ECEC B – As Reservas Compulsórias no Brasil

 

Na década de 70 o Brasil introduziu as Letras do Tesouro Nacional (LTN´s), que era um título de curto prazo do Tesouro vendido com um desconto sobre seu valor de face. Em 1979 foi alterada a forma de liquidação financeira de compra e venda dessas LTN’s, que até então era feita através de compensação bancária e agora deveria ser feita diretamente na conta de Reservas Bancárias mantidas pelos bancos comerciais no Banco Central.  Por consequência dessa mudança os títulos públicos tornaram-se substitutos para as reservas bancárias.

Existem dois tipos de reservas bancárias: as compulsórias, que são obrigatórias, e as voluntárias, que os bancos decidem manter para atender as necessidades de liquidez inerentes à atividade bancária.

Em 1994, com a introdução do plano real, o recolhimento sobre depósitos à vista foi estabelecido em 100%, mas este percentual diminuiu, no mesmo ano, para 90% e no ano seguinte para 83%, até que em agosto de 1995 estabeleceu-se um limite de dois milhões de reais isentos de compulsório.  

Mesmo com as inúmeras modificações, o recolhimento do compulsório sempre foi baseado num sistema de reservas defasadas, onde há dois períodos, um para o cálculo e o outro para a movimentação do compulsório. Portanto, as reservas compulsórias são determinadas pelos depósitos bancários do período precedente, de modo que a demanda total de reservas bancárias no Brasil independe da taxa de juros.

Por causa dessa independência entre demanda de reservas bancárias e taxa de juros o banco central brasileiro não fixa as reservas, de modo a evitar uma alta na taxa de juros. Então ele fixa a taxa de juros no mercado de reservas(SELIC/ overnight),  que é a taxa básica do sistema financeiro. Contudo, isso faz com que frequentemente o volume de reservas seja diferente da quantidade demandada e o Banco Central precisa intervir comprando e vendendo títulos no mercado.

 

http://www.fgv.br/professor/fholanda/Arquivo/Sistfin.pdf

http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf

 

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25 Respostas to “ECEC B – As Reservas Compulsórias no Brasil”

  1. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    O sistema de reservas do compulsório é um grande limitador ao multiplicador dos bancos. No Brasil, este fator é muito superior aos casos norte-americano e europeu, o que faz com que o sistema bancário brasileiro seja mais robusto a empréstimos em tempos mais instáveis. Acredito que os efeitos da crise de 2007-2008 foram ligeiramente menores no Brasil do que em outros países porque, além de medidas anti-cíclicas tomadas pelo Ministério da Fazenda – na chamada nova matriz econômica, onde o governo tem participação mais atuante nos investimentos (como é o caso do PAC) e incentivos ao consumo (como o corte de IPI para carros) -, temos um sistema bancário altamente regulado e um limite a alavancagem que, na pior das hipóteses de iliquidez, nos permite estar um pouco mais seguros do que outros países com uma taxa de compulsório maior.
    O texto ressalta um fato importante: a criação do Plano Real em 1994 demandou medidas de controle extremo de avanço tanto nos níveis de preço – o que eu particularmente não conhecia era a demanda de também segurar bem mais fortemente a alavancagem dos bancos (100% inicialmente e 90% no fim do mesmo ano).

    • Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

      Correção: no final do primeiro parágrafo, o correto seria o que está abaixo
      “(…) temos um sistema bancário altamente regulado e um limite a alavancagem que, na pior das hipóteses de iliquidez, nos permite estar um pouco mais seguros do que outros países com uma taxa de compulsório MENOR.”

