ECEC I – Taxas de Juros Zona Euro e Inglaterra

 

Atualmente a União Europeia (UE) é composta por 28 Estados-Membros, dos quais 18 fazem parte da zona do euro, ou seja, tem o euro (€) como sua moeda oficial. Além de facilitar a locomoção de pessoas entre as regiões, a moeda única oferece varias vantagens, assim como a maior estabilidade dos preços para empresas e consumidores, que leva a maior segurança e oportunidades para interações de mercado, aumentando, assim, a estabilidade e o crescimento econômico e fortalecendo a influência da UE na economia mundial também.

Com a adoção do euro como moeda única, os Estados-Membros da UE pertencentes à zona do euro renunciaram à sua soberania monetária. O Banco Central Europeu (BCE), como núcleo do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), assumiu a responsabilidade pela politica monetária na área do euro, executando, em conjunto com os Bancos Centrais dos países membros, as funções essenciais do SEBC sob o nome de “Eurosistema”. Seu objetivo primordial consiste em manter a estabilidade dos preços e, consequentemente, manter a integração financeira europeia. Para isso, utiliza-se de instrumentos, dentre eles as decisões sobre as taxas de juros, assim como exemplo, fixar a taxa básica de juros e autorizar os bancos centrais a emitir moeda, além de supervisionar os mercados e instituições financeiras. Quando o BCE aumenta ou diminui as taxas de juros, ele esta influenciando indiretamente o nível das taxas aplicadas pelos bancos em transações como, empréstimos, tanto de instituições financeiras como para consumo, transações interbancárias, contas de poupanças.

Porém, nem todos os Estados-Membros da UE adotaram o euro como moeda. Um exemplo seria a Inglaterra que, devido a razões econômicas e culturais, optou por manter sua moeda tradicional, a libra esterlina. Os BCN dos Estados-Membros da UE não participantes também são membros do SEBC, mas possuem um estatuto especial, pois eles são responsáveis por suas políticas monetárias nacionais e, deste modo, não podem participar das atividades fundamentais do Eurosistema, em particular na condução da política monetária única, sendo o Bank of England (BOE) o banco central para a Grã-Bretanha. Com o objetivo de manter a estabilidade financeira e a confiança na moeda, o BOE utiliza-se da Official Bank Rate (taxa básica do BOE), assegurando, assim, a estabilidade dos preços. Esta é a taxa que o BOE aplica as instituições financeiras e bancos para os empréstimos com duração de um dia. 

Quando se fala em estabilidade dos preços, devemos pensar na estabilização das expectativas de inflação. O conselho do BCE visa manter as taxas de inflação em níveis inferiores, mas próximos a 2% no médio prazo, garantindo, também, uma margem de segurança contra a deflação.  Quando o banco central cede fundos ao sistema bancário, ele cobra juros, e como ele possui o monopólio da emissão de moeda, acaba tendo o poder também de orientar as taxas de juros de curto prazo.

Essas alterações nas taxas de juros diretoras afetam diretamente as taxas de juros dos bancos e do mercado monetário, e indiretamente as taxas oferecidas pelos bancos aos clientes. Além disso, afetam também os preços dos ativos (como os preços das ações), a taxa de câmbio, as decisões de poupança e investimento tanto das empresas como das famílias e a oferta de credito, a procura agregada e a oferta de credito aos bancos, tendo em vista que podem afetar os custos marginais dos bancos na obtenção de financiamento externo.

Para modo de exemplificação, segue abaixo quadro com as taxas de juros dos bancos centrais, entre eles o BCE e o BoE.

ecec I

No ultimo semestre, o BCE reduziu a sua taxa de juros para 0,15% com a finalidade de elevar a inflação a índice mais próximo de 2%. Essa tentativa de evitar a deflação causou reações imediatas no valor da moeda, que atingiu seu valor mais baixo nos últimos quatro meses. Além disso, o BCE revisou suas previsões de inflação para a zona do euro nos próximos anos, aumentando em ate 1,1% em 2015, assim como as taxas de crescimentos, previsão de 1,7%.

