Grupo K: Inflação e Taxas de Juros nos EUA

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Inflação e taxa de juros são duas variáveis de grande importância no escopo de atuação dos economistas.

A taxa de inflação

A inflação é uma elevação sustentada do nível geral de preços da economia conhecido como nível de preços. Ela é medida com base em índices que ponderam os bens e serviços mais importantes para a população e medem o crescimento desses preços. Se todos os preços (bens, serviços, salários, lucros etc.) aumentassem uniformemente, não haveria problemas. O problema é que a inflação mexe nos preços relativos, e assim quando a inflação é superior ao aumento de salários, por exemplo, há perda do poder de compra da população assalariada. A inflação pode ter uma causa monetária (impressão de dinheiro pelo governo), pode ter causas psicológicas (agentes ajustam o preço porque acham que aumentaram no futuro) e pode ter uma causa real (um desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços).

Deflator do PIB e Índice de Preços ao Consumidor

Duas medidas são geralmente utilizadas como índices de preços: o deflator do PIB e o índice de preços ao consumidor. Apesar de não ser tão utilizado como os demais índices, o deflator é provavelmente o mais abrangente, pois seu cálculo utiliza informações indisponíveis aos demais indicadores, como os preços implícitos da administração pública. O cálculo do deflator é dado pela razão entre PIB nominal e PIB real. Já o IPC é calculado com base em uma cesta de bens e serviços consumidos por um grupo específico de habitantes, a inflação é medida pela variação nos preços do conjunto fixo de bens dessa cesta a cada período.

No contexto americano, podemos notar um nível de inflação razoavelmente estável ao longo das duas últimas décadas com algumas quedas em períodos de recessão como em 2001 e 2008-09. O IPC apresenta uma maior volatilidade em decorrência de sua metodologia de cálculo, evidenciando a sensibilidade das famílias em relação ao consumo nos períodos de crise.

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Como inflação e taxas de juros se relacionam?

A taxa de juros é um instrumento utilizado para regular o nível de atividade econômica. Por exemplo, se há interesse em expandir o nível de atividade econômica a taxa de juros é reduzida. Ao contrário, se há um superaquecimento da atividade os juros são aumentados, para que o custo dos investimentos tornem-se mais elevados desencorajando projetos de investimento. Aumento dos juros tende a reduzir o ritmo de elevação dos preços, reduzindo a taxa de inflação.

A Taxa de Juros Americana

A taxa de juros americana (Federal Funds Rate) é determinada pelo mercado e influenciada pelo banco central americano (Fed) através de operações de open market, repondo ou retirando fundos ao volume disponível no mercado. Este procura alinhar a Federal Funds Rate efetiva com a taxa de juros pretendida. Esta taxa serve de referência para a economia americana sendo usada nos empréstimos feitos entre bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições em títulos públicos federais. E sua alteração tem efeito sobre o valor das taxas para diversos produtos como hipotecas, empréstimos, juros de poupança entre outros.

Desde o final de 2008 o Federal Open Market Committee (FOMC), que equivale ao COPOM, tem estabelecido como alvo uma taxa de juros próxima a zero visando estimular a atividade econômica e a geração de empregos.

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Análise da Conjuntura

Após a crise mundial o Fed manteve a taxa de juros próxima a zero afim de estimular o crescimento da atividade econômica. Em 2014 o país cresceu 2,4%, o que mostra uma tendência de recuperação aliado a queda na taxa de desemprego. A economia americana mostra tendência de crescimento mais moderado. A inflação também mantém-se baixa, o que estimula o consumo, e com aumento da criação de empregos pode haver um superaquecimento da economia, levando o Fed a aumentar a taxa de juros para trazer a economia ao equilíbrio, aumentando o nível de atratividade dos investimentos financeiros nos Estados Unidos.

O link a seguir ilustra os fatos apresentados: http://goo.gl/NDvPE2 

 

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31 Respostas to “Grupo K: Inflação e Taxas de Juros nos EUA”

  1. Bruno Ramacini Says:

    Muito interessante observar a economia estadunidense, como citado no texto e estudada nas aulas de Macroeconomia, conhecemos a relação entre taxa de juros e inflação e de como a primeira pode ser usada para obter o controle da segunda. Porém vemos claramente que na economia em questão foi possível manter uma inflação controlada nos últimos 13 anos mesmo com a taxa de juros à níveis razoáveis.
    Com a comparação com nosso país, o qual mesmo enquanto a taxa de juros é de 12,75% há previsão para inflação de 8,13% ao final de 2015, vemos um dos motivos de crescermos a taxas baixíssimas enquanto uma potência como os EUA cresce a taxas de 2,4% a.a..

