Grupo L – Produto e Inflação na Zona do Euro

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Produto Interno Bruto (PIB)  

      O PIB é a totalidade da riqueza gerada por um país ou região em um intervalo de tempo. A sua mensuração poder ser feitas sob três óticas: a ótica da despesa, a ótica da oferta e a ótica do rendimento. Na ótica da despesa, o valor do PIB é calculado a partir das despesas efetuadas pelos diversos agentes econômicos em bens e serviços para utilização final, e corresponderá à despesa interna, que inclui a despesa das famílias e do Estado em bens de consumo e a despesa das empresas em investimentos. Na ótica da oferta, o valor do PIB é calculado a partir do valor gerado em cada uma das empresas que operam na economia. Já na ótica do rendimento, o valor do PIB é calculado a partir dos rendimentos de fatores produtivos distribuídos pelas empresas, ou seja, a soma dos rendimentos do fator trabalho com os rendimentos de outros fatores produtivos.

A evolução do PIB
    A economia do Euro apresentou um crescimento significativo entre os anos de 2005 a 2007, devido ao aumento de consumo privado, aumento de formação bruta de capital e o aumento de exportações. Contudo, devido ao temor de contágio da crise dos sub-primes dos EUA, esse aumento que se mantinha, foi retido em razão do decaimento das expectativas sobre o crescimento da economia do euro.

L 1 PIB real zona do euroNo ano de 2008, percebe-se um crescimento debilitado de aproximadamente 0,8%. Nota-se uma queda generalizada no setor de exportação, acompanhada dos setores de consumo e investimento.
Devido à queda dos componentes do PIB, no ano de 2009, a taxa de crescimento tornou-se negativa, apresentando uma retração de 4% do PIB. O principal motivo foi à crise financeira que afetou as expectativas no mercado de trabalho atingindo diretamente a demanda agregada, sob redução de consumo e aumento de poupança.

http://www.valor.com.br/arquivo/603269/bce-preve-contracao-economica-na-eurozona-em-2009

  Em 2010, nota-se aumento do PIB na ordem de 1,9% ocasionado pela elevação da demanda externa aliado a uma política fiscal expansionista. Unido a isso, houve uma recatada recuperação de consumo e investimento.
  A atividade econômica na Zona do Euro apresentou uma estabilidade entre 2012 e 2013, sendo pela melhora das expectativas dos empresários e dos consumidores.

L 2 Taxa de Crescimento Euro
O investimento foi beneficiado pela diminuição da incerteza, mas permaneceu baixo devido à pequena taxa de utilização produtiva e a demanda futura. O gasto público foi reduzido para uma consolidação fiscal. A perspectiva para os próximos anos é um crescimento relativamente baixo.

Inflação
A inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. Ou seja, os movimentos inflacionários representam elevações em     todos os bens produzidos pela economia e não meramente o aumento de um determinado preço.

Evolução da inflação:
    Sobre a inflação, pode-se perceber que ela permanece praticamente estável no patamar de 2% a 3%, durante os anos de 2000 a 2007, o que condiz com uma inflação decorrente do crescimento do produto durante o mesmo produto. A partir no 4º semestre de 2007, nota-se uma elevação no preço de alimentos e de produtos energéticos, dois itens que tem grande incumbência no cálculo da inflação, fato o qual continuou em 2008 fazendo a inflação ter o maior nível histórico, atingindo 4%.
    A partir de 2009 o preço do petróleo e de outras matérias primas reverteu-se fortemente em comparação ao ano anterior, aliviando a pressão inflacionária.

L 3 Inflação euro
 Durante os anos de 2011 e 2012, a inflação volta a níveis médios devido ao aumento do preço do petróleo, semelhante ao ano de 2008. Porém, no ano de 2013 a inflação abaixou devido à diminuição dos preços da produção industrial e queda dos preços de matérias-primas petrolíferas e não petrolíferas. E permanece com tendências baixas.

