Grupo G – Produto e Desemprego no Brasil a partir de 2003

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“1)Governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010): O primeiro governo, de 2003 a 2006, foi caracterizado pela manutenção do tripé macroeconômico, com o regime de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. O ajuste das contas públicas necessário para a obtenção de um crescimento sustentável foi alcançado com a geração de superávits primários suficientes para reduzir a relação dívida-PIB. Esta estabilidade foi essencial para que o crescimento médio entre 2003-2006 ficasse em torno de 3,4%. Há um destaque para a taxa expressiva de 2004, 5,7%, ocasionada principalmente pela forte queda da taxa de juros em 2003, favorecendo o investimento produtivo e o consumo das famílias. As políticas sociais de distribuição de renda, tendo como principal âncora o Bolsa Família, foram responsáveis pela redução da pobreza e pela ascendência de aproximadamente 40 milhões de pessoas para a classe média. Houve então um grande estímulo ao consumo, aquecendo o mercado interno e alavancando o crescimento do PIB. No segundo governo Lula, entre 2007 e 2010, além da continuidade e aprofundamento das políticas sociais, a expansão do crédito pelos bancos públicos e as reduções das alíquotas do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados foram outras medidas que tiveram como objetivo a ampliação do consumo interno. Foram, juntamente com a política de valorização real do salário mínimo, essenciais para que o Brasil sofresse pouco com os impactos da crise de 2008, obtendo um crescimento negativo de 0,2% em 2009, baixo se comparado com a média global no mesmo ano (-0,8%). A alta do preço das commodities em 2010 beneficiou as exportações brasileiras, resultando em um saldo da balança comercial que, em conjunto com os fatores de expansão econômica interna, resultaram em uma elevação de 7,6% do PIB naquele ano. Somado ao o aumento da produção, houve a elevação do número de empregos formais, necessário para as empresas terem mão de obra suficiente e atenderem a demanda interna. A criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) promoveu a retomada da execução de obras de infraestrutura pública, o que resultou em um aumento da oferta de empregos e geração de renda. Resultado: a taxa de desemprego caiu de 12,4% em 2003 para 6,7% em 2010. Neste período, houve uma queda quase continua do desemprego, salvos o ano crítico de 2009, em que se pode notar uma leve elevação de 7,9% para 8,1%, e uma estabilidade entre 2005 e 2006.

2)Governo Dilma Rousseff (2011-hoje): Teve como características a manutenção dos programas sociais, com políticas de inclusão social que permaneceram incentivando o consumo interno, juntamente com a continuação das valorizações do salário mínimo. As desonerações de impostos e das folhas de pagamentos das empresas contribuíram para o aumento do nível de investimento público e competitividade das indústrias nacionais. Isto é refletido nos crescimento de 3,9% do PIB em 2011, acima da média global. Porém, o persistente aumento da taxa de juros realizada pelo Bacen, iniciado em 2013, em conjunto com a alta da inflação (responsável pela corrosão da renda) , resultou em uma queda dos gastos com consumo pelas famílias. O aumento da inadimplência contribuiu para este fenômeno. A queda da confiança do empresariado, em parte devido ao aumento da Selic, foi responsável pela diminuição dos investimentos. Somando-se as quedas no consumo e no investimento privados com a piora do cenário econômico internacional, o resultado foi uma baixa taxa de crescimento do PIB em 2014,de 0,1%. O desemprego continuou em queda, influenciada pela criação do PAC 2, bem como pelos aumentos contínuos do salário mínimo. A taxa anual se estabilizou em 4,8%, o menor índice histórico. A explicação para os níveis atuais baixos da produção e do desemprego pode estar no fato de que a geração de emprego nos últimos anos estar associado e trabalhos que exigem baixos níveis de escolaridade e qualificação, o que leva a uma baixa produtividade.

G - Grafico 1

G - Grafico 2

G - Grafico 3

 

Fonte:

http://www.bcb.gov.br/pt-br/paginas/default.aspx

http://www.ibge.gov.br/home/

FILGUEIRAS, L.; GONÇALVES, R. A economia política do Governo Lula. São Paulo: Contraponto, 2007.”

 

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31 Respostas to “Grupo G – Produto e Desemprego no Brasil a partir de 2003”

  1. Thaissa Bollis Says:

    Oi, pessoal. Gostaria de parabenizar o grupo pelo excelente trabalho e fazer algumas considerações sobre o que mais me chamou atenção nesse assunto: a questão do Bolsa Família e seu impacto no PIB.
    Mediante pesquisa, constatei que o Bolsa Família tem um dos menores custos entre os chamados programas de transferências sociais, mas é o que tem maior efeito multiplicador sobre a economia (pasmem!). Como isso é possível? Foi o que eu me perguntei…Olhem esse trecho a seguir do livro “Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania”

    “O Programa Bolsa Família é, por larga margem, a transferência com maiores efeitos: na simulação, o PIB aumentaria R$ 1,78 para um choque marginal de R$ 1 no Programa. Ou seja, se a oferta for perfeitamente elástica e os demais pressupostos forem respeitados, um gasto adicional de 1% do PIB no Programa Bolsa Família se traduziria em aumento de 1,78% na atividade econômica”

