Como Decidimos? Parte 1

 

Resumo: How we decide – Capítulo 1

Com apenas um minuto e vinte e um segundos restantes para o fim do jogo no Super Bowl 2002, os Rams estão quatorze pontos a frente dos Patriots. Tom Brady, quarterback dos Patriots, tem a chance de ganhar a partida, e seu técnico está muito confiante nisso. Magro e com um porte físico inferior ao dos outroxs atletas, Brady tinha um importante atributo: tomada de decisão.

Tom já havia estado em diversas situações de jogo, e sempre se saia muito bem em todas elas. Em outras palavras, ele tinha muito equilíbrio e estabilidade, não se deixava abalar sob pressão.

A rápida decisão tomada por um quarterback no campo de football nos fornece uma janela para dentro do funcionamento do cérebro. Essas decisões acontecem tão rápido que elas nem se parecem com decisões. As decisões de Tom dependem de uma longa lista de variáveis. Se ele fosse forçado a analisar essas decisões conscientemente, então cada passe necessitaria de uma série de cálculos trigonométricos e de ângulos. Mas como fazer tais cálculos quando se tem cinco homens furiosos vindo em sua direção? A resposta é simples: não há como. Então, como um quarterback é capaz de fazer isso, como tomamos uma decisão?

Para tal feito, um quarterback é forçado a avaliar cada uma de suas alternativas de passe sem saber ao certo como está fazendo tais avaliações. Brady escolhe um alvo sem entender exatamente porque tomou tal decisão. Ele acerta. Os Patriots acabam de vencer a partida!

E assim começa: o mistério da tomada decisão, um dos mais antigos mistérios do planeta. Muitas vezes tomamos decisões sem se quer saber o que está acontecendo dentro de nossas cabeças durante esse processo e mais, não conseguimos explicar o porquê escolhemos uma coisa a outra, simplesmente escolhemos. E quando decidimos o que fazer somos capazes de ignorar nossos sentimentos e pensar cuidadosamente sobre o problema. É exatamente este o elemento definidor da natureza humana.

Platão foi um dos pioneiros. Ele definiu a mente como uma carruagem puxada por dois cavalos. O cérebro racional é o cocheiro. Se um dos cavalos saírem do controle o cocheiro só precisa usar seu chicote para reafirmar sua autoridade.

Um dos cavalos é bem educado, comportado, já o outro é selvagem, surdo como um poste e obstinado, mesmo o melhor dos cocheiros tem dificuldades para controlá-lo. De acordo com Platão este cavalo representa negativas e destrutivas emoções.

Com essas simples metáfora, Platão divide a mente em duas esferas separadas: razão e emoção. E quando os cavalos querem diferentes coisas devemos nos recorrer ao cocheiro. Ele diz, “Se os melhores elementos da mente que levam a ordem e a filosofia prevalecerem, poderemos levar uma vida em felicidade e harmonia, mestres de nós mesmos”.

Esta divisão consagrou-se na cultura ocidental. Por um lado os seres humanos são parte animal, animais primitivos recheados de primitivos desejos. Por outro lado, também somos capazes de razão, previsão, abençoados pela racionalidade.

René Descartes concordou com a crítica ao sentimento. Ele afirmava que nosso ser era dividido em duas partes: uma alma santa capaz de raciocinar e um corpo carnal cheio de paixões mecânicas. Ele queria exemplificar a racionalidade em sua forma pura, para nos conhecermos clara e distintamente.

A fé cartesiana na razão tornou-se um princípio fundador da filosofia moderna. Com o passar do tempo vários pensadores queriam traduzir essa psicologia em termos práticos.

 A versão do século XX da metáfora platônica foi apresentada por Sigmund Freud, porém sua visão diferenciava-se a de Platão em alguns aspectos. Freud imaginou a mente humana como sendo dividida em uma série de partes em conflito. No centro da mente havia uma fábrica de desejos brutos e acima disso existia nosso ego (consciente), capaz de controlar o centro da mente. Pode-se comparar o centro da mente e o ego ao cocheiro e seus cavalos descritos por Platão.

Basicamente a psicanálise de Freud tentava ensinar os pacientes a reter seus cavalos, pois acreditava que os distúrbios mentais eram os efeitos de sentimentos desenfreados.

Com o tempo essa psicologia perdeu a credibilidade científica. Mas a ciência moderna tratou de realizar uma nova metáfora: a mente era um computador. De acordo com essa nova psicologia cognitiva, cada um de nós somos um conjuntos de programas de software rodando em três quilos neurais de hardware. Diminuindo a importância à emoção. Porém o problema de ver a mente deste modo é que esquecemos que computadores não têm sentimentos. Não há meios de transformá-los em estruturas lógicas de linguagem de computação.

Por muito tempo as pessoas menosprezaram o cérebro emocional, culpando nossos sentimentos por todos os nossos erros. A verdade é muito mais interessante: o que descobrimos quando olhamos para o cérebro é que os cavalos dependem do cocheiro e vice-versa. Se não fossem as emoções a razão não existiria.

Em 1982, um paciente chamado Elliot foi ao consultório neurologista de Antonio Damasio. Poucos meses antes, um tumor havia sido cortado do córtex de Elliot.

Antes da cirurgia, o paciente havia sido um exemplar pai e marido. Trabalhava arduamente na área de gestão em uma grande corporação e era membro ativo da igreja, mas a operação mudou tudo.

Apesar de seu QI permanecer o mesmo, uma falha psicológica foi percebida: ele não conseguia tomar uma decisão.

Esta disfunção tornou a vida normal impossível. Tarefas rotineiras que antes eram realizadas em dez minutos agora duravam horas.

Em pouco tempo Elliot foi demitido do emprego. Tentou iniciar novos negócios, mas foi enganado por um vigarista. Sua mulher se divorciou dele. E Elliot viu sua decadência como um homem com um intelecto normal, mas incapaz de tomar decisões.

Damasio diagnosticou seu paciente e obteve informações relevantes. Depois da cirurgia Elliot tornou-se controlado, descrevia cenas como um expectador, desapaixonado, descompromissado, sem tristeza, frustração, desprovido de qualquer tipo de emoção.

Para testar esse diagnóstico, Damasio testou em Elliot uma maquina que mediu a atividade das glândulas sudoríparas em suas palmas. Uma vez que, quando uma pessoa experimenta emoções fortes, a pele é despertada e as mãos suam. Damasio então mostrou vários tipos de fotos a Elliot, como um pé cortado, uma mulher nu, uma casa pegando fogo. E os resultados foram claros: Elliot não sentiu nada. A vida emcional dele era como a de um manequim.

Esta descoberta foi inusitada. O que tinha acontecido com Elliot? Por que não podia levar uma vida normal? Para Damasio a patologia de Elliot sugere que emoções são uma parte crucial do processo de tomada de decisão. Quando cortamos o sentimento, as decisões mais banais são impossíveis. Damasio então começou a estudar outros pacientes com padrões similares de danos cerebrais e viu o erro cometido por Descartes e a dificuldade dessas pessoas.

Ao estudar outros pacientes Damasio começou a compilar um mapa de sentindo, localizando as regiões específicas do cérebro responsáveis por gerar emoções.  Embora muitas diferentes áreas corticais contribuir para este processo, uma parte do cérebro pareceu particularmente importante: um pequeno circuito de tecido chamada córtex órbito-frontal, que fica logo atrás dos olhos, no ventre do frontal lobo.  Se esta dobra frágil de células é danificada por um tumor maligno, o resultado trágico é sempre o mesmo. No início, tudo parece normal, e depois o tumor é removido, o paciente é enviado para casa. A recuperação total é prevista. Mas então as coisas pequenas começam a dar errado. O paciente começa a parecer remoto, frio, distante. Essa pessoa anteriormente responsável de repente começa a fazer coisas irresponsáveis. As escolhas do cotidiano tornam-se terrivelmente difícil. É como se sua própria personalidade tivesse sido sistematicamente apagada.  A importância crucial de nossas emoções, o fato de que não pode tomar decisões sem eles, contradiz a convencional visão da natureza humana, com sua filosofia antiga raízes. O cérebro foi visualizado como consistindo de quatro camadas separadas, empilhadas em ordem crescente de complexidade.

Os cientistas explicaram a anatomia do cérebro humano da seguinte maneira: Na sua parte inferior era o tronco cerebral, que rege as funções mais básicas do corpo. Acima disso foi o diencéfalo, que regulamentou a fome e os ciclos do sono.

Então veio a região límbica, o que gerou emoções animais. Foi a fonte de luxúria, violência e comportamento impulsivo. Finalmente, houve o córtex frontal, a magnífica obra-prima da evolução, que era responsável pela razão, a moral, inteligência. A quarta camada do cérebro permitiu-nos para ignorar as três primeiras camadas. Nós éramos a única espécie capaz de se rebelar contra sentimentos primitivos e tomar decisões que eram desapaixonada e deliberada.

Mas esta narrativa anatômica é falsa. A expansão do córtex frontal durante a evolução humana não nos transformar em criaturas puramente racionais, capazes de ignorar nossos impulsos. Na verdade, a neurociência já sabe que o oposto é verdadeiro: uma parte significativa do nosso córtex frontal está envolvida com a emoção. David Hume, filósofo escocês do século XVIII que se agradou de idéias heréticas, estava certo quando ele declarou que a razão era “o escravo das paixões.”

Como funciona este sistema emocional do cérebro? O córtex orbitofrontal (OFC), a parte do cérebro que Elliot estava faltando, é responsável por integrar as emoções viscerais para o processo de tomada de decisão. Ele conecta-se os sentimentos gerados por “primitivos” do cérebro de áreas como o tronco cerebral e da amígdala, que está no sistema límbico para o fluxo de pensamento consciente. Quando uma pessoa é atraída para um receptor específico, ou um determinado prato principal no menu a mente está a tentar dizer-lhe que ele deve escolher essa opção. Ele já avaliou a alternativas, esta análise tem lugar fora de percepção consciente e que a avaliação convertido em uma emoção positiva. E quando ele vê um receptor que está bem coberto, ou cheira um alimento que ele não gosta, ou vislumbres uma ex-namorada, é o OFC que o faz querer fugir. 

O mundo é cheio de coisas, e são nossos sentimentos que nos ajudam a escolher entre elas.Quando essa conexão neural é rompida, quando nossos OFCs não podem compreender nossas próprias emoções, perdemos o acesso à riqueza de opiniões que normalmente dependem. 

O resultado final é que é impossível tomar decisões decentes. Esta é a razão pela qual o OFC é uma das poucas regiões corticais que são maiores em humanos do que em outros primatas. Enquanto Platão e Freud teria imaginado que o trabalho do OFC era para nos proteger de nossas emoções, para fortalecer a razão contra o sentimento, a sua função real é precisamente o oposto. Do ponto de vista do cérebro humano, o Homo sapiens é o animal mais emocional de todos.

Herb Stein vem dirigindo Days of Our Lives, uma novela na NBC, por vinte e cinco anos. Não é fácil fazer uma novela diurna. As exigências do formulário são esgotante: um novo episódio tem de ser filmado quase todos os dias. Nenhum outro tipo de entretenimento popular agita o material tanto em tão pouco tempo. Reviravoltas novos têm que ser sonhado, novos roteiros devem ser escritos, os atores precisam ensaiar, e cada cena deve ser meticulosamente planejado. Só então, uma vez que toda a preparação que está completa, são as câmeras ativadas. Ele disparou mais de cinqüenta mil cenas e lançou centenas de diferentes atores. Ele foi nomeado para oito Emmys. Ao longo de sua longa carreira, Stein presenciou cenas mais do melodrama de estupros, casamentos, nascimentos, mortes, confissões do que apenas sobre humano qualquer outro ser vivo.Ele é, por assim dizer, um especialista em melodrama: como escrevê-lo, bloqueá-lo, filme que, editá-lo e produzi-lo. 

Para Stein, o longo caminho para televisão diurna começou quando ele era um estudante na UCLA e ler A Oresteia, a trilogia de tragédias gregas clássicas escritas por Ésquilo. Foi a intemporalidade absoluta das peças-sua capacidade de falar com temas duradouros de que humanos fez querer estudar teatro. Quando fala sobre o drama Stein e não importa se ele está falando de Ésquilo ou Hospital Geral, ele tende a soar como um professor de literatura.  Fala Stein em longos monólogos digressivos e encontra grandes idéias nas tramas mais improváveis.

Stein é um dos mais bem sucedidos no negócio é contar a história para que as pessoas não perceber que você está contando uma história.  Tudo tem que sentir sincero, mesmo quando o que está acontecendo na tela é completamente estranho. Este é muito mais difícil do que parece. Vamos dizer que você está gravando uma cena em que uma mulher está dando à luz pais de gêmeos fraternos por dois homens diferentes, ambos os quais estão à beira do leito com ela Um dos pais é o vilão do show:. ele engravidou a mulher por estuprá-la O outro pai é o cara bom, ea mulher está profundamente. apaixonada por ele. No entanto, se ela não se casar com seu estuprador, então membros da sua família serão mortos.

A cena tem várias páginas de intenso diálogo , algumas lágrimas, e abundância de subtexto. Stein tem cerca de uma hora para atirar nele, que o obriga a tomar algumas decisões cruciais na mosca. Ele tem que descobrir onde cada personagem deve estar, como todos devem se mover, o que as emoções eles devem transmitir, e como cada uma das quatro câmeras devem capturar a ação.

Embora a cena tenha sido mapeada com antecedência, Stein ainda precisa fazer muitas dessas decisões no meio das filmagens, enquanto os atores estão entregando suas linhas. Durante as cenas complicadas, como a cena do nascimento com os dois pais, Stein parece um maestro de orquestra: os braços  estão ainda constantemente apontando para diferentes câmeras.

Quando você está criando televisão durante o dia, você tem apenas um dia. Este pressão do tempo implacável significa que Stein não pode dar ao luxo de pensar cuidadosamente através de todas suas escolhas câmera que ele não tem tempo de ser racional, ele precisa reagir ao drama, como é desdobramento nesse sentido, ele é como um zagueiro. no bolso. “Quando você atirar tantas cenas que eu tenho”, diz Stein, “você só sabe como as coisas devem ir. Eu posso assistir um ator dizer uma única linha e saber imediatamente que precisamos tentar novamente. Quando estamos filmando uma cena, é tudo muito instintivo. Mesmo quando vamos com um plano para derrubá-la, que o plano vai mudar muitas vezes no momento, dependendo de como ele se sente.”.

Confiança no instinto e “sentir ” também é uma parte crucial do processo de fundição. Sempre estão trazendo continuamente novos atores, em parte porque os atores são mais longas na mostra, os seus salários são mais elevados.

O tamanho da audiência oscila com o apelo dos atores, e um ator particularmente atraente pode criar um ponto na classificação.” Você está sempre procurando que a pessoa que as pessoas querem olhar “, diz Stein.” E eu não me refiro apenas atratividade. Eles têm que ter, e por isso, quero dizer tudo o que você não pode realmente colocar em palavras. “

A audiência de um programa de televisão tem uma relação proporcional com o quanto os atores podem ser atraentes frente ao publico. Mas como identificar isso? Decidir qual ator é o certo para o papel e para o tipo de programa é uma árdua tarefa. Tem-se que saber se ele suprirá as exigências do papel como, por exemplo, chorar sempre que for preciso e conseguir assimilar as falas.

Essas questões e escolhas se tornam menos trabalhosas e problemáticas ao passo que o diretor Stein ganha experiência na televisão, e com décadas de experiência ele aprende a confiar mais em seus sentimentos, o que chamamos de feelings. O diretor conta de momentos em que soube qual era o ator certo somente ouvindo-o por alguns segundos, isso depois de ouvir vários outros candidatos ao papel. Stein soube que ele era o certo, não podia explicar o porquê exatamente, mas tinha certeza de sua escolha.

Esse processo de feeling depende do lado emocional do cérebro. Enquanto o lado consciente analisa dados, informações, números precisos e etc. A parte inconsciente, ou emotiva, esta o tempo todo captando informações não exatas, não claras ou ate mesmo não perceptíveis e assim ela acaba se tornando a parte mais importante do nosso processo de pensamento. Todas as percepções que captamos são traduzidas em sinais emocionais que nos permitem agir de acordo com os cálculos subliminares feitos por nossa mente. Sem esse feeling levaríamos muito mais tempo para tomar decisão qualquer que fosse e provavelmente estaríamos errados. Os feelings são como atalhos para nossas ações e decisões.

Nosso cérebro foi desenvolvido por muito tempo para chegar ao que é hoje. Quando os primeiros Homos sapiens surgiram, já existiam várias formas de vida com cérebros totalmente especializados, como os dos animais e insetos. Peixes que podiam migrar pelos mares, aves que usavam os astros como guias entre muitos outros, mas tinham um porém, não poderiam fazer planejamentos ou desenvolver novas ferramentas, ou seja, o que não poderia ser feito automaticamente, não poderia ser feito. Nesse mundo a evolução do homem veio a mudar tudo. Nós humanos podíamos contemplar nossas emoções, descrever as cosias com palavras e raciocinar logicamente. Podíamos fazer planos e até segui-los.

Esses novos talentos foram incrivelmente úteis, porém incrivelmente novos. E como um software feito as pressas para seu lançamento no mercado nosso cérebro tinha falhas. Nesse quesito a natureza não teve o tempo suficiente para trabalhar tais estranhezas.

No entanto, nosso lado emocional do cérebro foi refinado pelas centenas de milhões de anos, tornando-o muito preciso e capaz de tomar decisões com pouquíssima informação. Se pararmos para calcular o tempo que um defensor de basquete tem para fazer o movimento e interceptar uma bola no meio do caminho da sesta, veremos que não é possível, pois o cérebro exige mais tempo que o disponível para fazer todos os cálculos e para nossos músculos obedecerem os comandos enviados a eles.

Mas então como é possível que jogadores profissionais consigam tal façanha? A resposta é que o cérebro começa a recolher informações sobre o arremesso muito antes de a bola deixar a mão do arremessador. Ele percebe detalhes como, posição dos cotovelos, das pernas, movimentos do corpo e outros, que são chamados de “pistas antecipadoras”. Um cérebro bem treinado em determinada atividade sabe exatamente quais detalhes procurar. E novamente, traduzidos essas percepções em sentimentos, nos auxiliam na tomada de decisões ou atitudes.

Em se falando dessas percepções e da nossa mente emocional, não existe computador que nos possa imitar. Eles não conseguem saber qual o melhor ator, como jogar basebol, futebol ou simplesmente andar de bicicleta. Por isso mesmo que quando a evolução estava forjando o cérebro ela não se preocupou em tornar todos esses processos emocionais em operações explicitas. Se algo não está quebrado, então a seleção natural não irá corrigi-lo. O processo de pensamento requer feeling. A razão sem a emoção é impotente.

A visão platônica do ser humano como animal com ausência quase total de instinto estava totalmente errada. De acordo com James, em seu livro Os Princípios da Psicologia, os hábitos, instintos e emoções no cérebro humano eram o que o fazia tão eficiente.

Foi feita uma triagem do que se passava pela cabeça de um lançador de futebol americano enquanto escolhe para quem lançar, e sempre que ele via um jogador de seu time que estava já marcado um sentimento negativo sobrevinha, e ele então deixava de fazer o passe, ate que visualizasse um jogador livre e então um sentimento de explosão sutil de emoção positiva o assegurava de que aquele seria o passe correto a se fazer, e nesse momento a bola voou!”

GRUPO 1

 

16 Respostas to “Como Decidimos? Parte 1”

  1. Roseli Silva Says:

    Moçada, faltou análise e discussão neste resumo! Qual o ponto principal desse capítulo? O que vcs aprenderam? O que chamou mais atenção? Vamos aproveitar os comentários aqui para o grupo deixar um pouco sua impressão sobre o capítulo??
    Profa Roseli

  2. Liv's Says:

    muito interessante! O ser humano é na verdade então, um ser emocional, não um ser racional! uau! Perfeito!

    • Diego "Metal" Luz Squilante Says:

      Mais ou menos, o capítulo três mostra os perigos de ser levados pela emoção. Como o autor mesmo chega a dizer, somos um combinação entre racional e emocional, o importante é não menosprezar a emoção.
      Quanto ao capítulo, acho que o autor se prende particularmente ao exemplo dos ‘quarterbacks’ como forma de gancho, o que não prende de imediato o leitor que não está familiarizado com o esporte, e o exemplo do diretor de novelas acaba sendo mais intuitivo. Tambem achei muito interessante como o autor consegue introduzir a história da teoria sobre como o ser humano toma decisões de forma natural entre os exemplos citados, imediatamente deixando subentendido que não concorda com a visão clássica pela própria justaposição entre estas inserções e os eventos cuja decidisão se dá em segundos, quando uma análise fria e calculista não seria terminada a tempo de se realizar uma jogada. De forma geral, o capítulo cumpre ao que se presta, mostrando que defenderá uma nova aborgagem sobre o processo decisório e deixando perguntas para o restante do livro, por exemplo porque sentimos uma determinada sensação em um determinado momomento, como estas decisões tomadas sob pressão do instante se relacionam com decisões onde existe tempo para análise e se estes sentimentos refletem um aprendizado, uma inteligência nata, e ainda quando podem ser confiados.

      Agora, perguntas quanto ao formato: Quanto a produção do resumo, é necessário repassar os exemplos, as citações históricas e a própria retórica do texto? Vai da maneira que cada grupo achar mais válido? Ou ainda, é relativo ao capítulo, e portanto cada capítulo terá um aspecto diferente do resumo, sendo necessário mais citações em trechos mais técnicos do livro? São muitas perguntas? =p

      • Roseli Silva Says:

        Diego, muito bons seus comentários!! Vc realmente captou a mensagem do primeiro capítulo!! Legal!
        Eu concordo com vc sobre o exemplo dos “quarterbacks”, não é interessante para quem não entende nada do esporte (como eu!)… mas, vale como aprendizado.

        Sobre os resumos: o interessante para nossa atividade é que relatem os objetivos principais do capítulo, discutindo-os a partir de alguns exemplos-chave, sim; mesmo para os trechos mais técnicos, não acho necessário fazer citações literais – o texto aqui é mais informal, bastando reportar corretamente o conceito.

        Aguardo mais comentários, vamos lá pessoal!!

  3. Luciana Dolci Says:

    Boa noite!
    Sobre o primeiro capítulo, o exemplo do futebol americano não é dos melhores para nós, mas acho que faltou comentar a esperada relação positiva entre ser um bom jogador e o resultado do teste Wonderlic. No livro, mostra-se que muitos quarterbacks que, pelo que parece, foram bons, mas não conseguiram boas pontuações nestes testes. Isto tambem mostra bem o espírito do primeiro capítulo, que em uma decisão que envolve várias opções para serem analisadas em muito pouco tempo, o que um indivíduo sente pode ser um atalho para conectar o que uma pessoa sabe por experiência ao seu processo de decisão de maneira natural e rápida. Acho que isto foi o que eu mais senti falta no comentário do Diego, o resto eu concordo. ^^

    • Priscila "`Ω" Pacheco Says:

      Mas o desempenho no teste Wonderlic e o fato de serem bons jogadores seria mesmo positivamente ligados? Uma vez que fazer decisões arriscadas durante o jogo estão muito mais ligadas ao fato de poder prever / deduzir os movimentos do time adversário, dado que acertar ou não um passe seja um evento aleatório, tal ação estaria mesmo tão relacionada a inteligência digamos “racional”? Mesmo hoje em dia o teste é considerado polêmico e muitos times não o levam em consideração, pois acabam por ridicularizar excelentes atletas que atingem notas menores.

  4. Anna Carolina M. del Cura Says:

    O que mais me chamou atenção nesse capítulo, foi o fato de como nossas emoções estão presentes na tomada de decisões. O exemplo mais marcante é o de Elliot, que após a cirurgia para retirada de um tumor (em uma parte do cérebro responsável por nossas emoções, decisões) tornou-se um homem frio, sem sentimentos e que não conseguia tomar pequenas decisões do dia-a-dia. E eu fico pensando, e agora? Ele será sempre esse homem frio, incapaz de tomar decisões?
    O nosso cérebro é uma “caixinha de surpresas” e sempre temos algo a aprender a respeito.

  5. Orlando Yuzo Iwamura Says:

    O ponto princial deste capítulo foi a tomada de decisões do ser humano através da razão e principalmente da emoção, que sem ela não tomamos decisão. Aprendi que as emoções estão sempre presentes até mesmo nas simples decisões. Um computador não conseguiria tomar as decisões da mesma forma que nós . O que mais me chamou atenção foi o caso do paciente Elliot ,que teve seu córtex afetado após retirado do tumor, não conseguir tomar decisões simples devido ao processamento de emoções pelo cérebro terem sido afetadas.

  6. Thaís Dias Says:

    Roseli, realmente faltou nossa opinião, e como sugeriu, vou usar esse comentário para deixar o meu ponto de vista e aprendizado do capítulo.

    Bom, o que mais me chamou a atenção no capítulo foi a ligação que o autor fez entre a razão e a emoção, e como uma coisa está ligada a outra. (Eu mesma sempre as vi como duas coisas distintas.)
    O exemplo de Elliot abordado no capítulo foi mais do que persuasivo e provou que definitivamente, ao contrário do que se imaginava, as emoções são fundamentais para uma tomada de decisão. Elliot sem suas emoções não passava de um espectador, imparcial, incapaz de ter uma opinião sobre qualquer coisa.
    A frase “Do ponto de vista do cérebro humano, o Homo sapiens é o animal mais emocional de todos.”, explica bem essa situação. Justo o homem, que sempre se vangloriou por ser o único animal racional da terra, não seria nada racional sem suas emoções.
    Resumindo, acho que nesses capítulo o autor tenta nos mostrar como uma tomada de decisão está relacionada entre a junção de emoção e razão.

    Fazendo um parenteses para comentar a opinião da Luciana Dolci, concordo com a Pri Pacheco, não creio que o teste de Wonderlic esteja relacionado diretamente ao desempenho dos quaterbacks. Se não estou enganada (faz um tempo que já li o capítulo), o autor deu um exemplo em que o teste de Wonderlic não se demonstrava a forma mais eficaz de desempenho, já que houve jogadores que tiveram desempenho inferior ao esperado no teste porém se saiam ótimos quaterbacks.

    (ah, ao contrário dos outros alunos, adorei a parte em que se falava dos quaterbacks! )
    =)

  7. Fábio Bottaro Says:

    Não gostei muito da forma de apresentação dos exemplos utilizados pelo autor, pois, no meu ponto de vista, carece de informações relevantes. No caso do jogador de futebol, fica parecendo que ele considera um jogador inexperiente tomando uma decisão. Não só no futebol, mas em todos os esportes (e na maioria das profissões relacionadas à processos de tomada de decisão), os jogadores são treinados realizando jogadas repetidamente até a exaustão, criando assim uma espécie de padrão de comportamento dos jogadores de sua equipe, sabendo qual é a eficiência média de seus passes em determinadas direções e situações. Não é um simples “eu acho que ali vai dar certo”. O que diferencia um bom jogador do outro é a quantidade de informação armazenada (ou seja, quanto ele treinou aquele movimento) e a rápida leitura dessa base de dados. O feeling entraria aí, mas seria mais uma capacidade de relacionar a situação presente com as já ocorridas.
    No final, o trecho em o autor diz: “sempre que ele via um jogador de seu time que estava já marcado um sentimento negativo sobrevinha, e ele então deixava de fazer o passe, ate que visualizasse um jogador livre e então um sentimento de explosão sutil de emoção positiva o assegurava de que aquele seria o passe correto a se fazer”, ao meu ver isso é um fato totalmente racional.
    Sim, as emoções influenciam o processo de decisão, mas acredito que seja mais na parte da recepção da informação do que necessariamente no processamento.

  8. Isabela P. S. Says:

    Desde o início, o livro tem trazido narrativas interressantes, a maioria dos casos até com certo suspense para prender o leitor sem tirar de foco do processo decisório. A introdução expõe um episódio bastante nativo, pois trata-se um um jogo de futebol americano, contudo o relato é coerente e começa a alertar o leitor sobre a quantidade de informação envolvida toda vez que temos que tomar uma decisão. Somente com a leitura introdutória do primeiro capítulo já é possível perceber como o livro é bastante denso, e rico em comparações. Entre elas a comparação com o diretor de programas de televisão, ilustra bem o foco no processo decisório.

  9. Karina Pagan Says:

    O fato de o homem ser considerado o ser mais emocional e não o mais racional como dizem a maioria das pessoas foi bem interessante.O que tambem me chamou a atenção foi a forma como autor mostrou o funcionamento do cerebro ao introduzir o exemplo do jogo de futebol americano que alias foi um bom exemplo,pois é um jogo muito famoso nos Estados Unidos. Outro ponto que merece destaque neste capitulo , é em relação as danificações na região do córtex frontal.Como mencionado pelo autor,as pessoas com lesão nesta região não conseguem tomar decisões ou perdem todas as coisas que conquistaram,como foi o caso da jovem que tinha um futuro brilhante mencionada no capitulo 4 e o homem que perdeu seu emprego e sua mulher.Isto mostra o quanto essa região do cérebro é importante

  10. Natália Pagan Says:

    O capitulo foi interessante porque mostrou que a racionalidade apenas, não possibilita na tomada de decisões, pois é a parte emocional do cérebro que captura os estímulos e os interpretam, possibilitando assim a tomada de diversas decisões como arremessar uma bola na cesta de basquete,decidir o que irá comer , mas é o córtex pré-frontal que nos permite decidir qual será a melhor decisão como foi visto no capitulo quatro. Os exemplos foram bastante construtivos e ajudaram a desenvolver o tema , aliás o exemplo do futebol americano foi muito bom , percebe-se também excelente desenvolvimento do conteúdo , explicações científicas,exemplos do cotidiano, sem dúvida um ótimo trabalho do autor.

  11. Karina Pagan Says:

    O fato de o homem ser considerado o ser mais emocional e não o mais racional como dizem a maioria das pessoas foi bem interessante.O que tambem me chamou a atenção foi a forma como autor mostrou o funcionamento do cerebro ao introduzir o exemplo do jogo de futebol americano que alias foi um bom exemplo,pois é um jogo muito famoso nos Estados Unidos. Outro ponto que merece destaque neste capitulo , é em relação as danificações na região do córtex frontal.Como mencionado pelo autor,as pessoas com lesão nesta região não conseguem tomar decisões ou perdem todas as coisas que conquistaram,como foi o caso da jovem que tinha um futuro brilhante mencionada no capitulo 4 e o homem que perdeu seu emprego e sua mulher.Isto mostra o quanto essa região do cérebro é importante.

  12. Tagid Malatesta Says:

    O texto é bem interessante.

    Para mim, a palavra chave do capítulo é feeling. Surge ao longo do tempo, depois que emoção e razão se mesclam nas suas devidas proporções resultando em experiências. Daí, é como se o cérebro executasse as funções num modo, vamos dizer, semi-automático.

    O fato é que nosso cérebro tem o poder de traduzir percepções, sinais emocionais e muitos outras informações que não tem sentido lógico em decisões.

  13. Letícia Delagostini Says:

    O primeiro capítulo desse livro começa a introduzir o quanto uma tomada de decisão é importante em nossas vidas. E quantas vezes fazemos isso no nosso dia-a-dia sem ao menos perceber.
    O exemplo de Elliot ilustra isso muito bem. Quando o tumor é retirado de seu cérebro, ele se torna um ser imparcial, que não reage a nenhum acontecimento a sua volta e incapaz de sentir, ou até mesmo demonstrar, algum sentimento. Coisas normais que ele faria em minutos, agora demoram horas pra ser realizadas.
    O exemplo de Stein logo em seguida nos mostra também que não adianta ter toda uma bagagem, e toda um estudo feito para a filmagem de uma novela, ou mesmo de um capítulo sem ter um “feeling” que o faz ter certeza de que essa é a melhor maneira de passar a novela ao telespectador na maior naturalidade possível. Isso tudo em questões de minutos.
    Isso mostra que a razão e a emoção andam lado a lado em uma tomada de decisão. Precisamos sim ser racionais, saber do que se trata e o que vamos escolher. Mas também precisamos ser intuitivos, sentir que estamos escolhendo ou fazendo a coisa certa.
    O mais interessante do capítulo é como o autor conta a história de todas as descobertas relacionadas ao cérebro ao longo do tempo. Antes com Platão, depois com Freud aprimorando a ideia de Platão e logo em seguida com as divisões do cérebro e a descoberta que na parte racional do cérebro existe muito emocional também.
    Resumindo, tudo isso nos mostra que razão e emoção andam interligadas, uma dependendo da outra, o que nos faz poder enfim tomar nossas decisões.


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