Bibliografia: http://www.ecb.europa.eu/pub/annual/html/index.en.html “.

 

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32 Respostas to “Grupo L – Produto e Inflação na Zona do Euro”

  1. Rafael Rodrigues Lopes Says:

    Pra quem não sabe ou não se recorda, aqui vai um adendo ao trabalho, quando nos referimos a crise dos sub-prime.:
    A crise dos sub-prime é uma crise financeira desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos, que concediam empréstimos hipotecários de alto risco, arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007, como uma crise financeira, no “coração” do sistema. Segundo muitos economistas, a mais grave desde 1929, com possibilidades de se transformar numa crise sistêmica, entendida como uma interrupção da cadeia de pagamentos da economia global, o que tenderia atingir todos os setores econômicos.

  2. Rafael Rodrigues Lopes Says:

    Nota de Curiosidade:
    No dia 1 de Janeiro de 2002, as notas e moedas de euros entraram em circulação.

    O Tratado de Roma (1957) estabeleceu o mercado comum europeu cuja finalidade é assegurar o progresso econômico e contribuir para “uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus”.

    O Ato Único Europeu (1986) e o Tratado da União Europeia (1992), partindo do mesmo objetivo, introduziram a União Econômica e Monetária (UEM) e lançaram as bases para a moeda única.

    A Terceira Fase da UEM teve início no dia 1 de Janeiro de 1999, quando as taxas de câmbio das moedas participantes foram fixadas irrevogavelmente. Os países participantes na área do euro passaram a pôr em prática uma política monetária única: o euro foi introduzido como moeda legal e as 11 moedas nacionais dos Estados-membros participantes passaram a ser subdivisões do euro. Mais tarde, em 1 de Janeiro de 2001, a Grécia aderiu à UEM e, assim, foram 12 (15, atualmente) os Estados-membros a introduzir as novas notas e moedas de euros no início de 2002.