    Segundo o IPEA, o programa reduziu a extrema pobreza em 28%. Caso ele não existisse, o percentual da população vivendo com renda mensal inferior a R$70,00 seria de 4,9%, frente aos 3,6% atuais. O efeito macroeconômico é o maior entre todos os meios de transferências sociais praticados hoje no Brasil, ganhando inclusive do Fundo desemprego, do FGTS e do BPC (este último a proporção é de R$1,00 para R$1,07)
    Sem delongas, para os mais curiosos como eu, deixo essa excelente matéria do Carta Capital que sintetiza um pouco sobre todos os aspectos positivos do programa nos últimos 11 anos. Vale a pena conferir:
    http://www.cartacapital.com.br/politica/bolsa-familia-11-anos-e-11-conquistas-4636.html

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Oi,Thaissa! Que bom que gostou do nosso trabalho. Muito bom você ter trazido estes dados sobre o Bolsa Família, eles servem para desmistificar qualquer crítica relacionada aos possíveis altos custos desse programa ao PIB brasileiro, como alguns economistas deixam a entender (ou até falam explicitamente). Isto mostra a importância de se manter esse programa social mesmo com os ajustes fiscais que estão sendo realizados neste ano. Os estudos detalhados em relação aos choques na demanda oriundos de um programa de distribuição de renda deve ser uma atividade empírica muito interessante, e também importante para incentivar os governos a aperfeiçoarem e manterem políticas deste tipo. Se lhe interessar, neste link http://bolsafamilia.datasus.gov.br/w3c/bfa.asp você pode encontrar os artigos e medidas provisórias que deram origem ao Bolsa Família. Um abraço!

  2. Maria Fernanda Tavares Says:

    Falando do cenário mais atual do Brasil, acho importante levantar a discussão de que temos uma contradição em que a economia cresce pouco (PIB em si) ao passo que os níveis de emprego são altos (parte boa do processo). No entanto, existe um problema que precisa ser enfrentado no mercado de trabalho, isto é, a alta rotatividade do mesmo. Anualmente milhões de trabalhadores com menos de um ano de carteira assinada são demitidos do seu emprego. Essa é a razão maior da condição paradoxal dos últimos anos em que o país apresenta um índice de desemprego baixo e aumento, ano a ano, dos gastos com o seguro-desemprego. A facilidade que as empresas têm para demitir é favorecida pelo custo dos salários pagos aos trabalhadores, isso porque as empresas demitem para contratar outro trabalhador para a mesma função, pagamento menos.

    “De acordo com levantamento do Dieese, a taxa de rotatividade decorrente da demissão por iniciativa patronal, foi de 43,4% em 2013, o que forçou um aumento da concessão de seguro-desemprego anual de 21,5%.”

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Maria Fernanda, muito boa a sua observação. É por essas e outras que o Brasil precisa rever suas regras para o seguro desemprego, como mesmo afirmou o atual ministro da Fazenda: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,seguro-desemprego-e-beneficio-ultrapassado-diz-joaquim-levy,1623886. É necessário tornar mais restrito o acesso a esse benefício, concedendo-o em casos realmente necessários, além de aumentar a fiscalização sobre essas concessões. Trazendo essa questão para o modelo macroeconômico, um seguro desemprego mais restrito traria aos trabalhadores a perspectiva de que não seria muito bom perder seus empregos, o que os forçaria a aceitar um salário menor para manterem-se empregados. Pagando menores salários, talvez as empresas não demitissem tanto para contratar outro trabalhador para a mesma função, e assim essa rotatividade no mercado de trabalho seria atenuado, não é mesmo?!

    • Victor Haddad Says:

      Acho muito interessante essa análise da Maria Fernanda. Uma vez que é realmente paradoxal.
      Mas outra dúvida que tenho sobre o desemprego brasileiro e seus números estão no fatos que, para ser considerado desemprego, as pessoas precisam estar procurando emprego e não estar encontrando. Essa medida se torna distorcida quando temos programas assistencialistas que atendem grande parcela da população brasileira. O que faz, em alguns casos, esses programas interferirem na decisão da procura de emprego, fazendo, mesmo a pessoa desempregada, não entrar na conta do desemprego.
      Ou os números dessa hipótese são insignificantes ??

      • Arthur Della Vecchia Says:

        Victor, legal a sua pergunta. Com certeza há pessoas desempregadas recebendo o BF e que, ao serem perguntadas se desejam um emprego, afirmam que não. Porém, creio que a resposta está no seu último questionamento: essa parcela é muito pequena. Segundo pesquisa do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), mais de 70% dos brasileiros que recebem o benefício trabalham, porém continuam a recebê-lo por afirmarem que não tem condições de se sustentarem apenas com a renda de seu trabalho. Essa pesquisa é de 2 anos atrás, mas sua validade é a mesma e as conclusões que podemos tirar dela são as mesmas, na minha visão. Políticas assistencialistas podem sim fazer com que algumas pessoas que deveriam entrar para a turma dos desempregados fiquem fora dela, mas essa parcela é ínfima. Segue o link:http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2013/maio/bolsa-familia-mais-de-70-dos-beneficiarios-trabalham
        Aliás, como destaca o Blanchard em seu livro no capítulo 6, se, ao invés de nos importarmos com a taxa de desemprego, déssemos atenção à taxa de não emprego [(população – emprego)/população)], não haveria esse problema de contagem baseado no que as pessoas dizem, pois o cálculo se basearia no que de fato a caracteriza (se ela participa de uma atividade produtiva ou não). Um abraço!

