O II Enbeco

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No ultimo dia 09 de março, encontramo-nos em Belo Horizonte, no Ibmec, para a realização do II Encontro Brasileiro de Blogueiros de Economia (Enbeco), organizado por Claudio Shikida e Cristiano Costa. No primeiro painel do evento, participaram os colegas Angelo Fasolo (The Duke of Hazard), Celso Toledo e Fabio Kanczuk (A Consciência de três Liberais), Drunkeynesian (Anônimo, mas não mais para os participantes do encontro!), que falaram sobre a crise do euro e o caso da Grécia, e concordaram que, após o ajuste da dívida grega, acabou a crise do euro, mas sem uninanimidade sobre a saída ou não da Grécia da zona do euro.

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No segundo painel, participamos eu, Thomas Kang (Oikomania) e Claudio Shikida. O tema era o uso dos blogs na sala de aula, eu iniciei o painel contando um pouco da minha experiência em usar o blog como repositório de textos sobre temas de macroeconomia e finanças, mas também como estratégia didática, com atividades que envolvem a participação ativa dos estudantes, conectadas a atividades em sala de aula e, obviamente, com avaliação e nota. Os colegas do painel contaram um pouco da história de seus respectivos blogs, mas sem um foco muito específico no tema. Num momento em que a internet ja vem revolucionando a educação, esse é um tema que não atrai os colegas professores de economia, aqui no nosso mundo – a maior parte vai mesmo na linha do “chalk and talk”… (veja esse post).

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O último painel contou com a participação de Cristiano Costa, Felipe Salto (Blog do Felipe Salto) e Fernando Meneguin (Brasil, Economia e Governo), tratando do tema fiscal, com a entusiasmada atuação do Cristiano, tentando chamar a atenção da platéia para o absurdo que é nossa estrutura tributária.

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Foi um encontro bastante divertido e informal, muito bem organizado, e que rendeu bons debates de idéias e, mais importante, a oportunidade para o público de conhecer um pouco mais das contribuições da blogosfera para a disseminação de informações e análises técnicas ou normativas sobre temas de economia.

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Obrigada a todos, patrocinadores, participantes e painelistas, e principalmente, ao Cláudio e ao Cristiano, pela organização do evento! 

Primeiras aulas de macro…

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Você se lembra das suas? Eu me lembro das minhas… como estudante, eu digo! Começar a estudar macroeconomia é sempre estimulante, a gente acha que vai entender tudo de tudo aquilo que passa na TV sobre inflação, desemprego, taxas de juros e câmbio, exportações, fluxo de capitais, crises financeiras, etc, etc, etc… E, de certa forma, é verdade! 

Por que de certa forma? Porque o início desse processo de aprendizado todo está aí, de fato, nas primeiras aulas de macro, que se torna realmente interessante, no sentido de nos propiciar compreensão das economias contemporâneas, alguns semestres mais tarde, quando o funcionamento de economias abertas é estudado e as relações internacionais em termos de bens e de capitais são explicitamente trazidas para o instrumental de análise, além de aspectos mais modernos do desenvolvimento teórico como o regime de metas de inflação e o papel da credibilidade e das instituições na macroeconomia. 

Assim, tenhamos paciência… e saibamos que dificilmente se alcança o conhecimento mais complexo sem dar os passos básicos. Uma base bem consolidada é a fonte para uma caminhada mais tranquila rumo aos avanços futuros! Além disso,  como também alertei os alunos, é também muito importante reconhecer os limites daquilo que se estuda, saber para o que não serve determinada teoria ou modelo. Porém, ainda assim, esse raciocínio básico de macro já ajuda a dar os primeiros passos no mundo real, como Paul Krugman nos mostra neste post ou neste (vale a pena ler…)

Tenho pensado em como realizar com os estudantes de Macro I atividades interativas, com o uso mais efetivo do blog como instrumento didático, mas ainda não consegui pensar em nada que me pareça factível (tal como a atividade que realizaremos em Finanças). Um dos alunos me sugeriu que tal atividade utilizasse notícias sobre macroeconomia nacional ou internacional, achei ótima a ideia, mas acredito que, por ser um curso bastante básico, poderíamos ter mais confusões do que aprendizado efetivo. E, como também já alertei meu alunos desse semestre, é muito fácil um estudante novato no ramo achar que macroeconomia é “embromation”, ou apenas seu juízo de valor sobre os fatos, e inventar o que eu costumo chamar de “macroeconomia da minha cabeça”… Acontece muito em provas: o estudante preenche páginas de texto usando conectivos conclusivos (portanto, assim, logo… ) e traça um emaranhando sem nexo de raciocínios falaciosos (para ser simpática… rs).

Se você, estudante ou não dessa disciplina, tem uma sugestão de atividade, deixe seu comentário! Agradeço!

 


Lendo um livro com a moçada!

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Turminha de Finanças I, tou achando que vai rolar um semestre bacana com atividades divertidas e interativas!

Vamos ver como está a participação de vocês e a adesão à proposta de atividade que discutimos em classe? Primeiro, um resumo da atividade:

1. Vamos ler o livro “How we decide” de Jonah Lehrer juntos (eu já li, mas vou ler novamente!), buscando compreender os demais fatores que afetam as decisões em geral (e financeiras, em particular) e como os avanços das neurociências estão contribuindo para o desenvolvimento (revolução??) da teoria financeira;

2. A atividade será realizada em grupos de até 4 componentes, e cada grupo vai se responsabilizar por produzir um texto para o blog, discutindo um capítulo do livro.

3. Todos os estudantes, inclusive do próprio grupo, participarão comentando o post, ressaltando outros aspectos do capítulo, deixando sua opinião, criticando, perguntando… ou o que quiserem!! Esse é um espaço informal e democrático!! Eu participo também dando minha opinião e fazemos uma síntese das participações em sala de aula.

O que você achou dessa atividade proposta?

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