ECO B – Taxas de juros Zona Euro e Inglaterra – definições e dados

 

“A Taxa do Banco Central Europeu (BCE) e a Euribor

Desde 1999, o BCE ocupa-se com a política monetária da zona do euro. Para tanto, ele utiliza como um dos instrumentos a taxa de juros. Essa taxa de juros também é conhecida como juros referenciais ou juros do refinanciamento. Podemos intuir o porquê deste último nome se entendermos que a taxa de juros do BCE representa o valor que os demais bancos devem pagar ao BCE quando tomam dinheiro emprestado com ele.
Esse recurso, de tomar empréstimo com o BCE, é utilizado, geralmente, quando os demais bancos passam por escassez de liquidez.

Sobre os efeitos dos juros referenciais: se ele crescer ou diminuir, o BCE estará influenciando de modo indireto o nível das taxas aplicadas pelos bancos em transações interbancárias, hipotecas, empréstimos a empresas e empréstimos para consumo.

Por sua vez, a Euro Interbank Offered Rate (Euribor), Administrada pela Federação Europeia de Bancos, é uma taxa diária de referência montada a partir da média dos valores esperados de juros que os bancos da Zona do Euro teriam que pagar se resolverem tomar dinheiro emprestado de outros bancos.

Cotada somente em Euro, ela é calculada a partir dos valores esperados das taxas de juros interbancários que 44 bancos de países da Zona do Euro enviam diariamente à FEB. A partir disso, os 15% mais altos e mais baixos são descartados e do restante é feito uma média que representa a taxa diária.

Taxas de Juros na Inglaterra e Libor

No caso da Inglaterra, as decisões a respeito das taxas de juros são tomadas pelo Comitê de Política Monetária (Monetary Policy Committee, em inglês). A taxa de juros oficial é fixada pelo Banco da Inglaterra, sendo aplicada ao mercado de operações aberto do Banco da Inglaterra junto aos bancos e outras entidades.

O mecanismo pelo qual é definida a taxa de juros tem como objetivo principal mudar a taxa praticada na economia, controlando a inflação, e é determinada da seguinte maneira: o Banco da Inglaterra fixa uma taxa de juros na qual ele empresta para as instituições financeiras. Assim, essa taxa afeta todas as outras taxas de juros fixadas pelos bancos comerciais e por outras instituições.

Já a London Interbank Offered Rate (Libor) é administrada pela British Bankers Association e divulgada diariamente às 11:30 a.m. (Horário de Londres) pela Thomson Reuters. Diferente da Euribor, a Libor é cotada em 10 diferentes moedas.

A taxa em questão possui objetivo similar (Informar o valor da taxa de juros que os bancos da capital inglesa esperariam pagar a outros bancos se desejassem tomar emprestado) ao da Zona do Euro, porém a pesquisa para seu cálculo é configurada somente com os principais bancos situados em Londres. Para o cálculo da Libor em dólares (USD Libor), são pesquisados os valores esperados por 18 dos principais bancos mundiais, como HSBC, JP Morgan, Rabobank, Barclays, Citibank e etc.

Ao saber os valores dos juros interbancários esperados, a USD Libor é calculada descartando as 4 respostas mais altas e as 4 mais baixas, e fazendo a média das outras 10.

Alguns Dados

Abaixo apresentamos um gráfico que mostra o desenvolvimento das taxas Euribor, Libor e do Banco Central Europeu.

 eco B 1

Fonte: Produção própria a partir de dados de European Central Bank e European Commission

Além disso, no gráfico abaixo, apresentamos a média mensal das taxas de juros de longo prazo de títulos emitidos pelo governo de alguns países da zona do Euro e negociados nos mercados secundários.

eco B 2

 Fonte: Produção própria com base nos dados presentes em http://pt.global-rates.com/ (Observação: dos sete tipos existentes das taxas Líbor e Euríbor, o gráfico apresenta a taxa para o período de 12 meses)

Devido ao tamanho do post proposto, deixamos a discussão dos gráficos para os colegas de sala. Além disso, disponibilizamos uma matéria sobre a queda da Euribor e o Banco Central Europeu para estimular a discussão: Queda Euribor