  3. Pedro Venturi Says:

    Gostaria de, primeiramente, parabenizar o grupo pelo ótimo trabalho e dizer que achei muito interessante o fato de a crise de 2008 não ter provocado uma redução tão grande do crescimento econômico brasileiro, diferente do que ocorreu na economia dos países da União Europeia e nos Estados Unidos. Acredito que essa rápida recuperação da economia nacional no período ocorreu, em grande parte, pois, se até outubro de 2008 havia uma tendência de redução do capital estrangeiro no Brasil, já que os investidores internacionais retiraram dinheiro do país para diminuir o prejuízo no mercado externo; no final de novembro os capitais estrangeiros começam a retornar devido ao aumento da confiança na economia brasileira. Nessa época o Brasil apresentava uma inflação controlada, divida externa líquida negativa e relação dívida pública e PIB estável. Acredito que a adoção de uma política monetária que visava aumentar a liquidez da economia, gerando assim uma queda da taxa de juros real em 2009, e a adoção de uma política fiscal com redução dos tributos de alguns setores da economia e aumentos dos gastos do governo, também foram fundamentais para que o crescimento econômico não sofresse uma grande redução. Nesse link http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/contas/contas_governo/contas_09/Textos/Ficha%201%20-%20Analise%20da%20Crise.pdf há mais detalhes sobre as medidas adotadas pelo governo para superar a crise de 2008.

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Pois é, e não é que o Brasil levou a crise na ”marolinha” mesmo?! Se compararmos com a Zona do Euro, que adotou medidas de austeridade logo após a crise, vemos a diferença de crescimento dos respectivos PIB’s nos anos posteriores, muito mais favorável ao brasileiro pelas medidas anticíclicas adotadas (obviamente guardadas as devidas proporções, já que o Euro engloba vários países bem díspares entre si). Mas a diferença é marcante! É uma pena que alguns erros de política econômica tenham levado ao baixo crescimento do nosso produto no ano passado, mas creio que uma grande marca do final do governo Lula e do começo do governo Dilma tenha sido esse conjunto de medidas que foram contra a correnteza, diferindo das prescrições mais conservadoras de política econômica dominantes na Europa. A queda do desemprego e os bons crescimentos do PIB em 2010 e 2011 comprovam o acerto pela opção das medidas anticíclicas.

  4. Matheus Carrijo de Brito Says:

    Muito bom o trabalho, parabéns ao grupo. Na breve explicação do Brasil contemporâneo vemos uma crescimento muito bom no PIB aliado com uma queda significativa do desemprego. Creio com méritos da política econômica do presidente Lula, como diretrizes econômicas estava o tripé macroeconômico: metas de inflação, câmbio flutuante e superavit primário. Associado a isso também o incentivo ao mercado interno (consumo da famílias), o bom momento dos commodities e a incorporação de pessoas no mercado informal. Pós-crise o mercado interno ainda continuava em vigor em pouco se sentiu o efeito, a partir da eleição de Dilma a forma de enfrentar um desaquecimento natural do mercado um abandono do chamado tripé econômico, implantou-se uma “nova matriz econômica”: política fiscal expansionista ( aumento de gastos), política monetária expansionista (queda na taxa de juros), e câmbio desvalorizado, aliado a isso uma forte presença de juros subsidiados do BNDS. O resultado disso apareceu recentemente, uma inflação elevada, que ficou acima da meta durante um bom tempo, e estagnação do PIB.
    Para sair dessa situação o segundo mandato da presidenta começou marcado pela troca de ministros, sai Mantega e entra Levy, sai “heterodoxo” entra ” ortodoxo”. o novo alinhamento econômico busca por meio do ajuste fiscal restritivo, política monetária restritiva trazer a inflação para o centro da meta. Mais sobre isso: http://www.valor.com.br/politica/3796970/mantega-sai-da-fazenda-apos-fracasso-da-nova-matriz-economica
    http://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/3915050/levy-entre-o-conserto-e-escolhas
    http://www.valor.com.br/opiniao/3798800/nova-equipe-deve-resgatar-todo-o-tripe-macroeconomico
    Contudo, percebemos no noticiário que o ajusto fiscal não obtém consenso sobre seus benefícios, sendo que no curto prazo existirá o trade-off entre desemprego e inflação. Sobre isso mais informações: http://www.cartacapital.com.br/revista/848/de-mal-a-pior-4960.html
    http://www.valor.com.br/brasil/4017868/aplicar-mesma-receita-de-2003-nao-vai-funcionar-diz-leda
    http://www.valor.com.br/brasil/4037406/henrique-meirelles-pib-pode-crescer-26-se-ajuste-bem-sucedido
    Assim por fim acho que é interessante pensarmos não somente no curto prazo, mas desenvolvermos uma agenda permissível ao crescimento de longo prazo como educação de qualidade, produtividade, inserção no comércio mundial, agendas microecomicas para inovação e pesquisa, o papel do BNDS e a necessidade de infraestrutura adequada.
    http://www.valor.com.br/financas/3709406/agenda-esquecida-em-busca-da-competitividade
    http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3711394/campanhas-divergem-sobre-qual-deve-ser-foco-de-gestao-do-bndes
    http://www.valor.com.br/brasil/3894206/professor-sugere-avanco-em-reformas-microeconomicas