  2. Rafael Rodrigues Lopes Says:

    A inflação representa um conflito de distribuição pela repartição do produto não adequadamente administrado. Ela pode ser provocada pelo excesso de demanda agregada (inflação de demanda) e a inflação causada por elevações de custos (inflação de custos).
    Creio que quanto mais um país busque se desenvolver social e economicamente, maior sua tendência em ocorrer elevações gerais nos níveis de preços, isto é, aumento de inflação.
    O desenvolvimento econômico está, na maioria dos países, associado a uma intensificação do nível de industrialização da economia. O deslocamento do pólo de crescimento, da agricultura para a indústria, provoca um aumento do grau de urbanização. Para fazer face ao aumento da população nas cidades, são necessários densos investimentos, por parte do setor público, em infra-estrutura, como em transportes, água, luz, telefone, serviços hospitalares etc. No curto prazo, essa elevação de gastos públicos com infra-estrutura não tem uma contrapartida rápida de produção agregada de bens e serviços, pois essa resposta se dá no longo prazo. Então, o excesso de demanda sobre a oferta agregada acarreta em elevações de preços. Assim, a inflação surge como uma decorrência do processo de desenvolvimento econômico.
    Assim, creio que, para países mais desenvolvidos, como no caso dos EUA (trabalho apresentado), os níveis gerais de preços se apresentem razoavelmente estáveis. Tal como podemos notar um nível de inflação razoavelmente estável ao longo das duas últimas décadas com algumas quedas em períodos de recessão.
    Grande parte dessas ideias, extrai de um artigo de dois professores da FEA de São Paulo, cujos nomes são Carlos Antonio Luque e Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos.

  3. Sofia Tavares Says:

    Uma grande questão recente é quando os Estados Unidos vão aumentar sua taxa de juros que, como abordada pelo trabalho, é próxima de zero desde 2009. O Fed já deu sinais de que o aumento está próximo, porém sempre com muita cautela, já que considera a evolução da economia incerta. Podemos relacionar a valorização do dólar frente a grandes moedas (como o euro, a moeda chinesa…) como reflexo da expectativa dos agentes frente ao aumento das taxas de juros americanas? Por exemplo, investidores estão aumentando suas reservas em moeda americana esperando por essa alta dos juros para obter maior retorno?

  4. Egberto Bosso Says:

    Ao ler os dados de inflação postados pelo grupo, apenas consigo me concentrar na provável elevação de juros por parte nos EUA, que a cada dia que passa encontra-se mais perto. Há algumas consultorias que dizem que as taxas de juros atuais, a taxa de câmbio e a expectativa de inflação no Brasil (segundo boletim Focus, passando dos 8% em 2015) já contemplam esse cenário, precificando essas variáveis. Mas será mesmo?
    Uma opinião pessoal é a de que essas variáveis terão variações bem grandes, sobretudo o câmbio. Talvez este último, seja impactado de forma mais branda se o ajuste fiscal em curso pelo Joaquim Levy obter sucesso, e o Congresso aprovar as medidas solicitadas pelo executivo.
    Ainda acho válido atentar-se ao fato de que nos anos mais duros após a crise, há uma queda no IPC americano. O que não acontece no Brasil, mesmo com um crescimento menor e a economia desacelerando há uma resiliência no índice de preços. E os fatores são muitos: baixa produtividade, preços represados, etc.
    Agora é aguardar o aumento dos juros pelo FED, para ver a influência nas variáveis domésticas.

  5. Arthur Della Vecchia Says:

    É interessante frisar que a taxa de juros americana é determinada no mercado interbancário (de reservas bancárias), por meio da interação entre oferta e demanda por reservas. Por isso esta taxa é denominada taxa do mercado interbancário ( ou ”Federal Funds Rate”, como está designado no texto). O Banco Central americano pode influenciar nesta taxa de juros alterando a sua oferta de moeda (a base monetária ou moeda de alta potência), sendo tal taxa portanto um poderoso instrumento de política monetária.
    Outro ponto importante é que apesar de o gráfico sobre a inflação mostrado no texto não conter dados de 2014, no último trimestre do ano passado os Estados Unidos viveram uma deflação, em decorrência de quedas nos preços de matérias-primas relevantemente importadas pelos americanos, em destaque o petróleo. Como o custo de se importar é menor, este barateamento é repassado ao consumidor, fazendo decair o nível de preços.
    A deflação, ao contrário do que se pode imaginar, é maléfico para a economia e a longo prazo pode sinalizar a sua fraqueza. Se a frase ”inflação gera inflação” é verdadeira, ”deflação gera deflação” também o é. Se os preços começam a cair repetidas vezes, os consumidores sentem-se motivados a economizar, já que os itens devem ficar ainda mais baratos no futuro. Se ninguém compra, os preços seguem caindo, a produção para, o desemprego aumenta e o cenário para uma grave recessão está montado.
    Se os preços estão em queda, o normal seria abaixar a taxa de juros para estimular o consumo. O problema é que países como os Estados Unidos já estão com juros baixíssimos, e mesmo assim o fantasma da deflação ronda o país. Não há espaço para mais quedas. Pelo contrário, a presidente do Fed, Janet Yellen, pretende aumentar a taxa de juros em junho ou julho deste ano. Porém, segundo ela esta alta depende dos próximos índices de desemprego e inflação, cuja meta é de 2%.