Referências:

http://pt.global-rates.com/

http://www.ecb.europa.eu/

http://www.portugues.rfi.fr/

http://www.bankofengland.co.uk/ “

Anúncios

24 Respostas to “ECEC I – Taxas de Juros Zona Euro e Inglaterra”

  1. Daniela Lourenço - ECEC Says:

    Com relação a redução realizada pelo BCE de sua taxa de juros, na última quinta-feira (04/09/2014), a intituição surpreendeu o mercado financeiro com um novo corte na taxa de juros para lutar contra a ameaça de deflação. Além do corte da taxa de juros para mínimo histórico, também anunciou um programa de compra de títulos garantidos por hipotecas e ativos a partir de outubro. O objetivo é fazer face à desaceleração econômica e fomentar a concessão de crédito às famílias e empresas.
    O BCE cortou a taxa diretora em dez pontos base para 0,05%. É atualmente uma das taxas mais baixas do mundo. Segundo o presidente do BCE, “as decisões de hoje, em conjunto com as outras em vigor, foram tomadas para sustentar a ancoragem firme das expectativas de inflação a médio e longo prazo em linha com o objetivo de manter a taxa de inflação abaixo, mas próximo, de 2%. Se for necessário, face ao risco de um período prolongado de baixa inflação, o Conselho de Governadores é unânime no seu compromisso de usar mais medidas não convencionais no quadro do seu mandato”. A parte não convencional, basicamente, resume-se ao Banco Central Europeu permitir aos bancos normais, os de retalho, de toda a zona euro, venderem ativos chamados ABS, “asset-backed securities”, que são, no fundo, titularizações de empréstimos.
    O receio geral é que a zona euro mergulhe numa espiral de queda de preços e salários.
    (Segue o link de um vídeo bem curto a respeito dessa notícia: http://www.youtube.com/watch?v=1aw8sS25wDE)

  2. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    Primeiramente, gostaria de expor um vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=YaxIPPMR3fI) que ilustra o que foi falado nas primeiras aulas de Economia Monetária e nos capítulos 2, 3 e 4 do nosso livro base- Mishkin. Este vídeo explica de forma bem simples e resumida o funcionamento do sistema monetário e introduz o conceito de Banco Central.
    Já sobre o tema desta semana, “Taxas de Juros Zona Euro e Inglaterra”, temos que a vantagem principal na adoção de uma única moeda entre alguns países é de facilitar a circulação de pessoas, bens e capitais. Facilita a locomoção das pessoas, já que se há uma mesma moeda entre os países não é preciso se preocupar com as flutuações do mercado cambial, pois não é necessário (óbvio) trocar de moeda para consumir bens e serviços neste ou deste outro país. E, além de facilitar para as famílias comprarem no exterior e viajarem, também facilita para as empresas venderem sem incorrer em custos cambiais.
    Apesar da desvantagem da perda de autonomia do país em criar sua própria taxa básica de juros e políticas monetárias, o euro, um símbolo de igualdade e identidade europeia, trouxe vantagens competitivas para a UE em relação ao resto do mundo, criando uma moeda forte, que indexa várias outras moedas mundo afora e é a segunda moeda mais utilizada atualmente, atrás apenas do dólar; sendo que o PIB em da UE foi superior ao dos EUA. Através da criação da zona do euro (da qual 18 países fazem parte), a EU (28 países) se tornou uma importante potência comercial, com estabilidade nos preços.
    Após a adoção do euro em primeiro de janeiro de 2002, passou-se a ter a mesma taxa de câmbio entre os países que adotaram tal moeda e a existência de políticas monetárias comuns.
    Como há nesse sistema uma estabilidade monetária de credibilidade, sendo o euro uma moeda estável, é permitido acesso à taxas de juros mais baixas e atrativas, facilitando e incentivando a tomada de crédito, aumentando o consumo e o investimento produtivo.
    Ademais, como bem exposto pelo grupo I, o BCE (Banco Central Europeu) visa a estabilidade dos preços (consequentemente, metas de inflação-deflação). Para atingi-las, o BCE modifica a taxa básica de juros e a taxa de depósitos bancários, compra e vende títulos públicos, bem como outras medidas monetárias. Uma reportagem recente que traz essa manobra do BCE é http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2014/09/04/internas_economia,527447/banco-central-europeu-surpreende-e-anuncia-mais-medidas-para-afastar-deflacao.shtml ; uma outra notícia a título de exemplificação sobre a compra de títulos públicos de 2012 é http://www.portugues.rfi.fr/economia/20121024-presidente-do-bce-defende-compra-ilimitada-de-titulos-de-dividas-soberanas .