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Matheus, que bom que gostou do trabalho. Assim como você, acredito que é necessária a realização do ajuste fiscal neste momento, como forma de retomarmos o crescimento a médio e longo prazos. Entrando um pouco no modelo OA-DA, vemos que uma redução do déficit orçamentário (o que propõe o ajuste fiscal) causa uma queda da produção a curto prazo, tanto que as previsões de crescimento do PIB brasileiro para esse ano não são boas. Porém, ao longo do tempo há uma tendência de revisão de expectativas pelos agentes, fazendo com que o produto caminhe para o seu nível potencial. Aliado a isso, há uma queda da taxa de juros, pela tendência de queda no nível de preços e aumento do estoque real de moeda. Vemos então que a longo termo teremos uma queda dos juros e o produto estará em seu nível natural, o que nos dá certeza de que o investimento será estimulado. O mesmo processo ocorreria com um aumento da poupança agora, como inclusive propõe o atual ministro da Fazenda: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1600325-levy-defende-poupanca-individual-para-sustentar-a-previdencia-e-garantir-investimento.shtml
      Contudo, como já enfatizei e como foi dito pelo Diego logo abaixo, é importante também mantermos a concessão de benefícios aos que mais necessitam via Bolsa Familia e outros programas sociais para continuarmos no caminho da redução da pobreza em nosso país. Um abraço!

  5. Thalles Liduares Says:

    Parabéns ao grupo o trabalho ficou muito bem escrito e de fácil entendimento.Porém irei fazer uns contrapontos em relação ao trabalho, com base em um artigo do departamento de Economia da Puc-RJ.

    O artigo intitula-se ” A década perdida 2003-2012”, e resumirei aqui o cerne do trabalho.

    A economia brasileira avançou na década seguinte a chegada ao poder do ex-presidente Lula.Houve avanço nos programas sociais.Porém o desempenho brasileiro ficou aquém do melhor grupo de comparação , ou seja os países emergentes.O Brasil recebeu um choque de renda externa mais generoso, do que os demais países emergentes.No período o Brasil; cresceu, investiu e poupou menos.Recebeu menos investimento estrangeiro direto e adicionou menos valor á industria.Teve mais inflação.Perdeu competitividade e produtividade.Avançou menos em pesquisa e desenvolvimento.A escolaridade avançou menos, a despeito de maiores gastos.Fomos melhor no mercado de trabalho, no intuito de mais pessoas trabalhando.Em suma o Brasil avançou, mas poderia ter avançado muito mais.Neste sentido a década foi perdida.

    http://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/td626.pdf

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Thalles, é muito importante você trazer aqui um texto com uma outra visão acerca dos últimos 10 anos, no tocante à condução da economia. Não podemos apagar e negar os erros que foram cometidos ao longo desse tempo, principalmente aqueles relacionados à corrupção, que com certeza atrapalharam o andamento e a realização de políticas que seriam essenciais para a evolução econômica e social da nossa sociedade. A influência do campo político na economia é bastante evidente, e isto pode ser muito bem verificado neste início de ano. Deixando de lado um pouco a atualidade: eu entendi o motivo pelo qual o artigo se intitula ‘’A década perdida’’, mas mesmo assim não vejo como concordar com isso. Só para deixar um exemplo, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) em pesquisa divulgada no ano passado, o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema em 75% entre 2001 e 2012. Este mesmo relatório mostra o nosso país como um dos que mais realizaram progresso no combate à fome, inclusive citando o programa Fome Zero (que logo depois foi substituído pelo conhecido Bolsa Família) criado em 2003 no governo do ex-presidente Lula. Ainda em 2013, houve um investimento de 35 bilhões de dólares em ações de redução da pobreza. Acredito, então, que são gastos que claramente geraram resultado, e aí eu retomo o que disse em outro comentário: o ajuste fiscal realizado atualmente é necessário, porém os benefícios concedidos aos que mais necessitam de ajuda não podem arrefecer. A divulgação destes tipos de estudo são essenciais para estimularem outros governos a utilizarem os instrumentos de políticas fiscal disponíveis e realizarem/aprofundarem políticas de distribuição de renda.
      Também comentando a respeito da educação, desde 2003 foram criadas 18 universidades federais, junto com a ampliação do acesso a elas, com o sistema de cotas, o Enem, o ProUni, Fies, Pronatec, Ciências sem Fronteiras (que poderia ter pra economia, né???) entre outras medidas. O resultado disso não é algo que será gerado a curto prazo, e sim a longo prazo, com maiores avanços em pesquisa e desenvolvimento (que foi levantado pelo texto que você trouxe). Não tenho dúvidas de que gerarão efeitos no crescimento de nosso produto potencial, tema que foi citado nas últimas aulas pela professora Roseli. Então, os avanços estão sendo feitos; é óbvio que isso não é o suficiente, temos um longo caminho pela frente. A semente foi plantada, mas para se tornar uma bela árvore e gerar belos frutos, é preciso que cuidemos diariamente com perseverança e determinação. Assim podemos criar um futuro melhor.
      Ainda sobre os problemas da corrupção e suas influências na economia brasileira, deixo aqui palavras do próprio Blanchard, ditas recentemente. É muito boa a análise que ele faz: http://www.valor.com.br/brasil/4006520/brasil-tem-problema-de-corrupcao-e-precisa-de-reformas-diz-blanchard
      Aqui, deixo uma notícia a respeito do relatório da FAO, e o próprio na íntegra:
      http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-reduz-a-pobreza-extrema-em-75-entre-2001-e-2012-diz-fao,1560931
      http://www.fao.org/news/story/en/item/243839/icode/.
      Muito obrigado pela sua contribuição com o texto. Um abraço!

