O Economista de amanhã

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É você, estudante de economia de hoje. Você já pensou sobre o tipo de educação que você está recebendo? Eu pesquiso, estudo e ensino mainstream economics e sempre sou clara sobre com quais “óculos” vamos olhar para o mundo em aula, e sou favorável ao pluralismo de ideias, acredito que seja talvez a nossa mais importante tarefa contribuir para  formar jovens com aguçado senso crítico. Por isso convido meus alunos, como primeira atividade interativa das turmas de Economia Monetária, a tomar o bonde da atualidade – assistam ao vídeo, pesquisem os links indicados, indiquem outros, o que mais há no mundo nesse mesmo sentido?? Você já tinha ouvido falar sobre esse movimento internacional de estudantes? O que vocês, Uspianos, podem fazer para contribuir? Há algo parecido no Brasil (há uma fala sobre isso no vídeo, quem descobre quem já está envolvido, que faculdades?)? Já tinha ouvido falar sobre Wendy Carlin (tem um post em que falo do excelente livro de macro dela e Soskice aqui)?

“The master economist… must be a mathematician, historian, statesman and a philosopher – in some degree” (J.M. Keynes)

Preparados? Vamos lá:

O vídeo Oikonomos – Transforming Economic Education

Institute for New Economic Thinking.

Cambridge Society for Economic Pluralism,

Skidelsky sobre o tema, num post em Project Syndicat.

Matéria no Financial Times.

Aqui, uma síntese bacana no The Curriculum in Open-access Resources in Economics (CORE) project: Saving the baby, not the bathwater

Agora é com vocês!!

67 Respostas to “O Economista de amanhã”

  1. Fernanda Dandaro Says:

    Achei um link interessante, que trata do assunto, e traz a carta aberta à sociedade do movimento internacional de estudantes pelo pluralismo em economia, traduzida para o português.
    E além disso, no texto é possível ter uma ideia da dimensão do movimento, com as organizações, de vários países, as quais participam do ISIPE( International Student Initiative for Pluralism in Economics).
    Para quem quiser dar uma olhada, segue o link: http://www.novaagora.org/2014/05/nova-agora-repensando-economia-com.html

    Fernanda Dandaro da ECEC.

    • Angelica Mendes - Economia. Says:

      Acho que quase todos os estudantes de economia compartilham da mesma frustração: Entramos na faculdade na empolgação de entender tudo sobre economia, entender as crises, como funciona o mercado e na verdade passamos anos sentados ouvindo teorias, desenhando gráficos e fazendo derivadas.
      A economia está constantemente em mudança, não dá para estudá-la sem que haja dinamismo, temos que debater, ouvir pontos de vista e teorias diferentes, formar opiniões e não apenas aceitar uma teoria dada em sala de aula como fato.
      Não é o aluno, não é o docente, é o sistema de ensino que está ultrapassado.
      Achei muito interessante o tema e principalmente a iniciativa destes estudantes, afinal, nós, estudantes de economia, somos os maiores interessados em ter uma boa formação e devemos ser o agente de mudança para cursos mais condizentes com nossa geração cercada de tecnologias, informações e dinamismo.

  2. Lívea Coda - Economia Says:

    Achei o tema da discussão muito interessante, e concordo que alguns aspectos do ensino de Economia devem ser alterados para, como a Angélica Mendes afirmou, tornar-se mais condizente com a nossa geração e suas necessidades.
    Encontrei no link Cambridge Society for Economic Pluralism, um artigo sobre as falhas no ensino de Economia na universidade de Cambridge e creio que possamos fazer um link direto com o que ocorre na FEA-rp.
    O texto afirma que para garantir um ensino de qualidade na área de Economia é necessário a aplicação de uma pedagogia que incentive o desenvolvimento mais amplo de habilidades tais como criatividade, senso crítico, a escrita e o debate. No caso de nossa Universidade, encontramos uma falta de tal pedagogia, pois muito raramente somos levados a desenvolver qualquer tipo de discussão, ou debate acerca de fatos reais, nos mantendo concentrados em teorias e modelos que, muitas vezes, não nos fornecem uma noção verdadeira sobre o mundo. Acredito que a atividade de debatermos assuntos relacionados a economia e, no caso, a forma como a estudamos, pode ser visto como uma forma de sanar tal problema, e defendo ainda que seria interessante a realização de debates sobre diversos assuntos, ainda que fora do ambiente de aula.
    Em segundo lugar, afirma-se a necessidade de se transportar o que aprendemos em sala de aula ao mundo real, ou seja ensinar a forma como aplicamos as teorias. Acredito que poderiam existir estudos de caso relacionando fatos aos seus respectivos resultados econômicos (apenas em algumas matérias fazemos), assim poderíamos ver a aplicação do que estamos estudando.
    O artigo afirma ainda, que para melhorar o ensino seria necessário aplicar uma política interdisciplinar, ou seja, explicitar a relação que a economia mantêm com diferentes matérias tais como a antropologia, a sociologia, o direito, dentre outros. Eu acredito que nesse quesito a nossa faculdade não falha, além de apresentarmos em nossas grades matérias de sociologia e direito, devemos cursar créditos em optativas eletivas e livres, o que possibilita aos alunos complementar seu conhecimento em outras área.
    Em último lugar o artigo defende o desenvolvimento de habilidades práticas e de pesquisa que serão exigidas pelos empregadores. Em minha opinião, a nossa universidade oferece um ótimo ambiente para o desenvolvimento de pesquisa, por meio da tutoria, projetos de iniciação cientifica e outros, no entanto creio que as habilidades mais praticas não são adquiridas pelos alunos durante o curso, e sim em algum estágio. Nesse aspecto não consigo encontrar uma alternativa viável, se alguém pensar em alguma forma, ou discordar de alguma sugestão feita por mim, por favor escreva!

    • Tulio Anselmi Dorigan - Economia Says:

      Lívea,eu concordo plenamente com esse último ponto que você coloca ( o desenvolvimento de atividades práticas).De fato, o desenvolvimento de habilidades práticas nosso curso se dá principalmente por estágio e não no curso. Por isso, acho que umas das alterações que poderemos ter na grade curricular do ano que vem é que estágio passará a contar como matéria optativa.

      • Lívea Coda - Economia Says:

        Realmente seriam alterações curriculares interessantes, Tulio! Iria incentivar a escolha do aluno por estágios, à medida que a universidade passa a reconhecer a sua importância “premiando” com créditos quem opta por essa atividade, a qual, como disse anteriormente, é indispensável para o desenvolvimento de habilidades práticas e ao mesmo tempo reduz a carga horária que pode inclusive limitar as opções de estágio do aluno.
        Agora, ainda me questiono se não há como desenvolver, mesmo que não perfeitamente, algumas habilidades práticas no ambiente universitário (salvo as entidades estudantis), mas realmente acho difícil.

      • Juliana Rodrigues - Economia Says:

        Concordo que o estágio é uma excelente forma de adquirir habilidades práticas. Porém, nossas possibilidades são bem reduzidas, uma vez que são poucas as oportunidades para estudantes de Economia em Ribeirão Preto. Vejo que a maioria de nós, quando estagiários, acaba por exercer funções que não tem ligação com nosso curso, mas sim com os cursos de Administração e Contabilidade. Mesmo assim, acredito que a experiência é super válida, pois melhora habilidades como comunicação por exemplo, mas não acho esse tipo de atividade melhore nossa formação como economistas.

  3. Marina Ribeiro - Economia Says:

    Achei o vídeo muito interessante e compartilho da opinião de que os alunos de economia tem grande dificuldade em fazer conexões entre o que aprendem em sala de aula, através de modelos e equações e o mundo real. Outro problema é que muitas faculdades se concentram apenas em um linha de pensamento e ensino ao invés de abranger várias.
    Um ponto levantado no vídeo é a questão do método de ensino, no qual os professores expõem grande quantidade de informações, não permitindo muitas vezes que os alunos deem opiniões e desenvolvam um senso crítico.
    No link “Saving the baby, not the bathwater”, há a opinião de importantes economistas sobre o assunto. Simon Wren-Lewis, por exemplo, argumenta que a teoria econômica tem que ser colocada em um contexto social, ao invés de puramente científico. Já Mike Konczal acredita que a teoria econômica deveria ser ensinada primeiramente a partir de problemas macroeconômicos e depois pelos modelos matemáticos perfeitos.
    Talvez o caminho para melhorar o ensino de economia, como o artigo conclui através da opinião dos próprios alunos, seja fazer com que o que aprendem se tornem mais relevante para o mundo em que vivem.

    • Mirian Wawrzyniak - ECEC Says:

      É verdade Marina, na maioria das aulas não temos oportunidade de discutir os assuntos, a matéria é dada e nós aceitamos. Acredito que isso também é um problema do tamanho das turmas, já fizemos matérias com quase 100 alunos na turma, isso prejudica bastante o desenvolvimento de um senso crítico por parte dos alunos.

      • Felipe Leite- Economia Says:

        Concordo Mirian, o tamanho das turmas é um problema “sério”. Sala com um número menor de alunos, tem o desenvolvimento da matéria melhor e com maior aproveitamento por parte dos alunos. Um medida a ser tomada é limitar as salas com no máximo 50 alunos e se houver procura maior, dividir a sala em dois docentes.
        Outro ponto, é estimular os alunos e mostrarem que a economia tem um papel fundamental e relevante no mundo, pois em vários momentos me sinto desmotivado a estudar certa disciplina, por não enxergar o uso dela na profissão.