    (Para mais informações acessar: http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/euro.htm , http://europa.eu/about-eu/basic-information/money/euro/index_en.htm , http://www.vbruno.net/escola/Economia_Escola/index.html e http://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/escb_pt_webpt.pdf)

  3. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    Com relação ao tema da semana, temos que a união em grandes blocos apresenta como vantagens a mais fácil circulação de pessoas e capitais – pois há uma mesma moeda em circulação -, além da facilitação para negociações empresariais, uma vez que desaparece a preocupação cambial dentro dos países de um mesmo bloco. Há certa desvantagem quando se observa que há perda de autonomia monetária de cada país individualmente, mas a sinergia gerada pela União Européia resulta hoje no Euro como sendo a segunda moeda mais usada no mundo (somente atrás do dólar), numa estabilidade de preços para o bloco e em um PIB conjunto maior que o dos Estados Unidos.
    A zona do euro tem 18 dos 28 países europeus, e seu Banco Central (BCE) apresenta vantagem competitiva suficiente capaz de permitir o acesso dos países do bloco a uma moeda estável, a inflação baixa e a taxas de juros que atraem investimentos produtivos.
    A crise financeira de 2008 e seus efeitos até os atuais dias colocam em xeque a supremacia de um modelo de concentração como é o da União Europeia. Entretanto, ela segue existindo.

  4. Mirian Wawrzyniak - ECEC Says:

    Um pouco sobre o Banco Central Europeu (BCE):

    Foi fundado em 1 de junho de 1998, na época teve adesão de 11 Estados membros(Inglaterra, Portugal, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Espanha, França, Finlândia, Áustria e Países baixos). Sua principal missão é preservar o poder de compra do euro assegurando a estabilidade de preços. Sua sede está localizada na cidade de Franfurt na Alemanha.
    As principais funções do BCE são:
    • Manter a estabilidade de preços na União Europeia.
    • Garantir o bom funcionamento do sistema de pagamentos.
    • Administrar as reservas de divisas que os países membros nele depositam,
    • Colaborar com as autoridades de cada país nas funções de supervisão bancária,
    • Emitir as notas de euro.
    • Estabelecer a quantidade de moedas de euro que os países membros devem cunhar para assegurar o fornecimento.

  5. Naíma Meiado - ECEC Says:

    Quanto temos a redução da taxa de juros, como o BCE tem feito, esta subentendido que o preço do bônus então aumentaram. Dessa forma, teríamos um excesso de oferta de bônus. Segundo a teoria do livro The Economics of Money, Banking, and Financial Markets, sabemos que quando a quantidade demandada (ou ofertada) muda em decorrência de uma mudança no preço do bônus, temos um movimento ao longo da curva. Alguém sabe me explicar o que aconteceria então? Não consegui entender muito bem esse movimento ao longo da curva.

  6. Lenise Gonçalves- ECEC Says:

    Primeiramente, gostaria de expor um vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=YaxIPPMR3fI) que ilustra o que foi falado nas primeiras aulas de Economia Monetária e nos capítulos 2, 3 e 4 do nosso livro base- Mishkin. Este vídeo explica de forma bem simples e resumida o funcionamento do sistema monetário e introduz o conceito de Banco Central.
    Já sobre o tema desta semana, “Taxas de Juros Zona Euro e Inglaterra”, temos que a vantagem principal na adoção de uma única moeda entre alguns países é de facilitar a circulação de pessoas, bens e capitais. Facilita a locomoção das pessoas, já que se há uma mesma moeda entre os países não é preciso se preocupar com as flutuações do mercado cambial, pois não é necessário (óbvio) trocar de moeda para consumir bens e serviços neste ou deste outro país. E, além de facilitar para as famílias comprarem no exterior e viajarem, também facilita para as empresas venderem sem incorrer em custos cambiais.
    Apesar da desvantagem da perda de autonomia do país em criar sua própria taxa básica de juros e políticas monetárias, o euro, um símbolo de igualdade e identidade europeia, trouxe vantagens competitivas para a UE em relação ao resto do mundo, criando uma moeda forte, que indexa várias outras moedas mundo afora e é a segunda moeda mais utilizada atualmente, atrás apenas do dólar; sendo que o PIB em da UE foi superior ao dos EUA. Através da criação da zona do euro (da qual 18 países fazem parte), a EU (28 países) se tornou uma importante potência comercial, com estabilidade nos preços.
    Após a adoção do euro em primeiro de janeiro de 2002, passou-se a ter a mesma taxa de câmbio entre os países que adotaram tal moeda e a existência de políticas monetárias comuns.
    Como há nesse sistema uma estabilidade monetária de credibilidade, sendo o euro uma moeda estável, é permitido acesso à taxas de juros mais baixas e atrativas, facilitando e incentivando a tomada de crédito, aumentando o consumo e o investimento produtivo.
    Ademais, como bem exposto pelo grupo I, o BCE (Banco Central Europeu) visa a estabilidade dos preços (consequentemente, metas de inflação-deflação). Para atingi-las, o BCE modifica a taxa básica de juros e a taxa de depósitos bancários, compra e vende títulos públicos, bem como outras medidas monetárias. Uma reportagem recente que traz essa manobra do BCE é http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2014/09/04/internas_economia,527447/banco-central-europeu-surpreende-e-anuncia-mais-medidas-para-afastar-deflacao.shtml ; uma outra notícia a título de exemplificação sobre a compra de títulos públicos de 2012 é http://www.portugues.rfi.fr/economia/20121024-presidente-do-bce-defende-compra-ilimitada-de-titulos-de-dividas-soberanas .

