Lomo o quê?
Gosto de fotografar em geral, mas nunca estudei o assunto (na lista de desejos futuros, assim como tocar um instrumento musical). Há algum tempo, topei com essa forma diferente de “capturar a alma” das coisas e pessoas – a lomografia. Sedução imediata, pois a primeira regra da lomografia é “Don’t think, just shoot!”, perfeito!
A história da lomografia remonta à União Soviética do início da década de oitenta, quando um gene
ral russo quis propiciar ao povo a oportunidade de registrar a vida cotidiana do comunismo e requisitou à Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie (Lomo) – fabricante de lentes e outros produtos óticos – que colocasse no mercado uma câmera compacta, automática, com boa lente, sensível à luz (para dispensar uso de flash) e com preço acessível. Surgiu, assim, a Lomo Compact Automat (LCA), na figura ao lado, minha preferida dentre uma variedade grande de “toy cameras”.
A lomografia, como forma de arte e movimento cultural, surgiu no início da década de noventa, quando dois estudantes vienenses encontraram uma LCA num mercado de pulgas na República Tcheca e saíram fotografando. Os resultados que obtiverem foram tão surpreendentes, que tiveram a idéia de difundir o uso dessas câmeras, com filmes negativos ou cromos, usando nestes o processo de revelação cruzada (x-pro, trocar o E61 pelo C41), o que causa inversão de cores, saturação, efeitos realmente inesperados – antítese da fotografia digital… Visite o site da Sociedade Lomográfica Internacional para saber mais!
Sim, em termos de fotografia, eu sou heterodoxa… rs… Mas como tudo na vida evolui em ciclos, atualmente não tenho me dedicado à lomografia… lomografo, mas não revelo, nem divulgo as fotos em minha lomohome (x-ploring é meu nickname), que tem cerca de 1700 lomos, produzidas ao longo de 3 anos e que representam no máximo 20% de tudo que lomografei nesse período.
Selecionei aqui algumas de minhas preferidas para vocês!
MASP pela lente de uma câmera médio formato, a HOLGA, “toy cam” total, ainda tiramos uma parte dela para entrar luz pelos mais diversos buracos, o que lá esses efeitos avermelhados…
Atravessando um rio com a balsa feijão-com-arroz, em Natal-RN.
Em minha lomohome há uma sequencia de álbuns com o tema “Skies & Clouds”, um dos meus preferidos…
Para terminar essa pequena amostra, uma lomografia feita com a câmera Fisheye, que produz esse efeito de tunel e de arredondamento da imagem, como uma grande angular, aqui em dupla exposição. Praça em frente ao Teatro Pedro II, Ribeirão Preto – SP.
Sim, em termos de fotografia, eu sou heterodoxa… rs…







segunda-feira 15 fevereiro 2010 às 16:42
Olá Roseli! Maravilhosas suas fotos! E seu texto então, sempre gostoso de ler, fluído, leve e cheio de bom conteúdo!
Parabéns querida! Blog on!
domingo 27 maio 2012 às 22:12
Olá Professora!
Nunca tinha ouvido falar dessa “modalidade” de fotografia, mas o resultado é muito interessante. Bateu uma curiosidade por esse assunto.