  4. Vanessa Venancio Says:

    “Can Economics do Better?” a resposta fica clara no documentário Oikonomics – Sim. Há muito que pode e deve melhorar no estudo de economia atualmente. Como aluna de economia eu compartilho da visão de que o ensino oferecido deixa a desejar no que diz respeito a representação do nosso mundo. Falta aprendermos como aplicarmos nosso conhecimento teórico ao mundo real.
    Uma das entrevistadas levanta uma questão muito interessante. Ela cita novas metodologias de pesquisa e áreas de estudo dentro da economia que já estão se esforçando em mudar a maneira como enxergamos o nosso mundo porém, ainda não são ensinadas dentro da universidade. Assim vemos que o conhecimento em si não está em falta, o que necessitamos é uma mudança na grade de matérias da universidade. Acredito que será difícil levar mudanças desse sentido para as universidades porém as considero crucial. Acho que é necessário sermos apresentados com outras visões econômicas e outros métodos de estudo além do puramente matemático.

  5. Renato Domingues - Economia Says:

    Gostei bastante do vídeo e acho que se trata de uma discussão pertinente a todos os alunos de economia. É preciso mudar o modo como é ensinado o currículo, e talvez mudar até mesmo o próprio currículo, de modo a incorporar a realidade na sala de aula e contextualizar a teoria com aplicações reais. Na minha opinião, uma prática realmente interessante seria apresentar o contexto que fez surgir determinada teoria econômica, ou seja, que tipo de problema real aquela teoria procura solucionar ou explicar.
    Achei um link muito interessante que fala do atual debate existente entre os estudantes quanto ao ensino atual de economia. No texto, fala-se a respeito do pluralismo de ideias e do “estreitamento” do currículo que ocorreu nas últimas duas décadas, o que fortemente prejudica a capacidade do economista de encontrar soluções para os reais problemas do século, como o aquecimento global. Para quem se interessar, o link é: http://www.adufmat.org.br/portal/index.php/deixe-um-comentario/item/231-estudantes-se-rebelam-contra-o-ensino-de-economia-atual .
    O texto traz ainda uma citação de Thomas Piketty (autor do livro “O Capital no Século XXI”) que diz que a disciplina “precisa superar sua paixão infantil por matemática e por especulação puramente teórica e com frequência altamente ideológica, em detrimento de pesquisa histórica e colaboração com outras ciências sociais”. A frase ajuda a visualizar a falha pedagógica dos cursos de Economia, que dão uma ênfase muito grande em apenas uma abordagem teórica e metodológica, o que certamente limita a formação do economista e o impede de alcançar soluções e antever problemas, como as recentes crises econômicas.

  6. Alice Ferraz - Economia Says:

    A primeira coisa que me veio à cabeça ao assistir o documentário foi a mesma situação em que me vejo por diversas vezes: quando as pessoas vêm me perguntar o que faz um economista. Eu nunca consigo dar um resposta clara, porque o meu curso não me oferece a visão do que eu serei como uma economista. É fácil dizer com o que posso trabalhar ou em que áreas, mas até hoje não sei meu papel como futura economista no mundo em que vivo.
    O documentário nós traz diversos pontos importantes, que representam pelo menos uma ideia em comum com a maioria dos estudantes, e é muito animador ver que mudanças estão sendo elaboradas. Contudo, pouca mudança vejo no ambiente em que eu estudo. Por vezes, muitos de nós até ironizamos outras escolas que não dão o foco tão matemático que a FEA-RP dá, mas não seria hora de aprender com eles também?
    Num cenário em que estudantes e professores (acredito que a maioria) estão insatisfeitos, o correto é parar, analisar o que há de errado em nosso contexto – não só como o que aborda o documentário, que mostra situações de outros países – e ver o que podemos fazer.
    Eu, como aluna, discordo com vários pontos de nossa grade e de como os alunos podem influenciar nas decisões, já que na maioria das vezes quem mais se preocupa com nossas opiniões são as entidades, como o Centro Acadêmico, que promove debates, discussões, entre outros. Como foi dito no documentário, não basta que os professores nos passem seu conteúdo sem extrair o nosso conhecimento. Somente dando abertura de opiniões será possível alcançar o pluralismo que permite compreender melhor porque tantos modelos falham, já que cada economia reage de uma maneira.

  7. Gabriela Frazatto - Economia Says:

    Eu acho que a iniciativa desses alunos trouxe à tona um assunto que passa pela cabeça da maioria dos estudantes de economia, que ao escolherem o curso esperam discutir e entender o que vêem nos jornais, revistas, em debates, sobre o que acontece na economia mundial, e não ficarem sentados por horas ouvindo apenas pontos de vista que obtiveram destaque no passado, mas não geram nenhuma possibilidade de adaptações para o mundo que vivemos hoje. Um ponto positivo que o projeto traz é exatamente o contrário que vivemos nas universidades, que é o de estudantes debatendo juntos e descobrindo juntos com assuntos do mundo real o que acontece no nosso ambiente, o que estimula a curiosidade, o olhar crítico e expande a mente do estudante; e de fato, todas essas habilidades giram o em torno do ponto principal do projeto: o pluralismo.
    De fato, como muito claro no vídeo, a culpa não está nos professores e nem no ensino de um país específico, mas está presente no currículo do curso de Economia, a falta de análises práticas, relatando os acontecimentos atuais limita a visão dos estudantes, e impede novas visões que são necessárias com o decorrer do tempo.
    A história é importante, mas não podemos nos prender a uma única visão que não podemos aplicar no no dia a dia.
    Concordo com a Lívea em fazermos uma análise com relação ao curso da FEA, já que é a nossa realidade, e assim poderemos analisar de forma mais concreta o que foi exposto no projeto e formalizarmos nossa opinião.

  8. Amanda - Economia Says:

    Acho o tema de discussão muito pertinente, pois a maioria das pessoas as quais eu convivo se sentem muito frustrados ao se depararem como é o ensino de economia. Acredito que assim como o mundo mudou muito nos últimos tempos, o ensino de Economia deveria adequar-se ao novo contexto e à nova sociedade em que vivemos.
    Concordo com Simon Wren-Lewis quando ele afirma que a reforma curricular deve existir para colocar a teoria econômica em um contexto social,ao invés de um puramente científico. A medida que somente o estudo de teorias e modelos não faz com que possamos entender os problemas da realidade nem chegar a soluções para os mesmos, dessa forma muitos alunos perdem o interesse no curso por não conseguir enxergar a utilidade do estudo da teoria econômica,visto que os modelos são cheios de pressupostos e simplificações.
    Concordo com a discussão proposta pela Cambridge Society for Economic Pluralism,pois o incentivo do debate entre as diferentes escolar de pensamento econômico é uma medida que tende a melhorar o envolvimento dos jovens com as questões políticas atuais. Como foi visto no video Oikonomos-transforming Economis education, as faculdades tendem a se concentrar em uma única escola de pensamento e ignorar totalmente os conceitos de outras, acredito que esse estudo mais geral faz com que os alunos possam abranger outras visões sobre o mesmo tema,

  9. Lucas Teofilo - Economia Says:

    Concordo com as idéias e os ideais do vídeo, e também acredito que a mudança deve começar do começo, nas salas de aulas. Pois, se querem economistas melhores, o método de ensino da economia deve mudar e em minha opinião pelo menos na USP, um grande entrave é o sistema de pré-requisitos de matéria. Este sistema faz com que o aluno se concentre apenas em não ser reprovado para não atrasar a sua formação e não se preocupa em avaliar o que realmente foi absorvido nas salas de aulas e como aplicar tais conhecimentos.
    A universidade deve nos ensinar a ter pensamentos críticos mas ao invés disso ela faz com que aceitemos modelos, creio que precisamos de aulas mais dinâmicas e experimentais, que aplicam a teoria em nossa realidade, para vermos como realmente funciona e se realmente funciona todas as teses que estudamos.
    Os alunos do vídeo disseram que este novo curso de economia tornou a sala de aula um lugar muito criativo, empolgante, sendo mais estimulante e motivador do que ficar ouvindo o professor, este é um fato que raramente ocorre em nossa faculdade.

  10. Joao Nerasti (ECEC) Says:

    Bastante interessante. Como dito no começo do vídeo aprendemos no curso de economia modelos, e modelos não são a realidade, mas tentam representa-la, contudo muitas vezes a base intuitiva e a aplicação no mundo real destes modelos são deixadas de lado prejudicando o aprendizado. Além disto o contato com escolas de pensamento diferentes certamente estimula o senso critico do aluno e desta forma facilita o entendimento do mundo real.

  11. Isabella Reato - Economia Says:

    O vídeo é muito interessante, e o debate contido nele é de grande importância, pois acredito que é algo que a maioria dos estudantes de economia compartilha. Por diversas vezes já tive essa discussão com outros alunos, e ver que mais pessoas ao redor do mundo têm a mesma opinião, só reforça a necessidade de mudanças, de que é preciso discutir e reformular o ensino de economia. Como diz um dos entrevistados, nós queremos entender o que está acontecendo, e é esse um dos principais motivos que nos leva a estudar economia, porém não é o que o curso nos ensina.
    Acho que o modo como a economia nos é ensinada não nos prepara para lidar com a realidade, falta uma conexão entre o mundo e o que é aprendido em sala de aula, aprendemos técnicas, fórmulas, métodos, mas não sabemos aplicá-los, somos muito mais matemáticos do que economistas. É claro que a matemática é importante, mas é apenas um dos instrumentos que temos, e mudar o ensino não é simplesmente aumentar as matérias de humanas, mas sinto que estamos deixando de usar uma ferramenta importante: o fato de aprender com o passado.
    Mesmo em matérias dedicadas a isso, o que nos é ensinado é simplesmente a história, algo que já conhecemos, quando poderíamos entrar em discussões sobre o porquê as coisas aconteceram de determinada maneira, ou o que fazer para consertar algo, que política poderia ter sido usada para evitar determinada crise. Acho que seria interessante unir a matemática à história, aplicar os conceitos ao passado, nos ajudando a entender o mundo, o que tornaria a economia algo mais palpável, e nos proporcionaria maior preparo.

