ECEC L – Abenomics: política monetária recente no Japão

 

“O termo “Abenomics” refere-se às políticas econômicas aplicadas no Japão desde o final de 2012. É a junção de “Abe” que vem do nome do primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, responsável pela implementação dessas políticas, com economia (economics).

A Abenomics é dividida em três flechas: estímulo fiscal, afrouxamento monetário e reformas estruturais. O objetivo é fazer o país sair de duas décadas de deflação, que começaram desde o estouro da bolha de preços de ativos japoneses no início dos anos 90, através da desvalorização do iene decorrente de uma inflação proposital.

Duas semanas após assumir o cargo, Abe anunciou uma meta de inflação de 2% ao ano, para tanto, a impressão de moeda e os gastos do governo permanecerão em expansão. A euforia dos investidores na Bolsa de Tóquio favoreceu a desvalorização do iene entre 30% e 40% com relação ao dólar e ao euro, alcançando taxas de câmbio pré-crise, o que propiciou um grande aumento dos lucros dos grandes grupos exportadores do país. Em maio de 2013, o índice Nikkei escalou mais de 70% e recuperou o nível alcançado antes da quebra. Isso representou um bom estímulo ao consumo privado, que compõe 60% do Produto Interno Bruto (PIB) japonês.

A leve alta de preços dos últimos meses parece afastar o ciclo deflacionário que a economia japonesa sofreu nos últimos anos, e o PIB dá a impressão de ter retomado o caminho do crescimento. O crescimento do PIB japonês neste ano deve ser de 1,8% (estimativa mais recente), pouco acima do que o FMI projetava em outubro do ano passado (1,2%).

No entanto, os alicerces sobre os quais se sustentaram até agora esse avanço econômico são os que ressaltam dúvidas em torno do “Abenomics”. Porque as atuações do banco central devem perder a eficiência, os preços de ativos podem, novamente, entrar em território de bolha e a inflação pode rapidamente passar a ser um problema. Além disso, há pouca perspectiva de resolução do maior problema do Japão no longo prazo: a demografia. Com o crescente envelhecimento da população, é difícil imaginar quem vai sustentar o estado de bem-estar social e continuar servindo a dívida pública.

Sem contar que o Japão dificilmente voltará a ter um saldo comercial positivo até que Abe e seu governo não resolvam a situação energética do país, que viu aumentada sua dependência dos hidrocarbonetos que importa após o acidente em Fukushima, por causa do qual paralisou todos os seus reatores atômicos.

É por isso que o primeiro ministro visa buscar um maior envolvimento do setor privado para que este ciclo de alta de preços, de consumo e, definitivamente, de crescimento econômico, se torne mais sustentável.

Em resumo, os primeiros resultados da “Abenomics” chamam atenção para o poder da política monetária no curto prazo, sobretudo nos preços de ativos. Isso, porém, apenas adia o confronto com a possibilidade de estagnação estrutural.

Referências

.

Anúncios

21 Respostas to “ECEC L – Abenomics: política monetária recente no Japão”

  1. Mirian Wawrzyniak - ECEC Says:

    O Abenomics inclui um plano de investimento público de 100 milhões de euros, uma política monetária agressiva e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia. Com a desvalorização do iene a bolsa disparou e as exportações e o consumo cresceram.
    O post de blog : http://nepom.wordpress.com/2014/06/09/a-abenomics-tem-funcionado/,
    escrito em 09 de junho deste ano, avalia se o Abenômics está de fato funcionando. Segundo Cláudio, desde o final de 2012, há a recuperação econômica após a crise de 2008 e o desastre de 2011, que foram suficientemente fortes para desviar o PIB de sua trajetória. Contudo, é difícil dizer se o que impulsiona a economia é a recuperação natural pela qual uma economia passa após uma crise ou se é o Abenomics.

