidade de preços num período de crescimento econômico. Ainda assim, critica-se o comportamento da Taxa Selic, que apesar de todos os avanços continuava sendo a mais alta taxa de juros real do mundo.

E - gráfico taxa de juros

A taxa de juros no Brasil é chamada Taxa Selic e é com base nela que os governos, os bancos e as empresas atuam. Ela serve de parâmetro para o custo do dinheiro e, por isso, dita também o custo dos empréstimos. Durante o período considerado podemos observar com frequência aumentos na taxa de juros, promovidos com o intuito de controlar a inflação. Com o aumento na taxa de juros, verifica-se que os custos dos empréstimos são maiores, e, diante disso, a população tende a consumir menos, o que ajuda a conter a inflação.

Sabemos que só elevar a taxa de juros não é suficiente para controlar a inflação, assim, como o Brasil se deparava com um cenário de juros altos e inflação também alta, foi colocado em prática um conjunto de medidas, capazes de levar a queda da taxa de juros simultânea ao controle da inflação. Entre essas medidas destaca-se a política tributária (como redução de impostos sobre gasolina, diesel e produtos da cesta básica). Desse modo notamos nesse período uma trajetória de queda da taxa Selic, mesmo apresentando movimentos de subidas e descidas.

Na última reunião do COPOM, 29/04/2015, ficou definida a taxa Selic como 13,25% a.a.

 

Fontes: http://www.bcb.gov.br/

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/desde-1999-inflacao-anual-superou-centro-da-meta-do-governo-dez-vezes.html

http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/revista/Especial%20Capa/Marcelo%20Curado.pdf

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26 Respostas to “Grupo E – Inflação e Taxa de Juros no Brasil a partir de 2003”

  1. Jenifer Barbosa Says:

    Parabéns pelo trabalho.
    Eu estava lendo sobre a inflação do Brasil e como foi apontado no trabalho, há um cenário de inflação ascendente devido principalmente ao aumento de preços relacionados ao transporte e alimentação.
    Além dos motivos citados durante o trabalho, o que contribui diretamente para a trajetória ascendente registrada pelo IPCA são os aumentos da energia elétrica, de medicamentos, de taxas de água e esgoto e pressões pelo aumento de serviços, principalmente devido ao elevado peso atribuído a cada um desses fatores para o cálculo do IPCA. A alta do dólar também motiva o aumento do IPCA, pois muitos insumos usados na indústria são importados.
    Uma das artimanhas apontadas para conter a inflação é a represa de preços administrados. Desconfia-se que o governo segurou o reajuste de itens como energia, combustíveis e transporte para evitar uma aceleração da inflação em 2014 pelo fato de este ser um ano eleitoral. E a alta desses preços administrados puxou a inflação neste início do ano. De janeiro a março de 2015, o IPCA avançou 1,26% em média ao mês. Por isso, apontam uma desaceleração em abril, quando a variação foi de 0,71%. Em quatro meses, a inflação está em 4,56% e superou um pouco o centro da meta, o que inicia discussões sobre a possibilidade de ultrapassar a meta de inflação de 2015. Essa notícia trata sobre as consequências para o Brasil se o país chegar a estourar o teto da meta: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150303_metas_inflacao_ru

  2. Thaissa Bollis Says:

    O Brasil atualmente está na contramão do mundo! A inflação anual de 7,7% está bem distante dos números que surgem na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e até mesmo na China. Para quem vive num país que já teve inflação de 5.000% ao ano, a notícia parece até boa, mas não é, quando comparada ao histórico internacional. A zona do euro fechou 2014 com deflação de 0,2%, como podemos constatar em várias pesquisas de grupos anteriores. Em 16 países da União Europeia, as taxas foram negativas. A inflação mais alta foi de 1%. O petróleo em baixa mexe com os índices de preços de todos esses países, mas o fenômeno tem razões específicas em cada lugar do planeta.
    E no Brasil, por que temos o oposto? A Jenifer fez uma ótima análise sobre o assunto, ressaltando os reajustes na energia elétrica, a alta do dólar, as taxas de água e esgoto, dentre outras, mas o que mais me intriga, é o fato de políticas eleitorais serem usadas para postergar dados inevitáveis, como foi o estouro da inflação no começo de 2015. Isso só atrasa a efetividade de medidas de ajustes fiscais. É realmente lastimável diante dos dados atuais…