      • Thalles Liduares Says:

        Sim, muito pertinente as suas considerações.e eu concordo que o Brasil avançou em várias áreas no período analisado.Principalmente na ascensão da classe baixa/média a patamares mais elevados de bem-estar e renda, e na redução da fome/pobreza.E duas coisas que gostaria de levantar são; não comparar o desempenho econômico brasileiro no pós-crise, com o quadro econômico europeu.Lá o cenário é de baixa demanda agregada e deflação, aqui temos excesso de demanda agregada e pressão sobre a inflação.E que as politicas anticíclicas adotadas para enfrentar a crise após 2009 foram necessárias (??talvez!??),mas sabemos que o ajuste fiscal atualmente em pratica pela equipe econômica do governo ,é para corrigir os estragos que tais politicas implicaram na economia brasileira.Duas delas, a desoneração da folha de pagamentos, e os subsídios ao setor elétrico/financeiro(BNDES) que mais pesaram na conta do governo atualmente.O ajuste fiscal será necessário para recuperar o ”caixa” do governo e a volta da credibilidade do consumidor e empresariado, que serão indispensáves para retomada do crescimento brasileiro.

      • Arthur Della Vecchia Says:

        Thalles, tenho uma visão um pouco diferente em relação à comparação Brasil-Europa. Aqui também tivemos problema com demanda agregada pouco aquecida em 2009, do mesmo modo que lá. Só não tivemos deflação pois acredito que faça parte da cultura econômica de nosso país conviver com uma inflação sempre positiva, devido aos longos períodos de hiperinflação na década de 1980 e inicio de 1990. A diferença foi que os europeus optaram pela austeridade fiscal no pós crise, e o resultado é que até hoje sofrem com a desaceleração da economia, além de índices de desigualdade crescentes A distância entre ricos e pobres na zona do Euro cresceu no período após 2008, enquanto no Brasil, com as medidas adotadas, trilhamos o caminho inverso, favoráveis pelos crescimentos muito bons em 2010, 2011 e 2013. Esta notícia é meio antiga (início do ano passado), mas creio que ela diz muita coisa: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/05/economia/1388953809_021102.html. Acredito que erros e exageros na condução da política econômica no final do último governo culminaram no desempenho pífio da nossa economia no ano passado. Um dos erros foi em relação aos subsídios ao setor elétrico, como você citou. Acredito, ainda, que o caminho para retomar o crescimento seja o ajuste fiscal; ainda mais essencial será recuperar a credibilidade dos consumidores e investidores, que é fundamental no processo de formação de expectativas. O caminho é longo, posso estar sendo muito otimistas, mas vejo com bons olhos o futuro da nossa economia com as medidas atuais, a despeito dos erros cometidos recentemente. Obrigado por contribuir com sua opinião ao nosso trabalho!

  6. Carolina Gambaroni Says:

    Acho muito legal ressaltar que apesar da crise de 2008-2009, o PIB do Brasil se manteve em crescimento durante quase todo o governo Lula, com exceção do ano de 2009, em que houve uma pequena queda de 0,2%. O Brasil sofreu pouco com a crise de 2008, e com isso foi reconhecido internacionalmente por outros países. Os programas sociais, por sua vez, foram responsáveis por uma diminuição significativa da pobreza, e tornou o Brasil um país menos desigual. Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é as taxas de desemprego. O Brasil apresentou queda nas suas taxas de desemprego durante os governos Lula e Dilma Rousseff, o que significa menos pessoas desempregadas e mais pessoas trabalhando. Porém, por outro lado, perdemos produtividade dado que os empregos gerados exigem baixa escolaridade.

  7. Diego Domingues Says:

    Como já ressaltado em outros comentários, é legal vermos como a economia brasileira reagiu à crise de 2008/2009 e que, ironicamente, não sofremos naquela época, mas sim agora. Sobre o Bolsa Família, é um programa muito elogiado fora do Brasil, mas os brasileiros insistem em desqualificá-lo. A Profa. Natália Nunes pesquisa nessa área e fez um trabalho, em conjunto com outros pesquisadores, sobre o programa, é uma pesquisa muito interessante que nos mostra os efeitos do Bolsa Família http://www.scielo.br/pdf/rec/v14n2/v14n2a03.pdf

  8. Bianca Buzzo Says:

    Parabéns pelo trabalho, achei muito boa a abordagem. É bem interessante analisar a conjuntura econômica do nosso país, e concordo com o Arthur em seus comentários que, apesar de algumas falhas nas políticas, esse foi um período de bastante progresso para nossa economia, principalmente ao compararmos com a grande instabilidade em que o Brasil se encontrava antes. Porém preocupa a situação atual, em que mesmo com taxas baixas de desemprego, o crescimento da economia está desacelerando, e a inflação tem subido. Será que o custo para aquecer a economia será o retorno de taxas mais altas de desemprego?

    • Giovanna Gava Says:

      Para complementar o comentário da Bianca, segue uma notícia que analisa sucintamente o governo Lula e Dilma, mostrando o que foi citado em diversos comentários: apesar de falhas, o período foi de relativo crescimento. http://www.cartacapital.com.br/economia/lula-dilma-e-o-pib-brasileiro
      Sobre o retorno de taxas mais altas de desemprego, segue uma notícia que mostra o começo da ascensão das taxas de desemprego e conjuntamente um panorama (não muito bom) do atual/futuro cenário econômico do país. http://www.cartacapital.com.br/revista/848/de-mal-a-pior-4960.html

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Bianca e Giovanna, a retomada do crescimento passa por um processo no qual será necessário um aumento do desemprego! O custo de se desacelerar a inflação e de se realizar os ajustes para um crescimento mais sustentável no médio/longo prazos já estão aparecendo, e a tendência é que fiquem mais visíveis ao longo deste ano. O interessante é que o atual momento do nosso país propicia o aprendizado dos conceitos que estamos vendo agora nas aulas de Macroeconomia, de modo que podemos fazer nossas análises (meio amadoras, típicas de alunos de segundo ano de economia, mas acho que com um pouquinho de coerência, hahaha) acerca das possibilidades da retomada de crescimento do PIB! Um abraço!

