ECEC D – Principais mercados de ações internacionais

 

“Uma ação é um título negociável que representa uma fração mínima do capital social de uma empresa de capital aberto, ou seja, uma empresa do tipo sociedade anônima. Nas economias modernas, a grande maioria das operações no mercado acionário ocorre por intermédio das bolsas de valores. Nesse sentido, mercado de ações é o meio responsável por oferecer condições e sistemas necessários para a compra e venda de títulos de valores mobiliários, de forma transparente. No mercado de ações, existem as bolsas de valores, que possuem atividade de regulação, a fim da manutenção de padrões éticos de negociação, e divulgação das operações realizadas com rapidez, amplitude e detalhes

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O ranking da tabela acima é baseado na capitalização de mercado em dólares. Trata-se da soma dos valores de todas as ações (por preço de mercado) negociadas em determinada bolsa. É a métrica mais usada para “medir” o tamanho de uma bolsa de valores. Entretanto, isso não significa que o mercado de ações nas bolsas com melhor desempenho, segundo capitalização de mercado, seja mais eficiente.

 Segundo a Hipótese de Mercados Eficientes, a eficiência de um mercado depende da maneira pela qual as informações disponíveis refletem imediatamente no preço das ações. Existem três categorias de mercados eficientes. A eficiência fraca é aquela em que os preços são totalmente integrados por informações passados. Um mercado é eficiente no sentido semiforte quando os preços incorporam toda informação publicamente disponível, incluindo demonstrações contábeis publicadas, além de séries históricas de preço. Já de acordo com a hipótese forte de mercado, se algum indivíduo possuir informações privilegiadas, esse não será capaz de ter lucro negociando com base nas informações que possui. Ou seja, a HME forte afirma que os preços refletem instantaneamente até mesmo informações ocultas ou “privilegiadas”.

 No mercado de ações, existem alguns índices que representam indicadores de desempenho de um conjunto de ações, ou seja, mostram a valorização de um determinado grupo de papéis ao longo do tempo. Os preços das ações podem variar por fatores relacionados à empresa ou por fatores externos, como o crescimento do país, do nível de emprego e da taxa de juro. Assim, as ações de um índice podem apresentar comportamento diferente no mesmo período, podendo ocorrer valorização ou desvalorização. O índice de ações do mercado brasileiro mais conhecido é o Ibovespa. A figura abaixo mostra os principais índices, nos diferentes continentes, de bolsas de valores internacionais juntamente com o do Brasil.

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 Então, concluímos que uma ação é um indicador de mensuração informacional que deve refletir as informações disponíveis sobre o mercado em um determinado momento. Assim, a HEM tem como pré-requisito um sistema eficiente de informações, que esteja apto a identificar, coletar, processar e divulgar informações consideradas relevantes por meio de mecanismos ágeis, abrangendo diversos integrantes do mercado.

Sendo assim, o mercado de capitais internacional demonstra – através de seus índices conhecidos mundialmente e de toda sua organização e movimentação -, que ele tende ao mercado eficiente na forma fraca ou semiforte. Ele se torna eficiente, uma vez que mesmo apresentando pequenas falhas de mercado, elas são corrigidas em um período de tempo muito curto.

 Bibliografia:

http://www.bmfbovespa.com.br/indices/BuscarIndices.aspx?idioma=pt-br
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/maiores-bolsas-de-valores-do-mundo/
http://br.advfn.com/mundo
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/10/25/ranking-das-bolsas-mundiais-setembro-de-2012/
http://educacional.bmf.com.br/
http://www.ead.fea.usp.br/semead/11semead/resultado/trabalhosPDF/287.pdf
http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_gestao/article/viewFile/188/111

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21 Respostas to “ECEC D – Principais mercados de ações internacionais”

  1. Gustavo Campanholi de Castro - turma de ECEC Says:

    O post dessa semana ajudou a reforçar a Teoria dos Mercados Eficientes, esta que é sempre apresentada em sala de aula com grande ênfase em diversas disciplinas. Mas o que me despertou interesse, foi o fato de que os índices de diferentes bolsas são calculados de maneiras distintas, o que me incentivou a pesquisar mais sobre, principalmente sobre o Ibovespa. E encontrei que o Ibovespa é formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses e que as estas selecionadas para compor o Ibovespa representam, em conjunto, 80% da liquidez do mercado à vista durante os 12 (doze) meses anteriores do Mercado Bovespa. Além disso, a ação precisa apresentar 80% ou mais de presença nos pregões neste período. Com as mudanças no mercado, com certa frequência, os pesos e a composição desse índice são alterados.
    “Dessa forma, o índice reflete não apenas as variações dos preços das ações, mas também o impacto da distribuição dos proventos, sendo considerado um indicador que avalia o retorno total de suas ações componentes.”