  2. Juliana Costa de A. Abissamra - ECEC Says:

    Achei muito interessante esse tema sobre o Abenomics, principalmente por desconhecer, até então, essas políticas econômicas implantadas no Japão. Depois de ler sobre o que era, e qual seu funcionamento, fui procurar em alguns links disponibilizados pelo grupo informações mais aprofundadas sobre o assunto. Ao longo dessa procura, pude perceber que há uma discussão corrente sobre a real efetividade do Abenomics, ou seja: Esta dando realmente certo? Há quem diga que o crescimento que o Japão vem apresentando deve-se a essas políticas econômicas. Entretanto, há também quem diga que esse crescimento era uma tendência natural do mercado de atingir o equilíbrio para se recuperar da crise sofrida pelo Japão em 2011. Penso que essa é uma discussão muito interessante para ser levada em consideração, pois imagino que, cada economista, com sua visão, terá uma opinião e argumentos consistentes para debater sobre isso.

  3. Daniela Lourenço - ECEC Says:

    Depois de um crescimento inicial alimentado pela “Abenomics”, notícias recentes tem sido mistas. Na sexta-feira, o governo japonês rebaixou sua avaliação da economia em setembro, dizendo que o consumo privado parece ter estagnado, após um aumento de impostos sobre as vendas em abril. As empresas japonesas começaram a contestar a queda do iene, que está prestes a elevar os custos de energia e lesar muitas empresas pequenas. Entretanto, um iene mais baixo continua a impulsionar os lucros dos exportadores, e alguns investidores estrangeiros dizem que não mudaram sua crença de que a “Abenomics” trará crescimento para o Japão. A longo prazo, alguns investidores acreditam que o mercado de trabalho no Japão e as mudanças estruturais, tais como uma melhor governança corporativa, eventualmente, melhorem a rentabilidade. Ainda, com a política monetária expansionista a dar sinais de estar a atingir os seus limites e a concorrência externa a forçar o Japão a mudar se quiser crescer, o governo de Shinzo Abe aposta nas mulheres para dinamizar a economia do país. Porém, estará o Japão preparado para isso?

  4. Vladimir - ECEC Says:

    Encontrei um texto dessa semana na The Economist sobre o Abenomics e a atual situação da economia japonesa. Entre vários fatores, o texto comenta sobre o encolhimento de 1,8% do PIB no segundo trimestre de 2014 e o aumento de 5 para 8% do imposto sobre o consumo, que pode segurar dificultar ainda mais a recuperação da economia.
    Assim como os EUA, o Japão também tem praticado o Quantitative Easing, recomprando títulos públicos, injetando dinheiro na economia e fazendo com que o yen se desvalorize com o objetivo (que tem falhado) de aumentar as exportações.
    Outro ponto levado em consideração é a possibilidade de um novo aumento no imposto sobre consumo de 8 para 10% em outubro de 2015, uma vez que a dívida do governo está em 240% do PIB.
    Para concluir, a inflação ainda está muito longe da meta de 2%, o que deve fazer com que o governo intensifique o Quantitative Easing, ou seja, a resposta para as políticas até agora ineficazes do Abenomics deve ser mais Abenomics.

    http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21617031-harmful-tax-hike-and-reticent-employers-take-their-toll-slings-and-arrows?zid=306&ah=1b164dbd43b0cb27ba0d4c3b12a5e227

  5. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Recentemente, o The Wall Street Journal publicou texto de Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão e principal nome da Abenomics (http://online.wsj.com/articles/shinzo-abe-the-next-stage-of-abenomics-is-coming-1411080939). Neste, Abe aponta vários pontos sobre o atual desenrolar das políticas do Abenomics. Destacamos alguns pontos:
    – A elevação do imposto sobre o consumo, de 5% para 8%, segundo Abe, é devido à alocação para a segurança social, e, a visa aumentar o consumo no futuro
    – melhorias na taxa de emprego e salários
    – redução da taxa de imposto corporativo, ajudando as empresas
    – Maior facilidade para visto aos estrangeiros está trazendo ganhos para a economia
    Claro que a opinião de alguém sobre suas próprias atitudes são, de certa forma, um pouco viesadas. Mas não podemos desconsiderar totalmente as palavras de Abe, e suas ações. Em outro texto, agora de Nouriel Roubini, vemos que a base da Abenomics está servindo de inspiração para o atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, para também impulsionar (ou tentar) a economia europeia. (http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/abenomics_ao_estilo_europeu.html) Pode a Abenomics não ser a maneira mais correta de condução da economia, mas, como vemos, suas ideias estão sendo seguidas, ou pelo menos, vista com mais cuidado.