  12. Tulio Anselmi Dorigan - Economia Says:

    Do meu ponto de vista, a primeira parte do vídeo discute um aspecto essencial sobre o ensino de economia: a necessidade do estudo das diversas escolas de pensamento dentro da ciência econômica(austríaca, keynesiana, marxista, institucionalista … e todos os “neos” dessas escolas já existentes). Atribuo importância a esse estudo, pois acredito que o desenvolvimento de senso crítico passa pelo desenvolvimento da capacidade de analisar o mesmo problema com “diferentes lentes”. Contudo, na nossa faculdade, esse tipo de estudo se limita a poucas disciplinas(como HPE e Metodologia de Análise Econômica), apesar de termos excelentes professores que estudam e pesquisam Pensamento Econômico( e HPE).
    Dentro desse ponto que coloquei, a sugestão que deixo é o site do instituto Von mises, o qual traz matérias escritas em uma ótica austríaca, na maioria dos casos. Além disso, eles disponibilizam gratuitamente livros de pensadores dessas escolas, como Mises e Haeyk..
    Segue o link para os que se interessarem:
    http://mises.org/

    • Marina Ribeiro Says:

      Concordo com você Tulio. Apesar da faculdade possuir ótimos professores nessas áreas que afloram o senso crítico, há poucas disciplinas na grade, o que é uma pena, pois apesar das áreas de métodos quantitativos e história serem essenciais, o estudo do pensamento econômico também tem a mesma importância.

  13. Mirian Wawrzyniak Says:

    O vídeo é muito interessante, pois de fato, ficamos anos na graduação, estudando modelos e mais modelos e pouco sabemos de aplicações da Economia. Acredito que muitos alunos, assim como eu, já cursaram mais da metade do curso e ainda não sabem como o conhecimento que adquirimos em aula pode ser aplicado. O professor da FEA-SP, Mauro Rodrigues fala exatamente sobre essa frustração dos alunos de economia no blog Economia no X da questão: http://economistax.blogspot.com.br/2014/05/pitacos-sobre-o-curso-de-graduacao-em.html

    Contudo, mudanças na estrutura curricular são complicadas, e muitas já foram feitas e não vimos grandes benefícios. Talvez essa visão mais aplicada da Economia pudesse vir como algo extracurricular; por exemplo, a maioria dos cursos da USP têm uma semana do curso, justamente para discutir aplicações do curso no mercado de trabalho, as vantagens de uma pós graduação ou depoimentos de ex-alunos que trabalham em diferentes segmentos, etc.
    No ano passado houve uma tentativa de fazer uma semana de economia aqui, entretanto, esta se resumiu a palestras dos nossos próprios professores e não fomos liberados de algumas aulas para assistir as palestras propostas pelos 3 dias da semana da economia.

    Mirian Wawrzyniak – turma da ECEC

    • Fernanda Dandaro - ECEC Says:

      Gostei muito da sua ideia Mirian. Eu sempre me perguntei o porquê da nossa faculdade, principalmente para nós da ECEC, não ter uma semana com cursos e palestras mais voltadas para a área prática, durante essa semana.
      Vejo isso em muitos cursos tanto dentro quanto fora da USP, e acho super importante essa chance de ter mais contato com o mundo fora da sala de aula.

    • Juliana Rodrigues - Economia Says:

      Tenho a mesma sensação que você, Miriam. Apesar de estar quase no final do curso, ainda não é claro para mim como o conhecimento que adquirimos em aula será aplicado. Acredito que isso seja consequência da forma como muitas disciplinas são ministradas. Não são todos os professores que se preocupam em relacionar o conteúdo dado em sala de aula com o mundo real, o que, em minha opinião, faz com algumas disciplinas se tornem muito teóricas e acrescentem pouco na formação dos alunos.
      Concordo que uma semana dedicada ao curso deixaria mais claro para nós como e onde podemos aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação, a exemplo do que já acontecesse na semana da MAN, que conta com a presença de ex-alunos e abre espaço para os alunos discutirem as possibilidades que o curso oferece.

  14. Roseli Silva Says:

    Muito legal saber o que vcs pensam sobre esse assunto importante e atual!! Estou achando bacana conhecer um pouco mais de cada um de vcs, é muito mais bacana lê-los aqui que nas respostas de questões em provas!! 😉

  15. Patricia Mendonça De Angelis - ECEC Says:

    Achei ótimo esse tema, porque eu nunca tinha pensado que poderia existir uma outra forma de ensinar economia. Porém, o vídeo me fez perceber que estudantes do mundo todo também se questionavam sobre coisas que me desanimavam no curso, como o incentivo para aceitar os modelos apresentados, sem muito questionamento, e a dificuldade de fazer ligações do que é ensinado com o que acontece no mundo real.
    É fácil perceber que o mundo mudou, e que o que era o melhor antigamente pode não fazer mais sentido. Então o método de ensino também deveria ter mudado, para possibilitar uma melhor compreensão da nova realidade. Nesse sentido, a iniciativa é muito importante para o futuro, porque ver outras abordagens ajuda a manter a mente aberta e a desenvolver uma visão mais crítica, que na minha opinião irá contribuir para melhorar a formação dos futuros economistas.

  16. Ana Luisa Montanari - ECEC Says:

    Acredito que esse assunto é muito oportuno, como estudante de economia também entrei na faculdade pensando que veria muito mais do mundo, estudaria o que ocorre no mercado e nas crises, entenderia a fundo o que está acontecendo e logicamente também esperava uma boa base teórica e matemática. Mas o que ocorreu na realidade foi que logo no primeiro ano foram passadas muitas informações teóricas, matemática, modelos e mais modelos. É possível ver que o mundo está mudando e o ensino continua o mesmo. Vale ressaltar uma parte do documentário OIKONOMOS quando uma entrevistada diz que muitos jovens economistas sabem muito bem a base teórica, mas não conseguem aplicar o que aprenderam em um determinado contexto, o que me faz ficar um pouco apreensiva, porque para mim uma das nossas principais funções é utilizar a economia para o bem da sociedade. Outra coisa que gostei bastante foi que na realidade eu sabia que existiam outras maneiras de enxergar o mundo, mas não tinha ideia de que havia surgido um grupo de estudantes que gostariam de mudar esse processo de ensino, achei muito legal. O site pra quem se interessa é http://www.isipe.net/

    Ana Luísa Montanari – ECEC

  17. Enrico Pacchello - Economia Says:

    A economia vive em constante mudança e isso exige que novos meios de ensino e sejam incluídos nas escolas (faculdades) de economia. É importante que exista uma conexão entre a sociedade e a o ensino de economia, lembrando que a população sempre sofreu com as mudanças, muitas vezes inesperadas, da economia. O mundo mudou e isso exige algo novo, algo que atenda às variadas mudanças do tempo, um novo conceito. O vídeo ressalta que os estudantes de economia de hoje, são os economistas de amanhã. Portanto, é necessário começar com a sala de aula, conceituar uma nova maneira de ensino, que se encaixe em diferentes tipos de visões e escolas (teorias). Focar em apenas algumas teorias não é o suficiente, precisa de uma visão mais abrangente sobre tudo que envolve a economia. Gostei muito desta reportagem pelo fato de estarem levando em consideração a visão dos estudantes e professores de economia, cenário que vivo diariamente. Identifiquei-me muito com o propósito do vídeo, por demonstrar diferentes assuntos e situações do mesmo ponto de vista que eu enxergo as coisas relacionadas à economia.

  18. Renan Barbosa Says:

    Estou de acordo, como vários já comentaram, que o que se espera em um curso de economia é que se amplie a capacidade de compreender aquilo que acontece ao nosso redor. Na universidade nos é cobrado muito conhecimento técnico que, mesmo sendo requisito essencial para que se compreenda melhor a teoria econômica, se torna ainda mais desestimulante do que sua natureza por várias vezes não conseguirmos enxergar qual a relação entre os números e o mundo que nos cerca. Creio que seria necessário mais ensinos que focassem debater assuntos atuais, e além de conhecer os mecanismos de teorias econômicas, que se prezasse mais pelo lado do entendimento do motivo, quando e como essas teorias podem ser aplicadas na economia como um todo e na nossa realidade. Na minha opinião, muitas vezes o único interesse dos alunos para se aplicar aos estudos das matérias que nos são passadas está na recompensa da aprovação. Esperava que este tipo de incentivo a nós se reduziria muito após o vestibular, pois teoricamente escolhemos uma área que é de nosso interesse, e deveríamos estar mais motivados para compreender este mundo econômico. É claro que parte desta motivação se passa pela particularidade do aluno, todavia o método de ensino das ciências econômicas que temos visto, pouco tem ajudado para mudar esta realidade, o que torna muito pertinente a questão abordada aqui.

    Renan Barbosa Marcos – ECEC

  19. Vitória Zanetti Monseff (ECEC) Says:

    Acredito que o assunto deveria ser mais debatido, principalmente no Brasil, pois muitos estudantes talvez nem conheçam ainda todo esse movimento que acontece no mundo. Buscando um pouco mais sobre o assunto, um tópico que me chamou bastante atenção é a aplicação de instrumentais matemáticos/estatísticos para estudar problemas econômicos, já que a economia em geral “lida com a infinidade de ações praticadas por seres humanos, bem como com os possíveis efeitos dessas ações, ao longo do tempo (ela é dinâmica) e sob condições de incerteza genuína (ela não é probabilística)!”, como afirma o doutor em economia Ubiratan Iorio. Além disso, achei um link muito interessante: o conteúdo disponível no site do CORE-ECON (http://core-econ.org); além do texto recomendado pela professora, apresentam artigos que discutem as questões mais básicas e fundamentais que qualquer um de nós,estudante de economia, poderia se indagar, como a atuação dos mercados e seus principais agentes, papel das políticas públicas no desenvolvimento econômico, entre outros.