    Proventos: benefícios e/ou direitos a serem pagos para investidores de uma determinada ação (dividindos, juros sobre capital próprio, bonificações, direitos de subscrição).

    http://valoramais.com.br/indices-do-mercado/

    http://br.ishares.com/misc/understanding-index-funds.htm

    http://www1.caixa.gov.br/acoesonline/aprenda_investir/proventos.asp

  2. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    O texto dessa semana me mostrou algo que eu já tinha alguma ideia: o mercado de ações dos EUA representa, via NYSE e Nasdaq, quase 45% do mercado mundial de ações. Algo que me foi surpreendente foi ver que, pela relação de companhias listadas sobre a capitalização de mercado em US$ bilhões, é a bolsa indiana BSE que se destaca mais fortemente. Isso mostra que, embora as maiores e mais consolidadas empresas dos mercados de capitais mundiais estão nos EUA, temos um forte indício de que essa redução de custos de transação e assimetria de informação que esses mercados representam estão chegando aos países em desenvolvimento.
    Algo interessante que ajuda com que a HME seja real é o fato de que esses mercados mundiais são, de certa forma, interligados. Os diversos índices das diversas bolsas são como termômetros da atividade desses mercados mundialmente, uma vez que representam a média das variações de todos os preços representados por estes índices. Dessa maneira, temos que essa interação existente entre esses mercados – discutida tanto em canais de negócios como o Bloomberg como em certos jornais de notícias gerais como o Jornal da Globo – faz com que tenhamos uma amostragem suficiente de variações de preços mundialmente para preencher o requisito de existência de muitos players (ou seja, um forte indício de não concentração em poucos agentes / empresas) e, o fato de que é feita uma pré-análise internacional diariamente (por exemplo, antes da Bovespa abrir, já observou-se a situação do Nikkei), mostra que a informação capaz de mudar os preços não se dá somente pelo mercado doméstico, mas também internacional. Um fato relevante foi o crash da bolsa de 2008: observando a grande queda em preços de ações de empresas imobiliárias e bancárias dos EUA, o mundo todo reagiu em queda com seus próprios índices – ou seja, reitera-se haver não só influências diversas dentro de um mesmo mercado, mas também de diferentes mercados internacionalmente.

  3. Amanda Rodrigues Galhardo - ECEC Says:

    O tema desse post passa muitas vezes despercebido aos nossos olhos diariamente. Assistindo à televisão mesmo é comum vermos as cotações e variações do índice iBovespa sem nem sabermos ao certo como ele é calculado. Lendo os comentários anteriores, me deparo com o do Gustavo e confesso que apesar de já ter me informado como esse índice é calculado, não lembrava que a a ação precisa apresentar 80% ou mais de presença nos pregões durante os 12 meses.
    Aprendemos que as empresas captam recursos apenas no seu IPO (abertura de mercado), no mercado primário, uma vez que no mercado secundário são apenas negociadas entre os intermediários financeiros e outros agentes, que não a empresa. Segundo a teoria do portfólio e a HME, os preços devem refletir todas as informações disponíveis , se isso não acontece, os agentes estão desperdiçando informação, sendo assim, não são média-variância eficientes e, portanto, não são racionais. Dizer que os preços seguem um Random Walk (são aleatórios), que os indivíduos são racionais e que os mercados são eficientes, é a mesma coisa que dizer que não existem formas de arbitragem inexploradas. Apesar de serem segmentados pelas questões geográficas, os mercados financeiros de todos os países estão interligados e, é a
    através da constituição do sistema financeiro que melhora-se a eficiência da economia: alocando melhor os recursos, reduzindo custos de transação e a assimetria de informação. Para que esses três itens ocorram, é preciso de regulação, ou seja, atuação pública, para que os agentes não consigam extrair excedentes uns dos outros.

