ECO K – Taxa de Juros do FED

 

Taxa de Juros do FED.

 O FED, Sistema de Reserva Federal (em inglês, Federal Reserve System – muitas vezes abreviado por Federal System), é o banco central dos Estados Unidos. A estrutura do FED é formada por um Conselho Administrativo (7 membros), por doze presidentes de bancos regionais (Federal Reserve Banks) e pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC – Federal Open Market Committee). O FOMC é o comitê responsável pela supervisão das operações de mercado aberto por intermédio do uso da política monetária e é formado por todos os sete membros do Conselho Administrativo e por cinco dos doze representantes dos bancos regionais. Uma crítica levantada sobre o FED aponta que não se trata, de fato, de uma instituição pública e sim privada. Embora sendo um organismo público independente, o banco central da América é propriedade de um número de grandes bancos não sendo, portanto, propriedade do estado.

O Sistema de Reserva Federal tem o papel de garantir a estabilidade do sistema financeiro dos Estados Unidos, além da execução e formulação de políticas monetárias, fiscalização dos bancos regionais e também emitir relatórios sobre a situação econômica dos Estados Unidos.  O FED regulamenta as instituições financeiras, administra o dinheiro da nação e influencia a economia mundial. Elevando e reduzindo as taxas de juros, criando dinheiro e usando alguns outros artifícios, o FED, assim como os bancos centrais dos outros países, tanto pode estimular como desacelerar a economia. Essa manipulação ajuda a manter a inflação baixa, as altas taxas das aplicações e o rendimento da produção. Uma das ações do FED para implementar a política monetária é o uso da variação das taxas de juros.

O FED tem o poder de controlar as taxas de juros por meio de títulos do governo. Os títulos do governo, por sua vez, podem ser comprados ou vendidos, isso varia de acordo com a necessidade da economia.  Se o banco central quiser reduzir a taxa de juros, ele deverá comprar títulos, injetando dinheiro na economia. Com mais dinheiro disponível, as taxas de juros diminuem. Por outro lado, se o banco central quiser aumentar a taxa de juros, ele deverá vender títulos. Essas alterações nas taxas de juros podem estimular o crescimento da economia e combater a inflação. Tudo isso afeta a taxa fundos federais (taxa cobrada entre os bancos para empréstimos de curto prazo) e a taxa de dedução de juros (taxa de juros cobradas dos bancos por empréstimos obtidos diretamente do FED)

Se a taxa de juros real (diferença entre juro nominal estabelecido pelo FED e a taxa de inflação) estiver baixa, o custo de vida também tende a ficar baixo. Isso estimula o crescimento econômico porque os empréstimos para compras e investimentos se tornam mais acessíveis. Se as pessoas podem conseguir maiores empréstimos, elas irão gastar mais, aquecendo a economia.

O problema é que uma taxa nominal baixa também pode acarretar em inflação. Se a demanda por uma determinada mercadoria excede a oferta, os preços desse produto subirão. Quando a inflação aumenta, o crescimento econômico começa a diminuir. O preço da mercadoria aumenta e então conseqüentemente a demanda por essa mercadoria diminui. A baixa demanda resulta em baixa produção e, com o tempo, o desemprego aparece.

Desta forma, o FED pode controlar a economia norte-americana através de diferentes métodos utilizados, incluindo, principalmente, o controle sobre a taxa de juros.

 

Links:

http://pt.global-rates.com/taxa-de-juros/bancos-centrais/banco-central-estados-unidos/juros-fed.aspx

http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/taxa-de-juros-fed.htm

http://www.federalreserve.gov/faqs/about_12594.htm

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26 Respostas to “ECO K – Taxa de Juros do FED”

  1. Marcelo Mc Knight - grupo O Says:

    Ultimamente os EUA vivem um período de agressivo estímulo a economia, principalmente com a política de estímulos que o FED está operando, comprando bilhões em títulos hipotecários e do tesouro americano e mantendo as taxas de juros próximas a zero. Tendo em vista que essa política expansionista é insustentável a longo prazo, quais seriam os efeitos esperados nos EUA e no resto do mundo quando de fato houver o encerramento da mesma?

    Marcelo Mc Knight, grupo O

  2. Augusto Rodrigues Simonetti Says:

    O post trouxe uma informação que considero importante e que até então eu não tinha conhecimento, que é o fato da estrutura gerencial do FED ser composta, em grande parte, por presidentes de bancos regionais. Achei que a proporção destes na administração fosse menor.

    Acredito que entre os motivos que levam o FED a ser uma instituição sólida e eficiente esteja o fato de o mesmo ser mais uma instituição privada do que pública; afinal, para se garantir o valor de compra de uma moeda não é necessário que a instituição responsável seja pública.

    Gostaria também de fazer uma observação em relação à frase “Quando a inflação aumenta, o crescimento econômico começa a diminuir.” Concordo com a afirmação parcialmente, já que um dos fatores que pode causar inflação é o excesso da oferta de moeda acima do equilíbrio. Essa expansão monetária implicaria, sob uma ótica do modelo keynesiano generalizado, na diminuição da taxa de juros e um aumento da renda no curto prazo.

    Já sob a ótica clássica, a curva de oferta agregada é vertical. Uma política expansionista deslocaria a demanda agregada para a direita. A um certo nível de preços inicial, haveria um excesso de demanda agregada sobre a oferta agregada, forçando os preços a subirem, diminuindo assim o salário real em um primeiro instante e aumentando a demanda por mão de obra e reduzindo a oferta de mão de obra. Em um segundo momento o salário nominal começaria a subir a fim de eliminar o excesso de demanda por trabalho. O nível de emprego não se altera e, portanto, o produto ofertado permanece o mesmo, mas com preços permanentemente mais altos.
    No mercado monetário, o aumento dos preços reduz a oferta monetária real (M/P), elevando a taxa de juros, reduzindo investimentos e consequentemente diminuindo o produto para seu ponto inicial, à medida que os preços sobem ao novo equilíbrio.

  3. Gustavo da Costa Says:

    Confesso que me senti um pouco confuso com o penúltimo parágrafo, mas concordo com ele no fim. Então vou esmiuça-lo para que depois eu possa expor de forma mais clara minha opinião sobre o assunto que envolve: Juros, Inflação e EUA.

    É fato que dado um rendimento menor de ativos financeiros (por enquanto desconsiderando inflação), os indivíduos optarão por reter moeda, o que aumentaria a demanda por ela (motivo portfólio). A partir do momento em que as pessoas possuem mais dinheiro em mãos, haverá um aumento na demanda por encaixes reais, ou seja, poderão comprar mais bens e serviços com a sua riqueza. Nesse ponto possuiremos a demanda total maior que a oferta, e percebendo isso, o mercado atingirá o equilíbrio elevando os preços da economia (Inflação).

    Porém, ao falarmos de inflação e taxas de juros, precisamos lembra do Efeito Fisher, que afirma que o aumento na taxa de inflação esperada faz crescer a taxa de juros nominais (i = r + ᴨ^e). E também precisamos lembrar que o que gera inflação é a expectativa de que os agentes tem de inflação. Os Estados Unidos sofreram alguns períodos de inflação elevada, mas agora ela é dita sob controle.

    Nos EUA em 2011 a inflação foi de 4% ao ano, decaindo para 2% em 2012 e configurando assim até a data presente (Global Rates). Períodos de preços elevados nessa economia foram logo depois de crises econômicas, como a de 2008 (e 2011 penso que o que interferiu foi a crise Europeia). A verdade é que como o FED é desassociado do governo, ele não será usado para defender os interesses de campanha de qualquer partido em situação. Ao longo prazo, a curva de Phillips é vertical, pois as pessoas internalizarão qualquer política monetária expansionista e/ou aumento nos gastos do governo, e o que geraria dessa política seria inflação.

    Ou seja, penso que é benéfico para a economia um banco central independente.

  4. Luiza Iglesias - ECO Says:

    Fiquei muito surpresa ao descobrir que o FED não se trata, de fato, de uma instituição pública, mas propriedade de um número de grandes bancos, não sendo, portanto, propriedade do estado. É difícil, para mim, imaginar um banco central como um organismo público independente, porém, é possível pensar nos benefícios, como o Gustavo citou, ele não seria usado para defender os interesses de campanha, ou outra situação. Pesquisando mais sobre o assunto, notei que durante o período de maior enriquecimento da história americana — 1865 a 1913 — não havia nenhum banco central, já que o Federal Reserve só foi criado em 1913. Não havia a necessidade de se ter um banco central para controlar a oferta monetária, já que os EUA ainda operavam sob o padrão-ouro clássico, o que prova que bancos centrais não são intrinsecamente necessários para o funcionamento das economias de mercado.
    Achei a explicação das formas de intervenções do FED e suas consequências (terceiro, quarto e quinto parágrafo) um pouco confusa. Confesso que estas ideias e conceitos ficaram mais claros para mim apenas após as aulas ultimas aulas de Economia Monetária: para controlar a taxa de juros (reduzi-la, como no texto), o FED deve comprar títulos, os pagando com moeda e, consequentemente, aumentando a demanda de moeda interna. Porém, o preço dos títulos só aumenta (consequentemente a taxa de juros diminui) devido à redução da oferta de títulos, movimento simultâneo ao aumento da demanda de moedas.

  5. Marina Ribeiro - Economia Says:

    Dado o post do grupo, acho válido ver como a taxa de juros foi utilizada em momentos decisivos da história para controles da inflação. Pensei na crise de 2001, mas devo lembrar que não tenho conhecimento profundo sobre o assunto e deixo em aberto para comentários e correções.
    Em 2001, a taxa de juros americana começa a cair. Quando a taxa de juros está baixa, há um aumento da preferência por liquidez por parte dos agentes econômicos. Logo, há um aumento da demanda por bens e serviços e, conseqüentemente uma elevação dos preços. No caso da bolha do dot.com, como as expectativas de inflação encontravam-se bem acomodadas, o FED fez uso da política monetária atuando no mercado de títulos para aumentar a taxa de juros e controlar os possíveis efeitos da recessão.

  6. Lívea - Economia Says:

    Muito bem sugerido Marina. Acho interessante a ideia de analisar a forma como o Banco Central faz uso da taxa de juros para estabilizar a economia. Pesquisando melhor, quando o FED controlou a crise de 2001 ele já aplicava o regime de metas de inflação firmado na Regra de Taylor. Como aprendemos em Macroeconomia II Regra de Taylor é muito importante pois é através dela que os Bancos Centrais controlam a taxa de juros realizam operações de Open Market.

  7. Amanda Pinotti-Economia Says:

    Achei muito válidas as informações do post, primeiramente porque fiquei surpresa ao saber que o FED é uma instituição privada, sendo propriedade de outros bancos e não do governo. Acredito que esse formato torna a instituição mais eficiente, no controle da taxas de juros e na regulação da economia, como já foi citado anteriormente, por ser independente, o FED dificilmente será influenciado por interesses partidários.
    Pesquisando mais sobre o tema pude ver que desde a crise de 2008 a instituição mantém a taxa de juros próxima de zero para estimular a recuperação econômica, contudo nos últimos meses, os sinais de fortalecimento na economia norte americana farão com que os membros do FED aumentem a taxa de juros a médio prazo afim de desacelerar a economia e não gerar inflação. Os membros da instituição se dividem entre um aumento tardio e um aumento rápido, pois algumas pessoas acreditam que o crescimento do país superará as expectativas.

  8. Alice Ferraz - Economia Says:

    Gostei da primeira parte do post, que trata mais de definição da taxa de juros do que de descrição de cenários de atuação do FED. Contudo, senti falta de situações reais que nos demonstrassem na prática como o FED manipula o juros e como as agentes respondem (Mas podemos verificar dois bons exemplos nos comentários da Marina e da Amanda).

    Pesquisando achei um site (segue abaixo) que descreve de forma sistemática os ajustes do FED a partir de 1971 – o que é muito interessante pois abrange períodos historicamente importantes na política monetária norte americana. Como apensa cita os momentos, achei válido destacar um destes e tentar explicar melhor.

    Em 1973, ano da deflagração da crise do petróleo, os EUA se deparou com uma inflação fora dos padrões de 9,3%. Como o grupo k explicou, para conter o avanço inflacionário, o FED aumentou a taxa de juros de 5,75% para 11%. Mesmo assim, a inflação segui crescendo até 1974, permanecendo com dois dígitos. Numa tentativa de acabar como crescimento exagerado da inflação, os policy makers elevam a taxa de juros para 13%, e então baixaram dramaticamente para 7,5%. Como vimos em Macroeconomia II, essa foi uma política discricionária do juros, que abre um debate interessante, contudo, não relevante para o tema do post. Este é um bom exemplo de como é necessário ser cauteloso ao aplicar as políticas monetárias e considerar a expectativa de inflação dos indivíduos, pois, como mostra a fonte citada, a taxa de inflação demora a cair, devido a grande confusão criada nos agentes com as diversas alterações da taxa de juros.
    Deixo aberto aos que acharem algo para corrigir ou para comentar, pois como é um tema que não foi estudado pela maioria dos alunos deste período, é smeprebom saber mais.

    Fonte: http://useconomy.about.com/od/monetarypolicy/p/Past_Fed_Funds.htm#&newsissues

  9. Tulio Anselmi Dorigan - Economia Says:

    Acho que ponto mais interessante a se discutir é o fato de o FED ser uma instituição mais privada do que pública. Digo interessante pois no Brasil o BACEN é uma instituição pública e dependente do governo. Ou seja, no caso brasileiro, pode ocorrer (e ocorre) de interesses políticos afetarem a política monetária.
    Em termos econômicos, um exemplo de problema que resulta dessa interferência no BACEN é a inconsistência dinâmica (quando no momento t o policy maker anuncia que fará algo e os agentes internalizam essa informação mas, no momento seguinte t+1, o policy maker não faz o que “prometeu”). Quando estudamos esse problema em Macro II, vimos que uma das motivações para o policy maker ter essa atitude era quebrar o trade-off entre desemprego e inflação apresentado pela curva de philips. Em outras palavras, o policy maker pode querer reduzir o desemprego, sem que haja inflação no curto prazo, por meio da política monetária.
    Quando vejo essa estrutura do FED, que o torna-o uma instituição mais privada do que pública, imagino que o risco de inconsistência dinâmica da política monetária ocorrer é menor. Bem legal perceber isso !

    Além disso, um outro ponto que queria colocar é completar o texto acima com alguns dados:
    http://www.tradingeconomics.com/united-states/interest-rate
    Nesse site dá para observar a taxa de juros do FED de 1971 até hoje. É bacana de ver que nos momentos de crise, como em 2001 (como falaram nos posts anteriores) e em 2008, essa taxa de juros despenca.

    • Roseli Silva Says:

      Tulio, o que significa “o policy maker ter essa atitude”? Se for “ser discricionário”, ou seja, não fazer o que prometeu, então o tradeoff ocorre! Acho que houve alguma imprecisão na forma que vc escreveru, mas veremos esse tópico mais adiante!

  10. Bruno Jhonata - ECO, GRUPO O Says:

    Achei interessante no texto do Grupo K e nos comentários é que, além de abordarem como o FED utiliza seus instrumentos para controlar a taxa de juros, foi o que tomou bastante atenção do pessoal: o grau de independência em relação ao governo americano. Alguns dizendo que isso é bom, pois com isso o banco central não se subordina aos interesses partidários.
    Encontrei um artigo de João Sicsú do Instituto de Economia da UFRJ, em que ele levanta essa discussão e seleciona alguns momentos na história dos EUA onde o FED atua na determinação taxas de juros, vezes em que entra em conflito com o tesouro americano. O objetivo, entretanto, do estudo é mostrar o grau de correlação negativa entre Independência do Banco Central (IBC) e a taxa de inflação.
    Logo no início do artigo, ele mostra uma definição dos defensores da tese da IBC para o grau de autonomia: Independência de um banco central não significa autonomia para realizar políticas monetárias sem interferência do governo, mas sim, autonomia em perseguir como único objetivo o da estabilização dos preços. Mas se o banco central tiver mais de um objetivo, e que este incorra em fazer uma escolha (trade-off inflação x desemprego), com certeza essa será uma decisão política, tomada fora do BC.
    E quando ele aborda atuação do FED através dos momentos históricos, vemos episódios onde o grau de autonomia aumenta e diminui em relação ao governo central, sendo por vezes, um banco central subordinado.
    Por exemplo, durante a Primeira Guerra Mundial. Quando os EUA entraram na Guerra, o FED teve de financiar o Tesouro americano, sem limites. Mesmo tentando resistir, dizendo que o melhor caminho era a taxação, com a aprovação da Lei dos tempos de guerra o FED foi obrigado a financiar o tesouro através de empréstimos a baixas taxas de juros.
    Abaixo, está o link desse artigo para quem quiser ler. E por último, vi também um texto no site do Banco Central do Brasil que se chama Trabalhos para Discussão, e tem uma questão interessante falando de grau de autonomia do Banco Central: como pode uma instituição governamental ter um mandato que pode eventualmente entrar em conflito com outras áreas de um governo democraticamente eleito?

    http://ww2.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/a_tese_da_independencia_do_banco_central_e_a_estabilidade.pdf

    http://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/wps02.pdf

  11. Renato Domingues - Economia Says:

    É importante ter em mente a capacidade do FED, assim como a de outros bancos centrais, de controlar as taxa de juros e, dessa forma, estimular ou não a economia. Segundo o post, as alterações nas taxas de juros podem combater a inflação. Porém, pesquisando sobre o assunto, pode-se verificar que desde a crise de 2008 a política monetária do FED perdeu a capacidade de influenciar a taxa de inflação.
    Olhando para a base monetária, houve uma expansão extremamente significante no final de 2008 para cá, porém no mesmo período a inflação não teve mudanças significativas (não houve uma hiperinflação, como muitos poderiam imaginar).
    Uma provável explicação para isso é o fato de que os bancos não emprestam todo o dinheiro criado pelo FED, algo que pode ser verificado pela evolução da carteira de crédito do sistema bancário nos Estados Unidos (quantidade de empréstimos bancários), sendo que o nível está bem parecido com o de 2008, apesar de algumas oscilações (o nível tem aumentado nos últimos meses, indicando que esse quadro pode mudar no futuro). Houve, sim, um aumento das reservas que os bancos mantêm depositadas junto ao FED. Verificou-se, então, que a base monetária explodiu, mas a concessão de empréstimos pelo sistema bancário não aumentou, o que ajuda a explicar tal fenômeno.
    Dessa forma, conclui-se que o FED, dependendo da situação econômica, não consegue afetar a inflação através da política monetária, sendo que o sistema bancário desempenha um importante papel nesse processo.

    • Roseli Silva Says:

      Veja, em momentos de recessão, o bc volta sua política para reduzir a recessão e o desemprego exatamente pq o efeito sobre a inflação é pequeno mesmo (tem excesso de oferta de bens e serviços em geral e há menos pressão inflacionária); os efeitos de longo prazo podem, sim, ser inflacionários; por isso a preocupação em como e em que momento reverter a política expansionanista!

  12. Adelge Pereira de Lima Júnior Says:

    As informações contidas no trabalho do grupo K, somadas ao conhecimento já adquirido à cerca do Banco Central brasileiro mostram as diferenças de funcionamento interno entre os dois órgãos, FED e Bacen. O fato de o FED ter um grau de dependência do governo, ainda que existente, muito menor que o grau de dependência do Banco Central brasileiro, reflete na concentração mais elevada dos esforços daquele órgão no cumprimento das metas da política monetária em relação ao Bacen, que também deve levar em conta os interesses políticos do Governo brasileiro em relação à política monetária nacional. Entretanto, há uma crítica em relação ao FED que observa que por ele ser um órgão cujas decisões são tomadas por bancos privados, seus interesses também possam ser voltados para beneficiar tais bancos.
    Um bom documentário sobre o FED é “The Money Makers”, segue o link do documentário legendado abaixo:

    • Roseli Silva Says:

      Adelge, busquei fontes desse documentário e achei tudo muito esquisito. É um canal no youtube conectado a vários sites e blogs que me pareceram “teoria da conspiração”; além disso cita falas de pessoas não identificadas como verdades absolutas. A responsável pela produção do vídeo é royal production company WA USA sobre a qual nada se encontra na internet.
      Explorar a net é bacana, mas precisamos ter um cuidado em examinar a fonte das informações.

  13. Eleonora de Oliveira Says:

    Como muito apontado pelos outros colegas, o que mais surpreende é saber que o FED apresenta uma independência do governo americano. Eu concordo em até certo ponto de que este cenário soe mais benéfico para o sistema monetário norte-americano, por demonstrar um desvinculo com interesses partidários e, por isso, cumprir seu papel de manter a inflação baixa. Mas, por outro lado, esta tal independência pode muito bem servir muito mais a favor dos bancos que formam o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC – Federal Open Market Committee) do que a própria a sociedade e, consequentemente, o país em si. Além disso, como mostrado pelos outros colegas, em alguns períodos, o FED não teve a competência de cumprir sua função de manter a economia estabilizada, assim como ocorre com outros bancos centrais vinculados ao governo. Por isso, não apoio a ideia de que um banco central independente seja a melhor opção, pois acredito que quando há a subordinação ao governo, os interesses do bem-estar da população e da manutenção da economia estejam mais em pauta, além de ser mais fácil detectar e corrigir alguma irregularidade.

  14. Otávio Beraldi Ribeiro Says:

    Confesso que após a presidenciável Marina Silva apontar que caso eleita daria autonomia ao banco central, agradando os setores mais a direita, eu me senti confuso. Acho muito interessante o fato do FED ser independente e portanto o presidente no poder não possa usar desse Banco central no ano de eleição para se promover e tentar se reeleger. Mas até que ponto o FED é um exemplo para nós, eu admito não saber. O BACEN aqui no Brasil por ser subordinado tem suas vantagens, o poder não está nas mãos dos grandes bancos e as atividades financeiras podem acompanhar os programas políticos o que seria benéfico à sociedade. Creio que seja uma discussão muito válida, pois as duas formas de manutenção do Banco Central tem suas vantagens e ainda as desvantagens que são as mais que saltam as vistas. É pior um partido no poder que usa do banco para se reeleger principalmente no último ano, ou deixar que uma já elite financeira controle a atividade monetária do país podendo se beneficiar ainda mais em detrimento da população, acredito não ter experiência ou maturidade suficiente na área para poder fazer essa afirmação com segurança.

  15. Tadeu Mello ( Economia) Says:

    Após ler o post, fiquei pensando na questão o FED ser uma instituição privada e não pública e a também na discussão gerada com relação a esse fato. Ao meu ver a independência do BACEN é algo positivo desde que altamente regulamentado. Pois apesar de o BACEN algumas vezes defender os interesses dos partidos políticos, ele visa o interesse da economia e da sociedade brasileira como um todo. Concordo com o argumento do Adelge em que é criticado a postura do FED em relação à defesa dos interesses dos bancos privados. Para mim o Brasil não teria a maturidade necessária para uma decisão como essa. Acredito que os interesses dos bancos ( setor com maior valor de mercado na Bolsa de Valores Brasileira) seria defendido de maneira prejudicial à sociedade, tendo em vista que numa comparação simples entre Brasil (BACEN) x EUA (FED) não levamos em conta o maior desenvolvimento do mercado americano.
    Bom com relação a atual política monetária do FED, fui até o site do Federal Reserve para me atualizar sobre a posição atual do FED. O atual relatório do FED, datado de 15 de julho diz que a política monetária americana visa o pleno emprego e a estabilidade de preços, para isso é usada uma política acomodatícia. A taxa de juros dos bonds estão no limite inferior. Segue o link da parte de política monetária do relatório do FED para quem tiver interesse: http://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/mpr_20140715_part2.htm

    No relatório é possível encontrar dados e gráficos de grande interesse para a aplicação das teorias de Economia Monetária.

  16. Alex Bahov Junior Says:

    O fato do FED ser uma instituição “semi privada” me causou certa surpresa. Além do FED, outros bancos como o Banco d´Itália, Deutsche Bundesbank, Banque de França, Banco de Inglaterra) e o próprio Banco Central Europeu são bancos controlados parcialmente pelo setor privado. Pesquisei um pouco sobre os prós e contras de se ter um banco central privado e nada encontrei. Gostaria de saber quais (caso existam) os requisitos para se ter um banco central parcialmente (ou totalmente caso possível) privado e quais os ganhos e perdas em caso de adoção desse sistema.

  17. Juliana Rodrigues - Economia Says:

    Também senti falta de alguns exemplos reais de políticas executadas pelo FED, mas acredito que os casos postados por alguns colegas deixaram mais claro como o FED controla a taxa de juros e, com isso, a economia norte-americana. Além de demonstrar na prática como é conduzida a política monetária, acredito que seja interessante entender as diferenças entre os demais bancos centrais, inclusive o brasileiro.
    Segue um link que explica as diferenças entre o FED e o BCE (Banco Central Europeu) na criação de dinheiro. Acredito que facilite o entendimento de como ambos operam. Não encontrei um comparativo com o Brasil.
    “Diferenças entre o FED e o BCE na criação de dinheiro “ http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=502

    Em relação ao debate em relação à autonomia do Banco Central brasileiro, vi que vários outros bancos centrais ao redor do mundo, além do FED, têm autonomia formal garantida em lei, como o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais do Japão, Chile e México. Com as eleições, o assunto tem sido bastante recorrente e concordo que há pontos positivos tanto no discurso daqueles que defendem a independência quanto daqueles que são a favor apenas de uma autonomia operacional. Concordo que a exemplo do que já acontece no FED, a independência do banco central seria uma forma de manter a entidade mais preservada de pressões políticas e com maior credibilidade. Porém, como levantado pelo Otávio, também tenho dúvidas em relação aos reais benefícios da independência do Banco Central no Brasil e me questiono até que ponto o FED é um modelo a ser seguido, visto que esse nem sempre conseguiu cumprir seu papel de garantir a estabilidade do sistema financeiro dos Estados Unidos. Não é porque o FED é independente que devemos importar esse sistema. Acho complicado pensar em um banco central com objetivos distintos das políticas do governo federal.

  18. Lucas Teofilo - Economia Says:

    O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, anunciou hoje (31/07/2013) que vai manter o programa de compra de ativos, no valor de US$ 85 bilhões por mês, como estímulo à economia do país. O Fed também manteve inalteradas as taxas de juros.
    A entidade revelou que o crescimento da economia dos Estados Unidos na primeira metade do ano foi “modesto”, manifestando preocupações com a taxa de desemprego no país. Para o Fed, enquanto a taxa se mantiver acima dos 6,5%, os estímulos à economia norte-americana terão de continuar ativos.
    O Fed também manteve inalteradas as taxas de juros em um intervalo entre 0 e 0,25% e anunciou que continuarão baixas, em face do crescimento “moderado” da economia e enquanto a taxa de desemprego for elevada. O Fed anunciou que a política monetária de juros baixos é adequada enquanto a taxa de desemprego continuar acima dos 6,5%.

  19. Pedro Chaim Says:

    Colaborações contabilizadas


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