 

Fontes :

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/taxas_euribor_registam_maior_queda_em_16_meses_apos_corte_de_juros_surpresa_do_bce.html

http://pt.global-rates.com/

https://www.ecb.europa.eu/ecb/html/index.pt.html “

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21 Respostas to “ECO B – Taxas de juros Zona Euro e Inglaterra – definições e dados”

  1. Lívea Coda - Economia Says:

    Gostei muito da maneira como o grupo abordou o tema e acredito que tenha ficado claro as diferenças entre a Euribor e a Libor. Gostaria de fazer um paralelo, para complementar, com a taxa Selic que é calculada, assim como a taxa Libor, a partir da média das taxas de juros interbancárias aplicadas no comércio de títulos públicos brasileiros ao longo de um dia e representa a taxa de juros básica brasileira.
    E ainda, gostaria de comentar a reportagem sugerida pelo grupo, achei muito interessante a afirmação de que a queda na Euribor não iria causar o aumento do crédito de financiamento dos países da “periferia” pela falta de rácios de capital, essa relação para mim não ficou muito clara. Se um país necessita de financiamento, quanto menor for a taxa de juros, melhor será para ele obter crédito, não é? Alguém poderia me explicar?

    • Renato Domingues - Grupo B Says:

      Lívia, acredito que essa questão da queda da taxa de juros e crédito de financiamento tenha uma relação com o caso do FED após a crise de 2007/2008. Lá, as taxas de juros cairam drasticamente, mas os financiamentos concedidos pelo sistema bancário não aumentaram, ou seja, os bancos se recusaram a emprestar. No caso da Europa, uma queda da taxa de juros referenciais significa que fica mais fácil para os bancos conseguirem empréstimos junto ao BCE, havendo portanto um incentivo para um aumento de crédito na economia. Porém, isso não está acontecendo, mesmo considerando a queda da taxa Euribor, que mede o valor esperado de juros que os bancos da Zona do Euro teriam que pagar se pegassem dinheiro emprestado de outros bancos (pela notícia colocada, as taxas Euribor cairam diante da queda da taxa estabelecida pelo BCE).
      Acho que uma das razões seja a crise econômica na Europa, que acaba derrubando as expectativas dos agentes e dificulta o funcionamento do sistema financeiro. Também tem a questão do spread bancário, o que ajuda a diminuir o volume de crédito, já que as taxas cobradas são mais elevadas.

      • Tulio Anselmi Dorigan Says:

        Completando o ponto do Renato e respondendo também a dúvida do Fábio:
        Se entendi direito,quando na notícia ele diz “Duvidamos que este corte tenha qualquer impacto na descida dos custos de financiamento dos países da periferia já que os bancos destes não têm rácios de capital adequados que lhes permita emprestar, independentemente dos juros”, ele quer dizer que os bancos da periferia não são sólidos/robustos o suficiente. Em outras palavras, esses bancos da periferia não possuem uma determinada quantidade de valores de capital – para sustentar perdas operacionais e ainda honrar os capitais dos depositantes -, os quais funcionam como uma margem de segurança para fazer frente a prejuízos inesperados.
        Portanto, ele está afirmando que esses bancos de países da periferia não possuem valores guardados os suficientes para assegurar o um aumento nos empréstimos.
        Novamente, se eu entendi, a ideia por traz desse afirmação é esta que expus.