  3. Arthur Della Vecchia Says:

    Quando o tema é zona do Euro, logo me vem à cabeça a situação da Grécia. A recente chegada ao poder de um partido de esquerda, cujos líderes já falaram abertamente que são contra o programa de austeridade imposto principalmente pela maior potência econômica europeia, a Alemanha, tem causado conflitos entre alemães e gregos a respeito da renegociação das dívidas gregas com credores, oriundas dos empréstimos feitos ao país após a crise de 2008. O desfecho dessas negociações é fundamental para restaurar a confiança na zona do Euro, fator chave para atrair investimentos e alavancar o produto. Este, aliás, tem dado sinais de crescimento, como se pode ver nesta notícia: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/pib-da-zona-do-euro-de-2014-e-revisado.html.
    Apesar da recente e moderada recuperação, é fato que a crise de 2008 expôs os problemas institucionais da zona do Euro. Para que uma união monetária funcione bem, é necessário reunir países que disponham de características econômicas específicas e de alguns instrumentos políticos. Por exemplo: uma mobilidade maior de trabalhadores permitiria equilibrar as taxas de desemprego entre os integrantes da união monetária. Isto claramente teria impactos sobre a produção, uma vez que quando houvesse uma elevação de salários em dada região, haveria uma enxurrada de trabalhadores indo para este local, o que reteria o aumento e atenuaria os custos para as empresas, que assim poderiam aumentar a sua oferta de produto. Ou quando uma crise atingisse de maneira mais forte determinado país, muitas pessoas poderiam se mudar para outras áreas mais prósperas. Isso acontece atualmente na zona do Euro, mas de maneira muito tímida, tendo em vista a grande heterogeneidade da Europa, inclusive linguística, criando barreira naturais à mobilidade. Deste modo, uma política monetária para manter baixa a inflação em uma região com menor desemprego, como a Alemanha, pode ser prejudicial à atividade econômica para países em crise, como Portugal, Grécia e Espanha.
    A falta de instrumentos fiscais é outro problema: seria necessário um mecanismo de recolhimento centralizado de impostos e redistribuição destes recursos para toda a Europa. O funcionamento vigente do mecanismo fiscal europeu dá margens a desequilíbrios, pois se determinado país está com sérios problemas fiscais e econômicos e parte de sua população decide migrar para outro país, deixando de contribuir para a previdência de sua nação de origem, a tendência é o agravamento de sua situação fiscal. Por estes motivos (dentre outros), a crise de 2008 deixou graves consequências para os países signatários da União Europeia, como pode ser observado pela acentuada queda do PIB em 2009 mostrado no gráfico do texto. Uma tímida e lenta recuperação econômica está vindo somente 7 anos após a depressão. Talvez, como afirmam alguns economistas, a zona do Euro tenha mesmo sido um passo maior do que a perna.
    Outro fenômeno que ronda a União Europeia é a deflação, como mostra esta notícia: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/01/deflacao-acelera-na-zona-do-euro-e-atinge-minima-historica.html. Os motivos são parecidos com os que foram citados em relação aos Estados Unidos nos comentários da atividade anterior: queda no preço do petróleo, que atinge diretamente o preço da energia. Em certo sentido a deflação pode ser algo benéfico para a economia, pois equivaleria a um corte de impostos, servindo assim de estímulo ao consumo. O problema é ela se agravar ao ponto de os consumidores decidirem postergar seus gastos, gerando um ciclo que pode resultar em uma recessão e a uma piora do endividamento público e privado (que geralmente são definidos em termos nominais, aumentando quando os preços caem). Com essa preocupação de um agravamento da deflação, o Banco Central Europeu reiniciou sua política de comprar títulos públicos de instituições privadas. Na prática, ele imprime dinheiro e entrega nas mãos dos bancos, na esperança de que eles emprestem mais a seus clientes (multiplicador bancário – última aula de Macro?). Assim, se reativaria a atividade econômica dos países do euro e livraria a região dos perigos da deflação.
    Outra medida adotada pelo Banco Central Europeu é a cobrança de taxas para quem deixa o dinheiro no banco. Como os juros estão muito baixos, o resultado é um rendimento negativo: quem mantém o dinheiro no banco acaba perdendo parte do investimento. Nestes tempos de incerteza, a mensagem das autoridades europeias é bem clara: o objetivo é aumentar o consumo, e assim estimular o produto.

  4. felipe lyra Says:

    Ao analisarmos a desaceleração pré-crise do pib da zona do euro, ocasionada por crises externas vindo dos EUA , nos exalta a perturbação das confianças dos governos nacionais entre si na zona do euro. Não é novidade os conflitos históricos entre os países, e seria de se esperar que a adoção de uma moeda em comum (de certa forma ferindo o patriotismo nacional, já que em vários países haviam moedas centenárias, podendo ressaltar o reino unido que não aderiu por ter uma moeda de nome muito forte) acabasse gerando maiores conflitos. Com a chegada da crise, apesar de países como a grécia ver a taxa de juros disparar, o governo alemão mesmo com a taxa de juros das mais baixas da ze, ao final de 2011 recebeu bilhões por emissão de títulos para os investidores por credibilidade de serem mais seguros,. Acompanhamos também a recuperação a passos tortos da moeda talvez muito pela falta de confiança entre os próprios governos, e a inflação nos mostra isso com mudanças muito mais bruscas dos que as que tínhamos até 2007 por exemplo. A adaptação a nova moeda gera maior instabilidade na crise após uma boa primeira impressão como o crescimento até 2007, mas ao menos nem todo dinheiro sai da zona do euro em momentos de crise, diminuindo um pouco o impacto nos números.