    • Victor Haddad Says:

      Muito interessante essa análise, Arthur. Principalmente na parte que diz sobre a deflação que é um mal que pode se alastrar contagiando toda a economia americana, acredito que terá consequências mundiais também. O que nos faz pensar por que que a Janet Yellen está tomando essas medidas para aumentar a taxa de juros.
      Acho que uma explicação plausível é que com o aumento da taxa de juros, os investidores, sabendo da segurança dos títulos americanos, terão maiores retornos nos investimentos sobre esses títulos, o que levará a fuga de capital da maioria dos países do mundo para os EUA, principalmente dos emergentes pois tem elevados déficits em conta corrente e apresentam maior risco. Dessa forma, com essa entrada de capital no país, eles poderão estimular a economia e os investimentos.
      Então é interessante observar que tanto a inflação/deflação como a taxa de juros servem também de fatores psicológicos para os agentes, o que pode ser determinante no andamento de uma economia.

  6. Victória Jorge Says:

    Sabendo que a taxa de juros pode ser usada para controlar a inflação, de modo que o aumento na taxa de juros incentiva as pessoas a pouparem, consumirem menos reduzindo assim o IPC, diminuindo a inflação. Se a partir de 2009 a taxa de juros se manteve baixa (próxima de zero) como a inflação também se manteve baixa?
    Nos períodos de recessão da economia americana houve uma queda na inflação, isso quer dizer que a recessão é um modo de se controlar a inflação?
    Caso o Fed aumente a taxa de juros, como previsto, isso pode fazer com que mais investidores financeiros apliquem seu dinheiro na economia americana, aumentando a troca da moeda doméstica pela internacional e a demanda por moeda estrangeira, no caso o dólar, provocando a desvalorização da moeda nacional e um aumento da taxa de câmbio. Contudo a taxa de juros no Brasil ainda é maior que nos EUA, o que faz os investidores aplicarem lá? Apenas a credibilidade do mercado norte americano?

    • Thalles Liduares Says:

      Victoria , suas perguntas são pertinentes . porque, realmente a politica monetária do Fed distorceu a relação de causa e efeito entre estas variáveis.Desde 2009 o Fed vem expandindo a quantidade de dinheiro na economia via compra de títulos do governo, teoricamente , com mais dinheiro circulando , é de se esperar elevação do nível geral de preços(inflação).Porém o que aconteceu , foi que os bancos privados estão retendo este dinheiro, ao invés de empresta-lo, e ainda por cima o Fed está pagando juros para que eles mantenham este dinheiro na forma de reservas.O dólar é uma moeda forte(moeda forte , representa estabilidade, os preços variam pouco), por isso os EUA tem uma inflação historicamente baixa(controlada),apesar das crises que já viveram.Sua ultima pergunta é que tem gerado incertezas nos mercados, só depois que acontecer é que saberemos o impacto real de tal medida.

      • Bianca Buzzo Says:

        Não sei se estou muito errada, mas se o intuito é sair da deflação e alcançar uma inflação em níveis baixos, se o Fed estava injetando dinheiro na economia não seria melhor que os bancos comerciais emprestassem mais ao invés de reter tanta moeda? O que leva os bancos a reter a maior parte do dinheiro nesse cenário? Se eles emprestassem mais, isso poderia auxiliar no aquecimento da economia e tornar o mercado mais favorável para o esperado aumento da taxa de juros, não poderia?

      • Thalles Liduares Says:

        Bianca,o fed vem pagando 0,25% ao ano sobre essas reservas que já estão em mais de US$ 2 trilhões , principalmente quando se compara esse rendimento certo à atual situação da economia americana. Além de as perspectivas econômicas futuras serem pra lá de incertas, há toda uma incerteza gerada pelo regime.Na atual conjuntura econômica, os bancos americanos além de financiar o governo preferem obter esse rendimento certo e seguro a saírem emprestando para empresas.Mas o pior teoricamente já passou, a economia americana mostra -se recuperada, principalmente no que tange a queda da taxa de desemprego(hoje saiu um dado que houve queda de 7% nos pedidos de seguro-desemprego http://exame.abril.com.br/economia/noticias/pedidos-de-seguro-desemprego-em-queda-nos-estados-unidos).O que vai acontecer quando o Fed aumentar os juros , virou exercicio de especulação.

