Como decidimos? Parte 2

 

“Resumo: How we decide – Capítulo 2

Logo na manha do dia 24 de Fevereiro de 1991, a primeira e a segunda divisões da marinha tinham uma difícil missão, libertar o Kuwait, que estava sob o domínio do Iraque há mais de 8 meses. Era uma difícil missão e deveria ser feita em menos de 100 horas, caso contrário a marinha veria o Kuwait se transformar em um campo de batalha com inúmeros civis no meio do fogo cruzado.

A Central de Comando (CENTCOM) estimava que as marinhas perderiam aproximadamente 5 a 10% de seus homens, pois os Iraquianos além de terem fortalecido suas bases estratégicas dentro do Kuwait e de “plantar” uma fileira de minas no deserto em volta da cidade, não seriam usados ataques aéreos, para que os danos colaterais e as baixas civis diminuíssem. Para ajudar nessa batalha, a aproximadamente 20 milhas da costa do Kuwait estavam helicópteros de ataque e navios de guerra.

Na manhã do ataque da marinha no Kuwait, navios de guerra americanos e britânicos que estavam no Golfo Persa foram colocados em estado de alerta com possibilidade de serem alvos de fogo inimigo.

As primeiras 24 horas da invasão foram além das expectativas após passar pelas minas e pelos arames farpados colocados pelos Iraquianos, a ideia era de ir direto ao centro do Kuwait. Graças aos tanques usados pelo exército americano ( M1 Abrams) que eram equipados com GPS e radares térmicos, foi possível invadir o centro na calada da noite. Ao chegar no centro, a marinha assegurou toda a costa e logo na manhã do dia 25 navios e helicópteros chegaram para ajudar a neutralizar uma base Iraquiana perto do porto de Ash Shuaybah.

Enquanto o ataque acontecia em Ash Shuaybah, o comandante Michael Riley era o responsável por monitoram os radares aéreos da região, era um trabalho difícil, eram 6 horas sem um leve descanso dentro de uma pequena sala olhando para um tela, depois 6 horas para dormir e comer e após esse pequeno descanso, voltar a pequena sala para ficar observando o radar. Eram 5:00 horas da manhã e Riley havia começado seu turno 12:00, quando um “bip” começou a sinalizar algo na tela (como ocorre o dia inteiro quando algum jato americanos A-6 para entregar equipamentos de guerra como armas, munição e bombas) porém Riley ficou desconfiado, e se fosse um míssil? Riley se encheu de medo, o ponto verde do mapa se aproximava de um navio americano a aproximadamente 550 milhas por hora, se Riley fosse derrubá-lo ele teria que fazer isso nesse momento, Riley se encheu de dúvidas, (e se fosse um míssil? Inúmeros marinheiros morreriam. Mas e se fosse um dos A-6 passando?) o ponto verde passava perto de onde os jatos A-6 passavam e com uma velocidade parecida. Para tornar as coisas ainda mais difíceis para Riley, os pilotos dos A-6 tinham o péssimo hábito de desligar o sistema de identificação eletrônica nos seus vôos, pois era mais fácil para que os Iraquianos soubessem que era um jato inimigo para soltar mísseis e não era por menos que os pilotos preferiam ficar menos visíveis a serem mais fáceis de serem abatidos.

Havia apenas uma maneira de distinguir um jato A-6 a um míssil inimigo, a altura em que eles trafegavam, o jato a 3000 pés enquanto um míssil usado por eles trafegavam a aproximadamente 1000 pes. Porem o único radar que poderia identificar a altura dos objetos era chamado de 909, e Riley não tinha nenhum perto. E mesmo se tivesse, Riley não teria tempo para verificar isso agora, ele só tinha tempo de apertar o botão, e ele fez. E a partir dai, ele somente observou a trajetória de seus 2 mísseis ate o objeto não identificados. Momentos depois o capitão do navio que estava perto de onde a explosão aconteceu entrou em contato com Riley e perguntou de quem eram os mísseis, Riley prontamente respondeu que eram dele, logo em seguida o capitão disse que não era possível investigar o que era porem iriam fazê-lo logo em seguida.