  9. Pedro Buzati Kasia Says:

    Gostaria de primeiramente parabenizar o ótimo trabalho que o grupo fez, com certeza um dos melhores já feitos.
    Gostaria de começar comentando sobre a questão da bolsa família que a Thaissa iniciou.
    Concordo que a Bolsa Família teve um papel importante para tirar muitas famílias da miséria e da pobreza.
    Mas discordo de alguns argumentos publicados nesta matéria do carta capital.
    Por exemplo ao dizer que o dinheiro investido no bolsa família volta aos cofres públicos em forma de impostos, é no mínimo tendencioso. Que volta como impostos pode até voltar, porém como o artigo mesmo cita, o que as famílias que recebem bolsa família mais gastam é com alimentos e remédios, que são os itens que possuem menos impostos em toda a nossa cesta de bens.
    E também para analisar o bolsa família, teríamos que fazer uma análise ceteris parebus com todas as outras coisas. Pois como posso dizer qual a parcela do bolsa família na queda da evasão escolar, sendo que houve vários outros estímulos para a redução da evasão escolar. Não estou dizendo que não teve importância, mas que estas estatísticas devem ser melhor explicadas. Pois se não podemos chegar a qualquer correlação maluca.
    O artigo diz que 1 real investido no bolsa família, aumenta em 1,78 real o PIB, Isto se deve ao fato de que as famílias beneficiadas com o programa, possuem em geral, uma propensão marginal a consumir muito maior do que a média nacional. Porém, assim como quase tudo na economia, esta função possui uma derivada de segundo grau negativa, ou seja, com o aumento do investimento no programa a tendencia é que diminua o multiplicador keynesiano, portanto imagino que esta análise é feita através de um modelo estático, ou seja, a curto prazo.
    Mas uma coisa muitíssimo importante que ainda não foi comentado aqui, é que o programa Bolsa Família contribuiu para aumentar o multiplicador monetário dos bancos. Porque antes dele, a demanda por papel moeda em poder do público era muito maior. Com a bolsa família, sendo paga obrigatoriamente em um banco na forma de depósito à vista, as famílias de baixa renda entraram mais em contato com os serviços bancários. Para os que se lembram, observe que antes do bolsa família, eram necessários vários caixas em banco, após o início do programa, se vê uma alta substituição por caixas eletrônicos (é claro que não podemos dizer que foi devido a somente isto, há outras coisas que contribuíram).
    Gostaria de fazer um outro comentário sobre um comentário acima.
    Ao falar de facilidade em demissão de funcionários por parte das empresas, para buscar outros funcionários com salários mais baixos é bastante equivocado. O Brasil tem uma das leis trabalhistas mais abrangentes do mundo, e custo de demissão de funcionários não é barato. A estatística que você cita, de que há uma grande parcela das demissão feitas pelos patrões também é equivocada. Devemos primeiro analisar, o quanto desta parcela foi feita por justa causa, quanto desta parcela foi feita por negociação com o funcionário (o funcionário negocia com o empregador para ser demitido e ganhar o seguro desemprego, isto é uma coisa normal no Brasil), e o quanto desta parcela foi feita por baixa produtividade, ou por dificuldades financeiras. Não estou dizendo que as estatísticas estão erradas, mas é equivocada a forma de interpretá-las.
    Quando Fernando Henrique Cardoso deixou o poder, a economia estava em frangalhos, havia muita concentração de renda, desemprego e pobreza, mas tudo isto foi necessário para que FHC freiasse a inflação galopante que vinha desde a década de 70.
    Quando Lula assume o poder, ele encontra um mercado internacional de bom humor, commodities em alta, uma grande parcela da população na miséria e com uma propensão a consumir altíssima, mão de obra barata, e uma infraestrutura insuficiente. Em uma situação dessas, o potencial do país era gigantesco, com o controle da inflação, o Brasil virou um ótimo aporte de capital estrangeiro. E foi com isto que Lula soube aproveitar, não idolatro o ex presidente por isto, pois vejo que o mercado estava propenso a crescer, mas ele soube aproveitar muito bem as ferramentas e a situação brasileira.
    Os governos de Lula e Dilma, usaram a formulinha que aprendemos em Macroeconomia: se tributarmos a população para financiar os gastos do governo, a tendencia é aumentar mais a renda com os gastos, do que diminuir pela redução da renda disponível. Porém, quando chega as eleições de 2010, quando já se falava em uma alta inflação, a Dilma entra no poder, usando a mesma fórmula para crescer o PIB.
    Porém, acredito que eles ainda estão atrasados na macroeconomia, eles devem ter estudar até a teoria keynesiana, sem se importar muito com a oferta de trabalho. Política fiscal, ou monetária não faz efeito no médio prazo, e o governo atual usou indiscriminadamente o que deveria ser a carta na manga em um momento como este de crescimento baixo. E apesar de não gostar muito deste nome: “A década perdida” como citado acima, o Brasil poderia sim ter aumentado a sua produtividade, entendo que isto dependa muito do médio prazo, mas não tenho perspectivas muito boas para a produtividade brasileira se nada for feito.