  7. Jenifer Barbosa Says:

    Como o grupo comentou, o IPC abrange uma cesta de bens e serviços consumidos no país, sejam produzidos no próprio país ou obtidos através da importação. Um aumento no preço de um produto que faz parte da cesta de consumo avaliada para a determinação do índice gera um aumento no IPC, aumentando a diferença entre o IPC e o deflator do PIB.
    Períodos em que o IPC aumentou mais rápido do que o deflator do PIB estavam associados ao aumento do petróleo, como ocorreu em 1974, e 1979-1980, considerando que os Estados Unidos são um grande consumidor e importador de petróleo. Para reduzir a influência desses aumentos no IPC, os Estados Unidos divulgam dois índices diferentes. Um que abrange produtos e serviços de alimentação, vestuário, combustíveis, tarifas de transporte, encargos dos médicos e serviços de dentista, medicamentos e outros bens e serviços que as pessoas compram para a vida do dia-a-dia e um segundo IPC, que abrange todos os produtos e serviços mencionados anteriormente com exceção de alimentos e energia, que representam fontes de volatilidade.
    Segundo informação do Valor Econômico (no link abaixo), o IPC ficou em -0,7% em janeiro ante dezembro e em -0,1% ante janeiro de 2014. Excluindo alimentos e energia, o IPC apresentou avanço de 0,2% em janeiro ante dezembro e de 1,6% ante o mesmo mês do ano passado. Podemos então avaliar o impacto causado pelo preço do petróleo e da gasolina e pelos pesos atribuídos à cada bem ou serviço avaliados pelo índice.
    http://www.valor.com.br/internacional/3929066/precos-de-energia-ajudam-desacelerar-inflacao-ao-consumidor-nos-eua

  8. Lucas HRS Says:

    Não há como avaliar a inflação dos EUA sem dialogar com o conceito de deflação. Ao analisar o contexto estadunidense, notamos que a queda no preço do petróleo levou a economia a registrar deflação, nos últimos meses de 2014, fato que aumenta as incertezas de quando o FED irá subir os juros, praticamente zerados há mais de seis anos.
    A seguir há um trecho de um notícia, recentemente, publicada na FOLHA.
    ” A deflação é um fantasma que incomoda a Europa há alguns meses, e os dados divulgados nessa sexta feira (16), mostram que o problema antes isolado em poucos países, agora está se disseminando pela maior parte do globo. A longo prazo a deflação é sintoma de fraqueza da economia, pois revela que os consumidores não estão dispostos a gastar e que as empresas precisam cortar gastos, gerando um ciclo negativo”

  9. Lucas HRS Says:

    Muito interessante também seria ressaltar os mecanismos de transmissão das políticas monetárias

    A seguir, estão evidenciadas implicações geradas por políticas monetárias:

    The policies:

    Affects banks and money-market interest rates
    The change in the official interest rates affects directly money-market interest rates and, indirectly, lending and deposit rates, which are set by banks to their customers.

    Affects expectations
    Expectations of future official interest-rate changes affect medium and long-term interest rates. In particular, longer-term interest rates depend in part on market expectations about the future course of short-term rates.

    Monetary policy can also guide economic agents’ expectations of future inflation and thus influence price developments. A central bank with a high degree of credibility firmly anchors expectations of price stability. In this case, economic agents do not have to increase their prices for fear of higher inflation or reduce them for fear of deflation.

    Affects asset prices
    The impact on financing conditions in the economy and on market expectations triggered by monetary policy actions may lead to adjustments in asset prices (e.g. stock market prices) and the exchange rate. Changes in the exchange rate can affect inflation directly, insofar as imported goods are directly used in consumption, but they may also work through other channels.

    Affects saving and investment decisions
    Changes in interest rates affect saving and investment decisions of households and firms. For example, everything else being equal, higher interest rates make it less attractive to take out loans for financing consumption or investment.

    In addition, consumption and investment are also affected by movements in asset prices via wealth effects and effects on the value of collateral. For example, as equity prices rise, share-owning households become wealthier and may choose to increase their consumption. Conversely, when equity prices fall, households may reduce consumption.

    Asset prices can also have impact on aggregate demand via the value of collateral that allows borrowers to get more loans and/or to reduce the risk premia demanded by lenders/banks.

    Affects the supply of credit
    For example, higher interest rates increase the risk of borrowers being unable to pay back their loans. Banks may cut back on the amount of funds they lend to households and firms. This may also reduce the consumption and investment by households and firms respectively.

    Leads to changes in aggregate demand and prices
    Changes in consumption and investment will change the level of domestic demand for goods and services relative to domestic supply. When demand exceeds supply, upward price pressure is likely to occur. In addition, changes in aggregate demand may translate into tighter or looser conditions in labour and intermediate product markets. This in turn can affect price and wage-setting in the respective market.

    Affects the supply of bank loans
    Changes in policy rates can affect banks’ marginal cost for obtaining external finance banks differently, depending on the level of a bank’s own resources, or bank capital. This channel is particularly relevant in bad times such as a financial crisis, when capital is scarcer and banks find it more difficult to raise capital.