  6. Wenderson de Moraes Pizzo - ECEC Says:

    Eu encontrei uma reportagem nacional no site da Exame sobre o tema, onde demonstra que o método “Abenomics” pode estar em xeque, graças as incertezas sobre a economia do Japão, uma vez que o PIB japonês teve uma queda de 1,7% no segundo trimestre de 2014 em relação ao anterior, e os analista que já esperavam esse fato graças ao aumento do PIB do primeiro trimestre de 2014, também atribuem esse fato ao aumento do IVA (Imposto sobre o Valor Agregado), ,já o PIB anualizado obteve uma queda de 6,8%.
    Outro fator, é que mesmo com o governo estimulando a desvalorização do iene, como foi comentado, as exportações recuaram 0,4% no segundo trimestre, ou seja, mesmo com a desvalorização do Iene,o que estimularia a exportação, acabou não surtindo efeito desejado. Já as importações também recuaram no período em 5,6%, essa queda nas importações, pode causar um aumento nos preços dos produtos no Japão (Se considerarmos que o estes são mais baixos nos outros países e os japoneses são mais caros), e assim pode ajudar a atingir o objetivo do governo que é acabar com a desinflação.

    Fonte:

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/forte-queda-do-pib-japones-pressiona-metodo-abenomics

  7. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    Como dito anteriormente, Abenomics é o nome dado a um conjunto de medidas introduzidas pelo primeiro-ministro japonês , Shinzo Abe, depois de dezembro de 2012 .Seu objetivo era reviver a economia estagnada com três setas : a um enorme estímulo fiscal, flexibilização monetária mais agressiva do Banco do Japão , e as reformas estruturais para aumentar a competitividade do Japão .
    O país sofreu no segundo trimestre desse ano o contragolpe do aumento do IVA(Imposto sobre o Valor Agregado) e teve uma forte contração do PIB, prevista pelos analistas, mas que abre uma fase de incertezas envolvendo o país. Essa queda do PIB aumenta a pressão sobre o primeiro-ministro Shinzo Abe, comprometido com um ambicioso programa de recuperação já mostrado no parágrafo anterior, o Abenomics.
    Este é o primeiro trimestre de queda significativa do PIB desde que o Japão saiu da recessão no fim de 2012 e a atividade econômica, como esperado, sofreu o impacto dessa nova taxa.
    Enquanto isso na Europa, o BCE parece ter um plano similar para a Zona Euro pós crise, seria o Draghinomics. O primeiro elemento dele é a aceleração das reformas estruturais necessárias para estimular o crescimento potencial da produção da Zona Euro. O progresso nas reformas decisivas tem sido desapontante, pois foram aplicadas mais medidas em alguns países do que em outros.
    A segunda seta é para reduzir o atraso do crescimento devido à consolidação orçamental sem por isso deixar de manter deficts baixos e uma maior sustentabilidade da dívida. E por último, o terceiro elemento será uma flexibilização quantitativa e do crédito na forma de compras de divida pública e medidas para impulsionar o aumento do crédito do setor privado.

    Fontes:
    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/forte-queda-do-pib-japones-pressiona-metodo-abenomics
    http://lexicon.ft.com/Term?term=abenomics
    http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/abenomics_ao_estilo_europeu.html

  8. Renan Barbosa Says:

    Ao pesquisar sobre o assunto, como já citado por alguns colegas, também encontrei várias matérias que questionam a eficiência desta política. Mesmo com a injeção monetária na economia e a consequente desvalorização da moeda em escala considerável, o aumento das exportações japonesas não parecem compensar a queda dos componentes internos do país (consumo, investimentos e gastos governamentais). Acredita-se, que para se obter os resultados desejados da “abenomics”, o Japão precisaria desvalorizar ainda mais a sua moeda e, de fato, esta desvalorização pode levar aos efeitos desejados a partir de um saldo comercial maior. Todavia, parece que este tipo de política é insustentável ao longo do tempo, pois desta maneira o Japão estará transferindo seu déficit comercial para outros países, que também poderão cair em um cenário de crise, o que aprofundaria o cenário atual da conjuntura.

