Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 3

 

“Muitas vezes deixamos de lados as dúvidas e enxergamos apenas o lado positivo das coisas, construindo assim histórias coerentes e ignorando nossa própria ignorância, concluiu Kahneman em seus estudos. A terceira parte de seu livro mostra o quão importantes são os vieses e convicções subjetivas na tomada de decisões.

A ocorrência de Wysiati (What You See Is All There Is) – ilusão de que compreendemos alguma coisa baseando-se em experiências passadas (sem evidências) – é comum no dia-a-dia. Conforme uma pessoa adquire mais conhecimento, desenvolve uma ilusão acentuada de sua habilidade e se torna irrealisticamente superconfiante. Essa superconfiança é responsável pelas ilusões de habilidade e validade e maus resultados futuros. Outro fato ligado ao Wysiati é o viés de resultado – quando culpamos os tomadores de decisões por boas escolhas que deram errado ou lhe damos pouco crédito por medidas bem sucedidas que parecem óbvias após terem ocorrido. Não podemos nos deixar levar por esses vieses, temos de saber que a decisão foi estúpida apesar de ter dado certo.

Embora percepção tardia e viés de resultado mostrem aversão ao risco, também trazem conseqüências injustas para pessoas irresponsáveis que correm riscos. Pessoas que correm risco demasiado podem ter sorte e nunca serem punidos, pelo contrario, podem ser vistos como alguém com talento e visão. Um bom exemplo são os investidores de grandes fundos de investimento. Um estudo realizado com traders de Wall Street mostra que na maioria das vezes a correlação entre o resultado das empresas e a habilidade dos gerentes é zero, mostrando que quando se trata de construir portfólio as empresas estão recompensando sorte como se fosse habilidade.
                A conclusão é que os erros de previsão são inevitáveis, pois o mundo é imprevisível, e não se deve confiar em convicções subjetivas, uma vez que não podemos gerar prognósticos válidos a partir de experiências passadas.

Em outro estudo Meehl concluiu que previsões estatísticas eram mais precisas que previsões clínicas, inclusive no dia-a-dia da sociedade onde algoritmos eram tão eficientes ou mais do que especialistas. Isso acontece porque estes julgam ter mais informações relevantes que a fórmula, o que é raro. Alem disso seres humanos são inconsistentes, diferem da própria opinião se perguntados sobre a mesma coisa depois de certo tempo e seus julgamentos não podem ser prognósticos válidos, por depender do momento (a fórmula não depende). Porém os preconceitos com os algoritmos se intensificam quando se tratam de decisões significativas (detectar uma doença intratável, por exemplo). Isso quer dizer que não podemos confiar no julgamento, nem desprezá-lo.

A pergunta é: quando podemos confiar em um especialista? O grau de perícia de um especialista é essencial para essa pergunta. Essa perícia não se aprende de uma hora para outra como as emoções, levam muito tempo e estudos. Algumas regularidades do meio ambiente são fáceis de descobrir, pois possuem feedback imediato e inequívoco, a perícia, portanto depende da qualidade e velocidade desse feedback. Contudo não podemos culpá-los por fracassar em prognósticos num mundo imprevisível, onde os limites não conhecidos traem a intuição. Conclui-se com isso que a confiança subjetiva é um indicador de má precisão de julgamento.

Em um terceiro estudo ele observou a importância da visão de fora x visão de dentro. A diferença entre elas é que na visão de dentro participantes do projeto dão suas opiniões, incluindo sentimentos otimistas e não consideram incógnitas desconhecidas enquanto na visão de fora se tem uma visão mais ampla e equilibrada que normalmente é ignorada coletivamente pelos que participam do projeto. A visão de dentro acaba gerando prognósticos excessivamente otimistas de resultados de projetos, esse otimismo exagerado é chamado de falácia de planejamento e acontecem com indivíduos, empresas e governos. Podemos descrevê-las como: projetos que estão irrealisticamente próximos de hipóteses superotimistas; projetos que podem ser melhorados com uma consulta às estatísticas de casos semelhantes.

Essas falácias de planejamento devem ser evitadas por tomadores de decisões, uma vez que permitem o comportamento oportunista de pessoas que agem de má fé e geram custos extras ao projeto. Se esses tomadores de decisão não reconhecem a necessidade de uma visão de fora estão cometendo uma falácia de planejamento.

O dinamarquês Flyvbjerg identifica os três passos para um prognóstico:
– Identificar a classe de referência;

– Obter estatísticas de tal classe para gerar uma previsão de linha de base e
– Ajustar as previsões da linha de base para o caso em particular.

Já os tomadores de decisão que fazem a diferença são aqueles considerados otimistas (inventores, empresários, líderes políticos). Esses costumam procurar desafios e assumir riscos, encorajar a persistência diante de obstáculos, além de contribuir de forma clara para o dinamismo da economia numa sociedade capitalista através da tomada de risco otimista. Porém um resultado negativo é o efeito “acima da média” (quando as pessoas se julgam melhores que as outras), o  que gera uma competição excessiva e prejuízo para os empresário uma vez que o mercado não está pronto para tantos novos entrantes.

Gary Klein propôs um método que ajuda a reduzir o prejuízo gerado por vieses e otimismo. Ele propõe dizer aos membros de uma equipe, separadamente, que o projeto fracassou no futuro e perguntar por que isso ocorreu, legitimando as dúvidas e permitindo aos participantes do projeto fazer criticas que antes não seriam possíveis.”

 

Grupo 3

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Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 2

 

“Resumo da parte 2 do livro Rápido e Devagar, de Daniel Kahneman.

Nesta parte do livro, já é esperado que o leitor tenha entendido as diferenças entre os Sistemas 1 e 2 e Kahneman passa a explicar as “armadilhas” e situações em que, fatalmente somos levados a tirar conclusões errôneas por preferirmos usar o instinto a utilizar o conhecimento técnico e a racionalidade.

O autor da inicio, falando sobre a “Lei dos pequenos números”, em uma analogia à Lei dos Grandes números, velha conhecida de quem já cursou Probabilidade e Estatística.

Neste estudo, procura-se explicar o fato de muitas conclusões rotineiras ou mesmo do mundo acadêmico serem baseadas em pesquisas cujas amostras não são suficientemente grandes, fornecendo dados extremos com bem mais frequência do que grandes amostras. Grandes amostras eliminam os desvios com relação a média e trazem conclusões mais próximas da realidade.

Em uma explicação sobre a tendência a confiar em vez de duvidar, ele expõe noticia com conclusões a respeito de uma pesquisa realizada, mas procura nos convencer que nosso Sistema 1 não é propenso a duvidar. Por isto, a menos que a mensagem seja imediatamente desaprovada, por exemplo, pelo fato de a fonte ou algum parâmetro não servir de base ou não ser confiável, esse Sistema reprime estes fatos e a mensagem se espalha como se fosse verdadeira. Isto se dá pelo fato de que sustentar uma dúvida é um trabalho mais árduo do que passar suavemente a uma certeza.

Agora o autor passa a relatar seus estudos sobre situações em que a predileção pelo pensamento causal nos levar a estimar resultados causais para eventos que na verdade são puramente aleatórios. Buscamos padrões nas situações em que vivenciamos e se algo sai da normalidade, a tendência é buscar uma causa externa, porém, nos esquecemos de que a maioria destes fatos são eventos independentes, como lançamentos de dados ou moedas, e que resultados diferentes do normal não precisam ter uma causa.

Outra questão muito intrigante é o efeito ancoragem, que acontece quando se considera um valor particular para uma quantidade desconhecida antes de se estimar essa quantidade, ou seja, quando é fornecido um valor inicial para que os indivíduos tomem de base para darem suas resposta sobre determinado fato e que, mesmo não sendo muito diferente da resposta que se daria inicialmente acaba influenciando e gerando uma nova resposta, mais próxima desta base. Isto ocorre porque damos preferência à percepção do Sistema 1, o efeito priming, ao invés de ajustar a resposta com base no Sistema 2, mais lento e preguiçoso e isto ocorre cada vez mais próximo da âncora quanto mias nossos recursos mentais estiverem esgotados. Esta “ferramenta” é muito utilizada em leilões, no comércio e em negociações, pois, estatisticamente, leva a maior parte das decisões tomadas a se aproximarem da âncora.

Nesta parte, Nobel explica a heurística de disponibilidade, em que, ao tentarmos medir a frequência de certo evento ocorrer, tomamos por base a frequência com que este evento vem à mente. Assim independentemente de, através do Sistema 2 sabermos que um evento é mais frequente que outro com base em conhecimentos estatísticos, se o menos frequente vier primeiro a mente devido a fatos irregulares ocorridos atualmente, teremos a impressão de que estes serão os mais frequentes.

Um dos estudos mais importantes do livro, que, inclusive foi testado com sucesso em sala de aula nesta disciplina, são as conclusões a respeito da “sensibilidade” a taxa-base e a “especialização” a qual somos induzidos a ter, ao atribuir mais frequência a um evento especifico que a um evento maior que engloba este evento menor. Nossa tendência é ignorar as taxas-bases porque crermos que são irrelevantes na presença de uma informação individual. Assim quando é atribuída muita ênfase a uma característica de um evento menor, ignoramos totalmente o Diagrama de Venn, e atribuímos maior probabilidade deste evento ocorrer que um outro que com certeza teria de ocorrer para que este existisse.

Agora, o autor procura diferenciar dois tipos de taxas-base, a taxa-base estatística e a taxa-base causal. As taxas-base estatísticas geralmente são ignoradas quando alguma informação especifica sobre um certo caso em questão é mencionada. Já as taxas-base causais, são tratadas como informações sobre o caso individual, são facilmente combinadas com outra informação especifica do caso (estereótipo) e, geralmente, influenciam muito mais na tomada de decisão ao tentar-se prever a probabilidade de um evento ocorrer. Os estereótipos mencionados, são afirmações aceitas sobre um grupo, que são atribuídas também sobre qualquer um que faça parte deste grupo isoladamente.

Ao relatar um experiência realizada por seus colegas Nisbett eBorgida, da Universidade de Michigan, Daniel chega a conclusão de que, quando certas crenças em comportamentos sociais, são atribuídas ao calculo da probabilidade de comportamentos individuais ocorrerem, os resultados são bem diferentes do esperado. Mas o que é surpreendente, é que, mesmo após os indivíduos serem apresentados a estes resultados, na prática continuam a cometer estes mesmos erros de previsão, ao atribuirmos um peso muito maior a casos individuais que a estatísticas.

Por fim, um dos assuntos mais importantes desta parte é a regressão a média. Este é um fator que mostra que quando um evento sai da média esperada, seja para mais ou para menos, para uma certa amostra, a tendência é que retorne a média posteriormente. O que frequente mente fazemos é atribuir interpretações causais aos desvios em um processo puramente aleatório, respondendo erroneamente a uma regressão à média. Além disto, quanto mias extremo for o desvio da média, mais rápida será sua regressão.

Todas estas conclusões baseadas em experimentos, nos mostram o quanto utilizar o Sistema 2 nos exige um treinamento especial, principalmente para diferenciar experiências mundanas e estereótipos de evidencias empíricas e aplicar racionalmente o que aprendemos.”

Grupo 2

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Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 1

 

Começamos hoje a atividade de leitura e discussão com a turma de Finanças, postando a resenha do Grupo 1 para a primeira parte do livro “Rápido e Devagar” de Daniel Kahneman – (recomendo a leitura). O texto postado em itálico e entre aspas é de autoria do grupo e está postado tal qual me foi enviado. Espero que a leitura desse livro ajude os estudantes a compreender para o que serve e, principalmente, para o que NÃO serve a chamada “moderna teoria de finanças” que estudamos a cada aula do semestre!! Deixem seus comentários, participem!!

Resenha e breve resumo da parte 1 do livro Rápido e Devagar, do psicólogo ganhador do Nobel de economia Daniel Kahneman.

De forma intuitiva e muito bem exemplificada, o autor explica conceitos da psicologia, que fazem o leitor se assustar ao se moldar com acontecimentos que, à primeira vista, parecem absurdos.

A parte 1 do livro tem primeiramente a função de apresentar os conceitos utilizados na pesquisa do autor, ricamente ilustrado por exemplos de experiências conduzidas nas mais diversas universidades de psicologia do mundo, e com resultados surpreendentes.

O ponto crucial dessa primeira parte, e que inspirou o título, é a separação do pensamento humano em dois Sistemas, 1 e 2, sendo este o sistema lento, lógico e racional, enquanto aquele é o sistema rápido, impulsivo e associativo. Através de uma série de experimentos o autor busca demonstrar ao leitor que boa parte de nossas decisões são pautadas pelo Sistema 1, não apenas decisões típicas deste sistema (como efetuar uma atividade de rotina), mas também atividades que demandam esforço mental, mas que são respondidas de forma rápida pelo Sistema 1 com a aprovação do Sistema 2.

Este fato é só uma demonstração do que o autor definiu como a lei do mínimo esforço, ou seja, o Sistema 2 procura sempre poupar o máximo de recursos possíveis, o que pode levar, muitas vezes, a decisões erradas ou viesadas por impulsos e associações do Sistema 1. De forma a validar sua informação, o autor ainda expões experiências que demonstram o alto consumo energético do organismo por parte do trabalho mental e também da capacidade de funcionamento da mente, com mostras do que seria uma “carga máxima de pensamento” para cada indivíduo, impedindo que muitas tarefas sejam feitas simultaneamente.

Pensando neste conceito ainda, o autor expõe o conceito de fluxo, uma situação na qual o indivíduo, mesmo precisando destinar uma grande atividade mental para determinada atividade, consegue ainda ter recursos disponíveis, demorando mais para apresentar fadiga, especialmente quando se desenvolve atividades para as quais fomos treinados ou que temos prazer em fazer, que muitas vezes são associadas ao Sistema 1 devido a sua prática.

Após estas exposições, o autor define o conceito de conforto cognitivo como sendo um estado onde o Sistema 2 funciona de forma mais simples, sem tanto esforço. Pelo motivo de preguiça mental já exposto no livro, os experimentos levam a crer que as pessoas tendem a validar informações usando menor número de critérios se estas estiverem dentro da sua zona de conforto. O autor aproveita para dar algumas aulas sobre como escrever um texto convincente, lançando mão de recursos simples, como usar um vocabulário simples, um texto bonito e de fácil leitura, citação de fontes familiares aos leitores, enfim, tudo aquilo que faça o Sistema 2, já trabalhado pelo Sistema 1, a se sentir mais confortável, o que levará os leitores a se tornarem propensos a aceitar suas ideias (o contrário também é válido, ou seja, um texto desbotado, por exemplo, leva os leitores a destinarem maiores recursos na validação das informações).

Dentro deste contexto, o autor ainda busca a relação entre o humor de cada um e a forma de agir, busca também demonstrar fatos curiosos que acontecem pela simples exposição de indivíduos a estímulos, muitas vezes criando a sensação de familiaridade necessária para estimular confiança e ressaltar uma resposta positiva da mente (conforme citado anteriormente, a mente adora ficar em seu estado de conforto).

Relacionando o humor com a fadiga, o autor realiza testes verificando um maior cansaço dos indivíduos quando estimulados pelo Sistema 1 a, até mesmo, feições “desagradáveis”, causando um efeito causal no Sistema 2.

Após toda essa apresentação sobre as características e comportamentos básicos dos Sistemas 1 e 2, com foco maior para o Sistema 1, o autor se aprofunda nas ações do Sistema 1, descrevendo como este consegue gerar um modelo de normalidade, aceito inclusive pelo Sistema 2, com regras e padrões que, quando alterados, geram surpresa e inquietação da mente, sendo rapidamente percebido. Também demonstra como o Sistema 1 tende a trabalhar de forma a verificar sempre a causa e a intenção de uma ação, levando a mente a tirar conclusões baseadas em associações simples, influenciadas pelo cotidiano de cada indivíduo e pela história de vida e também por sua racionalidade, sendo que pessoas mais racionais conseguem controlar melhor seus estímulos imediatistas do Sistema 1, ou seja, são mais céticos e mais utilizadores do Sistema 2.

Dentro do Sistema 2, considera, a partir dos resultados apresentados, distinguir o maior uso desse sistema em racionalidade e inteligência, sendo que o maior uso de um não implica necessariamente na efetividade do outro.

O autor destaca ainda que o nosso Sistema 1 é propenso a chegar a conclusões precipitadas, pois quando se depara com uma ambiguidade, o Sistema 1 rapidamente relaciona com o contexto e, na falta desse, com uma relação cotidiana da pessoa, de forma a criar uma história plausível, tudo de forma instantânea e imperceptível. Além disso, o Sistema 1 ainda vai considerar apenas a informação disponível, ou seja, informações faltantes, ainda que relevantes, serão substituídas por associações. Essa forma de agir leva a algumas características do Sistema 1, como uma forte tendência a confirmação e a credulidade, o efeito Halo, que é, em síntese, o viés causado por um estímulo anterior, como achar uma pessoa atraente e acreditar no que ela diz, sem ter maiores conhecimentos sobre o indivíduo, uma tendência a superconfiança quando se exprime uma opinião, mesmo que pautada em argumentos pobres, e variação nas avaliações de acordo com a forma e a ordem com que as informações são apresentadas.

O Penúltimo capítulo da parte 1 deste livro fala sobre julgamentos, e começa demonstrando uma experiência que comprovou que os resultados das eleições sofrem influência devido a aparência do candidato, correlacionando o fato de como o Sistema 1 qualifica as pessoas apenas por sinais simples, como o formato do rosto e a forma como sorri, o que o autor definiu como “avaliação básica”. Mais três explicações foram feitas: a facilidade do Sistema 1 em trabalhar com médias, porém sua notável dificuldade em operar somas ou multiplicações; a facilidade com que o Sistema 1 com comparar diferentes fatos, em diferentes escalas (como a gravidade de um crime com tons de cor); e o que o autor chamou de “bacamarte mental”, uma metáfora com uma arma antiga, cuja ponta do cano era em formato de sino e sua munição eram várias bolas de metal colocadas diretamente no fundo do cano sobre a pólvora, o que gerava um efeito de espalhamento no tiro, ao invés da mira precisa, alusão ao fato do Sistema 1, em vista de uma fato qualquer, desencadeia uma sequência de cálculos e associações.

Por fim, o autor mostra como o Sistema 1 faz substituições de perguntas difíceis ou sem resposta, para perguntas simples, cuja resposta ele dá seguindo as características que já foram expostas, e ele mostra exemplos de como o humor afeta a percepção de felicidade, o afeto influenciando ações (se gosto, tendo a validar qualquer argumento a favor).

Enfim, a primeira parte do livro traz de forma muito bem ilustrada por exemplos, alguns muito surpreendentes, sobre como nossa mente funciona. Várias características foram atribuídas ao Sistema 1 e ao Sistema 2, e também um descritivo da forma de agir do Sistema 1. Sem se aprofundar muito, já se pode notar que essa pesquisa da área de psicologia explica muitos fatores que a teoria econômica ignora, pois as pessoas não são totalmente racionais, ou pelo menos a que utilizam “mais” seu Sistema 1, e funcionam com um pensamento viesado, associativo e dogmático em grande parte do tempo.”

Grupo 1

 

Diversão e Aprendizado: alunos do ensino médio visitam USP

 

Ontem foi um dia daqueles! Passei a manhã toda aplicando uma atividade muito divertida e dinâmica aos alunos de ensino médio que visitaram a USP-RP para conhecer o curso de Matemática Aplicada a Negócios (MAN). Este curso, originalmente criado como um curso inter-unidades entre a FEA-RP e a FFCLRP, agora é de responsabilidade apenas desta última, porém ainda conta com a participação de docentes da FEA-RP. Daí que eu, a convite da minha colega Profa. Natália, que atualmente leciona uma disciplina para o curso, fomos participar do “Dia da Matemática”, organizado principalmente pelos próprios estudantes do curso, em que alunos de ensino médio são recebidos e participam de atividades que mostram como será a vida universitária deles, caso escolham estudar no MAN.

Eu e minha colega estávamos lá para dar o gostinho da Economia que também se estuda no curso! Realizamos uma dinâmica em que um mercado concorrencial é simulado, com metade dos estudantes agindo como vendedores e metade, como compradores – semelhante aos antigos pregões das bolsas de valores. Após as rodadas de negociação, sempre animadas, explicamos brevemente as noções de oferta, demanda e equilíbrio de mercado. A mesma atividade já foi realizada por nós em projeto de extensão da USP-RP, em 10 escolas de ensino médio de Ribeirão Preto (para entender a atividade, veja  os posts Economia no Ensino MédioEnsinando Economia por meio de jogos em sala de aula )

Realizamos três aplicações consecutivas de cerca de 1h30min cada, para um total de quase 250 estudantes! Em uma das sessões, trabalhamos com 84 jovens, com muita energia e vigor! Destaque especial para a participação da E.E. Irene Dias Ribeiro, cujos estudantes inovaram improvisando placas de “COMPRO” e “VENDO” buscando fechar negócios com maiores ganhos rapidamente, no meio da multidão de negociantes!! Foi muito divertido!! Esta escola tem também um blog e já há um post com fotos da participação do pessoal (veja aqui).

Parabéns aos professores dessa moçada toda, a cada experiência que tenho desse tipo, mais cresce minha admiração pelo trabalho árduo de vocês.

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