Como decidimos? Parte 4 – Grupo 09

 

Dessa vez, temos 2 grupos diferentes que elaboraram resumos sobre o mesmo capítulo! Uma boa oportunidade para compararmos e discutirmos os pontos destacados por cada um!!

“O uso da razão

No verão de 1949, longo e seco, em Montana, avistou-se um incêndio. Uma brigada do corpo de bombeiros foi designada para o local. Chegando lá perceberam que era pequeno, mas o vento forte, a baixa umidade e o terreno favoreciam seu alastramento. O local era cheio de penhascos. Uma região fronteiriça entre as Rochosas e as Grandes Planícies Centrais.

Com o alastramento do fogo, saiu do controle. O perigo agora era que se tornasse tão alto que chegasse nos ramos das árvores, onde encontraria muito combustível para se alastrar.

Dodge, que estará próximo, olhou para a grama seca, vento e sol, quentes, para piorar não tinha o mapa do terreno. Ainda por cima, não tinha rádio. A equipe contara com si mesma.

O fogo tomou altura e começou a pular de árvore em árvore, se tornou denso, seu centro já atingia 2000ºF a inclinação do terreno fazia sua velocidade crescer exponencialmente.  Passou a ser uma real ameaça àqueles homens, em poucos minutos a diferença que era de 200 metros passou a 50, os homens começaram a correr desesperadamente.

Foi aí que Dodge teve uma ideia, pediu que todos permanecessem parados. Poderia até parecer suicídio, mas não era. Em um ensaio de criatividade desesperada. Ele acendeu um fósforo, rodeou-se de cinzas, ficou cercado por um tampão de cinzas e  terra queimada. Deitou-se na ainda brasa latente. Ele molhou o lenço com um pouco d’água, o pôs em sua boca, fechou os olhos e inalou um pouco de éter.

Ao final somente Dodge e mais dois sobreviveram.

Agora a técnica que Dodge utilizou para sobrevive é ensinada nas brigadas de bombeiros, e já salvou milhares de vidas.

O que muitos podem perguntar é porque Dodge não fugiu, fez como os outros, no calor do desespero?

Não foi o medo que o salvou. Dodge era um bombeiro experiente e sabia que não seria possível fugir já havia visto situação assim, antes e por isso não se deixou levar pelo pânico. O pânico reduz os pensamentos, a consciência. Isso é conhecido como estreitamento perceptível, tudo que se vê é somente o perigo iminente.

A tragédia de Mann Gulch (Montana) detém uma importante lição sobre a mente. Dodge sobreviveu ao fogo, pois foi capaz de vencer e interiorizar suas emoções. Livrar-se de sua mente primal e voltou a mente consciente.

O tipo de pensamento que Dodge teve, tem lugar no córtex pré-frontal, a camada mais externa dos lobos frontais. Esta é a principal diferença entre os homens modernos e outros primatas. O córtex pré-frontal expandido e não o tamanho do cérebro configura a capacidade de exerce o pensamento racional.

É difícil definir Racionalidade. Para Platão, associava à lógica. A economia moderna aperfeiçoou essa ideia antiga em teoria da escolha racional. Pressupõe-se que as pessoas tomam decisões multiplicando-se a probabilidade de conseguirem o que querem a maximização do agente racional. Mas essa racionalidade  tem limites. O cérebro tem uma rede de partes racionais, centradas no córtex pré-frontal (a famosa massa cinzenta do cérebro).

Não faz muito tempo que os cientistas enxergaram a importância desta parte do cérebro. Antes o viam como o apêndice da mente.

Os primeiros estudos cirúrgicos nessa parte do cérebro começaram com o médico Português Antônio Monig, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1949. A leucotomia inicialmente estava restrita os pacientes tidos como loucos ou esquizofrênicos.

Depois experimentou-se retirar toda a parte branca da massa cinzenta, procedimento denominado, lobotomia pré-frontal.

Como conseqüência, muitos pacientes perderam funções, como: a atenção, a linguagem. A grande maioria dos pacientes lobotomizados sofriam de problemas de memória em curto prazo e incapacidade de controla seus impulsos.

Para ilustrar a importância do córtex pré-frontal, o autor conta-nos a história de Maria Jackson. Ela, uma estudante de medicina em uma boa universidade, com um relacionamento estável, e com planos bem definidos para o futuro. Esperava formar pediatra e constituir família com seu namorado. Maria sempre fora religiosa e muito estudiosa. Porém, as coisas mudaram, de repente começou a beber, se drogar, ir às festas e não estudar. Suas notas despencaram, foi ameaçada de perder sua bolsa de estudos e recomendou-se aconselhamento psiquiátrico.

Com o passar do tempo, Maria começou a se sentir muito mal, foi ao médico e foi diagnosticada com HIV. A partir daí procurou-se entender o que havia acontecido a Maria para que sua vida se arruína-se de tal maneira.

Ela foi encaminhada com um tumor que danificou a região do córtex pré-frontal. O tumor a deixou com disfunção executiva, uma incapacidade de atuar sobre as ideias, não sendo capaz de manter um conjunto coerente de objetivos e contemplar as conseqüências de suas ações.

Perde a memória facilmente, só se concentra  no imediato. Assim Maria esteve impossibilitada de continuar em sua vida de antes, onde traçava metas de longo prazo para sua vida.

Se Maria estivesse fugindo do incêndio, ela nunca teria parado para acender o fósforo.

Quando as pessoas se deparam com jogos há o chamado efeito de enquadramento. As pessoas preferem ao jogar 50 reais, que podem manter 20 a perderem 30. O mesmo efeito ocorre quando num mercado as pessoas preferem comprar uma carne 85% magra do que uma 15% gorda. Isso é um subproduto da aversão ao risco que carregam as pessoas.

A parte do cérebro responsável por esse comportamento é a amígdala. É a parte do cérebro atirada quando há um sentimento ruim de perda. O engraçado é que essa região, segundo os experimentos, se ativa para todas as pessoas.  Mesmo as pessoas que não se deixaram levar pelo efeito do enquadramento. Apesar de todos estarem sujeitos aos efeitos do enquadramento, alguns discerniram o suficiente para verem que estariam diantes de escolhas iguais. O que levou a essa atitude foi o córtex pré-frontal e não a amígdala.

“Pessoas que são mais racionais, não deixam de perceberem as emoções, elas apenas regulam isso melhor.” Segundo Dr. Martino.

O córtex pré-frontal pode deliberadamente escolher ignorar o cérebro emocional.

Curiosamente essas foram às conclusões de Aristóteles. Ele disse que a chave para cultivar a virtude estava em aprender a gerenciar as próprias paixões.

Testes com essas partes do cérebro são conduzidos por companhias televisivas, interessadas em aumenta a popularidade e audiência de seus programas. Apesar de se uma boa medida tem que se tornarem certos cuidados. Esses testes mostram se houve uma boa percepção de algo, mas não explicam as causas da boa impressão. Ao examinar os sentimentos registrados por um mostrador, um observador treinado pode descobrir quais os sentimentos devem ser confiáveis e quais devem ser ignorados.

O cérebro racional (córtex pré-frontal) não pode silenciar as emoções (amígdala), mas pode ajudar a descobrir quais devem ser seguidas.

O Dr. Walter Mischel realizou um experimento com algumas crianças de quatro anos. Todas as crianças gostavam de marshmallows. Deu uma opção a elas; um marshmallow agora ou dois em alguns minutos, até que voltasse da sala. Praticamente todas as crianças decidiram esperar. Porém quando saiu da sala a maioria não suportou esperar nem um minuto, enquanto outros esperaram até quinze minutos. Dr. Walter, então inferiu que mesmo quando crianças, umas são muito melhores em controlar suas emoções do que ouras.

Esse experimento do D. Walter durou anos, acompanhou essas crianças durante seu desenvolvimento e percebeu que aquelas mais controladas, que haviam segurado suas emoções diante dos marshmallows, eram mais controladas ao longo de suas vidas. Tinham menos propensão a se envolver com drogas, tiravam melhores notas na escola e temperamentos menos explosivos. Ao serem expostas a testes de Q.I. também demonstraram melhor desempenho, já adultas, aquelas que quando crianças esperavam ao invés de “atacar” os marshmallows. Na verdade o teste do Dr. Walter, foi um verdadeiro teste de Q.I. para crianças de quatro anos. A capacidade de esperar por um marshmallow revela o crucial talento do cérebro racional. As crianças eram mais controladas, pois queriam os marshmallows tanto quanto as outras.

Outros estudos com crianças com déficit de atenção e hiperatividade demonstram ainda a ligação entre o córtex pré-frontal e a capacidade de resistir a impulsos emocionais. Estas tem desempenho pior na escola, pois tem dificuldade de manter a atenção na tarefa a se realizar. Estas crianças, também, demoravam mais tempo para desenvolver os lobos frontais (três anos e meio em média).

Felizmente, o que se sabe, é que o desenvolvimento mais lento dessas partes, não significa um permanente resultado, mas sim um atraso temporário, pois no desenvolvimento do cérebro a última a se desenvolver é exatamente é o córtex pré-frontal. Ou seja, haverá atrasos para alguns, mas “todos” os desenvolverão.

Isso, em parte, explica a mente “rebelde” dos adolescentes, e seu comportamento mais arriscado.

Assim, para demasiado longo, assumimos que a finalidade da razão é eliminar suas emoções que nos levam ao erro.

As emoções humanas são incorporadas  ao cérebro em um nível muito básico. Tendemos a ignorar instruções.

Mas, isso não significa que os seres humanos são meros bonecos do sistema límbico. Algumas pessoas são capazes de ver alem de suas emoções, mesmo com suas amígdalas atiradas.

A capacidade de supervisionar-se, para exercer autoridade sobre seu próprio processo decisório, é um dos talentos mais misteriosos do ser humano. Denominamos tal manobra de executivo controle.

Como pode Dodge não correr do fogo, parar e pensar em uma alternativa. Sabemos que é devido ao uso do córtex pré-frontal no cérebro. Mas, como o córtex pré-frontal, faz isso?

O córtex pré-frontal é acionado o tempo todo, ele é o maestro do cérebro, ele quem direciona as ações, para onde vão, no cérebro. Não é somente um agregador de informação, é como um maestro diante de uma orquestra. Além do mais é muito versátil, não tem uma função especifica, como outras partes do cérebro.

Quando precisamos pensar sobre algo novo ou sobre uma nova maneira de ver ou fazer algo, é a parte racional e não emocional do cérebro que despertamos, ou seja, o córtex pré-frontal.

Um psicólogo cognitivo, Mark Jung-Beeman, procurando entender a liderança do córtex pré-frontal sobre o cérebro, faz o seguinte experimento. Dá três palavras para as pessoas e pede que formem em palavras compostas ou frase com todas as palavras. Descobriu que o cérebro isola tudo que é irrelevante e depois começa a gerar associações. Mas sabem quando fizeram associações corretas e incorretas.

Pois quando a resposta curta aparece, logo é passada para o lobo frontal, isso passa a imediata percepção de que o enigma foi resolvido, até então isso não acontece, mesmo que outras áreas do cérebro especializadas naquilo que se faz estão atuando.

Um avião decolando de Denver com destino a Chicago, tendo como piloto o experiente capitão Hayves teve problemas. Um enorme estrondo, proveniente do que parecia uma explosão, vinda da parte de traz do avião, assustou o experiente piloto. Logo pensou que poderia ali morrer. Porém, logo após parar o baralho e tudo parecia normal, Hayver, tentou isolar o combustível, porém sem sucesso. Até que o avião não respondia mais ao piloto. Hayver afirmava que havia uma falha eletrônica enorme, mas o circuito de bordo parecia normal. De repente, todos os sistemas hidráulicos pararam de funcionar, o que seria quase impossível. Essa chance era de um em um bilhão (Pasmem!). Por isso jamais havia sido visto ou previsto, tão situação. A não ser um vôo no Japão. Mas, morreram todos a bordo.

Hayves, desesperado, colocou uma chamada de rádio para a torre, falou com engenheiros treinados para lidar com emergências em vôos. Os engenheiros descrentes nada sabiam que pudesse ajudar.

Então, Hayves percebeu que estavam sozinhos com tal problema. Começou a procurar o que poderia manejar sem pressão hidráulica, pouco restou. Somente os manetes de potência. Mas de que adianta controlar a velocidade se não se controlar a direção.

Em seguida, Hayves teve uma ideia. A princípio, ele negou-lhe parecia louco.

Então, que sua preposição parecia a única solução procuraria pilotar o avião somente com os manetes acelerando ora uma turbina ora a outra, quando quisesse mudar de direção. Algo que em condições normais deverias evitado, mas não havia escolha naquela situação.

O que parecia impensável começou a dar certo. Foi o primeiro momento que Hayves percebeu que poderiam sobreviver.

Então, que começaram algumas turbulências. Algo facilmente administrável em condições normais. Porém, nesse caso parecia extremamente difícil e incerto. Hayves ficou um bom tempo  pensando o que poderia fazer. Segundo o próprio: “É, levei alguns momentos, mas que me salvou de fazer um grande erro”. Hayver percebeu que quando o nariz inclinava para baixo e a velocidade maior era necessária para aumentar a potência de modo que os dois motores restantes poderiam voltar o nariz do avião.

Ainda, assim, restava um último problema: pousar em um aeroporto próximo dali. Por um lado, os pilotos não podiam controlar diretamente a sua velocidade de descida, pois os elevadores das aeronaves que controlam as asas eram indiferentes a seus comandos.

Quando o avião se aproximava do aeroporto, os pilotos fizeram os preparativos finais para um pouso de emergência. Embora os pilotos tivessem voado sem controles, durante 40 minutos eles ainda conseguiram alinhar o avião no meio da pista. O que foi um feito incrível! Porém, infelizmente a velocidade era muito grande, o que fez com que o avião ultrapasse a pista e fosse para um milharal, e se quebrou em vários pedaços, Houve depois uma explosão. Também, houve uma intoxicação, entretanto a habilidade e destreza dos pilotos, foi suficiente para salvar mais da metade das vidas que ali estavam. Infelizmente 112 morreram.

A primeira coisa notável sobre o desempenho dos pilotos é que eles conseguiram manter suas emoções sob controle. Hayves teve muito medo, mas deixou que este tomasse conta de si. Hayves como Dodge, usou o seu córtex pré-frontal para gerenciar as emoções.

O que exatamente permite que o córtex pré-frontal seja utilizado em momentos tensos?

Com certeza, a capacidade de foco e concentração. Pois, quando tudo parou de funcionar com exceção do manete de velocidade, o piloto deixou de se concentrar nesses outros equipamentos que costumava lidar e focou naquilo que tinha e no que podia fazer.

O fato de Hayves ter “criado” uma forma nova de pilotar, nada convencional, foi graças a sua atividade cerebral da região do córtex pré-frontal. Única região do cérebro capaz de tal feito.

Apenas recentemente os cientistas aprenderam como o córtex pré-frontal faz isso. O elemento chave é um tipo especial de memória conhecida como memória de trabalho.

Os neurônios no córtex pré-frontal são acionado em resposta a um estimulo, tais como a visão de alguma instrumentação na cabine, por exemplo. Os neurônios continuam “atentos” mesmo após o fim do estimulo. Este “eco” da atividade permite que o cérebro faça associações criativas como aparentemente sensações independentes e ideias sobrepostas. Uma vez que esta sobreposição de ideias ocorre, as células corticais começam a formar ligações que nunca existiram antes, a fiação forma redes inteiramente novas. E então, após o insight inicial, o córtex pré-frontal é capaz de identificá-lo. Sob a perspectiva do cérebro, ideias novas são apenas alguns pensamentos antigos que ocorreram no momento exato.

As habilidades de resolução de problemas de memória de trabalho e córtex pré-frontal são um aspecto crucial da inteligência humana. Pessoas que seguram uma informação por mais tempo na córtex pré-frontal se saem melhor em testes de Q.I.. Pois, são capazes assim, de fazer mais associações úteis, e dispensar aquela informação que não é relevante.”

 

GRUPO 09

 

 

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8 Respostas to “Como decidimos? Parte 4 – Grupo 09”

  1. Orlando Yuzo Iwamura Says:

    O que eu achei mais interessante neste capítulo foi o caso do Dodge em que ele sobreviveu ao incêndio raciociando e usando seu córtex pré-frontal . Ele não entrou em pânico e raciocinou com muita calma mapeando seu cérebro tentando descobrir uma solução para o problema e encontrou um que iria contra toda lógica que já pensaram.

  2. Rodrigo Sanches - Usuário Says:

    Um resumo mais informativo que o outro, evidenciando informações neurais, o que me atraiu mais. Mantenho as mesmas observações do anterior (retirando o caso do improviso, é claro), mas tenho uma questão: o cortéx-frontal é responsavel pela capacidade de raciocinio, resolução de problemas… mas ele também tem a capacidade de reter informações? Ele nao funcionaria – em relação a armazenamento – como uma memória RAM de um computador?

  3. Anna Carolina M. del Cura Says:

    Como comentado no resumo anterior, é muito interessante conhecer um pouco mais sobre como funciona nosso cérebro, como cada parte dele está presente nas ações e decisões das nossas vidas.
    Respondendo ao Rodrigo, acredito que o córtex pré-frontal não funciona como uma memória RAM, mas sim mais como o responsável pela parte “lógica” das nossas decisões e ações, pelo menos foi o que eu mais li…

  4. Natália Pagan Says:

    Sem dúvida o foco do capitulo todo está voltado para o córtex pré-frontal, o “maestro” do cérebro e como ele ajuda na tomada racional de decisões quando estamos submetidos a situações de pressão.O exemplo introdutório sobre o incêndio foi muito construtivo,e retratou bem o que acontece quando nós sentimos pressionados,não devemos deixar que o medo nos domine,temos que pensar em como lidar com o problema racionalmente.No decorre do capitulo o autor retratou de “anomalias” (por exemplo um tumor) encontradas nessa região e como elas podem interferir no comportamento do individuo .

  5. Karina Pagan Says:

    O mais interessante desta parte do capitulo foi a importância do córtex pré-frontal na tomada de decisões, principalmente aquelas que envolvem situações onde há grande risco. Logo o ideal em uma situação de extremo perigo é pensar calmamente e buscar uma solução criativa.


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