  5. Bianca Buzzo Says:

    Estava lendo sobre o assunto e achei a reportagem que segue no link bem interessante, destacando com um pouco mais de detalhes a situação de alguns dos principais países que compõe a ZE. Porém, como a reportagem é do fim do ano passado, já existem algumas previsões mais atualizadas para o PIB desse ano, com valor superior ao que está lá e inflação inferior em reflexo a queda do preço do petróleo e a fraqueza do euro no ano passado.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,ue-reduz-projecoes-de-pib-e-inflacao-da-zona-do-euro-em-2014-e-2015,1587742

  6. Sofia Tavares Says:

    É importante notar que em dezembro do ano passado a taxa de inflação da zona do euro caiu para -0,2%, indicando uma ameaça real de deflação, em grande parte influenciada pelos baixos preços do petróleo, como citado pelo Arthur . O problema da deflação ocorre quando as pessoas deixam de comprar, esperando que os preços caiam mais, o que freia o crescimento. Em janeiro desse ano, o Banco Central Europeu anunciou um programa de compra de títulos públicos para reverter a situação, medida conhecida como quantitative easing. A intenção é encorajar os bancos a emprestar mais dinheiro, estimulando o consumo.

    Segue uma noticia de Piketty fazendo um paralelo da Europa com o Japão
    http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/3840595/piketty-diz-que-europa-deveria-aprender-licao-japonesa-sobre-deflacao

  7. Thalles Liduares Says:

    A recuperação econômica da zona do euro é uma questão de grande debate na imprensa a um bom tempo.Os países mais afetados pela crise , como Espanha ,Portugal,Irlanda e Grécia, adotaram os programas de austeridade impostos pelo BCE e FMI(??).Tais programas , geraram muitas polêmicas e embates nestes países por afetarem drasticamente a vida da população.O aumento da idade de aposentadoria , é uma questão relevante no quadro europeu , dado a alta expectativa de vida no continente.A França vêm tentando aumentar a idade de aposentadoria, porém com reações adversas da população.O desemprego persiste alto, todavia, em Portugal e Espanha que vêm adotando o austeridade de forma mais séria , já apresentam quadro de melhoras no emprego, inclusive nas contas ´públicas.Já a Grécia que recentemente teve troca de governo, hesita em adotar a austeridade como forma de recuperação.

    Neste artigo da The Economist, publicado pelo Estadão , mostra os países que adotaram o programa de austeridade, vêm melhorando o seu quadro econômico.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,grecia-irlanda-e-portugal-os-tres-porquinhos,1635979

    • Victória Jorge Says:

      A política de austeridade como uma exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI), é feita quando um país que possui dívidas com o Fundo e pretende refinanciá-las com um maior rigor no controle de gastos. A instituição exige a redução dos gastos públicos, para que o país possa pagar suas dívidas. Planos de austeridades já foram utilizados por vários países, como a Grécia, Itália e Portugal para controlar seus gastos, mas até que ponto a austeridade é a melhor política a ser adotada e a saída para o crescimento e para a recuperação econômica do país?

      • Thalles Liduares Says:

        A política de austeridade em si não gera crescimento econômico.Vou fazer analogia, da politica de austeridade com uma pessoa doente.A pessoa , no inicio do tratamento está debilitada e não consegue realizar suas atividades, por exemplo trabalhar,estudar , treinar ,correr etc.Mas ela só voltará a exercer tais atividades se a recuperação for efetiva.A mesma coisa vale para um país.Pense no caso brasileiro, no ultimo mandato , o governo gastou mais do arrecadou, congelou preços das tarifas públicas, interviu intensamente no câmbio etc.Tudo isto gerou um desarranjo na economia do país.Agora em 2015 o ajuste fiscal em prática pelo Ministro da Fazenda, também é uma política de austeridade, pq consiste em arrumar as contas públicas, via aumento de impostos ,(afim de restabelecer o superavit fiscal) , haverá redução do consumo , aumento de desemprego no curto prazo.Mas tudo isto será necessário , para que o Brasil recupere seu equilíbrio macroeconômico, e possa daqui alguns anos voltar a apresentar crescimento econômico.