Riley obteve essa informação dias depois e com a análise dos destroços da colisão, foi possível determinar que o que ele havia abatido era um míssil Iraquiano. A conclusão de seus superiores foi que era impossível decifrar se era um A-6 ou se seria um míssil.

Esse era o que sabiam da história até 1999 quando Gary Klein começou a investigar o caso de Hiley, Klein era um psicólogo que estava sobre como as pessoas agiam em situações de extrema pressão. Após conversar com Hiley, Klein disse que nem ao menos Hiley sabia como tinha tomado essa decisão e que achava apenas que tinha sorte.

Após analisar as fitas dos radares usados na guerra e ver inúmeras vezes bips verdes do que seriam os A-6 e do que seriam misseis Iraquianos, Klein viu uma discrepância, ele finalmente conseguiu decifrar o intuito de Hiley de que aquilo seria um míssil. Graças ao motivo de que o A-6 voava a 3000 pés, e o míssil a 1000 pés, a velocidade com que o míssil chegasse no terceiro radar cerca de 8 segundos antes do que um A-6 e era esse o motivo de que Hiley sentiu que algo estava errado e sentiu um repentino “medo” e decidiu derrubá-lo.

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            A importância da dopamina foi descoberta por acaso quando dois cientistas, James Olds e Peter Milner decidiram implantar um eletrodo profundo no cérebro de um rato. Eles inseriram uma agulha na parte do cérebro que gera sensações agradáveis. Mas o prazer em excesso é fatal, pois, através de um experimento onde eles colocaram eletrodos no cérebro de roedores e depois passaram uma corrente em cada fio, quando os Naccs ficavam excitados eles faziam com que  houvesse uma perda de interesse em tudo, ou seja, não havia mais vontade de comer, beber ou fazer qualquer coisa causando portanto uma fatalidade.

            Demorou vários anos para que os cientistas descobrisse que o que ratos vinham sofrendo era por causa do excesso de dopamina, e a liberação maciça dela causa um cegamento por prazer. Esta então, tornou-se a explicação química para o sexo, as drogas e rock e roll.

            Mas a felicidade não é a única sensação que a dopamina produz, ela também ajuda a regular todas as emoções além de ajudar a decidir entre as alternativas existentes.

            Grande parte da compreensão do sistema dopaminérgico deve-se a pesquisa de Wolfram Schultz, um neurocientista da Universidade de Cambridge, que desde o começo da sua graduação se interessou nos neurotransmissores, devido ao seu papel no desencadeamento dos sintomas paralisantes do mal de Parkinson. Depois de anos de pesquisa ele notou que os neurônios de dopamina começaram a disparar um pouco antes dos animais envolvidos (macacos) receberem uma recompensa (um pedaço de banana, por exemplo), com isso ele chegou a conclusão que tinha encontrado o mecanismo de recompensa do trabalho no cérebro dos primatas.

            Depois de realizar experimentos que tinha como protocolo:ele soava um som alto, aguardava alguns segundos, e em seguida esguichava gotas de suco de maça na boca do macaco, Schultz descobriu que existiam células, chamadas de “neurônios de previsão”, que estavam mais preocupadas com a previsão de recompensas do que realmente recebê-las e uma vez que este simples padrão foi aprendido, os neurônios dopaminérgicos do macaco  se tornaram exatamente sensíveis a variações sobre ele. Se as previsões estavam corretas então a experiência teve um breve surto de dopamina, mas se não os neurônios de dopamina diminuíram a taxa de disparo, isto é conhecido como erro do sinal de predição, e o macaco se sente chateado. Percebemos então que o que é interessante sobre o sistema é a expectativa.

            Após refinar este conjunto de células de previsão, o cérebro compara estas previsões com o que realmente acontece. E as células de dopamina cuidadosamente monitoram a situação, se tudo está ocorrendo de acordo com o plano, seus neurônios dopaminérgicos secretam uma pequena explosão de prazer. Mas se as expectativas não são cumpridas as células de dopamina entram em greve. Elas instantaneamente mandam um sinal anunciando o erro e param de liberar a dopamina.

            O cérebro é projetado para amplificar o choque dessas previsões equivocadas.  Sempre que se experimenta algo inesperado o córtex imediatamente toma conhecimento. Dentro de milissegundos, a atividade das células do cérebro é inflamada em uma emoção poderosa.

            Este rápido processo celular começa em uma pequena área no centro do cérebro que é densa com os neurônios de dopamina.,o córtex cingulado anterior (ACC), é envolvido por um detector de erros. Sempre que os neurônios de dopamina fazem uma previsão equivocada o cérebro gera um único sinal elétrico, conhecido como erro relacionado a negatividade.

            o ACC ajuda a controlar a conversa entre o que nós sabemos e o que nós sentimos, ele força o indivíduo a notar o evento inesperado.

            Enquanto o ACC está alertando a consciência, também está enviando sinais para o hipotálamo, que regula aspectos fundamentais das funções corporais. Quando o ele está preocupado com alguma anomalia a preocupação é imediatamente traduzida em um sinal somático para os músculos para se prepararem para a ação. Dentro de segundos, a taxa da freqüência cardíaca aumenta , e a adrenalina derrama na corrente sanguínea. Esses sentimentos de flash obrigam-nos a responder a situação imediatamente.

            Mas o ACC não só monitora erros de previsão, ele também ajuda as células de dopamina a lembrar-se do que acabaram de aprender, internaliza as lições da vida real, e ainda garante que as previsões futuras são revisadas, assim pode-se saber exatamente quando a recompensa chegar

            Este é um aspecto essencial da tomada de decisão. Se não podemos incorporar as lições do passado em nossas decisões futuras, então estamos destinados a repetir indefinidamente os nossos erros. Quando a ACC é cirurgicamente removida do cérebro do macaco,  o comportamento do primata torna-se irregular e ineficaz, eles não podem mais prever recompensas ou dar sentido o que está ao seu redor.

            Através de experimentos os cientistas descobriram que animais com ACCs intactos não tiveram problema em realizar uma certa tarefa para receber a recompensa. Contudo, os animais (macacos) que estavam faltando seus ACCs demonstraram um defeito contando. Quando deixaram de serem recompensados por fazer uma tarefa, como por exemplo mover o joystick em uma certa direção, eles ainda eram capazes (na maior parte do tempo) de alterar a tarefa, movendo o joystick em outra direção, assim como os macacos normais. Contudo, eles não foram capazes de persistirem nesta estratégia bem sucedida e logo voltaram a fazer a tarefa inicial que não recebiam nenhuma recompensa. Eles nunca aprenderam a transformar um erro em uma lição duradoura. Já que esses animais não puderam atualizar suas previsões celulares, ficando irremediavelmente confusos com uma experiência simples.

            Então sabemos que animais com ACCs intactos são capazes de reter e atualizar informações para que consigam alguma tipo de recompensa. E animais sem ACCs não, ou seja, não são capazes de aprenderem a transformar um erro em uma lição duradoura senso assim não podem atualizar suas previsões celulares ficando confusos em simples tarefas.

Pessoa com números reduzidos de dopamina no ACC, tem mais dificuldade em aprender pelas experiências negativas, elas podem continuar a cometer os mesmos erros ao longo do tempo.

O “ACC” tem uma última ferramenta, que são as “spindle cells”, que estão em grande quantidade nos humanos. Essas células são capazes de captar as nossas emoções e as transmitir para o resto do cérebro em alta velocidade.

Apesar de praticamente imperceptível, esse processo todo é o que define a grande maioria das nossas decisões.

Sabemos, agora, que nossas emoções não são simplesmente guiadas pelos nossos instintos, que toda vez que você comete um erro, o cérebro trabalha para obter aprendizado da experiência vivida. Quando Shultz fez o experimento com os macacos, ele descobriu que levava só algumas tentativas até que os neurônios dos macacos soubessem exatamente quando esperar suas recompensas. E esse mesmo trabalho está sempre em movimento no cérebro humano. Dessa mesma forma, leva algumas viagens a barco para que se acostume a viajar dessa maneira sem sentir enjôos. Toda vez que passamos por uma situação que proporciona alegria, medo, desapontamento, felicidade, e todos os outros, nosso cérebro está ocupado, aprendendo a predizer o que acontece após essa situação.

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 Na década de 1990, o software Deep Blue, da IBM, derrotou Garry Kasparov, Grande Mestre Internacional de xadrez. Deep Blue era capaz de analisar mais de dois milhões de possíveis movimentos por segundo, permitindo selecionar sempre a melhor estratégia. Porém, Gerald Tesauro, programador da IBM, intrigado pela maior incapacidade da máquina – a de aprender – se inspirou para criar uma nova forma de inteligência artificial (IA). Tesauro então, criou, usando o gamão (jogo de tabuleiro) como base, um software de IA, que nomeou TD-Gammon. Enquanto o Deep Blue foi criado com milhares de estratégias, o TD-Gammon começou com apenas as regras do jogo, e fazia movimentos completamente aleatórios, perdendo todas as partidas. Porém, depois de algumas centenas de partidas contra ele mesmo, o software era capaz de derrotar até os melhores jogadores de gamão. Isso porque o software, assim como a mente humana, analisava todos os erros que o levavam a derrota, sendo assim, após várias partidas, capaz de prever qual o melhor movimento em determinada situação do jogo. Esse tipo de IA tem sido usada até hoje, em diversos problemas que parecem ter um número infinito de possibilidades.

            Um método foi criado, esse método de programação espelha a atividade dos neurônios de dopamina. Um experimento conhecido como Iowa Gambling Task desenvolvido pelo Neurocientista Antonio Damasio e Antoine Bechara consiste em um “jogo” que tem as seguintes regras: um sujeito recebe quatro baralhos, dois pretos e dois vermelhos, e $2000 de dinheiro do jogo, cada carta dizia ao jogador se ele deveria ganhar ou perder dinheiro, o sujeito foi instruído a virar uma carta de um dos quatro baralhos e fazer o máximo de dinheiro possível. As cartas não eram distribuídas aleatoriamente, os cientistas tinham fraudado o jogo, onde dois baralhos eram cheios de cartas de alto-risco e os outros dois baralhos eram sérios e conservadores. A maioria das pessoas experimentavam cartas de todas as pilhas, procurando pelas cartas mais lucrativas. Em média as pessoas pescavam cerca de cinquenta cartas até começar a pescar as cartas do baralho mais rentável, parece que são cerca de oitenta cartas, na média, antes do sujeito poder explicar porque favoreceu aquele baralho. A lógica é devagar.

            Os jogadores eram ligados a uma máquina que media a condução elétrica de sua pele, no geral os níveis mais altos de condução eram sinal de nervosismo e ansiedade. O que os cientistas descobriram é que quando o jogador pegava apenas dez cartas, sua mão ficava “nervosa”, quando ele obtinha cartas de baralhos negativos.

            Pacientes comprometidos neurologicamente, que eram incapazes de sentir qualquer emoção, geralmente faliam, enquanto a maioria das pessoas faziam quantias substanciais de dinheiro, porque esses pacientes eram incapazes de associar os baralhos ruins com seus maus pressentimentos. Como as respostas de relacionavam com as emoções? A resposta nos remete a dopamina, a molécula que dá origem a nossos sentimentos. Os cientistas descobriram que as células do cérebro humano são programadas assim como TD-Gammon (geram previsões do que irá acontecer e mensuram a diferença entre suas expectativas e os resultados reais). Se o jogador escolher o baralho ruim os neurônios de dopamina imediatamente param de agir, no entanto se o jogador escolher uma carta lucrativa, então o jogador sentirá prazer de estar certo. Os neurônios de dopamina automaticamente detectam padrões sutis, eles transformam previsões em emoções.

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                  Isso não significa que as pessoas podem se apoiar nessas células de emoções.  Os neurônios de dopamina precisam ser constantemente treinados e retreinados, ou sua precisão de previsão diminui.

                Leve em conta Bill Robertie, mestre em xadrez e um antigo vencedor do campeonato de xadrez rápido dos EUA. Ele é um profissional largamente respeitado no pôquer e autor de vários best-sellers. Contudo é mais conhecido por suas habilidades no gamão.  Gerald Tesauro estava  procurando por um profissional no gamão para competir com TD-Gammon, ele escolheu Robertie, ele queria que o computador aprendesse com o melhor. 

                O programa de software se tornou profissional, depois de fazer milhões de jogos pode se juntar à lista de computadores como o Deep Blue. Contudo  todas essas máquinas tem uma limitação rigorosa: elas podem ser profissionais em apenas um jogo.

                Xadrez, gamão e pôquer parecem depender de habilidades diferentes, porém Robertie consegue se sobressair nas três áreas.  Depois de jogar uma partida de xadrez, ou pôquer, ou gamão, Robertie revê o que aconteceu, cada decisão é criticada e analisada. Mesmo quando Robertie ganha ele procura seus erros, discernindo aquelas decisões que poderiam ter sido tomadas. Ele sabe que a autocrítica é o segredo para melhor a si mesmo.

Carol Dweck demonstrou que um dos principais ingredientes para o sucesso educacional é a capacidade de aprender com os erros. Dweck formulou um experimento em que alunos da 5ª série eram retirados da sala e faziam um teste relativamente fácil constituídos por quebra-cabeças não-verbais, depois que as crianças terminavam o teste os pesquisadores diziam as ao estudante sua pontuação e forneciam um simples frase de elogio. Logo ficou claro que o tipo de elogio dado aos alunos da 5ª série influenciavam drasticamente na escolha dos testes, quando as crianças eram elogiadas pelo esforço, 90% escolhiam o conjunto de quebra-cabeças mais difíceis, contudo as crianças que foram elogiadas por sua inteligência, a maioria escolhia o teste mais fácil. O outro experimento que dweck fez foi : ela deu aos mesmo estudantes um outro teste, este teste era projetado para ser extremamente difícil, os estudantes que tinham sido elogiados por seu esforço ficavam muito envolvidos, porém as crianças que tinham sido elogiadas por sua inteligência  facilmente eram desencorajadas.

Os testes finais foram muitos difíceis, ele nos mostra que os estudantes que foram elogiados por seus esforços melhoraram cerca de 30% e os estudantes que foram colocados no grupos dos “inteligentes” tiveram um decréscimo de 20% em sua pontuação. Isto diz que fazendo isso está se distorcendo a realidade neural dos estudantes.

Seu cérebro não vai rever os conceitos dele até que o mesmo não sofra com o erro, não existindo atalhos para isso.

Citando vários exemplos o melhor é o do Xadrezista Garry Kasparov, que mesmo indo bem em sua partida de xadrez ele vai e procura os mínimos erros possíveis, mesmo uma partida considerada perfeita, ele encontra pelo menos 30 erros, se o mesmo não encontrou tais erros e porque ele não prestou toda atenção possível. Mas depois destes erros encontrados, ele disse que joga com o instinto e com o faro, com estes erros ele diz que é a única forma de não erra novamente.

Como o Tenente Riley, que foi treinado a ver um símbolo e com seu bip, a achar se o símbolo é do avião do oponente ou de seu próprio pelotão, mesmo nunca vendo o mesmo no redar ele foi capaz de acertar e dizer para mandar os mísseis para abater o avião do oponente e assim salvando o seu cruzador de batalha.”

GRUPO 2  

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16 Respostas to “Como decidimos? Parte 2”

  1. Priscila "Ω´" Pacheco Says:

    O composto Dopamina apesar de ser apresentado neste capítulo recebe mais espaço e destaque no próximo, logo para um entendimento mais efetivo nós do Grupo 3 realizamos uma breve pesquisa a respeito e concordamos que tal pesquisa se encaixaria melhor aqui, onde a Dopamina é mensionada pela primeira vez.
    A Dopamina é um importante neurotransmissor no cérebro, produzido por um grupo de células nervosas, chamadas de Neurônios Pré-Sinapticos, que atuam no cérebro promovendo, entre outros efeitos, as sensações de prazer e de motivação. É precursora natural da adrenalina e da noradrenalina e por conseguinte tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central. No sistema motor, desempenha o papel fundamental de estabilizar os movimentos.
    As anormalidades da Dopamina são muitas vezes relacionadas às patologias de desordens psíquicas tal qual à Esquizofrenia e ao Mal de Parkinson. Também está por trás de inúmeras dependências psicológicas tais como jogo (inclusive eletrônicos), sexo, álcool e outras drogas.

  2. Orlando Yuzo Iwamura Says:

    Este capítulo tem como ponto principal o aprendizado com erros cometidos para as tomadas de decisões futuras e a tomada de decisões baseada nos erros passados. Também aborda a questão de como os incentivos e recompensar afetam uma decisão. O que mais me chamou a atenção foi a análise em situação de pressão (o caso do Tenente Riley) para tomar um decisão que da a impressão de que a decisão foi feita por impulso, mas na verdade teve um embasamento no conehcimento técnico e experiencia.

  3. Diego "Metal" Luz Squilante Says:

    Boa tarde!
    Pri, muito legal esse insight, mas infelizmente eu discordo de você. A dopamina é o centro do capítulo, ligando os exemplos. Enquanto o próximo talvez se foque nas consequências e/ou distúbios da dopamina, este explicita bem o funcionamento da substância, a importância evolutiva e comportamental, como age em nós e em outros animais (como o experimento com crianças e com os ratos, e colocar os dois na mesma frase me pareceu algo levemente perturbador) e como estes sinais são recebidos pelo consciente. Além da apresentação, este capítulo forma a base para os problemas encontrados no próximo capítulo, mostrando qual o padrão de funcionamento em pessoas “normais” e o “treinamento” que o cerébro se força através da punição ou reforço. Utilizando o primeiro exemplo do livro, o Quarterback provavelmente acertou muitas jogadas, sendo reforçado pelo cerébro com uma sensação de prazer ou bem-estar que se repete em jogadas similares, e sendo punido com desgosto ou similar para jogadas erradas. O engraçado é que no caso computacional, um vasto banco de dados associado a derrota após uma jogada me pareceu ter o mesmo efeito de uma sensação negativa, como medo, porém baseado somente em fatos e estatística. Talvez a emoção seja uma substituição barata que o cérebro é forçado a fazer por não ter tamanha capacidade de processamento de dados, tendo que pagar um preço pela troca. Por fim, pode ser que uma sensação de medo no momento certo seja resultado de centenas de exercícios, mas ter coragem de lançar os mísseis baseado nesta sensação. . .

    • Priscila "Ω´" Pacheco Says:

      Quanto aos experimentos e descoberta sim (por isso o resumo teórico se encaixa melhor aqui)… porém a Dopamina se mostra muito mais “dona das decisões” no próximo capítulo… onde os efeitos desse neurotransmissor estão fora dos laboratórios e bem mais presentes em situações reais e cotidianas. Quanto aos mísseis concordo com você.

      • Diego "Metal" Luz Squilante Says:

        Pri, não entendi a resposta =/. De Gary Kasparov (exemplo do capítulo 2, além do Bill Robertie, mas acho o Kasparov mais conhecido) mestre do xadrez que jogava “pelo cheiro, pelo sentimento” até o próprio exemplo dos mísseis, são eventos bem reais, e mesmo os experimentos achei bastante plausíveis de interpretações cotidianas. De qualquer forma, discordei por causa do “recebe mais espaço e destaque no próximo”, uma vez que todo este capítulo tem a dopamina como centro. Quanto ao próximo, sério que você achou a dopamina “dona das decisões”? =p Eu achei esse capítulo mais focado em sobre como ela funciona, e o próximo sobre “quando não funciona”, ou melhor, quando esta substância pode levar a decisões questionáveis. Por isso o uso de doenças que afetam a produção da mesma tambem é utilizado nos exemplos. Em último caso, o resumo do próximo capítulo esta aí, por acaso sendo o do teu grupo ^^

      • Priscila "Ω´" Pacheco Says:

        Mas você deve concordar que mísseis e super (mestres) gênios do xadrez são, digamos, pouco comuns no cotidiano. (In)felizmente nunca vi nenhum dos dois. Porém posso ter exagerado nos termos, concordamos que a Dopamina é muito importante no livro, apenas com enfoques distintos em cada capítulo. Bom… vejamos o próximo capítulo então! ^^

      • Diego "Metal" Luz Squilante Says:

        Claro que concordo, por isso eu disse que são eventos * reais*, enquanto experimentos são plausíveis de interpretações cotidianas (crianças fazem provas e obtem ‘feedback’ dos pais e professores, creio que vc, filha de professora, pode me falar melhor sobre quão comum isto é). =p

  4. Bruno Bortulucci Zanardi Says:

    Minha opinião sobre o capítulo. O capítulo começa trazendo um exemplo de guerra onde uma pessoa que mesmo sendo experiente na sua tarefa acaba tendo dúvidas em uma tomada de decisão.
    O que diferenciava o jato A-6 do míssil? Apenas a altitude. No entanto, posteriormente foi possível notar que o míssil era mais rápido que o avião conforme se aproximava do alvo pelo radar. Porém, essa segunda informação não foi o que levou ele a tomar a decisão de apertar o botão e destruir o objeto. Ele não soube explicar sua tomada de decisão. Possivelmente ele não deve ter notado esse fato pelo cansaço em que estava, o que limitou suas conclusões sobre o que acontecia.
    Nesse momento, a dopamina entra para mostrar como o cérebro age sobre nós e nos deixa a mercê de sua escolha inconscientemente. Provavelmente, pelo ocorrido em conflitos passados, o inconsciente já possuía informações para saber que aquele objeto, pelas características que apresentava , era um eminente perigo e utilizando a dopamina transmitiu a sensação de que ele deveria apertar o botão, o que foi a decisão correta.
    Dai em diante o capítulo passa a caracterizar as diferentes reações que a dopamina provoca e como isso afeta nossas expectativas sobre o que está prestes a ocorrer. Também mostra, como os neurônios captam as sensações que a dopamina produz e como elas podem influenciar nossa capacidade de aprender com o erro e não cometê-lo novamente.

  5. Rodrigo Sanches - Usuário Says:

    Não quero falar de dopamina mais… Já foi muito comentado.
    Antes de tudo, primeiramente deixo claro que o nome do primeiro cavalo da carruagem platônica é “BK”(Background Knowledge), rsrs.
    Eu gostaria de ressaltar uma parte que até agora não foi muito comentada: a base da decisão. Note que todo o conteúdo dos capítulos remetem ao conhecimento acumulado (experiência de vida, etc.) Desde lá do capitulo 1 com o diretor, até o tenente e os ainda os macacos todos desenvolvem sua forma de decisão com base no conhecimento. Como descrito, uma (ou melhor, algumas) vezes que seu cérebro de defronta com um fato, o internaliza para decisões futuras e realmente as usa. Por vezes, precisa-se que o evento se repita várias vezes para que o ele consiga distinguir situações e fazer suas previsões e isso configura o conhecimento retido.
    Agora, diante de todos os experimentos relatados com base em armazenamento de situações passadas para definir decisões futuras, a questão é: como o nosso cerebro – ou como nós reagimos – diante de uma situação totalmente diferente e inesperada a nosso cerebro? Como elencamos nossas “saídas” diante da situação? Será que poderíamos pensar que nosso cérebro usufrui de outras informações não só ocorridas diretamente com ele – tais como noticias, filmes, games – compara com a situação inusitada e toma sua decisão?

    • Bruno Zanardi Says:

      Também pensei sobre como o cérebro reagiria caso ocorresse algo imprevisível. Acho que uma resposta coerente seria a do cérebro interpretar essa nova situação buscando semelhança com outras onde ele já possui uma resposta e realizar a tomada de decisão com base nesses fatos.

  6. Heber "Sapo" Says:

    É bastante interessante e misteriosa a forma como nosso cérebro funciona. Esse texto, principalmente o experimento de Carol Dweck me fez pensar um pouco sobre como a inteligência é algo que pode ser adquirida/moldada desde que aja os incentivos corretos quando criança, talvez porque nessa fase da vida somos mais sensíveis a elogios/críticas, acredito que seja por isso que a contribuição dos pais é importantíssima na formação de uma pessoa.

  7. Fábio Bottaro Says:

    Não ficou claro pra mim se o Riley tinha ou não conhecimento da diferença de tempo da leitura do radar, e isso influenciaria em muito na escolha. Concordo com o Rodrigo: até agora, para mim, a principal informação que eu capto do livro é que as decisões estão associadas às experiências acumuladas por um indivíduo e a associação de resultados provenientes destas experiências. A descoberta do funcionamento da dopamina só se caracteriza como uma comprovação químico-biológica deste fator.

  8. Isabela P. S. Says:

    O início do capítulo traz um exemplo muito angustiante, afinal inúmeras vidas estavam envolvidas na decisão de derrubar ou não o objeto que cruzava o céu. A partir disto o texto se complica um pouco nas explicações sobre as origens e os efeitos da dopamina no cérebro. Porém o resultado é claro, neurônios de dopamina nos ajudam a lembrar de acontecimentos do passado. O que é certamente fundamental na decisão de qualquer aspecto. Afinal, sem nenhum conhecimento, não poderemos prever consequencias de uma ação. Relacionar esta ideia com a área computacional é brilhante. Um bom software deve aprender com seus erros, porém nisso consiste uma das maiores dificuldades de programadores.

  9. Natália Pagan Says:

    O capitulo mostrou a importância das previsões da dopamina e com ela pode ser “traduzidas” em felicidade e negatividade.Outro aspecto importante abordado no texto foi como podemos aprender com nossos erros e incertezas como do que é certo e aquilo que sentimos ser certos, ( essa sem dúvida foi a parte que mais chamou minha atenção).Assim os melhores jogadores são melhores justamente pelo fato de analisar,corrigir seus erros e isso envolve todo um processo de aprendizado que leva um certo tempo para ser adquirido

  10. Karina Pagan Says:

    Uns dos aspectos mais interessantes mostrado neste capitulo é a forma como o cérebro é “programado” para reter e atualizar informações. Um fato curioso informado pelo autor, é que algumas pessoas não conseguem aprender constantemente com seus erros por apresentar danificações em regiões especificas do cérebro. Outro fato que chamou bastante a minha atenção foi à importância dos elogios em relação ao desempenho das pessoas, principalmente das crianças. O capitulo foi bem informativo e além de dar mais informações sobre o funcionamento do cérebro, mostrou que “influencias externas” também exerce influencia sobre o comportamento das pessoas

  11. Amanda C. Lopes Says:

    O capitulo mostrou que toda vez que cometemos um erro, nosso cérebro trabalha para obter aprendizado da experiência vivida.E que mais tarde, quando estivermos vivendo situações parecidas, nosso cérebro “busque” essas informações no nosso subconsciente para que não cometamos o mesmo erro ao longo dos anos.


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