  2. Juliana Rodrigues Says:

    Assim como na matéria postada pelo grupo de novembro do ano passado sobre a queda das taxas Euribor, na semana passada as mesmas reagiram com forte queda à descida dos juros por parte do BCE. Na última quinta-feira (04/09), o Conselho de Governadores do BCE reduziu a taxa de referência para 0,05%, um novo mínimo histórico, e anunciou que vai lançar um programa de compra de dívida privada para apoiar o mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro. Após o anúncio do Banco Central Europeu (BCE) da adoção de novas medidas de estímulo econômico, as taxas Euribor desceram em todos os prazos. Os objetivos das medidas são dois: evitar a deflação e impulsionar a economia da zona euro. Vemos no gráfico postado pelo grupo, uma tendência de queda nessas taxa e é provável que os juros permaneçam em níveis historicamente muito baixos por um longo período.
    Como podemos ver no link postado pelo grupo (http://pt.global-rates.com/ ), as taxas Euribor a 1 e 2 semanas caíram para níveis negativos, alcançando os valores -0,016% e -0,013% respectivamente no dia 08/09, o que significa que “os bancos do Eurosistema passaram a pagar em vez de receber para parquear o dinheiro nessas instituições financeiras por estes prazos”.
    Alguns especialistas, Hans-Werner Sinn – Professor de Economia e Finanças Públicas na Universidade de Munique – por exemplo, qualificam o que acontece na Europa como uma armadilha da liquidez. Segundo Hans-Werner Sinn , “O BCE esgotou sua munição muito rápido. Agora caiu na armadilha da liquidez e não poderá fazer muita coisa”. Nesse tipo de cenário, a redução da taxa de juros do banco central tem pouca influência sobre a economia.

  3. Juliana Rodrigues Says:

    Segue um vídeo que explica de forma bem simples o funcionamento do Eurosistema, que é a autoridade monetária da área do euro e é constituído pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais dos Estados-Membros da União Europeia que participam da área do euro.

  4. Marina Ribeiro Says:

    Um ponto interessante do post do grupo foi o gráfico sobre a média mensal da taxa de juros de longo prazo de títulos emitidos pelo governo. Nele, fica explícito que as maiores taxas de juros entre os países analisados são dos PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha). Ou seja, o governo desses países utilizaram-se do mercado de títulos a fim de financiar déficits públicos através da emissão de títulos. Com o aumento da emissão de títulos, o preço desses títulos cai e a taxa de juros sobe.
    Em relação ao link sugerido pelo grupo e ao comentário da Lívea, como a taxa Euribor é uma média das taxas dos valores esperados que os bancos da zona do Euro teriam que pagar caso tomassem empréstimos junto a outros bancos, acredito que a queda dessa taxa de juros teve o intuito de diminuir o custo do financiamento apenas para o setor financeiro e não para os agente em geral.

  5. Angelica Mendes - Economia. Says:

    Parabéns ao grupo, o texto ficou muito claro e de fácil entendimento.
    Gostaria de fazer um vínculo entre o segundo gráfico e nossas ultimas aulas de Economia Monetária. Notem que a taxa mais alta paga pelos títulos de longo prazo emitidos pelo governo é a da Grécia, essa informação vai de encontro com a teoria de que, as taxas de juros de títulos estão relacionadas com o risco da entidade emitente.
    Temos acompanhado a crise na Grécia que começou por volta de 2009, com a noticia de que o verdadeiro déficit público do país, de gravíssimos 15,7% do PIB, era mais do que o dobro do informado pelo governo anterior ao assumido em 2009. A desconfiança dos mercados para com a Grécia, a partir daí, diante do temor de que os empréstimos ao governo e às empresas gregas não seriam quitados, fez com que houvesse um excesso de oferta destes títulos, uma vez que ninguém queria mais compra-los e quem os tinham, queria vende-los.
    De acordo com a teoria vista em sala, um excesso de oferta faz com que as taxas de juros aumentem( os preços caem) e esse aumento da taxa nada mais é do que um prêmio maior pelo risco de se manter um título de longo prazo de um governo que está passando por uma dura crise.
    Sei que o intuito deste post não é discutirmos sobre a crise na Grécia, mas achei interessante comentar sobre isto já que no segundo gráfico temos esta discrepância na taxa de juros de títulos da Grécia quando comparada com as de outros países da Europa.

    • Alice Ferraz - Economia Says:

      Muito bom seu ponto Angelica. Quando você abordou a questão da Grécia e o reflexo da queda na demanda dos títulos afetando os seus respectivos preços e taxas de juros, achei legal abordar o tema da nossa última aula. Apesar da professora Roseli ainda não ter aprofundado muito no tema, acho que o aumento do juros dos títulos da Grécia também reflete a questão da Estrutura Risco do título, que nos diz que a taxa de juros de um determinado título é igual a taxa de juros de menor risco da economia somada ao preço do risco.