    Fontes:

    http://www.infomoney.com.br/blogs/sociedade-economia-politica/post/3569537/pesquisa-vox-populi-confirma-que-voto-conservador-definha-china-derruba

    http://www.publico.pt/economia/noticia/abenomics-em-crise-podem-as-mulheres-salvar-o-japao-1669627

    http://www.cnbc.com/id/101965578#.

  9. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    O Abenomics que teve como medidas: aumento dos gastos do governo (com investimentos públicos altos), uma grande expansão monetária (através da compra de títulos públicos) e reformas estruturais, tentando com tais medidas aumentar o poder de compra da população em geral.
    Como previsto houve um aumento do índice Nikkei e desvalorização da moeda (iene) em relação ao dólar. Isso realmente aumentou as exportações (em decorrência da desvalorização do iene), as receitas de exportação registraram um aumento de 9% em relação ao ano anterior à adoção da Abenomics.
    Entretanto, os custos deste setor aumentam mais do que esses 9%; o setor importador teve um aumento nos custos 25% maior do que o ano anterior.
    Ou seja, as receitas aumentaram, mas os custos aumentaram mais ainda, gerando um resultado inferior ao do ano antes da nova política monetária nipônica.
    Fonte: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1825

  10. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    Interessante observar como a realidade do Japão é diferente da do Brasil: aqui temos atualmente uma baixa taxa de crescimento – com recessão técnica, segundo o IBGE – e um índice de inflação muito próximo (e e em alguns casos até superando) o teto da meta estabelecido pelo Banco Central; lá a situação é de crescimento também baixo, mas ainda assim próximo dos 2%a.a., mas com um índice inflacionário que remete a uma diminuição do crescimento, ou a uma dificuldade de mantê-lo de maneira sustentável, mesmo com os estímulos fiscais e monetários da recente política do Abenomics.
    Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, encontrei dois artigos no The Wall Street Journal: um que fala de um índice recente criado no Japão para medir os preços e sua possível evolução, sendo uma ferramenta a mais para avaliar o possível sucesso ou fracasso do Abenomics (http://blogs.wsj.com/japanrealtime/2014/08/01/a-new-price-index-to-help-judge-abenomics/) e outro que fala de um outro problema complicado do país, que é a crescente preocupação, junto ao envelhecimento do país, com os fundos de pensão públicos, que atualmente alcançam US$ 1,25 trilhões (http://blogs.wsj.com/japanrealtime/2014/08/06/reform-of-japans-public-pension-fund-still-has-far-to-go/).
    O mais relevante para mim com este assunto da semana foi saber mais sobre a situação econômica do Japão – e como já dito acima, perceber como ela é diversa da situação brasileira atual em certos aspectos -, e conhecer também que lá há um mecanismo de previdência social com consideráveis dificuldades no tocante a sua sustentabilidade.

  11. Laura Nart Says:

    Achei interessante saber sobre essas políticas econômicas implementadas no Japão, tendo em vista que eu não tinha conhecimento neste assunto. Depois de ler o post e também alguns links que aqui foram disponibilizados, cheguei a uma conclusão como a da Juliana, que a grande questão em torno do assunto é se o Abenomics está realmente dando certo. Alguns argumentam que o espantoso crescimento japonês advém destas políticas e alguns dizem que o crescimento era uma tendência de mercado para atingir o equilíbrio depois da crise.
    O post do blog diz sobre o Japão e sua dificuldade de ter um saldo comercial positivo até que o Abenomics e os governantes consigam contornar a situação de energia do país, que ficou muito mais complicada depois do acidente que aconteceu em Fukushima. Assim, viu-se a necessidade de aumentar o envolvimento do setor privado neste ciclo de alta de preços e consumo, para que o crescimento econômico se torne, de alguma forma, mais sustentável.
    Fica evidente que o principal desafio da política acaba por ser o estimulo aos consumidores a usarem a suas poupanças, de forma que impulsionariam a economia de maneira geral.