  20. Otávio (Economia) Says:

    Em um momento do vídeo algo quase como isso é citado, o estudante de economia deseja entender o mundo e saber o que acontece ao seu redor, por isso decidiu estudar economia. Essa fala foi muito impactante para mim pois me reconheci nela, todos tem um motivo pra resolver dedicar a carreira e a vida ao estudo de algo, e o estudo da economia reflete na minha opinião uma preocupação com o mundo e com a sociedade. Mas sinto que na nossa universidade essa preocupação é um mero empecilho no caminho rumo a riqueza e melhor ainda se for especulando no sofá de casa e ficar rico sem produzir. O problema é que embora ainda estudemos economia e tenhamos orgulho disso, somos doutrinados a nos tornar administradores, impelidos a arranjar um trainee numa multinacional e ficar ricos mesmo que alguém tenha que se dar mal e sem nos preocuparmos com o mundo ao nosso redor. Nos comentários acima falaram que a culpa não é dos professores e sim do sistema, eu discordo plenamente. Um professor doutor da USP tem plena consciência do que está fazendo, ele sabe que há outros pontos de vista e outros métodos, mas é muito mais fácil manter as coisas do jeito que estão e se esconder atrás do mainstream cuspindo derivadas que se ele sofreu pra aprender no doutorado, a gente também tem que passar por isso, mesmo que nunca mais usemos aquela conta na vida. Também a negligência para com nossos cursos de humanas, principalmente os de história onde há uma política ” don´t ask don´t tell”, no qual os professores fecham os olhos e qualquer pessoa minimamente alfabetizada passa sem ter lido nem ao menos um texto, isso quando frequentam as aulas.

  21. Mariana Pivoto - ECEC Says:

    Concordo com as ideias apresentadas no vídeo, nós como alunos de economia estamos interessados em entender o que de fato acontece além dos modelos, queremos poder aplicar à realidade aquilo que vemos em sala de aula e, algumas vezes, nos frustramos durante a faculdade. Acredito sim que seja necessária uma reformulação no ensino e uma atualização na forma de se ministrar as aulas de economia. Porém, não compartilho a opinião do ISIPE (Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico) de que o ensino de economia esteja passando por uma crise. Todos possuem ideais de mudança e sugestões a respeito da melhoria do curso, mas grandes mudanças acabam criando tradeoffs, como incluir todas as sugestões em um curso de cinco anos? O que deve ser acrescentado e o que é realmente importante? Creio que o debate não seja tão simples, ideias radicais de manter o ensino praticamente igual por gerações ou reestruturá-lo de uma hora para outra não irão solucionar o problema, deve-se pensar com cautela.

  22. Tadeu Mello ( Economia) Says:

    No meu ponto de vista, o vídeo é importante por nos abrir os olhos à algo que está ocorrendo a nível mundial e nós (pelo menos a minha pessoa) nem sequer tinha noção da dimensão do movimento. Concordo que é importante o pluralismo tanto no ensino da economia quanto em tudo o que nós, e outros estudantes de outros cursos, vamos aprender em nossa vida. Cabe a nós analisarmos cada ponto de vista, utilizar nossa bagagem cultural e intelectual para compreender a realidade e formar nossa opinião.
    Acredito que nosso currículo deveria ser constantemente atualizado a fim de captar as mudanças na realidade econômica e social, porém com qual velocidade?! Hoje em dias as mudanças ocorrem muito rapidamente e isso não tornaria o currículo de estudo das ciências sociais algo que se alteraria tanto que não seria mais respeitado?!
    Com relação as escolas econômicas acho que seja natural que cada escola tenha uma tendência (por exemplo marxista, neoclássica, austríaca,…) faz parte do sistema de ensino e pesquisa vigente hoje. Por exemplo em uma escola em que tenha um professor reconhecido mundialmente em determinada área, é natural que pesquisadores, mestrandos e doutorandos que tem interesse nessa determinada área vão em busca daquela escola e assim sucessivamente, formando assim um pólo daquele pensamento na determinada escola. Ao ensinarem os alunos, esses professores provavelmente o farão com uma ótica mais voltada para aquela escola. Acredito que isso é um processo de especialização natural do ensino, como ocorre em outras ciências.
    Na USP nós temos um currículo básico a seguir porém temos a liberdade de escolhermos quando fazer as disciplinas, cursar as disciplinas optativas que lhe agradem e, de certa forma, escolher o professor que vai ministrar a disciplina quando podemos escolher cursar a matéria pela manhã ou pela noite. Ou seja, podemos ter uma formação escolhendo quais escolas vamos seguir bastando escolher os professores de acordo com seu currículo, vendo quais áreas ele pesquisa, onde foi formado.
    Por fim, acredito que o maior dos problemas está em nós, estudantes, que quando estamos na faculdade não vemos a hora de estar no mercado atuando ou qual quer que seja nosso futuro. Queremos estar um passo a frente de onde estamos e assim não damos a devida atenção ao que estamos passando. Queremos fazer disciplinas fáceis, com professores fáceis, sem pensar o que isso nos acarreta em nosso futuro. Hoje, em meu quinto ano de faculdade, vejo que deveria ter aproveitado mais os professores de nossa faculdade, assim como as disciplinas. Deveria ter estudado mais para criar mais discussões e debates em sala de aula e conseguir compreender melhor os professores e outros alunos que criavam esses debates em sala.
    Acredito que seja isso e ainda acho que deveríamos ter a humildade de aceitar que nunca saberemos tudo sobre tudo. Sempre vai haver pessoas que sabem mais que a gente e isso é que gera a pluralidade, pontos de vistas diferentes. Se todo mundo soubesse todas as visões da economia e ela fosse igualmente difundida, não seria novamente um “mainstream economics”?!

  23. Mauricio-economia Says:

    Concordo com muitos dos meus colegas acadêmicos quando falam que temos um curso essencialmente teórico e pouco prático, porém não entendo que a solução para esta lacuna seja a realização de uma nova reformulação curricular, desde o meu ingresso na FEA-RP já vivenciei várias mudanças que não resultaram alterações neste perfil.
    Um professor e vários amigos formados, que já entraram no mercado de trabalho, dizem que o nosso diferencial é como procuramos métodos e soluções para os problemas nos apresentados.
    Um grande problema, na visão de vários ex-alunos, é não sabemos quantificar o valor nosso trabalho, provavelmente por estarmos numa cidade do “interior” querendo atuar nos grandes centros financeiros, muitas vezes com salários abaixo dos oferecidos a profissionais formados em outras instituições .
    Creio que uma possível solução seria uma interação com grandes empresas ainda dentro da faculdade.
    Outra solução como proposta pela Mirian, seria a realização anual de uma semana do curso com ex alunos contando sua experiência no mercado de trabalho e como foi a transição do mundo teórico para o mundo real.

    • Juliana Rodrigues - Economia Says:

      Concordo que uma reformulação curricular não resolverá o problema, tendo em vista que muitas mudanças já foram feitas. Acredito que se disciplinas como cálculo, estatística e econometria, por exemplo, apontassem mais para aplicações na área da Economia, os ganhos seriam bem maiores do que uma mudança na grade do curso.

  24. Eleonora (Economia) Says:

    O documentário é excepcional. Ele consegue expressar de uma maneira muito simples a frustração da maioria dos estudantes de economia, assim como a minha. Eu nunca havia ouvido falar sobre esse movimento, mas confesso que é muito bom saber que existe essa preocupação com o rumo que o estudo da economia adota atualmente. Acredito que se esse é um descontentamento compartilhado pela maioria dos estudantes da nossa faculdade, estes deveriam buscar participar mais da formação da mesma, como um meio de deixar nítido o nosso pensamento e fazer valer nossos direitos como alunos. Claramente este não é o único meio, mas acho essencial a conciliação das opiniões dos discentes quando na tomada de decisões que afetam diretamente nosso curso.
    Pesquisando sobre o movimento “Rethinking Economics”, encontrei um grupo brasileiro que apoia esta mudança. O grupo, que se chama “Nova Ágora”, propõe “repensar teorias vigentes e elaborar novas formas de pensar”. Ele é composto principalmente por estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), onde acredito que tenha surgido.
    Quando li o nome do documentário (“OIKONOMOS – transforming economics education”), fiz a conexão do significado da palavra oikonomos que havia aprendido algumas aulas atrás na disciplina de HPE. Segundo o que foi dado em aula, “oiko” significa “casa” e “nomik” seriam as leis ou princípios de administração. A palavra surgiu com Aristóteles e seria, segundo ele, uma forma de organizar a “casa” para obtenção das metas supremas da humanidade. Este ponto me lembrou muito o motivo de seguir a carreira de economista, pois o que eu almejava era entender a sociedade para que depois eu pudesse desempenhar meu papel de ajudá-la a se desenvolver. E assim como dito por Satish Kumar no vídeo, no contexto atual, a “casa” a que a palavra se refere seria todo o planeta e conhecê-la é o nosso primeiro passo. Ou seja, para que sejamos economistas de fato, é necessário muito mais do que apenas conhecimento matemático, mas também histórico, político e filosófico, como Keynes colocou. Compartilho também da opinião dos colegas de que, infelizmente, em nossa faculdade, tais temas sejam um pouco negligenciados pela maioria dos professores. Por isso, gostei muito quando o mesmo Kumar afirmou que nós, alunos, não somos vasos vazios os quais os professores apenas preenchem com informação e conhecimento, mas sim pessoas que vem “libertar” o que há dentro de cada um, como estudantes de economia, obviamente. Acredito que seria muito interessante se os professores considerassem adotar tal metodologia.
    Com relação à Wendy Carlin, confesso ser um nome totalmente novo para mim. Porém, de acordo o que pesquisei sobre ela, além dela ser professora na University College London, ela também tem liderado o movimento que se esforça para realizar mudanças nos programas dos cursos de Economia, assim como de outros que desejam uma maior ênfase na História e Empirismo. Assim, como uma sugestão de link sobre o tema, deixo um artigo escrito pela própria Wendy Carlin, que aborda a discussão proposta pela atividade.