  4. Wenderson de Moraes Pizzo - ECEC Says:

    Discorrendo um pouco mais sobre o assunto sobre a teoria dos mercados eficientes, segundo (FAMA, 1970) o mercado de capitais é chamado de eficiente quando os preços dos ativos financeiros, a qualquer momento, refletirem completamente toda a informação disponível, ou seja, o mercado seria considerado eficiente caso refletisse qualquer informação nos preços dos ativos, impossibilitando ganhos anormais, além de concluir também, que os preços e os mercados não são previsíveis, e dessa forma, a posse de informações sobre o mercado não alteraria o retorno esperado.
    Ainda, (FAMA, 1970) enumerou três condições para a verificação da eficiência dos mercados:
    • Todas as informações estão disponíveis a um custo zero aos participantes do mercado.
    • Não existem custos de transação;
    • Todos concordam quanto aos efeitos das informações nos preços atuais dos ativos, assim como em suas distribuições futuras (expectativas homogêneas).
    No entanto, essas condições seriam suficientes, mas não são necessárias para a eficiência dos mercados.

    Referências:

    FAMA, E. F. (1970). EFFICIENT CAPITAL MARKETS – REVIEW OF THEORY AND EMPIRICAL WORK. JOURNAL OF FINANCE, 25(2), 383–423. doi:10.2307/2325486

  5. Mirian Wawrzyniak Says:

    Sintetizando… A Hipótese de Eficiência de Mercado diz que em mercados eficientes o preço de um ativo reflete consistentemente todas as informações relevantes disponíveis. De acordo com a Hipótese de Eficiência de Mercado, não há a possibilidade de se obter lucros anormais em mercados eficientes. Os preços do mercado de ações nos dão sinais importantes que indiretamente alocam capital nos diversos setores da economia. Em termos gerais, o ideal é ter um mercado em que os preços mostrem sinais acurados para a alocação de recursos: isto é, um mercado em que as empresas podem fazer decisões de investimento em produção, e os investidores podem escolher entre os ativos que representam propriedade das atividades das empresas sob o pressuposto de que os preços dos ativos em qualquer tempo refletem completamente toda a informação disponível

  6. Mariana V. Cunha - ECEC Says:

    Assim como Gustavo ressaltou, o post dessa semana chama atenção para um assunto abordado em diversas disciplinas do nosso curso, portanto acredito que é de grande importância para nós a hipótese de mercados eficientes, a qual diz que se os mercados forem eficientes o preço da ação refletirá toda a informação disponível, e dessa forma nenhum investidor seria capaz de auferir ganhos anormais. Essa teoria apresenta três formas: fraca, semiforte e forte, assim como explicado no post e nos comentários anteriores.
    O que me chamou atenção também foi o fato de que os diversos índices são calculados de formas diferentes, porém todos eles nos dão uma medida do volume de negociações realizadas em determinado país.
    Um índice bastante conhecido mundialmente é o índice Dow Jones, e o me chama atenção é que o cálculo deste índice é bastante simples e é baseado na cotação das ações de 30 das maiores e mais importantes empresas dos Estados Unidos, porém este índice não é calculado pela Bolsa de Valores de Nova Iorque (New York Stock Exchange), seus componentes são escolhidos pelos editores do jornal financeiro norte-americano The Wall Street Journal. Não existe nenhum critério pré-determinado, a não ser que os componentes sejam companhias norte-americanas líderes em seus segmentos de mercado.
    Outro índice bem conhecido é S&P500, que trata-se de um índice composto por quinhentos ativos (ações) qualificados devido ao seu tamanho de mercado, sua liquidez e sua representação de grupo industrial. É um índice ponderado de valor de mercado (valor do ativo multiplicado pelo número de ações em circulação) com o peso de cada ativo no índice proporcional ao seu preço de mercado.

  7. Vladimir - ECEC Says:

    Achei interessante o quadro com as maiores bolsas do mundo, principalmente o número de empresas listadas na BSE (Bombay Stock Exchange) ultrapassar 5 mil, fazendo com que seja a bolsa com a maior quantidade de empresas do mundo. Ao mesmo tempo, porém, o valor médio das empresas listadas na BSE é o menor do ranking.
    Outro dado que pode ser observado no quadro é a quantidade de empresas listadas na bolsa alemã ser superior somente à do Brasil, o que confirma o ponto de que as empresas na Alemanha tendem a recorrer aos bancos para se financiarem.
    Por fim, uma notícia que encontrei diz respeito a incentivos do governo brasileiro para que pequenas empresas entrem na bolsa. O objetivo é incentivar a captações inferiores a R$ 200 milhões (as captações hoje estão em torno de R$ 500 milhões). O principal incentivo dado é isenção de IR para investidores que comprarem ações dessas empresas no momento da abertura de capital.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/06/1469760-governo-dara-isencao-de-ir-para-pequena-empresa-na-bolsa.shtml

  8. Beatriz Mendonça Félix - ECEC Says:

    Esse é um assunto que ouvimos muito falar, seja no jornal ou nas aulas. Pesquisando um pouco sobre o assunto, consegui encontrar alguns objetivos da bolsa de valores, são eles:
    ♦ Manter local adequado à realização, entre corretores, de transações de compra e venda de títulos de valores mobiliários, em mercado livre, organizado e fiscalizado pelos próprios membros, pela autoridade monetária e pela CVM;
    ♦ Criar e organizar os meios materiais, os recursos técnicos e as dependências administrativas necessárias à pronta, segura e eficiente realização e liquidação das operações efetuadas no recinto de negociação ( pregão );
    ♦ Organizar, administrar, controlar e aperfeiçoar o sistema e o mercado de registro e liquidação das operações realizadas;
    ♦ Estabelecer sistema de negociação que propicie e assegure a continuidade das cotações e a plena liquidez do mercado de títulos e valores mobiliários;
    ♦ Fiscalizar o cumprimento, pelos seus membros e pelas sociedades emissoras de títulos e valores mobiliários, das disposições legais e regulamentares, estatutárias e regimentais, que disciplinam as operações de Bolsa, aplicando aos infratores as penalidades cabíveis;
    ♦ Dar ampla e rápida divulgação às operações efetuadas em seu pregão;
    ♦ Assegurar aos investidores completa garantia pelos títulos e valores negociados;
    ♦ Exercer outras atividades conexas e correlatas que lhe sejam permitidas por lei.
    A bolsa dos EUA, Dow Jones, nos chama ainda mais atenção devido a força econômica que representa, como já foi dito, possui um cálculo simples através de uma média simples das cotações das ações das trinta empresas industriais mais importantes.

  9. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    À luz da hipótese de mercado eficiente (e não de eficiência econômica), com a eficiência fraca onde os preços esperados refletem as informações passadas mais um ruído branco e seguem, portanto, um caminho aleatório ou ‘random walk’, vemos que os principais mercados de ações internacionais são (como esperado) dos EUA, seguido por Inglaterra e Europa, bem como dos mercados de país como Japão, China e Índia. É interessante notar, no exposto no post do grupo D, que o Canadá tem a segunda maior quantidade de companhias listadas no mercado de ações, atrás apenas da Índia, e que aquele país norte-americano está em oitavo lugar no ranking de maiores capitalizações de mercado em dólares. No livro do Mishkin, observamos que no final da década de 80 o Canadá em comparação com EUA, Reino Unido, França, Alemanha e Japão, tinha o maior número de financiamentos via ações, e o menor financiamento via empréstimos em bancos (banco central e bancos comerciais) em comparação com os demais países observados. É interessante notar que ainda hoje a maior parcela dos financiamentos não são feitas via mercado de ações. Vemos que isso ocorre por falta de incentivos, como por exemplo, por falta de regulação, já que há ainda altos custos de transação para entrar em alguns mercados ao redor do mundo (aqui é interessante vermos que no Brasil estão sendo feitos incentivos para aumentar o número de participantes no mercado de capitais: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cvm-quer-abrir-mercado-de-capitais-as-pmes,182621e); sabemos pelas aulas de Economia Monetária e pela leitura de nosso livro-base que existem riscos nessas transações de financiamentos seja via ações, títulos ou empréstimos bancários, como a seleção adversa e o moral hazard.

  10. sssantosusp Says:

    Os números da bolsa indiana me surpreenderam por duas razões: primeiro pelo número de empresas listadas, e depois, pelo valor da capitalização da bolsa que, em termos relativos, é bastante reduzido.
    Por não ser muito entendido do assunto, entretanto, gostaria de deixar uma questão para meus colegas opinarem.
    Fazendo um cálculo bastante superficial com os dados da tabela*, vemos que o valor médio de capitalização das empresas brasileiras é treze vezes maior do que o das empresas indianas. O que isso implica? Parece-me que as empresas brasileiras são “maiores”, certo?

    Entretanto, me parece importante ter em mente o efeito da taxa de câmbio da moeda de cada pais em relação ao dólar, pois o volume da capitalização de bolsas de países cuja moeda é desvalorizada em relação ao dólar será, ceteris paribus, menor.

    Será que esse efeito da taxa de câmbio é o motivo pelo qual a capitalização média das empresas indianas é tão reduzido? (A taxa de câmbio da Rúpia indiana em relação ao dólar (rúpia/dólar) em 2012 era cerca de 0,02)

    ———————————————————–
    *O calculo que eu fiz foi: Capitalização média das empresas listadas na bovespa/capitalização média das empresas listadas na National SE Indiana, onde Capitalização média=capitalização de mercado/quantidade de companhias listadas.

  11. Laura Granados - ECEC Says:

    Achei muito interessante o post o assunto dessa semana, e o que mais me chamou atenção no post foi a baixa quantidade de empresas listadas no mercado brasileiro. Pesquisando mais sobre o assunto, me deparei com uma matéria interessante sobre as causas desse baixo desempenho relacionando-o com fatores macroeconômicos, entre eles a taxa de juros. No Brasil, uma das causas para a pouca demanda de ações no mercado é a alta taxa de juros que faz com que as pessoas prefiram títulos indexados a essa taxa que sejam mais seguros, por exemplo, os títulos públicos. Como a taxa de juros é formada com base na inflação (Efeito Fischer), é esperado que o mercado de capitais brasileiro se mantenha no mesmo patamar atual.
    Fonte: http://www.infomoney.com.br/blogs/maxima-performance/post/3043846/que-houve-com-mercado-capitais-brasileiro

  12. Juliana Costa de A. Abissamra - ECEC Says:

    Achei muito interessante o tema desta semana, principalmente por nunca ter tido contato com outras bolsas de valores que não fosse a Brasileira e a dos Estados Unidos. Eu nunca imaginei que a bolsa de valores da Índia, por exemplo, ocupasse um lugar melhor no ranking do que a bolsa do Brasil. Além disso, algo que também me espantou foi o fato de o Brasil ter pouquíssimas companhias listadas, em relação as outras bolsas. Não obstante, o valor desproporcional da capitalização de mercado da NYSE em relação a capitalização das outras bolsas, é algo instigante e que nos motiva a querer desenvolver mais o nosso mercado de ações. Na minha opinião, esse foi um texto que abordou muitos assuntos inéditos e interessantes!! Despertou totalmente meu interesse em saber/estudar mais essas outras bolsas, entender seus funcionamentos e suas representatividades no mercado financeiro mundial!!

  13. Naíma Meiado - ECEC Says:

    Quando tratamos de mercado de ações, e olhamos para o mundo todo, vemos que as ações não são a fonte mais importante de financiamento externo para as empresas. Um dos motivos disso ocorrer vem da seleção adversa. Um investidor não consegue distinguir boas firmas de firmas de alto risco, e então ele estará disposto apenas a pagas um preço médio pelas ações. Uma empresa boa não ficará contente apenas com um preço médio e não ofertará suas ações, saindo do mercado, permanecendo assim apenas empresas ruins. Com isso o investidor não irá mais querer comprar ações. Uma da ferramenta que pode ser utilizada para combater esse tipo de assimetria de informação é a produção e venda de informação provada, que fornece informações detalhadas sobre indivíduos e firmas que queiram financiar suas atividades de investimento. Contudo, o problema de seleção adversa não será totalmente solucionado uma vez que existirá o problema de free-rider, onde indivíduos que não pagaram pela informação irão ver outros que pagaram pela informação comprando determinadas ações e farão o mesmo. Com isso o incentivo de comprar essas informações será reduzido. Além disso, existe o risco moral nos problemas de agência, já que com a separação entre propriedade e controle os gerentes em controle podem agir em interesse próprio e não de acordo com os interesses dos acionistas, já que não possuem grandes incentivos para maximizar os lucros. Isso não ocorreria se houvesse monitoramento. Mas os custos de verificação são altos, o que explica o porque os contratos de dívidas são mais utilizados do que os contratos de participação acionária para obter capital adicional. Isso torna a emissão de ações um elemento não muito importante na estrutura financeira. A informação assimétrica é ainda pior nos países em desenvolvimento, o que torno seus mercados de ações ainda mais reduzidos.

  14. Renan Barbosa - ECEC Says:

    O post reforça a ideia de mercados eficientes que às vezes pode nos causar certa confusão.Para compreendê-lo melhor é importante frisar as 3 condições estabelecidas por Fama (1970) que caracterizam o mercado eficiente: 1. Não há custo de transação na negociação do ativo; 2. Os agentes reagem de forma homogênea às informações disponíveis e 3. As informações estão disponíveis a todos os agentes.

    Além disso, é pertinente ressaltar que a caracterização e implicações das hipóteses de mercado eficiente estão relacionadas à teoria das expectativas racionais quando associada ao mercado financeiro, pois em ambas, os agentes são racionais e utilizam toda informação disponível, maximizando sua utilidade na formação de expectativas.

    Também é interessante observar o ranking apresentado que nos familiariza com as bolsas que são menos conhecidas aqui no Brasil, porém mostram-se importantes no mercado de seu países

  15. Fernanda Dandaro - ECEC Says:

    Outro tema relacionado com o mercado de ações internacional, é como podemos comparar duas ações de países diferentes, com moedas diferentes. Para isso usamos a chamada condição de paridade de juros (interest parity condition), que é capaz de mostrar a relação entre a taxa doméstica de juros, as taxas de juros externas e a expectativa de depreciação ou apreciação da moeda doméstica.
    Para comparar a expectativa de retorno, por exemplo, de ações em dólar e ações em moeda externa, como o euro, o investidor deve converter o retorno na unidade monetária que ele deseja. A expectativa de retorno, portanto, deve considerar qualquer expectativa de apreciação ou depreciação da moeda. No caso em questão, se o investidor quer estimar o retorno de ações em dólar para o euro, ele deve levar em conta as mudanças de expectativa em relação ao dólar.
    A equação que indica o retorno esperado em dólar das ações para a moeda estrangeira, pode ser escrita como a soma da taxa de juros em dólar com a expectativa de apreciação do dólar.
    R^d euros=i^d+[〖(E〗^e t+1)-Et]/Et
    Sendo que, Et é a taxa de câmbio atual, E^e t+1 é a taxa de câmbio esperada para o próximo período, e a taxa esperada de apreciação do dólar é representada por [(E^e t+1)-Et]/ Et.
    Agora, em termos de euro, o retorno relativo esperado de ações em dólar – ou seja,a diferença entre o retorno esperado de ações em dólar e em euro – pode ser calculado como:
    R^d relativo=i^d-i^f+[(E^e t+1)-Et]/Et
    Onde, i^d corresponde ao retorno esperado pago em dólar, i^f corresponde ao retorno esperado pago em moeda estrangeira.
    Portanto, podemos concluir que quando o retorno relativo esperado das ações (R^d) aumenta, os investidores estrangeiros irão querer segurar mais ações em dólar e menos ações em moeda estrangeira.

    Fonte: Mishkin, Frederic S.The Economics of Money, Banking, and Financial Markets. 10ªed. Pearson. 2013.

  16. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    Achei muito interessante esse assunto, mas o fato que despertou mais a minha curiosidade para com esse tema foi por que existem tão poucas empresas listadas na Bolsa no Brasil. Encontrei uma noticia de 2005 que mostra um pouco da dificuldade encontrada o que justificaria tal número. Segundo a notícia não tinha relação com a qualidade do Brasil coorporativo e sim com os requisitos exigidos pelos investidores (tamanho, transparência e uma boa história para atrair os investidores). Mas minha pergunta é para os dias atuais, porque ainda existem poucas empresas? Existem novas exigências?
    Fonte:
    http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0845/noticias/abrir-capital-e-para-poucas-m0049428