  3. Maria Fernanda Tavares Says:

    Oi gente, achei interessante pensar um pouco melhor a respeito do Sistema de metas de inflação que vigora atualmente no Brasil. Como colocado pelo grupo na notícia do G1, nesse sistema o Banco Central deve por meio dos juros atingir as metas de inflação estabelecidas, tendo como base o IPCA. Para o ano de 2015, temos a meta central fixada em 4,5% (http://www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/2013/pdf/res_4237_v1_O.pdf) um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Além disso, é definido que essa meta só é dada como descumprida quando o IPCA não estiver dentro do intervalo de tolerância. Dadas as notícias http://www.calculador.com.br/tabela/indice/IPCA e http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/inflacao-deve-somar-82-em-2015-e-estourar-teto-da-meta-preve-governo.html vemos que a inflação acumulada neste ano de 2015 já é de 4,56% e tem previsão de 8,2% ao ano, o que vai estourar o teto da meta. A questão é: por que a tanta diferença entre a meta estipulada e a meta real?

  4. Pedro Venturi Says:

    Gostaria de parabenizar o grupo pelo excelente trabalho. Acho interessante o fato da taxa de juros brasileira apresentar sempre números elevados, pesquisando um pouco encontrei uma notícia, desse ano, afirmando que o Brasil está liderando o ranking dos países com as maiores taxas de juros reais. http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/brasil-reassume-lideranca-em-ranking-mundial-de-juros-reais.html.
    Encontrei outra notícia que fala que a taxa de juros da dívida pública é a mais elevada desde 1999. Segundo a matéria, ao contrário do que seria normal imaginar, isso não se deve em grande parte ao aumento da Selic. A alta do juros da dívida se deve, na verdade, a mudança na composição da dívida, que passou a ter um maior número de títulos corrigidos pela inflação ou prefixados. Outro motivo é custo do governo com empréstimos ao BNDES e com a manutenção de reservas em dólar. Apesar do aumento da Selic não ser um grande responsável por essa situação, as expectativas de que ela continue aumentando podem fazer com a taxa de juros da dívida se eleve ainda mais. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/02/1586781-taxa-de-juros-da-divida-publica-e-o-mais-elevado-desde-1999.shtml

  5. Egberto Bosso Says:

    “Sabemos que só elevar a taxa de juros não é suficiente para controlar a inflação, assim, como o Brasil se deparava com um cenário de juros altos e inflação também alta, foi colocado em prática um conjunto de medidas, capazes de levar a queda da taxa de juros simultânea ao controle da inflação.”

    Sabemos muito bem disto, e sentimos na pele isso. Há anos os juros são altos, mas a inflação não cede. Com certeza a ajuda da política contracionista em curso (com realidade tarifária e corte nos gastos de custeio, entre outras medidas) ajudarão o Banco Central nessa guerra contra nossos níveis de inflação, que são altos em comparação ao restante do mundo.