  10. Gustavo Panobianco Says:

    Primeiramente, gostaria de parabenizar o grupo pelo trabalho e fazer um pequena correção de português : lá no começo, vocês quiseram dizer “aumentarão” e não “aumentaram”, correto?
    Bom, meu questionamento será, mais uma vez, relacionado a crise de 2008. Como sabemos, a crise foi diretamente causada pela concessão de empréstimos hipotecários de forma irresponsável. Em outras palavras, os credores não teriam capacidade de pagar, ou ainda : percebe-se, pela tabela, que ocorreu uma elevação da taxa de juros no período próximo a crise (2007/08). Se tínhamos dúvidas se o pagamento seria feito anteriormente, imaginemos agora com essa elevação na taxa de juros? Outro questionamento é : estabelecendo a taxa de juros próxima a zero, os EUA tem conseguido, com eficácia, a elevação do número de empregos e crescimento econômico? Mais : O que precisa ocorrer para que a taxa de juros volte, por exemplo, para números iguais aos do ano 1999?

    Deixo aqui um ótimo texto explicativo sobre a crise de 2008 e suas implicações :
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31572009000100008&script=sci_arttext

  11. Giovanna Gava Says:

    Uma questão que me apareceu lendo o trabalho do grupo e lembrando da aula de Mercado Financeiro em Macroeconomia é a seguinte:
    Sabendo a relação entre taxa de juros e compra de títulos (quando há um aumento na taxa de juros, isso estimula a compra de títulos pelos agentes), podemos fazer a seguinte relação: se a taxa de juros dos EUA é baixa, podemos entender que na alocação de portfólio, os agentes preferem alocar mais no fundo de consumo (ativo Moeda) do que no fundo de risco (títulos públicos de curto prazo).
    Como falado em aula pela professora Roseli, os motivos pelos quais os agentes demandam moeda são 3: transação, precaução e especulação. Entendendo pela relação explicada acima, que os agentes preferem demandar mais em moeda, podemos concluir que isso ocorre devido a pelo menos um desses três motivos. Porém, a minha dúvida é, se os motivos precaução e especulação só fazem sentido em um cenário de incerteza, como isso pode ser possível diante de uma economia que sempre foi considerada a maior e mais confiável economia do mundo?

  12. Diego Domingues Says:

    Sobre a metodologia de cálculo da inflação, entre as apresentadas, creio que o IPC seja melhor que o deflator do PIB, justamente pelo deflator ser muito abrangente, geralmente a cesta que o IPC acompanha é uma cesta de consumo que é consumida por grande parte das pessoas, implica que o IPC acompanha muito mais fielmente o padrão de consumo das pessoas que o deflator do PIB e, como explicado pela Jenifer, sofre também com as variações das importações, e, por isso, apresenta variações mais bruscas como podemos verificar no gráfico do texto. Algo que fiquei em dúvida foi em relação a taxa de juros americana, no trabalho é apresentado que o governo regula através do open market, entretanto nas aulas de Macroeconomia, a professora explicou que o governo opera por meio da taxa de redesconto dos empréstimos de liquidez, é claro que o governo pode operar pelo open market, mas qual a principal via de ação das políticas monetárias? Embora ambas afetem a taxa de juros, cada uma interfere de um modo distinto, atuar pelos títulos públicos é muito mais eficaz que pela taxa de redesconto, porque surte efeito mais rapidamente e não depende de agentes secundários, nos casos os bancos, e como apontado pelo Arthur, várias vezes os bancos preferem DI que os empréstimos de liquidez do Bacen. Sobre o que a Giovanna comentou, é importante lembrarmos que trabalhamos com simplificações nas aulas, então mesmo que a taxa de juros seja baixa, há outras aplicações financeiras mais vantajosas que os títulos de dívida pública, olhando através dos mercados financeiros. Embora, como explicado na aula, essas aplicações não surgem na agregação. Sobre especulações da taxa de juros futura, hoje (03/04), foi divulgado a criação de empregos nos EUA, e o aumento da taxa provavelmente será postergada: http://goo.gl/Y0AN3D e http://goo.gl/b21wnD Acho interessante analisarmos esse trabalho juntamente com o trabalho anterior: o deflator do PIB acompanhou as oscilações do próprio PIB americano, como esperado,pois seu cálculo é baseado no PIB e como a taxa de desemprego é o contrário da inflação, isto é, nos anos que ocorreu um aumento do desemprego, a inflação teve uma diminuição.

  13. Maria Fernanda Tavares Says:

    Primeiramente, parabéns ao grupo pelo trabalho!

    Gostaria também de falar do tema central da discussão: a relação entre a taxa de juros e a inflação. Acredito que todos já tenham absorvido a ideia de que um aumento na taxa de juros causa uma redução da atividade econômica, visto que aumenta o custo do investimento o que gera, consequentemente, uma baixa na elevação dos preços e também da inflação. Tem-se assim o controle da inflação pela taxa de juros. Desse modo, extraio a conclusão de que essa interrelação entre os dois indicadores econômicos está conecta a causa real da inflação, visto que provém de um desajuste entre a oferta e demanda por bens e serviços indicando a taxa de juros como o determinante do nível de consumo em uma determinada nação. Correto?