        No caso europeu, a austeridade tb gerou desemprego e recessão no curto prazo, porém com a efetividade dos ajustes , a ”expectativa positiva” dos agentes, voltou , o que é essencial , para que os investidores e empresários , invistam.As pessoas voltem a consumir.O governo arrecade mais, gerando uma espiral de benefícios para toda a sociedade.

  8. Roseli Silva Says:

    Nossa!! Pessoal tá discutindo high level macroeconomics aqui!!😉
    Mas fiquem mais à vontade para comentar/perguntar informalmente, não quero que a atividade seja um sofrimento para vcs, é para ser divertido e uma forma de aprendizagem mútua, ok??!!

  9. Giovanna Gava Says:

    Podemos notar nos gráficos utilizados pelo grupo L, que a Zona do Euro vêm entrando em um período com deflação.
    O que me chamou a atenção é como as economias nacionais podem enfrentar o mesmo “tipo” de problema, para lados opostos da inflação.
    Por exemplo, o Brasil sofre para tentar diminuir sua inflação, enquanto que na Zona do Euro, o problema vem sendo totalmente o oposto, trazendo a questão – deflação – para a região.
    Conforme tal reportagem: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3793748/brasil-tem-inflacao-europa-sofre-com-deflacao-qual-dos-dois e as aulas de Macro, podemos observar que o governo pode e deve ser o maior ajudante na hora de reverter os cenários de tais economias.
    Como visto em sala de aula, a compra de títulos pelo BCE é um caminho para estimular o aumento da inflação da Zona do Euro (sendo que com essa compra de títulos pelo BCE, a base monetária aumenta, induzindo o estímulo a economia).

  10. Roseli Silva Says:

    Genteeeeeeeeeeee!!
    Dúvida: como a taxa de crescimento de 2012 é negativa se no primeiro gráfico, em que se informa ser o PIB real, percebe-se uma ligeira elevação????? Grupo, explica aí!!!

    • Matheus Carrijo de Brito Says:

      Professora houve um erro no gráfico do PIB, ele não corresponde ao PIB real mas sim ao nominal. Enquanto a taxa de crescimento refere-se a mudança reais da produção. Por isso a inconsistência entre um crescimento do PIB do ano de 2012 tendo que seu crescimento encontra-se negativo.

  11. Pedro Venturi Says:

    É interessante observar que há um consenso de que a economia na zona do euro não vai bem, como se pode observar nos gráficos e nos textos, o crescimento do PIB permanece baixo desde a crise de 2008 e há o risco de deflação. Contudo não existe um consenso sobre o que deve ser feito para solucionar a crise econômica europeia. Enquanto alguns governos consideram a austeridade necessária para controlar a dívida pública e fazer com que seja possível sair da crise, outros apontam os problemas sociais gerados por ela, como o aumento do desemprego, e a consideram um fator que dificulta o crescimento econômico. Ambos posicionamentos parecem coerentes, todavia, as políticas de austeridade tem sofrido grande rejeição em alguns países europeus. Talvez, o maior exemplo seja a Grécia, que após conviver cerca de cinco anos com políticas de austeridade, recentemente elegeu Alexis Tsipras como o novo primeiro ministro, um líder da esquerda radical que tinha como principal proposta o fim da austeridade na Grécia.

  12. Bruno Ramacini Says:

    Interessante observar que, embora muitas vezes observamos uma crise (diminuição do produto) acompanhada de altas taxas de inflação, porém na Zona do Euro temos uma retração de 4% do PIB aliado a uma deflação.
    Acredito que isso vá um pouco ao encontro do que estudamos em macro, em que as políticas fiscais e expansionistas apresentam um trade-off entre inflação alta e crescimento alto e inflação baixa e crescimento baixo, no curto prazo, é claro.

  13. Maria Fernanda Tavares Says:

    Oi gente, de acordo com o que estive lendo em notícias mais atuais e vendo os gráficos do desenvolvimento do PIB que o grupo colocou, essa é a primeira vez desde 2007 a se esperar que todas as economias da União Europeia cresçam, isto é, como divulgado pela Comissão Europeia mais especificamente que foi revisado para cima o crescimento econômico da zona do euro, que será de 1,3% neste ano e de 1,9% em 2016, sendo maior ainda a expectativa para a UE como um todo.