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Pedro, creio que os instrumentos de política econômica foram utilizadas corretamente durante o governo do ex-presidente Lula, principalmente após a crise de 2008, com uma expansão fiscal e monetária que teve como objetivo reduzir os desvios do produto em torno do seu nível potencial. Vimos que o sucesso obtido com essas medidas foi sensacional, com um crescimento à la China de 7,6% em 2010. Ainda no começo do governo Dilma, com o crescimento de quase 4% em 2011 vemos a manutenção da receita que deu certo nos anos anteriores. O erro, ao meu ver, foi o descuido com a oferta agregada da economia. As quedas contínuas do desemprego foram excelentes, tanto que atingimos o nível histórico da maior taxa de emprego já constatada aqui no Brasil; porém, não tivemos um aumento da produtividade à altura do crescimento da demanda agregada na segunda metade do último governo, o que contribuiu, ao meu ver, para a disparada da inflação. Acredito também que as medidas para a retomada desta produtividade passam pelo pacote de ajuste fiscal (que depende, além de tudo, de aprovação do Congresso) e pelos investimentos em educação, que, apesar de muito faltar a ser feito ainda, sofreram um aumento considerável se compararmos com o período das décadas de 80 e 90, com a criação de faculdades federais e a ampliação do acesso a essas universidades. Como eu disse anteriormente, o caminho a ser trilhado é longo, e envolve maior atenção aos ensinos infantil e fundamental, que formam o cerne da educação em qualquer país. Neste ponto, acho fundamental a integração entre os governos federal, estadual e municipal para a realização de melhorias no ensino que nos trarão retorno no futuro. Acho que se ao invés de sairmos para a rua pedindo a saída do poder de uma governante (o que geraria uma crise política sem precedentes, maior do que a já existente), deveríamos exercer nossos direitos de cidadão e cobrar melhorias nas áreas que são essenciais para a formação de um país forte socialmente e economicamente. Um abraço!

      • Pedro Buzati Kasia Says:

        Devo concordar que a política fiscal e monetária do ex presidente Lula referente a crise de 2008 realmente foi válida. Porém, não foi somente a política econômica que influenciou nos 7,6% em 2010. Com a crise do sub prime, o investimento que antes estava nos EUA, e em outros países desenvolvidos se voltaram para países em desenvolvimento, principalmente nos BRICS, porque os 5 países possuíam (e ainda possuem) um grande potencial a ser investido em infraestrutura básica, e um grande mercado consumidor potencial. Porém, após passada a marolinha, o governo continua com a sua política de altos gastos governamentais e paternalistas. Gerando mais demanda do que a economia consegue produzir, e consequentemente a inflação.
        Quanto a questão da Educação, que vejo como a mais fundamental política de crescimento, distribuição de renda e ganho de produtividade, o governo deixou muitas vezes em segundo plano, ou fez projetos com pouca produtividade.
        O governo realizou investimento em faculdades federais, padronizou as provas com o ENEM, criou o PROUNI, o Fies e o Ciências sem fronteias.
        No primeiro caso, há várias faculdades públicas de baixa qualidade e que sofrem ainda com infraestrutura para seus professores e alunos.
        A prova ENEM, foca em alunos de escolas públicas, pois encontramos nela mais um teste de resistência do que um teste de conhecimento. E juntando com as cotas, vemos nas universidades públicas, professores de engenharia no primeiro ano ensinando polinômios e logaritmos para os alunos, ou seja, uma queda na qualidade da faculdade que futuramente se refletirá em baixa produtividade que é o que estamos sofrendo hoje.
        Quando ao PROUNI, e FIES; eu apoio totalmente estes projetos, porém, somente neste ano é que o governo começou a exigir uma qualidade mínima das faculdades a serem financiadas. Até este ano, com o arroxo dos gastos públicos, o governo financiava faculdades de alto nível, até aquelas que entregarão somente um diploma durante os anos cursados e nenhum conhecimento.
        Olhe também a questão do Cultura sem fronteiras, que é mais uma bolsa para os alunos conhecerem novas festas em outros países do que crescer acadêmico e profissionalmente; pois não há nenhuma cobrança em cima do aluno que recebe a bolsa.
        Acredito que seja exatamente como você falou, o governo federal deve se unir aos governos estaduais e municipais e criarem um plano de educação. Mas por favor, veja as pesquisas feitas pelos economistas, fazer creches ganha votos, (Fabrício corrija me se eu estiver errado) mas o UEPS chegou a conclusão que creche tem pouco impacto no desenvolvimento educacional das crianças, portando devemos investir muito mais nas escolas de ensino médio e fundamental, para resolver o problema da educação. Veja abaixo a matéria sobre a Coréia, que após a decisão em aceitar o capitalismo e focar em produtividade na década de 70, hoje é um dos países com melhores IDH, e mais produtividade do mundo.
        http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-que-a-coreia-fez-e-o-brasil-nao-5ir1ah9or1v179tpst0ungtyp
        Segue as duas matérias da UOL, falando sobre a polêmica matéria da Economist sobre a subida e a queda do Cristo Redentor.
        http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2009/11/12/economist-transforma-cristo-redentor-em-foguete-e-diz-que-brasil-decola.htm
        http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/26/revista-poe-cristo-caindo-na-capa-e-insinua-fim-do-crescimento-da-economia.htm
        Veja também a matéria sobre a baixa qualidade dos engenheiros brasileiros:
        http://www.seesp.org.br/site/cotidiano/818-pais-perde-us-15-bi-com-ma-formacao-de-engenheiro.html

