Os meios de pagamento na economia brasileira

 

As alterações nos conceitos de meios de pagamentos promovidas pelo Banco Central do Brasil em 2001 consistem numa mudança quanto ao critério de ordenamento dos componentes agregados, diferente da abordagem clássica de agregação pelo nível de liquidez dos ativos e passando a defini-los conforme seus sistemas emissores, conforme estabelecido pelo Fundo Monetário Internacional. De acordo com essa nova sistemática, os meios de pagamento ampliados são indicadores que antecedem pressões de demanda sobre o setor real – indústrias, famílias etc – melhores que os meios de pagamento restritos (abordagem do grau da liquidez), dado que os avanços tecnológicos aplicados às transações financeiras permitem uma maior facilidade nas realocações de portfólio, propiciando que o agregado de maior liquidez, M1, esteja sempre em um nível suficiente para a realização das transações. Mesmo com modelos de política monetária com foco no controle da taxa de juros, como o modelo de metas de inflação (o qual o Brasil é adepto), os agregados monetários continuam desempenhando um papel importante para acompanhamento de tais políticas, sejam como indicadores de liquidez da economia como também na distribuição dos meios de pagamento nesta.

No novo critério adotado pelo Banco Central, os meios de pagamento restritos apresentam uma baixa correlação entre moeda legal e nominal – observada em sistemas financeiros desenvolvidos – tem aumentado a liquidez aos passivos em geral emitidos pelas instituições financeiras. No entanto, em períodos de estabilização monetária, como o que ocorreu com a introdução do Plano Real, os meios de pagamento restritos tiveram uma variação significante, como em 1996, em que fora observada uma variação em 12 meses entre 14% e 39%.

       Alteração nos conceitos de meios de pagamento

Agregados grafico
Agregados

 

Fontes:

Fundo monetário internacional

http://www.imf.org/external/pubs/ft/mfs/manual/pdf/mmfsch6.pdf, pag 65.

Banco Central do Brasil

http://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/NM-MeiosPagAmplp.pdf

 

Post produzido por:

Rubens Bozano

Graduando em Economia – FEARP/USP

 

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