    Tal revisão derivou de um aumento da demanda em níveis nacional e internacional, de uma política monetária mais ajustada e de uma posição fiscal um tanto mais neutra. Mas ainda assim, apesar da melhora da economia geral, as perspectivas colocadas são restringidas ao alto desemprego e também pelos investimentos que vêm se mostrando frágeis. Como complemento, afirma-se que desde o final do ano passado, quando indicou que em 2015 o crescimento do PIB seria de 1,1% nos países de moeda comum e de 1,5% na UE, aconteceram eventos proveitosos como a queda mais rápida do que o esperado dos preços do petróleo, já dito anteriormente pelo pessoal.

  14. Lucas Henrique Ribeiro dos Santos Says:

    Que tal falarmos um pouco sobre cultura econômica?
    Bom quando, no ensino médio, os professores levavam às aulas a Zona do Euro como temática, sempre me questionava a respeito das vantagens de participar ou não desse conjunto. Com o passar do tempo, vamos esquecendo os detalhes e por isso achei interessante citar por aqui alguns tópicos que tornarão mais clara a abordagem do grupo L.

    A utilização de uma moeda única tem uma série de vantagens para consumidores, empresas e governos dos países que a adotam. Logo de cara, os integrantes deste seleto clube precisam manter as finanças saudáveis dentro dos critérios de convergência da UE. A moeda forte e a estabilidade reduzem o preço do crédito, incentivam o investimento de longo prazo e atraem investimentos estrangeiros-( esses fatores têm influência sobre o produto).
    Nos momentos de crise ficam evidentes as fraquezas da moeda única. Para as economias mais frágeis, o sistema unificado de política monetária pode ser um empecilho, pois o país não tem autonomia para ajustar suas taxas de juros e controlar a valorização da moeda de acordo com suas necessidades. Já os países de economia mais forte, como Alemanha e França, acabam se tornando responsáveis por financiar os Estados em dificuldade( como ocorreu com a Grécia)

  15. Pedro Marcio Buzati Kasia Says:

    A união européia como comentado anteriormente tem as suas vantagens, visto que foi palco de inúmeras guerras e conflitos por séculos, e sendo assim, a aproximação dos países, economico-politico e socialmente amenizaria em muito estes distúrbios. Porém como citado no comentário anterior, há vários problemas também, principalmente em épocas de crise, como por exemplo não poder alterar facilmente uma politica monetária.
    No caso, a união européia trouxe crédito baratos para muitos paises que antes não seria possível (pois agora tinha paises fortes como a Alemanha e França para aumentar a confiança na moeda). Assim sendo, em épocas de bonança, os países tendem a preferir governos de esquerda, os quais geram mais gastos públicos. Observe por exemplo o seguro desemprego de alguns paises que chegavam a 24 meses. Inclusive o crescimento da Europa muito se é dado, graças ao crescimento dos paises da europa oriental, após o fim da URSS, financiado pela europa ocidental.
    Com a crise do subprime, há uma onda geral de desconfiança, afetando todo o mundo.
    Países europeus, que possuíam dividas maiores do que o seu PIB foram os mais afetados. Os chamados PIIGS foram os principais paises europeus que entraram na crise (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha). Os paises lideres da UE entraram com empréstimos para estes paises renegociarem suas dívidas, com medidas de austeridade. Porém, a crise na Europa acabou gerando deflação e desemprego, e as medidas de austeridades diziam exatamente para reduzir seus gastos públicos, reduzindo ainda mais o PIB. A deflação, além do problema na demanda em que o agente espera pagar menos no futuro então segura o seu consumo, tem também o problema da oferta. Imaginem um comerciante que compra a mercadoria e que venderá após um mês, o estoque dele, após um mês valerá menos, devido a deflação, e ele não poderá subir o preço pois a renda está caindo, sendo assim o comerciante é desestimulado a comprar mais mercadoria.
    E por ultimo, gostaria de citar a crise grega. A Grécia não é um dos países mais ricos e importantes da Europa. Porém, a moratória da dívida grega afetaria na confiança em outros paises que possuem uma divida alta. Se a Europa está usando trilhões para segurar a divida grega, imaginem o que aconteceria se a Itália (3° maior economia da europa) ou a Espanha (4° maior economia da europa) declarassem moratória. Agora, dos paises do PIIGS, a Grécia, que possuía o maior risco, quer renegociar as medidas de austeridade e sua dívida. E qual seria a base para isto, um caso muito interessante e que deveremos lembrar um pouco das aulas de história. Na primeira e segunda guerra mundial, a Alemanha teve que pagar uma vultuosa divida de guerra para os paises vencedores. Devido as varias crises pelos quais ela passou e visto que não seria possível pagar toda a divida, vários paises perdoaram parte ou totalmente a divida. O que a Grécia argumenta hoje, é que assim como ela perdoou a divida alemã no pós guerra, devido as dificuldades do pais, ela quer que a Alemanha pague a sua divida de guerra para com a Grécia hoje, pois agora seria ela que está passando por dificuldades.