    Como já comentado pelo texto e pelo Arthur, a taxa de juros americana (Federal Funds Rate) é determinada pelo mercado, relações interbancárias e através do FED pelas operações de open market. Essas, por sua vez, promovem a circulação de títulos públicos de curto prazo e, desse modo, procura-se alinhar a FFR com a taxa de juros pretendida. Assim, pode-se controlar indiretamente a atividade econômica e também a geração de empregos. Após 2007 (taxa de juros americana era 5,7%), em adição a Crise de 2008, o FED “despencou” a taxa de juros para próxima de zero a fim de reverter os efeitos pós-crise, estimulando a geração de empregos e aquecendo a economia.

    Hoje, o cenário americano é de crescimento econômico moderado (vale lembrar da postagem anterior do Grupo B), embora as condições do mercado de trabalho estejam melhorando. Assim, tem-se encontrado uma inflação em queda causada pelo inverno rigoroso e redução do preço do petróleo, por exemplo como demonstrado por alguns indicadores.

    No entanto, isso não necessariamente indicará um aumento da taxa de juros. O FED declarou que não seria adequado a elevação da mesma até que sejam constatadas melhorias no emprego e quando houver uma certa confiança de que a inflação alcançará a meta determinada, isto é, 2% ao ano. Fato que comprova a afirmação da Sofia, que comentou a respeito da incerteza do FED quanto a taxa de juros visto que o cenário futuro da economia é incerto.

  14. Pedro Venturi Says:

    Sabendo que a emissão monetária estimula o aumento da inflação e observando os índices de inflação mostrados no texto. Achei interessante o fato de a inflação dos Estados Unidos não ter sofrido nenhuma grande elevação mesmo com um programa de estímulo monetário, o “Quantitative Easing”, que vigorou desde o início da crise até o ano de 2014. Se olharmos alguns dados históricos, iremos perceber que um rápido aumento na quantidade de moeda estimula elevados índices de inflação. Como, por exemplo, ocorreu na Alemanha na década de 1920. Acredito que, como foi dito em comentários anteriores, o aumento das reservas por parte dos bancos comerciais e o estímulo do Fed para que eles aumentassem suas reserva, contribuiu para que o “Quantitative Easing” não gerasse uma grande elevação da inflação. Contudo, será que esse estímulo do Fed ao aumento das reservas dos bancos comerciais foi grande o suficiente para que a inflação permanecesse tão baixa, ou será que houve outros fatores que também contribuíram para que o estímulo monetário não resultasse em taxas de inflação mais elevadas? E sabendo que a deflação foi um dos principais problemas vividos pela economia dos EUA após a crise, por que o Fed estimula o aumento das reservas dos bancos comercias?

  15. Pedro Venturi Says:

    Acho interessante ressaltar também, assim como foi feito em comentários anteriores, que a melhoria na economia dos EUA no ano passado, faz com que o Fed estude um aumento dos juros ainda para esse ano. Contudo, ele mostra certa cautela frente a essa medida, já que um erro ao aumentar a taxa de juros pode gerar deflação, e fazer com que a economia norte americana entre novamente em recessão. Esse posicionamento do Fed pode ser observado na notícia que segue no link. http://goo.gl/FzQbVe

  16. Pedro Rossi Says:

    Achei muito pertinente o comentário do Arthur ressaltando a frase de que “deflação gera deflação”. Isso traduz bem o porque de tanta cautela quando o assunto é a mudança na taxa de juros. Porém, como já ressaltado pelo grupo, a Federal Funds Rate é determinada pelo mercado e não exclusivamente pelo FED, esse tenta alinhar a federal funds rate com a taxa de juros pretendida, colocando ou retirando moeda no mercado, o que torna a tomada de decisão ainda mais cautelosa.
    Com uma taxa de juros próxima a zero e com um crescimento do país em 2014 de 2,4%, como um aumento na taxa de juros – que teoricamente vai desestimular os investimentos– pode impactar de forma positiva e aumentar ainda mais o crescimento norte americano? A baixa inflação e o estimulo do consumo serão suficientes? E a deflação já citada anteriormente?

  17. Carolina Gambaroni Says:

    Acho interessante uma das medidas tomadas pelo governo americano devido a crise de 2008, a redução da taxa de juros, como podemos notar no gráfico apresentado. Juro baixo significa dinheiro mais barato, que por sua vez representa maior volume de crédito para um país. Assim, o consumidor vai as compras, e ao consumir repassa dinheiro para o empresário que emprega e investe. Assim sendo, a redução da taxa de juros estimula a economia, o que é necessário em uma época de crise.
    Notamos também a baixíssima inflação no período de crise, o que mostra o baixo consumo, e também a queda da confiança da população. A redução da taxa de juros é uma interessante medida tomada para reverter a situação.