  17. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Acredito que muitos discorreram sobre a importância do tema desta semana. Então, achei muito pertinente a discussão proposta pela Ana Montanari, sobre a pouca quantidade de empresas listadas na Bolsa Brasileira. Alguns, como André Rocha, ao Valor, defendem que existe uma estagnação na bolsa. Para ele, essa estagnação é vista tanto em termos de novos investimentos, quanto em volume financeiro negociado. Há ainda, a questão do possível desconhecimento do investidor médio brasileiro sobre as aplicações em ações.
    Pesquisas apontam que no Brasil tem crescido o número de novas empresas, mas, que ainda é desafiador trazê-las para a bolsa. Uma das causas para esse efeito seria a “falta” de educação financeira. Tanto investidores quanto empresários poderiam perceber que a abertura de capital na bolsa é uma alternativa para financiarem seus crescimentos.
    Outros incentivos poderiam auxiliar esse processo, como afrouxamento de regulações, tanto do governo quanto da própria bolsa, “para permitir que pequenas e médias empresas usem o instrumento de bolsa como forma de capitalização, o que atualmente é tido como inviável”. Apenas citando como curiosidade, a Bovespa lançou o Bovespa Mais, preocupada com esse tema, além da iniciativa do PAC-PME, para trazer novas companhias para a bolsa. Sugiro aos interessados pesquisar mais sobre esses dois pontos.
    A bolsa brasileira é, ainda, muito concentrada em poucos setores, faltando alternativas para investimentos.
    Em suma, acredito que o maior obstáculo da falta de empresas na bolsa, é o desconhecimento da própria bolsa, e das ações. Aos investidores, faltam argumentos que comprovem que a bolsa é segura para aplicarem suas poupanças.

    FONTES: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2785114/bovespa-tem-mesma-quantidade-empresas-que-bolsa-mongolia-vietna

    http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/3219632/bolsa-nao-cresce-mas-nao-por-falta-de-novas-cias

    http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/3068560/estagnacao-da-bolsa-faltam-investidores-ou-cias

  18. Leonardo de Vitto - ECEC Says:

    A teoria do HME é uma aplicação das expectativas racionais em relação ao preço das ações, ou seja, este modelo pressupõe que o valor destas reflete toda a informação disponível a respeito de assuntos totalmente influenciáveis no refere-se ao desempenho da empresa. Os agentes então consideram a expectativa do preço futuro da ação uma previsão ótima de toda a informação disponível, o que nos permite dizer que o Retorno esperado é igual ao Retorno de previsão ótima (Re=Rof).
    No entanto, devemos destacar que a melhor maneira de mostra bons resultados empiricamente, deve ser através do modelo CAPM que tem por principal característica o tratamento estatístico dos retornos das ações, e não dos Preços, pois estes caminham de maneira aleatória (Random Walk), ou seja, definimos os preços como : Pt+1 = Pt + Et+1 , sendo que Et+1 é um erro de medida (ruído branco), assim correspondendo a hipótese fraca de mercados eficientes.

  19. Malena Figueiredo - ECEC Says:

    Achei o post dessa semana muito interessante, pois trata de um assunto muito recorrente na sala de aula. Concordo com o grupo no fato de que um mercado de ação com melhor desempenho não significa que é mais eficiente. As hipóteses de eficiência são 3, assim como bem elucidadas pelo grupo: fraca, semi-forte e forte. A fraca diz que apenas as informações passadas (dados históricos) refletem nos preços, a semi-forte que apenas as informações publicamente disponíveis refletem nos preços e a forte que as informações publicamente disponíveis e privadas também refletem nos preços.
    Entretanto, apesar de desempenho não significar eficiência é interessante discutir o fato de o Brasil ser o último colocado no ranking apresentado no post, mostrando que o mercado financeiro do país ainda tem muito a desenvolver.

  20. Cássia Tamy Takematsu Says:

    Assim como o Gustavo e outros, também achei interessante o fato de que cada índice diferirem na sua fórmula de cálculo. A partir da explicação dele sobre o Ibovespa, comentários de outros alunos falando sobre a situação brasileira e a colocação do mercado BM&FBovespa, que de acordo com o grupo D possui o 13º lugar do ranking mundial, me perguntei se haveria uma perspectiva de mudança deste cenário atual. Para isso, vi o crescimento histórico no link: http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoTaxaMediaCrescimento.aspx?Indice=IBOVESPA&idioma=pt-br . Pelo que entendi, nos últimos anos o país parou de ter um alto crescimento que anteriormente apresentava neste mercado, o que dado deficiências do mercado brasileiro (como já falado), não me parece uma boa notícia para o futuro em tal forma de investimento. Segundo o que entendi lendo o livro do Mishkin e nas aulas, tal assimetria de informação vista na bolsa de valores brasileiro, acarreta por fim no atraso de crescimento econômico do país.

  21. Gabriel Besbati Says:

    Colaborações contabilizadas.


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