    (Para mais informações acessar: http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/euro.htm , http://europa.eu/about-eu/basic-information/money/euro/index_en.htm , http://www.vbruno.net/escola/Economia_Escola/index.html e http://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/escb_pt_webpt.pdf)

  7. Malena Figueiredo - ECEC Says:

    Achei o tema da semana muito interessante, pois trata de um assunto que foi um importante passo no processo de integração europeia. A adoção do euro por diversos países europeus é, sem dúvidas, um dos maiores passos já dados no cenário econômico mundial, sendo a Zona do Euro hoje um grande e importante bloco monetário. Como já foi dito pelo grupo, sabe-se que BCE assumiu a responsabilidade pela política monetária da Zona do Euro, cujo principal objetivo é manter a estabilidade dos preços, através do controle da inflação – cuja meta é não ultrapassar 2% – e fixação de taxas de juros.
    Determinar a taxa de juros na zona do euro não é uma tarefa fácil. Supondo por exemplo que se opte por diminuir a taxa de juros, o consumo será estimulado assim como haverá crescimento econômico. Em contrapartida, ao aumentar a taxa de juros, as pessoas irão poupar mais e consumir menos, o que pode ser um eficiente método para impedir elevados índices de inflação. Entretanto, elevar as taxas de juros significa para o governo pagar mais pelos seus empréstimos e isso pode se complicar com a existência de diferentes índices de inflação e taxas de crescimento entre os países. Por isso que, apesar de polêmica, existe uma taxa de juros de referência para os estados-membro.
    Notícias recentes sobre a atuação do banco central mostram as medidas que vêm sendo tomadas para manter a estabilidade do preço na zona do euro. Na semana passada, o BCE cortou as taxas de juros, reduzindo o custo de empréstimos na tentativa de elevar a inflação. O Jornal de Negocios de Portugal anunciou na quinta feira (11) desta semana que o BCE irá atuar novamente, caso a taxa de inflação não subir e não houver o aumento de liquidez no mercado.

  8. Beatriz Mendonça Félix - ECEC Says:

    O Banco Central Europeu, desde 1999, ocupa-se com a política monetária da zona Euro. Ele não tomou o papel dos bancos centrais mas colabora estritamente com eles. Um dos papéis mais importantes do BCE é vigilar a estabilidade dos preços na zona Euro. Para isto, o BCE tem por objectivo manter a inflação abaixo dos 2% anuais, como já foi dito. A decisão do BCE de cortar taxas de juros para mínimas recordes na semana passada foi necessária para evitar os riscos de uma inflação excessivamente baixa.
    Os juros BCE são os chamados juros referenciais, que é a taxa que os bancos devem pagar no momento em que pedem dinheiro emprestado ao BCE. Os bancos utilizam este regulamento em momentos de escassez de liquidez. As taxas interbancárias tal como os juros Euribor reagem de maneira bastante forte a modificações nos juros referenciais. Por causa disto, os juros BCE formam um bom meio para influenciar o nível dos juros do mercado.

  9. Fernanda Dandaro - ECEC Says:

    Os países europeus enfrentaram uma grave crise em meados de 2010, que ficou conhecida como a Crise do Euro. Na verdade a crise começou em 2008, nessa época a zona do euro enfrentava uma escassez de oferta de liquidez a nível mundial, e teve seu auge em 2010 quando foi considerada a maior crise já enfrentada pela União Europeia.
    Na época foi muito discutido o quanto seria bom ou ruim ter uma união monetária, com uma moeda única e um banco central comum a todos os países participantes. Porém, apesar das dúvidas levantadas, no início de 2014 muitas das economias apresentaram crescimento econômico, evidenciando uma recuperação para a UE.
    O Banco Central Europeu (BCE) desempenhou um papel importante na recuperação dos países, respondendo a crise com uma série de medidas de política monetária convencionais e não convencionais. O objetivo das medidas não convencionais era, sobretudo reduzir a fragmentação financeira e restaurar o funcionamento adequado da política monetária na zona do euro, tentando eliminar os riscos de financiamento dos bancos e os riscos de redominação. Além disso, o BCE realizou reformas financeiras e teve um papel importante na consolidação do setor financeiro através das suas novas funções de supervisão.
    Os resultados positivos, das medidas adotadas durante a Crise do Euro, estão se tornando cada vez mais visíveis a medida que os países da União Europeia vão recuperando seus desempenhos econômicos.
    Para mais informações: http://www.ecb.europa.eu/press/key/date/2014/html/sp140218.pt.html