      O livro do Mishikin nos explica a Estrutura do Risco através de títulos corporativos e títulos públicos (que supõe-se de menor risco possível). Ele diz que quando uma empresa que oferta seus títulos enfrenta momentos de crise – como por exemplo queda dos lucros ou risco de falência – é mais provável que esta suspenda seus pagamentos. Assim, o risco de calote aumenta.Na página 120 o livro mostra o processo que você explicou: Quando aumenta o risco de calote de uma empresa há um deslocamento negativo na demanda por seus títulos, consequentemente, há um aumento na demanda por títulos públicos, o que eleva os preços destes, diminui o preço dos títulos corporativos e aumenta sua taxa de juros. Acho que podemos fazer o paralelo com a Grécia sendo a empresa que aumenta o risco e os outros títulos públicos como sendo a outra opção dos investidores. Foi o que você nos explicou muito bem, só achei legal relembrar a questão do prêmio de risco, que o caso da Grécia tem valor positivo. Como sabemos, algumas agências de crédito classificam os países através de seus respectivos riscos de calote, o que ajuda o investidor a tomar a decisão de investimento.

  6. Gabriela Frazatto - Economia Says:

    Parabéns ao grupo pelo post, está muito bem explicado! Eu iria entrar na questão da Grécia, mas já foi muito bem colocada pela Angélica no post acima. Então fugindo um pouco do assunto sobre a queda na taxa, ao pesquisar mais sobre o assunto, encontrei diversas notícias recentes sobre a manipulação de ambas as taxas, tanto a Euribor quanto a Libor, e a mais recente delas fala sobre uma proposta da Comissão Europeia sobre um pacote legislativo de gerar mais transparência nos índices de referência. Deixarei o link em anexo para quem tiver interesse: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/09/ue-quer-mais-transparencia-em-indices-como-euribor-e-libor.html

  7. Fabio Rodrigues Says:

    Primeiramente, parabéns ao grupo pelo ótimo post. De maneira bem didática conseguiram passar o tema. Acredito que o entendimento sobre a formação das taxas de juros em zona europeia é fundamental para entendermos melhor a economia que é desenvolvida naquela região. É interessante percebermos o nítido papel dos bancos comerciais como intermediários financeiros, uma vez que é a partir da disposição de pagamento destes que é formado, de maneira geral, o custo financeiro para empresas e população de suas operações. Entretanto, me apareceu a mesma dúvida que a Lívea apontou mais acima: as variações da eurolibor não causariam efeito nas taxas de financiamento da economia ? Realmente não ficou claro esse ponto para mim, já que isso (em meu entendimento), afetaria diretamente o intervalo de investimentos mais rentávais, como no gráfico apresentado em aula da TIR e quantidade de investimento.

  8. Enrico Pacchello Says:

    Acho de grande relevância conhecer o funcionamento dos principais agentes da economia mundial e o post do Grupo B foi muito importante por descrever de forma clara a diferença entre a Libor e a Euribor. Assim, saber sobre o funcionamento dessas taxas pode facilitar o entendimento da economia européia e como os bancos podem reagir em diferentes cenários. Independentemente de serem taxas diferentes, as duas possuem o mesmo objetivo. Um fato curioso apresentado na matéria sobre a queda da Euribor, assim como foi citado em alguns comentários acima, é que a redução da taxa de juros não irá causar um aumento de crédito. Minha dúvida é: Se foi afirmado que os bancos dos países da periferia não têm ágio suficiente para empréstimos, independente dos juros, então qual o motivo da queda da taxa se o aumento do crédito não irá acontecer? Assumindo o ‘não-emprétismo’ por parte dos bancos sob uma taxa mínima, não seria mais viável manter uma taxa estável (não reduzir), para que ao menos o rendimento dos títulos fossem mais consideráveis?