  16. Diego Domingues Says:

    Gostei muito do comentário do Lucas, porque muitas vezes começamos a discutir uma macroeconomia de alto nível e esquecemos do básico, no caso, a permanência ou não do Euro como moeda. Acho legal que um problema macroeconômico como esse, que afeta a Grécia, leve a extremos, como um político grego afirmar que a Alemanha está em dívida com a Grécia por causa da Guerra Mundial. É legal perceber também que, por causa da moeda única, grandes potências (Alemanha/França) fiquem dependentes de pequenas economias, como a Grécia, porque se um país pequeno deixa de adotar a moeda, pode ter efeitos catastróficos. No mais, um bom trabalho do grupo, parabéns!

  17. Leonardo Veras Says:

    Lembrando que assim como a Grécia, a Itália não está bem economicamente, influenciada por escândalos de corrupção envolvendo desde a prefeituras à ministérios, vemos que não é só o Brasil que sofre com esse mal…

  18. Leonardo Veras Says:

    *desde prefeituras aos ministérios

  19. Fabricio Freitas Alves Says:

    Como apontado pelo Lucas, a União Europeia tem seus prós e contras. Facilita o comércio entre os países, mas este tipo de união monetária limita a política econômica. Vimos na última aula de macro que existem uma série de políticas monetária que podem influenciar no produto de uma economia, entretanto a adoção da moeda única impede o uso destes mecanismos. Temos bons exemplos do problema que esta limitação traz. Portugal e Grécia praticaram uma politica fiscal expansionista por muito tempo que, apesar de ajudar no crescimento do PIB, causaram um grande endividamento do país (maior do que o próprio PIB). Não só os gastos públicos saíram do controle, não era possível a realização de uma política monetária restritiva para contrabalancear a política fiscal. No fim, temos a Grécia na situação que vemos e Portugal caminhando para um problema semelhante a menos que reduza os gastos.

  20. Giovani Nicoletti Polli Says:

    Fala, Galera!
    Caminhando ao encontro das aulas, tentarei fazer uma análise da política fiscal expansionista, uma vez que ela foi mencionada no trabalho como grande responsável, em 2010, por recuperar o consumo e o investimento da zona do Euro.

    Política fiscal expansionista:
    Para se fazer uma análise de uma política fiscal, sabemos que o governo estará envolvido, e que ele poderá usar duas variáveis como instrumento econômico, os seus gastos e os tributos sobre a população. Sendo que se G (gastos do governo) for maior que T (tributos), esta será uma política expansionista.
    Supondo que o governo adote essa metodologia e aumente seus gastos para que o PIB do país cresça, financiando a economia do país, isso acarretaria em ofertar mais títulos públicos, fazendo com que os preços dos mesmos caiam, e inversamente proporcional, a taxa de juros da economia suba. Assim, menos pessoas conseguem investir seu dinheiro, uma vez que fica mais caro investir, fazendo com que a demanda agregada da economia suba, resultando então em uma maior renda da população, finalmente deslocando a curva IS para a direita e para cima.