  25. Rafael Bussolan Mariano Says:

    Em concordância com o que muitos colegas apresentaram, sou favorável a ideia de um “dinamismo” no ensino da economia. Este ensino ( o da economia) não deve ser estático. A humanidade presenciou inúmeros sistemas sociais, políticos e econômicos durante a sua existência. Então, estudar economia, assumindo sua teoria como algo fixo, é, de certa forma, “perda de tempo”, no sentido de desperdício da capacidade potencial de aprendizagem de cada agente, envolvido nesse processo de ensino. Devemos lembrar que o ramo em que se insere a Economia é o das Ciências Sociais Aplicadas, ou seja, diretamente influenciada pelo comportamento do homem. Este é um estudo, digamos, implícito das ações humanas diante de diversos cenários globais. Decisões econômicas impactam, de alguma forma, a sociedade, e a sociedade conduz as mudanças na economia, como um ciclo.
    Vejo a maioria dos cursos como formadores de pessoas que entendem e podem colocar em prática técnicas e conhecimentos econômicos. Mas, acredito que o grande ponto de um bom curso seja a formação de seres pensantes, capazes de argumentar, criticar, enfim, “pensar economia” e não apenas “praticar”. Os que conseguem essa proeza, acabam se destacando dos demais. A questão é: a teoria está sendo ensinada da maneira correta? Modelos são apenas representações da realidade, e não a realidade em si.
    Como alguns colegas apontaram, vejo a interdisciplinariedade como um meio de se melhorar o ensino da economia, mas, em concordância com eles, também sinto falta desse perfil integrado entre conteúdos. Como aluno ECEC, vejo neste curso uma tentativa muito positiva de interligar matérias, e, por isso, o considero talvez o curso mais completo que a FEA-RP pode oferecer. Muitos talvez contestem a maneira como o curso se apresenta, e eu mesmo vejo uma necessidade de ajustes em alguns pontos, mas acredito que sua criação foi uma tentativa (muito válida !) de, se não mudar, mas apresentar uma formação em economia com outros pontos de vista.
    Há sim a necessidade do desenvolvimento de habilidades práticas, mas acredito que tem que existir também um laço muito forte com a teoria. Acredito que o ensino, não só da economia, mas como de qualquer outra coisa, por meio da prática, apenas, causa vícios, que muitas vezes não são os corretos e difíceis de se corrigir. A prática deve existir depois, ou mesmo simultaneamente, com uma forte base teórica, que trarão alicerces para construção de argumentos críticos válidos.

    Rafael Bussolan Mariano – ECEC

  26. Wenderson de Moraes Pizzo Says:

    Eu já tinha lido algo sobre o tema no site da “Exame” no mês de maio e achei o link que é uma pequena explicação sobre o movimento(http://exame.abril.com.br/economia/noticias/por-que-os-alunos-de-economia-se-revoltaram-e-o-que-querem).
    Mas em minha opinião e como disse o escritor Abdul Alasaad , a economia geralmente está sendo ensinada de uma maneira dogmática, não é estimulado o senso crítico dos alunos, apenas são repassados os conceitos dos grandes economistas, que os adotam estes como uma ”verdade universal”. O que talvez seja um desperdício, pois talvez possíveis grandes pensadores não se tornem realidade por falta de estímulo ao senso crítico em Economia .
    Em minha opinião sobre o curso de economia da FEA-RP, como um aluno jovem do terceiro ano de economia, talvez falte um pouco de como os modelos ocorrem na prática, por exemplo, as matérias de econometria são baseadas apenas nos conceitos e não nos são ensinado em como usar estes conceitos para solucionar eventuais problemas econômicos.
    A discussão sobre o pluralismo também é interessante, pois se os alunos conhecessem mais profundamente perspectivas econômicas além da neoclássica (Como as citadas na matéria do site da revista Exame, “clássica, pós-keynesiana, marxista, institucional, ecológica, feminista”.) desenvolveria mais o seu senso crítico, o que na minha visão é muito importante para resolver os problemas econômicos.
    Eu não conhecia o Wendy Carlin, mas acho que a solução apresentada pela professora Roseli – “Minha estratégia para minimizar os problemas que observo no ensino de macroeconomia, bem mais mundanos que os apontados no post sugerido acima, é simples e requer aquilo que se espera de um professor: estratégia didática, coerência e inovação” – é fundamental, não só na Macroeconomia, mas em todas as aulas da graduação.
    Por fim, essa discussão sobre uma reformulação sobre o ensino da economia é apenas uma tese, só saberemos o real resultado se esta for testada, e em minha opinião alguma faculdade do mundo deveria investir nessa ideia para testar e comprovar se o movimento está certo.

    Wenderson Pizzo – ECEC

  27. Adelge Pereira de Lima Júnior Says:

    Na minha opinião, o ensino da Economia atual da forma como é feito, muitas vezes desestimula os alunos por ser freqüentemente uma apresentação de conteúdos maçantes de difícil conexão com a realidade prática, como já citado em comentários anteriores, uma análise prática, aplicando a teoria aprendida aos fatos do cotidiano, poderia estimular o aprendizado e fazer com que os alunos questionem mais as teorias aprendidas, não se contentando apenas a decorar modelos pré-definidos.

  28. Paolo Imori - turma da ECEC Says:

    Acho que o movimento em si possui bastante valia. Um ponto principal, que acho que não se pode discordar, é que há uma necessidade real de que haja uma pluralidade de pensamentos e visões no estudo econômico e, ao menos na minha opinião, uma melhor maneira de “experimentação” em relação as hipóteses propostas.
    O que dificulta o estudo da economia, e das ciências humanas no geral, é a dificuldade de realizar experimentos tais quais os cientistas “naturais” fazem. Existe por certo uma barreira: embora seja aceitável que um biólogo faça experimentos com bactérias ou plantas, se torna muito difícil (e em vários casos talvez mesmo eticamente errado) para um economista realizar experimentos similares. Apesar de muitas vezes pensarmos em variações “ceteris paribus”, chega a ser virtualmente impossível em vários casos realmente separar um fator em específico e dizer que apenas ele está mudando. É certo que há essa questão metodológica, pois não se pode realmente isolar alguém, ou uma comunidade em específico, e ver como elas reagem a mudanças isoladas. Um biólogo pode separar uma cultura de bactérias em 2 béqueres separados, e realizar experimentos de como um determinado agente químico, por exemplo, influencia na sua reprodução (se influencia). Na economia, é praticamente impossível fazer algo similar, então há mais espaço para interpretação.
    Daí vem a necessidade que, como bem disse Keynes, o economista também seja um filósofo. Até por lidarmos exclusivamente com o estudo de pessoas. É necessário que haja uma maior pluralidade de como pensar a economia em si. Não se trata é claro de achar que tudo que é atualmente “ortodoxo” está errado, e sim de procurar olhar de outras maneiras o mundo e seus problemas para ver se achamos uma hipótese que explique melhor o que vemos. Creio que seja um processo contínuo, e que com o tempo vamos acabar “selecionando naturalmente” as hipóteses que melhor expliquem o mundo. Na FEA – SP eu vi que teve um debate entre alunos, que defendiam escolas diferentes (marxistas, austríacos, neokeynesianos e neoclássicos) sobre a crise de 2008. Poderia sem dúvida haver coisas desse tipo aqui também, creio que sejam benéficas. Não sei como é o ensino da história econômica nos países citados, mas não acho que o nosso seja fraco, embora até possa ser aumentado. A iniciativa de melhorar as lacunas que hoje existem são ótimas, e creio que devemos olhar os métodos que são feitos lá fora e pensar criticamente sobre eles, visando sempre melhorar a maneira como entendemos a economia em si. Creio que olhar para outras ciências, tanto naturais quanto humanas, é essencial também para que possamos melhorar a nossa própria metodologia de estudo.

  29. Tiago Serapiao (Economia) Says:

    Realmente é muito interessante saber que existe esse movimento mundial que discute assuntos e pensamentos que todo estudante de econômica, em algum momento do curso, vai ser pegar pensando. O fato de que muitos estudantes se interessam em aprender mais sobre como a economia funciona, ir além do que somente o que é a economia e os modelos que tentam explicar relações entre variáveis é indiscutível.
    Não existem apenas uma teoria que consiga explicar as coisas que acontecem no mundo. O mundo está mudando constantemente e os métodos de ensino tem que acompanhar esse dinamismo. O pluralismo, aumentará os estímulos para debates e discussões, o aluno se sentirá mais interessado sobre o assunto e isso é muito importante para que alunos não fiquem em uma situação passiva e crie um senso crítico sobre o assunto que está sendo discutido.