  9. Tiago Abdalla Salvagni - Economia Says:

    Achei o post muito interessante e bem redigido. Gostaria de destacar que a razão pela qual as pontas são eliminadas na formação das taxas (15% no caso da Euribor e os 4 para a Libor, acima e abaixo) é de que nenhum banco possa aumentar ou diminuir a taxa, eficientemente, com objetivo de se beneficiar a partir de conhecimento prévio sobre o nível desta. Essa medida, assim como a transparência das divulgações tentam evitar a manipulação pelos bancos comerciais, destaco o “tentam” por que nos últimos anos foram diversos os escândalos envolvendo a fraude das informações divulgadas.
    http://business.time.com/2012/07/09/libor-scandal-the-crime-of-the-century/

  10. Eleonora de Oliveira Says:

    Gostaria de registrar a lógica que me ocorreu ao ler e saber como a Zona do Euro forma sua taxa de juros. Se os bancos sofrem de escassez de liquidez, é sinal que os indivíduos estão poupando menos, ou seja, estão gastando/consumindo mais, o que nos leva a concluir que as pessoas estão demandando mais moeda e, dessa maneira, considerando a relação custo de oportunidade x taxa de juros, fica nítido que a taxa de juros se encontra baixa, o que desincentiva as pessoas a investirem ou adquirirem títulos. Portanto, fica fácil notar a estratégia adotada pelo BCE, que toma como taxa de juros o valor que os demais bancos devem pagar ao BCE quando tomam recursos emprestado com ele. Como dito no texto, esse recurso é utilizado quando os demais bancos passam por escassez de liquidez. Dessa maneira, fica claro o equilíbrio: ao tomar emprestado do BCE, os bancos etão aumentando a taxa de juros. Tal aumento soluciona o problema da alta demanda por moeda, o que leva os indivíduos a pouparem mais ou investirem seu dinheiro, o que satisfaz a escassa liquidez em que os bancos se encontravam inicialmente.

  11. Adelge Pereira de Lima Júnior Says:

    Nesta notícia abaixo vemos a aplicação prática da teoria aprendida durante as últimas aulas de Monetária e tratada pelo grupo no post acima. O BCE está mantendo as principais taxas de juros europeias baixas para aumentar o crédito, o consumo e o investimento, visando estimular a economia da Europa que se encontra atualmente em recessão devido à crises recentes como a da Ucrânia.

    Link da notícia: http://www.valor.com.br/financas/3643634/banco-central-europeu-mantem-taxa-de-juro-em-015

  12. Augusto Rodrigues Simonetti Says:

    Interessante notar como as taxas de juros dos países europeus seguiam muito próximas umas das outras antes da crise econômica iniciada em 2008 e como as mesmas divergiram umas das outras após a crise, em maior ou menor grau. Eu particularmente não consegui interpretar o motivo dessa divergência. Se o grupo pudesse me explicar agradeceria imensamente.

    Causou-me certo estranhamento a seguinte frase referente à taxa de juros na Inglaterra: “O mecanismo pelo qual é definida a taxa de juros tem como objetivo principal mudar a taxa praticada na economia, controlando a inflação…”
    Seria razoável esperar que o principal objetivo na determinação da taxa de juros em um país como a Inglaterra fosse o de controlar a inflação e não o de, por exemplo, incentivar o investimento ou o consumo?

  13. Tadeu Mello Says:

    A partir da leitura do post, pensei em aproximar a realidade da Taxa Libor e a questão do financiamento empresarial no Brasil. A partir do link que postarei a seguir, pude descobrir que há linhas de financiamento do BNDES que se utiliza da taxa LIBOR acrescida de uma sobretaxa para formar o custo financeiro de um financiamento empresarial no Brasil. Assim sendo, é possível baratear o custo de um financiamento a partir da situação em que se encontra o mercado europeu. Claro que esse tipo de custo financeiro vinculado a taxa Libor só está disponível para determinados tipos de financiamento para determinados setores da economia, dado as linhas de crédito do BNDES. Geralmente está vinculado à atividade de exportação.

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Ferramentas_e_Normas/Custos_Financeiros/Libor/
    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Produtos/BNDES_Exim/exim_pre_ancora_automatico.html

  14. Pedro Chaim Says:

    Colaborações contabilizadas.


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