  2. Mariana V. Cunha - ECEC Says:

    Os recolhimentos compulsórios constituem-se em um instrumento à disposição do Banco Central para influenciar a quantidade de moeda na economia. A alíquota dos recolhimentos compulsórios é um dos determinantes do multiplicador monetário, ou seja, do quociente da oferta de moeda em relação à base monetária. Por exemplo, diminuições na alíquota farão com que os bancos possam emprestar maior parcela das suas reservas e, portanto, aumentarão a quantidade total de moeda para uma dada quantidade de base monetária.
    Atualmente, são remunerados os Recolhimentos Compulsórios sobre Recursos a Prazo, sobre Depósitos de Poupança e a Exigibilidade Adicional sobre Depósitos. Aqueles incidentes sobre Recursos à Vista não fazem jus à remuneração já que as instituições financeiras também não remuneram essa forma de depósito. Os recolhimentos sobre Garantias Realizadas também não fazem jus à remuneração.No Brasil, 20% dos compulsórios são remunerados, e 80% não remunerados.
    Completando o que o Caio comentou sobre a crise de 2007-2008, vale ressaltar que nesta, este instrumento foi usado pelo Brasil, que ao contrário de outras economias, como os EUA e a maioria dos países europeus, o sistema bancário brasileiro encontrava-se bem capitalizado, e sem exposição aos papéis lastreados em hipotecas subprime do mercado imobiliário norte-americano. Naqueles países foram adotadas medidas emergenciais de contenção da crise, em grande escala, de recursos fiscais. Já no caso do Brasil, as medidas adotadas pelo Governo e pelo Banco Central do Brasil para reduzir os impactos da crise sobre o sistema bancário doméstico visaram, principalmente, compensar a expressiva diminuição da liquidez nos mercados financeiros, tanto no país, como no exterior, e não envolveram recursos fiscais. Nesse sentido, a existência de confortável volume de depósitos compulsórios permitiu ao BCB injetar liquidez rapidamente no sistema bancário brasileiro, contribuindo para a normalização das condições de crédito na economia.

  3. Beatriz Mendonça Félix - ECEC Says:

    Até 1964, ainda não existia um controle monetário rigoroso no Brasil. Era o Banco do Brasil que exercia o papel de autoridade monetária, arrecadando encaixes compulsórios e autorizando redesconto aos bancos; dessa forma a base monetária ficava fora de seu controle, pois as decisões de programação orçamentária eram do governo federal. Com a criação do Banco Central, o controle passa a ser deste e o recolhimento de compulsórios também. O recolhimento de parte dos recursos capitados pelos bancos para o BC diminui o poder de multiplicação da moeda bancaria. Com a fixação de um percentual de compulsório o BC obriga as instituições financeiras as não emprestar todos os recursos capitados, emprestando somente uma parcela desses recursos. Assim antes que o Banco faça outro empréstimo, o mesmo tem que recolher o valor compulsório e só ai pode repassar o valor restante para o mercado, dando continuidade o ciclo

  4. Amanda Rodrigues Galhardo - ECEC Says:

    A política monetária pode ser definida como sendo o controle da oferta de moeda e da taxa de juros, no sentido de que sejam atingidos os objetivos da política econômica do governo. É basicamente a atuação das autoridades monetárias – Banco Central e Copom -, por meio de instrumentos de efeito direto ou indireto com o objetivo de controlar a liquidez do sistema econômico. O Banco Central influencia a oferta de moeda indiretamente, porque afeta também o comportamento dos bancos comerciais, e é através destes últimos que a oferta de moeda é determinada. Um dos instrumentos de política monetária de que o BC dispõe são as reservas compulsórias. As reservas compulsórias são úteis para que o Banco Central garanta o poder de compra da moeda, e também, em menor escala, para que o mesmo realize a política monetária. Como citado pelo Caio, esse tipo de reserva é responsável por evitar a multiplicação descontrolada da moeda e manter a liquidez da economia, pois atua diretamente sobre os meios de pagamento. Entretanto, pequenas mudanças na oferta de moeda são difíceis de controlar variando apenas as reservas compulsórias e também são de difícil reversão, por isso outros instrumentos de política monetária são preferidos: compra e venda de títulos públicos no mercado aberto (efeito mais rápido e mais preciso), e a taxa de redesconto de liquidez (em último caso no Brasil).

  5. Mariana Vizioli Cunha - ECEC Says:

    Completando o que o Caio comentou sobre a crise de 2007-2008, vale ressaltar que nesta, este instrumento foi usado pelo Brasil, que ao contrário de outras economias, como os EUA e a maioria dos países europeus, o sistema bancário brasileiro encontrava-se bem capitalizado, e sem exposição aos papéis lastreados em hipotecas subprime do mercado imobiliário norte-americano. Naqueles países foram adotadas medidas emergenciais de contenção da crise, em grande escala, de recursos fiscais. Já no caso do Brasil, as medidas adotadas pelo Governo e pelo Banco Central do Brasil para reduzir os impactos da crise sobre o sistema bancário doméstico visaram, principalmente, compensar a expressiva diminuição da liquidez nos mercados financeiros, tanto no país, como no exterior, e não envolveram recursos fiscais. Nesse sentido, a existência de confortável volume de depósitos compulsórios permitiu ao BCB injetar liquidez rapidamente no sistema bancário brasileiro, contribuindo para a normalização das condições de crédito na economia

  6. Luiza Iglesias - ECO Says:

    Dado que o depósito compulsório é uma das formas de atuação de um Banco Central para garantir o poder de compra da moeda (instrumento de preservação da estabilidade financeira) e fazer política monetária, até então, eu desconhecia que suas captações, além de depósitos à vista, também se dão através de depósitos à prazo e caderneta de poupança e que estes são remunerados pela Taxa Selic e pela taxa paga pelas instituições aos poupadores, respectivamente.

    Encontrei também uma notícia, relativamente, recente sobre a atuação do BaCen através das reservas compulsórias:
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/07/bc-altera-regra-dos-compulsorios-e-injeta-r-30-bilhoes-no-mercado.html

  7. Juliana Costa de A. Abissamra - ECEC Says:

    Ao ler o texto do grupo e pesquisar sobre o assunto, pude encontrar alguns fatos interessantes sobre as Reservas Compulsórias. Por exemplo: Algumas reservas compulsórias no Brasil são remuneradas. Entretanto, aprendemos em sala de aula que o Brasil não possuí remuneração de reservas, sendo esse instrumento de política monetária limitado ao FED. Dessa forma, como podemos interpretar essa remuneração no Brasil? Devemos nos atentar que são APENAS ALGUNS TIPOS de reservas compulsórias que possuem essa remuneração, como os depósitos a prazo. Sendo assim, a remuneração de reservas não se torna um instrumento de política monetária no Brasil, uma vez que essa remuneração é feita apenas para os depósitos a prazo, procurando incentivar os bancos a terem um menor interesse em ceder empréstimos, o que contribuiria para reduzir a demanda e a inflação.

  8. Renan Barbosa - ECEC Says:

    Após ler um documento da diretoria do Banco Central encontrei algumas informações que me parecem relevantes para serem acrescentadas sobre o depósito compulsório.

    Umas delas é a de que a remuneração dos depósitos compulsórios reduz o custo de captação dos bancos, implicando menores taxas de juros cobradas nas operações ativas (operações de crédito). Atualmente, são remunerados os Recolhimentos Compulsórios sobre Recursos a Prazo, sobre Depósitos de Poupança e a Exigibilidade Adicional sobre Depósitos à Vista. Aqueles incidentes sobre Recursos à Vista não fazem jus à remuneração já que as instituições financeiras também não remuneram essa forma de depósito.

    Além disso, os compulsórios são constituídos em espécie e mantidos em contas específicas no Banco Central, sob a titularidade contábil das instituições financeiras. Desde abril de 2010, os compulsórios são cumpridos exclusivamente em espécie, não havendo mais a possibilidade de vincular títulos públicos federais registrados no Selic.

    No Brasil, o volume de recolhimentos compulsórios atingiu R$415,9 bilhões em março de 2014. A Exigibilidade Adicional sobre Depósitos apresenta a maior participação, com R$126,1 bilhões, seguida do encaixe de poupança, com R$119,7 bilhões, recursos à vista, com R$85,2 bilhões e, por fim, recursos a prazo, com R$85 bilhões.

  9. Fernanda Dandaro - ECEC Says:

    Os depósitos compulsórios nada mais são do que recolhimentos obrigatórios de fundos que as instituições financeiras realocam para o Banco Central. A reserva compulsória é importante para dar maior estabilidade ao sistema financeiro, e também é um instrumento de política monetária, afetando o multiplicador monetário. Cerca de 80% desses depósitos possuíam remuneração em março de 2014, de acordo com os dados do BCB.

    Ao contrário, do que muitas pessoas pensam, esses depósitos não são uma forma de tributação, já que no momento em que alguém retirar seu dinheiro do banco, a reserva compulsória desse banco no Bacen é reduzida na mesma quantia; ou seja, os recursos depositados na reserva compulsória continuam sendo dos bancos.

    Existem atualmente, cinco tipos de depósitos compulsórios em vigor no Brasil, sendo eles: recolhimento compulsório sobre recursos à vista, recolhimento compulsório sobre recursos a prazo, encaixe obrigatório sobre recursos de depósitos de poupança, exigibilidade adicional sobre depósitos (recursos a prazo e depósitos de poupança), e recolhimento compulsório sobre recursos de depósitos e de garantias realizadas.

    E, além dos depósitos compulsórios, existem outros tipos de depósitos obrigatórios no Brasil como, por exemplo: depósitos decorrentes de insuficiência no direcionamento para operações de financiamento imobiliário dos recursos captados em depósitos de poupança, e depósitos decorrentes da insuficiência no direcionamento para crédito rural.

    Com a expectativa de pouco crescimento do crédito nesse ano, o Banco Central, no mês de setembro, reduziu o compulsório, para tentar estimular o crédito e o crescimento da economia brasileira, aumentando o recurso disponível para empréstimos. Por exemplo, para o financiamento de veículos, a queda do compulsório foi de 60%.

    Fonte: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/mesmo-com-medidas-bc-segue-prevendo-desaceleracao-do-credito.html

  10. Wenderson de Moraes Pizzo - ECEC Says:

    Os depósitos compulsórios tem o objetivo de aumentar o poder do Banco Central, pois os Bancos Comerciais tem o poder de multiplicar o dinheiro em circulação através dos empréstimos, por isso, o Banco Central capta parte dos depósitos efetuados pelos clientes dos bancos, compulsoriamente, a fim de manter o controle da quantidade de dinheiro em circulação e diminuir o poder dos bancos comerciais.
    É interessante notar que remuneração dos depósitos compulsórios reduz o custo de captação dos Bancos comerciais, e assim as taxas de juros cobradas nas operações ativas são menores. Atualmente apenas três tipos de depósitos são remunerados: Recursos a Prazo; Depósitos de Poupança; Exigibilidade Adicional. Nos casos de Recursos à Vista e Garantias Realizadas não há remuneração, pois os bancos também não remuneram seus clientes.
    Também podemos observar que as maiores alíquotas de compulsório são dos Recursos à Vista e Garantias Realizadas, 44% e 45%, respectivamente. E a menor é o compulsório da Exigibilidade Adicional com uma alíquota de 11% nos Rec. Prazo e 11% nos de Poupança. Os Recursos a Prazo e os Depósitos de Poupança possuem uma alíquota de compulsório de 20%.(Informações de março de 2014)
    Fonte: http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf

  11. Ana Elisa de Oliveira Krugner Says:

    Uma das formas do Banco Central garantir o poder de compra da moeda, através de políticas monetárias, é por meio das reservas compulsórias. Trata-se de uma obrigação legal que exige que os bancos comerciais a manterem depósitos no Banco Central, através de porcentagem dos depósitos à vista e à prazo captados por esses últimos.
    Essa reserva tem como função evitar a multiplicação descontrolada da moeda e manter a liquidez da economia, pois atua diretamente sobre os meios de pagamento. A utilização desse único método para controlar a oferta de moeda não é a melhor opção em alguns casos, pois tratam-se de meios que possuem difícil reversão e em casos de pequenas mudanças na oferta de moeda.

  12. Patricia Mendonça De Angelis - ECEC Says:

    O recolhimento de reservas compulsórias é um dos mecanismos de política monetária, uma vez que possibilita ao Banco Central um meio de controlar a emissão da moeda escritural. Como não rendem juros são consideradas como um imposto sobre depósitos à vista dos bancos. Uma vantagem da utilização de reservas compulsórias na política monetária é que uma pequena variação na taxa de compulsório gera grande variação na oferta monetária. Se a taxa de compulsório diminui os bancos podem emprestar mais o que gera um aumento dos meios de pagamento. Mas se o Banco Central aumenta a taxa de compulsório os bancos diminuem a quantidade de recursos emprestados, gerando uma diminuição nos meios de pagamento.
    Outra vantagem é a possibilidade de utilizar as reservas compulsórias para ajudar os bancos em caso de problemas de liquidez.

    (http://www.eumed.net/libros-gratis/2009a/477/OS%20INSTRUMENTOS%20DAS%20POLITICAS%20MONETARIAS.htm)

  13. Naíma Meiado - ECEC Says:

    Existem vários instrumentos de política monetária, um deles é a fixaçao das taxas de reservas compulsórias. Os recolhimentos compulsórios, que incidem tanto sobre depósitos a vista como a prazo, são o percentual que incide sobre os depósitos captados pelos bancos comerciais que são obrigatoriamente colocados sobre a disposição do Banco Central.
    Como os depositos compulsórios atuam diretamente sobre os meios de pagamento por meio do multiplicador monetário, podemos dizer que ele é um instrumento ativo. Seus efeitos recaem sobre o nível de reservas bancárias, o que reduz o efeito multiplicador e, consequentemente, a liquidez da economia.
    O BACEN pode aumentar ou reduzir a taxa de reservas compulsórias que os bancos comerciais devem manter a sua disposição. Quando ele decide por aumentar a taxa de reservas compulsórias, temos que a proporçao de depositos que pode ser convertida em empréstimos fica reduzida. O oposto ocorre quando ele decide reduzir a taxa de reservas compulsórias.
    Utilizar as reservas compulsórias como intrumento a fim de controlar a oferta de moeda tem como principal vantagem um efeito igual sobre todos os bancos, além de ter um forte resultado sobre a demanda por moeda. Devemos saber, no entanto, que pequenas mudanças na oferta de moeda são dificeis de planejar simplismente variando as reservas compulsórias exigidas pelo BACEN.
    Haverá, também, um maior incerteza para os bancos e um aumento da dificuldade da administração da liquidez quando as reservas flutuem continuamente devido a utilizaçao discricionária deste instrumento.
    Recentemente, o Banco Central anunciou duas medidas com o propósito de liberar dinheiro na economia para os bancos emprestarem aos seus clientes. O objetivo de tal iniciativa é a de que haja um estimulo ao crescimento com a maior oferta de crédito, uma vez que espera-se um baixo crescimento. Uma das medidas envolve o assunto em questão, alterações nas regras de depósitos compulsórios. A medida. A mudança fará com que mais recursos sejam liberados para os bancos emprestarem, através da alteração da quantidade que deverá ser mantida em reserva. A partir de então, o BC passou a permitir que até 60% do recolhimento relativo a depósitos a prazo sejam cumpridos com oerações de crédito, aumentando em 10 pontos de percentagem.

  14. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Conforme texto do Banco Central do Brasil, “os depósitos compulsórios são recolhimentos de recursos que as instituições financeiras fazem ao Banco Central”. Os recolhimentos compulsórios constituem-se em um instrumento à disposição do Banco Central para influenciar a quantidade de moeda na economia (política monetária). Sua alíquota é um determinante do multiplicador monetário. São calculados pela aplicação de uma alíquota a uma base de cálculo definida, ou seja:
    Exigibilidade = Base de cálculo x Alíquota, resumidamente.
    Em http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf podemos ver um histórico dos compulsórios desde 1999 até 2014 (tabela 2).

  15. Luíza Neves - ECEC Says:

    As reservas compulsórias esterilizam recursos das instituições financeiras, que poderiam seu utilizados como empréstimos ou investimentos, afetando a expansão/redução do crédito.
    A reserva legal é um instrumento de política monetária usado quando á interesse de promover mudanças mais radicais na liquidez das instituições, pois ” mudanças bruscas nas taxas da reserva legal poderiam provocar crises de liquidez, uma vez
    que mudanças abruptas de alíquotas podem provocar descasamentos na estrutura temporal entre ativos e passivos das instituições submetidas a esses recolhimentos.”

    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2011-fun%C3%A7%C3%B5es%20do%20banco%20central%20do%20brasil.pdf

  16. Gustavo Campanholi de Castro - ECEC Says:

    O depósito compulsório é um mecanismo tem a capacidade de influenciar o crédito disponível bem como as taxas de juro cobradas. O BC tem a escolha de reduzir ou aumentar os valores do compulsório, sendo que ao reduzi-lo, os bancos ficam com mais capital disponível para investir por meio de empréstimo aos seus clientes.
    Levando em conta os depósitos a prazo, já citados anteriormente nos comentários, encontrei que o Bacen passou a permitir que até 60% do recolhimento relativo a depósitos a prazo sejam cumpridos com operações de crédito, aumentando em 10 pontos de percentagem.
    Encontrei também que o crédito bancário desacelerou nos últimos anos, parte disso é justificado pela crise internacional de 2007-2008.

    http://www.infoescola.com/economia/deposito-compulsorio/

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html

  17. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    Os depósitos compulsórios são basicamente um tipo de recolhimento obrigatório no qual as instituições financeiras fazem ao Banco Central, ou seja, os bancos devem manter depositado no Bacen uma certa porcentagem do valor total de seus depósitos. Esse depósito compulsório pode ser usado para fazer política monetária e para preservar a estabilidade financeira.
    Aqui no Brasil, o compulsório para depósitos em conta-corrente é muito grande (cerca de 43%) no entanto é pouco efetivo, pois a migração para contas-poupança, para depósitos a prazo e para fundos de investimento é grande. Onde o compulsório sobre depósitos a prazo e de poupança é equivalente a 20%. As aplicações em fundos de investimento são isentas de compulsório.
    Durante um período do Plano Real vigorou o compulsório sobre depósito a prazo, mas depois foi abolido voltando apenas em 2010 e varia entre 15% a 20%.
    Para se ter uma ideia do volume de migração das contas tem dois gráficos muito ilustrativos no segundo site indicado logo abaixo.
    Os depósitos compulsórios são calculados fazendo: Exigibilidade = [(∑ VSR diário ÷ Período de cálculo) – Deduções] X Alíquota
    Fontes:
    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

  18. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    As reservas compulsórias são um dos instrumentos de política monetária utilizados no Brasil. Nada mais são do que reservas em dinheiro feitas pelos bancos comerciais no BC em quantidades definidas pela autoridade monetária. Esse instrumento de política monetária tem função (além de modificar a quantidade de moeda em circulação em poder do público; imagine que o BC aumente as reservas compulsórias, então os bancos comercias têm menos dinheiro para emprestar ao público) de aumentar a estabilidade ao sistema financeiro via maior garantia de liquidez.
    No trabalho de Estrela e Orsi (http://www.concursosnivelmedio.com/download/bacen2010.pdf) na página 176 é dito: “As reservas compulsórias são um instrumento que tem múltiplos objetivos. De um lado funciona como colchão de liquidez do sistema bancário, permitindo à autoridade monetária controlar a liquidez agregada do sistema. De outro, constitui instrumento auxiliar da política monetária mediante a esterilização de parte dos recursos que as instituições financeiras captam junto ao público, de modo controlar a capacidade de criação de moeda pelas instituições financeiras. Ao conceder empréstimo mediante crédito na conta-corrente de um cliente, a instituição bancária cria meios de pagamento (depósitos à vista) que, ao serem utilizados pelo tomador de crédito, geram depósito em outra instituição financeira, que dessa forma adquire a capacidade de gerar novo crédito a outro cliente, e assim por diante. A repetição desse mecanismo mostra a capacidade do setor bancário de multiplicar a moeda escritural. No intuito de reduzir essa capacidade, o BCB exige que certa parcela dos depósitos à vista e de outras rubricas contábeis da rede bancária permaneça depositada na autoridade monetária.”

  19. Leonardo de Vitto - ECEC Says:

    O Bacen anunciou no meio do ano (25/07/2014) mudanças no recolhimento de compulsório de maneira a estimular o crédito, a fim de impulsionar a economia. Esta atitude foi tomada já que se notou um ambiente com excesso de liquidez esterelizado no Bacen, uma taxa relativamente baixa de concessão de crédito e a baixa inadimplência, estes fatos comprovam que o poder econômico da população esta relativamente maior e o crédito está escasso, por isso tal feito.
    Para mostrar o efeito geral da Reserva de Compulsório podemos observar um pronunciamento feito pelo atual Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que esta semana (21/10/2014) ao ser questionado a respeito da previsão de baixo crescimento na economia disse que haverá uma melhora nesta taxa já que o crédito retornará a economia brasileira mesmo que de maneira gradual devido a flexibilização do Bacen, o que consequentemente aquecerá a economia até o final do ano.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bc-anuncia-mudancas-no-recolhimento-compulsorio-para-estimular-o-credito,1533902

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/10/previsao-de-crescimento-de-03-parece-pessimista-diz-mantega.html

  20. Julia Balieiro - ECEC Says:

    O tema deste post é de extrema relevância, principalmente pelo fato de que tem uma parcela da sociedade que nem conhecem esse instrumento de política monetária e muito menos sua importância e impacto na economia. O depósito compulsório, como já fora citado, é uma das formas que o Banco Central tem para controlar a oferta de dinheiro na economia. O compulsório obriga os bancos a depositar parte dos recursos captados dos clientes, via depósito à vista, a prazo, ou poupança, numa conta do Bacen. O compulsório ajuda a aumentar o poder de fogo do Bacen em relação ao combate da inflação.
    Além de estar relacionado com a oferta de moeda na economia, as reservas compulsórias apresentam um papel importante por também estar relacionada com a liquidez de banco, sendo usadas como uma ajuda para os bancos quando há problema com a liquidez.

  21. Cássia Tamy Takematsu - ECEC Says:

    Pesquisando um pouco sobre o assunto encontrei os dados que podem ser baixados no site: http://www.bcb.gov.br/?SERIEALCOMP

    Pelo que vi, tais dados são as taxas de compulsórios determinados pelo Banco Central em alguns momentos representativos para o país desde 1994 , a implementação do Plano Real. O que posso enxergar é que dado a coluna “recursos à vista”, acredito eu, a principal variável influente nas reservas compulsórias, tem diminuído ao longo dos anos em média, de 100% no começo de 1994 aos 45% em julho de 2014, segundo o BC. Isso representa o aumento da multiplicação da moeda e consequente aumento de crédito na economia. Consegui observar apenas isso, e permaneço ainda com dúvidas sobre a relação de compulsórios com as taxas de juros no Brasil.

  22. Vladimir - ECEC Says:

    Como vários já colocaram, o compulsório é um importante instrumento de política monetária que permite ao BC controlar a oferta de moeda para atingir a meta de inflação e limitar o poder do efeito multiplicador. Pensando nesse ponto, achei curioso um ponto encontrado e acho que merece reflexão: pensando que o país não está crescendo e que há crise no mundo, a política monetária deveria ser expansionista, de forma a aumentar a liquidez e o acesso ao crédito, o que espera-se que leve a um aumento do produto. Porém uma política monetária expansionista pressionaria a inflação, que já está muito próxima ou até acima do teto da meta. Dado o cenário do Brasil, qual a política monetária indicada? Devemos primeiro baixar a inflação ou tentar aumentar o produto? É possível, do ponto de vista da política monetária, conseguir um caminho que traga ambos os efeitos?

  23. Gabriel Besbati Says:

    Colaborações Contabilizadas.


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