  18. Renato Takao M. Lima Says:

    Muito interessante olhar esses dados e comparar com o quadro atual brasileiro, que de cara podemos ver as diferenças. Porém, vale ressaltar que todo cuidado é pouco, e nem sempre situaçoes tao divergentes sao melhores, como explicitam os varios comentarios aqui que tratam da economia estadunidense. Comparar os valores das taxas de juros brasileiros e dos EUA, a uma primeira vista chega a ser chocante, porém devemos considerar as causas e consequencias que trazem esses numeros. E fica o desafio de alinhar uma boa pratica dos valores das taxas de juros para impactar nos niveis de inflaçao e consequentemente de desemprego e bem estar social.

  19. Giovani Nicoletti Polli Says:

    Parabéns ao grupo! O trabalho está bom e com uma linguagem bem clara e direta.
    Pesquisando sobre o tema em pauta para melhor participar do trabalho, fiquei curioso em achar o que seriam outros mecanismos que podem controlar ou causar inflação em um país, e a taxa de câmbio é a que mais pode se encaixar no caso norte-americano, uma vez que a taxa de juros está praticamente constante.

    Com a moeda estadunidense em baixa, a importação cresce nos EUA e a exportação desce, fazendo com que tenham mais produtos na economia norte-americana, tanto por importar mais produtos quanto por colocar no mercado os que não foram exportados. Com o excesso de oferta por produtos os preços caem e causam deflação.

    Portanto, apesar da taxa de juros serem sempre lembradas na política monetária pra regulação da inflação, existem outras maneiras e ajustes para se fazer na economia que necessitam de atenção e podem ser o maior mal de um sistema econômico.

  20. Pedro Buzati Says:

    Antes de fazer o meu comentário, que decidi mostrar a origem história desta taxa de juros americana, gostaria de falar sobre alguns comentários acima.
    Primeiramente, desenvolvimento econômico e social não depende do nível de industrialização, isto foi verdade até o começo do século XX. Hoje, em geral, o principal setor da economia é o de serviços, onde está alocado a maior parte dos trabalhos.
    Outro comentário interessante, foi o porque investir nos EUA com uma taxa de juros de 0,5% e não no Brasil com uma taxa de 12,75%. Como o prof. Alberto Matias já dizia, você emprestaria para uma pessoa que promete te pagar 100% de juros em um ano? Taxas de juros astronômicas, geram desconfiança no mercado internacional, ainda mais com toda a credibilidade brasileira estando lá embaixo, sem contar com nossos vizinhos que não dão bom exemplo de boa política internacional.
    Em 2000, a taxa de juros dos títulos públicos americanos era baixa, na média de 5%a.a. Com a entrada de um novo governo, logo no primeiro ano, houve uma mudança na politica monetária, reduzindo assim a taxa de juros americana (dizem que esta política expansionista foi tomada devido a baixa aceitação do novo presidente). Com a queda do custo de oportunidade, os ativos antes investidos em renda fixa, passam para renda variável, como bolsa de valores e títulos imobiliários. Porém, com o aumento da inflação americana a partir de 2005, o governo toma como medida o aumento da taxa de juros. Desta forma, os investimentos que antes estavam em renda variável, passam a investir em renda fixa, derrubando a bolsa e os títulos imobiliários (e os preços dos imóveis em geral). Porém, o mercado de hipotecas dos EUA tinham como garantia as próprias casas, que após o aumento dos juros, perderam parte do seu valor. Os bancos passam a exigir garantias maiores para a hipoteca, e em muitos casos o hipotecário não o tinha, ou não seria do seu interesse aumentar a garantia. Gerando assim, uma quebra na confiança destes títulos que eram revendidos entre bancos comerciais, de investimentos, seguradoras e previdência privada com a nota de AAA (a mesma dada aos títulos americanos).
    Com o surgimento da crise, os EUA tomam como medida a derrubada do juros do título público americano, e uma política fortemente expansionista, chegando assim ao 0,5% ao ano.