    Muitos comentam que essa medida faz o governo aumentar a emissão de moeda, fazendo com que dificulte o controle da inflação, mas no curto prazo, ela resolve economias em recessão.

    A analise não está muito completa mas espero que tenha alcançado o objetivo de mesclar o conteúdo dado em sala com o trabalho do grupo L.
    Como estou com certa dificuldade nas análises, espero que comentem e me corrijam caso haja necessidade.

    E parabéns ao grupo. Gostei da idéia de colocar vários gráficos para dar mais dinamismo ao trabalho.

  21. Pedro Rossi Says:

    Utilizando da mesma matéria do G1 postada pelo Lucas (http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/pib-da-zona-do-euro-de-2014-e-revisado.html) achei interessante os números de crescimento do PIB dentro e fora da zona do Euro. Sendo que a União Europeia como um todo apresentou um crescimento maior do que a Zona do Euro (no ultimo treimestre de 2014). Mesmo a Alemanha, maior economia da Zona do Euro e uma das maiores da UE, obteve um crescimento de 0,7% na comparação trimestral, menor do que vários outros países da UE. Outro fator interessante e também já levantado nos comentários é a questão do pagamento da dívida da Grécia com a Alemanha e com outros países da Zona do Euro. Duas matérias de fevereiro resumem bem como está (ou estava) a situação das negociações:
    http://economia.estadao.com.br/blogs/descomplicador/entenda-o-problema-da-divida-grega/
    http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0LN1AB20150219
    A Grécia tem hoje uma taxa de desemprego próxima aos 25% e uma divida publica que chega aos 175% do seu PIB, que está em queda desde de 2008. Um país que depende economicamente do turismo (fortemente afetado durante a crise de 2008), com um histórico de gastos governos acima do previsto e com uma grande população aposentada, parece distante a ideia da Grécia sair dessa crise. O quão afetado seriam os credores, e principalmente a ZE, caso a Grécia deixe e o bloco?

  22. Gustavo Panobianco Says:

    Também vou entrar nessa de “vantagens e desvantagens” da União Europeia e utilização de moeda única (o Euro).
    Segue esse texto que achei bem interessante para a discussão : http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/euro11.htm

    Pessoal, leiam pq esse texto é “baum demais”

  23. Gustavo Cavalaro Says:

    Em relação à queda do preço do petróleo a partir do segundo semestre de 2014 que contribuiu para a aceleração da deflação na zona do euro, como foi citado pelo Arthur, segue um pequeno texto (em inglês) que explica as origens dessa queda de preço e suas consequências:

    http://www.economist.com/blogs/economist-explains/2015/03/economist-explains-14
    z

  24. Carolina Gambaroni Says:

    No atual cenário europeu e em especifico da zona do euro, dado as informações apresentadas, que a tendência no crescimento da economia é de melhora, agora com politica fiscal mais encaixada, porém que continuará sendo restringida pelos altos índice de desemprego e pela ainda discreta melhora nos investimentos, consequências da crise de 2008. A inflação segue baixa, mas as previsões é de que os impactos do preço dos combustíveis se tornem cada vez menores, aliviando a deflação e estimulando as pessoas a consumirem mais, uma vez que os preços agora rumam a uma estabilidade, sem mais quedas.
    Estes números significam boas notícias para o Banco Central Europeu, que começa agora realizar compras de dívida pública para tentar reduzir as pressões de vez as pressões deflacionárias que se sentem atualmente na zona euro.

  25. Roseli Silva Says:

    Muito legal, pessoal participando e aprendendo!! (I hope so… Rsrsrs)


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