  30. Malena Figueiredo - ECEC Says:

    Achei o tema da postagem muito interessante, visto que é uma oportunidade para nós estudantes de economia também falarmos um pouco nossa posição diante do falho método de ensino atual. Assistindo ao vídeo, achei ótimo, pois pude perceber que este é um problema compartilhado por diversos outros estudantes ao redor do mundo e que já ocorrem diversas propostas de como isso pode ser melhorado.
    Assim como abordado no texto “Curriculum Reform Can End Our Dogmatic Economics” do Institute for New Economic Thinking, “The economics curriculum is supposed to create critical thinkers who want to help improve society”, reforço que o método de ensino vêm sendo muito mais teórico do que prático, muito mais passivo do que ativo. Isso dificulta não apenas a aprendizagem, mas também desenvolve alunos pouco críticos e pouco conectados com o que acontece na atualidade. Como falado no vídeo, não podemos nos esquecer que estes alunos serão os profissionais de economia do futuro! Se há demanda de profissionais melhores, a mudança deve começar dentro da sala de aula. O post do Project Syndicat fala exatamente sobre isso. Achei interessante no momento em que relata sobre a queixa dos estudantes: a de que o principal conteúdo de economia vem sendo ensinado como um ramo de matemática, desconectado da realidade.
    Outro ponto interessante de abordar e uma proposta que é debatida no vídeo e trazido também na reportagem indicada pelo Wenderson é a questão do pluralismo – não apenas teórico, mas também metodológico e interdisciplinar. A ideia é fomentar o senso crítico, mostrar novas perspectivas econômicas e apresentar novos métodos. Concordo que esse deve ser o principal objetivo, a forma ideal de ensino.
    A USP deixa a desejar nessa questão, já que torna o ensino de economia algo pragmático, de pouca reflexão. Apesar de haver um movimento global e diversas propostas, falta começar a se colocar em prática.

  31. sssantosusp Says:

    Tenho que admitir que minha compreensão da língua inglesa é limitada e por isso não pude aproveitar todo o vídeo, no entanto, sei que entendi o core do “movimento”: A frustrante distância entre o conteúdo ensinado nos cursos de economia de todo o mundo e a realidade atual.
    Mudanças importantes ocorreram nas últimas décadas e a metodologia neo-clássica parece não ter caminhado no sentido da renovação, ou pelo menos não com a mesma velocidade. Não estudamos física, e a economia não é regida por leis, é necessário que os modelos econômicos e o framework analítico utilizado e ensinado se adapte à mudanças.
    A revisão das diretrizes do ensino de economia soa nada menos que retumbante em meus ouvidos: É tão interessante aprender algo em sala que, ousadamente, incorpore premissas razoáveis…
    Como da vez que tive a oportunidade de apresentar um modelo macroeconômico no qual o banco central define uma meta para taxa de juros, e não uma meta para oferta de moeda como nossa já ultrapassada abordagem hickesiana admite.
    Não creio que abrir mão das tradicionais aulas expositivas ou abdicar das provas como sistema de avaliação seja uma boa ideia, mas que o core da pedagogia utilizada nos cursos de economia pode ser aprimorado.
    A importância potencial de um professor sobre a vida acadêmica de um aluno me parece surpreendente. Um professor dedicado influência muito no resultado da aprendizagem. A diferença que faz cursar alguma disciplina com um professor que seja atento a seus alunos e outro desatento é enorme – às vezes parece que alguns professores se acham meio gênios…
    Além do papel do professor, me parece que outro protagonista desse processo de “atualização do paradigma” é o aluno.
    A abordagem pluralística aos problemas econômicos não me parece coisa trivial. Conceber um mesmo fenômeno social por diferentes pontos de vista requer, no mínimo, muito estudo. Parece-me que em paralelo à nossa formação no mainstream economics é necessário que se adquira também conhecimento em áreas correlatas, como sociologia e psicologia: Empolganti!

    Ademais, adorei o tema da atividade.

    At.

    Samuel (ecec).

  32. sssantosusp Says:

    Desculpe, pelo novo post, mas acho que seria adequado postar o link do paper que utilizei para fazer a apresentação citada no comentário. É leve e fácil =)
    http://seer.ufrgs.br/index.php/AnaliseEconomica/article/view/10388/11054

    At.

    Samuel.

  33. Leonardo de Vitto Says:

    No atual momento de renovação educacional o estudo da ciência econômica não poderia estar atrás.
    Um dos principais pontos do vídeo é o fato de como iremos aplicar a teoria aprendida na faculdade, pois diferentemente de outras ciências em que a teoria é em algum momento aplicado na prática, a economia não nos permite tal feito já que para um experimento estaríamos colocando em jogo toda uma sociedade, que por um simples erro ou um choque imprevisto sairia prejudicada.
    O ponto mais importante a meu ver é a relação entre as matérias aprendidas na graduação, já que muitos alunos são bons nas matérias de maneira específica, mas no momento em que é necessário sintetizar uma relação delas para melhor análise, observa-se uma clara dificuldade; e é isso que o mercado exige que façamos

  34. Maria Eduarda - ECEC Says:

    Durante esses meus anos na universidade eu confesso que nunca parei pra pensar no modo que a economia é ensinada, sempre estive muito satisfeita com o conhecimento que venho adquirindo e, talvez, isso aconteceu por eu ser aluna da ECEC e já estar engajada com outras ciências sociais e humanas.
    Entretanto, vendo o vídeo e os artigos que indicaram, pude perceber a grande importância de repensar a economia e aplicar alguma mudança. Desse modo, é interessante que todos professores de economia divulguem esse pensamento com os seus alunos para que tal mudança seja um pouco menos difícil e lenta.

  35. Naíma Meiado - ECEC Says:

    Concordo com o argumento de que o método de ensino deve ser mudado. O problema, ao meu ver, é que é muito mais simples falar do que fazer. Com certeza aprenderíamos muito mais se não ficássemos só na teoria. Poderiam ter uma matéria, por exemplo, em que fossem criados casos ou situações para serem analisadas por nós. Mas a complexidade disso seria muito maior, e o trabalho do professor também. Acontece, como todos os alunos já devem ter percebido, que muitos professores não gostam de dar aula. Acredito que, no caso desses professores, sempre faltará esforço para transformar o estudo da economia tornando-o mais condizente com os dias de hoje. Por isso, a iniciativa deve vir dos estudantes, como esta sendo feito em tantos países.
    Tenho certeza que o que é cobrado de um economista vai muito além dos livros didáticos. Mesmo que eu ainda não tenha nenhuma experiência no mercado de trabalho, a simples iniciação científica que eu fiz já deixou isso muito claro para mim. A teoria é apenas uma base para a prática, mas é a única coisa que temos hoje no ensino da economia. Além disso, algumas vezes achamos que entendemos perfeitamente a teoria, mas quando for preciso utiliza-la é que serão percebidos os pontos que não foram deixados tão claros. Além da cobrança da conexão entre as matérias que não possuímos quase nenhuma experiencia de interligação entre elas.
    Gostei muito de uma frase do link que o Wenderson de Moraes Pizzo deixou (http://exame.abril.com.br/economia/noticias/por-que-os-alunos-de-economia-se-revoltaram-e-o-que-querem) : “economia é uma ciência social: fenômenos econômicos complexos raramente podem ser entendidos se apresentados em um vácuo, removidos do seu contexto histórico, político e sociológico.” É uma lógica, mas que eu nunca tinha parado pra pensar antes de saber desse movimento dos estudantes.

  36. Caio Augusto de Oliveira Rodrigues - ECEC Says:

    A discussão proposta pelo documentário é bastante interessante, ao ressaltar que o pluralismo de ideias na área de economia pode ter um resultado que, diferente do mainstream, possa nos fornecer respostas a problemas atuais que, com os atuais modelos, não conseguimos resolver. Nem toda a ortodoxia econômica parece responder a diversos problemas vividos ultimamente, justamente por sua resposta ser direcionada apenas ao econômico, e não ao social. Discussões que englobem a economia como ciência social que é são deveras interessantes, uma vez que mostram ao mundo no que o economista pode ser útil à sociedade.
    Creio que o atual modo de ensino de economia não esteja de todo incorreto, uma vez que, assim como aprendemos o que é o vácuo para entender o atrito e assim como aprendemos o que são concorrência perfeita e monopólio para posteriormente buscarmos entender as complexas estruturas mercadológicas existentes, é preciso aprender a andar para depois correr. Porém, creio que os cursos de economia tendem a focar-se em apenas uma ideologia, de acordo com o que consideram mais interessantes as unidades em que são lecionados – como o da Unicamp tem uma tendência e o da USP tem outra. É importante e interessante que existam diversas visões, mas creio que o problema seja o não-diálogo entre elas! Quem sabe o hibridismo daí gerado pudesse gerar novos modelos, novas explicações para os problemas do mundo!*
    Sou particularmente apaixonado pelo universo do estudo econômico – principalmente pela parte de história econômica -, mas acredito que esse universo seria menos restrito caso admitisse mais discussão sobre o mundo real e seus problemas.
    Que essa discussão iniciada pelos “desertores de Mankiw” possa se espalhar – e já está se espalhando, com belas iniciativas como esta aqui do blog – e aumentar o campo de ajuda que a economia como um todo pode oferecer à sociedade!

    *Aliás, uma frase reflexiva que pode significar de maneira sucinta o que quero dizer com o hibridismo de tendências econômicas: “A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.” (Joseph Joubert).

  37. Beatriz Mendonça Félix - ECEC Says:

    Os anos se passam dentro da faculdade e somente quando nos aproximamos do mercado de trabalho, percebemos a dificuldade de colocar em prática tudo aquilo que aprendemos (ou não). Muitas vezes aceitamos aquilo que nos é ensinado e decoramos modelos sem realmente entendê-lo, por isso a forma com que aprendemos economia parece ser um tanto quanto antiquada e dogmática. O vídeo foi muito importante para perceber que há maneiras desse aprendizado melhorar, eu mesma nunca havia pensado em tal possibilidade. Acredito que a ligação entre o que aprendemos em sala de aula e a prática sejam essenciais, ainda mais com a complexidade que é a economia. O ensino tem muito a melhorar, a prática exige muito mais que a leitura de livros e o decorar de modelos, nossa faculdade possui bases para tal mudança, só acredito que a implantação de tal mudança seja mais complicada.
    Beatriz M. Félix – ECEC

  38. Cássia Tamy Takematsu Says:

    Compartilho o pensamento sobre a falha do ensino de economia das universidades e, assim como muitos comentários, minhas expectativas do que e como aprenderia no curso não foram supridas. Dessa forma, apoio o movimento do vídeo e dos links das organizações em prol da melhora e reformulação do currículo. Eu não conhecia o movimento, nem tinha refletido sobre o assunto, mas achei interessante visto a minha experiência própria na sala de aula. Acredito que o ensino da maneira que é hoje, não abrange uma praticidade e senso crítico necessário para a formação de um profissional de qualidade, dado isso, achei as propostas de pluralismo pertinentes. Além disso, ao meu ver, a conscientização e o papel dos professores é fundamental neste ideal, uma vez que eles são quem fornecem o aprendizado. Porém, isso não exclui a importância da participação dos alunos, os demandantes da nova forma de ensino e os principais responsáveis por opinarem e influenciar esse processo de mudança.
    Quanto a questão de falta de prática, gostei das ideias de criação de debates e análises de estudos de caso dados pela Lívea ou a de uma semana voltada ao curso de economia sugerido pela Miriam, que apesar de não existirem para o curso de economia na FEA-RP, são alternativas aplicadas a outros cursos do mesmo campus que funcionam.

  39. Julia Balieiro - ECEC Says:

    Achei esse tema muito interessante e pertinente para ser o primeiro à entrar em discussão entre nós, alunos de Economia. É evidente que o mundo, e principalmente o Brasil, não se encontram em estado de perfeição, pelo ao contrário, vemos problemas em todos os lugares. Focando nos problemas econômicos, sabemos que eles existem, os vemos na prática, porém o mais importante não vemos: nossas ideias e críticas fazendo a diferença e nosso real entendimento sobre todos eles.
    O vídeo demonstra a vontade de estudantes de economia em modificar o ensino para um melhor aprendizado dos mesmos. E neste caso, concordo que é necessário uma mudança no método de ensino – mesmo que demore anos, a mudança será gerada por iniciativas como dos estudantes desse vídeo e por cada um de nós.
    Achei interessante e concordo com a Isabella, ao dizer da junção da matemática com a história – acredito que nos daria uma base melhor para tentarmos entender, realmente, o que acontece nos dias de hoje. Sabemos muito de fórmulas e equações, mas precisamos unir isso aos reais acontecimentos do mundo, à tão falada prática.

  40. Juliana Costa de A. Abissamra - ECEC Says:

    A partir de todos os links disponibilizados, tanto pela professora quanto pelos próprios alunos, fica evidente que a insatisfação com o método de ensino das ciências econômicas vem de todas as partes. Não sendo diferente, tenho que concordar com vários argumentos que já foram deixados nos comentários, ao criticarem o método de ensino, a disposição de alguns professores, e o nosso próprio empenho, como aluno, que muitas vezes deixam a desejar (consequência de desmotivação, talvez pelo método de ensino). Eu mesma posso falar com autoridade deste assunto de desmotivação. Entrei na faculdade achando que aprenderia, por exemplo, como resolver as crises financeiras, como elas funcionavam, porquê ocorriam. O que acontece, de fato, é que esses temas são abordados sempre em um contexto utópico (sem governo, ceteris paribus, concorrência perfeita, economia fechada e etc..). Esses são apenas alguns exemplos para poder expor o real problema: Nós estudamos situações atuais, mas colocamos elas dentro de situações muito distantes e utópicas, de tal forma que quando voltamos a realidade, fica totalmente inaplicável toda a teoria que aprendemos.
    Sou a favor de um curso que preze pela prática, não a teoria na forma com a qual nos é passada. Que preze pelos problemas econômicos atuais, e não problemas que não ocorrem realmente. Que preze pelo contexto real, e não o contexto “mais favorável” para que as teorias possam se aplicar!

    Penso também que, para poder exigir todo esse ensino mais eficiente e efetivo, a atitude tem que começar de nós, estudantes, assim como já começou em muitos outros países.

  41. Lenise Gonçalves Says:

    Como já havia comentado na pré-atividade na página do facebook, acredito que haja a necessidade de termos mais pluralismo no ensino de economia.
    Embora eu não conhecesse esse movimento dos estudantes de economia sobre como tal ciência é ensinada, eu apoio a ideia.
    Como aluna da fearp, vejo como extremamente necessário repensarmos não só a maneira de ensinar, mas também o que ensinar. Semana passada estive na Gincana de Economia do Corecon em São Paulo e pude conversar com futuros economistas de inúmeras universidades e notei como faz falta estudarmos mais as escolas econômicas, a história econômia (de maneira mais profunda- por parte da faculdade; e de levarmos mais a sério tais disciplinas- por parte dos alunos) e, no contexto atual, mais grave ainda para as discussões que lá tivemos, a política econômica.
    Desta forma, acredito que nós, alunos, devemos chamar a atenção dos professores sobre as dificuldades educacionais que sentimos no curso. Ademais, julgo essas atividades online muito válidas para expressarmos nossa opinião e para obtermos respostas para as mesmas; se for bem aproveitada a oportunidade, será de grande apredizado para todas as partes envolvidas nesse projeto.

    Lenise Gonçalves
    ECEC

  42. Ana Elisa de Oliveira Krugner - ECEC Says:

    Acredito que o tema seja de fundamental importância para que ocorra uma mudança em um sistema de ensino, no qual sentimos carência de dinamismo e pluralidade. Trata-se de uma deficiência notada por estudantes de economia do mundo inteiro, que consideram insuficientes a maneira pela qual a matéria é geralmente ministrada. A exemplo disso, me lembrei do primeiro experimento que realizamos com a turma de Monetária, o de comprar e vender ações. Para mim, essa experiência foi muito mais palpável e de melhor compreensão, que os gráficos ensinados desde o começo do curso que representam as curvas de demanda, oferta e o equilíbrio. Penso que inovações nesse sentido fazem-se necessárias, já que estamos em constante movimento, incluindo o desenvolvimento do mercado como um todo. Esses aspetos citados reforçam a ausência de ligação entre a economia na prática e todas as demais teorias. Devemos reagir para que esse cenário se modifique.

  43. Lucas Sasaki Nacazato Says:

    Achei o vídeo muito bom, discute coisas que muitos alunos pensam sobre o ensino de economia. O pluralismo em economia é uma idéia muito boa, principalmente porque existem diversas vertentes dentro da economia e todos são importantes de alguma maneira.
    Existem muitas teorias, modelos e escolas diferentes, e todas agregam algo ao modo de se pensar em economia, e nenhuma delas é perfeita, nada consegue explicar tudo. Essa discussão é muito importante pois principalmente depois de momentos de crise ecnômica, como aconteceu em 2008, muita coisa é questionadae através de conversas assim muito pode ser melhorado.

  44. Amanda Galhardo Says:

    Bom, antes de saber que realmente existia um debate tão grande sobre como a economia é ensinada na graduação atual, e que alunos de Harvard fizeram um manifesto em prol desse tema, eu me sentia um “peixe fora d’água” por muitas vezes ler manchetes nas sessões de economia de jornais ou até mesmo em sites da internet, e não entender qual o impacto que aquilo tinha na nossa sociedade ou pior, alguém vir me perguntar o que eu achava que iria acontecer com a economia brasileira e eu não saber responder. Agora, confesso, me sinto mais aliviada em saber que meus colegas de faculdade se sentem, muitas vezes, da mesma forma e que pessoas que receberam prêmio Nobel de economia debatem sobre esse tema. Acredito que é necessário que o ensino de economia desenvolva mais as habilidades de nós alunos, como: trabalhar o senso crítico, a argumentação através de debates e “pappers” ou até mesmo a criatividade poderia ser a boa forma de estimular os alunos. Ir pra sala de aula e aceitar o que é ensinado (ou imposto) é fácil e muitas vezes chato por ser monótono, a disciplina é muito teórica e pouco representa o mundo real, portanto, para nós alunos, é difícil aplicar modelos econômicos fora da faculdade. Como na bibliografia proposta diz, talvez primeiro apresentar o problema para que, posteriormente, os alunos encontrem a solução, seja mais motivador de aprender economia, e até mesmo uma maneira mais fácil de assimilar o conteúdo. Sou a favor também de que pensamentos de diferentes escolas nos fosse transmitido, uma vez que através desse contato com outras visões podemos nos tornar mais críticos e fazer com que possamos ficar mais próximos do mundo real.
    Entretanto, não adianta a questão ficar só no “papel”, os alunos devem ser mais participativos e ativos em relação a esse tema. Os docentes devem estar cientes dessa insatisfação (quase que geral) dessa pedagogia de ensino.
    Gostei do tema para primeira atividade, por realmente não saber a proporção que essa discussão tinha.

  45. Mariana V. Cunha -ECEC Says:

    Achei muito interesante o assunto abordado no vídeo , pois reflete uma questão que acredito que aflige todos os estudantes de economia ! Acredito que existe um “abismo” entre o que aprendemos na graduação e o que realmente acontece e é exigido dos economistas no mercado de trabalho ! Já conversei com colegas que têm essa mesma preocupação , de como usar e aplicar esse conhecimento no mercado de trabalho ! Alguns , inclusive eu , procuram essa aproximação em entidades estudantis na propria faculdade ou até mesmo em estágios. Para melhorar essa situação , como exposto no vídeo e já citado em alguns comentários , actedito ser necessário uma mudança no ensino de economia com abordagens mais práticas !

  46. Daniela Lourenço - ECEC Says:

    Achei o tema em discussão importante e pertinente, uma vez que tal movimento trouxe a tona a realidade do ensino de economia . Como uma estudante desta área, compartilho da mesma frustração: perante ao ensino à que somos submetidos, encontramos dificuldades de fazer conexões entre o que vemos em sala de aula e os acontecimentos do mundo real.
    No material aqui disponibilizado, além de ser levantada a questão de como os professores ministram a disciplina, também é citada a estrutura curricular, sendo o ensino atual muito mais teórico que prático, o que prejudica a formação do senso crítico e a conexão com a realidade. Esses problemas tornam-se importantes na medida em que impactam os profissionais que nos tornaremos, pois formamos a força de trabalho futura.
    Acredito que o pluralismo seja um ponto chave para a melhoria do ensino, desenvolvendo melhor nossas habilidades e nos preparando melhor em nossa formação profissional.

  47. Laura Granados - ECEC Says:

    A economia muda porque o objeto de estudo dela é a realidade que está mudando cada vez mais rápido, estranho seria se a economia permanecesse a mesma. Concordo que há mudanças que precisam ser feitas nos currículo do curso, como a inclusão de matérias que contextualizem mais a economia no dia a dia, para que possamos enxergar a razão das contas que fazemos repetidas vezes; e outras que abracem teorias econômicas mais recentes, como defende o economista Skidelsky. Porém atualmente a matemática não pode perder espaço já que profissionais com maior bagagem matemática são mais valorizados no mercado de trabalho, como é o caso dos engenheiros.
    Portanto, o melhor seria ir pelo equilíbrio, atividades extracurriculares, trabalhos em grupo, debates que tenham como ponto de partida problemas econômicos atuais para os quais precisamos da teoria para analisar; além de simpósios e palestras que nos mantenham atualizados.

  48. Vladimir - ECEC Says:

    Como vários já comentaram, também acho que falta um link mais claro entre a teoria e o mundo real. Não conheço em detalhes os cursos de economia de outras faculdades, mas acredito que o ensino na FEARP é mais voltado para a área acadêmica, o que faz com que se tenha muita teoria e talvez a parte mais prática seja deixada de lado ou em segundo plano.
    Outro ponto que ajuda a explicar esse problema, na minha opinião, é o fato de os modelos e teorias serem, em geral, bastante simples quando comparados com a realidade, o que acaba tornando o link entre teoria e realidade ainda mais complicado.

  49. Pedro Donangelo - Turma Economia Says:

    As referências apresentadas no blog, acompanhadas pelas discussões propostas nos comentários, motivam uma interessante discussão: Utilidade como proxy do Interesse.
    Nesse contexto, entende-se que a dicotomia “Universo teórico e prático” no campo econômico frustra a grande maioria dos estudantes. Problemática que pode ser estruturada em diversos fatores.
    O primeiro deles, na grade curricular, uma vez que está vinculada a “Modelos” como ferramenta base, de modo a propor uma relação intrínseca entre estudo e campo científico. Ao invés de aplicar a teoria econômica em um num contexto mais social e incentivar um desenvolvimento mais amplo, considerando senso crítico, debate e ética.
    Fator que é intensificado pela hierarquia da sala de aula. Não é distante da realidade da FEA-RP e, provavelmente, das demais Universidades, encontrar disciplinas onde não há estímulo para discussões. No ensino público, muitos professores, dedicam-se exclusivamente em pesquisas e lecionam por obrigação. Alguns chegam ao ponto de entrar na sala de aula e, apenas, ler o livro em voz alta. Situação que evidencia que são pesquisadores e não educadores.
    O terceiro fator esta na rivalidade e, consequente, preconceito entre diferentes escolas do pensamento. No cenário dos estudantes de economia é muito comum criar estereótipos para desmerecer determinada ideologia em oposição ao desenvolvimento de debates que amplificariam e ramificariam a linha de conhecimento – É exemplo deste fato a classificação corriqueira de estudantes da USP como “Matemáticos” e os da Unicamp como “Historiadores”.
    E, por fim, a ilusão de todo aspirante a economista: Acreditar que a graduação o tornará um profissional da área. Segundo Sthephen Kanitiz, é importante destacar que, na conjuntura volátil do Mercado, o estudante sela um compromisso com ele e com a sociedade de que será um especialista e, por isso, deverá sempre estudar e se atualizar, ou seja, não são 5 anos que o tornaram economista, mas a dedicação ao longo do resto da vida.
    Questões que trazem à tona o tema deste excerto “ Utilidade como proxy do interesse”. Dados os problemas apresentados, uma alternativa paliativa, porém eficaz, é a tornar as aulas mais úteis, com a atitude particular de cada aluno em focar determinado setor da economia. Assim, este poderia usufruir do que é exposto em sala de aula e analisar quais os impactos no setor de enfoque e, ainda, torna-lo útil ao promover debates, estimulando uma maior área de intersecção entre os conjuntos teórico e prático e, consequente, servindo de sustento ao interesse.

    Para aqueles interessados em como aproveitar o ensino superior, segue uma palestra curta e bem interessante!

  50. André Vieira Bueno de Carvalho - Turma Economia Says:

    Eu já havia lido sobre o assunto (em um post do professor Lucinda, acredito eu).
    As últimas crises mundiais provaram que o mundo mudou e não cabe mais nos livros de teoria e modelos matemáticos restritos à hipóteses ingênuas e/ou utópicas. Adventos como o surgimento da internet e a aceleração do processo de globalização alteraram a dinâmica do mundo, principalmente no que tange à economia, mas o sistema de ensino ainda não conseguiu se adaptar à esse novo dinamismo.A rede mundial é uma fonte infinita de dados e conhecimento, o economista hoje tem acesso às obras dos maiores autores na palma da sua mão, tem acesso à hardwares milhares de vezes mais potentes que os de uma década atrás e softwares capazes de modelar volumes de dados cada vez maiores. Ou seja, possui todos os recursos para compreender as mudanças do mundo, porém o foco do ensino econômico hoje é levar o mundo para a teoria e não o contrário e isso precisa sim mudar. A crise de 2008 mostrou que os economistas se perderam, perderam a conexão da teoria com o mundo real. As interações entre os agentes econômicos nem sempre são tão racionais quanto espera a teoria, os próprios agentes não o são e isso, por si só, derruba grande partes das principais teorias econômicas tidas como verdades absolutas dentro das salas de aula. Teorias criadas há mais de meio século não conheciam o mundo como ele é hoje e não serão capazes de explicá-lo. As novas gerações de economistas precisam de uma base de ensino atualizada ao que o mundo é hoje, com matérias mais dinâmicas e acesso às publicações atuais, de forma que sejam capazes de se adaptar e se conectar novamente com a economia do mundo. .

  51. Fabio Rodrigues Says:

    Fabio – Turma Economia

    Primeiramente, gostaria de agradecer pela escolha do vídeo, o tema que ele aborda é bastante interesse e tem um grande potencial para discussões. Já havia visto algo sobre o tema, mas não tão afundo quanto desta vez. Na minha opinião sobre o tema, sendo a Economia uma ciência social aplicada, é natural que se tenha mais de uma vertente de explicação para a realidade, gerando um pluralismo. O ensino hoje, conforme exposto (e vivido por nós), é claramente voltado apenas para uma destas vertentes, variando no máximo entre Keynesianos e Clássicos. Acredito que hoje temos dois principais problemas ligados a isso. Primeiro, seria o fechamento de ideias apenas para o que é nos mostrado, limitando a possibilidade de críticas e comparações. O segundo (talvez até derivado do primeiro), é a dúvida unânime de todo estudante da area: – “E na prática, como vejo/faço isso?”. Digo que seria derivado pelo fato de justamente não termos toda uma base teórica que se encaixe em todas as possíveis situações da realidade.
    Entretanto, não é fácil aplicar todas as vertentes econômicas (com o necessário aprofundamento) em um curso de graduação. Nesse sentido, talvez devêssemos focar mais em disciplinas aplicadas à realidade juntamente com o ensino de novas escolas (Ex. Austríaca). Com isso, creio que seríamos formados com maior capacidade analítica das situações reais.
    Fabio.

  52. Murilo Ricci Lourenço - Turma Economia Says:

    Creio que o assunto seja muito relevante para que uma mudança aconteça no sistema de ensino, no qual claramente falta-se dinamismo e contextualização. Estudantes de economia, em sua maioria, consideram incompletas as maneiras pela qual são abordados os temas e teorias. No nosso caso, em minha opinião, o ensino na FEARP tende a se concentrar para a área acadêmica, o que faz com que a teoria seja muito mais presente que outras atividades e interações com a disciplina.
    Com base nesse contexto, imagino que se faz necessário inovações nesse sentido do conhecimento, já que estamos em constante mudança, incluindo o desenvolvimento do mercado. O que contribuiria para resolução desse dilema estudantil seria interagir disciplinas de contexto exato, matemático, à aquelas com tendencia histórica, para que os conceitos possam ser aplicados e bem representados ao passado, ajudando a melhor entender o movimento econômico e suas reações, assim nos proporcionando um maior preparo em nossa formação.

  53. Pedro Chaim Says:

    Postagens Contadas.

  54. Gustavo Campanholi de Castro - turma de ECEC Says:

    Perdão caso comentários não possam mais ser postados.
    Achei muito interessante o assunto e contexto abordados aqui. Embora já tenhamos ouvido sobre isso em sala de aula antes, foi de maneira mais leviana, sem dar muita importância. Aqui encontramos materiais mais ricos e opiniões diversas, o que é essencial para nos fazer refletir. Acredito que o ensino de economia está realmente perdido e desatualizado. É recorrente vermos que esse estudo de economia aplicada, o que vemos no usp, é muitas vezes tido como surreal. Pudemos comprovar isso após a crise de 2008. Seria de maior ganho, podermos usar esse ensino que recebemos em aula, na própria faculdade de maneira prática, onde as possibilidades ainda são bem limitadas. O mundo moderno de hoje em dia, onde a globalização é a grande sacada, que torna tudo mais dinâmico e rápido, requer um estudo econômico que acompanhe essa velocidade. Talvez um estudo mais aprofundado e menos teórico de fatos mais recentes pudesse servir de ajuda para entendermos essa nova realidade e contribuirmos de maneira mais ativa para sua atualização.


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