  12. Joao Nerasti (ECEC) Says:

    Complementando ao que o pessoal disse, a questão que eu vejo ganhando magnitude é que essa política vem sendo “efetiva” no curto prazo, mas é a solução no longo?
    Como exemplo a desvalorização do yene que foi bom para o setor exportador, mas em contrapartida prejudicou a questão energética do país (aumento do custo), e tornou vários commodities mais caros (vale lembrar que devido a limitações geográficas o Japão importa uma grande quantidade de matérias primas).
    Outro ponto que achei muito interessante foram as reformas estruturais para tornar a industria mais competitiva, em especial uma destas medidas: mudanças na legislação que facilitam a demissão de trabalhadores inefetivos. Fiquei imaginando algo deste tipo no Brasil, com a força sindical que temos, algo totalmente inviável.

  13. Luíza Neves - ECEC Says:

    O Abenomics, para evitar que a dívida do Japão cresça fora do controle, pretende equilibrar o orçamento de forma primária, excluindo os pagamento de juros ate 2020. Ainda assim será difícil conseguir um superávit primário até 2020 devido o aumento dos gastos com seguridade social, o governo terá que elevar a taxa de impostos sobre o consumo além do esperado .
    O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, pretende adotar as seguintes medidas com relação aos problemas de natalidade e envelhecimento da população ::

    • Criação de mais creches em áreas urbanas e mais empregos de altos salários nas áreas rurais. A taxa de participação feminina na força de trabalho entre 25 e 44 anos de idade aumentou em cerca de 4% desde o início do meu governo, para um recorde de alta de 74,2% no final de julho.

    • Rever o uso de ativos de pensão para fortalecer a confiança do povo.
    O Acordo de Parceria Trans-Pacífico (TPP) também é um pilar importante na estratégia de crescimento. Japão irá beneficiar do aumento do comércio e do crescimento econômico na região. Nosso objetivo é concluir as negociações TPP o mais rápido possível e inaugurar uma nova era de comércio.

    Fonte: http://online.wsj.com/articles/shinzo-abe-the-next-stage-of-abenomics-is-coming-1411080939
    http://www.institutionalinvestor.com/article/3379886/asset-management-macro/fears-rise-in-japan-that-abenomics-is-running-out-of-gas.html?ArticleId=3379886&p=3#.VB9oxvldWpA

  14. Laura Granados - ECEC Says:

    Assim como o João, me pergunto se essa será a solução, porque pelo que eu me lembro das aulas de macro 1, os EUA passaram por um momento parecido como esse depois da crise de 29. Na época, o então presidente americano Roosevelt realizou varias politicas fiscais como aumento dos gastos governamentais na tentativa de criar mais empregos e acelerar a economia, porém os EUA não apresentaram um significativo crescimento e, somente se recuperaram fortemente com a 2° Guerra Mundial, que impulsionou os gastos militares. Espero que o Japão se recupere apenas com essas políticas econômicas e prove que o que estudamos em sala de aula funcione mesmo na prática.

  15. Gustavo Campanholi de Castro - turma de ECEC Says:

    Criando uma política monetária mais flexível, o que desvaloriza o câmbio, na intenção de se manter uma inflação de cerca de 2% ao ano, o governo japonês possibilita os juros das poupanças populares serem negativos. Essas medidas podem causar impactos não muito bons em um país como o Japão. A intenção dessa inflação que diminui os juros é aumentar o consumo e estimular a economia, mas com isso os impostos também aumentarão, o que causa desconfiança da eficiência desse programa, Porém conta-se também com a melhora no mercado externo, o que é um fator importante. O agravante desse programa, é que no Japão a aposentadoria não é boa, logo, os idosos poupam dinheiro enquanto trabalham para viverem bem na velhice, e com esse aumento da inflação, sua poupança acaba sendo corroída.