  10. Bruno Ramacini Says:

    Muito interessante observar o declínio da taxa de desemprego nos últimos 12 anos. Realizando uma pesquisa sobre as taxas de desemprego das principais potencias ( Brics, USA e União Europeia) constatei que somente a brasileira se manteve em queda nos últimos 12 anos.
    A principal causa apontada para a redução do desemprego ( responsável por 80%) foi o alto nível de estabilidade encontrado nos empregos do país. Essa estabilidade se deve, principalmente pelos elevados custos de demissão e contratação os quais as firmas têm de se submeter.

    Fonte : http://mudamais.com/daqui-pra-melhor/na-ultima-decada-o-desemprego-cai-para-todos-os-trabalhadores

  11. Daniel Wetzel Says:

    Muito bom o trabalho! Apesar dos bons resultados brasileiros perante a crise de 2008, me preocupa o baixo crescimento do último ano e previsto para 2015. O fato de a queda na taxa de desemprego se apoiar em geração de trabalhos que exigem baixo nível de escolaridade, e, portanto, sendo menos produtivos, reforça ainda mais como melhorias na educação são necessárias. Espero que as medidas citadas anteriormente (Fies, ProUni, Pronatec etc) gerem no futuro avanços significativos no produto do país, além, é claro, de se colocar em prática medidas de melhora na educação básica. Pois é uma das melhores maneiras de se aumentar o produto no longo prazo, e, como estudado, políticas monetárias e fiscais causam aumento do produto no curto e médio prazo apenas, e o decorrente aumento de inflação que estamos vivendo hoje.

  12. Giovani Nicoletti Polli Says:

    Galera, parabéns pelo trabalho, principalmente ao Arthur que se mostrou muito disponível a continuar debatendo sobre o trabalho e com um alto nível de macroeconomia hahaha Parabens!

    Além disso, fico feliz em saber um pouco mais sobre essa década, não só pelo trabalho mas tambem pelos comentarios.
    Acredito que se fosse defender um argumento, esse iria ao encontro com os pontos citados pelo Arthur no comentário resposta ao Thalles. Não acredito em década perdida. O trabalho contra a pobreza e até mesmo de aproveitamento do governo Tucano anterior foram muito proveitosos ao Brasil no governo Dilma e, principalmente, no governo Lula.

    Porem, quando se trata do governo Dilma, tenho que adimitir que fico um pouco frustado mesmo com um desemprego cada vez mais baixo, e o motivo o grupo retrata muito bem ao mostrar os dados do PIB brasileiro nos últimos anos.

  13. Pedro Rossi Says:

    Meu comentário também fica com a questão do bolsa família, sobre seus custos ao governo e seu impacto na sociedade, principalmente na diminuição da pobreza. A Thaissa e o Arthur trouxeram números que mostram a eficiência de um programa muitas vezes criticado excessivamente. Um programa que visa ajudar as famílias com renda per capita de no MÁXIMO 154 reais mensais, que atinge mais de 14 milhões de pessoas e tem um impacto inferior a 1% do PIB (obviamente nem perto de ser o causador de uma crise). Apesar do programa ter sim seus defeitos como a falta de fiscalização, o impacto acaba sendo é positivo na atividade econômica visto que a maior parte do dinheiro investido no programa retorna ao governo em forma de impostos, já que as famílias gastam o dinheiro com alimentos, remédios, etc.

  14. Gustavo Panobianco Says:

    Arthur e o restante do grupo (que eu não sei quem é), vocês estão de parabéns! Muito bom o trabalho de vocês. Vou fazer uma perguntar simples que me chamou atenção lendo o texto… Porque houve esse aumento na taxa de juros a partir de 2013? Qual era o principal objetivo? Outra coisa, o Governo Lula fez o que fez com intuito de ser “populista”, é claro, mas também foi um baita Governo no aspecto econônomico… ou eu falei besteira? abraços e parabens de novo ao grupo

    • Arthur Della Vecchia Says:

      Gustavo, creio que o aumento da taxa de juros iniciada em 2013 tenha tido como objetivo conter a alta do nível de preços, que já preocupava naquela época! Tendo como base o que eu e o Fabrício já sabíamos a respeito do período de 2003 a 2010 e após a pesquisa que realizamos para fazer o trabalho, chegamos à conclusão de que o governo Lula obteve grande êxito na parte econômica e social. É verdade que o ambiente foi propiciado no governo anterior (FHC) com a estabilização da inflação, mas o que foi feito posteriormente com os instrumentos econômicos disponíveis é digno de muita nota. Que bom que gostou de nosso trabalho! Um abraço!

  15. Lucca Pizzo Mathias Says:

    Parabéns ao grupo, trabalho muito bem feito! Absorvi informações a mais sobre o governo Lula e Dilma. Uma delas foi a constante queda na taxa de desemprego com a criação da PAC e de outras politicas sociais. Hoje no governo DIlma, com o aumento da SELIC, os investimentos estão menores e isso reflete na diminuiçao do PIB desde 2011. Aqui está uma materia mais detalhada sobre o governo Lula economicamente:
    http://economiasemmito.blogspot.com.br/2010/07/oito-anos-de-governo-lula.html


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