  6. Arthur Della Vecchia Says:

    Ótimo trabalho! Recentemente (ontem) saiu uma notícia a respeito da projeção de inflação medida pelo IPCA em 2016: http://www.valor.com.br/brasil/4045352/projecao-do-ipca-em-2016-cai-pela-primeira-vez-desde-marco. Há o destaque para a credibilidade que o mercado está começando a ter nas políticas atualmente realizadas pelo Banco Central, no seu esforço para trazer a inflação de volta ao centro da meta no próximo ano. As projeções agora apontam uma alta dos preços de 5,51% em 2016, bem distante da prevista para este ano, de 8,29%. Entre os fatores que contribuem para essa queda de expectativas sobre o IPCA estão o aperto fiscal promovido pelo governo, que deverá desaquecer os mercados de trabalho e de bens e serviços, além das sucessivas altas da taxa de juros promovidas pelo Copom. Deveremos então ter o trade-off de curto prazo entre inflação e desemprego, no qual uma inflação desacelerada implica alta do desemprego. Outro fator que deve ao longo do tempo levar a inflação de volta à meta é a redução do consumo das famílias, tendo em vista justamente a alta da taxa Selic e o desaquecimento da demanda agregada devido à política fiscal contracionista. A espiral de preços e salários passará a funcionar no sentido da desaceleração: um maior desemprego implica um salário nominal mais baixo (pela queda de poder de barganha dos trabalhadores) e as empresas então reduzem o preço de venda de seus produtos. Os agentes diminuem sua expectativa acerca do nível de preços (a credibilidade do mercado nas medidas do governo que citei acima contribuem para isso), e então há salários menores fixados, levando as empresas a reduzirem os preços e assim sucessivamente. O resultado é uma queda do nível geral de preços e então da inflação. Portanto, o ajuste fiscal que está sendo realizado juntamente com o aumento da taxa de juros é necessário para que o caminho do crescimento seja retomado. É claro que a curto prazo haverá custos, como um menor nível de emprego e produto (tanto que as estimativas para o PIB desse ano são de recessão). Porém, a médio e longo prazos são medidas essenciais para que o produto caminhe na direção de seu nível natural.

  7. Thalles Liduares Says:

    Com certeza, o tema da inflação e taxa de juros no Brasil é o tema mais fértil e debatido nas análises econômicas tanto na academia e no jornalismo econômico.

    Temos sempre que lembrar que os juros são uma combinação de diversos tipos de riscos que influenciam as taxas, como a expectativa de inflação, a solvência do Tesouro Nacional, riscos políticos e cambiais.Talvez, por isso , a taxa de juros real brasileira é a maior do mundo.Um dos fatores fundamentais é a confiança do investidor de que a inflação estará controlada e na meta nos próximos anos. Quanto menor essa confiança, maiores tenderão a ser os juros demandados pelos investidores para colocar suas poupanças a serviço do financiamento do país em questão.

    Não há mágica na economia. Países com histórico de hiperinflação e descontroles inflacionários e fiscais recentes tendem a pagar taxas mais elevadas. Quanto mais o Brasil estabelecer o controle da inflação ancorado na meta de 4,5%, mantiver a dívida pública em níveis baixos e as contas externas controladas, a nossa taxa real de juros tenderá a cair em direção a padrões internacionais, como na década passada.

    Fonte:http://www.institutomillenium.org.br/artigos/consequncia-causa/

  8. Matheus Carrijo Says:

    É interessante notar a correlação entre taxa de juros e inflação. Em 2012 a taxa de juros foi reduzida em quase 50 por cento do ano anterio. No curto prazo a redução causa um aumento do produto, levando a economia para um nível acima do produto potencial. No médio prazo o resultado final é somente a elevação da inflação. Acrescido ainda do efeito do ajustes dos preços represados, a inflação este ano tende para escapar da meta. Esta por sinal, desde de sua implementação apresenta resultados bastante satisfatórios no controle da inflação

  9. Carolina Gambaroni Says:

    Achei interessante uma notícia da Info Money que explicava como a elevação da taxa de juros. Ao elevar o juros o Copom (Comitê de Política Monetária), que é o colegiado do Banco Central responsável pela política de taxas de juros, acredita poder conter a inflação de demanda, ou seja, o aumento dos preços causado pelo excesso de consumo. A idéia é restringir o consumo pelo aumento do custo dos empréstimos. Como a Selic é usada como referência na determinação dos juros cobrados aos consumidores e empresas, sua elevação acaba acarretando uma elevação no custo de fazer um financiamento. Diante de um maior custo para se emprestar dinheiro, a população tende a consumir menos e, ao menos teoricamente, isso ajuda a conter a inflação.
    Porém se por um lado a Selic assegura um maior controle sobre a inflação, por outro acaba diminuindo o potencial de crescimento da economia. Isso acontece devido ao aumento do custo para as empresas financiarem a expansão de suas atividades e as que tem recursos próprios podem optar por aplicar no mercado financeiro ao invés de investir no aumento da produção. Considerando que um aumento da Selic retrai o consumo, do ponto de vista da empresa não compensa investir no aumento da sua produção e na geração de empregos, uma vez que pode não haver procura para os produtos que irá produzir. Do ponto de vista dos cidadãos, a decisão da empresa de investir menos prejudica a geração de empregos.

  10. Diego Domingues Says:

    Na primeira aula de Macroeconomia, a professora Roseli nos explicou brevemente sobre as flutuações econômicas e nos disse que o Brasil vive um baixo crescimento do produto e uma alta inflação, o que é um pouco mais difícil de ocorrer concomitantemente, mas o país vive esse cenário. Acredito que seja complicado comparar nossa economia com outras que vivem inflação baixa e até deflação, pois os governos estão combatendo problemas econômicos diferentes e provavelmente às esconomias estão em momentos diferentes da flutuação. O governo segurou por muito tempo alguns preços, alguns estavam com pressões inflacionárias, como gasolina e energia, e esses aumentos não eram repassados para o consumidor, então quando houve o reajuste dos preços, a inflação aumentou muito em um período de tempo pequeno.

  11. Giovani Nicoletti Polli Says:

    Parabéns, Galera!
    Muito bom trabalho para entendimento do tema.

    Fui analisar a inflação brasileira que como dito pelo grupo, está dentro do regime de metas, mas sempre acima da média esperada para ela.

    Comparando com outros países e não somente aos mais desenvolvidos sempre citados, vi que realmente a taxa de inflação do Brasil está alta para os padrões mundiais. Na América do Sul, por exemplo, países vizinhos ao nosso estão em geral com a inflação controlada e menor que a Brasileira. O Brasil na verdade está em melhor situação no quesito somente que Argentina, Venezuela e Uruguai, deixando a desejar em relação a todos os outros.

    Em comparação com o resto do mundo não é mundo diferente, não precisamos pegar os países mais desenvolvidos para ver que a inflação brasileira não está acompanhando a média mundial. Europa, Ásia, América Central e do Norte, e Oceania deixariam o Brasil em situação até pior do que ele se encontra na América do Sul no quesito inflação. Na Oceania, por exemplo, o Brasil seria o país de maior inflação. O Brasil só ficaria na média se tratando da África, que ainda encontra países muito estabilizados e com uma inflação menos prejudicial do que a brasileira.

  12. Lucas Negreiros Says:

    Acabei pesquisando um pouco sobre o assunto e sobre matérias no último ano e acabei encontrando esta publicada pela folha em março: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1599501-taxa-de-inflacao-do-brasil-e-a-sexta-maior-do-mundo.shtml
    Achei interessante pelo simples fato de termos um parâmetro de comparação com outros países, já que o Brasil tem a sexta maior taxa de inflação do mundo. Além de comparar com outros países da América. Porém, também acredito ser difícil comparar esses países pois eles combatem problemas econômicos diferentes, além de estarem em diferentes momentos de flutuações.

    • Fabricio Freitas Alves Says:

      Lucas, bem legal essa matéria que você postou. Como você disse, é difícil comparar a situação atual do Brasil com os demais países. Estamos vivendo um cenário de problemas climáticos que afetam diversos setores do país e empurram a inflação para cima (safras e produção energética baixas). Não só isso, na última aula de macroeconomia a professora Roseli nos apresentou um outro ponto, as eleições. Depois de “forçar” a economia, o governo precisa desacelerar o máximo o avanço da inflação e ao mesmo tempo realizar ajustes de preços que vêm sendo arrastados por vários meses (energia e combustível, por exemplo) e causam aumento da inflação. Realmente o cenário econômico brasileiro é difícil e nossa atual situação política só faz piorar o problema.

    • Daniel Wetzel Says:

      Concordo também que não é viável comparar a inflação do Brasil com a de outros países, afinal, nosso último ano foi eleitoral, e, como já foi citado, é normal realizarem políticas fiscais em anos eleitorais. Achei uma matéria em que o próprio diretor de política do banco central descreve 2015 como um ano de transição do ajuste de preços relativo. Então a previsão é de no próximo ano estarmos dentro da meta. Por mais que em 2015 as previsões não sejam tão otimistas.
      http://www.valor.com.br/brasil/4051976/bc-para-atingir-meta-de-inflacao-em-2016-e-preciso-seguir-vigilante

  13. Gustavo Panobianco Says:

    Sinceramente, foi o trabalho que mais gostei. Todos os outros foram bons, mas esse me fez entender de uma forma muita sucinta e fácil. Sobre o tema : notei, pelo gráfico, que em 4 anos (de 2002 a 2006), houve uma queda muito brusca da inflação. Gostaria que alguém do grupo explicasse o motivo de tamanha queda. Além disso, uma coisa que é muito óbvia mas me “encanta” muito em economia é que nada existe fórmula. Por exemplo, o que foi feito no período citado para controlar a inflação, pode não ser a mesma coisa que deve ser feita para controlar a inflação hoje. Parabéns again. Abrassssssssssssss

    • Giovanna Gava Says:

      Gustavo, segundo um trabalho que encontrei, a queda brusca da inflação, que aconteceu entre os anos de 2002 e 2003, foi porque houve um crescimento acelerado da mesma com o resultado das eleições que colocaram Lula como presidente do Brasil. Isso fez com que a equipe econômica do presidente tomasse medidas para evitar o risco inflacionário e a fuga de capitais. Dessa forma, dentre as primeiras políticas tomadas pela equipe econômica estava a elevação da taxa de juros. Somada a elevação com a radicalização das demais políticas, as taxas de inflação caíram de maneira acelerada.

  14. Pedro Rossi Says:

    Como comentado por alguns, também lembrei das últimas aulas da professora Roseli em que foi citado o fator do ano eleitoral ser decisivo. Claro que outros fatores afetam muito mais a inflação, mas é interessante notar que a taxa mais baixa alcançada foi exatamente em 2006, ano de eleição e além disso, sempre após o ano eleitoral, nota-se um aumento da taxa devido a necessidade do governo em reajustar a economia. Ano passado por exemplo, com o IPCA em alta a presidente Dilma já tinha muita dificuldade em segurar a taxa de inflação e após a sua reeleição estamos vivendo esses reajustes, como o aumento da energia por exemplo.

  15. Leonardo Veras Says:

    Parabéns muito bom o trabalho, eu gostaria de ressaltar que não vejo uma boa análise comparar Brasil vs Inglaterra/EUA/ Alemanha….entre outros, como foi comparado em alguns comentários, sobre comparar com a China estive conversando com a Professora Roseli e os dados deles não são confiáveis, achei essa matéria que de uma forma rápida mostra as inflações dos outros países dos BRICS , os quais talvez podemos obter uma comparação mais real, e analisar se realmente a situação da inflação brasileira é preocupante! (PS: Meu comentário não apareceu, então comentei novamente a mesma coisa)
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,com-pib-baixo-e-inflacao-alta-brasil-e-a-serie-b-dos-brics,1602732

  16. Lucas HRS Says:

    A taxa SELIC é contaminada pela da dívida pública brasileira devido à existência de tí-
    tulos, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT’s), indexados a taxa do BACEN. A arbitragem nos
    mercados financeiros implica que a taxa de juros no mercado interbancário de reservas, a taxa
    SELIC, seja igual à taxa de juros dos títulos públicos. Esta é a jabuticaba brasileira que produz
    uma excrescência: a liquidez no Brasil é remunerada pela mesma taxa de juros dos títulos de
    longo prazo. O BACEN no período Lula ignorou esse fato e não tomou nenhuma decisão para
    acabar com essa situação esdrúxula. Resultado: o Brasil continua sendo campeão na competição
    de juros, de curto prazo, entre bancos centrais do mundo.

  17. Lucca Pizzo Mathias Says:

    Queria parabenizar pelo trabalho! Muito bem explicado e bem coerente. O Brasil esta passando por um momento de pequena recessão. Alta nas taxas de juros para e uma alta na inflacao para +/- 8% faz com que as pessoas consumam menos, tendo como resultado uma diminuição na previsão do PIB para 2015. Quem sofre mais com isso são os comerciantes e empresários.

    Em 2016 é esperada uma melhora pequena nas taxas de juros e um aumento menor na inflação se comparado a 2015, o que faria a economia alavancar novamente.


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