  21. Lucas Negreiros Says:

    Parabéns pelo trabalho galera! Após ler, mais assuntos ficaram claros para mim.
    Gostaria de fazer alguns comentários sobre alguns tópicos como deflação, medidas de taxas de inflação e sobre a taxa de juros relacionada com a crise norte-americana.
    Acredito que o Arthur explicou muito bem o conceito de deflação e suas consequências e acho que o gancho que o Lucas Henrique tomou sobre deflação muito legal, com isso, eu só queria lembrar que deflação não significa recessão, como muitos meios de comunicação acabam usando. Deflação é justamente o oposto da inflação, uma diminuição no nível geral de preços. Já recessão é uma diminuição do produto real. Esses dois podem ocorrer simultaneamente mas não são a mesma coisa.
    Algo que realmente despertou meu interesse nesse post foi a parte das medidas de índices de preço. O grupo explicou muito bem como o deflator e o IPC são calculados e, com isso, fui pesquisar um pouco sobre as disparidades que eventualmente ocorrem nas duas medidas. Como a Jenifer comentou, em períodos que a balança comercial norte-americana sofreu mudanças muito bruscas como em 1979-1980, o aumento do IPC foi muito superior ao aumento do PIB deflator. Casos como esses devem ser analisados com cuidado pois, geralmente, a diferença entre as duas medidas é inferior a 1%. Uma duvida acabou surgindo quando comparei os dois gráficos, em 2009, no ano em que a taxa de juros atingiu um patamar de quase zero a inflação também caiu, por que isso aconteceu??? Não deveria ter acontecido o contrário, ou seja, a taxa de juros cai e a inflação aumenta?
    Além disso tudo, também queria falar um pouco sobre a situação que os EUA enfrentam. Se compararmos o ano de 2007 e o ano de 2009, e suas respectivas taxas de juros, fica clara a redução absurda da taxa do interbancário. Porém, mesmo com a redução, não foi possível deter a queda da produção norte americana e isso lembra muito a situação vivida pelo Banco Central Japonês na década de 90. Com isso, os EUA vivenciaram novamente uma armadilha da liquidez (já ocorreu na crise de 29). E quando uma economia está em uma armadilha da liquidez percebemos o seguinte ciclo: baixa produção leva à baixa inflação e, assim, a altas taxas de juros reais. Taxas de juros reais mais altas levam a uma demanda agregada menor e à baixa produção e assim o ciclo se repete. Para quem achar esse tópico interessante, tem um capítulo inteiro no Blanchard que fala sobre isso, é o capítulo 28 (A crise Global) da quinta edição do livro.

    • Fabricio Freitas Alves Says:

      Olá Lucas, venho novamente tentar sanar uma dúvida sua. Estudamos em macroeconomia que a taxa de juros e a inflação tem uma relação inversamente proporcional. Entretanto devemos ter em mente que nos livros e nas aulas assumimos hipóteses simplificadoras para facilitar a análise. Ignoramos, por exemplo, a ação do tempo na relação entre essas duas variáveis tão importantes. O que quero dizer é que o comportamento da inflação está conectado com diversas variáveis econômicas, podendo até mesmo ocorrer de forma contrária ao que estudamos na graduação. Neste caso, creio que uma das causas para o comportamento intrigante da inflação é o cenário econômico mundial. No ano de 2009 os Estados Unidos ainda estavam colocando em prática suas medidas contra a crise que ocorrera; os agentes ainda não tinham confiança suficiente na economia para gastarem sua renda. Desta forma o consumo e o investimento, pois era mais seguro poupar para momentos de necessidade (que naquele cenário poderiam vir no curto prazo). Assim, mesmo com a baixa taxa de juros, a incerteza e a expectativa negativa faziam com que o mercado continuasse desacelerado e, com isso, a inflação se mantivesse baixa.
      Outra possível causa é o tempo. Eu não sei quanto tempo leva para a taxa de juros regular o mercado (talvez nossa professora possa nos responder), mas se supusermos que é necessário alguns meses , essa redução na taxa de juros pode ter reflexo apenas no IPC do ano seguinte.

  22. Leonardo Veras Says:

    Muito bom o trabalho e os comentários, mas lendo todos acabou surgindo uma dúvida simples, que não encontrei na internet, se a economia dos EUA está sofrendo com a “deflação” o FED não poderia imprimir mais moeda, aumentar os gastos públicos resolveria o problema? No capitulo “Giro pelo Mundo” do Blanchard há um caso semelhante com o Japão, e o governo utiliza essa medida.

    • Daniel Wetzel Says:

      Acho interessante fazer essa comparação da luta contra a deflação com o Japão. E, por mais que tenha sido comentada o quão maléfica pode ser, não acredito que seja um risco significante para os EUA, visto que foi registrada uma deflação baixa e muito recentemente, além do fato de ter ocorrido em decorrência de uma queda no preço de matérias primas (principalmente o petróleo, como já citado) e ser a primeira vez que acontece desde 2009. No caso do Japão, o problema já persiste nos últimos 20 anos, fazendo com que a população japonesa já possua características culturais de poupar a renda na espera de uma queda do preço, dificultando ainda mais o combate à deflação. Traço cultural esse que é exatamente oposto ao dos americanos, já historicamente vivendo o “american way of life” de encorajar o consumismo desenfreado e tão marcante na cultura americana.

  23. Lucca Pizzo Mathias Says:

    Trabalho muito bem feito. Meus Parabéns ao grupo. Acho importante comentar o fato de que o IPC passou de 3,8% para -0,4% de 2008 para 2009 e que desde 2004 a taxa de juros só aumentava ate meados de 2008. Esse fato ocorreu por conta da crise que estava se instalando e se instalou de fato em 2008 nos EUA. Ocorreu uma queda significativa no consumo que nos mostra uma economia em recessão. A medida do governo: abaixar a taxa de juros a fim de aumentar credito no mercado e estimular o consumo novamente (aproveitando uma inflação baixa), gerando mais empregos como consequencia e assim, a economia dos EUA volta ao equilíbrio.


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