  10. Vladimir - ECEC Says:

    O BCE é instituição interessante pois é responsável pela política monetária de toda a zona do euro. A moeda única tem sido importante no continente europeu para reduzir custos de transação e facilitar a mobilidade de capitais, contribuindo para aumentar a eficiência da alocação de recursos. Por outro lado, a moeda única impossibilita que cada país adote sua própria política monetária, o que causou problemas principalmente após a crise de 2008.
    Com países em situações econômicas distintas (como por exemplo Alemanha e Grécia), iniciou-se uma discussão e até foi levantada a possibilidade de a Grécia deixar o euro. Sem ter a opção da política monetária, a Grécia (e também outros países como Irlanda, Espanha e Portugal) teve que adotar políticas de austeridade, cortando uma série de gastos. Embora a austeridade fosse necessária de qualquer forma, combiná-la com a política monetária poderia suavizar o processo de recuperação e torná-lo menos custoso (doloroso).
    Apesar da renúncia à soberania monetária exigida pela adoção de uma moeda única, os países da zona do euro vêm colhendo os benefícios de ter uma moeda forte, aceita internacionalmente e que torna o fluxo de bens, serviços e capitais mais eficiente.

  11. Amanda Galhardo - ECEC Says:

    A Inglaterra, mesmo sendo integrante da União Européia desde 1973, não aderiu ao euro e optou por manter sua moeda tradicional, a libra esterlina, por razões econômicas e culturais. O Banco da Inglaterra manteve a autonomia para usar certas estratégias (como intervenções na taxa de juros ou desvalorizações da moeda) para regular a economia. E além disso, não via com bons olhos a perda de soberania e um de seus símbolos nacionais, a libra.
    Euribor é a junção das palavras Euro Interbank Offered Rate (taxa de juros oferecida em euro, em português) e existe desde 1999, ano em que o Euro foi introduzido. As taxas Euribor baseiam-se na média das taxas de juros praticadas em empréstimos interbancários em euros de bancos proeminentes europeus, alinhada pelo volume de oferta e procura de títulos. Para a determinação das taxas Euribor são excluídas 15 por cento das porcentagens mais altas e das porcentagens mais baixas obtidas. É normal ouvirmos muitas vezes A taxa Euribor, como se existisse apenas uma taxa Euribor, entretanto, no total, existem 8 taxas de juros Euribor, todas elas com um prazo diferente.
    Por não fazer parte da Zona do Euro, os bancos ingleses ficam de fora da determinação da Euribor, por isso existe a Libor. Libor é a taxa média interbancária contra a qual um grupo representativo de bancos se propõe efetuar empréstimos mutuamente no mercado monetário de Londres. A maior diferença é que Libor aplica-se a moedas diferentes (incluindo dólar americano, libra esterlina britânica e euro europeu).
    Nos comentários anteriores, foram citadas algumas medidas que o BCE tomou recentemente para fomentar a economia europeia, portanto, vale ressaltar que, neste sábado, Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu disse que é esperado que a zona do euro volte a ter um crescimento modesto no terceiro trimestre, mas que o avanço econômico no ano será inferior a um por cento.

  12. Patricia Mendonça De Angelis - ECEC Says:

    O euro como moeda única auxilia na integração da economia da zona do euro, pois diminui os riscos e custos adicionais, antes existentes, ao realizar operações comerciais. Outros benefícios almejados pela utilização do euro como moeda única são uma maior estabilidade econômica e um maior peso da União Europeia na economia mundial, gerando assim maiores oportunidades de investimentos para os países participantes. Porém para que todos esses benefícios sejam gerados para os países membros, é fundamental que exista uma boa gestão da economia da zona euro, principalmente em períodos de crise.