    http://www.asiacomentada.com.br/2013/03/efeitos-colaterais-da-abeconomics-no-japo/

  16. Vitória Zanetti Monseff (ECEC) Says:

    Logo após ter seu “projeto” aprovado, Shinzo Abe declarou que iria implementar a política monetária ousada, a política fiscal flexível e uma estratégia de crescimento que estimula o investimento privado, e com estes três pilares da política, conseguir resultados “. Disse também que era a favor da construção de reatores nucleares do Japão após o desastre de Fukushima, e também anunciou planos para fortalecer as relações com os Estados Unidos. A partir disso, as principais medidas econômicas, chamadas de “três flechas” da Abeconomics, são estímulo monetário, diminuição da dívida pública para tornar o país mais confiável e reformas estruturais, como cortes de impostos corporativos, benefícios trabalhistas e desregulamentação. Para reduzir as dívidas, o governo japonês aumentou em 2% os impostos sobre consumo com perspectiva de mais aumento e queda no consumo das famílias desabou. Isso mostra que as três “flechas” são “ uma das maiores trapalhadas históricas daquele país que está afundando na estagnação desde o fim da bolha imobiliária dos anos 90. Uma das discussões, baseada nos fundamentos básicos da teoria econômica, alertam que isso está acontecendo pois devemos ter N políticas para N objetivos e nenhum desses objetivos podem ser contraditórios, e as “flechas” propostas estão em direções contrárias.
    Podemos destacar também que no plano, está incluso nas reformas estruturais a tarefa de dar às mulheres um papel de maior destaque no mercado de trabalho, usando assum uma mão de obra que era discriminada e sub-aproveitada na economia, já que o Japão é um dos países que as mulheres tem maior dificuldade em impor-se e esta situação não evolui a pelo menos 10 anos. Segundo o FMI, se o Japão consegui realizar essas mudanças, o efeito no PIB per capita do país seria de um aumento de 4%. Já estão sendo traçadas estratégias para a maior inserção da mulher na economia, que é uma das maiores preocupações de Shinzo Abe no momento, como o aumento do número de infantários, a abertura das fronteiras a estrangeiros que venham trabalhar nesses infantários ou a passagem para um sistema fiscal que leve em conta o rendimento individual e não o do casal, além de contar com o apoio da diretora geral do FMI, que pediu aos empresários japoneses para abrirem o mercado de trabalho às mulheres.

    http://www.infomoney.com.br/blogs/sociedade-economia-politica/post/3564135/economia-japao-afunda-com-austeridade-fiscal
    http://blog.suri-emu.co.jp/?p=10303
    http://www.publico.pt/economia/noticia/abenomics-em-crise-podem-as-mulheres-salvar-o-japao-1669627?page=3#/follow

  17. Naíma Meiado - ECEC Says:

    É muito difícil ver uma solução para o caso do Japão. O grupo da semana listou vários problemas, como a demografia e o problema que ela traz para sustentar do bem-estar social e a dificuldade de se lidar com a dívida pública, e a dependência dos hidrocarbonetos.
    Porém, além desses problemas, vinha ocorrendo deflação. É importante ressaltar que essa deflação começou com a desvalorização no iene decorrente de uma inflação proposital, a partir do estouro da bolha de preços de ativos japoneses. Com objetivo de tirar o país dessa deflação no curto prazo, Shinzo Abe aplicou uma política economica que é denominada como Abenomics. Nessa política economica, Abe tornou a criar uma inflação porposital, o que causou a desvalorização do iene. A possibilidade dos preços de ativos entrarem novamente em território de bolha nos leva a pensar sobre o risco que o país tem corrido, já que se caso entrarem, poderá haver novamente deflação, o problema é que ela poderá vir com mais força em um país que já esta enfraquecido e que não terá tempo suficiente para se reestruturar.
    Como solução de parte desse risco, Abe busca maior envolvidomento do setor privado para que a situação se torne mais sustentável. Caso ele consiga uma participação na medida certa, é possível que valha a pena todo o risco que vem correndo.

  18. Malena Figueiredo - ECEC Says:

    Achei este tema muito interessante, pois mostra a importância de uma política monetária eficiente, principalmente em situações de crise. O que mais me chamou atenção foi o fato da política monetária adotada pelo Japão ter sido de certa forma efetiva em um primeiro momento, mas no longo prazo não há garantias que dará certo. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a pressão aumentou sobre o ministro Shinzo Abe – que há um ano e meio foi o grande responsável pela formulação do Abenomics – pois o PIB apresentou pela primeira vez uma queda significativa. É valido destacar também que algumas medidas estão pendentes, como o aumento da mão de obra, visto que o Japão é um dos países mais “velhos” do mundo e, portanto, a população economicamente ativa (PEA) é cada vez menor.
    Sem dúvidas, um dos maiores fatos que ocorreu na política de Shinzo Abe foi esta implementação do Abenomics no Japão em dezembro de 2012. O país havia acabado de passar pela maior crise nuclear da história (Chernobyl) o que levou a uma grande instabilidade política. As novas medidas adotadas por Abe no plano econômico foi uma manobra arriscada, mas tirou o Japão da recessão em um primeiro momento. Acredito que agora realmente o próximo passo seja questionar se ela continuará sendo eficaz.

    Referências:
    http://www.fundspeople.pt/noticias/os-fundos-que-mais-beneficiaram-com-o-abenomics-90073
    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/forte-queda-do-pib-japones-pressiona-metodo-abenomics

  19. Fernanda Dandaro - ECEC Says:

    Como foi muito discutido pelos meus colegas, o aspecto mais encontrado com relação à Abenomics, é a sua relevância na recuperação da economia japonesa. Sendo que, de acordo com muitos economistas essa recuperação, é simplesmente aquele período de crescimento que surge após os períodos de crise.

    Porém, o que me chamou atenção no post, talvez pelo fato de ser uma leiga sobre a economia japonesa, é o índice Nikkei. Então, para àqueles que assim como eu não sabem o que significa, aqui vai uma breve explicação.

    O índice Nikkei ou Nikkei 225, é o mais popular índice de referência do mercado de ações japonês. Ele é composto por 225 ações listadas na Bolsa de Tóquio, revisadas periodicamente pela liquidez no mercado e pelo saldo do setor, sendo usadas ações de alta liquidez por dois motivos, manter a continuidade de longo prazo do índice e refletir as mudanças na estrutura da indústria. O Nikkei 225 é calculado como uma média ponderada dos preços.

    Atualmente, o cálculo desse índice é de responsabilidade do jornal Nihon Keizai Shimbun, e sua composição é revisada todos os anos no mês de setembro.

    Para mais informações: http://indexes.nikkei.co.jp/en/nkave/index
    http://www.investopedia.com/terms/n/nikkei.asp

    • Ana Elisa de Oliveira krugner Says:

      Gostei muito do tema e post do grupo, uma vez que não tinha conhecimento da intensidade da recessão sofrida pela economia japonesa. Inclusive, não sabia que a taxa de deflação no Japao e em média positiva desde a década de 90. A politica econômica estruturada pelo primeiro ministro japonês infere que desvalorizando sua moeda haverá aumento de investimentos no pais, o que possibilatará o crescimento do pais, aumento do PIB, produção, empregos, consumo. Para que essa medida ocorresse, a Abeconomics buscou fixar as metas de inflação anuais em 2% através de três pilares: política monetária expansionista, uma política fiscal flexível e aumento do investimento privado. Acredito que, com o surgimento dos novos órgãos para a desburocratização do investimento privado, a economia japonesa tende ao crescimento rápido. Entretanto, essas medidas devem ser controladas para que o inverso não ocorra, como por exemplo o não coordenamento da suposta alta inflação, o que estagnaria o crescimento.

  20. Pedro Chaim Says:

    Colaborações contabilizadas.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: