ECEC N – O Novo Sistema de Pagamentos no Brasil

 

“O Sistema de Pagamentos é responsável pelo processamento, transferência e liquidação de pagamentos para pessoas, empresas, governo, Banco Central e instituições financeiras. O montante de recursos transferido por esses agentes pode ser dado por meio de cheques, cartões de crédito, transferências eletrônicas, documentos bancários de crédito e débito e papel moeda.

Em 2002, o Sistema Brasileiro de Pagamentos foi reestruturado e seus efeitos foram muito positivos, mexendo com a vida financeira de pessoas e empresas. 

Um dos importantes benefícios do novo SPB consiste na agilidade, uma vez que os recursos ficam disponíveis ao favorecido no dia da transferência, possibilitando realizar movimentações em tempo real. Outra melhoria que merece atenção foi em relação à segurança e confiabilidade, através da redução do risco de credito nos pagamentos, que são irreversíveis, não podendo ser sustados ou devolvidos por falta de fundos. Essa mudança tornou possível ao Brasil possuir um sistema de pagamentos similar aos melhores do mundo: seguro, eficiente, ágil e transparente.

 Antes, os agentes transferiam seus recursos usando cheques ou DOCs, de modo que o dinheiro advindo dessas transações só ficava disponível após a compensação tradicional que demorava, no mínimo, um dia útil, havendo o risco, por exemplo, de devolução do cheque por falta de fundo. Com a reestruturação, um sistema eletrônico foi implantado e o novo SPB passou a oferecer uma opção para transferência denominada Transferência Eletrônica Disponível – TED, com ela, o cliente pode transferir recursos que estiverem efetivamente disponíveis e, estes, ficarão disponíveis na conta do favorecido assim que o banco destinatário receber a mensagem de transferência. Pessoas, empresas, governo e instituições financeiras podem transferir dinheiro com muito mais segurança e sem a espera necessária ao processamento de cheques ou DOCs. Contudo, cheques e DOCs continuam sendo processados, porém, as transações superiores a 5 mil reais passaram a ter um custo mais elevado devido ao grande volume transacionado.

 Essas mudanças, como podem ser vistas na imagem abaixo, tiveram como objetivo tirar do Banco Central o risco de falha de pagamentos, aumentar a eficiência dos instrumentos de pagamentos e se adequar a padrões internacionais.

ecec n 2 novo sistema

Pode-se concluir que esse novo sistema modificou o perfil de utilização dos instrumentos de pagamentos, trazendo um aumento no uso de crédito e débito e uma diminuição no uso de cheques. As transações em papel moeda tem apresentado uma redução significativa com esses avanços. Vale ressaltar que o desenvolvimento do setor financeiro está fortemente relacionado aos sistemas de pagamentos e o novo SPB complementou o processo gradual de reestruturação do Sistema Financeiro. Um SPB eficiente é de crucial importância para que o setor financeiro cumpra seu papel de intermediação financeira e aumente a liquidez dos ativos.

 Na figura a seguir é possível observar a porcentagem de uso dos instrumentos de pagamento nos anos de 2002 e 2009. Podemos notar que após a reestruturação do SPB, o uso de cheques diminuiu consideravelmente, enquanto a utilização da transferência de credito teve uma elevação.

 ecec n 1 meios de pagamento

  Segue abaixo uma noticia interessante a respeito do BNDES e do SPB:

BNDES adere ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2014/Institucional/20140618_spb.html

Referências:

http://www.bcb.gov.br

http://www.febraban.org.br/Arquivo/Servicos/SPB/Novo_SPB/perguntas.htm#

TRICHES, Divanildo  and  BERTOLDI, Adriana. A evolução do sistema de pagamentos brasileiro: uma abordagem comparada com os países selecionados no período 1995-2003. Rev. econ. contemp. [online]. 2006, vol.10, n.2, pp. 299-322. ISSN 1415-9848.”

 

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24 Respostas to “ECEC N – O Novo Sistema de Pagamentos no Brasil”

  1. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    O Sistema de Pagamentos Brasileiro é uma ferramenta que apresenta uma interessante externalidade: o aumento da confiança do público no sistema bancário. Essa confiança vem basicamente do fortalecimento das instituições, da estabilização da moeda – fato que completou 20 anos neste ano – e da rapidez com o qual esse sistema faz as transações ocorrerem. A diferença no tempo de espera e possível desconfiança sobre a compensação de um cheque (além do fato de exigir-se confiança mútua quando este cheque é a prazo) e a rapidez e certeza dos pagamentos em cartões de crédito ou débito faz o brasileiro ter mais interesse pelo uso dos últimos. Associam-se aos cartões, os atuais programas de fidelização – como o Multiplus, originário da TAM, onde os clientes ganham pontos a cada compra (e na maioria delas, via internet ou pessoalmente, com o uso de cartões) de produto ou serviço que fazem, podendo trocar esses pontos por mais produtos e/ou serviços, o que cria um incentivo a mais para o uso de cartões.
    Segundo a notícia abaixo da Agência Brasil, do consumo total dos brasileiros em 2013, 28% foi feito usando cartões e, especificamente no último trimestre de 2013, chegou a 30%.
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-02/transacoes-com-cartoes-de-credito-e-debito-cresceram-178-em-2013

  2. Mariana V. Cunha - ECEC Says:

    A reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro levou em conta dois aspectos: O estabelecimento de diretrizes a serem observadas na reestruturação do Sistema de Pagamentos brasileiro, com vistas ao melhor gerenciamento do risco sistêmico; e implantação de sistema de transferência de grandes valores com liquidação bruta (pagamento a pagamento) em tempo real e alteração no regime operacional da conta Reservas Bancárias, que passará a ser monitorada em tempo real, não sendo admitido, desde junho de 2002, saldo devedor em qualquer momento do dia.
    Essas mudanças no sistema de pagamentos brasileiro possibilitaram a redução dos riscos de liquidação nas operações interbancárias, com consequente redução também do risco sistêmico, isto é, o risco de que a quebra de uma instituição financeira provoque a quebra em cadeia de outras, no chamado “efeito dominó”. Até abril de 2002, para reduzir tal risco e não propagar a falta de liquidez de um participante aos outros, muitas vezes o BCB bancava operações a descoberto em conta Reservas Bancárias, o que significava elevar o seu risco de não receber os recursos em caso de liquidação da instituição financeira, consequentemente, provocando prejuízo para a sociedade brasileira. Com as alterações nos procedimentos, houve significativa redução do risco de crédito incorrido pelo BCB.
    As medidas acima mencionadas, entre outros aspectos positivos, retiraram do setor público riscos privados, fortaleceram o sistema financeiro, dotaram o país de sistema de pagamentos moderno, reduziram a percepção de risco do país e permitiram maior atratividade para o capital externo, além de ganhos de eficiência à economia.
    Além disso, surgiu para o cidadão comum a possibilidade de transferir recursos de sua conta-corrente para conta de outra pessoa em banco diferente do seu, em agência de qualquer localidade do país, sendo o recurso imediatamente disponível para o destinatário, através da Transferência Eletrônica Disponível (TED).

  3. Ana Elisa de Oliveira Krugner Says:

    Achei muito interessante o tema do post e a explicação do mesmo. O Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro possibilitou com que as transações sejam realizadas com menor custo e tempo, além da maior praticidade e comodidade. Um ponto que eu não entendo muito bem é como garantir a redução de risco de crédito tornando o mesmo mais acessível? Quero dizer, os meios existentes para evitar calote por parte dos clientes são suficientes? Eu digo isso porque, por exemplo, muitos bancos abrem contas universitárias com crédito de R$400 – 500, ainda que os estudantes não tenham renda nenhuma, e estes dizem com frequência estarem no vermelho. Alguns até arbitram entre um banco e outro. Sei que esses valores são relativamente baixos em relação as receitas dessas instituições financeiras e que existe a conta Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) nos bancos, mas fico pensando que se além desse exemplo muitas pessoas demandarem liquidez imediada, através de papel moeda, o banco corre risco de quebrar.

  4. Beatriz Mendonça Félix - ECEC Says:

    Pesquisando sobre o assunto vi que o BNDES não fazia parte do SPB até junho deste ano, ou seja, recentemente ele aderiu ao ao Sistema de Pagamentos Brasileiro. Sendo assim, o banco passou a realizar sua movimentação financeira diretamente por meio de conta reserva bancária no Banco Central, sem necessidade de intermediação de outra instituição financeira, como acontecia. Uma das vantagens é o pagamento dos boletos em qualquer banco — nas agências, internet banking, postos de atendimento e caixas eletrônicos, por exemplo e também a antecipação da liberação de crédito, que hoje só ocorre durante o horário de expediente externo das agências bancárias. Como já destacado no próprio post e nos comentários, a importância e a melhora do SPB foi fundamental, hoje o Brasil possui um dos melhores sistemas de pagamentos e consegue monitorar em tempo real as reservas de seus bancos.

  5. Laura Granados - ECEC Says:

    Achei muito interessante o tema dessa semana, porque para mim foi uma surpresa saber que o sistema de pagamentos brasileiro é um dos melhores do mundo. Na época em que foi implantado eu ainda era criança e mais tarde nunca tinha parado pra pensar nisso, pois a rotina de depositar, fazer transferências, pedir empréstimos é um fato tão corriqueiro, que o processo em si passa despercebido pela maioria das pessoas. Os benefícios da implantação do novo sistema são inegáveis. A maior eficiência e, em especial, a redução dos prazos de transferência de recursos sempre se colocaram como pontos centrais no processo de evolução do SPB até meados da década de 90, presente o ambiente de inflação crônica até então existente no país.

  6. Mirian Wawrzyniak Says:

    O novo sistema de pagamentos brasileiro de fato teve efeito muito positivo na vida da população pois transações que antes demoravam dias para se consolidar agora são feitas em minutos. Mas também, esse novo sistema beneficiou muito os bancos comerciais, pois eles não precisam mais esperar até o fim do dia para ver se emprestaram “mais do que podiam”, já que é possível acompanhar as transações em tempo real. Isso faz com que, no Brasil, o Banco Central quase não precise utilizar o instrumento de taxa de redesconto.

  7. Renan Barbosa - ECEC Says:

    O objetivo do novo sistema é aumentar a segurança do mercado e conferir maior proteção contra rombos em cadeia de instituições financeiras, proporcionando uma diminuição dos riscos de crédito, imagem e sistêmico. É interessante ressaltar em relação as reservas bancárias que, os bancos comerciais e múltiplos não podem, em nenhum momento do dia, ter saldo negativo nessas contas. Elas são monitoradas pelo Bacen e não poderão ser canceladas (irrevogáveis e irreversíveis).

    As principais vantagens do novo sistema de pagamentos foram: A possibilidade de transferência imediata de dinheiro, da conta um cliente em um banco para outro cliente em outro banco no mesmo dia; Agilidade: os recursos ficam disponíveis no dia da transferência; Segurança e confiabilidade: redução do risco de crédito nos pagamentos, que são irreversíveis (não podem ser sustados ou devolvidos por falta defundos, como pode ocorrer com cheques); Alto grau de automação e eficiência, com crescente utilização de meios eletrônicos para transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados em papel.

  8. Vladimir - ECEC Says:

    O SPB beneficia os bancos e os correntistas ao trazer mais segurança, mais agilidade nos processos de transferência de recursos e reduzir os riscos. Entre tantas vantagens, acredito que a principal delas é o fato de praticamente não existir mais a necessidade da utilização da taxa de redesconto no Brasil, uma vez que um banco que necessita de recursos pode pegar emprestado de outro banco com excesso de recursos, sem precisar recorrer ao Banco Central como antigamente.

  9. Amanda Rodrigues Galhardo - ECEC Says:

    Vale ressaltar que o novo sistema de pagamentos brasileiros é tão eficiente que um dos instrumentos de política monetária nem é utilizado: a taxa de redesconto. Essa operação é uma ferramenta do Banco Central para regular a oferta monetária de um país. Se o Banco Central decide aumentar as taxas de juros de uma operação de redesconto, fica mais difícil para um banco comercial aumentar sua reserva monetária, diminuindo assim as ativos em circulação. Porém, caso as taxas de juros para essa operação diminuam, é facilitado o empréstimo aos bancos comerciais, aumentando a reserva monetária e facilitando a concessão de crédito à seus clientes. Apenas em casos extremos o Bacen recorre a esse instrumento de política monetária, pois o SPB é capaz de monitorar em tempo real as reservas dos seus bancos.

  10. Rafael Busssolan Mariano - ECEC Says:

    Segundo Mishkin, Sistemas de Pagamento são métodos de condução das transações de uma economia. O Sistema de Pagamento Brasileiro, ou SBP, compreende entidades, sistemas e procedimentos relacionados com o processamento e liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros e valores mobiliários (processamento, compensação e liquidação de pagamentos em qualquer de suas formas).
    Historicamente, o SBP sofreu algumas mudanças. Nos anos 90, ocorreram mudanças pela necessidade de lidar com altas taxas de inflação, e visavam o aumento da velocidade de processamento das transações financeiras. Em 2002, surge o Sistema de Transferência de Reservas, e este é o início do que se considera uma nova fase do SBP. Tinha como objetivo colocar o país no grupo dos países em que transferências de fundos interbancárias podem ser liquidadas em tempo real, em caráter irrevogável e incondicional. Mas, pra que mudar o SBP? Uma resposta simples é que essas mudanças vieram para reduzir riscos e modernizar. Com isso, o SBP é um dos mais desenvolvidos tecnologicamente e mais rápidos do mundo

    Fontes: http://johnrumsey.co.uk/article.php?cd=219
    http://www.imes.boj.or.jp/iso/papers/11_7.pdf

  11. Wenderson de Moraes Pizzo - ECEC Says:

    O novo sistema de pagamentos brasileiro, foi muito benéfico a todo o povo Brasileiro, uma vez que os utilizadores dos serviços bancários ganharam em rapidez nas transações de transferências efetuadas entre os bancos, pois estas podem ser realizadas de forma instantâneas (No caso do TED a transferência é realizada no mesmo dia, já o DOC possui o prazo para a realização de um dia útil), além dos clientes do bancos ganharam segurança ao realizar uma transferência, já observando o lado dos bancários podemos ver que estes ganharam em eficiência e também em segurança ao realizar as transações.
    Fonte:
    http://www.febraban.org.br/Arquivo/Servicos/SPB/Novo_SPB/perguntas.htm#

  12. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Segundo Mishkin, Sistemas de Pagamento são métodos de condução das transações de uma economia. O Sistema de Pagamento Brasileiro, ou SBP, compreende entidades, sistemas e procedimentos relacionados com o processamento e liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros e valores mobiliários (processamento, compensação e liquidação de pagamentos em qualquer de suas formas).
    Historicamente, o SBP sofreu algumas mudanças. Nos anos 90, ocorreram mudanças pela necessidade de lidar com altas taxas de inflação, e visavam o aumento da velocidade de processamento das transações financeiras. Em 2002, surge o Sistema de Transferência de Reservas, e este é o início do que se considera uma nova fase do SBP. Tinha como objetivo colocar o país no grupo dos países em que transferências de fundos interbancárias podem ser liquidadas em tempo real, em caráter irrevogável e incondicional. Mas, pra que mudar o SBP? Uma resposta simples é que essas mudanças vieram para reduzir riscos e modernizar. O SBP é, então, um dos mais avançados tecnologicamente e mais rápidos sistemas de pagamento do mundo.

    Links:
    http://johnrumsey.co.uk/article.php?cd=219
    http://www.imes.boj.or.jp/iso/papers/11_7.pdf

  13. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    O Sistema de Pagamentos Brasileiro é muito eficiente e admirado mundo à fora. Como está descrito no site Bacen (http://www.bcb.gov.br/?SPBVISGER), “o Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB apresenta alto grau de automação, com crescente utilização de meios eletrônicos para transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados em papel.” O SPB reduziu os riscos de liquidação nas operações interbancárias e ainda mostra em tempo real como está a situação da quantidade de empréstimos, sendo assim, é possível observar ao longo do dia quanto ainda pode-se emprestar. Com o grande benefício de uma sistema tão rápido e bem estruturada, o Bacen abre mão de um dos três instrumentos clássicos de política monetária, taxa de redesconto.

  14. Laura Nart Says:

    Gostei muito do post dessa semana e da explicação dada pelo grupo, pois não sabia que o Sistema de Pagamentos do Brasil estava entre os mais eficientes do mundo. Além disso, a reestruturação do sistema garantiu muitas facilidades para o mercado brasileiro, no sentido de transações, pois reduziu em grande parte os riscos que eram gerados e também garantiu uma grande agilidade nas transferências e pagamentos realizados corriqueiramente.
    Acredito que a mudança no sistema foi importante porque agora os bancos não precisam mais entrar em contato com o Banco Central pra conseguir os seus empréstimos, eles podem emprestar de outros bancos que estejam com o saldo superavitário, de forma que o mercado fica mais dinâmico, assim a taxa de redesconto praticamente já não precisa mais utilizada.

  15. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Segundo Mishkin, Sistemas de Pagamento são métodos de condução das transações de uma economia. O Sistema de Pagamento Brasileiro, ou SBP, compreende entidades, sistemas e procedimentos relacionados com o processamento e liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros e valores mobiliários (processamento, compensação e liquidação de pagamentos em qualquer de suas formas).
    Historicamente, o SBP sofreu algumas mudanças. Nos anos 90, ocorreram mudanças pela necessidade de lidar com altas taxas de inflação, e visavam o aumento da velocidade de processamento das transações financeiras. Em 2002, surge o Sistema de Transferência de Reservas, e este é o início do que se considera uma nova fase do SBP. Tinha como objetivo colocar o país no grupo dos países em que transferências de fundos interbancárias podem ser liquidadas em tempo real, em caráter irrevogável e incondicional. Mas, pra que mudar o SBP? Uma resposta simples é que essas mudanças vieram para reduzir riscos e modernizar. O SBP é, então, um dos mais avançados tecnologicamente e mais rápidos sistemas de pagamento do mundo.

  16. Julia Balieiro - ECEC Says:

    “O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e operações integrados que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro, tanto em moeda local quanto estrangeira, visando a maior proteção contra rombos ou quebra em cadeia de instituições financeiras”.
    Com o novo Sistema de Pagamentos, nota-se um aumento na proteção contra a inadimplência, uma diminuição dos riscos e um aumento na eficiência. Acho que essa foi uma evolução muito importante e satisfatória para o Brasil, fazendo do nosso SP um dos mais eficientes do mundo, além de passar para os usuários do SP uma maior confiabilidade.
    O que também acho importante sobre este assunto, é o fato de que não há uma restrição de público no SPB, uma vez que são raras as pessoas que não realizam transações financeiras, englobando desde uma compra de um sorvete com $2,00 até uma transação bancária de milhões de dólares.
    Gostei bastante do post e de saber o impacto positivo que essa mudança causou no sistema financeiro.

  17. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    O papel do sistema de pagamentos brasileiro(SPB) é o de atuar promovendo a solidez, o funcionamento normal e o contínuo aperfeiçoamento do SPB, e como Beatriz Mendonça Felix já adiantou anteriormente, o BNDES não fazia parte do desse sistema até junho de 2014. As duas grandes vantagens (quando o BNDES aderiu ao SPB) para os clientes das operações diretas são a praticidade do pagamento dos boletos em qualquer banco e a antecipação da liberação de crédito. Ou seja, esse novo modelo possibilita para o BNDES a melhor qualidade no processo de cobrança e conciliação e maior eficiência nas operações com o mercado financeiro, na gestão de caixa e no processo de liquidação dos recebimentos decorrentes dos contratos de crédito firmados pela instituição, melhorando ainda a qualidade dos serviços prestados aos clientes e parceiros.
    Fontes:
    http://www.bndes.gov.br/spb
    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2014/Institucional/20140618_spb.html
    http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%207-sistema%20de%20pagamentos%20brasileiro.pdf

  18. Vitória Zanetti Monseff (ECEC) Says:

    Embora o processo de reestruturação do sistema de pagamentos brasileiros tenha inúmeros aspectos positivos, como foi levantado pelo grupo em alguns comentários, algumas questões devem ser ponderadas. O SPB possui as seguintes desvantagens: alto custo de implantação, já que exige grandes investimentos em programas de computação e equipamentos, principalmente nos bancos de menor porte; alto custo das reservas, ou seja, o custo de manutenção de reservas brutas não sujeitas a juros no Banco Central provavelmente causará impacto nos lucros; e perda de flutuação, já que os bancos não mais lucrarão com a flutuação entre os débitos e os créditos processados através do sistema de compensação, que segundo o Bacen aumentará os custos operacionais do sistema em R$ 350 milhões.

  19. Patricia Mendonça De Angelis - ECEC Says:

    Para que o sistema de pagamentos brasileiro funcione são necessários arranjos legais, institucionais e tecnológicos que possibilitem o processamento e liquidação de transferências monetárias entre instituições. A reestruturação do sistema de pagamento teve como objetivo reduzir o risco de liquidação nas operações bancárias, risco sistêmico e também para manter o sistema financeiro moderno e eficiente. Alguns resultados das alterações são a redução do risco de crédito incorrido pelo BCB, e a possibilidade de transferências de fundos interbancárias serem liquidadas em tempo real e com um menor custo.
    “Para que haja liquidez e consequentemente um melhor funcionamento do sistema de pagamentos no ambiente de liquidação em tempo real, três aspectos são especialmente importantes:
    • o BCB concede, às instituições financeiras participantes do STR, crédito intradia na forma de operações compromissadas com títulos públicos federais, sem custos financeiros;
    • utilização pelos bancos dos saldos do recolhimento compulsórios ao longo do dia para fins de liquidação de obrigações, já que a verificação de cumprimento é feita com base em saldos de final do dia; e
    • acionamento pelo BCB de rotina para otimizar o processo de liquidação das ordens de transferência de fundos mantidas em filas de espera no âmbito do STR.”
    http://www.bcb.gov.br/?SPBVISGER

  20. Fernanda Dandaro - ECEC Says:

    Segundo o Banco Central do Brasil, “O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) compreende as entidades, os sistemas e os procedimentos relacionados com o processamento e a liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira ou com ativos financeiros e valores mobiliários. São integrantes do SPB, os serviços de compensação de cheques, de compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de crédito, de transferência de fundos e de outros ativos financeiros, de compensação e de liquidação de operações com títulos e valores mobiliários, de compensação e de liquidação de operações realizadas em bolsas de mercadorias e de futuros, e outros, chamados coletivamente de entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF)”.
    Em 2002 o Brasil passou por uma revolução em seu sistema de pagamentos, sendo considerada o mais importante avanço em tecnologia bancária. Por causa desse novo sistema de pagamentos brasileiro, nosso país não corre mais o risco de uma “quebradeira sistêmica” de suas instituições financeiras; isso porque o novo SPB permite as compensações on-line das operações efetuadas pelo Sistema de Transferência de Reservas, reduzindo assim, a possibilidade de uma instituição financeira enfrentar dificuldades para liquidar seus compromissos diários. Além disso, essa reestruturação foi importante para melhorar a imagem do Brasil internacionalmente, ajudando também a reduzir o Risco Brasil.
    Fontes: http://www.bcb.gov.br/?SPBVISGER
    http://www1.serpro.gov.br/publicacoes/tema/167/materia05.htm

  21. Leonardo de Vitto - ECEC Says:

    O SBP aumenta o credito no Brasil já que torna o sistema mais eficiente de uma maneira geral, assim como foi salientado pelo post e comentários acima, de maneira que este deva ser fiscalizado e controlado pelo Bacen, que deve garantir a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema monetário.
    Outra função exercida pelo Bacen é que, “atua também como provedor de serviços de liquidação e nesse papel ele opera o Sistema de Transferência de Reservas – STR e o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic, respectivamente um sistema de transferência de fundos e um sistema de liquidação de operações com títulos públicos.”
    O que infere diretamente na taxa básica de juros, assim dependendo da influência do SBP na oferta monetária, e mesmo que esta seja de baixa relevância ainda assim deve-se levar em conta uma alteração na política de determinação básica da taxa de juros que é definida pelo CMN (do qual o BCB faz parte).

    http://www.bcb.gov.br/?SPBBC

  22. Malena Figueiredo - ECEC Says:

    Achei o tema da semana muito interessante visto que eu não tinha conhecimento que a mudança no sistema de pagamentos brasileiro surtiu tamanho efeito positivo no país. De fato, o risco de crédito é muito menor atualmente e a facilidade e velocidade para realizar uma transação são muito maiores. Mas ainda assim, algo que para mim sobressaiu no texto foi o fato do Brasil possuir um dos melhores sistemas de pagamentos no mundo. Muitas vezes reclamamos, mas poucos sabem que em outros países muitas transações são demoradas e pouco transparentes. O desenvolvimento contínuo desse sistema também permite um desenvolvimento do sistema financeiro em si, visto que, como muito bem colocado pelo grupo, um sistema de pagamentos eficiente consequentemente possibilita uma maior eficiência do setor financeiro.

  23. Gustavo Campanholi de Castro - ECEC Says:

    Já tinha ouvido falar sobre a mudança do Sistema de Pagamentos Brasileiros tinha tido papel chave no desenvolvimento do mercado financeiro, por exemplo, por facilitar a liquidez dos ativos. É importante que os mercados financeiros confiem na qualidade e continuidade dos serviços prestados pelas Infraestruturas do Mercado Financeiro. Também facilitou a estruturação dos bancos, que puderam contar com um sistema mais eficiente, e que dá em tempo real o resultados das transações. Fiquei surpresa pelo aumento nos pagamentos com cartão de crédito não terem sido tão expressivos quanto eu imaginava.

  24. Gabriel Besbati Says:

    Colaborações contabilizadas.


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