    http://ec.europa.eu/economy_finance/euro/why/index_pt.htm

  13. Wenderson de Moraes Pizzo - ECEC Says:

    As principais missões do Banco Central Europeu é garantir a estabilidade dos preços nos países que pertencem à zona do euro e zelar pela estabilidade do sistema financeiro. E os principais benefícios de se manter a estabilidade nos preços, segundo “BCE (2004), A Política Monetária do BCE, p. 44.” são:
    • “A estabilidade de preços facilita o reconhecimento de variações nos preços relativos, visto que estas não são ocultadas por flutuações no nível global dos preços. Tal permite às empresas e aos consumidores tomar decisões de consumo e investimento de forma mais informada. Por seu lado, permite ao mercado uma afeição de recursos mais eficiente. Ao ajudar o mercado a utilizar os recursos da forma mais produtiva, a estabilidade de preços aumenta o potencial produtivo da economia.
    • Se os investidores tiverem a certeza de que os preços se manterão estáveis no futuro, não exigirão um “premio de risco de inflação” que os compense pelos riscos associados à detenção de ativo nominais a mais longo prazo. Ao reduzir estes prêmios de risco da taxa de juro real, a política monetária pode contribuir para a eficiência da afeição de recursos pelos mercados de capitais, aumentando assim os incentivos ao investimento, o que por seu lado fomenta o bem-estar econômico.
    • A manutenção credível da estabilidade de preços torna também pouco provável que famílias e empresas desviem os recursos de uma utilização produtiva para cobrir os riscos de inflação. Por exemplo, numa conjuntura de inflação elevada incentiva-se a acumulação de bens reais, uma vez que nestas circunstâncias estes mantêm melhor o seu valor do que a moeda ou certos ativos financeiros. Contudo, a acumulação de bens não constitui uma decisão de investimento eficiente, impedindo, por conseguinte, o crescimento econômico.
    • Os sistemas fiscais e de segurança social podem criar incentivos perversos que distorcem o comportamento econômico. Na maioria dos casos, estas distorções são exacerbadas pela inflação ou pela deflação. A estabilidade de preços elimina os custos reais que advêm quando a inflação agrava o impacto distorcionário dos sistemas fiscais e de segurança social.
    • A manutenção da estabilidade de preços evita a redistribuição considerável e arbitrária de riqueza e de rendimento que surge tanto em conjunturas inflacionistas como deflacionistas. Uma conjuntura de preços estáveis contribui, assim, para a manutenção da coesão e estabilidade sociais. Tal como vários exemplos no século XX demonstraram, taxas de inflação ou de deflação elevadas criam frequentemente instabilidade social e política.”

    Ou seja, manter a estabilidade dos preços é muito importante, e o Banco Central Europeu, como já foi dito no texto do grupo e nos comentários da semana, tem os seguintes meios de atingir sua missão, são estes:
    • Fixar as principais taxas de juros e controlar o sistema monetário.
    • Atuar no mercado de divisas, a fim de manter o equilíbrio entre as taxas de câmbio.
    • Supervisionar os mercados financeiros dos países da zona do euro.
    • Autorizar os países pertencentes a zona do euro a emitir moeda.
    • Supervisionar o nível de preços da economia e avaliar os riscos para a sua estabilidade.

    Fonte:
    BCE (2004), A Política Monetária do BCE, p. 44.
    http://europa.eu/about-eu/institutions-bodies/ecb/index_pt.htm
    http://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/ecbhistoryrolefunctions2004pt.pdf
    Hanspeter K. Scheller, European Central Bank

  14. Leonardo de Vitto - ECEC Says:

    Pelo que podemos acompanhar da economia atual na zona do euro, percebemos o quanto a crise afetou uma região até então considerada impecável em sua conduta, de maneira a manter a estabilidade econômica, inclusive no que refere-se a confiança deste.
    No começo deste mês a diretora do FMI elogiou as medidas anunciadas pelo BCE, dizendo que estas ajudarão a enfrentar os perigos existentes num longo período de inflação fraca. A medida principal realizada pelo Banco Central Europeu havia sido o corte da taxa de juros reduzindo inesperadamente o custo do empréstimo para próximo de zero, assim elevando a inflação de maneira a aquecer a economia até então estagnada. Mas após um período de estagnação no PIB, o vice-presidente do BCE, Vitor Constancio pronunciou-se dizendo que para BCE, zona do euro vai voltar a um crescimento modesto no terceiro trimestre, menor que um por cento, mas ainda assim já apresenta alguma reação.

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/bce-espera-pib-positivo-para-zona-do-euro-no-3o-trimestre
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/medidas-do-bce-ajudarao-enfrentar-inflacao-na-europa-diz-fmi.html
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/banco-central-europeu-corta-juros-para-combater-ameaca-de-deflacao.html
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/confianca-da-zona-do-euro-cai-para-menor-nivel-em-8-meses.html

  15. Mariana V. Cunha - ECEC Says:

    O Eurosistema é constituído pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais dos Estados-Membros da União Europeia que participam na área do euro, isto é, que adotaram o euro como moeda.
    Atualmente, os Estados-Membros da área do euro são: Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letónia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Áustria, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia.
    O Eurosistema é a autoridade monetária da área do euro. Os Estatutos determinam que o Conselho, órgão principal do BCE, define a política monetária única da área do euro e dá orientação à Comissão Executiva para a sua execução. O objetivo primordial da política monetária é a manutenção da estabilidade de preços, instrumentos como definição da taxa de juros, emissão de moeda e supervisão das demais instituições financeiras são usados para atingir tal objetivo.
    Os bancos centrais nacionais do Eurosistema implementam descentralizadamente as decisões do Conselho.
    O Conselho tem também o direito exclusivo de autorizar a emissão de notas de banco da área do euro, as quais podem ser emitidas pelo BCE e pelos bancos centrais do Eurosistema.
    O Banco Central Europeu (BCE) é o banco central responsável pela moeda única europeia: o euro. A principal missão do BCE é preservar o poder de compra do euro e, desse modo, a estabilidade de preços na área do euro.
    Podemos observar bem esse papel do eurosistema e do BCE através das medidas, que foram tomadas durante e depois da crise de 2008, para retomar a estabilidade e estimular a economia dentre elas a mudança nas taxas de juros.O objetvo do BCE era abaixar as taxas de juros, barateando o crédito e assim estimular o consumo e o investimento. Essa medida não foi isolada na zona do euro, junto com a redução da taxa de juros americana, fazia parte de uma ação coordenada com outros bancos centrais. A taxa de juros da zona do euro reduziu 0,50%. No início de novembro de 2008, o Banco Central Europeu (BCE) baixou mais 0,50% os, o menor nível desde outubro de 2006.
    Na ação coordenada, o banco central britânico fez como o Fed: diminuiu sua taxa de juros em 0,5 ponto porcentual. No início de novembro, o Banco da Inglaterra – a autoridade monetária britânica – surpreendeu o mercado ao promover um corte de 1,5 ponto porcentual.

  16. Renan Barbosa Says:

    Embora respeitando o estatuto legal dos seus membros, o Eurosistema e o seu pessoal atuam como e projetam a imagem de uma entidade coesa e unificada. Nesse espírito e trabalhando em equipa, o Eurosistema expressa-se a uma só voz e mantém a proximidade com os cidadãos da Europa.
    Atualmente, com a economia europeia em dificuldade para recuperação da pior crise financeira recente, os ministros das Finanças da união europeia pediram à Comissão Europeia e ao BEI (Banco Europeu de Investimentos) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.
    Estes projetos e as ferramentas de investimentos serão discutidas no próximo encontro, em Luxemburgo, no mês de outubro.
    Para financiá-los, os ministros discutiram algumas ideias, como a sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de € 700 bilhões (US$ 907 bilhões), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de € 300 bilhões para recuperar a economia do continente.
    Além disso, um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.

    Mais em:
    http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_09_13/Uni-o-Europeia-busca-bilh-es-de-euros-para-reviver-a-economia-4214/

    https://www.ecb.europa.eu

    Renan Barbosa Marcos – ECEC

  17. Rafael Bussolan Mariano - ECEC Says:

    Conforme comentado por alguns colegas, sobre as novas táticas do Banco Central Europeu para condução da economia, abaixando a taxa de juros e comprando ativos do setor privado, foi destaque em vários jornais e notícias. O que notei foi que essa política é encarada como um “aperitivo”, mas não uma ação definitiva do Banco Central Europeu. Li algumas, e destaco 3, para leitura de todos:

    http://economia.estadao.com.br/blogs/celso-ming/2014/09/04/despeja-enxuga/

    http://www.valor.com.br/opiniao/3686302/uma-acao-astuta-mas-nao-decisiva

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2014/09/1511434-a-bancada-da-deflacao.shtml

  18. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    O Mecanismo Único de Supervisão (MUS) estabelece um novo quadro para a supervisão bancária na Europa. Compreende o Banco Central Europeu (BCE) e as autoridades nacionais competentes dos Estados-Membros da União Europeia participantes no MUS. Entra em vigor esse ano.
    Esse mecanismo tem como principais objetivos: assegurar a segurança e a solidez do sistema bancário europeu e aumentar a integração e a estabilidade financeiras na Europa.
    O MUS constitui um passo importante para a consecução de uma união bancária na União Europeia. Ele enfraquecerá a ligação entre os bancos e os respetivos Estados, o que ajudará a restaurar a confiança no setor bancário europeu. Isso é de extrema importância principalmente por causa da recente crise financeira, que mostrou com que força e rapidez os problemas do setor financeiro de um país se podem propagar a outros países, em particular no contexto de uma união monetária, e como esses problemas podem afetar diretamente os cidadãos no conjunto da área do euro.
    Para evitar conflitos de interesse entre a política monetária e a função de supervisão elas serão desempenhadas de forma independente e os órgãos de decisão do BCE debatem as duas em reuniões separadas.
    Além disso, é assegurada a separação organizacional dos membros de pessoal que contribuem diretamente para as funções de política monetária, a fim de evitar esses potenciais conflitos de interesse.
    O vídeo abaixo ajuda a entender um pouco mais sobre esse assunto que acredito ser uma das funções mais importante e interessante realizada pelo BCE atualmente:

    Fonte: https://www.ecb.europa.eu/ssm/faq/html/index.pt.html

  19. Vitória Zanetti Monseff (ECEC) Says:

    A Libor (London Interbank Offered Rate) e a Euribor (Euro Interbank Offered Rate) são taxas de juros referentes às transações interbancárias diárias, que ajudam melhor a definir melhor conceitos como liquidez e disponibilidade de crédito ao mercado, como algumas pessoas já citaram. São taxas de extrema importância no mercado já que, para e ter uma ideia, esta primeira é a taxa de juros para grandes empréstimos entre os bancos internacionais que operam no mercado londrino, apresentando a diferença de outras taxas de juros, já que sofre variações diárias; trazendo o caso para o Brasil, o Bacen atualiza a Selic a cada 45 dias. Já a Euribor é a como se fosse a Libor, mas da zona do euro.
    Acredito que o grupo poderia ter explorado melhor o conceito de ambas as taxas para, a partir deles, explicarem como são calculados, e como são impactadas e o que impactam na economia, direta ou indiretamente, como por exemplo, a concessão de créditos (será que variações nessas taxas mudariam as taxas de financiamento ao público? ou afetaria apenas setor interbancário?); impactos em alguns países da UE que passaram por recessão, como a Grécia, controle de inflação; impacto no financiamento do déficit do governo, quando fizer por emissão de títulos; relação entre moeda unificada (nesse caso, o euro), taxa de de câmbio e taxa de juros; entre outras análises.

    Referências:
    http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/1371558/conhe-ccedil-melhor-taxas-libor-euribor-refer-ecirc-ncias-agrave

  20. Laura Granados - ECEC Says:

    Apesar de procurar sobre na internet e ler os comentários eu ainda estou um pouco perdida nas taxas europeias. O grupo mencionou Official Bank Rate (taxa básica do BOE) e taxa de juros do banco central europeu e nos próprios comentários e na internet encontrei informações sobre a euribor e a libor. No entanto ainda não entendi a relação entre todas essas taxas e se uma influencia a outra.

  21. Gustavo Campanholi de Castro - turma de ECEC Says:

    O texto dessa semana me provocou algumas dúvidas sobre esse assunto que está nas notícias de economia todos os dias, mas que pouco sei. Tive dúvidas quanto a administração do BCE, que embora seja independente, fiquei com um pé-atrás, por um único banco central ficar a cargo de políticas monetárias de uma zona tão grande. Mas pesquisando consegui entender qual as finalidades desse método, que é de fixar preços entre os países, tornando o crescimento mais estável e acelerado. Encontrei que atualmente o BCE reduziu a taxa de juros a nível recorde para evitar a deflação, efeito que leva a menores salários, o que é uma preocupação para uma zona onde o crescimento anda muito lento. O que achei de interessante também, foi que o BCE reduziu a taxa de depósito a nível negativo, de 0% para -0,10%, com isso o BCE pretende pressionar os bancos a emprestar mais a empresas e famílias, também com objetivo de estimular o crescimento.

    http://www.portugues.rfi.fr/economia/20140605-banco-central-europeu-reduz-taxa-de-juros-nivel-recorde-para-evitar-deflacao

  22. Cássia Tamy Takematsu ECEC Says:

    Compartilho com a dúvida da Laura, sobre a relação das taxas de juros e suas influências. Principalmente, levando-se em conta a questão das novas medidas adotadas pelo BCE a fim de manter o nível de preços da zona do euro citadas em outros comentários. Pelo visto, são medidas consideradas não convencionais que estão desalinhadas as politicas monetárias adotadas por outros bancos centrais como, por exemplo, o Fed e o BoE. Dessa maneira, minha dúvida neste contexto está relacionada ao qual seria o impacto que as medidas do BCE, diante toda sua extensão de influência na economia mundial, teria em outras taxas de juros das economias.

  23. Pedro Chaim Says:

    Colaborações contabilizadas


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: