Síntese de 2013 – com intenção de blogar mais em 2014… ;-)

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 9,800 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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Ensinar macro nos dias atuais

 

Grande desafio.

Se você é professor de macroeconomia ou economia monetária sei que me entende bem. Não vou entrar na discussão da macro de fronteira e sua metodologia dominante, suas possíveis falhas em prever a última crise (??), seus avanços recentes sobre os efeitos de fricções financeiras e regulação, etc (recomendo esse post).

Estou falando do básico mesmo, em ensinar macroeconomia de forma que, ao final de uma sequência de cursos de graduação na área, o estudante possa olhar para o mundo lá fora sem um sinal de interrogação MUITO grande e, principalmente, compreenda que aulas de macroeconomia não são palestras em que “professores” despejam sobre estudantes sua visão de mundo, sem lhes oferecer a chance de compreender a lógica econômica que está por trás de sua análise normativa. Inicialmente é divertido, professor ri, brinca com os gestores de política econômica, aluno ri, anota tudo que o professor fala, acha que está entendendo tudo… depois, na hora de estudar, se dá conta de que há há teorias, há modelos, e ele não consegue encaixar neles nem 1/3 do que ouviu e anotou em aula. Nada contra uma aula descontraída, pelo contrário, mas tudo contra achar que o aluno sozinho vá fazer conexões e aprender apenas a partir daí – alguns poucos são capazes disso; e é papel do professor facilitar as conexões! Então, meu caro estudante, se você tem passado por situações como essa, um alerta: o sistema está te enganando!!

Tendo a concordar com o exposto por Krugman neste post, sobre o fato de que tudo que precisamos saber esteja nos velhos livros, principalmente em se tratando de ensino em graduação. Então, voltando ao nosso ponto, minha perspectiva é a de que falta ao ensino de macro um pouco da organização e do rigor lógico que o ensino de micro apresenta naturalmente. O que não significa que necessitemos microfuntamentar o ensino da macro na graduação, não. As relações agregadas dão bem conta da compreensão necessária sobre o assunto para um economista que atue fora da academia, em geral.

Na verdade, a discussão sobre o ensino de economia é um tema quente nos países desenvolvidos: veja esse post.

Minha estratégia para minimizar os problemas que observo no ensino de macroeconomia, bem mais mundanos que os apontados no post sugerido acima, é simples e requer aquilo que se espera de um professor: estratégia didática, coerência e inovação.

Neste material preparado para finalizar o curso de Economia Monetária (aqui), por exemplo, apresento dois modelos bastante simples que substituem o equilíbrio no mercado monetário (curva LM) por uma regra de Taylor (modelo de Taylor) ou estratégia endógena de política monetária (modelo de Walsh) que são muito mais relevantes para entender o processo de realização de política monetária atual que os tradicionais demanda e oferta agregadas. E há livros de macro que incorporam esses desenvolvimentos das duas últimas décadas, como este Macroeconomics, que estou avaliando adotar em meu próximo curso de Macro Internacional, no semestre que vem.

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